
"Penso que o grande desafio para todos, forças políticas e forças intervenientes na sociedade e também da Igreja, é saber se sim ou não somos capazes de nos pormos de acordo sobre aquilo que é o caminho para o bem de Portugal", afirmou o Cardeal.
D. José Policarpo falou ainda das relações entre a Igreja e o Estado, considerando que "era importante reconciliar a colaboração das forças profanas, das forças sociais, com a presença da Igreja e a sua contribuição positiva para a sociedade". "Um divórcio entre a sociedade e a Igreja não é bom nem para a sociedade nem para a Igreja", sustentou.
Todos sabemos que o diálogo é difícil, mas também todos estão de acordo que sem ele vai ser quase impossível sair da crise.
Há que chegar a um acordo em pontos nevrálgicos como a educação, a protecção dos mais pobres, as leis laborais, a política da saúde, etc..
Portugal tem uma dívida externa que não vai ser fácil livrar-se dela. Mas ninguém pense que isso pode continuar. Há que definir prioridades nos gastos públicos. Se não, os credores obrigar-nos-ão a pagar com língua de palmo. Contenção nos gastos terá que ser a palavra de ordem. Doutro modo entramos em bancarrota.
M. V. P., in O Amigo do Povo
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