segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Que as crianças sejam respeitadas e amadas e nunca sejam vítimas de exploração nas suas variadas formas.

Amar e respeitar as crianças -Intenção do Papa para o mês de Dezembro

1. Celebrar a infância
As crianças são uma poderosa afirmação de vitalidade – e a vida deve ser celebrada, pois trata-se de um dom. As crianças são uma excelente razão para viver – pois elas, na sua dependência, exigem-nos que vivamos e vivamos plenamente, comprometidos com o seu presente e empenhados em preparar o futuro humanizado a que têm direito. As crianças são o motivo para não nos instalarmos num presente indefinido, egoisticamente fechados na concha do nosso quotidiano sem saída – pois são a nossa humanidade renovada e a renovação da humanidade.
Importa, por isso, celebrar as crianças. O mês de Dezembro, com as festas de Natal, é propício a esta celebração da infância. Não só pelas festas, pelos brinquedos, mas sobretudo porque na raiz de tudo isso, mesmo se já esquecido ou até rejeitado, está o nascimento de uma criança, há dois mil anos, em Belém de Judá: Jesus, de quem Se há-de escrever, anos mais tarde: «O Verbo (de Deus) fez-Se carne e habitou entre nós» – acontecimento único na história da humanidade mas, ao mesmo tempo, sempre renovado em cada criança que é concebida.

2. Quando as crianças não têm lugar
A cultura ocidental tem vindo a desenvolver uma doença única, no panorama das culturas actuais. Como nenhuma outra, cultiva uma estranha forma de desprezo e ódio por si mesma, pelas suas origens e por tudo quanto contribuiu para a tornar aquilo que é – e, de caminho, deixou de acreditar nos valores que universalizou, erigindo o bem estar económico como objectivo único dos seus trabalhos. Instalou-se no presente, rejeita o seu passado e descobre-se profundamente desconfiada e temerosa, face ao futuro.
Uma cultura assim tem sempre menos lugar para as crianças, pois constituem um risco, exigem sacrifícios, solicitam um passado onde enraizar-se e evocam o futuro que há-de ser seu. No Ocidente, as manifestações desta patologia estão um pouco por todo o lado: hotéis, restaurantes, condomínios «livres» de crianças, casais que não admitem ter filhos porque não querem «perder» liberdade nem diminuir o bem estar económico, gente para quem a palavra «procriação» tem estatuto de palavrão, taxas de natalidade abaixo do mínimo necessário para renovar as gerações... A coroar tudo isto, o aborto promovido como direito humano e método de planeamento familiar, protegido pelas leis dos Estados e financiado pelos mesmos Estados.

3. As crianças no fio da navalha
Há uma dimensão do Evangelho que nos passa ao lado com frequência. É aquele «vai e faz tu também do mesmo modo» com que Jesus encerra a parábola do «bom samaritano». Jesus não espiritualiza a caridade nem a torna algo de abstracto, uma espécie de pena indefinida por quem sofre. A caridade, para Jesus, vem com aquele que se cruza connosco e se faz nosso próximo, na sua dor. É a ele que precisamos de estar atentos, é dele que precisamos de nos fazer próximos, é deste próximo que precisamos de cuidar.
As crianças, na fragilidade que lhes é própria, encontram-se constantemente no fio da navalha: são mortas ainda antes de nascer, são agredidas, física ou psicologicamente, exploradas, usadas para fins inconfessáveis por adultos, transformadas em soldados, utilizadas para fins comerciais, usadas como arma de arremesso em situações de divórcio, desconsideradas no seu desenvolvimento equilibrado, etc.
Sabemos tudo isto. Mas fazemos algo de concreto pela criança que, na sua dor, se faz o nosso próximo? Sabemos que há crianças mortas antes de nascer, vítimas do aborto – e fazemos algo para ajudar aquela mulher grávida, abandonada e pressionada para abortar? Sabemos que há exploração sexual de crianças e escandalizamo-nos com isso – e fazemos algo para ajudar aquela adolescente que se prostitui na rua por onde passamos todos os dias? Sabemos que milhões de crianças passam fome – e fazemos algo para ajudar aquela família nossa vizinha a ter pão na mesa, às refeições? Sabemos que há crianças soldado, lá longe, na África e na Ásia – e fazemos algo para ajudar crianças nossas conhecidas vítimas da violência? Sabemos que há crianças exploradas por empresários gananciosos – e fazemos algo para ajudar aquela família que não pode pagar as contas ao fim de mês se lhe faltar o salário do filho mais novo?
Todos podemos fazer algo. Se temos filhos, comecemos por nossa casa, amando-os e cuidando-os, para que cresçam felizes e encontrem na família e na sociedade espaços de realização plena da sua infância e desenvolvimento harmonioso da sua personalidade, e possam ser, mais tarde, jovens e adultos equilibrados, integrados e socialmente responsáveis, capazes de dar continuidade à humanização do mundo. Mas não fiquemos em casa, olhemos à nossa volta e tenhamos a coragem de acolher a criança que se faz nosso próximo, na sua necessidade. Será, sem dúvida, um modo excelente de celebrar um Natal cristão.
Elias Couto, in ecclesia

domingo, 29 de novembro de 2009

Com os Ministros Extraordinários da Comunhão e com os Zeladores

Neste Ano Pastoral, centrado na Eucaristia, realizou-se esta tarde uma reunião com os Ministros Extraordinários da Comunhão e com os Zeladores da Associação do Sagrado Coração de Jesus e do Apostolado da Oração. Neste encontro, que começou e terminou com momentos de oração, abordaram-se os seguintes assuntos:
- Momentos de Oração na Paróquia ( pode consultá-los neste blog na coluna da direita). Necessidade da oração para o nosso equilíbrio espiritual... Oração como força apostólica... Oração como fomento da nossa continuada amizade com Deus... Falámos de casos onde é patente a força imensa da oração que opera maravilhas (tantas vezes sem delas nos apercebermos...);
- Importância do desagravo ( assim como numa família equilibrada os pais tantas vezes pedem desculpa pelos erros dos filhos, assim na Igreja, família e povo de Deus, somos chamados a pedir perdão pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não amam);
- Relevo do contacto pessoal dos ministros com os doentes e dos zeladores com os associados. Neste contacto com as pessoas, não vão em nome próprio, vão em nome da Igreja. É a Igreja presente junto das pessoas;
- Centralidade da Eucaristia na vida dos cristãos. Ajudar as pessoas a comungar com dignidade tanto nos templos como nas casas (doentes). Insistiu-se no modo de administrar a Eucaristia aos doentes ( presença da vela acesa, ambiente de recolhimento, preparação da Comunhão, Acção de Graças...);
- Comunhão na mão ou na boca. Embora seja porventura aconselhável neste momento a Comunhão na mão (a gripe A é real...), ninguém pode impor a ninguém uma maneira de comungar. Há que ter sempre todo o cuidado e delicadeza para evitar ficar com os dedos molhados com a saliva...). As nossas mãos são tão sagradas como a nossa língua - e às vezes bem mais puras!!! Na Última Ceia Jesus não deu a Comunhão aos apóstolos na boca. "Tomai e comei..."
- Necessidade de levarmos uma palavra de esperança que brota do Evangelho. A bondade, a afabilidade, o sorriso, a gentileza curam e tornam os corações menos empedernidos. Mesmo quando seja preciso alertar, fazê-lo sempre com delicadeza e discrição;
- Sentido redentor do sofrimento. Diz São Paulo: "Completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo." Assim como riachos e rios desaguam no mar e as suas águas ficam salgadas pela força das águas do mar, assim também os nossos sofrimentos unidos a Cristo se tornam salvação para o mundo. Precisamos de ajudar os doentes e sofredores a descobrir, à luz da fé, o valor salvífico do seus sofrimentos;
- ELE só nos mandou semear, porque a colheita é com ELE. Perante os desânimos, incompreensões, alheamentos, desinteresses de muitos, não nos cabe desistir. É preciso não largar "a rabiça do arado". O Senhor fará o resto.
- Ecologia: respeito pela criação. A propósito do tema que o Papa propõe à Igreja para o mês de Novembro, falamos de ecologia, respeito pela Natureza, obra do poder criador de Deus, da "ecologia humana" que exige máxima atenção ao bem comum e à dignidade humana que pressupõe justiça social.
- As crianças pequeninas na Missa. Os bons hábitos adquirem-se desde o berço, pois é de "pequenino que se torce o pepino". Assim como na família as crianças não são afastadas do convívio familiar pelo facto de serem mais desinquietas e terem menor capacidade de concentração, assim também na Eucaristia. Na festa da família cristã elas têm sempre o seu lugar e todos as devemos acolher e ajudar a crescer...

Bento XVI pede alegria no Advento

Veja aqui a palavra do Papa no início do Advento.
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl=&id=76391

O Advento – concluiu Bento XVI – é o tempo da presença e da expectativa do eterno. Precisamente por esta razão é, de modo particular, o tempo da alegria, de uma alegria interiorizada, que nenhum sofrimento pode anular. A alegria pelo facto de que Deus se fez menino. É esta alegria, invisivelmente presente em nós, que nos encoraja a caminhar confiantes”.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

1º Domingo do Advento - Ano C


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Quantas vezes estamos à espera de alguma notícia ou acontecimento do qual vai depender a nossa alegria ou satisfação de algum desejo?
Neste Advento, que domingo inicia, toda a Igreja se dispõe a celebrar o nascimento de Deus feito homem e o aniversário de Jesus.
O que nos pedirá Deus nesta primeira semana do Advento em que esperamos o nascimento do Seu Filho?
Que permaneçamos vigilantes. Quando alguém fica de vela a um doente ou precisa de fazer serão para preparar alguma festa, fica «atento» a tudo o que se passa; do mesmo modo, a vigilância a que nos referimos, exige preparação interior, recolhimento, exame de consciência, reflexão sobre as coisas que, na nossa vida, precisam de ser modificadas.
Que esperemos, atentos e cheios de alegria, ansiosos, como se espera alguém que se ama, com vontade de lhe ser prestável.

O que é o Advento?

Chamamos «Advento» ao período das quatro semanas anteriores ao Natal, durante o qual a Igreja nos convida a preparar a festa, chamando-nos à oração e gestos de amor a Deus e ao próximo.
No tempo de Advento, a Igreja revive as «vindas» de Jesus ao seu povo:
· A vinda histórica, em carne mortal, como Menino, no Natal;
· A vinda triunfal, como Senhor, quando o seu Reino se manifestar plenamente;
· A vinda íntima, permanente, ao cristão que prepara o seu coração.

Durante o Advento Jesus vem despertar as nossas capacidades de amor, de oração, de confiança em Deus, de bondade, de solidariedade e de oração que estavam adormecidas no fundo de cada um de nós! Ele vem despertar em nós o amor a Deus e o amor ao próximo. Vem despertar em nós a alegria de sermos amados por Deus.

A Coroa do Advento

Consiste numa coroa feita com ramos verdes e flores, na qual se inserem quatro velas que significam as quatro semanas de preparação para o Natal, ou seja, o Advento.
De origem escandinava e germânica é cada vez mais utilizada entre nós. Esta coroa ajuda a aprofundar a espera e a intensificar, em cada semana, a preparação para a vinda do Senhor.
· A sua forma circular indica perfeição, a plenitude a que devemos aspirar na nossa vida de cristãos.
· Como coroa, significa a dignidade, a realeza que Cristo veio outorgar ao cristão, isto é, a honra, a grandeza, a alegria, a vitória.
· Os ramos verdes significam também o senhorio de Cristo sobre a vida e a natureza, dons de Deus que merecem o nosso cuidado e respeito.
· A luz que se acende indica o caminho, afasta o medo e fomenta a comunhão. A luz das velas é símbolo de Cristo, luz do mundo.
· Acende-se uma vela a cada semana; uma na primeira, duas na segunda, três na terceira e quatro na quarta semana, simbolizando a nossa ascenção gradual para a plenitude da luz do Natal.

Banda Jota

Veja o vídeo:
http://www.agencia.ecclesia.pt/widgets/mediabox.shtml

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

«O mal causado às crianças nunca poderá ser reparado».

A Igreja Católica da Irlanda encobriu as sevícias sexuais contra crianças realizadas por padres da região de Dublin, durante 40 anos, acusa o relatório do inquérito oficial divulgado esta quinta-feira. O arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, já expressou as suas «desculpas, tristeza e vergonha» por estes actos.
Os bispos pretendiam proteger a reputação da Igreja em detrimento das vítimas, segundo o relatório de 720 páginas - entregue ao governo em Julho -, que analisa os casos de 46 padres em relação aos quais foram apresentadas 320 queixas.
Os 46 padres foram seleccionados entre mais de 150 padres de Dublin implicados nos abusos de rapazes e raparigas desde 1940.
As vítimas congratularam-se com a publicação do relatório, mas adiantaram que o governo e a Igreja ainda têm muito que fazer para compensar os erros do passado.
O governo disse que a investigação «mostra claramente que crianças inocentes foram alvo de uma sistémica e calculada perversão do poder e confiança» na arquidiocese.
«Os criminosos devem continuar a ser trazidos à justiça e o povo da Irlanda tem de saber que isto nunca mais pode acontecer», adiantou o governo, que pediu desculpa pelo fracasso do Estado em responsabilizar as autoridades eclesiásticas.
O arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, já expressou as suas «desculpas, tristeza e vergonha» após a divulgação deste relatório.
«Ofereço a cada sobrevivente as minhas desculpas, a minha tristeza e a minha vergonha pelo que se passou», declarou Martin durante uma conferência de imprensa.
O arcebispo, em funções em Dublin desde 2004, lamentou a atitude da hierarquia católica, que encobriu os abusos e não informou a polícia, sublinhando que «o mal causado às crianças nunca poderá ser reparado».
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1431472

A frontalidade, a verdade e a repulsa por tão hediondos actos. Muito bem, senhor Arcebispo de Dublin! A humildade séria que pede desculpa. "Pecámos, Senhor! Tende compaixão de nós!"
A Igreja é santa e pecadora. Santa em Cristo; pecadora nos seus membros. Quanto mais aparece diante de nós a negrura dos pecados dos homens, mais brilha a beleza da Santidade Cristo. Sem ti, Senhor, que seria de nós!?
Vem, Deus de Amor, quebrar o gelo dos nossos corações e seduzir-nos para a beleza do amor! Vem, Senhor, convocar-nos para a urgência da conversão de vida, rumo ao homem novo e ressuscitado!
Só em Ti confiamos.

João Paulo II, Bento XVI, Arcebispo de Dublin ... pedem desculpa pelos pecados dos cristãos. Fantástico gesto!
Que outra instituição fez isto?
Já viram os crimes cometidos, por exemplo, por tantas forças políticas ao longo da História... Alguma pediu perdão!?
É na humildade, no arrependimento e na abertura ao perdão de Deus e dos homens que está a grandeza da Igreja...

Deus cuidará de ti

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Aflito e triste coração,
Deus cuidará de ti;
Por ti opera a sua mão,
Que cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.

Na dor cruel, na provação,
Deus cuidará de ti;
Socorro dá e salvação,
Pois cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.

A tua fé Deus quer provar,
Mas cuidará de ti;
O teu amor quer aumentar,
E cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.

Nos seus tesouros tudo tens,
Deus cuidará de ti;
Terrestres e celestes bens,
E cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.

O que é mister te pode dar,
Quem cuidará de ti;
Nos braços seus te sustentar,
Pois cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.

Nelson Ned -Composição: Civilla Durfee Martin

MANDAMENTO NOVO

Dou-vos um mandamento novo.
Dou-vos um mandamento novo:
Que vos ameis uns aos outros
Como Eu vos amei.

Quando todos vos amardes como irmãos,
Será esse o testemunho do meu Reino.
Quando todos praticardes a justiça,
Dais ao mundo a conhecer o Evangelho.

Todo aquele que me fizer conhecido
Pelas obras da verdade e do amor,
Anuncia a certeza de um caminho,
Aproxima os que vivem sem esperança.

Se guardardes os preceitos que vos deixo
Tereis força para vencer a opressão.
Se fizerdes o que vistes e ouvistes,
O meu reino crescerá como um fermento.

Não ameis somente aqueles que vos amam,
Mas amai quem vos odeia e vos insulta:
É assim a nova lei que venho dar-vos;
Sereis felizes se a quiserdes praticar.

Não julgueis para que não sejais julgados;
Procurai primeiro a trave que vos cega;
Tudo quanto desejardes que vos façam,
Fazei vós, que é esta a lei dos profetas.

"Explosão vocacional"

“Quando o Povo não funciona, é então que Deus entra para resolver. Por isso acredito que, diante desta situação sem saída, poderemos estar perto de uma “explosão vocacional”. - D. Manuel Clemente

"É melhor confiar no SENHOR. do que fiar-se nos poderosos"

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Qual a diferença entre o 'Credo antigo' e o 'Credo moderno'?

Senhor Padre, gostava muito do "Credo antigo", mas agora só se ouve e só se reza o "Credo moderno".
A Igreja retirou o "Credo antigo"?
José Domingues

Caro visitante, agradeço a sua visita e a questão que coloca.

O Credo que é costume proclamar nas Eucaristias da maior parte dos lugares chama-se Credo Niceno-Constantinopolitano, porque é uma formulação dogmática e litúrgica que ficou selada pela reflexão teológica do Concílio de Niceia (em 325) e do Concílio de Constantinopla (em 381). Mas antes desse existia já o Símbolo dos Apóstolos, bem mais antigo, que segundo a tradição é uma formulação que vem mesmo do fim dos tempos apostólicos, por volta do fim do primeiro século. Em muitos lugares as pessoas estão mais habituadas a “rezar” este e chamam-lhe mesmo “o credo antigo”.
Como vê, ambos são antigos. O mais recente data do século IV.
A Igreja mantém os dois, claro. E ambos podem ser rezados, na Missa ou fora dela. E existem outros "Credos", como o Credo Do Povo De Deus, do Papa Paulo VI.

Fica aqui o Símbolo dos Apóstolos (a que o visitante chama "credo antigo"):

Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado;
desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos Céus, onde está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica;
na comunhão dos Santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna.
Amen.

Repare!
O Credo foi constituído pelos Apóstolos e seus primeiros sucessores, a fim de que o povo cristão guardasse, de memória, os principais pontos da fé católica revelados por Jesus Cristo.
O credo é uma fórmula doutrinária ou profissão de fé. A palavra "CREDO" significa creio.

Deixo agora também o Credo Niceno-Constantinopolitano, aquele que normalmente é rezado na Missa e a que o amigo visitante chama 'Credo moderno'.


Creio em um só Deus,
Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigénito de Deus,
nascido do Pai
antes de todos os séculos:
Deus de Deus,
Luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro ,
gerado, não criado,
consbustancial Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E, por nós, homens,
e para a nossa salvação,
desceu dos Céus.
E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
Também por nós foi crucificado
sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras;
E subiu aos Céus,
onde está sentado à direita de Deus Pai.
De novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o Seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo,
Senhor que dá a vida,
procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos profetas.
Creio na Igreja
Una, Santa, Católica e Apostólica.
Professo um só baptismo
para remissão dos pecados.
Espero a ressurreição dos mortos;
E a vida do mundo que há-de vir.
Amen.

"Não quero um primeiro-ministro que tenha medo."

"Não quero um primeiro-ministro que tenha medo." A frase foi ontem proferida por D. Januário Torgal Ferreira, membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e bispo das Forças Armadas, que, instado pelo CM a explicar estas palavras, se recusou a entrar "em questões políticas".

Leia aqui a informação:
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=F1793752-34E8-4CFA-99F0-6435E7018C92&channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090&h=3

Plano Pastoral da Paróquia 2009/10

Veja aqui:
http://docs.google.com/fileview?id=0B0S9z3zzkTQkMWI5MTNkMGQtZjU4Zi00ZGFhLWJmZWItYzk0ZDIzOGZmY2U2&hl=pt_PT

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Comunhão Espiritual

A comunhão espiritual consiste, como diz São Tomás de Aquino, em um desejo ardente de receber Jesus Cristo sacramentalmente.

A Comunhão Espiritual é a reserva de vida e de Amor Eucarístico sempre ao alcance da mão para os enamorados de Jesus Eucaristia. Por meio da Comunhão Espiritual, de facto, ficam satisfeitos os desejos de amor da alma que quer unir-se a Jesus seu Amado Esposo. A Comunhão Espiritual é união de amor entre a alma e Jesus Hóstia. União toda Espiritual, mas real, até mais real do que a própria união em nós da alma com o corpo, “porque a alma vive mais onde ama, do que onde vive”, diz São João da Cruz.

A Comunhão Espiritual supõe, é evidente, a fé na Presença Real de Jesus nos Sacrários. Ela compreende o desejo da Comunhão Sacramental e exige a Acção de Graças pelo Dom recebido de Jesus. Tudo isso está expresso com simplicidade na fórmula de Santo Afonso de Ligório:

Meu Jesus, eu creio que vós estais no Santíssimo Sacramento. Eu vos amo sobre todas as coisas. Eu vos desejo em minha alma. E, já que agora não posso receber-Vos Sacramentalmente, vinde pelo menos espiritualmente ao meu coração.
Eu Vos abraço e me uno a Vós. Não permitais que eu me separe mais de Vós.”.

A Comunhão Espiritual produz os mesmos efeitos que a Comunhão Sacramental, conforme as disposições de quem a faz, conforme maior ou menor carga de afecto com que se deseja receber a Jesus e o amor mais ou menos intenso com que se recebe Jesus e com que nos relacionamos com Ele.
Privilégio exclusivo da Comunhão Espiritual é o de poder ser feita quantas vezes quisermos (e até mesmo centenas de vezes por dia), quando quisermos (mesmo em plena noite), onde quisermos (até num deserto... ou num avião em pleno vôo).
É conveniente fazer a Comunhão espiritualmente quando se particia na Santa Missa e não se pode fazer a Comunhão Sacramental no momento em que o sacerdote comunga.
A alma comunga também, chamando a Jesus em seu coração. Desse modo, toda Missa em que se tiver participado, estará completa: Oferta, Imolação e Comunhão. Seria deveras uma Graça Suprema, a ser invocada com todas as forças, se na Igreja se chegasse a realizar logo aquele voto do Concílio de Trento, “que todos os cristãos comunguem em todas as Missas que ouvem”: desse modo, quem puder participar de mais Missas cada dia, poderá também fazer comunhões Sacramentais cada dia.

LEIGOS SÃO A ACÇÃO DA IGREJA NO MUNDO

Importantíssimo!!!
Leia aqui:
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?tpl=&id=76257

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Uma mala...

A meio caminho entre a cantina e o hospital, cruza-se comigo um casal de idosos, que deviam rondar a oitava década de vida, que vinha do IPO. Um pouco ofegantes, a mulher pergunta-me qual era o caminho mais próximo para a paragem dos autocarros. Bem, conheço aquela zona relativamente bem e disse-lhe que havia duas. O melhor caminho dependeria do destinos que eles quisessem tomar. Depois de oxigenar melhor os pulmões diz o senhor: "Ó jovem, nós queremos a carreira que vai para Bragança..." E com um olhar já cabisbaixo acrescenta " ... e tá quase na hora!".
Uma longa avenida... Gente daquela idade...Aainda tinham de subir umas escadas... com a pesada e enorme mala. Dois seres da natureza transmontana perdidos no Outono na capital do norte correndo, ou melhor, andando para apanhar o autocarro.
Não consegui ficar indiferente. Para além de lhes ter indicado o caminho mais rápido, vi que a mala era um atrelado e atraso para eles. Pedi-lhes licença e peguei na mala. Subi as escadas. Enquanto subia a escadas diz o senhor "Quando eu for jovem, depois carrego eu a sua mala... quando você for velho!" Um sorriso que invadiu a minha pessoa. E, eu: "Combinado, caro amigo!"E sorri. Lá continuaram a sua correria...
Parte do trajecto complicado estava feito. Não obstante, gostaria ter levado aquela mala ao simpático casal até ao autocarro. Por questões de ordem profissional não o pude fazer.
Espero que tenham apanhado o autocarro!

O testemunho deste jovem estudante torna aqui bem presente a Palavra do Mestre:
"O que fizerdes a um dos meus irmãos, é a Mim que o fazeis."

Precisamos todos de aprender a grandeza dos pequenos gestos. Por eles passa ou não passa a nossa fé. Porque sem caridade nada somos.

Os leigos, na característica duma vocação de compromisso especial com as realidades terrestres, não podem esquecer este compromisso

"Quando se impede e não se reconhece a dimensão transcendente da pessoa estamos a mutilar a verdadeira realização humana e a ofender uma das exigências do bem comum; quando se favorecem grupos ou se desconsideram os mais frágeis e marginalizam as minorias, permitimos que a desigualdade cresça e que existam privilegiados e protegidos. Daí que, em nome do bem comum, importa acreditar que a vivência da caridade na verdade se pode expressar na luta pelo bem de todos e pela denúncia de situações reais lesivas da dignidade. A acção da Igreja também passa por aqui e os leigos, na característica duma vocação de compromisso especial com as realidades terrestres, não podem esquecer este compromisso, refugiando-se num devocionismo intimista ou concentrando-se num trabalho pastoral no âmbito restrito das comunidades."
D. Jorge Ortiga

Confie n'Ele...

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domingo, 22 de novembro de 2009

«A construção do Bem Comum – responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado”,

Ao longo de três dias, na cidade de Aveiro reflectiu-se sobre «A construção do Bem Comum – responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado , uma iniciativa promovida pela Comissão Episcopal da Pastoral Social.

Reunidos em Aveiro, de 20 a 22 de Novembro, mais de quatro centenas de participantes, com a presença de grande parte do episcopado português e de instituições de solidariedade social, aprofundaram a responsabilidade de cada cidadão, do Estado e da Igreja na construção do Bem comum.

Eis as conclusões:
1. Não cabe ao Estado substituir-se aos cidadãos, mas harmonizar com justiça os interesses sectoriais e promover as suas iniciativas. O povo é, deve ser e permanecer o sujeito, o fundamento e o fim da vida social, uma vez que a soberania radica na sociedade civil. É a construção do bem comum que justifica a autoridade do Estado.
2. O bem comum exige que se conceda ao princípio da subsidiariedade pleno alcance e sentido, aliás bem patente na Constituição da República Portuguesa e nos Tratados da União Europeia. Nesse contexto, deverá valorizar-se uma intervenção mais próxima dos cidadãos com lugares de decisão descentralizados.
3. Como elemento essencial da realização das pessoas exige-se a presença da religião. A este propósito é expressiva a afirmação do Papa Bento XVI na recente encíclica: “a religião cristã e as outras religiões só podem dar o seu contributo para o desenvolvimento se Deus encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, económica e particularmente política”. (Caritas in Veritate, nº 56)
4. Na actual sociedade pós-cristã, a laicidade é uma realidade social, que se joga constantemente no interior da comunidade cristã. Tem profundas implicações nas formas de convivência social. No domínio dos valores, considerou-se que a laicidade não é uma perspectiva neutral. A afirmação de valores religiosos, sobretudo no ensino, além de legítima, não coarcta a plena liberdade de formação dos cidadãos, concretizada na opção de escola. Na formação plena dos jovens há responsabilidades que à família incumbem e se vêem contrariadas por uma excessiva dependência da escola.
5. A confiança na sociedade, assumindo todas as suas responsabilidades, tem de verificar-se também no apoio social, nas acções culturais e demais sectores, não excluindo a indispensável intervenção pública, com o estabelecimento e a exigência do cumprimento das “regras do jogo”.
6. Nos direitos sociais, importa de facto passar da retórica à prática. Não basta a sua consagração em textos básicos nacionais e internacionais. Temos de mobilizar para intervenções adequadas a fim de dar satisfação a esses direitos seja na acção politica, seja na prática quotidiana.
7. A globalização, sendo inevitável, convenientemente governada constitui um factor de desenvolvimento humano. Só uma atenta vigilância atenuará os aspectos socialmente perniciosos, como o aumento localizado de pobreza e fenómenos de exclusão. Se governada por organismos supranacionais credíveis, evitar-se-ão efeitos nefastos. Para isso, é fundamental desenvolver actividades locais. Além do Estado, a palavra principal cabe aos empreendedores que têm que apostar claramente na comunidade onde se inserem.
8. No novo mundo a incrementar é indispensável a inovação social. O envolvimento da sociedade civil terá como resultado a conjugação de diferentes factores: predispor para a experimentação permanente; criar harmonia entre investigação e acção; aptidão para criar redes, colaborações e parcerias; novas soluções de investimento e capacitação de todos os actores sociais.
9. É da essência do catolicismo o afastamento de fatalismos e de tentações dominadoras. A interiorização dos valores revigora a segurança que conduzirá à profecia do serviço.
10. Prosseguir com coragem e aperfeiçoar com persistência as intervenções sociais da Igreja, em colaboração com todas as pessoas de boa vontade, permitirá chegar à promoção de dignidade de cada ser humano.
11. Como sectores sensíveis, dado que atendem a cidadãos com especiais dificuldades, importa garantir a qualidade da esperança na presença da Igreja junto dos doentes e dos reclusos.
12. Em cada diocese, requer-se o incentivo de grupos de líderes-servidores, quais agentes dinâmicos e criativos de transformação da mentalidade individualista. Assim se motivará para um fortalecimento da consciência participativa e responsável dos singulares cidadãos e se pautará a vivência cristã da construção do bem comum, pelo estilo evangélico.
Aveiro, 22 de Novembro de 2009
In ecclesia

sábado, 21 de novembro de 2009

Dia da Igreja Diocesana

É amanhã, Dia de Cristo Rei, que os crisãos desta diocese celebram o Dia da Igreja Diocesana.
É uma oportunidade para os cristãos afirmarem e testemunharem publicamente o seu espírito de comunhão e a consciência das suas responsabilidades.

Veja aqui o programa:
http://www.diocese-lamego.pt/in-cio/77

Quando...

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CRISTO REI - Ano B

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“O meu reino não é deste mundo”. Jo 18, 36

É um dos encontros mais espantosos do Evangelho: Pilatos e Jesus. O representante do império mais poderoso e o profeta do reino de Deus, o primeiro na sede onde dita as sentenças, Jesus preso como um delinquente. Que realeza é essa que Jesus reclama? Sem trono, sem poder, sem ambição de dinheiro, sem nenhum sistema injusto que o sustente, sem legionários que lutem por ele? “O meu reino não é deste mundo”! Porquê então a sua condenação? “Sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo a fim de dar testemunho da verdade.”
Toda a vida de Jesus é uma interpelação: “aquele que é da verdade escuta a minha voz”! E isto incomoda os grandes poderes em todos os tempos. Porque a sua maior ânsia é possuir a verdade. E em nome dela justificar, tantas vezes, o injustificável. Quem segue Jesus não é dono nem guarda da verdade, serve-a testemunhando-a. Por isso não pretende derrotar os adversários, nem impor uma doutrina, nem controlar a fé de outros ou ter razão em tudo. Porque vive em união a Jesus procura converter-se a Ele, quer transbordar o amor que sente por Ele, olhando tudo com os olhos do Evangelho, em tudo semeando a verdade de Jesus. Fazendo seu o programa das bem-aventuranças.
Jesus fala de um reino novo. Que não tem fronteiras porque o seu terreno é o coração dos homens. Que tem uma linguagem que todos entendem, a do amor. Um amor que radica no “amor das entranhas”, a “hesed” bíblica, traduzida depois por ágape e caridade. Assim se referia o P. Peter Stilwell à “compaixão”, a propósito da “Carta pela Compaixão”, uma iniciativa de várias confissões religiosas e não-crentes: “Trata-se de uma emoção delicada: um transbordar do coração perante as alegrias e sofrimentos dos outros. É um movimento profundo que arranca das raízes do nosso ser, antecedendo a reflexão da razão e a inclinação da vontade. Mais do que uma atracção "química" pelo outro, ou sequer um sentimento psicológico de afinidade, é uma virtude ou força espiritual. Os cristãos lêem-na como brotando do próprio Deus, e por isso lhe chamam "virtude teologal" (http://www.snpcultura.org/vol_carta_pela_compaixao.html).
Se queremos viver neste reino, talvez seja necessário um primeiro exercício: destronizarmo-nos a nós próprios, deixar de ser o centro das preocupações e colocar aí Deus e os outros. Valorizar os sentimentos, as atitudes, as palavras, o sofrimento e a alegria, que generosamente partilham. Despojarmo-nos dos mantos e vestes que aparentam auto-suficiência e olhar os outros nos olhos. Gostando mais de quem vemos. Escutando a verdade que também testemunham.
P. Vítor Gonçalves

"Gostava que me respondesse..."

"Senhor Padre, peço-lhe o favor de me responder a três perguntas minhas. Peço que o faça de uma forma simples e directa, sem muitas teorias. E se achar bem, publique estas minhas questões no blog, porque podem interessar a outros leitores.
1. O que é que um Bispo pode fazer e um padre não pode? Que é que diferencia um diácono de um padre?
2. O que é que compete verdadeiramente aos leigos?
3. Sendo os leigos, como já vi escrito por si, a maioria absoluta dentro da Igreja, por que razão têm tão pouco poder?"
Elisa Pinto

Elisa, muito obrigado pela sua presença e pelas questões que levanta.
As respostas rápidas em questões de doutrina não são fáceis. O "sim" e o "não" taxativos podem ser perigosos e infiéis à beleza da Mensagem. Mas vou tentar.

1. O Sacramento da Ordem tem três graus:
Primeiro grau: Diaconado
Segundo grau: Presbiterado (sacerdotes, padres)
Terceiro grau (plenitude da Ordem): Episcopado ( Bispos)

O Diácono pode pregar a Palavra de Deus, presidir a funerais e a procissões, administrar o Baptismo, presidir ao Matrimónio, estando especialmente vocacionado para as dinâmicas da caridade.
O Presbítero (padre, sacerdote) faz o que faz o Diácono. E mais: preside à Eucaristia e Confessa.
O Bispo faz o que fazem o Padre e o Diácono. Mas só ele pode administrar o Sacramento da Ordem. Normalmente é o Bispo que Crisma, embora possa - e fá-lo muitas vezes - delegar num sacerdote.
O Bispo, porque recebeu a plenitude do Sacramento da Ordem, preside à Igreja Local (diocese). "Onde está o Bispo, aí está a Igreja".
Ao Bispo cabe o múnus do serviço do governo da diocese. Ele confirma os irmãos na fé e preside ao serviço da caridade.
Os Padres são os seus colaboradores directos.

2. A Igreja é a comunidade dos que crêem em Cristo e n'Ele foram baptizados, sejam eles religiosos (frades e freiras), ministros ordenados (diáconos, padres, bispos) ou leigos. Portanto os LEIGOS também são Igreja.
Na Igreja existe uma igualdade fundamental (todos filhos de Deus pelo Baptismo) e uma diferença funcional ( diversos serviços).
Segundo o Concílio, compete especialmente ao leigos levar o fermento cristão à política, ao trabalho e à cultura, em suma, a toda a sociedade, uma vez que é própria dos leigos a secularidade, isto é, viverem no meio do mundo.
Mas também cabe aos leigos o exercício de serviços para o bem da Igreja e sua edificação: catequese, acólitos, leitores, animação coral, integração de grupos e movimentos apostólicos, administração dos bens da comunidade, etc

3. A Igreja é hierárquica por vontade do Seu fundador, Jesus Cristo. Não é uma democracia, como sociologicamente se entende hoje. A Igreja é chamada a crescer como COMUNHÃO (comum união), que é ainda mais exigente do que a democracia. Ao serviço do crescimento e fortalecimento desta COMUNHÃO de Cristo com todos e de todos com Cristo, está a hierarquia.
Em Igreja tem mais poder o que mais SERVE! Em Igreja poder é serviço!
E que serviço não oferecem tantos religiosos e leigos à Igreja! Penso em Madre Teresa de Calcutá, em tantos leigos que dão no meio do mundo em que vivem um maravilhoso testemunho da sua fé e fazem um indispensável apostolado. Penso no papel educativo de tantas ordens religiosas e em tantos pais que generosa e exemplarmente transmitem o dom da Fé aos seus filhos. Penso em tantos leigos que dedicam, tantas vezes com graves prejuízos pessoais, tanto do seu tempo à catequese, à liturgia, aos movimentos apostólicos, à administração dos bens da comunidade... Penso no serviço da caridade, muitas vezes sem dar nas vistas, que tantos e tantas exercem nos mais diversos âmbitos de actuação...
Como vê, os leigos têm imenso poder. Queiram eles exercê-lo para o bem da Igreja de Cristo e para a salvação de todos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Alegações em defesa do matrimónio natural

Estamos em pleno debate sobre o "casamento" homossexual. É mais uma oportunidade para formar as pessoas sobre o verdadeiro significado do matrimónio.
Nesse sentido, esta conferência do P. Doutor Gonçalo Portocarrero de Almada pode ser muito esclarecedora.

In Ubi Caritas

Lesados pelo incêndio de 31 de Agosto

A Junta de Freguesia solicita a todos os proprietários de pinhais, lesados pelo incêndio de 31 de Agosto último, que se dirijam à Junta de Freguesia de Tarouca até 18 de Dezembro próximo.
______
Hoje tive necessidade de me dirigir ao Presidente da Junta de Freguesia de Tarouca para tratar de alguns assuntos que têm a ver com a comunidade.
O senhor Rui Raimundo recebeu-me simpaticamente e com ele falei dos assuntos que lhe queria propor.
Foi a primeira vez que contactei com ele como novo Presidente da Junta de Freguesia de Tarouca. Apreciei a simpatia, a disponibilidade e o interesse.
Na conversa, ele pediu-me para fazer chegar aos proprietários de pinhais danificados pelo último grande incêndio da nossa Serra o aviso que acima fixei.
Fá-lo-ei , não só através deste blog, porque acho que se trata de um grave problema que afectou muitas pessoas, algumas das quais não saberão ler, muito menos consultar a internet.

________
Não sou favorável à leitura de avisos na Eucaristia dominical - a não ser, claro, aqueles que dizem respeito à vida da comunidade cristã ou da Igreja - e para o efeito existe um placard onde avisos vários são fixados.
Mas quando se trata de algo com uma enorme carga de humanidade, logicamente abre-se uma excepção.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma vida que renasceu

Pedro Santos, ex-toxicodependente, entrega a vida ao serviço aos outros
Leia aqui o texto e ouça o vídeo.
Divulgue! Pode fazer brilhar a esperança em muita gente!

O papel dos leigos na Igreja e no mundo

Segundo a "Christifideles laici ", Exortação Apostólica publicada pelo Papa João Paulo II após o Sínodo dos Bispos de 1987, os fiéis leigos pertencem àquele Povo de Deus que é representado na imagem dos trabalhadores da vinha, de que fala o Evangelho de S. Mateus: «O Reino dos Céus é semelhante a um proprietário, que saiu muito cedo, a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a vinha» (Mt 20, 1-2).
Mas os Padres e os Religiosos são também trabalhadores dessa Vinha. Então o que os distingue?
É a mesma Exortação que nos dá a resposta:
"Em virtude da comum dignidade baptismal, o fiel leigo é corresponsável, juntamente com os ministros ordenados e com os religiosos e as religiosas, da missão da Igreja. Mas a comum dignidade baptismal assume no fiel leigo uma modalidade que o distingue, sem todavia o separar, do presbítero, do religioso e da religiosa. O Concílio Vaticano II apontou a índole secular como sendo essa modalidade. ‘A índole secular é própria e peculiar dos leigos’ (LG, 31)" (Christifideles Laici, 30 de Dezembro de 1988, nº 15).
Aos leigos, pois, cabe levar o fermento cristão à política, ao trabalho e à cultura, em suma, a toda a sociedade.
Fonte: O Amigo do Povo

Virtudes Teologais - II e III

A Virtude da Esperança

A virtude da Esperança é uma virtude infusa por Deus em nossa alma, pela qual nós temos como certa a ajuda divina para alcançarmos o céu. Pode parecer curioso que seja necessária uma virtude só para isso, além do mais uma virtude teologal, ou seja, toda ela relativa a Deus, mas não é tão difícil entender o porquê.
Sabemos que a Fé nos traz um conhecimento certo de Deus. Mas este conhecimento é obscuro, ou seja, conhecemos a Deus mas não podemos ainda vê-Lo. Sabemos também que a virtude da Caridade nos traz o verdadeiro amor de Deus, que esse amor já é um começo da vida eterna, e que no céu, esse amor será eterno e nos encherá de uma alegria e felicidade extrema. Mas sabemos também o quanto é difícil manter nossas almas longe do pecado, como nós abandonamos a Deus com facilidade, perdendo o seu amor. Por isso, poderia surgir em nós uma dúvida sobre nossas possibilidades de alcançar o céu e a vida eterna. Se essa dúvida fosse muito forte, nós desanimaríamos no combate contra nossas imperfeições e contra nossos pecados.
É justamente por isso que Deus nos dá a virtude da Esperança. Com ela sabemos que Deus nunca deixará de nos ajudar com suas graças e por isso estaremos sempre prontos para lutar contra as tentações e contra nossos pecados. Estaremos sempre prontos a pedir perdão no confessionário, pois temos certeza que Deus nos perdoará e nos trará novas forças para não mais pecar.Com isso fica claro que nossa vida de virtudes nos ajuda a conquistar o céu, pois quando praticamos o bem e fugimos do mal, recebemos a recompensa de Deus.
A virtude da Esperança é, então, a certeza que temos da ajuda de Deus para possuí-Lo, nesta vida, pela graça santificante, e no céu, pela glória eterna.

Os pecados contra a virtude da Esperança
Existem dois tipos de pecados contra a virtude da Esperança: a presunção e o desespero.
A presunção consiste em acharmos que podemos possuir a Deus, tanto pela graça (na vida terrena) quanto na vida eterna, sem a ajuda de Deus. Isso acontece muito em pessoas que levam uma vida longe de Deus, sem corrigir seus pecados, sem confissão e comunhão, e que acham que, apesar disso, Deus lhes dará a salvação.
O desespero consiste em achar que nunca poderemos alcançar a vida eterna, ou que Deus nunca nos perdoará os nossos pecados. Isso acontece com freqüência em pessoas que passam por muitos sofrimentos e não têm confiança no socorro de Deus. Quando sofremos muito, devemos voltar-nos para Deus na oração, com firme certeza da ajuda de Deus que, infinitamente misericordioso, nos ajudará a levantar da queda do pecado.

Quem possui a virtude da Esperança?
Todos os fiéis que vivem na terra em estado de graça. No céu, os bem-aventurados não possuem mais esta virtude porque já vivem na possessão eterna de Deus e não podem, assim, esperar alcançá-la.
Na nossa vida, precisamos viver sempre em função da Fé e da Esperança que Deus nos dá. Essa vida se realiza, na verdade, pelo amor de Deus que é a terceira virtude teologal, a Caridade.

A virtude da Caridade

Assim como a Fé é a virtude que nos dá o conhecimento certo de Deus, assim também a Caridade é o verdadeiro amor de Deus. Para que nossa alma tenha verdadeiro amor por uma pessoa é preciso que ela primeiro conheça esta pessoa. Não podemos amar quem não conhecemos. A Fé nos dá o conhecimento. A Caridade faz-nos amar a Deus como Ele é, como O conhecemos pela Fé. A Caridade é a terceira virtude teologal, porque é Deus quem a infunde em nosso coração e, sobretudo, porque ela nos faz amar a Deus. Ela é toda relativa a Deus.
Amamos a Deus por causa da Sua perfeição infinita e de sua bondade. Deus é o próprio amor. Por isso, quando amamos alguém na caridade, esse amor foi-nos dado por Deus. Muitas vezes acontece Deus chamar uma alma mais generosa a um amor mais elevado. Ele descobre, por assim dizer, os segredos do seu Divino Coração, quando vê no coração de alguém uma correspondência ao infinito amor que Ele nos demonstra. É na intimidade da oração, no silêncio interior, que podemos descobrir este caminho luminoso e pleno.

O Amor por si mesmo e o Amor ao Próximo
Porém, para manifestar a Caridade na nossa vida, além de viver em estado de graça, além de rezar e desejar estar unidos a Deus, devemos amar a nós mesmos e ao próximo. O que quer dizer isto?
O amor a Deus compreende, implicitamente, o amor de Suas obras. Entre elas, mais do que todas, devemos amar as que mais se parecem com o próprio Deus. Aqui na terra, são os homens que receberam de Deus esta semelhança. Por isso, devemos amar a nós mesmos e ao próximo, porque aí descobrimos um pouco como é Deus. Antes de amar ao próximo, devemos amar a nós mesmos. Claro, não devemos amar nossas fraquezas, nossos pecados, mas sim aquilo que em nós manifesta a grandeza e a bondade de Deus. Devemos amar a nós mesmos porque conhecemos a nós mesmos e também porque devemos desejar a nossa própria salvação acima de tudo. Devemos amar nossa alma, criada semelhante a Deus, remida pelo Sangue de Cristo e predestinada à glória do Paraíso.

Como provamos o amor por nós mesmos?
Trabalhando para a nossa salvação. Vida de oração, frequência dos Sacramentos, cumprindo em tudo a Santa Lei de Deus.

Devemos amar ao próximo, em Deus, por amor de Deus, na medida em que o próximo é digno desse amor, ou seja, na medida em que ele reflete essa bondade infinita de Deus.
Nosso próximo, em primeiro lugar, são nossos pais e familiares, nossos amigos, nossos conhecidos, etc. Às vezes, devemos manifestar nosso amor a Deus fazendo o bem a alguém que não conhecemos. Alguém que ajudamos na rua, uma informação que damos, um copo d'água, uma esmola... Mas devemos sempre lembrar que o amor ao próximo depende inteiramente do amor de Deus.
A virtude da Caridade deve ser praticada sempre. É um mandamento de Deus, o primeiro mandamento de Sua Lei: Amar a Deus sobre todas as coisas. Deus quer ser amado e quer que amemos aqueles que Ele ama. De diversas maneiras Deus provou que nos ama: primeiro, criando-nos, tirando-nos do nada; depois, apesar do pecado original e de todos os nossos pecados, salvando-nos pela morte na Cruz de Seu Filho. Ele pede nossa retribuição, que consiste em louvá-Lo, glorificá-Lo, obedecê-Lo e amá-Lo sempre. Por isso devemos rezar, participar na Santa Missa, cumprir nossas obrigações para com Ele e para com o próximo.

Pecados contra a Caridade
.Todos os pecados mortais, pois eles são ofensas a Deus que ferem seu amor por nós. Ao pecar, colocamos-nos acima de Deus;
. Preguiça ou tibieza espiritual: fraquezas nos actos de amor a Deus, como o desânimo na oração, distração na Missa, fraqueza nas mortificações, etc.
. Ódio contra Deus - é o pecado que vai directamente contra o amor de Deus; é a fuga e o abandono de Deus. Devemos rezar por tantas almas que encontramos, que manifestam o ódio de Deus, muitas vezes pelo indiferentismo religioso, apenas deixando a Deus de lado, não querendo saber dele.

A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO

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Ajuda a compreender a o célebre acontecimento bíblico da travessia do Mar Vermelho.

Fácil de entender e claro na explicação.

Não deixe de ver.

EUCARISTIA

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VEJA!

REVEJA!

MEDITE!

DIVULGUE!

“A fé da Igreja é essencialmente fé eucarística e alimenta-se, de modo particular, à mesa da Eucaristia. Graças à Eucaristia, a Igreja renasce sempre de novo” - Bento XVI

terça-feira, 17 de novembro de 2009

As Virtudes Teologais -I

As virtudes teologais são:
-
- ESPERANÇA
- CARIDADE

As Virtudes Teologais, como o nome indica, são as virtudes que nos fazem agir bem em relação a Deus. Elas são essencialmente sobrenaturais, pois, além de serem dons divinos, dirigem-se a Deus nos seus actos. E isso deve-nos levar a agradecer muito a Deus. Além de nos ajudar a praticar os actos de virtude necessários para o nosso dia a dia, Nosso Senhor nos infunde na alma virtudes tão especiais que nos levam à Sua intimidade, nos devolvem a imagem e semelhança divinas que perdemos pelo pecado.

A Virtude da Fé
O nosso Pai Celeste revelou-nos os seus segredos divinos. Tudo o que Ele diz é verdade, pois Ele é a Verdade Eterna; Deus não pode nem enganar-se nem enganar-nos. Por isso devemos aceitar como verdade tudo aquilo que Deus nos revelou, sabendo com segurança que tudo é verdade, e edificar nossas vidas sobre esta base: Devemos crer em Deus.
Deus revelou-Se no Antigo Testamento pelos profetas. Mas, principalmente, Deus revelou-Se pelo seu próprio Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Somente quem conhece Jesus conhece também o Pai. Por isso devemos ouvir a palavra de Jesus Cristo, que é o Evangelho, e nas nossas orações sempre meditar e pensar na sua vida, paixão, morte e ressurreição. Foi a Santa Igreja Católica que recebeu de Deus autoridade para nos ensinar tudo aquilo que Deus nos revelou. Devemos obedecer à Igreja, seguir seus mandamentos, suas regras de vida e acreditar em tudo o que ela nos manda crer.
Não podemos crer, ou seja, praticar actos de Fé, sem a graça de Deus. Por isso, devemos sempre pedir a graça santificante. No Baptismo, o Divino Espírito Santo nos deu o dom da Fé. A Fé é como os olhos da alma, com os quais podemos perceber, desde já, os mistérios divinos que contemplaremos face a face no céu.

A vida de Fé
Não podemos viver sempre na infância. Assim como crescemos e devemos aprender as coisas de gente grande, assim também devemos crescer na Fé e no conhecimento de Deus. Para isso devemos estudar a santa doutrina, no catecismo, e nas leituras, conferências, ouvindo atentamente a homilia do padre, pesquisando na internet.
E não basta crer no íntimo do coração. Devemos também professar a nossa Fé publicamente. Nunca devemos negar a Fé em Deus. Eis o que Jesus disse sobre isso: «Aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, a este negarei eu também diante de meu Pai».

Os Pecados contra a Fé
Pecamos contra a Fé quando a deixamos de lado, esquecendo-nos das coisas de Deus, ou quando a colocamos em perigo. Por exemplo: quem raramente ou nunca vai a Missa; quem não estuda a Bíblia e o Catecismo; quem dá toda a aceitação a livros que ensinam coisas erradas sobre Deus e sua Igreja; peca contra a Fé, principalmente, quem ostensivamente fica de pé atrás contra aquilo que aprendemos da Santa Igreja Católica; hoje é comum ouvir: eu sou católico, mas não acredito nesse ponto ou naquele. Há muitos que não acreditam na Criação, que não acreditam no inferno, ou no demónio. Outros não crêem mais na Presença Real de Jesus na Hóstia consagrada. Eles escolhem do dogma católico o que lhes convém. É esse o sentido da palavra heresia: escolher, separar por opiniões próprias. O pecado mais grave contra a Fé comete quem a renega, abandonando a Igreja Católica, passando para falsas religiões.

Quem possui a virtude da Fé?
A virtude da Fé é própria dos viajantes e peregrinos. Assim são chamados os que ainda vivem neste mundo, onde temos por obrigação trabalhar para alcançar a Pátria verdadeira, no Céu. A Fé, sendo um conhecimento obscuro de Deus, nos faz conhecer com um véu impedindo a visão total. No céu, a visão será face a face, não haverá mais véu. A visão substitui a Fé. Os santos do Paraíso não precisam mais da Fé, pois vêem a Deus tão bem quanto Ele nos vê.
Mas aqueles que escolhem alguns pontos do Depósito Sagrado e rechaçam outros não têm mais fé, deixam de ser católicos. Isso é muito sério e explica-se: o fundamento da Fé não é a evidência científica das verdades reveladas, mas sim o facto de serem reveladas por Deus. É o princípio de autoridade que fundamenta a Fé. Ora, se uma pessoa nega um dos pontos que seja, está recusando a autoridade daquele que revela. Passa a aceitar os demais pontos, não porque Deus é infalível, mas porque lhe interessa aceitar. A própria pessoa passa a ser o critério da verdade, o que faz dela seu próprio deus. E ela não é mais católica.
Vemos também que a Fé nos ajuda a praticar os três primeiros mandamentos da Lei de Deus: tendo Fé, amaremos a Deus sobre todas as coisas, nunca diremos nada contra Deus e encontraremos muitas alegrias indo à Missa aos Domingos e rezando todos os dias.
A Fé é como uma raiz da qual nascem todas as demais virtudes.

A fome pode e deve ser derrotada.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quais são as condições para comungar bem?

1. Não ter cometido pecado mortal depois da última confissão, bem feita.
2. Apresentar-se à comunhão com fé e devoção, consciente do que se vai fazer.
3. Guardar o jejum eucarístico - Uma (1) hora de jejum.

Pela maneira como comungamos, revelamos muito a fé que temos.
Assim:
- Pode comungar na boca ou na mão. Faça-o sempre com total respeito, recolhimento e delicadeza. Se comunga na mão, ponha a mão esquerda sobre a direita, estendida em concha e depois com a direita pegue na Sagrada Partícula e meta à boca. Só depois de comungar o Senhor é que regressa ao seu lugar.
- Quando o ministro da comunhão lhe disser: 'Corpo de Cristo', responda convictamente: 'Amen'.

Quantas vezes posso comungar por dia? Por que não pode ser todas as vezes que vou à Missa?
Nós podemos comungar até duas vezes ao dia, contanto que participemos na Eucaristia em que vamos fazer estas comunhões. O motivo é que a comunhão não pode ser um simples “hábito” ou mesmo uma superstição. Sim, pode acontecer que alguém pense que quanto mais comungar mais chances tem de conseguir o que deseja ou o que precisa! Antigamente era permitida apenas uma comunhão ao dia, com algumas exceções. Hoje são duas mas com dignidade e respeito.

Mais do que nunca é preciso abrir o coração e a mente!

'Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam'. (Edmund Burke)

Bento XVI pede mudança global para eliminar a fome

Veja aqui:
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=76142

A FAO estima que o número de pessoas com fome pode aumentar em 100 milhões, só em 2009, e ultrapassar a marca das mil milhões de pessoas. O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas lançou um apelo inédito pela Internet, no qual pede a mil milhões de cidadãos dos países mais ricos que dêem um euro por semana para o combate à fome, o que será suficiente para alimentar outros mil milhões de pessoas nos países mais pobres.

O Rosário saltitão

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

33º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano B

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A liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos, fundamentalmente, um convite à esperança. Convida-nos a confiar nesse Deus libertador, Senhor da história, que tem um projecto de vida definitiva para os homens. Ele vai – dizem os nossos textos – mudar a noite do mundo numa aurora de vida sem fim.

A primeira leitura anuncia aos crentes perseguidos e desanimados a chegada iminente do tempo da intervenção libertadora de Deus para salvar o Povo fiel. É esta a esperança que deve sustentar os justos, chamados a permanecerem fiéis a Deus, apesar da perseguição e da prova. A sua constância e fidelidade serão recompensadas com a vida eterna.

No Evangelho, Jesus garante-nos que, num futuro sem data marcada, o mundo velho do egoísmo e do pecado vai cair e que, em seu lugar, Deus vai fazer aparecer um mundo novo, de vida e de felicidade sem fim. Aos seus discípulos, Jesus pede que estejam atentos aos sinais que anunciam essa nova realidade e disponíveis para acolher os projectos, os apelos e os desafios de Deus.

A segunda leitura lembra que Jesus veio ao mundo para concretizar o projecto de Deus no sentido de libertar o homem do pecado e de o inserir numa dinâmica de vida eterna. Com a sua vida e com o seu testemunho, Ele ensinou-nos a vencer o egoísmo e o pecado e a fazer da vida um dom de amor a Deus e aos irmãos. É esse o caminho do mundo novo e da vida definitiva.

Eliza Vaughan - mãe de seis sacerdotes e quatro religiosas

Nesta Semana dos Seminários, convido respeitosamente os amigos visitantes a ler ou reler este post já aqui publicado.

A família Vaughan oferece-nos uma lufada de ar fresco que as famílias precisam de respirar.
- Eliza Vaughan, uma mulher que se converte convictamente ao catolicismo ...
- Ela e seu marido são um casal a sério, onde o amor namora a sua vida...
- O casal Vaughan, amor que se abre à vida: tiveram 14 filhos...
- Uma mãe maravilhosamente educadora, humana, cívica e cristamente...
- Família Vaughan, casa e escola de vocações. Seis filhos sacerdotes e quatros filhas religiosas...

Eliza Vaughan - uma convertida
Eliza Vaughan provinha de uma família protestante, a dos Rolls, que sucessivamente fundou a indústria automobilística Rolls-Royce, mas quando jovem, durante a sua permanência e educação em França, havia ficado muito impressionada pelo exemplar empenho da Igreja Católica para com os pobres. No Verão de 1830, após o casamento com o coronel John Francis Vaughan, Eliza, apesar da forte resistência dos seus parentes, converteu-se ao catolicismo. Havia tomado essa decisão com convicção e não somente por ter passado a fazer parte de uma famosa família inglesa de tradição católica.
Os antepassados Vaughan, durante a perseguição dos católicos ingleses no reinado de Isabel I (1558-1603), preferiram sofrer a expropriação dos bens e a prisão a renunciar à própria fé.
Courtfield, a residência originária da família do seu marido, tornara-se, durante as décadas de terror, um abrigo para os sacerdotes perseguidos e um lugar onde se celebrava a Santa Missa. Desde então haviam passado três séculos, mas nada mudara no espírito católico da família.
Foi atendida!

Mãe de 14 filhos
Convertida de todo o coração, cheia de zelo, Eliza propôs ao marido oferecer os fìlhos a Deus. Essa mulher de elevadas virtudes rezava todos os dias durante uma hora diante do Santíssimo Sacramento, na Capela da residência de Courtfield, pedindo a Deus uma família numerosa e muitas vocações religiosas entre os seus filhos. Foi atendida! Teve catorze filhos e morreu pouco depois do nascimento do último filho em 1853.
Dos treze filhos vivos, entre os quais oito rapazes, seis tornaram-se sacerdotes: dois em ordens religiosas, um sacerdote diocesano, um bispo, um arcebispo e um cardeal. Das cinco fìlhas, quatro tornaram-se religiosas. Que bênção para a família e que efeitos para toda a Inglaterra!
Todos os filhos da família Vaughan tiveram uma infância feliz, porque na sua educação a sua santa mâe possuía a capacidade de associar de modo natural a vida espiritual e as obrigações religiosas com as diversões e a alegria. Por vontade da mãe faziam parte da vida quotidiana as orações e a Santa Missa na capela da casa, bem como a música, o desporto, o teatro, a equitação e as brincadeiras.
Os filhos não se entediavam quando a mãe lhes contava as vidas dos santos, que aos poucos se tornaram para eles amigos íntimos. Eliza levava consigo os filhos também nas visitas e nos cuidados aos doentes e aos sofredores da vizinhança, para que pudessem nestas ocasiões aprender a ser generosos, a fazerem sacrifícios, a darem aos pobres as suas poupanças e os seus brinquedos.
Faleceu pouco depois do nascimento do décimo quarto filho, John. Dois meses após a sua morte, o coronel Vaughan, convencido que ela havia sido um dom da Providência, escreveu numa carta: "Hoje, durante a adoração, agradeci ao Senhor, por ter podido devolver-Lhe a minha amada esposa. Abri-Lhe o coração cheio de gratidão por ter-me dado a Eliza como modelo e guia. A ela ainda me liga um vínculo espírita/ inseparável. Que maravilhosa consolação e que graça me transmite! Ainda a vejo, como sempre a vi, perante o Santíssimo com aquela sua pura e humana gentileza que lhe iluminava o rosto durante a oração ."

John Francis Vaughan - uma marido agradecido e um pai atento
As numerosas vocações entre os filhos do casal Vaughan são realmente uma extraordinária herança na história do Reino Unido e uma bênção que provinha principalmente da mãe Eliza. Quando Herbert, o filho mais velho, aos 16 anos anunciou aos pais que queria tornar-se sacerdote, as reacções foram diferentes. A mãe, que havia rezado muito para que isso aconte-cesse, sorriu e disse: "Meu filho, eu já sabia há muito tempo". O pai, porém, precisou de umpouco de tempo para aceitar o anúncio, pois sobre o filho mais velho, herdeiro da casa, havia colocado muitas esperanças e havia pensado para ele uma brilhante carreira militar. Como teria podido imaginar que Herbert iria tornar-se Arcebispo de Westminster, fundador de Millhill e, posteriormente, Cardeal?
Mas o pai também logo se persuadiu e escreveu a um amigo: "Se Deus quer Herbert para si, também pode ficar com todos os outros".
Reginaldo, porém, casou-se, como Francis Baynham, que herdou a propriedade da família. Deus chamou ainda outros nove filhos dos Vaughan. Roger, o segundo, tornou-se prior dos beneditinos e mais tarde respeitado Arcebispo de Sydney, na Austrá1ia, onde mandou construir a catedral. Kenelm tornou-se cisterciense e mais tarde sacerdote diocesano. José, o quarto filho dos Vaughan, foi beneditino como o irmão Roger e fundador de uma nova abadia.
Bernardo, talvez o mais animado de todos, que amava muito a dança e o desporto, que não perdia uma diversão, tornou-se jesuíta. Conta-se que no dia anterior à sua entrada na ordem, tinha participado num baile e dissera ao seu par: "Este é o tíltimo baile a que venho, porque vou para jesuíta!". Surpreendida, a jovem teria exclamado: "Mas por favor! Logo o senhor, que tanto ama o mundo e dança maravilhosamente bem, quer ser jesuíta!?". A resposta, que pode ser interpretada de várias maneiras, é muito bonita: "Exactamente por isso me entrego a Deus!"
John, o mais novo, foi ordenado sacerdote pelo irmão Herbert e posteriormente tornou-se Bispo de Salford, em Inglaterra.
Das cinco filhas da família, quatro tornaram-se religiosas. Gladis entrou na ordem da visitação, Teresa foi irmã da misericórdia, Claire irmã clarissa e Mary madre superiora das Agostinianas. Margareta, a quinta filha dos Vaughan, também queria ser religiosa, mas não pôde por causa da sua saúde delicada. Viveu, porém, em casa como consagrada e passou os últimos anos da sua vida num mosteiro.
Por trás de um grande homem, está sempre uma grande mulher

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A gratidão é a memória do coração

Nesta Semana dos Seminários, deixo a minha gratidão a todos os sacerdotes que me ajudaram a caminhar humana, cristã e vocacionalmente. Se com todos aprendi, alguns marcaram-me de forma indelével pela sabedoria, pela bondade, pelo acolhimento, pela forma como souberam estar em períodos mais conturbados.
Monsenhor Carlos Resende. Meu Reitor e professor. Ressoava bondade por todos os poros. A sua pessoa era um belo poema à bondade. Monsenhor certamente sorrirá no Céu ao recordar tantos momentos bonitos que o P.e Armindo e eu vivemos com ele. Qual avozito bondoso para com os netitos reguilas que o admiravam e estimavam profundamente. Obrigado, senhor Reitor. Monsenhor Simão Botelho. Este portista confessso foi meu vice-reitor e professor. Com ele vivenciei que viver é servir. Num tempo em que a casa estava cheia, o cónego Simão estava de serviço 24 horas por dia para cada seminarista. Foi fundamental na minha caminhada vocacional. Muito obrigado.
P.e João Mendes. Durante mais de 50 anos, pároco da minha terra natal. Foi quem me mandou para o Seminário. A sua casa era a minha casa. Sempre me entusiasmou e confiou em mim. Obrigado, senhor abade.
Monsenhor Arnaldo Cardoso. Meu professor. Foi quem me inculcou um verdadeiro interesse pela Sagrada Escritura. Com ele muitos seminaristas se abriram pastoralmente ao mundo, através dos cursos bíblicos e de iniciativas com jovens. Obrigado.
D. Jacinto Botelho. O actual Bispo de Lamego foi meu professor, vice-reitor e vigário-geral. Nele vi sempre a pessoa de uma fé profunda e de uma humanidade extrema. Obrigado.
Cónegos Zé Cardoso e Duarte Júnior. Cada um à sua maneira, souberam oferecer-me ajuda oportuna em momentos menos tranquilos da minha caminhada. Obrigado.
D. António Francisco dos Santos. Sem me estar “a armar”, penso que fui dos sacerdotes que mais sentiu a sua saída da diocese. Com ele mantive longas conversas. Era um coração atento, que sabia escutar e perscrutar. Dele recebi sempre uma palavra clara, admoestadora, serena e orientadora. Muito obrigado.
Monsenhor José Guedes e P.e Adriano Monteiro. Personalidades muito diversas que me ensinaram imenso em campos diferentes. Sem o conseguir, tentei que eles fossem uma referência da minha vida sacerdotal. Obrigado.
Drs. Mário e Alfeu. Foram meus professores no Seminário de Resende. Actualmente fora do exercício sacerdotal, mas tal não invalida que lhes esteja grato pelo muito que me deram. O Dr. Alfeu, porque era uma pessoa próxima dos miúdos, jogava com eles, falava com eles e sempre me aceitou e respeitou na minha maneira de ser. O Dr. Mário, então vice-reitor, foi que me meteu na alma a ideia de ser portista, que nunca mais larguei.
Os sacerdotes deste arciprestado de Tarouca. Trabalhamos juntos há vários anos neste Vale Encantado. São formidáveis. Obrigado.
Mons. Joaquim Rebelo. Trabalhamos juntos na mesma escola durante alguns anos. Daí nasceu uma boa amizade. Com ele aprendi e por ele e seus bondosos pais sempre me senti bem acolhido em sua casa. Obrigado.
P.e Dr. Borges. Este sacerdote de Vila Real foi meu professor, director espiritual e, mais tarde, colega de escola. Num corpo de gigante uma alma gigantesca. Nele sabedoria e humanidade brilhavam a grande altura. Muito obrigado.
O meu condiscípulo Adriano Alberto. O arcipreste de Cinfães é daquelas pessoas de quem se é “obrigado a gostar”. É um amigo, um colega e um condiscípulo fantástico. Aquele abraço, Adriano!
Cónego Doutor João António Pinheiro. O actual Reitor do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, que faz o favor de ser meu amigo, é um mestre. Na sabedoria, na profundidade, na simplicidade, no acolhimento. Na fé. Obrigado, amigão!
Não posso esquecer o meu antecessor nesta comunidade, P.e Duarte Santos. Por tudo o que fez e ensinou.
Monsenhor Afonso. O velho Reitor de Almacave era um homem à antiga. Frontal, convicto, terra-a-terra, amigo dos colegas, de um profundo amor à Igreja.
Monsenhor Bouça Pires. O amigo que tantas vezes em seminarista me recebeu em sua casa; o sacerdote de iniciativa, convicção e entusiasmo. Onde esteve deu sempre o “corpo ao manifesto” e soube movimentar. Obrigado.
Muitos e muitos mais me passam neste momento pelo filme da gratidão que vai rolando na minha alma. Guardo a sua memória
Pároco de Tarouca