quinta-feira, 31 de março de 2011

Oração

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 31 Março (5ª Feira) - (Lucas 11, 9-13)

"Peçam que Deus vos dará, procurem, que hão-de encontrar, batam à porta, e ela há-de abrir-se". Jesus apontou sempre a oração como o caminho para o Pai, orando perma-nentemente e com particular incidência para os momentos mais difíceis. A oração, esse ponderar com o coração na presença do divino, pode assumir diversas formas e métodos mas é, qualquer que seja a forma que assuma, actividade indispensável na nossa relação com Jesus. Nesta Quaresma, apostemos então, de forma particular e intensa, na nossa oração, procurando guardar uma parte do nosso dia para ficarmos a sós com Deus.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Condições para seguir Jesus

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30 Março (4ª feira) - (Lucas 9, 23-27)

“Quem quiser seguir-Me (...) negue-se a si mesmo”, “tome a sua cruz”, “perca a sua vida”... São palavras duras de Jesus, que mostram bem que a proposta que Ele faz à Humanidade não é nem uma “brincadeira”, nem uma simples proposta filosófica, que podemos ir seguindo de forma mais-ou-menos intermitente (qual hobby ou opção de enriquecimento pessoal ou de “auto-conhecimento”). É uma mudança radical da nossa existência, que nos obriga a negarmo-nos como centro da nossa felicidade, a apostarmos a nossa própria vida nesse projecto de felicidade e aceitarmos que esse caminho - de salvação e alegria duradoura - tem sofrimento, incompreensão, pedras e espinhos, cruz. No entanto é quando nos negamos a nós mesmos, que nos conseguimos afirmar e ganhar asas para sermos livres.

terça-feira, 29 de março de 2011

Tarouca vai ter Capela Mortuária

O Conselho Económico da Paróquia de São Pedro de Tarouca reuniu hoje com a Senhor Presidente da Câmara, Mário Ferreira. Nesta reunião foram abordados vários assuntos de interesse para a comunidade.

1. Centro Paroquial:
- O Conselho Económico, tendo em conta custos e utilidade social da estrutura, resolveu substituir o 3º corpo do projecto do Centro Paroquial, ainda não adjudicado, por um novo corpo a ser implantado no calço do fundo do terreno. Com esta nova estrutura, além de atender à finalidade do corpo que se quer substituir(arrumos), possibilitará aquilo que reputamos de grande importância para a comunidade: um espaço misto que possibilite reunir todas as crianças ao mesmo tempo, todos os pais e grandes grupos. Além da parte cultural, recreativa e social, oferecerá também oportunidade para as celebrações religiosas (comunhões, etc) para as quais a Igreja é pequena. Pedimos ao Sr Presidente da Câmara que fosse o Sr Eng. Paulo a orientar o projecto desta nova estrutura, no que fomos atendidos.
- Falou-se ainda naquilo que já fora prometido pelo Sr. Presidente da Câmara em relação à parte do Centro Paroquial em obras: águas, saneamento, luz, arranjos exteriores, etc. Tudo confirmado.
O Conselho Económico comunicou ao Sr. Presidente que, tendo em conta o bem comum da população, autorizava que os muros, onde fosse possível, recuassem uns centímetros, para facilitar o trânsito na via pública. O sr. Presidente afirmou que isso era um assunto nosso e que só tínhamos que dar as informações aos trabalhadores da Câmara que brevemente iniciarão os trabalhos dos arranjos exteriores.

2. Capela Mortuária:

- A Paróquia Tarouquense não tem uma Capela Mortuária, anseio de muita gente. Tem valido a gentileza da Santa Casa que vem cedendo para tal fim a sua belíssima Capela junto à Igreja.
- Surgiu a ideia de transformar aquele espaço no Bairro 5 de Outubro, onde funcionaram os escuteiros, numa Capela Mortuária digna e com condições humanitárias satisfatórias. O Sr. presidente disse-nos que em 2012 faria as obras necessárias para transformar aquele espaço em capela Mortuária. Além de espaço para estacionamentos, aquele lugar, situada na Cidade de Tarouca, beneficia agora de acesso fácil ao cemitério.

3. Santa Helena:
- Tendo em conta a canícula que normalmente se faz sentir no 2º domingo de Julho - Festa de Santa Helena - e procurando sempre o melhor bem-estar para as pessoas, o Sr. presidente da Câmara garantiu-nos uma estrutura móvel, a ser colocada no recinto do altar campal, visando proteger a assembleia do calor. Claro que tal estrutura será colocada apenas para este dia, findo o qual será retirada.

Parabéns ao Conselho Económico pela dedicação e pelo empenhamento em fazer o melhor em prol da comunidade. Muito obrigado, Sr. Presidente da Câmara, pela disponibilidade, pela compreensão dos nossos problemas e pela preciosa ajuda.

Sarabande des Prêtres



Les Prêtres: Spirit Dei - 800.000 cópias vendidas
Um disco bateu todos os recordes em França em 2010!!!

Painéis da Quaresma

Ao longo do ano litúrgico, há diversos tempos litúrgicos em que evocámos e fazemos memória de algum aspecto especial do Mistério de Cristo. Assim no Natal, celebramos o Nascimentoa do Filho de Deus. Na Semana Santa/Pascoa, fazemos memória do Mistério Pascal de Cristo: Sua Morte Ressurreição, Mistério central da nossa fé. Tanto o Natal como a Páscoa são precedidos por tempos fortes de preparação. O Advento antecede o Natal e a Quaresma antece a Páscoa.
Os símbolos litúrgicos ajudam a viver aquilo que celebramos. Assim, nos tempos fortes de preparação a cor é roxa que simboliza a penitência e a contrição. No tempo do Natal e no da Páscoa, a cor é branca simboliza a pureza e a alegria.
No restante tempo do ano litúrgico, chamado Tempo Comum- evocámos o Mistério de Cristo no seu todo. A cor é verde que simboliza a esperança, e a esperança não engana, porque o amor de Cristo se encontra derramado em nossos corações.
Porque é preciso trazer a Igreja para fora das Igrejas, dá-se hoje especial ênfase aos sinais que "pregam" ao mundo a nossa fé. Em muitos lados, pelo Natal, montam-se presépios em locais públicos. Na noite de Natal, muitas famílias colocam uma velinha à janela...
Também se espalha o bom costume de colocar pequenos painéis à janela das casas, evocando o Advento, o Natal, a Quaresma, a Páscoa, algum acontecimento a que a Igreja queira dar especial relevo, por exemplo, o Ano Sacerdotal... É uma óptima ideia, desde que o painel esteja de acordo com a época litúrgica que se está a viver.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Transfiguração de Jesus

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28 Março (2ª Feira) - Mateus 17, 1-9)

O momento da transfiguração é um dos sinais mais bonitos da demonstração da divindade e glória de Jesus e da antevisão da Sua Morte e Ressurreição. Jesus que, estando no cimo do monte a orar com Pedro, João e Tiago, viu o Seu rosto modifi-car-se, as suas vestes tornarem-se de um “branco fulgurante”... Também nas nossas vidas Jesus aparece, tantas vezes “transfigurado”, em múltiplas caras, personalidades e circunstâncias. Que Deus nos dê a capacidade de subirmos com Jesus ao Monte, de reconhecermos a Glória na(s) face(s) dos que nos rodeiam e nos dê as forças necessárias para não cairmos na tentação de tentar aproveitar egoisticamente o sentimento de comunhão com Ele (montando tendas e ficando no monte).

Igreja reconheceu um caso de cura "notável"

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Serge François sofria há anos de uma hérnia discal, de uma paralisia quase total da perna esquerda e de fortes dores quando, a 12 de Abril de 2002, se deslocou à gruta de Massabielle em Lourdes.

No local onde a Virgem apareceu 18 vezes a Bernadette Soubirous a 11 de Fevereiro de 1858, segundo a tradição católica, sentiu uma dor tão lancinante que acreditou que ia morrer. Após alguns minutos, o sofrimento deu lugar a uma intensa sensação de bem-estar e de calor, deixando de sentir a dor na perna.

Durante uma nova peregrinação, em 2003, Serge François deu conta da sua cura ao Gabinete das constatações médicas de Lourdes. E a 1 de Dezembro de 2008, após anos de instrução do seu processo, o Comité médico internacional de Lourdes, composto por duas dezenas de médicos, reconheceu que a cura de Serge François era "notável" por ser súbita, completa, sem relação com qualquer terapêutica, e duradoura.

Emmanuel Delmas, bispo da sua diocese, declarou ontem: "Em nome da Igreja, reconheço publicamente o carácter notável da cura da qual beneficiou Serge François em Lourdes. Esta cura pode ser considerada como um dom pessoal de Deus para este homem, como um acontecimento de graça, como um sinal do Cristo Salvador".

In Correio da Manhã

domingo, 27 de março de 2011

A Quaresma e os Batismos


A Quaresma, na Igreja primitiva, além de ser um tempo de penitência e de conversão, era um tempo de preparação para os batizados, que aconteciam no sábado santo, na Vigília Pascal.

Por isso, nesses três domingos, que antecedem a semana santa, aparece o tema batismal com os símbolos:

- da Água, no diálogo com a Samaritana,

- da Luz, na cura do cego;

- da Vida, na ressurreição de Lázaro.

Neste domingo, apresenta-nos o símbolo mais importante, a ÁGUA, que exprime o milagre renovado da VIDA.

Terminou o Sagrado Lausperene 2011


Sagrado Lausperene. Começou no passado domingo em Teixelo (manhã) e Gondomar (tarde), prolongou-se por toda a semana em Cravaz, Valverde, Senhora das Necessidades, Arguedeira e Esporões. Continuou hoje no Lar(princípio da tarde) e na Igreja Paroquial (do meio da tarde até às 24 horas).

O maior espaço de tempo concedido à Igreja Paroquial visou não só a adoração dos cristãos de Tarouca e do Castanheiro do Ouro, mas também proporcionar oportunidade àqueles que, trabalhando durante a semana, não puderam estar nos seus povos quando o Senhor aí esteve exposto.

Em todo o lado, muita gente esteve edificantemente diante do Santíssimo Sacramento, tendo-se respeitado os diferentes tempos: oração comunitária e espaços de silêncio.

Num dos dias, uma pessoa, ainda nova, dizia-me no fim que a tinham marcado os momentos de silêncio, que fora uma experiência muito gratificante, que nem tinha palavras para a descrever.

Fantástico! Quando somos capazes de nos despojar e de nos entregar, Ele nunca nos deixa de mãos a abanar.

"Vinde a Mim todos vós que andais sobrecarregados e Eu vos aliviarei". Foi exactamente Ele quem o disse.

Houve um guião de oração comunitária. Valeu a pena. Ver todas as pessoas a participar, seguindo o livrinho é belo. Depois evitou-se a dispersão e o desfile de orações a gosto de cada um que não ajuda.

A piedade popular dos cristãos portugueses é muito marcada por três grandes devoções: ao Santíssimo Sacramento, à Virgem Maria e às Almas do Purgatório.

Se a devoção a Nossa Senhora se mantém, nalguns lados sentimos que, em relação ao Santíssimo Sacramento, já se nota algum esfriamento. O que não abona. Primeiro, porque a fé católica, como ensina Bento XVI, é acima de tudo uma fé eucarística. A Eucaristia é o ar e os pulmões da nossa fé. Segundo, porque não se pode amar Maria se não fizermos de Cristo o TUDO da nossa vida cristã. Foi Ela que no-lo disse quando afirmou no Evangelho: "Fazei tudo aquilo que Meu Filho vos disser". Pois. 'Quem meu filho beija, minha boca adoça', diz o povo.

Quanto à devoção às Almas do Purgatório, depende muito das comunidades. Nesta nunca foi um ponto forte. Em muitos lados, paganizou-se e virou consumismo. Muitas flores, muitas belas nos cemitérios, "porque não quero ficar atrás dos outros", mas pouca ou nula oração.

E Já Santo Agostinho dizia: "Se as flores murcham, se as velas se apagam, a oração recolhe-a Deus."

Em tudo precisamos de ser cristãos do essencial, aprofundar as razões de acreditar.

Ao terminar o Sagrado Lausperene, fica uma palavra de felicitação a todos os que foram, a todos os que convidaram outros para ir; a todos os que estiveram e marcaram pela sua fé.

Obrigado aos ministros extraordinários da Comunhão pela disponibilidade e pela ajuda. Obrigado aos responsáveis pelos vários templos pela forma como tudo prepararam. Obrigado aos dinamizadores das diversas comunidades.

sábado, 26 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

25 de Março: ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

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Deus que no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.
Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida» (Lumen gentium, 56).
No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe portanto, a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o «Deus connosco».
Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.
Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realizou, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada.
Fonte: aqui

Jesus acalma a tempestade

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25 Março (6ª feira) - (Mateus 12, 46-50)

Quem é este Jesus a quem até o vento e o mar obedecem? Quando o nosso “barco” abana, e a crise se instala, sabemos que dentro do barco - connosco - temos Aquele que acalma as tempestades e que impõe a calma. Não percamos a humildade de pedir a Sua ajuda nem a Fé de O saber presente. Tentemos, nestes dias, identificar as nossas “tempestades” e tentar “atacá-las” com as lembranças das lutas passadas que Deus nos ajudou a ultrapassar.

quinta-feira, 24 de março de 2011

"É PARA O NOSSO MENINO!"


Eu estava lá e testemunhei.
Uma pessoa entregou um donativo a outra pessoa com esta indicação:
- É para o nosso menino!"
Nem a pessoa que recebia o donativo nem eu percebemos exactamente o alcance das palavras de quem oferecia.
- Menino!?- exclamou a pessoa que recebia a oferta.
- Então não sabe!? O Nosso Centro Paroquial - esclareceu a pessoa ofertante.
Fiquei edificado e feliz. O carinho com que aquela pessoa se referia ao Centro Paroquial tocou-me profundamente.

"Nosso" - a ideia de que aquela obra é de todos e para todos.´Fantástico!
"Nosso" - a vivência da pertença a uma comunidade de onde o Centro Paroquial emerge e a quem se destina.
"Nosso" - a certeza de que aquela obra exige a todos, diz a todos.
"Menino" - exprime a delicadeza e o carinho por uma estrutura que está a nascer e precisa, por isso, de especial empenho e dedicação de todos.

A família de Jesus

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24Março (5ª feira) - (Lucas 8, 19-21)

“Quem é a minha mãe e os meus irmãos?”. A dureza da pergunta de Jesus aponta para uma noção de família muito mais alargada que nos inclui a todos na categoria de irmãos (“todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está no Céu, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe”). E nós? Será que olhamos as pessoas à nossa volta com o mesmo olhar de aceitação e perdão que olhamos a família?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Marcelo Candia, o santo moderno


O nosso mundo materialista e pagão precisa de santos como de pão para a boca. De pessoas que dêem exemplo de amor a Deus e ao próximo em grau elevado. E o testemunho que apresento esta semana é de um Cristão com maiúscula.
Marcelo Candia era um bem sucedido empresário italiano, figura modelar de leigo cristão que vivia o Evangelho. Um dia, resolveu vender a sua indústria química e transferir-se para o Brasil.

Com o lucro da venda da sua empresa, construiu para os pobres o Hospital São Camilo, no Amapá, confiando-o posteriormente aos padres médicos camilianos. Passou, em seguida, a viver na colónia-leprosário de Marituba, partilhando a sua vida com os leprosos, visitando a Europa para angariar fundos para os seus doentes, ainda mais quando o governo desactivou a cidade-leprosário que ficou praticamente a seu cargo, de dom Aristides Pirovano, ex-bispo de Amapá, e de padres e irmãs.

Marcelo não deixou nada escrito, mas somente o testemunho de sua vida de apóstolo da caridade, que se despojou de tudo e seguiu a Cristo, servindo aos pobres: o exemplo de um santo moderno que fez da riqueza um meio para a sua santidade. Ao concluir o processo diocesano para a beatificação de Marcelo, o então cardeal Martini, de Milão, sintetizou a sua vida em poucas palavras:

«Marcelo Candia é o modelo do leigo comprometido, dedicado, corajoso, que levou ao extremo a palavra de Cristo de vender tudo e de se pôr a serviço dos pobres, dos últimos, com toda a sua riqueza».

Marcelo Candia é o santo dos tempos modernos: dois títulos universitários, tenente de artilharia durante a Segunda Guerra, industrial de sucesso que dava o justo valor ao dinheiro, sempre envolvido em obras de solidariedade, provava com sua vida que as riquezas podem ser instrumento de santidade heróica e que um rico se pode tornar santo.

A grandeza do Dr. Marcelo brotava da sua vida de fé e de caridade. Era um empresário livre, como foi um santo livre. Não pertencia a nenhum movimento, nem instituto religioso e definia-se, simplesmente, como um "baptizado" que via nos pobres e, especialmente, nos leprosos, a imagem de Cristo sofredor e rejeitado pela sociedade opulenta e acomodada. Quando se fixou em Marituba, dividia a sua vida com os leprosos, sem nenhuma separação ou restrição em relação aos doentes e gostava de conviver com eles.

In O Amigo do Povo

Parábola do semeador

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23 Março (4ª feira) - (Mateus 13, 1-9)

Quaresma é tempo de “preparar a terra” para receber a “semente” da palavra de Deus. Como é que se prepara a terra? É preciso “limpar”, “arar” e “deixar repousar” “regar”. Muitas vezes esquecemo-nos de cuidar da terra, ou seja não cuidamos de nós próprios. Somos criação de Deus, olhemos para o espelho e amemos o reflexo que nele vemos, se Deus nos ama, aprendamos a gostarmos de nós próprios.

terça-feira, 22 de março de 2011

27 de Março - Dia Nacional da Cáritas

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“ser solidário, ser voluntário

Mensagem do Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social

Ao viver o dia Cáritas 2011, nesta hora agitada de multiplicadas carências e sôfrega de expressões solidárias, deixai que vos dirija uma mensagem breve, com os olhos no lema escolhido: “ser solidário, ser voluntário”
1.Antes de mais, desejo sublinhar neste lema o verbo ser. Mais do que actividades e iniciativas, organização e emergência, eventos e encontros, trata-se de ser solidário, de ser voluntário. Cultivar esta forma de ser, a partir de dentro, é atender à identidade marcante da Cáritas. As acções decorrem deste ser, atento ao fundamental para a plena dignidade de cada ser humano amado por Deus.
Em segundo lugar, importa verificar a unidade entre ser solidário e ser voluntário. Ser voluntário não aparece aqui como expressão técnica de quem oferece gratuitamente algum do seu tempo ao serviço dos outros em sectores diversos, segundo as competências e sensibilidades de cada um. Verdadeiramente, ser voluntário é a atitude cristã da forma de ser solidário. São duas faces unidas no mesmo rosto. Todo o exercício de solidariedade, mesmo organizada e até com recompensa salarial, para um cristão, assume a tonalidade de acção voluntária, isto é dedicada, humanizante e libertadora. Por outro lado, todo o voluntariado, mesmo limitado nas horas e circunscrito na acção, tenderá a ser expressão de autêntica solidariedade.
2. Caríssimos membros da Caritas, ao serdes solidários aproximai-vos com todo o amor das pessoas e suas situações, quebrai todas as barreiras para uma solidariedade plena e profunda. Aí experimentais como a vida solidária vos arranca da individualidade e vos faz entrar na escola dos voluntários do Amor, cujo único Mestre é Jesus Cristo. Ele amou os “seus” fazendo-os “seus”, ainda que inicialmente estivessem longe dele. Jesus amou até ao fim. Não estabeleceu horários, nem condições: fez-se servo de todos.
3. A proximidade da Páscoa conduz a uma vivência densa deste lema de 2011. Celebrar a Páscoa seja para cada um e cada uma de vós, meus amados irmãos e amadas irmãs, um “lavar as túnicas no sangue do Cordeiro” (Apoc. 7,14). Como recorda Bento XVI, no recente volume de Jesus (II, p. 56) isso significa purificar-se, deixar-se lavar, ser tocado interiormente pelo Espírito de Deus e transformar-se num coração que vê, escuta, atende, abre-se ao outro em dom.
Viver de modo solidário é para o cristão ir até à disponibilidade de sacrificar a própria vida pelo outro, radicado no fundamento de viver em Cristo. Se mergulharmos na misericórdia do amor do Senhor Jesus também encontraremos os modos adequados de viver do dom de Deus na nossa pobre carne.
Entregar-se a esta tarefa em Igreja, com sentido comunitário, irmana-nos com todos os solidários e voluntários, inspirados e integrados em vários movimentos e instituições. Ser Caritas é integrar todos os esforços provindos de diversos lugares e animá-los em serviço eficaz.
Neste ano do voluntariado, abri a vossa acção a novas pessoas, integrai novos membros. Gerai comunhão entre todos os que trabalham na rede de um voluntariado social, com alegria e esperança por ver o amor de Deus chegar aos aflitos e frágeis, aos feridos e pobres, através da beleza de tantas entregas!
Lisboa, 19 de Março de 2011
+ Carlos A. Moreira Azevedo
Presidente da Comissão Episcopal de Pastoral Social

A pecadora arrependida

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22 Março (3ª feira) - (Lucas 7, 36-50)

Que fantástica a proposta de amor de Jesus e a sua ruptura com a moral-das-comadres. Ele diz-nos que não são os nossos pecados, a suposta falta deles ou o bom cumprimento dos preceitos que nos traz a Salvação. Será que não somos “fariseus,”premiando as “aparências” e o cumprimento formal das regras em detrimento da possibilidade de amar e receber os “pecadores”? São as nossas comunidades como vãos de escada onde vizinhas abelhudas criticam a vida de cada um, ou estamos de coração aberto dispostos a acolher quem chega?

Senhor que foste humilhado. Ajuda-nos a não fazer coro com aqueles que escarnecem quem sofre e quem é frágil. Ajuda-nos a reconhecer o teu rosto em quem é humilhado e marginalizado. Ajuda-nos a não desanimar quando nos ridi-cularizam porque obedecemos à Tua vontade. Carregaste a cruz, ajuda-nos a ter forças para superar as provas desta vida.

segunda-feira, 21 de março de 2011

domingo, 20 de março de 2011

Visita aos doentes


Adoramos o Senhor realmente presente no Sacramento Santíssimo da Eucaristia, visitamos o Senhor realmente presente em cada irmão que sofre.

Terça-Feira, 22 de Março: Gondomar, Quintela e Arguedeira

Quinta-Feira, 24 de Março: Cravaz, Valverde e Esporões

Sexta-Feira, 25 de Março: Tarouca e Castanheiro do Ouro.

O GASPTA e o Pároco começarão a visita aos doentes pelas 14.30 horas de cada dia referido.

sábado, 19 de março de 2011

FESTA DA CATEQUESE: "Vem e traz um amigo também!"




















Para uma freguesia do interior - embora seja a sede do concelho - o número de crianças é interessante. Temos cerca de 330 catequizandos do 1º ao 10º ano. Quando se sente a natalidade- inverno em tantas e tantas freguesias deste interior, tão pouco zelado pelo poder central, não posso deixar de me sentir contente com as crianças que ainda vamos tendo. Graças a Deus!
Gostei da festa. Pela presença de muitos pais e amigos das crianças. Sobretudo, pelo trabalho realizado pelas crianças e jovens. Um aplauso para eles do tamanho da Serra de Santa Helena! É justa uma palavra de enorme apreço pelo trabalho, dedicação, persistência dos catequistas. Muitos parabéns! São fantásticos!
A catequese teve um gesto, pobre materialmente, mas rico de sentido, quando ofereceu no fim da actuação, um prendinha a cada catequizando. Sinal do carinho e da importância que as crianças e jovens têm para a comunidade.

Acrescento que os apresentadores estiveram à altura das circunstâncias. Felicito-os por isso.

Um bem-haja à Câmara Municipal pelo espaço gratuitamente cedido e aos seus funcionários pela forma como colaboraram.

Ficou-me na memória uma frase que ouvi numa das representações teatrais em que se dizia que um tesouro pode não ser um amigo, mas um amigo é sempre um tesouro.

Através de poemas, danças, representações, cantigas, textos, citações bíblicas, os catequizandos ofereceram ao público a beleza e o encanto da amizade, salientando sempre a suma importância de ter e ser amigos.

Gostei de ver o público a rir a bom rir durante as peças teatrais. É mesmo bom ver as pessoas contentes! E olhem que há gente nova com muito jeito mesmo para a representação! 5 estrelas.

Noutra intervenção, uma criança perguntou a outra: "Qual o teu melhor amigo?" Resposta: "O meu pai"!
Porque era o DIA DO PAI - e tínhamos já cantado os Parabéns a Você" a todos os pais - ficou este singelo e eloquente testemunho.

Então que cada pai seja:
- Pai como São José.
- Testemunha do amor do PAI.

Para que cada filho sinta e posso dizer:
"Quero ser como o meu pai."

Dia de São José, Dia do Pai e Festa da Catequese


UM TESOURO PODE NÃO SER UM AMIGO, MAS UM AMIGO É SEMPRE UM TESOURO!

19 de Março, Dia de São José. Dia do Pai.
A catequese paroquial escolheu este dia para realizar a Festa da Catequese, sob o lema: "VEM E TRAZ UM AMIGO TAMBÉM".
Como disse um grupo quando actuou, os três maiores amigos são Jesus, o pai e a mãe. Ora como é Dia do Pai, os catequizandos quiseram festejar nestes três grandes amores, todo o valor da amizade, todos os amigos.


São José,
Padroeiro da Igreja Universal, dos operários, das famílias e da boa morte

A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de vossa santíssima esposa, cheios de confiança solicitamos também o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre a herança que Jesus Cristo conquistou com Seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder. Protegei, ó guarda providente da divina família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas de seus inimigos e de toda a adversidade.Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente, e obter no céu a eterna bem-aventurança.
Assim seja.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Adoração ao Santíssimo Sacramento

20 de Março:

- Teixelo, das 09.30 às 12h

- Gondomar das 15,30 às 18h

21 de Março: Cravaz, das 16,30h às 19h

22 de Março: Valverde, 16,30h às 19h

23 de Março: Senhora das Necessidades: 16,30h às 19h

24 de Março: Arguedeira, 16,30h às 19h

25 de Março: Esporões, 16,30h às 19h

26 de Março: Castanheiro do Ouro e Tarouca, 17 às 24 horas

Observações:

- Porque muita gente trabalha, o Santíssimo Sacramento estará exposto na Igreja Paroquial até às 24 horas, dando assim espaço para que todas as pessoas, neste tempo quaresmal, possam ter a oportunidade para um momento de intimidade com o Senhor.

- Em cada dia, a adoração terminará com a Bênção do Santíssimo Sacramento, seguindo-se a Eucaristia.

- Haverá sempre um guião de oração que possibilte a sintonização da assembleia.

- A adoração alternará momentos de oração colectiva com espaços de silêncio.

II DOMINGO DA QUARESMA

Leituras: aqui


Do Tabor ao Calvário


A Vida cristã pode ser comparada a uma caminhada que deve ser percorrida na escuta atenta de Deus, na observância total aos seus planos.
A Quaresma é um momento forte para rever essa caminhada.

As Leituras bíblicas de hoje nos ajudam...

Na 1ª Leitura, vemos a Caminhada de Abraão: Gen 12,1-4)

- Deus chama Abraão, convida-o a deixar a terra e a família e a partir ao encontro de uma outra terra, para ser um sinal de Deus no meio dos homens.
- Deus oferece-lhe a sua bênção e a promessa de uma família numerosa, que será testemunha da Salvação de Deus diante de todos os povos.
- Diante do desafio de Deus, Abraão pôs-se a caminho.
Abraão percebe o projeto de Deus e o segue de todo o coração.

Na 2ª leitura, Paulo exorta Timóteo a superar a sua timidez e
a ser um modelo de fidelidade no testemunho da fé. (2Tm 1,8b-10)

No Evangelho, vemos a Caminhada de Jesus: (Mt 17,1-9)

A caminho de Jerusalém, Jesus faz o primeiro anúncio da Paixão.
O caminho da salvação esperado pelos discípulos é bem diferente.
Por isso, ficam profundamente desanimados e frustrados.
A aventura parece encaminhar-se para um grande fracasso.
- Para fortalecer o ânimo profundamente abalado dos discípulos, Jesus toma consigo Pedro, Tiago e João, e revela-lhes no Monte Tabor a glória da divindade.
Após um momento de medo, eles reencontram a paz e a alegria.

Com a TRANSFIGURAÇÃO, Mateus quer duas coisas:
- Revelar: QUEM É JESUS: É "o Filho amado do Pai"

- Convidar: "Escutem o que ele diz".

* Pela Transfiguração, Deus demonstra que uma existência feita dom não é fracassada, mesmo quando termina na cruz.
A vida plena e definitiva espera, no final do caminho, todos os que forem capazes de pôr sua vida a serviço dos irmãos, como Jesus.

O Prefácio resume o sentido do evangelho de hoje: "Cristo, depois de anunciar a morte a seus discípulos, mostrou-lhes no Monte santo o esplendor de sua glória para testemunhar, de acordo com a Lei e os Profetas, que a Paixão é o caminho da Ressurreição."

A Nossa caminhada para Deus:
Também nós somos chamados a uma caminhada, que começa com o BATISMO.
No final dessa viagem, seremos envolvidos pela mesma "nuvem luminosa", que envolveu o Mestre e brilharemos como o sol no reino do Pai.
O Papa enviou uma linda Mensagem Quaresmal, que vou tentar resumir. Inicia com as palavras de Paulo (Cl 2,12):
"Sepultados com ele no BATISMO, foi também com ele que ressuscitastes".

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é um tempo litúrgico muito precioso e importante... para intensificar o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do mistério da Redenção a Vida nova em Cristo Senhor.
Essa vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando iniciou para nós a aventura jubilosa do discípulo.
Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma, como momento favorável para experimentar a Graça que salva.
A Igreja associa sempre a Vigília Pascal à celebração do Batismo.
A Quaresma é uma caminhada análoga ao catecumenato da Igreja primitiva, uma escola insubstituível de fé e de vida cristã.
Os textos evangélicos da Quaresma guiam-nos para um encontro intenso com o Senhor, fazendo percorrer as etapas do caminho da Iniciação cristã.

- O Primeiro domingo evidencia a nossa condição de homens nesta terra.
O combate vitorioso contra as Tentações é um convite a tomar consciência da própria fragilidade, para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo.
- A Transfiguração do Senhor antecipa a Ressurreição e anuncia a divinização do homem. Conduz-nos a um alto Monte para acolher de novo em Cristo, como filhos do Filho, o dom da Graça de Deus: "Este é o meu Filho amado: Escutai-o".
- O pedido de Jesus à Samaritana "Dá-me de beber" exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar em nosso coração o desejo dessa água que jorra para a vida eterna. É o dom do Espírito Santo, que faz dos cristãos verdadeiros "adoradores do Pai, em espírito e verdade..."
- A Cura do Cego de Nascença apresenta Cristo como Luz do Mundo.
O Evangelho interpela-nos: "Tu crês no Filho do Homem?" "Creio, Senhor", afirmou com alegria o cego... fazendo-se voz de todos os crentes.
- No 5º domingo, a Ressurreição de Lázaro nos põe diante do último mistério da nossa existência: "Eu sou a ressurreição e a Vida... crês tu isto?"
A resposta de Marta deve ser a nossa: "Sim, eu creio que tu és o Filho de Deus".

Na grande Vigília Pascal, renovamos as promessas batismais e reafirmamos que Cristo é o Senhor de nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou no Batismo e reconfirmamos...

Mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do Jejum, da Esmola e da Oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo.
Renovemos nessa Páscoa o acolhimento da graça, que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa, aqui

As Bodas de Caná

18 Março (6ª feira) - (João 2, 1-12)

Talvez nos pareça estranho que o primeiro sinal da divindade miraculosa de Jesus aconteça num contexto de celebração, de uma festa tão humana, tão comum. Mas Deus vem ter connosco no meio das nossas vidas comuns, das nossas alegrias humanas, dos nossos sofrimentos de pedaços de barro. Não tenhamos medo da alegria, pois Jesus também se alegrou e celebrou.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Chamamento dos discípulos

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17 Março (5ª feira) - (Lucas 6, 12-15)

Antes de escolher os seus discípulos, Jesus foi para o monte orar…
Será que antes de tomarmos decisões vamos à presença de Deus pedir que Ele nos guie nas escolhas que fazemos? Na presença de Deus, perante os Seus critérios e com a tranquilidade/confiança de nos sabermos amados, as nossas decisões, mesmo as mais difíceis, são mais seguras, mais livres e mais felizes.

quarta-feira, 16 de março de 2011

«Jesus de Nazaré»: Novo livro do Papa é sucesso em Portugal

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Veja aqui

Chamamento de Levi

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16 Março (4ª feira) – (Lucas 5, 27-32)
Jesus, para espanto e repúdio dos fariseus e doutores da lei, senta-se à mesa com os “cobradores de impostos” e com os pecadores… E à nossa “mesa”? Quem sentamos? Apenas aqueles de quem gostamos e de quem nos sentimos próximos ou também aqueles que, pensando/vivendo de forma diferente, precisam da nossa presença e do nosso olhar? Quem podemos convidar para a nossa casa? Quem espera o nosso convite e a nossa amizade? Como podemos julgar, se cada um de nós é um publicano a quem Jesus com perdão convida para a sua mesa?

terça-feira, 15 de março de 2011

BÍBLIA ONLINE

Abrir AQUI
1. Carregue em cima no "AQUI".

2. Aberta a nova janela, aparecem a meio da página os Livros da Bíblia em tom azulado.

3. Carregue no Livro que quer consultar. Então aparecem em cima à direita os capítulos desse Livro em tom azulado.

4. Carregue no capítulo. Abre-se então uma nova janela com os versículos desse capítulo cujo número aparece antes pela janela abaixo. É só escolher aquele ou aqueles que pretende ler.


TABELA DE ABREVIATURAS
AT (Antigo Testamento) e NT (Novo Testamento)





Exemplos:

Lv 1:12-15;
Mc 1:3-10;
2 Cor 3
Significa, respectivamente:

Livro do Levítico, capítulo 1, versículos de 12 a 15 ;
Evangelho Segundo Marcos, capítulo 1, versículos de 3 a 10;
Segunda Epístola aos Coríntios, capítulos de 3 .

Os primeiros apóstolos

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15 Março (3ª feira) - (Lucas 5, 1-11)

“Faz-te ao largo”! Como reagimos – depois de repetidos insucessos e frustrações (na pesca como na vida) – ao comando amoroso de Jesus: confiamos e lançamos as nossas “redes” ou desistimos porque achamos que não vamos apanhar nada? Não esquecemos Pedro: Somos pecadores chamados a ser “pescadores” (de homens).
Que os nossos erros não sejam desculpa para faltarmos “à chamada” de Jesus.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mensagem do bispo de Lamego para a Quaresma

O bispo de Lamego apelou aos católicos portugueses para que ofereçam um testemunho de “esperança e serenidade” perante uma sociedade marcada pela actual crise económica.”

“Num ambiente marcado pelo individualismo, a par do desânimo e desencanto que as pessoas deixam transparecer, sem perspectivas a curto prazo de que o panorama se modifique para melhor, antes pelo contrário, a nossa vida de cristãos deverá traduzir um clima lúcido de esperança e serenidade”, assinala D. Jacinto Botelho na sua mensagem para a Quaresma, hoje publicada pelo site oficial da diocese de Lamego.

No documento, enviado à Agência ECCLESIA, este responsável destaca a importância da “prática tradicional do jejum, esmola e oração”, que considera “expressões do empenho de conversão” que os cristãos são chamados a realizar.

“Pelo jejum e espírito de sobriedade que com ele se relaciona, com a contenção em despesas às vezes exclusivamente para dar lugar a caprichos sumptuários, contrariamos os apetites do homem velho e abrimos o coração a uma generosidade que nos liberta do egoísmo e nos abre para uma partilha solidária”, assinala.

O bispo de Lamego pede ainda que as comunidades católicas promovam “a celebração bem preparada do sacramento da Confissão e o corajoso cumprimento dos propósitos firmes de emenda, alimentado na recepção frequente da Santíssima Eucaristia”.

Em conclusão, anuncia-se que o contributo penitencial deste ano reverterá em favor do Fundo Solidário Diocesano.

A Quaresma, iniciada a 9 de Março com a celebração das cinzas, é um período de 40 dias – exceptuam-se os domingos - marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que servem de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário dos cristãos.
ecclesia

LEIA AQUI A MENSAGEM INTEGRAL DO BISPO DE LAMEGO

domingo, 13 de março de 2011

Um pequeno projecto, para esta Quaresma, em três pontos simples

1. «Convertei-vos, a Mim”», diz o Senhor!
Mas o que é afinal esta conversão. de que tanto se fala?!Antes de mais, conversão significa e implica um «regresso a Deus», um «retorno à Casa do Pai» (Lc.15,17), e comporta, por isso, o desafio a fazer uma inversão de marcha, a voltar às origens, como quem procura, no deserto do silêncio e da palavra, a frescura e a doçura do primeiro amor (cf. Os.2,16)! Conversão, portanto, não é, em primeiro lugar, mudança de hábitos, de costumes, de procedimentos. Conversão é, primariamente, regresso a Deus, como fonte da vida, e que naturalmente tem por exigência uma mudança de mentalidade, e por consequência uma transformação do coração e da vida! Conversão implica, pois, sair de si mesmo, como centro do mundo, renunciar a viver de si e para si, para se deixar guiar e transformar por Deus!

2. Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus (Joel 2,13)!_Conversão quer, por isso dizer, na prática, e em primeiríssimo lugar: «dai lugar a Deus, deixai Deus entrar na vossa existência, sem que nada se anteponha ou sobreponha a Ele! Só assim, Deus se tornará a razão primeira e a finalidade última da vossa vida»! Esta é a mudança que importa: não apenas mudar hábitos e atitudes, mas mudar as razões mais fundas e profundas do meu viver, deixar que sejam outros os fins últimos, que mandam e comandam a minha vida!

3. «Convertei-vos e acreditai no evangelho»! (Mc.1,15).
É Deus, em nós, por nós e connosco, que nos há-de converter! Neste sentido, a conversão não é uma realização nossa, como se cada um se tornasse o arquitecto, que forma a construção e embeleza a paisagem da sua própria vida. Não. A conversão consiste essencialmente, nesta decisão de renunciar a fazer-se pelas próprias mãos, para deixar Deus criar e a recriar a nossa vida! Trata-se, no fundo, de renunciarmos aos ídolos, às coisas que nos ocupam inteiramente a vida e abusivamente o coração, para nos convertermos ao Deus vivo e verdadeiro (cf. Act.14,15; I Tes.1,9)!

4. Era assim, para os adultos, que, nos primeiros séculos do cristianismo, se propunham, na Quaresma, a fazer a preparação final para celebrar o Baptismo, o Crisma e a Eucaristia, na noite de Páscoa! Há-de ser assim, para todos nós, que queremos, nesta Quaresma, regressar «às águas refrescantes» do Baptismo, para alcançar, na Páscoa o dom da vida nova! Deste modo, ficará mais claro que “o Baptismo não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que enforma toda a nossa existência, nos doa a vida divina e nos chama a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela graça de Deus” (adapt. MPQ2011, n.1).

5. Um símbolo, para esta caminhada: o cajado do Bom Pastor! É Ele que nos conduz às águas refrescantes do Baptismo, com o óleo do Crisma nos perfuma a cabeça, e para nós prepara a mesa da Eucaristia (cf. Salmo 22). O cajado remete-nos para a ideia da Quaresma, como uma peregrinação, um caminho de purificação no espírito(MPQ2011, introdução), em que vamos (re) percorrer as etapas da nossa iniciação cristã.Por outro lado, para a redescoberta das fontes da vida nova, procuraremos ligar ao cajado outros símbolos baptismais, como a concha da água, a vela e a veste do Baptismo!

Um pequeno projecto, para esta Quaresma,
em três pontos simples

1º Fixar, com realismo, um tempo de oração diária. Quando e como? Escolha um tempo curto e um lugar certo!

2º Definir uma forma concreta de partilha, seja de tempo, de serviço ou de dinheiro ou de tudo isto. Escolha quanto, quando e a quem!

3º Ver com humildade o aspecto da minha vida pessoal, que mais reclama mudança ou melhoria? Se a minha vida «está mais ou menos», então tenho de ver qual é esse «menos», em que preciso de mudar «mais».

Este é mesmo o primeiro e mais difícil passo da conversão: converter-me à necessidade de conversão! Daí o apelo radical: “Convertei-vos”! É de sempre e para todos!

Celebração das Bodas de Ouro e de Prata

Como corolário da acção pastoral "Eucaristia com Famílias", a comunidade celebrou hoje as Bodas de Prata e de Ouro dos casais que as festejam no ano de 2011.
Anteriormente havia sido dirigido um convite pessoal a cada casal. Oito aceitaram o convite, 7 em Bodas de Prata e um em Bodas de Ouro.
Num período em que cada vez mais não se dá importância à família e se desvalorizam os valores que só no seio da família se podem aprender, agradecemos a sua presença e, sobretudo, enaltecemos as suas vidas em família.
Que a Sagrada Família de Nazaré continue a ser o seu modelo e lhes continue a mostrar o caminho a seguir e que eles próprios possam servir de modelo a todos os casais mais jovens da nossa Paróquia.

Àqueles que gostariam de ter vindo mas não puderam - esta zona tem uma forte corrente migratória - dizemos que estamos unidos a eles. Aos que não quiseram vir, afirmamos que não perdemos a esperança.

Os casais presentes participaram activamente em alguns momentos da Celebração e renovaram os seus votos matrimoniais.

Foi com alegria e emoção que os acolhemos e assistimos à sua Bênção como casais.

Foi encantador aquele momento em que pais e filhos uniram as mãos para um prece de agradecimento e de súplica pela paz, harmonia e encantamento no lar.
Foi com imensa confiança que a comunidade entregou a cada casal um pequena lembrança com a certeza de que vale a pena celebrar um amor sem prazos de duração.
Foi com entusiasmo que revoou pelo templo o "Parabéns a Vocês".

sábado, 12 de março de 2011

Não deveriam as pessoas suspender muitas das festas populares?

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A manifestação da "Geração à rasca" ultrapassou as expectativas.
Não foram só jovens, embora estes em maioria. Estiveram pais, avós, crianças. Porque todos estão à rasca. A situação é aflitiva e urge encontrar saída antes que se torne explosiva.

Neste contexto, que sentido tem gastar tanto dinheiro em festas populares quando escasseia pão e esperança à mesa de tantos portugueses? Não seria decente suspender muitas destas festas na presente situação social?

Como se podem gastar fortunas em foguetes e músicas quando no mesmo país há gente - cada vez mais gente - à rasca?

Como se pode dizer que se promove uma festa em honra de Deus ou de um santo - seja qual for - quando abandonamos Deus no irmão que sofre?

Trata-se de uma questão de bom senso e de coragem. Coragem para romper com tradições que no contexto actual não têm sentido.

Não faltam hoje oportunidades para as pessoas se divertirem. Há festas e festinhas por tudo o que é sítio. Em muitas das nossas paróquias, há várias festas populares. Por que razão, em nome do bom senso, não deverão algumas delas ser suspensas?
Há pessoas necessitadas. Há obras de interesse para o bem comum que é preciso levar a bom termo.
Sejamos razoáveis!

sexta-feira, 11 de março de 2011

1º Domingo da Quaresma

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Leituras: aqui


AS TENTAÇÕES

video

Consternação em todo o mundo


Sismo e tsunami abalaram hoje o Japão
O terramoto do Japão foi mil vezes mais poderoso que o da Nova Zelândia de 21 de fevereiro, segundo os últimos cálculos dos especialistas.

Eram 6h46 em Portugal quando um sismo de magnitude 8.9 na Escala de Richter atingiu o norte do Japão. Seguiram-se depois dois tsunamis que devastaram as zonas costeiras, causando centenas de mortos, sendo que o número de vítimas pode vir a aumentar. A região de Sendai é a mais afetada por aquele que é o maior sismo de sempre no Japão e o quarto maior do mundo.
A agência Kyodo, citando fontes oficiais, indica que mais de mil pessoas poderão ter morrido esta madrugada na zona de Sendai, no nordeste de Honshu, a maior ilha do país.
Há centenas pessoas desaparecidas e centenas de feridos também devido ao tsunami de 10 metros que atingiu o nordeste do arquipélago.
Povoações completamente destruídas, milhares de deslocados, receio das réplicas que continuam a abalar o Japão, barcos, navios e comboios desaparecidos, fendas enormes, privação de electricidade e telefone... Um rasto enorme se destruição!

Japão, país rico, tecnologicamente avançado. A construção das casas tem respeitado a zona sísmica de inserção.
Mas quando a Natureza manifesta toda a sua impetuosidade, não há muito a fazer.
Chocam as imagens daquele imenso oceano de lama que avança e destrói pessoas, casas, estradas, povoações!

Uma prece ao Senhor por estes irmãos do outro lado do mundo. Só Ele tem o poder de chegar ao interior do coração humano para aí sarar feridas e refazer esperanças.
Felizmente que as ofertas de ajuda ao país vitimado pela catásfrofe chegam de todo o mundo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Terminou a Acção Pastoral "Eucaristia com Famílias"

Na noite de hoje, no Castanheiro do Ouro, terminou a acção pastoral "Eucaristia com Famílias". Terminou? Não. Através do compromisso feito, e fortificadas por estes encontros, as famílias vão continuar na vida esta acção. Assim o esperamos. Assim confiamos, em Deus e em cada família.

São nove as celebrações eucarísticas. Pelos diversos povos. Nenhum delas demorou menos de hora e quarto.
No geral, esteve muita gente, felizmente. Pais, filhos e avós.
Nestas celebrações, houve espaço para o silêncio, a partilha, a interiorização, a oração colectiva, o compromisso.
O computador portátil deu muito jeito, sobretudo pela possibilidade de ouvir músicas com imagens e de visualizar imagens atinentes à família e Eucaristia. Uma imagem vale mais do que mil palavras, dizem. Por outro lado, o boletim possibilitou às famílias participar nos cânticos, leituras e oração das famílias.
Muito importante foi a participação das pessoas, quer no testemunho que partilharam na homilia, quer pelas intenções formuladas na oração dos fiéis, no momento dos defuntos e na acção de graças. Aquele Pai Nosso, quase espontaneamente rezado de mãos dadas, após a audição do Pai Nosso pelo computador, teve muito significado.
No fim, e tendo como pano de fundo uma música, as famílias formularam o seu compromisso o qual, depois de dobrado, foi colocado por elas num recipiente que fica agora diante do altar do Senhor, na Igreja Paroquial, até ao fim do presente ano pastoral, significando entrega, confiança e compromisso. Que o Senhor aceite o bom propósito das nossas famílias e as abençoe.
Uma palavra para o casal que representa a família no Conselho Pastoral (Dr Luís e Dra Lurdes) pela acutilância com que sempre se batem pela família naquele conselho, pela preciosa ajuda na preparação desta acção e pela presença em todas as Eucaristias. Muitos parabéns.
Também uma parte significativa do coral esteve presente. Animaram os cânticos e ofereceram testemunho. Muitos parabéns.
Através do pároco, do casal Lurdes e Luís, do grupo coral, foi a paróquia que se fez representar em cada povoação. Pela parte, o todo esteve presente na parte.
A todas as famílias que nos deram a alegria da sua presença e nos enriqueceram com o seu testemunho, a sua alegria, o seu compromisso e o seu apoio, muitos parabéns!
A muitas famílias que deixaram o seu lugar vazio, fica o convite amigo. Apareçam. Vocês são importantes. A comunidade precisa de vós e vós também precisais da comunidade. E todos precisamos de Cristo que "não tira nada e dá tudo."

quarta-feira, 9 de março de 2011

O que é a Quaresma?


A Quaresma é o tempo do Ano Litúrgico preparatório da Páscoa e que vai da Quarta-Feira de Cinzas até Quinta-Feira Santa (a Quinta-Feira Santa já pertence ao Tríduo Pascal).

A Quaresma surgiu no séc. IV, a seguir à paz de Constantino, quando multidões de pagãos quiseram entrar na Igreja. Duas instituições a ela estão ligadas; a penitência pública e o catecumenado. Daí o seu duplo carácter penitencial e baptismal. Inicialmente durava 3 semanas, mas depois, em Roma, foi alargada a 6 semanas (40 dias), com início no actual I Domingo da Quaresma (na altura denominado Quadragesima die, entenda-se 40.º dia anterior à Páscoa).

O termo Quadragesima (que deu a nossa "Quaresma") passou depois a designar a duração dos 40 dias evocativos do jejum de Jesus no deserto a preparar-se para a vida pública. Como, tradicionalmente, aos Domingos nunca se jejuou, foi necessário acrescentar alguns dias para se perfazerem os 40. Daí a antecipação do início da Quaresma para a Quarta-Feira de Cinzas.

A Quaresma é um tempo forte de penitência. Para assegurar expressão comunitária à prática penitencial, sobretudo no tempo da Quaresma, a Igreja mantém o jejum e a abstinência tradicionais. Em Portugal, são dias de jejum para os fiéis dos 18 aos 59 anos (a menos de dispensa, por doença ou outra causa) a Quarta- Feira de Cinzas e a Sexta-Feira Santa (convidando a liturgia a prolongar o jejum deste dia ao longo de Sábado Santo). E são dias de abstinência de carne, para os fiéis depois dos 14 anos (embora seja bom que a iniciação nesta prática se faça mais cedo), as Sextas-feiras do ano (a menos que cesse a obrigação pela coincidência com festa de preceito ou solenidade litúrgica), com possibilidade de substituição por outras práticas de ascese, esmola (caridade) ou piedade, embora seja aconselhado manter a prática tradicional nas sextas-feiras da Quaresma.

No que respeita à esmola, ela deve ser proporcional às posses de cada um e significar verdadeira renúncia, podendo revestir- se da forma de "contributo penitencial" (ou "renúncia quaresmal") com destino indicado pelo bispo.

Fonte: aqui

«Desigualdade extrema»


-Choca-nos a desigualdade extrema; inquieta-nos, porventura mais, a falta de solidariedade”, indica D. Januário Torgal Ferreira na sua mensagem para a Quaresma, que se inicia nesta quarta-feira, com a celebração das cinzas.

A «renúncia quaresmal» é uma modalidade de partilha deste período do calendário litúrgico da Igreja Católica que apela à oferta de um montante monetário destinando a finalidades eclesiais ou socio-caritativas, por parte dos cristãos, obtido pela abstenção de gastos não essenciais da vida quotidiana.

A “verdade” deste período litúrgico é o convite eclesial à partilha de bens, numa “sociedade agravada nos seus aspectos mais comuns: a ausência de trabalho é fonte de desemprego; o vazio do salário próprio fomenta desequilíbrios pessoais e familiares: a falta de saúde não se compadece com soluções inconsistentes; a solidão, a violência, o aviltamento de pessoas… são doenças a sarar!”, escreveu D. Januário Torgal Ferreira.

A Quaresma, que começa com a celebração das cinzas, este ano a 9 de Março, é um período de preparação para a Páscoa, maior festa do calendário litúrgico cristão, com a duração de 40 dias, marcados por apelos ao jejum, à partilha e à penitência.

ecclesia

Quarta-Feira de Cinzas 2011


1. «Convertei-vos, a Mim”», diz o Senhor! Nós ouvimos, por dentro, este toque a rebate. Mas o que é afinal esta conversão. de que tanto se fala?! Antes de mais, conversão significa e implica um «regresso a Deus», um «retorno à Casa do Pai» (Lc.15,17), e comporta, por isso, o desafio a fazer uma inversão de marcha, a voltar às origens, como quem procura, no deserto do silêncio e da palavra, a frescura e a doçura do primeiro amor (cf. Os.2,16)! Conversão, portanto, não é, em primeiro lugar, mudança de hábitos, de costumes, de procedimentos. Conversão é, primariamente, regresso a Deus, como fonte da vida, e que naturalmente tem por exigência uma mudança de mentalidade, e por consequência uma transformação do coração e da vida! Conversão implica, pois, sair de si mesmo, como centro do mundo, renunciar a viver de si e para si, para se deixar guiar e transformar por Deus!

2. Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus (Joel 2,13)! Conversão quer, por isso dizer, na prática, e em primeiríssimo lugar: «dai lugar a Deus, deixai Deus entrar na vossa existência, sem que nada se anteponha ou sobreponha a Ele! Só assim, Deus se tornará a razão primeira e a finalidade última da vossa vida»! Esta é a mudança que importa: não apenas mudar hábitos e atitudes, mas mudar as razões mais fundas e profundas do meu viver, deixar que sejam outros os fins últimos, que mandam e comandam a minha vida!

3. «Convertei-vos e acreditai no evangelho»! (Mc.1,15). É Deus, em nós, por nós e connosco, que nos há-de converter! Neste sentido, a conversão não é uma realização nossa, como se cada um se tornasse o arquitecto, que forma a construção e embeleza a paisagem da sua própria vida. Não. A conversão consiste essencialmente, nesta decisão de renunciar a fazer-se pelas próprias mãos, para deixar Deus criar e a recriar a nossa vida! Trata-se, no fundo, de renunciarmos aos ídolos, às coisas que nos ocupam inteiramente a vida e abusivamente o coração, para nos convertermos ao Deus vivo e verdadeiro (cf. Act.14,15; I Tes.1,9)!

4. Era assim, para os adultos, que, nos primeiros séculos do cristianismo, se propunham, na Quaresma, a fazer a preparação final para celebrar o Baptismo, o Crisma e a Eucaristia, na noite de Páscoa! Há-de ser assim, para todos nós, que queremos, nesta Quaresma, regressar «às águas refrescantes» do Baptismo, para alcançar, na Páscoa o dom da vida nova! Deste modo, ficará mais claro que “o Baptismo não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que enforma toda a nossa existência, nos doa a vida divina e nos chama a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela graça de Deus (adapt. MPQ2011, n.1).

[5. Queridos irmãos e irmãs: Procurávamos nós um símbolo, para esta caminhada. Escolhemos o cajado do Bom Pastor! É Ele que nos conduz às águas refrescantes do Baptismo, com o óleo do Crisma nos perfuma a cabeça, e para nós prepara a mesa da Eucaristia (cf. Salmo 22). O cajado remete-nos para a ideia da Quaresma, como uma peregrinação, “um caminho de purificação no espírito” (MPQ2011, introdução), em que vamos (re) percorrer as etapas da nossa iniciação cristã.Por outro lado, para a redescoberta das fontes da vida nova, procuraremos ligar ao cajado outros símbolos baptismais, como a concha da água, a vela e a veste do Baptismo!]

6. Queridos irmãos e irmãs: É claro que a conversão, como regresso a Deus e à graça da sua vida, iniciada em nós, pelo Baptismo, não pode desligar-se do compromisso concreto! Pelo que, semana a semana, ser-vos-ão feitas propostas simples, quer ao nível de cada família, quer ao nível da comunidade paroquial, no seu todo. Hoje mesmo Jesus nos lembrava algumas práticas facilitadoras da nossa conversão: «a esmola, a oração e o jejum» (cf. Mt.6,1-6.16-18)! Tais práticas, porém, destinam-se a um único fim: dar a primazia a Deus! Por exemplo:

a) Jejuar serve para despertar na alma a fome espiritual da Palavra de Deus e sentir na pele a fome real dos irmãos. Menos para mim, mais para os outros, tudo para Deus.

b) Partilhar é uma atitude preventiva e curativa, para que o dinheiro não se nos apegue, e não chegue a ocupar o lugar de Deus; antes sirva, para ir ao encontro do próximo!

c) Rezar, com tempo, na escuta da Palavra, pois quem disser que não tem tempo para rezar, já se deixou alienar pelas coisas e reneg a a Deus o seu lugar primeiro!

7. Durante a imposição das Cinzas, à ida e no regresso, de pé ou no banco, procurai, durante este tempo, elaborar um pequeno projecto, para esta Quaresma, em três pontos simples:

1º Fixar, com realismo, um tempo de oração diária. Quando e como? Escolha um tempo curto e um lugar certo!

2º Definir uma forma concreta de partilha, seja de tempo, de serviço ou de dinheiro ou de tudo isto. Escolha quanto, quando e a quem!

3º Ver com humildade o aspecto da minha vida pessoal, que mais reclama mudança ou melhoria? Se a minha vida «está mais ou menos», então tenho de ver qual é esse «menos», em que preciso de mudar «mais».

Este é mesmo o primeiro e mais difícil passo da conversão: converter-me à necessidade de conversão! Daí o apelo radical: “Convertei-vos”! É de sempre e para todos, a começar por mim! Aqui e agora!

Pe. Amaro Gonçalo, aqui

terça-feira, 8 de março de 2011

As “Bem-Aventuranças” da mulher.


“Bem-aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.

Bem-aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro!

Bem-aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande!

Bem-aventurada a mulher quando nela e ao redor dela acolhe, faz crescer e protege a vida!

Bem-aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.

Bem-aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Deus: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres ao longo da História, e se deixa iluminar por Ele na opção da vida!

Bem-aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano!

Bem-aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade!”

Reconheça e agradeça a DEUS pelas mulheres que foram e continuam sendo importantes em sua vida: sua mãe, irmãs, esposa (se casado), companheiras de trabalho, amigas... Todas elas foram e continuarão sendo presenças da bondade e do amor de DEUS na vida de todos nós...

“SER MULHER É TRAZER EM SI MESMA A FORÇA E A SENSIBILIDADE QUE LHE PERMITE TRANSFORMAR A PRÓPRIA ESSÊNCIA EM UMA EXISTÊNCIA DE CARINHO E AFETO.” (Rosemére Cordeiro).

“A MULHER QUE TEME O SENHOR, ESSA SERÁ LOUVADA.” (Provérbios 31,30).

“RECOMENDO-VOS A NOSSA IRMÃ FEBE, QUE ESTÁ SERVINDO À IGREJA DE CENCRÉIA, PARA QUE A RECEBAIS NO SENHOR... PORQUE TEM SIDO PROTETORA DE MUITOS E A MIM INCLUSIVE.” (S. Paulo à Igreja Romana 16,1-2a, sobre a pessoa de Febe, uma mulher que exercia a liderança na comunidade cristã do século I)
Parabéns a você mulher!!!

BÊNÇÃO DAS MULHERES

Que o Deus de Eva te ensine a discernir o bem e o mal.

Que o Deus de Agar conforte a ti e a todas as mulheres quando se sentem sós no deserto da vida.
Que o Deus de Miriam te faça instrumento de libertação.

Que o Deus de Débora te conceda audácia e coragem para lutar pela justiça.

Que o Deus de Ester te conceda fortaleza para afrontar os poderosos.

Que o Deus de Maria de Nazaré abra o teu coração para que tu possas receber o gemem Daquele que vive para sempre.

Jesus, que disse à samaritana tudo aquilo que ela havia feito, te torne evangelizadora do teu povo.

Jesus, que curou a mulher encurvada, liberte a ti e a todas as mulheres oprimidas pelas tradições culturais da escravidão.

Jesus, que se deixou ungir a cabeça por uma mulher, te conceda ser profetiza para que o reconheça sempre como Senhor e Messias.

Jesus, o amigo de Maria Madalena, te envie como uma apóstola para que possas levar a mensagem de libertação a todos os povos.

Que o Espírito te consagre para que em Jesus Cristo, tu possas anunciar boas notícias aos pobres e liberdade aos prisioneiros, em nome de Deus que é, que era e que sempre será o Deus-conosco.
Assim seja!!!

Fonte: aqui

segunda-feira, 7 de março de 2011

O carnaval cristão

Em 2004, D. Teodoro de Faria, então Bispo do Funchal, teceu elogios ao Carnaval cristão feito pelas crianças, jovens cristãos e idosos e verberou os corsos carnavalescos que exibem a mulher como instrumento de prazer e erotismo, com consequências graves para sociedade.
Defendeu a origem cristã do Carnaval, “que foi criado pela tradição cristã para separar o tempo da alegria simples do período da penitência e conversão”. E neste sentido, “é possível um Carnaval com Cristo, como fazem as crianças, os jovens cristãos e os idosos”, afirmou o bispo.
Quanto aos corsos carnavalescos, diz que “geralmente predominam cenas chocantes que humilham, despem e apresentam a mulher como símbolo de prazer e erotismo”. Para o bispo do Funchal, as consequências estão à vista na sociedade moderna: “Depois lamenta-se o número crescente de mães solteiras, de menores com filhos nos braços, o aumento da sida e as violações até das pessoas idosas, ...”.
In ecclesia

domingo, 6 de março de 2011

Por que razão as 40 horas no Carnaval?

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"Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" - Jesus Cristo

"Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;tempo de chorar e tempo de dançar..." - Eclesiastes

Sempre me fez alguma espécie o facto de existirem as Quarenta Horas no Carnaval.

Que se celebrem as Quarenta Horas, acho óptimo. Tempo de encontro profundo, longo e sumamente enriquecedor com Jesus Sacramentado. A nossa condição de discípulos exige esta estada diante do Mestre que fala e nos aquece o coração, que oxigena a alma e nos fortalece na fé, que abrasa na caridade e nos seduz para a esperança que não engana.

Mas no Carnaval... isso custa-me a compreender.

Penso que historicamente as Quarenta Horas, muito ligadas à devoção ao Sagrado Coração de Jesus, se implantaram num contexto de desagravo ao Senhor pelos aspectos libertinos e libidinosos ligados aos festejos carnavalescos. Sem julgar a História, não teria sido melhor motivar os crentes para estarem lá, no palco dos acontecimentos, e aí fomentarem e promoverem a sã e verdadeira alegria? "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal".

Depois, durante o longo e libertador tempo quaresmal, os cristãos têm espaço para essa indispensável adoração, acolhimento, reflexão, interioridade que os tempos de Exposição do Santíssimo Sacramento belamente propiciam. Há tempo para tudo...

Confesso que, quando vou ajudar colegas de outras comunidades em serviços que têm a ver com as Quarenta Horas no Carnaval, o faço com constrangimento. Soa-me a algo não natural, dessintonizado com a mensagem de Jesus... Quando os cristãos deveriam estar no mundo do Carnaval como sal, luz e fermento, fogem para as igrejas, deixando o mundo por evangelizar...

Estarei errado?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Crianças que fazem perguntas

Já lá vão uns anos. Presidia à Eucaristia num dia de semana numa das capelas daquela paróquia.
À frente, diante do altar, um grupo de crianças. Após a comunhão, no momento da purificação do cálice, um rapazito, que ali passava férias e acompanhara os amigos à Missa, desata a rir desaforadamente.
A maneira como ria e o espalhafato que fazia, fez-me intervir. Perguntei a razão daquele espalhafato todo. Então ele respondeu que era por eu estar a lavar o "copo" (era assim que se referia ao cálice).
Perguntei-lhe se após as refeições a mãe não lavava a louça, se a deixava toda emporcalhada. Ele respondeu prontamente que sim, que levava.
Expliquei-lhe que a Missa também é uma REFEIÇÃO, onde Cristo nos oferece o Seu Corpo e o Seu Sangue para alimento da vida do mundo. E há que ter respeito pela dignidade do acto, purificando os objectos usados.
O rapaz deixou de rir, disse que compreendia e no fim veio agradecer a explicação, dizendo que lá onde vivia não estava habituado a participar na Missa.

Sempre que celebro à semana, gosto de dialogar um bocadinho com as crianças no momento da homilia. Infelizmente são poucas as vezes em que elas participam. Perda para elas, claramente, porque Cristo é o tudo da nossa vida.
Há dias, numa dessas Eucaristias, dialogámos, os pequenos participaram lindamente. No fim da Eucaristia, dois dirigiram-se a mim porque queriam colocar duas questões: Se Cristo era o mesmo, por que razão existem 4 Evangelhos? Por que motivo eles só comungavam um hóstia pequenina quando eu, no fim da comunhão, consumia as que haviam sobrado?
Se fôssemos os três a Santa Helena, estivéssemos no mesmo ponto e olhássemos na mesma direcção, seria que depois escreveríamos um texto exactamente igual? Eles responderam que não, porque somos diferentes e cada um iria falar naquilo que mais o tocou. Compreenderam...
Disse-lhes que naquela capela não havia sacrário, razão pela qual as partículas consagradas que restavam eram consumidas pelo sacerdote. Mas que comungar uma partícula grande ou pequenininha, toda ou parte, recebia-se sempre o Cristo todo e total.
Ficaram satisfeitos, agradeceram e debandaram. Eu também fiquei feliz. Tantas vezes que são os pequenos gestos que tornam grande o nosso dia!

9º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: aqui

Os Dois Caminhos

video

quinta-feira, 3 de março de 2011

Fartura de vocações

Jaroslav Pryryz, bispo da Ucrânia, disse que os candidatos ao Seminário são tantos que têm de realizar quatro exames, os quais formam parte do processo de selecção. E metade acaba por não ser admitida por não haver lugar.

Numa mensagem aos benfeitores da Ajuda à Igreja que sofre (AIS), o bispo afirma: "Envio-lhe os meus mais sinceros cumprimentos desde a Ucrânia e expresso-lhes o nosso mais cordial agradecimento pela vossa resposta aos nossos apelos para ajudarem a nossa Igreja a enfrentar as múltiplas necessidades que surgiram depois de um período de perseguição prolongada".
"Agradecemos muito que haja gente como vós que compreendem o papel importante que uma vocação sacerdotal pode desempenhar no mundo de hoje", disse o prelado à AIS. "E de que vós coloqueis este ponto de vista em prática, oferecendo apoio material à formação das nossas vocações", acrescentou.
Depois de tantos anos perseguida pelo governo comunista, a Igreja ucraniana está agora a viver tempos de paz e procura da espiritualidade.

Segundo o bispo Pryryz, os jovens buscam o sacerdócio porque procuram um desafio. E afirmou: "Inspiram-se ao verem bons sacerdotes, e que a Igreja vive o evangelho social".
"Muitos jovens vêem os aspectos positivos e negativos. O positivo de como a Igreja serve as pessoas, e o negativo ao verem a dureza da vida nas ruas e nas aldeias", explica.
In O Amigo do Povo