sábado, 30 de junho de 2012

COMEÇA HOJE A NOVENA DE SANTA HELENA, ÀS 18.30H


NOVENA DE SANTA
É
UM RETIRO ABERTO A TODOS.

Não fique em casa. Participe e convide um amigo também.
E recorde-se: temos sempre tempo para aquilo que nos interessa!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

FESTA DE SÃO PEDRO, O PADROEIRA DA PARÓQUIA DE SÃO PEDRO DE TAROUCA










São Pedro é o Padroeiro de toda a Paróquia que dele tira o nome (Paróquia de São Pedro de Tarouca). Vivam as pessoas em que povo viverem, pertençam à família que pertencerem, o Padroeiro de todos é São Pedro. E nisso temos muito orgulho.

Após a Eucaristia solene às 18 horas, presidida pelo pároco, teve lugar a procissão.
Estava muita gente. Nenhum andor ou alfaia ficou em terra.
Tudo correu bem. A comunidade e os mordomos estão de parabéns. A comunidade pela participação serena e aderente; os mordomos pelo trabalho e organização.

Também estão de parabéns os mordomos das outras festas populares bem como as respectivas povoações, pois tudo correu em confirmidade e houve paz e sã partilha.

Sobre a FESTA, pode ler "Festa em honra de São Pedro voltou a animar tarouquenses"

Misericórdias têm autonomia mas pertencem à Igreja Católica, lembra vice-presidente do Episcopado

Leia aqui

quinta-feira, 28 de junho de 2012

29.06 - São Pedro e São Paulo, Apóstolos

A solenidade dos Santos Pedro e Paulo é uma das mais antigas do ano litúrgico e foi introduzida muito antes da festa do Natal.
São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios".

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes. São Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo foi decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios.
Fonte:  aqui

S. Pedro é padroeiro dos serralheiros, dos sapateiros, dos ceifeiros e dos mareantes.
S. Paulo é padroeiro dos cordoeiros e é invocado contra o granizo e as mordeduras das serpentes.

1 de Julho: XIII DOMINGO DO Tempo Comum - Ano B

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Leituras: aqui

1. Às portas do Ano da fé, a gente pergunta-se, perante os prodígios do evangelho deste domingo: qual é afinal a fé que nos salva? Na verdade, estas duas curas do evangelho, são-nos descritas, com grande pormenor, para a todos animar e reanimar a fé. Sigamos, pois, o caminho da fé, de Jairo, um homem de nome, e o daquela mulher anónima, cuja vida se consome há 12 anos na esterilidade.
1.1. Jairo, chefe de sinagoga, homem do aparelho religioso, era à partida, adversário confesso de Jesus... Mas a filha está a morrer e ele renuncia a toda a esperança humana, para confiar e apostar tudo em Jesus. Vence o medo, das críticas dos amigos da sua classe, avança movido pelo desejo da cura de sua filha. E procura Jesus. É ainda uma relação com Cristo, feita na base, talvez mais do interesse do que da entrega. Mas Jesus aceita fazer caminho com ele, apesar da multidão, entre apertos. E de repente, entra em cena uma mulher...
1.2. Hemorroíssa, impura a seus olhos e aos olhos dos outros, sai da sombra e, decidida, vence a inércia dos que nada lhe fazem e, entre apertos, e contra a lei que a proibia de se aproximar, ela toca, à falsa fé, a orla do manto de Jesus, na esperança de que Ele a pudesse curar. Para ela, Jesus é talvez ainda um mágico, um curandeiro. Mas Jesus contenta-se com a sua fé mestiça!
2. No meio destas duas figuras está Jesus. E no centro dos acontecimentos a fé. Jesus vai purificar a fé da mulher e a fé de Jairo. Vejamos, como:
2.1. Primeiro, Jesus procura um rosto e quer saber da mulher que o tocou! Chama e tira a mulher do anonimato, e dialoga com ela, num encontro pessoal. Jesus quer confirmar, na fé verdadeira, o que ela lhe tentou apanhar à falsa fé. Jesus quer fazê-la ver o imenso valor, as riquezas da graça, que tem dentro de si, e por isso lhe diz «A tua fé te salvou»! Essa fé, que se fez decisão, busca, risco, confiança em Jesus. Mais do que a cura, Jesus oferece-lhe a salvação pela fé, e a fé é bem mais do que simples admiração por Alguém de Quem se ouve falar. A fé torna-se encontro pessoal e vital com Jesus, resposta livre e pessoal ao dom do Seu primeiro amor por nós!
2.2. Depois, alguém diz a Jairo que a sua filha morreu. Neste momento de crise, que punha em perigo a fé de Jairo, é Jesus que vem em seu auxílio: «Não temas. Basta que tenhas fé! Não voltes atrás. Não te deixes levar, por quem te censura. Arrisca, sem medo. Quem crê nunca está só! Quem crê em Mim, não morrerá jamais”. E, contra toda a esperança, Jairo acreditou. E Jesus não só reanima a sua filha, como Se revela a Jairo, como o Único «Salvador do Mundo».
3. São duas belas histórias de fé, fora do programado, que nos mostram que a fé é o centro de tudo: "a tua fé te salvou", diz o Senhor muitas vezes no evangelho. Não é o contacto físico, não é o gesto exterior que decide, mas o facto de que aqueles doentes acreditaram.
Na verdade, “a fé não é mais uma informação como as outras. Sobre muitas informações, pouco nos importa se são verdadeiras ou falsas, pois não mudam a nossa vida. Mas se Deus não existe, a vida é vazia, o futuro é vazio. Mas, se Deus existe, tudo se transforma, a vida é luz, o nosso futuro é luz e temos a orientação para a nossa vida. Por isso, acreditar constitui a orientação fundamental da nossa vida” (Bento XVI, Homilia, 15.08.2006).
4. Advertia-nos Bento XVI: “Em todas as labutas do nosso tempo, a fé deve ter a prioridade. Há duas gerações, talvez ela ainda pudesse ser pressuposta como uma coisa natural: crescia-se na fé; ela, de certa forma, estava simplesmente presente como uma parte da vida e não tinha que ser procurada de modo particular. Precisava de ser plasmada e aprofundada, mas era vista como uma coisa óbvia. Hoje parece ser natural o contrário, isto é, que, no fundo, não é possível crer, que de facto Deus está ausente” (Discurso, 7.11.2006). E, na sua mais recente Carta Apostólica, “Porta da fé”, diz o Papa: “Sucede não poucas vezes que os cristãos (…) considerem a fé, como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado (….) devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas” (PF 2).
5.Vai nesse sentido, a feliz proclamação do Ano da Fé, em que se pretende “redescobrir o caminho da fé, para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (PF 2).
Concluído este ano pastoral, em torno da temática da Família, procuremos agora e sempre mais a fé!
Cada iniciativa, que pensarmos, para o Ano da Fé, nos leve a uma alegre redescoberta e a um testemunho renovado da fé. Que o Ano da Fé seja a ocasião privilegiada para partilhar aquilo que o cristão tem de mais caro: Cristo Jesus, Redentor do homem, Rei do Universo, "autor e consumador da fé" (cf. CDF, Indicações para o Ano da Fé, conclusão).
Fonte: aqui

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Mais uma de João Paulo II, o Papa que surpreende sempre!

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En passant

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Entusiasmo não tem que ser fanatismo
Para Winston Churchill, fanático é aquele que só tem um assunto e não quer, por nada, mudar de assunto.

O fazer é o grande certificado do querer e o maior desmentido do parecer
«Tudo parece impossível até que seja feito»! - Nélson Mandela

terça-feira, 26 de junho de 2012

Olhe para Deus!

A Igreja não é Deus, mas “a Igreja de Deus”.

Xp
O monograma é um antigo símbolo cristão, usado na igreja perseguida pelo Império Romano, nos primeiros séculos. São as duas primeiras letras gregas do nome Cristo. Através da sobreposição dessas duas letras, formou-se um dos sinais que serviam para identificar locais secretos de reunião dos cristãos. Muitos outros símbolos eram usados: a cruz, a pomba, o peixe, o sol, o cajado, a ovelha, etc.
O cristianismo sempre foi rico em símbolos. As igrejas históricas usam-nos com abundância. Atualmente, as igrejas evangélicas têm sofrido de uma excessiva iconofobia (medo mórbido de imagens), chegando a confundir a imagem em si mesma com a idolatria (adoração de ídolos representados por imagens). Por isso, têm se tornado iconoclastas (destruidoras de imagens).

ESQUEMA DA NOVENA DE SANTA HELENA


Orienta a novena o senhor P.e José Fernando a quem a paróquia agrade mais esta gentileza.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Catequistas da Paróquia de São Pedro de Tarouca em Santa Helena

Na tarde deste último domingo de Junho, a grande maioria dos catequistas desta Paróquia reuniu-se em Santa Helena. Os que participaram na Missa vespertina ou na da manhã foram mais cedo para preparar o almoço. A seguir à Eucaristia das 11 horas, foram chegando os outros. Cada um levava para a partilha aquilo que havia sido combinado.

Enquanto se esperava que todos chegassem, os que estavam iam ajudando a pôr a mesa e noutras tarefas. Após o almoço e uma passagem pelo barzinho para o café, teve início a reunião que começou com uma pequena mensagem de sincero agradecimento aos catequistas pelo trabalho de "sementeira" que fizeram durante o ano.

Logo em seguida cada catequista teve "tempo de antena" para fazer a sua avaliação acerca do modo como decorreu o ano catequético. A opinião generalizada foi que correu bem, melhorando com as novas condições que o Centro Paroquial veio proporcionar. Claro que há que contar sempre com as naturais limitações de catequistas, catequizandos e pais. Foi salientado que os vários momentos da catequese decorreram com muito elevação e que, por isso, todos se deviam sentir satisfeitos. E referiu-se que:
- As festas da catequese ( Crisma, Festa do Pai Nosso, 1ª Comunhão e Profissão de Fé correram muito bem.
- A acção bíblia dinamizada pelo 10º ano foi fantástica, e as pessoas da comunidade que aderiram excederam as expectativas.
- A festa de toda a catequese, em Março, foi admirável.
- Os catequizandos que participaram na peregrinação nacional das crianças a Fátima fizeram-no sem problemas e portaram-se bem.
- A participação dos jovens em várias actividades diocesanas foi marcada pela alegria, pela abertura e pela participação activa.
- Associação do Sagrado Coração de Jesus custeou as prendas oferecidas aos catequizandos nas festas da catequese.

Perspectivando o próximo ano catequético, foi estabelecido:

- A participação dos catequistas na Escola de Formação de Adultos que vai arrancar no próximo ano.

- Continuar a melhorar, procurando que a catequese tenha sempre em contas os seus destinatários, fazendo-o com entusiasmo, dedicação, perseverança.

- Fazer tudo para que a catequese seja "escola de acolhimento", onde cada catequizando seja escutado, ajudado e incentivado pelo catequista.

- Não esquecer o aspecto formativo do conhecimento na catequese, pois "ninguém ama o que não conhece".

- Fazer-se tudo por todos em ordem a um maior crescimento dos catequistas como grupo que se apoia, se compreende e rema para o mesmo lado.

 Seguiu-se um tempo de convívio e descontracção. Finalmente rezou-se na capela pelos catequistas, catequizandos e famílias da paróquia. Agradeceu-se a Deus o dom de mais um ano catequético e pedimos ao Senhor perdão pelas nossas lacunas.

Foi uma tarde fecunda, humana e cristãmente rica, marcada pela partilha do pão, pelo mútuo acolhimento, pela franqueza da diálogo, pela honestidade da opinião, pela abertura aos tempos novos, pela celebração da fé, pela alegria do convívio.

Saliente-se ainda o gesto simpatiquíssimo das catequistas D. Isabel Vingadas e de D. Alda Fernandes pela delicadeza da oferta que fizeram a cada um dos catequistas. D. Isabel ofereceu um pintura pessoal sobre pedra polida, com os mais diversos motivos. D. Alda ofereceu um "anjinho" como sinal da paz e da harmonia que sempre estamos dispostos a construir. Foram gestos que caíram fundo em todos.
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Parabéns, catequistas! Semeadores de Cristo no coração das gentes. Arautos da esperança, construtores de futuro!

sábado, 23 de junho de 2012

SANTA HELENA /2012 - Programa


TRÊS MOMENTOS ESPECIAIS

1. Dia 3 de julho, terça-feira - Via Lucis, às 21h
 
2. Dia 5 de julho, quinta-feira - Encontro / partilha, às 21h
A família contada pelo filhos

3. Dia 6 de julho, sexta-feira - Louvar a Cantar, com P. Marcos.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Próximo Domingo: Solenidade do Nascimento de S. João Batista

Leituras: aqui
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Frutos da catequese


Terminámos mais um ano de catequese. E com muita frequência ouvimos catequistas a lamentar-se da falta de frutos do seu trabalho evangelizador. Muitos catequizandos abandonam a Eucaristia nas férias e, findo o crisma, deixam de pôr os pés na igreja.


Sabemos que são muitos os factores que contribuem para esta realidade. Não é fácil, numa sociedade marcada pela indiferença religiosa, onde os valores cristãos parecem estar cada vez mais ausentes, iniciar na caminhada da fé.

Há questões muito complexas na evangelização de hoje que não se resolvem com facilidade. Como disse o Papa João Paulo II, "Não nos move a esperança ingénua de que possa haver uma fórmula mágica para os grandes desafios do nosso tempo; não será uma fórmula a salvar-nos, mas uma Pessoa, e a certeza que ela nos infunde: Eu estarei convosco!"
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Esta é a certeza que nos deve unir, no esforço de encontrar respostas e caminhos, que levem os homens de todas as idades à descoberta maravilhosa de Cristo ressuscitado.
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Fomos enviados por Jesus a semear e não a colher os frutos. A parábola do semeador é elucidativa. A qualidade do terreno é sempre muito variada. O Evangelho cai « à beira do caminho » (Mc 4,4), quando não é realmente escutado; cai « em solo pedregoso » (Mc 4,5), sem penetrar profundamente na terra; ou « entre os espinhos » (Mc 4,7), e é imediatamente sufocado no coração dos homens, distraídos por muitas preocupações. Mas uma parte cai « em terra boa » (Mc 4,8), isto é, em homens e mulheres abertos à relação pessoal com Deus e solidários com o próximo, e produz frutos abundantes. E quem sabe se muita da semente que não germinou logo não vem a nascer e frutificar mais tarde.
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Jesus, na parábola, comunica a boa notícia de que o Reino de Deus chega, não obstante as dificuldades do terreno, as tensões, os conflitos e os problemas do mundo.
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Sempre ouvi dizer aos lavradores que, quando as condições são desfavoráveis, têm de semear mais. Nos tempos que correm, passa-se o mesmo com a Palavra de Deus.
Fonte: aqui

Vaticano apresenta programa do «Ano da Fé»

AQUI

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O retrato da Igreja-mãe de Jerusalém

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1. Vale sempre a pena começar por receber, com particular atenção e carinho, o retrato da Igreja-mãe de Jerusalém, tal como nos chega pela paleta de tintas do Autor do Livro dos Actos dos Apóstolos:

«Eram perseverantes no ensino dos Apóstolos e na comunhão, na fracção do pão e na oração. (...)  Todos os que acreditavam estavam no mesmo lugar e tinham tudo em comum. (...) Todos os dias frequentavam juntos o Templo, e partiam o pão em cada casa, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e tendo graça junto de todo o povo. E o Senhor acrescentava em cada dia o número dos que estavam a ser salvos» (Act 2,42.44.46-47).

Trata-se de uma visita guiada à primeira Catedral da Igreja nascente - mas com ramificações em todas as casas, em todos os corações -, bem assente em quatro colunas: o ensino dos Apóstolos (1), a comunhão fraterna (2), a fracção do pão (3) e a oração (4). Com a boca cheia de louvor, os olhos de graça, as mãos de paz e de pão, as entranhas de misericórdia, a comunidade bela crescia, crescia, crescia. Não admira. Era uma comunidade jovem, leve e bela, tão jovem, leve e bela, que as pessoas lutavam para entrar nela!

2. É uma comunidade bela, fecunda e feliz, que cuida de si, da sua imagem, mas que não está voltada sobre si, mas para fora, luz que alumia os que estão na casa  e os que entram na casa, dando testemunho da sua bela identidade, sem peias nem vergonha, no meio de um mundo hostil e agressivo. Testemunhar é gerar novos filhos e filhas, fazer nascer com o nosso testemunho e a dádiva da nossa vida novas vidas cheias de Cristo, novas teias de esperança e de sentido.

3. É assim que o Apóstolo Paulo se dedica a anunciar o Evangelho, de forma personalizada, calorosa e a tempo inteiro, mãe e pai dos seus filhos  e dá à luz  e vela sobre eles até à sua configuração com Cristo, até à medida da estatura da plenitude de Cristo.
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A paróquia é «a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas»
 
  4. O Papa Beato João Paulo II deixou escrito, numa linguagem afectuosa, comovente e profética, que a paróquia é «a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas» (Exortação Apostólica pós-sinodal Christfide1es Laici [30 de Dezembro de 1988], n.° 26). E já tinha dito alguns anos antes, no mesmo sentido, que a vocação da paróquia «é a de ser a casa de família, fraterna e acolhedora» (Exortação Apostólica Catechesi tradendae [16 de Outubro de 1979], n.° 67).

5. Suponho que fica claro que a imagem que transvaza da comunidade jovem, leve e bela do Livro dos Actos dos Apóstolos, bem como a imagem da paróquia que ressalta dos textos citados do Papa João Paulo II, se confundem e ambas são remissíveis para o Pai de quem somos filhos adoptivos  (Rm 8.15 GI 4,5). para a Luz verdadeira de que somos apenas reflexo, para o Bom Pastor de quem devemos ser transparência pura.
D. António Couto (adaptado)

Igreja não tem que andar ao ritmo da mudança do Mundo

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O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse hoje, em Fátima, que a Igreja tem "uma mensagem perene" e "não tem que andar ao ritmo das mudanças do Mundo".

O também cardeal patriarca de Lisboa, José Policarpo, falava numa conferência de imprensa de divulgação das jornadas pastorais dos bispos católicos que se iniciaram na segunda-feira em Fátima e que decorrem até quinta-feira, tendo como tema central de reflexão os 50 anos do Concílio Vaticano II (1962/1965).
"Há um pressuposto de que a Igreja tem que mudar ao ritmo das mudanças do mundo e não. A Igreja tem uma mensagem perene, acredita nela, e tem valores perenes, e acredita neles", disse José Policarpo quando questionado sobre a atualidade do Concílio Vaticano II perante questões fraturantes da sociedade.
Para o presidente da CEP, o Concílio e a doutrina da Igreja têm uma mensagem que "ajuda a corrigir e a denunciar os exageros antropológicos", como as "modernices" de pessoas do mesmo sexo puderem constituir família, sublinhando que a civilização ocidental "acabará por ser vítima dessas mudanças que fez".
Lamentando que a "grande comunicação" trate as posições da Igreja como se esta tivesse que "andar ao ritmo" das mudanças culturais, políticas, jurídicas, José Policarpo rematou com a expressão "era o que faltava".
Segundo disse, a "grande mudança" do Concílio Vaticano II foi a de, sobretudo, "anunciar uma perspetiva bela da vida humana, quer individual quer em comunidade", e, ao invés de condenar, querer anunciar.
As jornadas de "estudo" que estão a decorrer em Fátima visam "aprofundar" as temáticas do Concílio Vaticano II "no que pode significar para a Igreja" dos tempos atuais, afirmou.
Além de conferências, o encontro, que tem por tema geral "A receção do Concílio Vaticano II na Igreja em Portugal", tem contado com a realização de mesas redondas com a participação de especialistas laicos, como foi o caso do presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d"Oliveira Martins, ou do anterior Procurador-geral da República José Souto Moura.
Para José Policarpo é evidente que as mudanças introduzidas pelo Concílio Vaticano II são hoje uma realidade adquirida, se bem que algumas dimensões devam ainda ser aperfeiçoadas.
Como exemplo apontou a forma como ainda é feita a celebração da palavra em muitas eucaristias, sublinhando que se algumas homilias são "belíssimas" outras continuam a "não ter em conta nem a mensagem nem os destinatários".
Fonte: aqui

Nunca se detenha

VIVER É LUTAR

terça-feira, 19 de junho de 2012

QUANDO A ILUSÃO SEDUZ

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Georges Bernanos notou, já no seu tempo, algo que, nestes tempos, também vamos registando: «O pobre prefere um copo de vinho a um pão, porque o estômago da miséria necessita mais de ilusões que de alimento».
É por isso que, em muitas casas, falta pão, mas pode não faltar telemóvel ou outros adereços.
A ilusão não altera a realidade, mas parece encobri-la. E até os pobres se podem render ao império das aparências, do «status»!
Fonte: aqui

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Reunião de Arciprestado

Na noite de hoje, reuniram os sacerdotes que trabalham neste arciprestado tarouquense.
Os presentes analisaram o relatório da última reunião do Conselho de Arciprestes que lhes havia sido enviado pelo arcipreste e tomaram conhecimento do que se passou no último Conselho Presbiteral através do seu representante no referido Conselho, P.e Armindo.
Marcou-se a data da reunião mensal e, tendo em conta o pensamento e as orientações do nosso Bispo, reflectiu-se sobre a realidade local, no intuito de caminhar no sentido apontado pelo Prelado.
É sempre um momento bonito este estar em comunhão presbiteral. Um bom amigo sacerdote costuma dizer que "só padre entende padre". Não será "só", mas tem muito de verdade...

domingo, 17 de junho de 2012

Aí estão as festas populares na paróquia

Igreja Paroquial de São Pedro - Paróquia de São Pedro de Tarouca

Capela de Nossa Senhora das Necessidades (Quintela, Vila Pouca e Ponte das Tábuas - Paróquia de São Pedro de Tarouca

Capela de Santo António (Arguedeira) - Paróquia de São Pedro de Tarouca

Capela de São João Baptista (Gondomar) - Paróquia de São Pedro de Tarouca

Nesta comunidade paroquial, são venerados os "Santos Populares" de Junho.
Santo António, em Arguedeira, em 13 e 17; Santo António e São João Baptista, em Gondomar, em 13 e 24; São Pedro, Padroeiro da Paróquia, no dia. Também em 1 de Julho, celebraremos Nossa Senhora das Necessidades.
Esperamos que as festas decorram em clima de paz, alegria, acolhimento e proximidade entre as gentes.
O que já se realizou das festas correu bem, em paz, colaboração, alegria e postura. Esperamos que assim continue.
Sendo festas religiosas, que as pessoas as celebrem como tal, participando com serenidade, alegria e respeito nas Eucaristias e nas procissões.
Boas festas para todos.

sábado, 16 de junho de 2012

É POIBIDO NÃO DEMONSTRAR AMOR

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Festas em honra de São Pedro

A Paróquia de São Pedro de Tarouca celebra o seu Padroeiro, São Pedro.

Veja aqui o programa festivo.

Sobre S. Pedro, veja aqui

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Filhas acolhem pai que as abandonou

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A leitura de o artigo "Perdido e encontrado" do jornal Cavaleiro da Imaculada fez-me recordar um episódio que me foi contado pelas 2 filhas, abandonadas pelo pai ainda muito crianças. Uma chamava-se Maria do Patrocínio e a outra Maria José, se não estou em erro.

O pai foi para o Brasil e depressa deixou de dar sinal de vida. A mãe ficou com as duas crianças a seu cargo, ali numa terra perto da serra da Estrela e fez tudo para lhe dar um bom futuro. O certo é que conheci estas duas Senhoras já professoras primárias em Figueiró dos Vinhos e foram elas que me contaram a história do regresso de seu pai.

Na parábola de Jesus, contada em Lucas 15:11-32, é o filho mais novo que pede ao pai para lhe dar a herança que lhe pertence pois quer sair de casa e ir para o mundo à procura da felicidade. No caso que estou a relatar é um pai que deixa a família para ir para o Brasil, sonhando com um futuro melhor.

Mas à semelhança do pródigo da parábola, aquele pai não encontra a felicidade sonhada. E depois de muitos anos no Brasil, pobre e doente, resolve procurar a família.

Na parábola do filho pródigo é o pai que abraça o filho regressado e faz uma festa. Neste caso real são aquelas duas filhas que abraçam comovidas o pai que volta e lhe proporcionam um final de vida um pouco mais terno.

Dirão alguns leitores, como o filho mais velho da parábola, que aquele homem merecia ser posto na rua e acabar na miséria. Mas Deus não trata assim os pecadores arrependidos. E aquelas duas professoras aprenderam essa lição e tiveram ocasião de a testemunhar na vida.

Se nós queremos ser perdoados, teremos de perdoar a quem nos ofende. É aqui que está o fundamental da mensagem de Cristo.
Fonte: aqui

quinta-feira, 14 de junho de 2012

XI DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano B

Leituras: aqui

Dorme e levanta-se noite e dia, enquanto a semente germina e cresce,
sem ele saber como

1. Esta é uma parábola, que nos deixa, de braços caídos, e praticamente de férias antecipadas! Não apresenta aplicações práticas, nem trabalho a fazer. Não diz sequer o que há a fazermos, mas tão só o que faz a semente por si e por nós! Não põe o acento no esforço do semeador, nem chama a atenção para a qualidade do terreno! É uma parábola, que nos desafia a acreditar na fecundidade, na força vital da própria semente, lançada à terra. Débil e forte, ela é, tal como a palavra de Deus, viva e eficaz, e tem uma força interna irresistível! Jesus parece dizer aos mais incrédulos e impacientes: mesmo quando parece que não se passa nada, o Reino de Deus está presente, germina e cresce. Simplesmente acontece. Durma ou vele, de noite e de dia, a semente germina e cresce! E, ironia das ironias, «sem o homem saber como»! Parece-me ouvir uma clara explicação da parábola, quando São Paulo nos diz, em certo passo: “Eu plantei. Apolo regou. Mas foi Deus que fez crescer. Nem o que planta nem o que rega, são coisa alguma. Mas Deus, que faz crescer” (I Cor.3,6-7).
2. Desta feita, somos desafiados a algo de provocador: Deitemo-nos a dormir! Sim, é hora de dormir e descansar, isto é, de “esperar” e de “confiar”, porque o ritmo de crescimento da semente não se apressa com o estresse da minha pressa! Mas, ao contrário do que parece, este não é um programa de vida simples. Habituados a valorizar a eficácia e o rendimento, não é assim tão fácil aprender a vida como dádiva, viver na calma, sem se mover demasiado, acreditar que não sou o salvador do mundo, nem sequer da pátria. Mas se alguém tem dúvidas, de como é difícil, “dormir e levantar-se e ver a semente crescer, sem lhe pormos as mãos” então experimente, como custa, ao menos uma vez desligar o telemóvel; ao menos uma vez não emitir opinião; ao menos uma vez não fazer um diagnóstico, com a receita na mão! Ao menos uma vez, renunciar a ouvir a própria voz, e fazer uma cura de silêncio interior. Ao menos uma vez, dizer «não sei». Ao menos uma vez, “deixar estar”, ao menos uma vez «deixar» Deus fazer!
3. Gostaria de aplicar, neste final de ano escolar e pastoral, esta parábola mal-amada, aos catequistas e professores, que semeiam, todo o ano, na esperança. Porque tendes fé, confiai, agora, e por fim, os vossos educandos, “a Deus e à palavra da sua graça” (At.20,32)! Acreditai na riqueza vital da sabedoria transmitida. Mesmo que não pareça, dará fruto a seu tempo! Chegou, para vós, a hora de dizer e de rezar assim: «Senhor, fiz o que pude. Fiz o que soube. Falhei, algumas vezes; outras vezes, senti-me impotente. Agora que os meus alunos ou catequizandos vão partir, sê tu a fazer frutificar a semente que lancei nos seus corações, nas suas consciências, nas suas inteligências e nas suas vidas»!
4. E deixai-me dizer-vos: “Muito obrigado, queridos professores, caríssimos catequistas: «Obrigado», de todo o coração. O Senhor vos recompense. Seja a vossa luz e a vossa alegria. E que vejais prosperar, com abundância, tanto quanto possível, a obra das vossas mãos, e os frutos que só Deus nos permite dar”!
5. Este final de ano é, pois, um tempo de reconhecimento aos heróis e heroínas, que nos novos tempos, aceitam a missão e profissão de revelar os saberes aos mais jovens. Os professores e catequistas continuam a fazer parte do plantel dos nossos discretos heróis. Que ninguém lhes inveje as poucas horas que têm para se deitar e dormir! Pois sem isso, tão pouco a semente poderá germinar e crescer!
Fonte: aqui

O avarento que não era avarento

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Havia numa terra um homem de posses. Pessoa afável, que proferia palavras bonitas, mas que era tido pela população como pessoa avarenta. Ninguém notava que ele fizesse bem a outrem.
Nessa mesma terra existia um rapaz, filho de pais muito pobres, que foi singrando nos estudos até concluir o seu concurso universitário.
Também deste o povo falava e as pessoas perguntavam-se donde vinha o dinheiro para o jovem ir tão longe nos estudos, pois, diziam a universidade leva uma pipa de massa.  E, como em casos paralelos, o povo ia soltando os seus alvitres. Uns falavam de roubo, outros de droga e de outras situação ilícitas.
Concluído o curso, o rapaz ofereceu aos conterrâneos um lanche simples. No fim, o novo doutor proferiu umas palavras:
- Sabem que a minha família é pobre, jamais teria possibilidades de me pôr na faculdade. Nem sequer de oferecer este simples lanche. Quem me apoiou nos estudos e quis que oferecesse este lanche a todos vós foi o senhor...
Foi como se descesse um calhau sobre as consciências. Esse tal senhor era exactamente aquele que todos julgavam avarento.
Fiel ao Evangelho, nunca quis que "a direita soubesse o que faz a esquerda", porque o bem não faz barulho.
Pois. Jesus Cristo tem TODA a razão: "Não julgueis para não serdes julgados."

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PALAVRAS EM FLOR

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«Vejo um ramo de amendoeira e outras palavras em flor».
Três belos textos reunidos num só livro. Para ler. Para percorrer. Para mastigar. Para abraçar na esperança e projectar na fé.
Um precioso contributo da autoria do senhor D. António Couto, Bispo de Lamego.
A edição (acabada de sair) é da «Paulus».
Fonte: aqui

Padres de todo o país juntam-se em Lamego para torneio de futsal

Os principais recintos desportivos da cidade de Lamego e o pavilhão de Ferreirim vão receber a VII Clericus Cup, o principal torneio de futsal disputado no nosso país que tem a particularidade das equipas em jogo serem exclusivamente compostas por sacerdotes. Organizada pela Seleção Diocesana do Clero de Lamego, com o apoio da Câmara Municipal, da Lamego ConVida EEM e das Caves da Raposeira, está previsto que ao longo de dois dias, 2 e 3 de julho, quase 150 padres, em representação de várias dioceses de Portugal continental e ilhas, venham até à cidade dos Remédios participar nesta competição desportiva, que também terá uma forte componente recreativa.
Rumo a esta prova, defrontam-se em jogo de preparação amigável, no próximo dia 17 de junho, pelas 21 horas, no Pavilhão Álvaro Magalhães, os sacerdotes da Diocese de Lamego e da Diocese de Vila Real, atual campeã nacional.

PROGRAMA

Segunda-feira – 2 de julho
10h: Receção e alojamentos dos participantes
Sorteio pelos capitães de Equipa
11h: Eucaristia na Capela do Seminário, presidida pelo Sr. Bispo D. António Couto e concelebrada por todos os participantes
12h: Almoço no Seminário Maior de Lamego
14h30 / 18h30: Fase de Grupos
19h30: Visita às Caves da Raposeira
21h: Jantar no Centro Cultural e Recreativo de Ferreirim

Terça-feira – 3 de julho
09h / 10h: Quartos de final
11h: Meias-finais
12h15: Final, seguida da entrega de troféus
13h30: Almoço-convívio

terça-feira, 12 de junho de 2012

Amanhã, 13 de Junho, é dia de Santo António


Quer recordar ou conhecer  a vida  de Santo António? Pode fazê-lo aqui.

Frases de Santo Antônio

"Deus é Pai de todas as coisas. Suas criaturas são irmãos e irmãs."

"É viva a Palavra quando são as obras que falam."

"Quando te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós, nos mordem como serpentes."

"Uma água turva e agitada não espelha a face de quem sobre ela se debruça. Se queres que a face de Cristo, que te protege, se espelhe em ti, sai do tumulto das coisas exteriores, seja tranqüila a tua alma."

"A paciência é o baluarte da alma, ela a fortifica e defende de toda perturbação."

"Ó meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere, mesmo até a morte, a imolar a minha vida por teu amor, porque sacrificaste a tua vida por nós."

"Como os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as grandes obras que fazem, mas à graça de Deus."

"Ó Senhor, dá-me viver e morrer no pequeno ninho da pobreza e na fé dos teus Apóstolos e da tua Santa Igreja Católica."

"Neste lugar tenebroso, os santos brilham como as estrelas do firmamento. E como os calçados nos defendem os pés, assim os exemplos dos santos defendem as nossas almas tornando-nos capazes de esmagar as sugestões do demônio e as seduções do mundo."

"Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa."

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Jovens de Tarouca em torneios diocesanos de futsal

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No dia 2, Tarouca esteve presente  no torneio diocesano de futsal feminino em Ferreirim. No dia 9, Tarouca  esteve  presente no torneio diocesano de futsal masculino em Tabuaço.
O primeiro decorreu com normalidade. No caso do torneio masculino foi das melhores actividades em que já participei, sem dúvida a melhor dos últimos 3 ou 4 anos. O grupo de Tarouca estava extremamente unido, brincou imenso entre si, mas também com todas as outras equipas e claques e, num torneio em que duas equipas foram excluidas por mau comportamento, a equipa de Tarouca acabou por ser uma das duas a ser considerada para o prémio fair play, vencendo no critério da boa disposição e só perdendo em questões mais estatísticas relacionadas com o número de faltas e cartões ao longo do torneio. E até em termos de futsal a união da equipa deu nas vistas com vários grupos a darem os parabéns a uma equipa que chegou ao torneio como "o bombo da corte" e acabou a ser "temida" pelas melhores equipas pelo seu empenho que ainda valeu um empate e uma vitória nos últimos jogos.
Patrik  Pais

A FALTA QUE FAZ A RELIGIÃO (dito por um ateu)

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Alain de Botton, um ateu interessado nas religiões, entende que o sermão é importante porque o ser humano precisa de um tripé para viver: orientação, moralidade e consolação.
É por isso que o filósofo encontra na fé «muitas das coisas que sempre quis que o mundo secular tivesse».
Daí a pergunta: «Se não vamos à igreja, quem está a ensinar-nos a viver?».
É certo que nos «ensinam a ser engenheiros, contabilistas ou médicos. Mas quem nos ensina a sermos humanos?».
É, no mínimo, interessante notar como um ateu se mostra encantado com o aspecto das religiões mais contestado por muitos dos seus membros: a sua estrutura institucional.
É assim que vem a interpelação. Quem ocupa o lugar do padre? «Onde está o padre moderno? Onde está o padre secular? Onde foi parar a confissão? As igrejas reúnem as pessoas. O que é que reúne as pessoas hoje?»
uma ideia romântica de que o grupo é corrupto e de que o indivíduo é puro. O filósofo partilha, no entanto, a convicção de que «o perigo de falar sozinho é ninguém ouvir. As pessoas só são ouvidas se estiverem organizadas e as religiões organizam o interior das nossas vidas».
Hoje, temos quem pretenda organizar a nossa vida. Há quem organize a vida para as elites e para as camadas populares.
«Nos seus melhores momentos, a Cristandade era um movimento sério que era ao mesmo tempo popular e de elite. Conseguia unir as pessoas e podia ir de um teatro de rua até ao monge a traduzir um texto»!
Sobrevém então o lamento: «Nós não sabemos criar comunidades fora da Igreja»!
Fonte: aqui

domingo, 10 de junho de 2012

Peregrinação Nacional das Crianças

Mais de três dezenas de catequizandos desta paróquia, acompanhados por vários catequistas, participaram nesta peregrinação.





Vinham satisfeitos. Tanto catequistas como os catequizandos. Tudo correra bem, pese embora a chuva forte que na manhã deste dia também se abateu sobre Fátima.


Apesar do tempo frio e chuvoso, o Santuário de Fátima acolheu na manhã de 10 de junho milhares de crianças, seus familiares e catequistas, vindos de todo o Portugal.

Nas suas palavras às crianças, durante a homilia da missa celebrada no Recinto de Oração do Santuário, o presidente da peregrinação, D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, exortou as crianças a cumprirem os seus compromissos com Deus, e apelou a atitudes de "confiança em Deus", "disponibilidade para Deus", "compromisso com Deus" e "fidelidade a Deus".

Quando nos escondemos de Deus, estamos também a esconder Deus e os seus dons, a Alegria, o Amor, o Perdão

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Passa outra vez, Senhor, dá-nos a mão,
Levanta-nos,
Não nos deixes ociosos nas praças,
Sentados à beira dos caminhos,
Sonolentos,
Desavindos,
A remendar bolsas ou redes.
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Sacia-nos.
Envia-nos, Senhor,
E partiremos
O pão,
O perdão,
Até que em cada um de nós nasça um irmão.

António Couto

sexta-feira, 8 de junho de 2012

X DOMINGO DO TC (10-6-2012)

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Leituras: aqui

"Quem é minha Mãe?"
 Reiniciamos, no ano litúrgico, os domingos do tempo comum.
A Liturgia, através das leituras bíblicas, vai-nos introduzindo nos Mistérios de Deus e iluminando a realidade humana.
No Mundo em que vivemos, existem muitos males.
Nasce espontânea a pergunta: "Qual é a sua origem?"
Na busca de um responsável, somos levados a ACUSAR alguém como culpado.
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A Bíblia tem uma resposta clara: a origem e a causa dessa situação é o pecado.
O homem rompeu a sua relação amorosa com Deus e surgiu uma mudança essencial em sua vida.
Pretendeu libertar-se de Deus e tornou-se escravo de suas paixões e egoísmos.
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 A 1ª Leitura fala da Primeira Família (Adão e Eva).  (Gn 3,9-15))
Esses capítulos da Bíblia não querem mostrar como aconteceu no início... mas sim levar a refletir sobre o caos social em que viviam no tempo em que o autor sagrado escreveu.
Deus fez todas as coisas perfeitas.
Esse mundo conturbado não é o que Deus queria... então como deveria ser?
- Qual é a causa e a origem de tudo isso?
A "serpente" seduziu e continua seduzindo o homem para se apropriar dos frutos proibidos...
Consequência: surge a desarmonia na natureza, com os homens, com Deus...
- O HOMEM não se encontra mais no lugar que lhe foi designado na Criação.
"Onde estás?" - Teve medo e  escondeu-se...
- Adão acusa Eva, Eva acusa a serpente...
- Sente-se "Nu", despojado a dignidade com que foi criado...
- Abala a ordem da natureza: perde a fertilidade e produz espinhos e ervas daninhas
- Mas a narrativa termina com uma Mensagem de Esperançaa luta entre a "serpente" e o homem continuará até o fim dos tempos.
Mas a descendência da mulher conquistará a vitória final, esmagará a cabeça da "serpente".
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* O PECADO é a origem do mal: rompeu a harmonia da criação de Deus.
Para o autor sagrado, o PARAÍSO TERRESTRE é Saudades ou Esperança?
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Na 2ª Leitura, Paulo manifesta seu interesse pela Comunidade de Corinto e expõe os motivos pelos quais sofre com paciência: a esperança da ressurreição gloriosa e a fé no prémio que espera. (2 Cor 4,13-5,1)
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 O Evangelho fala da Família de Jesus. (Mc 3, 20-35)
Os familiares de Jesus chegam e, de fora, mandam chamá-lo.
Não entram; ele é que deve sair: querem levá-lo de volta a Nazaré.
Estão preocupados... julgam que ele "está fora de si".
E Jesus: "Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?"
A Verdadeira família de Jesus, a partir de agora, é formada pelos que estão ao redor dele e fazem a vontade de Deus.
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Os doutores da lei pretendem desprestigiar o Mestre diante do Povo e acusam-no de endemoniado. Jesus contesta com duas imagens: o reino dividido e uma família dividida: não se mantém de pé.
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A Nova família de Jesus.
A verdadeira família de Jesus, a partir de agora, é formada pelos que estão ao redor dele, numa atitude de companheiros na ação libertadora, e que fazem a vontade de Deus.
A relação mais intima com Jesus não se faz através do parentesco de sangue, mas na sintonia com sua prática libertadora. Só quem passa do estar fora para o estar dentro, com Jesus, é que será considerado irmão, irmão e mãe de Jesus.
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* Maria era "Mãe" duplamente: porque gerou a Jesus e porque mais do que ninguém soube fazer sempre a vontade de Deus.
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O pecado nasce e é fruto do orgulho.
- Adão acusa Eva... Eva acusa a serpente...
- Os judeus não aceitaram o desfio da conversão: e acusaram o Cristo como um endemoniado...
- E nós?  Procuramos sempre uma desculpa...
Reconhecer o próprio erro, por escabroso que seja, é sempre mais dignificante e libertador do que repassá-lo injustamente a outros.
Quem acusa está a quer  esconder-se atrás da acusação.
Quanto esposo acusando a esposa e vice-versa.
Quantos filhos acusando os pais e vice-versa.
Quantos adultos acusando os jovens e quantos jovens acusando os adultos.
Ouvimos toda hora parente contra parente, vizinho contra vizinho, patrão contra empregado e empregado contra patrão.
Há acusações necessárias e justas.
Há acusações que devem ser feitas e que não merecem punição.
Mas, muitas vezes, a pessoa que acusa está se defendendo.
Está escondendo algo de errado em si mesmo.
A acusação nunca leva a nada e acaba com o diálogo entre as pessoas.  
Há uma necessidade de busca de diálogo e não de acusação.
Quando na sociedade for instaurado o diálogo, acabarão as acusações.
Ninguém mais estará escondendo sua covardia com a acusação .
                                                             Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa- 10.06.2012

Se...

Se as pessoas conhecessem o valor da Eucaristia, o acesso às Igrejas deveria ser controlado pela força pública.

Teresa de Lisieux

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Profissão de Fé/2012




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Neste dia do Corpus Christi, quarenta e quatro crianças fizeram a sua Profissão de Fé. Aliás, nesta comunidade paroquial, a profissão de Fé realiza-se todos os anos.
Parabéns a eles, seus pais e catequistas. “Ninguém te ama como Eu”, cantastestes. Que a vossa vida nunca desdiga o entusiasmo manifestado. Que a família e a comunidade apoiem sem cessar o crescimento na fé destes adolescentes, pelo testemunho e pela palavra.
Estiveram muito bem os pequenos. Portaram-se lindamente, sempre com um sorriso a inundar-lhes o rosto. Cantaram, leram, responderam, participaram maravilhosamente. A festa foi deles e eles foram a festa.
Apesar da saturação natural que o fim do ano sempre acarreta; apesar das actividades em que muitos deles estão/estiveram envolvidos, levaram a preparação próxima muito a sério. Não admira, por isso, que tenham estado muito bem, mormente nos cânticos que sempre exigem bastante treino.
Parabéns, amiguitos! Que guardeis no coração pela vida fora aquilo que tantas vezes repetimos sobre Cristo "Ninguém te ama como Eu!"
Dois dias especiais: hoje a vossa Profissão de Fé. No sábado a pregrinação a Fátima. NOSSA SENHORA! Está especialmente ligado a estes dias. Em Fátima falareis com Ela. Hoje ofereceste-lhe uma flor.
Mãe, semeia Jesus no coração destes miúdos! Sempre. Que eles tenham sempre um coração bonito!
Saúdo os pais, agradeço aos catequistas, aos ensaiadores, aos zeladores, e a todos os que colaboraram. Um abração enorme para vós, amiguinhos. Quanto esperamos todos de vós!
Que Cristo seja sempre o centro das nossas vidas.

Igreja: A falência do «Corpo de Deus»

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Elias Couto discute a queda de um feriado que «não era um favor do Estado à Igreja», antes assentava numa sociedade com «intensa fé eucarística»
 O editor da revista digital “Cristo e a Cidade”, considera que a eliminação do feriado do Corpo de Deus, que se celebra esta quinta-feira, do calendário civil português, a partir de 2013, reflete a falência de uma sociedade que tinha “intensa fé eucarística”.
Num texto publicado no Semanário da Agência ECCLESIA, Elias Couto recorda que aquela festa era, desde a “Idade Média”, sinónimo da comunhão entre o Deus “feito” homem, Jesus Cristo, que deu o seu “Corpo e Sangue” pela Humanidade, e um povo profundamente crente.
“Numa sociedade de intensa fé eucarística, esta solenidade era vivida com particular esplendor: toda a gente se incorporava na procissão do “Corpus Christi”: confrarias ou irmandades, artesãos e comerciantes, nobres e plebeus”, sublinha aquele responsável.
O feriado do Corpo de Deus, salienta o jornalista, “não era entendido como um favor concedido pelo Estado à Igreja: era uma exigência dos povos para poderem celebrar dignamente a festa de Deus, interrompendo os seus afazeres quotidianos”.
No entanto, “as rápidas mudanças sociais que Portugal conheceu”, sobretudo “desde os anos setenta do século passado acabaram por quebrar esta unidade”.
Progressivamente, as vozes que se levantaram para reclamar “da razão do Estado em reconhecer o estatuto de feriado a um dia cuja relevância era percebida apenas por uma parte da sociedade”, a comunidade cristã, abriram espaço à possibilidade de fazer cair o “dia santo”.
Um cenário que agora se concretizou, devido às “necessidades económicas” e a uma certa “curteza de vistas”, aponta Elias Couto, que considera que os responsáveis da Igreja Católica em Portugal e no Vaticano optaram por seguir o caminho mais fácil.
“A Hierarquia da Igreja deveria ter trabalhado para valorizar aquilo que lhe é próprio – a santificação de determinados dias, não porque o Estado concede a benesse de os declarar 'feriados', mas porque tais dias são 'santos' (separados dos restantes) por razões que dizem respeito à vida da Igreja”, complementa.
Tendo em conta a “confusão” que os responsáveis eclesiais deixaram instalar à volta desta questão, sustenta o autor, “não admira” que “até os domingos” já estejam a “deixar de ser tratados, por muitos católicos, como dias santos”.
No passado dia 8 de maio, a Santa Sé anunciou um “entendimento excecional” com o Governo português, tendo em vista a eliminação dos feriados do Corpo de Deus e de Todos os Santos “durante os próximos cinco anos”, a partir 2013.
Segundo o documento que foi tornado público, a celebração da solenidade do Corpo de Deus (assinalada até agora numa quinta-feira, 60 dias depois da Páscoa) vai ser “transferida para o domingo seguinte” e a de Todos os Santos “manter-se-á no dia 1 de novembro, mas sem o caráter de dia feriado civil”.
A Santa Sé sublinhou que o acordo vai ao “encontro dos desejos do Governo português na procura de uma solução para a grave crise económico-financeira em que se encontra o país”.
In agência ecclesia