sábado, 27 de maio de 2017

Receção aos candidatos a escuteiros

 
 
27 de maio, Dia do CNE
(Corpo Nacional de Escutas)

 No dia 27 de Maio de 1923,nasceu o Escutismo Católico em Português.
Neste dia aniversário do CNE, faz também um ano que partiu para o eterno Acampamento o Chefe Víctor Cardoso.
A melhor homenagem que lhe podemos fazer é dar corpo, alma e entusiasmo ao nosso Agrupamento 1006. 
Por isso, no próximo dia 18 de junho, pelas 15h, na sede do Agrupamento, sita no Centro Paroquial, realiza-se a receção aos candidatos a escuteiros que já se inscreveram ou que se queiram ainda inscrever! 
Vamos lá, 1006! Levemos a alegria do escutismo às novas gerações, pois ele é formação integral da juventude.
Unidos, determinados, coesos, humildes!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Cristo, Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo

O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória,
vos conceda um espírito de sabedoria e de luz
para O conhecerdes plenamente
e ilumine os olhos do vosso coração,
para compreenderdes a esperança a que fostes chamados,
os tesouros de glória que encerra a sua herança entre os santos
e a incomensurável grandeza que representa o seu poder
para nós os crentes.
Assim o mostra a eficácia da poderosa força
que exerceu em Cristo,
que Ele ressuscitou dos mortos
e colocou à sua direita nos Céus,
acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania,
acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo,
mas também no mundo que há de vir.
Tudo submeteu aos seus pés e pô 1’O acima de todas as coisas
como Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo,
a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.

(Ef 1,17-23)

28 Maio 2017 – Solenidade da Ascensão – Ano A

Leituras: aqui

1. «Eu estou convosco todos os dias, até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). Jesus é o Deus sempre presente, que caminha ao nosso lado e vai à nossa frente; não é um herói isolado, na sua coroa de glória! É o «Emanuel», o Deus connosco, que diz a cada um, de modo pessoal e único: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo(Is 43,5). Não é, por isso, um Deus ausente, distante, raptado ou arrebatado para um Céu longínquo; ao contrário, é um Deus apaixonado, incapaz de Se separar de nós. Na verdade, quando Jesus subiu ao Céu, levou para junto do Pai celeste a humanidade – esta nossa humanidade – que Ele tinha assumido no seio da Virgem Mãe, e nunca mais a largará” (Papa Francisco, Homilia, 13.05.2017). Por isso, somos hoje convidados a exultar em santa alegria, porque “a ascensão de Cristo é a festa da nossa esperança: chegando à nossa frente, à glória do céu, como nossa Cabeça, para aí nos atrai como membros do Seu Corpo” (cf. Oração coleta).Ele é como um chefe de grupo, quando se escala uma montanha, que chega ao cimo e nos puxa para junto de Si, conduzindo-nos para Deus (Papa Francisco, Audiência, 17.4.2013). 

2. Jesus permanece então unido, colado a nós, e nós agarrados e atraídos por Ele ao Pai. Junto do Pai, Jesus intercede por nós! Por isso, ainda que dentro de nós ou à nossa volta, haja tantas más notícias, de sofrimento, de tristeza, de escuridão, que não podemos ignorar, mas que, por vezes, parecem arruinar a nossa esperança, a verdade é que continuamos a crer e a esperar, porque temos esta boa notícia estampada no rosto: o Senhor está connosco, não nos abandonou à desgraça, não nos deixou órfãos! Graças à ação do Seu Espírito Santo, ainda que nos pareça o contrário, perante o cenário de tanta destruição, a verdade é que “o amor sempre conseguirá suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do fracasso [Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais (DMCS), 2017].

3. Ao longo do nosso caminho, esta promessa de Jesus «Eu estou convosco» (Mt 28,20), ou dito ainda de modo mais pessoal, «Não tenhas medo, que Eu estou contigo(Is 43, 5), leva-nos a estar de pé, erguidos, com esperança, convictos de que o bom Deus está sempre a agir a nosso favor e a transformar o mal num bem maior, a realizar aquilo que nos parece impossível. “Na verdade, o fio, com que se tece toda a história sagrada (a da Bíblia e a nossa), é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Santo Consolador” (Papa Francisco, MDMCS 2017). Que Ele nos ensine a comunicar a esperança e a confiança, no nosso tempo!

4. Foram-nos propostos, há dias, dois grandes comunicadores da esperança, uma esperança vivida, com os pés bem assentes na terra, mas com o coração voltado para o céu. Esta grande esperança foi-nos testemunhada e comunicada pelos pastorinhos de Fátima. “Eles compreenderam e viveram a beleza do Céu, que o Anjo e Nossa Senhora lhes fizeram saborear, como plenitude do amor de Deus, que os fascinou”. E assim mesmo “creram, esperaram e amaram”, rezaram e sofreram, sem medo algum de morrer, na esperança feliz do encontro luminoso, com Nosso Senhor e Nossa Senhora, lá no Céu. 

5. Como eles, não percamos do horizonte da nossa esperança o Céu, que não acaba aqui, mas aqui começa, onde Deus está, mesmo se escondido, como semente, em esperança. Levemos aos outros a Boa Nova, que é este Jesus, Deus connosco, até ao fim dos tempos, e tornemo-nos, como os Pastorinhos, “faróis que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança (Papa Francisco, MDMCS 2017) no nosso tempo, conscientes de que Deus nos criou como uma esperança para os outros.

Caminhemos, então, Povo de Deus, como peregrinos da esperança, a caminho do Céu, com Maria, pelas fontes da alegria!
Amaro Gonçalo