quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2017


Papa Francisco com o presidente da Federação Luterana Mundial
Papa Francisco com o presidente da Federação Luterana Mundial

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2017, que no hemisfério norte se celebra de 18 a 25 de janeiro, vai evocar os 500 anos da reforma protestante, iniciada por Martinho Lutero.
O documento de reflexão preparado e publicado em conjunto pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Santa Sé) e a Comissão Fé e Constituição (Conselho Mundial de Igrejas) tem como tema central a “reconciliação”.
Que pessoas e Igrejas possam ser impelidas pelo amor de Cristo a viver vidas reconciliadas e a derrubar as paredes da divisão”, pode ler-se.
A proposta deste ano surgiu pela mão do Conselho de Igrejas na Alemanha (ACK), a convite do Conselho Mundial de Igrejas, o qual assinala que a reforma de Lutero “tem sido tema de controvérsia na história das relações intereclesiais”.
Em 1517 Martinho Lutero publicou as suas “95 teses”, provocando uma rutura entre várias comunidades cristãs, até então ligadas à Igreja Católica, apresentada no documento como “dolorosa divisão”.
As Igrejas cristãs na Alemanha propõem que, 500 anos depois, se reflita sobre a “reconciliação como centro da fé”.
O tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2017 inspira-se numa passagem da segunda carta de São Paulo aos Coríntios: ‘Reconciliação: é o amor de Cristo que nos impele’.
“Como embaixadoras de reconciliação, as Igrejas ativamente prestaram assistência aos refugiados na busca de novos lares, enquanto, ao mesmo tempo, tentavam melhorar as condições de vida nos países que eles tinham deixado para trás”, refere o documento de reflexão.
A 31 de outubro de 2016, o Papa e o presidente da Federação Luterana Mundial (LWF, siga em inglês), assinaram na Suécia uma declaração comum, por ocasião da comemoração conjunta católico-luterana dos 500 anos da reforma protestante.
Pedimos a Deus inspiração, ânimo e força para podermos continuar juntos no serviço, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres, trabalhando pela justiça e rejeitando todas as formas de violência”, refere o texto, firmado por Francisco e por Munib Yunan na catedral luterana de Lund, após uma oração ecuménica.
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos está em destaque nas emissões do Programa ECCLESIA na Antena 1 da rádio pública, até sexta-feira, pelas 22h45.
Fonte: aqui

18 de janeiro - Dia Internacional do Riso

UM SANTO TRISTE É UM TRISTE SANTO.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

sábado, 14 de janeiro de 2017

Vêm aí as Procissões da Quaresma e Semana Santa


*Passos do Senhor – Domingo de Lázaro, 18h

*Procissão do Encontro - 5ªfeira Santa, 18h

*Enterro do Senhor – Sexta-feira Santa, 21h

Comissão Organizadora

José Oliveira, Jaime Vitorino, Joaquim Maurício, Manuel Domingos Costa;

Isabel Vingadas, Ana Maria Carvalho, Alda Fernandes, Almerinda Matias, Cândida Assunção

Alice Costa

Comissão para o peditório

Valverde:

Virgínia Teixeira, Ilda Vieira, Rosa Carvalho

Castanheiro do Ouro

Irene do Carmo Venâncio, Edgar Osório Lima, Aurélio Carneiro Sarmento

Esporões

Ana Maria Aires, Mirtes Neves Assunção, R. Rui Manuel Costa Pereira

Tarouca

Emília da Silva, Leonor Cardoso, Ernesto Silva

Teixelo

Ida Ribeiro Rodrigues da Silva e Fernanda Conceição Morais...

Quintela, Vila Pouca e Ponte das Tábuas

Joaquim Silva e António Botelho

Cravaz

Miguel Ângelo e Gravelina Vieira

Arguedeira

Manuel Lourenço e Mário Dias

Gondomar
Jorge Camilo e Ana Paula Alves

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

TEM INTERESSE EM APROFUNDAR A SUA FÉ?

O cristão, discípulo de Jesus Cristo, é convidado a seguir o Mestre. Mas nin­guém segue um desconhecido ou confia num estranho. E é na medida em que conhece que é capaz de amar e de testemunhar, tornando-se missioná­rio, dando “razões da sua esperança” e sendo fermento e luz num tempo em que Jesus Cristo vai perdendo visibilidade.
"Já sabemos que a cultura de hoje não transmite a fé, mas a liberdade reli­giosa... É por isso que voltamos às coordenadas de São Paulo, e precisamos urgentemente de passar de uma fé de mera convenção para uma de entra­nhada convicção” (D. António Couto, Carta Pastoral, 2016, n.° 10).
“Para isso, é preciso dar um colorido novo a tudo o que já existe. E é preciso que todos os que se dizem discípulos de Jesus Cristo, e que já frequentam as nossas paróquias, sejam transformados em verdadeiros Evangelizadores” (D. António Couto, Carta Pastoral, 2016, n.° 13).
O objectivo é concretizarmos a existência de uma estrutura que organize e promova:
-  encontros de formação pela diocese (sessões temáticas)
- e garanta um curso básico de formação religiosa.
A proposta é dirigida a todos os diocesanos, independentemente da sua es­colarização, missão, pertença ou participação eclesial
No sentido de proporcionar os momentos de formação esperada e desejada, pedimos a colaboração no preenchimento deste questionário.
Também pode preencher online, AQUI
Agradecíamos que, após o preenchimento, o entregasse ao seu Pároco ou o fizesse chegar até nós (até ao fim de fevereiro). Obrigado!  


Lugar da Rina, 5100-196 Lamego
 

A Diocese oferece-lhe dois tipos de formação:
-  encontros de formação pela diocese (sessões temáticas)
- e garante um curso básico de formação religiosa.
  
ESTAS PROPOSTAS DE FORMAÇÂO  são dirigidas a todos os diocesanos, independentemente da sua es­colarização, missão, pertença ou participação eclesial.
 
Os encontros de formação pela diocese podem decorrer em qualquer paróquia ou arciprestado desde que haja um número suficiente de inscritos.
 
O Curso Básico de Formação Religiosa decorrerá no Seminário de Lamego durante 2 anos.
 
Claro que as pessoas podem participar em ambos: Encontros de Formação e Curso Básico.

Comece já a participar, preenchendo o inquérito. Pode indicar dias, horas e temas que lhe sejam mais oportunos e importantes.
Se usa a internet, pode preencher o inquérito no site acima referido.
Caso prefira preenche-lo à mão, faça-o desse modo. Depois pode envie-o para o contacto indicado acima.
CADA CRISTÃO PRECISA DE MAIS FORMAÇÃO, MAIS FORMAÇÃO, MAIS FORMAÇÃO!!!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

15 Janeiro 2017 – 2º Domingo do Tempo Comum – Ano A


Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!
(Jo 1,29)
Leituras: aqui

1. Eis a apresentação sumária que João faz de Jesus! Talvez esperássemos aqui um título mais pomposo, um nome mais forte, uma imagem de marca mais revolucionária. Mas não. João Batista vê diante de si um Homem que Se põe em fila juntamente com os pecadores, para Se deixar batizar, embora não tivesse necessidade de o fazer. Um Homem que Deus enviou ao mundo como Cordeiro imolado. No Novo Testamento o termo Cordeiro aparece várias vezes, e sempre por referência a Jesus. Esta imagem do Cordeiro pode causar-nos admiração; com efeito, é um animal que certamente não se caracteriza nem pela força nem pela robustez. E, no entanto, carrega sobre os seus ombros um peso tão oprimente! A massa enorme do mal é levantada e carregada por uma criatura débil e frágil, símbolo de obediência, da docilidade e do amor inerme, que chega até ao sacrifício de si. O Cordeiro não é um dominador, mas é dócil; não é agressivo, mas pacífico; não mostra as garras nem os dentes, diante de qualquer ataque, mas tudo suporta e é remissivo. Assim é Jesus, o Cordeiro de Deus.

2. João fala ainda de Jesus, como o Cordeiro que «tira», isto é, que «levanta», que «carrega sobre si», o peso do pecado do mundo. Jesus veio ao mundo para cumprir esta missão: libertá-lo da escravidão do pecado, assumindo e tomando sobre Si as culpas da humanidade. De que forma? Amando! Não há outro modo para vencer o mal e o pecado, a não ser através do amor, que impele ao dom da própria vida pelo próximo. A sua revolução prima pela não violência. É a «revolução da ternura» (EG 88). 

3. Que significa para nós, hoje, ser discípulos deste «Jesus, Cordeiro de Deus»?
3.1. Significa, em primeiro lugar, a ousadia de apresentar Jesus aos nossos amigos, “às pessoas com quem nos encontramos, tanto aos mais íntimos, como aos desconhecidos. Isto pode acontecer até durante uma conversa. Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho” (EG 127). Não tenhamos vergonha de dar a conhecer Jesus, nesta dimensão do amor e nunca do poder. A forma de ser de Jesus define o nosso estilo missionário: anunciar o Evangelho com mansidão e firmeza, sem gritar nem ferir, sem arrogância ou imposição (cf. Is 42,2-3). A verdadeira missão não é proselitismo (cf. EG 14;131), imposição à força, mas atração para Cristo. Como? Através do testemunho, a partir da nossa forte união com Ele, na oração e na adoração, na caridade, que é o serviço a Jesus presente nos mais pequeninos.

3.2. Sermos discípulos deste Cordeiro significa, por consequência, pôr no lugar da malícia a inocência, no lugar da força o amor, no lugar da soberba a humildade, no lugar do prestígio o serviço. “A não violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder, que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade” (Bento XVI).

3.3. Por último, sermos discípulos deste Cordeiro significa não fazermos da paróquia uma «cidadela cercada», «um grupo de eleitos que olham para si mesmos» (EG 28), mas “uma cidade situada sobre o monte”, uma Igreja aberta, hospitaleira e solidária, tão atraente, que todos lutem por nela entrar. 

À imitação de Jesus, Cordeiro manso e humilde, façamos da nossa vida um testemunho tão feliz e tão belo, que atraia os outros para Cristo, com a luz da fé, a força da esperança e a alegria do amor.

AMAZING GRACE (Graça incrível)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Um ACREDITAR fruto da época e da sociedade em que vivemos



Há quem acredite  em Deus. Acredite N'ele como alguém que criara e conduzia os destinos do mundo. Um ser acima de nós ou para além de nós. Um  Deus como o ser que nos ultrapassa e é insondável. 
Este acreditar é  fruto da época e da sociedade em que vivemos. Depois dos filósofos da suspeita e da modernidade que pretendiam “matar” Deus, esta é a época em que se multiplicam os movimentos religiosos e espirituais. É a época do esoterismo, da gnose, do psíquico e do mágico. É a época que aceita Deus de qualquer modo, mas como um ser que não tem de interferir na  vida porque, afinal, o homem é autónomo, é o deus das suas escolhas. 
Por isso é difícil falar ao homem de hoje de um Deus que ama e que, remexendo com o nosso coração e com o que somos, interfere em toda a nossa vida. Dito de forma mais direta: é  mais fácil acreditar em Deus do que amá-lo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Reuniu o Conselho Pastoral Arciprestal de Armamar/ Tarouca


Ao iniciar mais um ano civil e com o ano pastoral já em desenvolvimento foi necessário reunir para se poder acertar linhas de orientação e encontrar propostas para o desenvolvimento de ação pastoral de cada Departamento Arciprestal para o ano de 2017.
Nesse sentido reuniu o Conselho Pastoral Arciprestal de Armamar/ Tarouca em 8 de Janeiro de 2017 na Casa Paroquial de S. Martinho das Chãs, Armamar, pelas 15 horas.
Após a oração inicial, foi feita uma análise e estudo da Carta Pastoral do nosso Bispo para a Diocese de Lamego referente ao ano de 2017.

Postos perante a  Planificação Pastoral Diocesana, foram consideradas ações que possam ser realizadas em conjunto ou nas Zonas Pastorais, em separado, do nosso Arciprestado de acordo com os vários Departamentos (Movimentos).
Teve lugar depois o Trabalho de Grupos por Departamentos, em ordem à elaboração de um Plano de Pastoral Arciprestal, seguido do  Plenário para apresentação das conclusões dos trabalhos de grupo.

Procedeu-se então à eleição de um grupo para a elaboração do Plano de acordo com a síntese do Plenário.
Os trabalhos concluíram-se com a oração final.

O Vídeo do Papa de janeiro 2017

Papa apela à união dos cristãos ao serviço dos pobres e em defesa da vida
ORAÇÃO
Senhor nosso Deus,
ao longo da história,
a tua Igreja sofreu e continua a sofrer
a divisão entre aqueles que acreditam no teu Filho Jesus.
Mas são já tantos os gestos e as atitudes que falam de união e não de separação,
através de tantos homens e mulheres,
de diversas confissões cristãs,
que colaboram pelas causas da paz,
da dignidade da vida humana,
do cuidado da criação.
Envia, Senhor, o teu Espírito sobre todos os cristãos,
para que a oração em comum e os gestos de caridade
sejam um sinal visível da resposta que a Igreja traz aos desafios da humanidade.
Que, num mundo dividido,
sejam os cristãos a testemunhar a alegria e a força da união.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Papa batizou 28 crianças na Capela Sistina

Francisco, que improvisou a homilia, brincou com o “concerto” do choro dos bebés, explicando-o com o facto de estarem num sítio que não conhecem e terem acordado “antes do que é costume, talvez”.
“Jesus fez o mesmo. Gosto de pensar que a primeira pregação de Jesus, no presépio, foi um pranto”, acrescentou.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

8/1/2017 - SOLENIDADE DA EPIFANIA 2017


Leituras: aqui

1. Com Maria e José acolher, sonhar e anunciar o Deus connosco para uma humanidade  nova”. Dos profetas aos sábios, dos pastores aos Magos, todos percorremos, ao longo de seis semanas, o caminho da alegria. Pelo sonho, aqui viemos. Pelo sonho, aqui chegámos, ao Presépio de Belém, com os Magos e como eles, comovidos e mudos, diante do Menino. E, por fim, “avisados em sonhos”, tal como os Magos, regressaremos, por outro caminho.

2. Hoje, ao concluirmos a nossa caminhada diocesana, gostaria apenas de propor duas coisas, que aprendemos dos Magos. Primeira: Não deixemos que nos roubem o sonho! Segunda: Não deixemos que nos roubem a alegria do Natal, a alegria do amor em família!

Primeira: Não deixemos que nos roubem o sonho! Não deixemos de sonhar! Os Magos procuram sem se cansar, buscam sem cessar, dão azo e asas ao seu desejo do Absoluto, do Além, da Beleza, da Verdade. Estes Magos são verdadeiros “reis do sonho”, porque correm diretos a um sonho, porque se deixam guiar por uma funda intuição do coração! Deles se pode dizer, o que Florbela Espanca escreve da condição do poeta, que «é ser mais alto, é ser maior do que os homens! (…) É ter de mil desejos o esplendor… e não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja. É ter garras e asas de condor! É ter fome, é ter sede de Infinito”. Os Magos ensinam-nos, pois, a sonhar e a não desistir dos nossos sonhos; eles ensinam-nos a procurar, a ir mais além, a levantar os olhos para a Estrela e a seguir e a perseguir os grandes anseios do nosso coração. Ensinam-nos a não nos contentarmos com uma vida medíocre, sem «grandes voos», mas a deixarmo-nos sempre fascinar pelo que é bom, verdadeiro e belo... a deixarmo-nos alcançar por Deus, que é tudo isso, no seu máximo esplendor! “O homem é do tamanho do seu sonho! Matar o sonho é mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetrável e inexpugnavelmente nosso" (Fernando Pessoa)! Não deixemos, portanto, que nos roubem o sonho! Não deixemos de sonhar!

Segunda: Não deixemos que nos roubem a alegria do Natal, que se manifesta sobretudo na alegria do amor em família. Essa é a nossa tentação, ao desmontar o presépio, ao deitar fora os embrulhos dos presentes, ao voltar à dureza do dia a dia. Mas os Magos ensinam-nos a preservar a alegria, a cuidar da alegria do amor, que brota do nosso encontro com Maria, José e o Menino. Eles usam aquela astúcia, de quem não se deixa enganar, nem levar por falinhas mansas, nem seduzir por presentes envenenados, de quem sabe fugir dos perigos. O caminho dos Magos está, aliás, cheio de enganos: chegam à cidade errada; falam de uma criança ao assassino de crianças; perdem a estrela, procuram um rei e encontram um bebé. E encontram-no, não num trono, mas entre os braços da mãe. Todavia não se rendem aos seus erros; têm a infinita paciência de recomeçar, até que, ao verem a Estrela, experimentam uma imensa alegria. Deus seduz sempre, porque fala a linguagem da alegria! Ali, onde houver a alegria inteira e indivisa no coração, aí está o sinal de Deus. E, para guardar esta alegria, para que ninguém lha roube, os Magos, «avisados em sonhos, regressaram à sua terra, por outro caminho”. Não deixeis, portanto, que vos roubem a alegria do Natal, mesmo no meio da escuridão, do pranto e da dor! Cuidai da alegria do amor em família. Como Maria e José, como os Magos de Belém, defendei-vos das ameaças e ilusões, fugi dos perigos, e são tantos, que vos podem fazer perder a alegria do amor em família!

3. Amanhã, com a festa do Batismo do Senhor, atravessaremos a porta do Natal para entrar no Tempo Comum! Continuai, com Maria e José, com os Pastores e o Magos, a guardar o sonho e a alegria do amor! Voltai para vossa casa, como os Magos, mas por outro caminho, para que nada nem ninguém vos roube o sonho e a alegria do amor neste Natal, que, por vontade de Deus, não tem ponto final!
Amaro Gonçalo

Estipêndio da missa versus valor infinito


A razão desta reflexão em torno do tema enunciado em epígrafe resulta da pergunta que me foi lançada, há uns meses, por alma bem intencionada se eu concordava com a celebração da missa por várias intenções. E eu respondi que, sem ter em conta o que esteja estabelecido pela disciplina eclesiástica, que é normativa, nada há a opor a tal prática, dado que ninguém é capaz de esgotar o valor infinito da missa.

A seguir, veio outra questão, se cada pessoa deve pagar como se a intenção da missa fosse só indicada por si ou se podia ser no sistema de cada um pagar o que entendesse. E a minha resposta foi análoga à anterior, no sentido de que tudo depende do que estiver estabelecido disciplinarmente. Com efeito, do ponto de vista teológico e doutrinal, nada há a opor a uma a outra forma de agir.

Porém, senti-me na obrigação de esclarecer que a missa – enquanto renovação do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, já por nós entregue na ceia pascal, e banquete dos filhos de Deus e assembleia de irmãos que a ela levam as preocupações e as ofertas de si próprios e de alguns dos seus bens e dela recebem o penhor de vida eterna e o sustento espiritual para as tarefas da vida – é de valor infinito, pelo que incalculável. Assim, ninguém paga a missa.

Mesmo aquilo que se aprendeu de que uma parte do fruto da missa é para o sacerdote celebrante, outra para o fiel que oferece o estipêndio e outra pelas intenções da Igreja, além do muito mais que se possa acrescentar, não é compatível com o caráter infinito e imensurável da missa. Só é justificável esta pretensa distribuição para efeitos de arrumação metodológica.

E eu explicitei que, face às necessidades de a Igreja prover à promoção do culto, à condigna sustentação do clero e à ajuda aos pobres, é natural que as autoridades eclesiais tenham encarado a participação na missa também pelo lado do estipêndio que o fiel cristão possa dar a pretexto da celebração da missa, agregando a esta oferta alguma ou algumas das suas intenções particulares. Isto obviamente não significa paga pela missa, compra/venda ou coisa parecida, nem monopólio ou posição dominante sobre a missa – longe o agouro das sociedades comerciais ou das antigas regras de companhia. Aliás, quem estipula taxas tem referido – talvez muitos não o notem – refere que não se deve deixar de celebrar missa por quem não pode pagar.

Ora, se ninguém contesta o facto de uma pessoa solicitar a celebração da missa por uma ou por várias intenções, também não se pode contestar, do ponto de vista doutrinal, a possibilidade de a missa ser pedida por uma ou por várias pessoas – singulares ou coletivas –, cada uma com uma ou várias intenções, e oferecer cada uma um estipêndio fixo ou voluntário.

***

É de recordar que os cristãos se organizaram de vários modos ao longo da História da Igreja: desde o sistema comunitário descrito no Livro dos Atos dos Apóstolos (At 2, 42-47 e 4,32-37: tinham tudo em comum e entre eles não havia necessitados) ao sistema das coletas (At 24,17; Rm 15,25-27; 1Cor 16,1-4; 2Cor, caps 8-9; Gl 2,10) e ao sistema estipendiário, hoje predominante.

Em muitas comunidades, quando as dádivas eram em produtos da terra ou dos rebanhos, a Igreja recebia o dízimo, que era destinado ao culto, aos servidores da pregação e do altar e aos pobres. E mantém-se a preocupação da Igreja pela promoção do culto e pela construção e manutenção dos templos, com a sustentação condigna do clero e com a colmatação das necessidades dos pobres. O diácono Lourenço aprestou os pobres como o tesouro da Igreja.

O estipêndio pela missa, como pelos outros serviços eclesiais, enquadra-se naquela tríplice preocupação e não no escopo de pagar – o que às vezes parece acontecer, dada a constante mercantilização da vida. E há valores que revertem para o próprio ministro da Igreja, outros para a paróquia ou comunidade local, outros para a cúria diocesana, outros para a cúria romana e outros necessariamente para as necessidades que as Igrejas entendem dever colmatar. Não se trata de simonia, que seria a compra (por dinheiro e outras mercês) de cargos eclesiásticos, bens espirituais e priorização no acesso aos sacramentos e aos sacramentais.

***

Mas em relação à missa ainda se coloca outra questão: E aquelas pessoas de quem ninguém se lembra? É certo que boas almas rezam e mandam celebrar missas por aqueles que estão abandonados das orações dos crentes, mas também nos ensinavam que estes ficariam cobertos pelo tesouro espiritual da Igreja. E não devemos esquecer que a missa não é aplicável apenas por defuntos, mas por vivos e defuntos; e não é somente pelas pessoas em si, mas também por suas intenções e em ação de graças por benefícios concedidos.

Pode perguntar-se: E a obrigação de justiça da parte de quem recebe o estipêndio para com quem o confiou? De facto, a doutrina canónica fala da relação de justiça do sacerdote que recebeu dinheiros para missas. Porém, deve esclarecer-se que essa é a obrigação de quem recebeu dinheiro para com a pessoa que lho entregou. Não abrange o fruto da missa.

Gosto de comparar, embora de forma meio inadequada, o que se passa com o fruto da missa – e a obrigação de contribuir – com o que se passa, por exemplo com os impostos e os prémios de seguro. Cada cidadão paga os impostos que lhe são determinados pelo poder, obviamente conforme a capitação ou o consumo. E todos têm acesso por igual aos benefícios públicos, pelo menos de acordo com as suas necessidades e justas aspirações, como cada segurado paga o prémio estabelecido e recebe conforme o sinistro ou risco coberto, independentemente da totalidade do montante que tenha acumulado na entrega de valores premiais.

Em relação à missa, cada um deve dispor do que pode em oferta, em associação orante e serviçal, na certeza de que Deus a todos e a tudo provê, sem deixar ninguém nem nada de fora. Com efeito, o amor, a sabedoria e a misericórdia da parte de Deus são inclusivos. Convém que não sejam as pessoas a cavar a exclusão.

***

Também, neste aspeto, vale a pena reparar no princípio da “lex credendi, lex orandi”. As orações eucarísticas – bastando mencionar a Oração Eucarística I (ou Cânone Romano), a Oração Eucarística II, a Oração Eucarística III e a Oração Eucarística IV. Todas nos dizem por quem se celebra a missa.

A Oração Eucarística I indica: “Nós Vo-la [esta oblação pura e santa] oferecemos pela Vossa Igreja santa e católica”. E pede-se a “paz” e a “unidade”. Depois, vem a comemoração (ou memento) dos vivos – podem nomear-se alguns – em que se fala “de todos os que estão aqui presentes”…, que “Vos oferecem este sacrifico de louvor por si e por todos os seus, pela redenção das suas almas, para a salvação e segurança que esperam”. Vem, a seguir a comemoração dos santos, especificando-se alguns, mas rematando, “e de todos os santos”. Ainda antes da consagração, se refere “a oblação que nós, vossos servos, com toda a vossa família Vos apresentamos”. Já depois da consagração, pede-se que a oferenda (agora o Corpo e Sangue de Cristo) seja apresentada no altar celeste, “para que todos nós, participando deste altar, pela comunhão do Corpo e Sangue do vosso Filho, alcancemos a plenitude das bênçãos e graças do Céu”. A seguir, temos a comemoração (ou memento) dos defuntos: podem especificar-se uns tantos (os das intenções pedidas), mas, pede-se, “Concedei-lhes, Senhor a eles e a todos os que descansam em Cristo o lugar da consolação e da paz”.

A Oração Eucarística II é menos pródiga nestas referências, mas traz o essencial:

“Lembrai-Vos, Senhor, da Vossa Igreja, dispersa por toda a terra, e tornai-a perfeita na caridade em comunhão com o Papa N…, com o nosso Bispo N… e todos aqueles que estão ao serviço do vosso povo”.

Pode fazer-se menção daquele(s) defunto(s) por quem se tem a intenção especial de celebrar. Todavia, a seguir, rezamos pelos (outros) “nossos irmãos que adormeceram na esperançada ressurreição e de todos aqueles que na vossa misericórdia partiram deste mundo”. E pedimos ao Senhor que “tenha misericórdia de nós” e nos dê “a graça de participar na vida eterna” na companhia de “todos os santos”. É a comunhão com a Igreja celeste.

A Oração Eucarística III tem uma formulação parecida com a anterior, mas suplica:

“Por este sacrifício de reconciliação, dai, Senhor, a salvação e a paz ao mundo inteiro; confirmai a vossa Igreja na fé e na caridade, ao longo da sua peregrinação na terra, com o vosso servo o Papa N…, o nosso Bispo N… e todos os Bispos e ministros sagrados, e todo o povo por Vós redimido. Atendei benignamente às preces desta família, que Vos dignastes reunir na vossa presença.”.

Depois, roga-se:

“Reconduzi a Vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos dispersos”.

E a comemoração dos defuntos é como segue:

“Lembrai-Vos dos nossos irmãos defuntos e de todos os que morreram na vossa amizade. Acolhei-os com bondade no vosso reino, onde também nós esperamos ser recebidos, para vivermos com eles eternamente na vossa glória, por Jesus Cristo, nosso Senhor.”

E a Oração Eucarística IV é um autêntico memorial da História da Salvação e da ação de Jesus Cristo na Ceia, na Cruz, na descida à mansão dos mortos, na ressurreição e ascensão. E, “enquanto esperamos a sua vinda gloriosa, nós Vos oferecemos o seu Corpo e Sangue, o sacrifício do vosso agrado e de salvação para todo o mundo”. É isto que se reza.

E temos a menção de “todos aqueles por quem oferecemos este sacrifício”:

“O vosso servo o Papa N…, o nosso Bispo N… e todos os Bispos e ministros sagrados, os fiéis que Vos apresentam as suas ofertas, os membros desta assembleia, todo o vosso povo santo e todos aqueles que Vos procuram de coração sincero”.

Depois, vem a pequena comemoração dos defuntos, sem a hipótese de especificação:

“Lembrai-Vos também dos nossos irmãos que adormeceram na paz de Cristo e de todos os defuntos cuja fé só Vós conhecestes”.

Finalmente, vem a comunhão com a Igreja celeste e com todo o universo – na globalização cósmica:

“E a todos nós, vossos filhos, concedei, Pai de misericórdia, a graça de alcançarmos a herança do Céu, com a Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os Apóstolos e todos os Santos, para que, no vosso reino, com a criação inteira liberta do pecado e da morte, cantemos eternamente a vossa glória por Jesus Cristo, nosso Senhor”.

***

Por mais voltas que se dê e por mais e melhores estipêndios que se estabeleçam, ninguém nem nada fica excluído da Celebração Eucarística. É a reunião de todos os filhos de Deus com as circunstâncias que os rodeiam. É a oferta do povo santo, em nome de toda a criação aleluiática.

O valor da missa é, pois, infinito e imensurável. Importa aderir, aceitar e celebrar para glória do nome de Deus e para bem de toda a santa Igreja ao redor da qual se espera que todos venham a reunir-se!

2016.11.25 – Louro de Carvalho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Igreja pede fim da sobrelotação nas cadeias e condena banalização da morte

Motim em prisão no Brasil faz 60 mortos
Numa nota divulgada esta terça-feira, D. Sérgio Eduardo Castrini insurge-se “contra a mentalidade daqueles que banalizam a vida, achando que a mesma é descartável, e onde se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos”.
O arcebispo de Manaus pede o fim da sobrelotação nas cadeias e condena a banalização da morte, numa nota em que condena o motim ocorrido no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, na capital do Estado do Amazonas, que fez, pelo menos, 60 mortos.

No texto divulgado esta terça-feira, o bispo D. Sérgio Eduardo Castrini insurge-se “contra a mentalidade daqueles que banalizam a vida, achando que a mesma é descartável, e onde se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos”.
O documento, que é assinado também pelos responsáveis da Pastoral Prisional da arquidiocese amazónica, manifesta solidariedade às famílias enlutadas.
Os responsáveis da pastoral prisional em Manaus recordam que o Estado tem de “cuidar e garantir a integridade física” de cada detido, lamentando que o actual sistema não recupere cidadãos mas se apresente, pelo contrário, como uma “escola de crime”.
A arquidiocese de Manaus vai promover uma celebração eucarística em sufrágio pelas vítimas no próximo sábado, dia 7, na catedral da Imaculada Conceição.
Fonte: aqui

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Centro Paroquial: fotos, vídeo da sua história, Bem Comum...

Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
1. Pequeno vídeo da breve história tensa e intensa do Centro Paroquial.
AQUI


2. Visão geral de todo o Centro Paroquial em fotos legendadas.
AQUI


3. Localização da Imagem de Santa Helena no Centro Paroquial
AQUI


4. O Centro Paroquial beneficiou o Bem Comum
Já reparam nas ruas que ladeiam o Centro Paroquial? Uma delas nem acesso a carro tinha! Ficaram bem mais largas.
Quem cedeu gratuitamente o espaço? Claro, o Centro Paroquial.
Se o Centro teve apoio do Bem Comum, também apoiou- e de que maneira! - o Bem Comum....

Então nunca esqueçamos isto!!!

domingo, 1 de janeiro de 2017

1 de janeiro - Bênção e apresentação à comunidade da Imagem de Santa Helena

8 horas
Manhã gélida
Pela 1ª vez é celebrada  Missa no Centro Paroquial
Foto de Goncalves Vingadas Isabel Maria.
Foto de Goncalves Vingadas Isabel Maria.
Bênção da Imagem
 
11 horas
Liga de Amigos de Santa Helena da Cruz 2016
Após a Eucaristia, foi colocada, em lugar próprio na base da Imagem, um receptáculo com as listas onde encontram os nomes dos Amigos da Liga de Amigos de Santa Helena 2016
Houve depois um momento de oração.
 
17 horas
Após a Eucaristia, os presentes desceram até junto da Imagem
para um momento de oração e de apreciação.
 
 
Impressões dos presentes
"A Imagem ficou um espanto!"; "Está uma obra prima. Muito linda, muito perfeita. "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce". Muitos parabéns."; "Parabéns, senhor padre e muito obrigado.  está tudo lindíssimo, quer o Centro Paroquial quer a Imagem."; "Seja bem-vinda, querida Santa Helena, ao nosso meio."; "Lindo demais! Parabéns a todos."; "Lindo demais! Parabéns ao escultor, Noel Monteiro."; "Muito obrigado à Comissão da Igreja! Depois da beleza do Centro, presenteou-nos com esta escultura maravilhosa!"; "Está muito bela, só que gostava de a ver num espaço que lhe desse mais destaque."; "Abençoada ideia que tiveram de implantar estátua de Santa Helena no Centro Paroquial!"; "Valeu a pena o senhor padre pedir... Depois do Centro, esta bela Imagem. Valeu a pena o dinheiro que a gente deu."; "Deixamos aos mais novos aquilo que nós não recebemos. Estou feliz por isso."; "A Imagem está muito bela e o lugar escolhido foi o indicado."; "Tanto Centro Paroquial como a Imagem estão fantásticos. Obrigado a quem tudo fez para que o sonho se tornasse realidade."; "Esta bela escultura vem enriquecer culturalmente a nossa terra, que bem precisa!".
Informações
1. O Custo da Imagem, com as floreiras e os projetores ronda os 18.400 euros.
2. De imediato, o Centro precisa do gradeamento que falta e de uns reposteiros por causa de vedar a luz que impede a visão das projeções.
3. Não basta criar uma obra, é preciso sustentá-la. Uma estrutura desta exige despesas de manutenção. Fica ao cuidado dos paroquianos ter em conta esta situação.
4. Conforme informou o pároco nas Missas, a Igreja está "tesa como um carapau em gelo"! Mas felizmente não há dívidas! O que é extraordinário, dadas as muitas centenas de milhar de euros investidos na obra!
5. Também nas celebrações, o pároco exaltou, louvou e agradeceu o contributo de todas as pessoas que o deram. Agradeceu ainda à Câmara Municipal, à Junta, às empresas, e grupos que colaboraram.
6. O jornal Sopé da Montanha publicou o Regulamento Interno do Centro Paroquial. É bom que todos o conheçam. Assim é mais fácil e belo lidar com as situações.
7. Em Abril, como é costume, o Conselho Económico prestará contas à comunidade. Verão então quão cara nos ficou esta grande obra.
 
 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Sem poesias, com os pés na terra e o coração em Deus!

B O M   A N O  DE  2 0 1 7!
Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Que Santa Helena
nos alcance de Deus
amor, paz
pão, saúde, fé.
Que dê a cada um conforme o que mais precisa!
 
E Você, caro(a) visitante,
não se esqueça de querer ser feliz! 

Sagrada Família, Jesus Maria e José - Sexta-feira 30/12/2016

Leituras:  aqui
 
A Palavra de Deus propõe-nos a família de Jesus, como exemplo e modelo das nossas comunidades familiares… As leituras fornecem indicações práticas para nos ajudar a construir famílias felizes, que sejam espaços de encontro, de partilha, de fraternidade, de amor verdadeiro.
 
Nunca é de mais recordar hoje, e para todo o ano de 2017, as três palavras, para cuidarmos da alegria do amor em família e construirmos a paz: «com licença», «desculpa» e «obrigado». Quando numa família não somos invasores indelicados e pedimos «com licença, por favor»; quando na família não somos egoístas e ingratos e aprendemos a dizer «obrigado»; e quando na família nos damos conta de que fizemos algo incorreto e pedimos «desculpa»… nessa família há paz e alegria. “Não sejamos mesquinhos no uso destas palavras, sejamos generosos repetindo-as dia a dia. Ditas no momento certo, protegem e alimentam o amor dia após dia (cf. AL 133; cf. AL 266). Deste modo, diria ainda Madre Teresa de Calcutá, o mundo aprenderá uma coisa muito simples: «Na família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros (...). E assim poderemos superar todo o mal que há no mundo» (Discurso na entrega do Prémio Nobel, 11.12.1979). Que a semente da Paz, enraizada e cultivada, no seio da nossa família, frutifique, à nossa volta, na nossa terra, na nossa comunidade, e o nosso mundo se torne a ‘casa comum’, onde os filhos de Deus vivem como irmãos!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

1 Janeiro 2017 - Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus – Ano A

Leituras: aqui

 “Com Maria, acolher e celebrar  DEUS CONNOSCO PARA UMA HUMANIDADE NOVA."
E este belo dia, o primeiro do novo ano civil, é-nos muito propício a sonhar, porque de algum modo nos convida “a nascer de novo”, a reinventar a nossa vida, a refazer os nossos passos, a reiniciar o caminho, a dilatar o coração, para receber o futuro, como dom e presente, como promessa e compromisso! Todavia, não tenhamos ilusões: nada será novo, no ano de 2017, se tudo, em mim, for como dantes! E poderíamos ainda dizer que todos os sonhos do mundo, traduzidos, esta noite, em mil imagens, mensagens e votos de feliz ano novo, se condensam num único desejo: a Paz! Ela não é a simples ausência de conflitos e de guerras; ela é a síntese daqueles verdadeiros bens, pelos quais aspira o nosso coração, e que só se encontra plenamente, em Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. É Ele a nossa Paz! É Ele o Príncipe da Paz!
Na sua Mensagem, para este quinquagésimo Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco propõe a não violência como estilo de uma política para a paz, pedindo-nos a todos que “façamos da não violência ativa o nosso próprio estilo de vida” (n.º 1). E o Papa recorda que este estilo, capaz de amar os inimigos e de resistir ao mal com o bem, tem raízes no coração e, por isso, deve começar por ser cultivado na família! Não vale a pena sonhar um mundo de paz, quando, em nossa casa, entre laços de sangue, não somos capazes de perdão, de compreensão, de aceitação. Disse o Papa, noutro lugar: “Na família há dificuldades, mas essas dificuldades são superadas com amor. O ódio não supera nenhuma dificuldade. A divisão dos corações não supera nenhuma dificuldade. Só o amor é capaz de superar a dificuldade. Na família há dificuldades. Nas famílias discutimos. Nas famílias, às vezes, «voam os pratos». Nas famílias os filhos dão dor de cabeça. Não vou falar das sogras… Mas nas famílias sempre, sempre, existe a cruz! Sempre. Porque o amor de Deus, o Filho de Deus, também nos abriu este caminho. Por isso, a família é «uma fábrica de esperança», porque foi Deus quem abriu esse caminho” (Papa Francisco, Discurso na Festa das Famílias e Vigília de Oração, em Filadélfia, 26.09.2015). E escreveu ainda o Papa: “nunca se deve terminar o dia sem fazer as pazes na família. «E como devo fazer as pazes? Ajoelhar-me? Não! Para restabelecer a harmonia familiar basta um pequeno gesto, uma coisa de nada. É suficiente uma carícia, sem palavras. Mas nunca permitais que o dia em família termine sem fazer as pazes». Se tivermos de lutar contra um mal, façamo-lo; mas digamos sempre «não» à violência interior” (AL 104).  
Nunca é de mais recordar hoje, e para todo o ano de 2017, as três palavras, para cuidarmos da alegria do amor em família e construirmos a paz: «com licença», «desculpa» e «obrigado». Quando numa família não somos invasores indelicados e pedimos «com licença, por favor»; quando na família não somos egoístas e ingratos e aprendemos a dizer «obrigado»; e quando na família nos damos conta de que fizemos algo incorreto e pedimos «desculpa»… nessa família há paz e alegria. “Não sejamos mesquinhos no uso destas palavras, sejamos generosos repetindo-as dia a dia. Ditas no momento certo, protegem e alimentam o amor dia após dia (cf. AL 133; cf. AL 266). Deste modo, diria ainda Madre Teresa de Calcutá, o mundo aprenderá uma coisa muito simples: «Na família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros (...). E assim poderemos superar todo o mal que há no mundo» (Discurso na entrega do Prémio Nobel, 11.12.1979). Que a semente da Paz, enraizada e cultivada, no seio da nossa família, frutifique, à nossa volta, na nossa terra, na nossa comunidade, e o nosso mundo se torne a ‘casa comum’, onde os filhos de Deus vivem como irmãos!
Por fim, a inauguração da Imagem de Santa Helena, se é uma justa homenagem àquele a quem toda a paróquia tanto quer, é também um desafio quotidiano para 2017. Santa Helena caminha connosco rumo ao alto, às alturas da santidade, do amor, da esperança.
A presença de Santa Helena , que a Imagem nos recorda diariamente, eleva-nos para o alto da nossa serra onde ela é venerada. Dos vales da nossa vida para os cumes de Deus. Vale a pena a caminhada. Disponhamo-nos a caminhar!