quinta-feira, 23 de março de 2017

26 Março 2017 – 4º Domingo da Quaresma – Ano A

Leituras: aqui

QUARESMA 2017 – IV DOMINGO - A cruz da doença – A cegueira 
1. - Estamos a viver a quarta semana da Quaresma. A Páscoa está cada vez mais perto.
2. - O nosso caminho de conversão continua.
3. - No Evangelho de hoje aparece um cego de nascença a quem Jesus curou.
1. - As pessoas atribuíam a sua doença ao pecado que ele ou os pais teriam feito
2. - Jesus diz-nos que não. Nem ele nem os seus pais pecaram para ele ter aquela doença.
3. - Hoje e durante esta semana somos convidados a pensar nas limitações físicas e mentais presentes na nossa vida.
1. - Somos convidados a ter em conta a doença. O seu peso é enorme na cruz da nossa vida.
2. - Se tivermos em conta que as limitações dos outros também nos fazem ou podem fazer sofrer, facilmente nos sentimos envolvidos no mistério da doença como peso doloroso na cruz da nossa vida.
Todos: A doença é presença na vida de todos nós.
1. - Quem não tem um familiar, um amigo, um parente próximo, um conhecido que não tenha alguma doença física ou mental?
2. - Quem de nós está livre de um problema grave de saúde física ou psicológica?
3. - Quem tem garantido, pelo facto de ser ainda novo, que a doença está longe?
Todos: - A doença faz parte da nossa vida. Torna mais pesada a cruz da nossa vida.
1. - Quantos sonhos desfeitos devido a doenças e a limitações inesperadas! Quantas vidas diminuídas! Quantas vidas penosamente arrastadas.
2. - São anos e anos de consulta em consulta, de medicamentos mais medicamentos.
3. - São anos e anos a viver entrevados numa cama.
1. - São anos e anos de dependência dos outros.
2. - E depois sente-se que as coisas não vão melhorar. Mas vão caminhando para o fim.
3. - Tantas limitações de ordem física. Tantos problemas de ordem psicológica. Tantas disfunções mentais!
Todos: Valerá a pena viver assim? Que sentido tem esta cruz? Quem nos pode ajudar nesta cruz?
1. - Agradecemos o trabalho e a dedicação daqueles que cuidam dos doentes.
2. - Agradecemos os esforços da medicina e todo o pessoal envolvido na assistência médica e nos cuidados de saúde.
3. - Agradecemos as instituições ligadas à saúde e ao acolhimento das pessoas física e psicologicamente debilitadas.
1. - Agradecemos as atenções e o carinho que tantos voluntários manifestam no apoio aos doentes.
2. - A nossa vida e a sociedade estão cheios de gestos e sinais de generosidade para com as pessoas limitadas. Há tanto amor sacrificado e escondido no cuidado dos enfermos, nas famílias e nas instituições sociais.
Todos: - Amigos, não caminhamos sozinhos. Há muitas ajudas na nossa vida. Há muitas presenças nas nossas doenças.
3. - Sim! Temos de o reconhecer e agradecer. Mas faz-nos mais felizes por sabermos que essas ajudas veem todas da grande fonte que é Jesus!
1. - É verdade! Jesus está sempre connosco. Ele é a Grande Ajuda.
Todos: - Jesus é companhia na cruz do dia a dia. Ele ajuda-nos a levar a cruz da doença.
2. - Ajuda-nos o saber que Deus nos aprecia e nos considera com muita dignidade, apesar de tão limitados.
3. - Na primeira leitura na envolvência da escolha de David para rei de Israel ouvimos dizer, da parte de Deus o seguinte: 
1. - «Não te impressiones com o seu belo aspeto, nem com a sua elevada estatura, pois não foi esse que Eu escolhi. Deus não vê como o homem: o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração».
2. - Deus olha-nos sempre com apreço e carinho, ainda que o nosso aspeto físico mental ou moral, não seja o mais agradável.
3. - A doença percebida à luz da fé pode ser a uma grande “mais valia” na redescoberta de Deus, no reencontrar o rosto misericordioso de Deus Pai. Pode ajudar-nos a passar das “trevas para a luz”. O cego de nascença que foi curado por Jesus, só teve a cura completa quando se abriu à fé em Jesus Cristo.
Todos: - Aceitemos a cruz da doença na nossa vida.
1. Saibamos estar sempre sensíveis a atentos às pessoas enfermas
2. - Olhemos a doença com o olhar novo de Jesus
3. - Não o esqueçamos. Jesus carrega connosco a cruz da nossa doença.
1. - Ele sofre connosco e ajuda-nos a encontrar o remédio até à cura total.
2. - E já sabemos que a cura total é a luz da fé que nos garante que quando não podemos nada é que podemos tudo, porque totalmente dependentes e confiantes em Deus Pai.
Todos: - A cruz da doença há de tornar-se na Cruz da Ressurreição, a cruz do perdão e da comunhão feliz com Deus.

quarta-feira, 22 de março de 2017

O QUE É O CNE?


O CNE – Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português é uma associação de juventude, destinada à educação integral dos jovens de ambos os sexos, baseada no voluntariado; é um movimento de carácter não político, aberto a todos, em conformidade com as finalidades, princípios e método tal como foram concebidos pelo fundador Baden Powell.


O Corpo Nacional de Escutas – C.N.E. é o Escutismo Católico Português, movimento de voluntariado e auto-educação de rapazes e raparigas, com o apoio de adultos. Os escuteiros do C.N.E. querem viver integralmente o Escutismo, como estilo de vida proposto por Baden Powell, seu fundador, em fraternidade e de forma criativa, à luz de Jesus Cristo e o Evangelho.

 O C.N.E. privilegia o contacto com a natureza e promove o respeito do escuteiro por si próprio e pelos outros. A vida em pequenos grupos e o compromisso pessoal são elementos fundamentais do método escutista que se desenvolve na acção, na responsabilidade de cada um e no serviço aos outros, começando em casa.


 Na comunidade, o C.N.E. assume a missão de formar, contínua e progressivamente, o Homem-novo, aquele que, inconformado e humildemente, procura a perfeição como resposta aos desafios da Igreja, da Sociedade e da Família, rumo à Felicidade.”

Procissão do Santíssimo Sacramento e embelezamento das ruas em Tarouca


Há dias, a comissão que fez em Tarouca o peditório para os Procissões da Semana Santa, veio apresentar uma proposta.
Tendo em conta a Procissão do Santíssimo Sacramento - a Procissão das Procissões - que vai realizar-se em 15 de junho próximo, propôs-se dinamizar o embelezamento do percurso da Procissão.
Nesse dia, Profissão de Fé e Crisma em Tarouca, a Eucaristia será celebrada no salão do Centro Paroquial, saindo daí a Procissão do Santíssimo rumo à Igreja Paroquial onde, após a Bênção, terão lugar as cerimónias finais desse dia.
O percurso da Procissão será este: Centro Paroquial - Lar da Santa Casa - Rua de São Miguel - Rua das Adegas - Avenida Vice-Almirante Saavedra - Igreja Paroquial.
Então a ideia é atapetar de flores e verdes estas ruas, colocar as colchas nas janelas, embelezar o ambiente.
Claro que esta é uma tarefas que cabe a todos porque Cristo é de todos e para todos.
Louve-se a ideia da referida comissão. Em comunidade todos somos chamados a ter ideias e a ter vontade de as concretizar na comunhão com todos.
Assim, merecem uma palavra de parabéns o sr. Ernesto, a D. Leonor e a D. Emília.
Vamos a isto, comunidade cristã tarouquense?

terça-feira, 21 de março de 2017

Conhece os quatro “C” para uma boa confissão?

Faça sua confissão completa. Não omita qualquer pecado mortal, é claro; e certifique-se de incluir os pecados veniais que lhe estão a causar algum problema. Mais importante ainda, não se esqueça daqueles pecados que o deixam embaraçado. É melhor começar a se confessar pelos pecados que tem mais dificuldade em admitir. Depois disso, eles só podem ficar mais fáceis.
Faça uma confissão contrita. Cuidado com seus pecados. Lembre-se de que foi a Deus que você ofendeu, e Ele o ama tremenda e generosamente.
Faça uma confissão clara. Não seja subtil. Não cubra os seus pecados com eufemismos. Certifique-se de que o padre entende o que você quer dizer.
Faça uma confissão concisa. Não há necessidade de entrar em detalhes sangrentos. Muitas vezes, quando assim falamos, estamos apenas a tentar desculpar-nos por ter inventado circunstâncias especiais ou por ter culpado os outros. Por outro lado, o tempo do sacerdote é valioso e será bem gasto com outro penitente.
Novamente, porém, o importante é confessar-se! Não a deixe para outro dia!
Fonte: aqui

segunda-feira, 20 de março de 2017

ESTAMOS A CRISTIANIZAR O MUNDO OU (apenas) A MUNDANIZAR O CRISTIANISMO?



1. O Cristianismo tem marcas do mundo e o mundo tem marcas do Cristianismo.
Até certo ponto, é natural que o Cristianismo se mundanize. Mas não deveria ser prioridade trabalhar para que o mundo se cristianize?

2. Estamos distantes de um mundo cristão.
Mas consta que, apesar das sucessivas advertências do Papa Francisco, nem sempre andamos longe de um Cristianismo mundano.

3. Estará a falhar a resposta do mundo? Ou não estará a vacilar sobretudo a proposta cristã?
Às vezes, parece que, em lugar de intervir no mundo com os critérios do Cristianismo, optamos por intervir no Cristianismo com os critérios do mundo.

4. Será que uma crescente igualização produz maior proximidade?
Se o Cristianismo não se diferencia do mundo, que necessidade sentirá o mundo de se aproximar do Cristianismo?

5. É possível que se tenham cavado distâncias para salvaguardar as diferenças.
Segundo Yves Congar, passamos do ideal de um Deus sem mundo para o ideal de um mundo sem Deus.

6. Para neutralizar as distâncias, será necessário amortecer as diferenças?
O problema, entretanto, não deixará de persistir. Se não avulta a diferença cristã, para quê tornar-se cristão?

7. Se nos resignamos a ser como os outros, que motivação terão os outros para ser como nós? Se não se nota Cristo em nós, que subsistirá de diferente em nós?
Cristianizar não é dissolver o Evangelho no mundo; é transformar o mundo com o Evangelho.

8. Não travemos o mandato missionário.
Jesus não Se limitou a enviar-nos ao mundo (cf. Mc 16, 15). Acrescentou logo o imperativo de levar o Evangelho a toda a gente que há no mundo (cf. Mc 16, 15).

9. O Evangelho é o que há de mais diferente. E, nessa medida, é o que sobressai como mais urgente.
Será que a nossa presença faz ressoar esta diferença? Não é para que tudo fique igual que Jesus nos quer como fermento, luz e sal (cf. Mt 5, 13-14; 13, 33).

10. É para o mundo mudar que Jesus não cessa de nos convocar. É esta inquietação que alimenta permanentemente a missão.
É inevitável que vamos mudando com o mundo. Mas o que Jesus espera é que contribuamos para mudar — definitivamente — o mundo!

João António Teixeira, in Facebbok

domingo, 19 de março de 2017

2017 - Casais em Bodas de Prata e Bodas de Ouro

 
A comunidade celebrou hoje as Bodas de Prata e de Ouro dos casais que as festejam no ano de 2017.Anteriormente havia sido dirigido um convite pessoal a cada casal. Seis aceitaram o convite, 2 em Bodas de Prata e 4 em Bodas de Ouro.
Num período em que cada vez mais não se dá importância à família e se desvalorizam os valores que só no seio da família se podem aprender, agradecemos a sua presença e, sobretudo, enaltecemos as suas vidas em família.
Que a Sagrada Família de Nazaré continue a ser o seu modelo e lhes continue a mostrar o caminho a seguir e que eles próprios possam servir de modelo a todos os casais mais jovens da nossa Paróquia.

Àqueles que gostariam de ter vindo mas não puderam - esta zona tem uma forte corrente migratória - dizemos que estamos unidos a eles. Aos que não quiseram vir, afirmamos que não perdemos a esperança.

Os casais presentes participaram na Celebração e renovaram os seus votos matrimoniais.
Foi com alegria e emoção que os acolhemos e assistimos à sua Bênção como casais.
Foi encantador aquele momento em que pais e filhos uniram as mãos para um prece de agradecimento e de súplica pela paz, harmonia e encantamento no lar.
foi com grande convicção que desejamos que as famílias sejam espaço de paz que brota da caridade. Afinal nada agrada mais aos pais do que sentir que os filhos se dão bem, são unidos e solidários.

Foi com imensa confiança que a comunidade entregou a cada casal um pequena lembrança com a certeza de que vale a pena celebrar um amor sem prazos de duração.
Foi com entusiasmo que revoou pelo templo o "Parabéns a Vocês".

quinta-feira, 16 de março de 2017

19 Março 2017 – 3º Domingo da Quaresma – Ano A


Leituras: aqui

A cruz da fome -  A sede de Deus.

1. - E lá vamos nós caminhando na Quaresma. Vamos sentindo o convite a olhar a nossa vida, nas suas limitações, a reconhecê-las e a olhá-las em relação com Jesus Cristo que nos oferece a salvação.
2. - A nossa vida por vezes é pesada, muito pesada. São tantas as situações que tornam pesado o nosso viver.
3. - É a nossa cruz, a cruz do nosso viver.
1. - Esta semana somos convidados a ter presente uma realidade que pesa muito na nossa vida e na humanidade: a fome, a fome existente no mundo.
2. - É um drama, continua a ser um drama. Cerca de 795 milhões de pessoas em todo o mundo vivem em situação de subnutrição. Vivem em situação de incapacidade em obter comida suficiente para atingir os níveis mínimos de energia necessários para uma vida saudável e ativa.
3. - Milhões de pessoas vivem em clima de insegurança alimentar. Atormenta-os a preocupação ou incerteza de vir a passar fome, têm de recorrer a alimentos mais baratos, por vezes menos nutritivos. Outras são forçadas a diminuir a quantidade ou frequência das refeições.
1. - Entre nós, quantas situações de desemprego, de trabalho mal remunerado, quanta incerteza em relação a um futuro economicamente estável!
2. - Quantos têm de procurar longe dos seus o sustento do dia a dia!
3. - Tudo isto torna pesada a nossa vida.
1. - Sim! E tudo isto tem a ver connosco.
2. - Sentimos a injustiça de um mundo de grandes desigualdades. Enquanto uns morrem de fartura, outros morrem à fome. E isto pesa-nos.
3. - Isto dói-nos. A nossa consciência não nos deixa tranquilos. Fazemos parte desta humanidade. Somos solidários no bem e no mal.
1. - Mas se pensarmos na outra fome!
2. - Há outra fome?
3. - Sim há outra fome. Há outras fomes e sedes. Também muito pesadas e dolorosas.
1. - Peguemos nos dizeres de um poema que alguém escreveu:
Todos: Todos temos fome
1.- Bem sabes que todos temos fome: Fome de pão, fome de amor, Fome de conhecimento, fome de paz.
Todos: Este mundo é um mundo de famintos.
2.- A fome de pão, é a que mais nos comove, mas não é a que mais nos perturba.
Que nos dizes da fome de amor daquele que de­seja ser amado e passa pela vida sem que ninguém
lhe dê uma migalha de ternura?
3.- E quanto à fome de conhecimento?
A fome do pobre de espírito que deseja ardentemente saber
e choca brutalmente contra o pedestal de granito da dificuldade?
1.- E a fome de paz que atormenta o peregrino in­quieto,
obrigado a rasgar os pés e o coração por esses caminhos?
Todos: Sim. Todos temos fome e, portanto, todos pode­mos fazer caridade.
2.- Aprende a conhecer a fome daquele que fala contigo...
No sentido de que além da fome de pão todas as outras se escondem.
Porque, quanto maiores, mais escondidas...
3. - Na verdade este poema ajuda-nos a reconhecer a fome que mais nos pode fazer sofrer. Somos famintos, de ternura, amizade, compreensão. Temos fome e sede de Deus.
1. - E todos nós podemos contribuir para aumentar o sofrimento dos que têm fome, ou ajudar a que ele desapareça e se transforme em gosto de viver.
Todos: Temos de o reconhecer: a fome faz parte da cruz da nossa vida. Mas connosco está Jesus. Ele carrega também a nossa cruz.
2. - Com fome corremos o risco de duvidar de Deus e da sua providência amiga como aconteceu com o povo de Israel ao sentir as dificuldades da saída do Egito a caminho da terra prometida.
3. - Mas Deus está sempre connosco e a sua ajuda, por vezes é discreta, passa quase despercebida, mas é eficaz.
1. - O encontro de Jesus com a Samaritana dá-nos muita confiança. Aquela mulher tinha necessidade da água para viver. Mas tinha muito mais necessidade de amor, compreensão, luz. A sua sede interior era muito grande.
2. - Jesus deu resposta à sede física e à sede espiritual.
3. - A sede põe-nos num caminho de procura. Aceitemos Jesus que vem ao nosso encontro. Deixemos que tome conta da nossa sede e da nossa fome. Deixemos que Ele carregue connosco a cruz da nossa fome e da nossa sede.
1.- Jesus ensina-nos a partilhar. Com Ele haverá pão para todos: o pão que alimenta o corpo; o pão que alimenta a alma.
Todos: - Jesus é companhia na cruz do dia a dia. A cruz da nossa fome há de transformar-se em cruz da ressurreição. Haverá pão para todos, porque todos saberão partilhar. A nossa sede de Deus vai ser saciada.

SEMANA NACIONAL CÁRITAS 2017


Estamos  em plena Época Quaresmal, período particularmente especial para os católicos. Na sequência da Carta Pastoral do nosso Bispo, Reverendíssimo Senhor D. António Couto, para a nossa diocese, sob o lema “Ide e Anunciai o Evangelho a Toda a Criatura”, na sua mensagem reflexiva para a Quaresma, com o título  “O DOM ALUMIA; MAS O PECADO CEGA”, alerta-nos para os problemas da sociedade atual, nomeadamente  “… o pecado, que é uma espécie de nó cego no coração, bloqueia-nos num mundo de portas fechadas a cadeado, tornando-nos imunes, isto é, vacinados, indiferentes, insensíveis, face aos outros e face à Palavra, aquela que vem de Deus, Palavra criadora e carinhosa, e aquela, da ternura dos outros, mas também das suas dores, sofrimentos e gritos.”
Por sua vez, este ano,  D. José Traquina, Bispo Auxiliar de Lisboa, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e Responsável pelo Acompanhamento da Cáritas, enviou-nos uma mensagem alusiva à missiva deste ano, Cáritas “Família Construtora da Paz”:
“Todos temos experiência do que é viver em família. Muitos com memórias felizes da nossa infância; outros não. Algumas das nossas famílias são grandes, ou mesmo muito grandes; outras são pequenas, mesmo muito pequenas. Uns dos que agora lêem estas linhas serão pais ou mães, serão irmãs ou irmãos de outros, de outras. Uma coisa é certa: todos somos filhos ou filhas. O importante é que, para cada um de nós, essa família é a ‘nossa família’. Ora, o Papa Francisco, na Exortação Apostólica A Alegria do amor, afirma que a relação entre os irmãos se aprofunda com o passar do tempo; e explica: «o laço de fraternidade que se forma na família entre os filhos, quando se verifica num clima de educação para a abertura aos outros, é uma grande escola de liberdade e de paz. Em família, entre irmãos, aprendemos a convivência humana […]. Talvez nem sempre estejamos conscientes disto, mas é precisamente a família que introduz a fraternidade no mundo. A partir desta primeira experiência de fraternidade, alimentada pelos afectos e pela educação familiar, o estilo da fraternidade irradia-se como uma promessa sobre a sociedade inteira» (n.194). É fazendo apelo a este lugar primordial de relação fraterna, como escola de liberdade e de paz, que desejo fazer-lhe um convite nesta Quaresma, para que no III Domingo possamos celebrar o Dia Cáritas: que procure, com criatividade e ousadia, os modos de a sua família ser verdadeiramente capaz de construir a Paz. Não conheço como gostaria cada uma das realidades familiares das pessoas a quem agora me dirijo. Não sei, por experiência directa, o que é faltar hoje o necessário para comprar mais um livro ou um caderno que é preciso para a escola; ou o exercício que é preciso fazer a meio do mês, com o salário, para que ele possa chegar até ao fim. Ou o cansaço do fim do dia, as atenções necessárias, as tensões que não se conseguem evitar. Às vezes um tom de voz mais alto… As lágrimas. Não conheço a sua família… Mas sei que muitas vezes a vida do dia-a-dia não é fácil. E, por isso, peço licença para lhe poder propor que, como quer que seja a sua realidade, procure dar passos significativos no sentido de a sua família ser efectivamente construtora da Paz. O Papa Francisco, na mensagem para o passado Dia Mundial da Paz sobre a não-violência, chega a afirmar: «lanço um apelo a favor do desarmamento, bem como da proibição e abolição das armas nucleares […] Com igual urgência, suplico que cessem a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças» (n.5). Gostaria de terminar citando outra Mensagem do Dia Mundial da Paz: a de 1994; S. João Paulo II tem palavras particularmente inspiradoras e atuais: «A vós, pais, compete a responsabilidade de formar e educar os filhos para serem pessoas de paz: para isso, sede vós mesmos, primeiro, construtores de paz.
Vós, filhos, lançados para o futuro com o ardor da vossa idade jovem, repleta de projectos e sonhos, apreciai o dom da família, preparai-vos para a responsabilidade de a construir ou promover, segundo a respectiva vocação, no amanhã que Deus vos conceder. Cultivai aspirações de bem e desígnios de paz. Vós, os avós, que, com os outros membros da casa, representais na família laços insubstituíveis e preciosos entre as gerações, dai generosamente o vosso contributo de experiência e testemunho para ligar o passado ao futuro num presente de paz. Como esquecer, enfim, tantas pessoas que, por vários motivos, se sentem sem família? Quereria dizer-lhes que, também para elas, existe uma família: a Igreja é casa e família para todos. Ela abre de par em par as portas para acolher todos quantos vivem sozinhos e abandonados; neles, vê os filhos predilectos de Deus, independentemente da idade, e quaisquer que sejam as suas aspirações, dificuldades e esperanças. Possa a família viver em paz, de modo que dela brote a paz para a família humana inteira!» (n.6). É este o nosso sonho! E por isso também o nosso compromisso. Cristo disse: «Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5,9).
Cristo pode contar consigo?”
Imbuídos deste espírito, não esqueçamos aqueles que tanto precisam da nossa solidariedade e apoio em momentos frágeis das suas vidas, muitas vezes porque a própria vida fez com que tudo se alterasse, pelas mais variadas razões.
NOTA: À semelhança de anos anteriores, e dando continuidade a uma das múltiplas missivas da Cáritas Portuguesa e Cáritas Diocesanas, em 2017, a Semana Nacional Cáritas, decorrerá sob o lema “Família Construtora de Paz” , entre os dias 13 e 19 de Março. Cada sacerdote , na sua Paróquia, abordará a temática junto dos  seus paroquianos no sentido de proceder à recolha de donativos para o efeito.
Cáritas Diocesana de Lamego,  aqui

quarta-feira, 15 de março de 2017

Visita aos doentes - 3º dia

Pároco e elementos do GASTA continuaram hoje a visita quaresmal aos doentes de  Tarouca, Castanheiro do Ouro, com uma passagem por Valverde. Foram  11 os que visitámos em sua casa. Em Tarouca, passámos ainda pelo CAO.
Uma palavra de muita estima e reconhecimento para com os elementos do GASPTA que marcaram presença nestas visitas às periferias existenciais onde o sofrimento, a solidão e a esperança caminham tantas vezes de mão dada.  Ao sr Manuel Gomes, nosso motorista, e às senhoras D. Ana, D. São, D. Mila, D. Lúcia, D. Marília, D. Belinha, a nossa gratidão pela organização, realização da visita e pela prendinha levada a cada doente, como sinal do carinho  que a comunidade sente por quem sofre. Outros elementos do GASPTA gostariam de ter estado, mas os afazeres e compromissos impediram-nos.
Depois destes 3 dias junto das periferias existenciais da dor, algumas notas:
1. A SOLIDÃO. Uma queixa comum. Mais do que a dor ou a limitação física as pessoas sentem a solidão. "Quase ninguém me visita"; "Passo dias e dias só"; "Não tenho com quem conversar"; "Que é feito de tantos que considerava amigos?"
2. A família e os amigos. Onde há família que cuida e acarinha ou amigos que  cuidam e acarinham, sentia-se que os doentes tinham outra disposição, outra serenidade, outra postura perante a limitação. Onde a família não aparece ou se mostra dividida a dor é intensa e o desabafo chega em forma de lágrimas.
3. A fé. Onde há uma fé simples, genuína e enraizada, o doente tem outras razões de viver, sente Cristo como cireneu da sua cruz, reconhece que "ainda há quem sofra mais do que eu", compreende o valor salvífico do sofrimento, abre-se mais à esperança que brota de Cristo morto e ressuscitado.
4. Saturação. "que ando cá eu a fazer? Já tenho muita idade e estou a sofrer tanto..."; "Porque é que isto me havia de acontecer?"; "Se Deus me levasse...". Estes e outros desabafos surgem da alma dorida de muitos.

terça-feira, 14 de março de 2017

Visita aos doentes - 2º dia

Pároco e elementos do GASTA continuaram hoje a visita quaresmal aos doentes de Cravaz, Valverde, Esporões e Bairro 5 de outubro. Foram  15 os que visitámos em sua casa.
A cama de um doente é uma universidade de vida, onde sempre se recebe mais do que aquilo que se dá. Mesmo quando não conseguem balbuciar palavras ou o fazem de forma quase impercetível.
Naquelas "aulas" passa a voz dorida, sentida, vivida da existência. Emana a serenidade, a calma cósmica de quem entende a vida à luz da fé e vê para além do humanamente entendível. Perpassa a cosmovisão da sociedade que somos  e para quem, tantas vezes, o doente e o idoso são descartáveis porque não rendem, não podem alinhar em farras e festas, não podem ajudar... Sente-se a solidão humana, o abandono, o esquecimento. Experimenta-se o carinho familiar e os desvelo de tanta gente que cuida, para além dos limites, dos seus doentes.  Sente-se a alma a retalhar-se perante o fracionamento da vida familiar onde muita coisa serve de desculpa para a não presença, o descuido, o egoísmo de tantos diante do sofrimento de um familiar.

Não quero, caro amigo(a) deixar de lhe fazer um pedido:
"Durante o ano, visite doentes pela sua saúde!"
Ganhará muito, deixando alguém mais feliz.
Saiba ouvir mais do que falar.
Não leve para junto de um doente queixumes pessoais. Dores já eles têm.
Saiba transmitir uma palavra de boa disposição, procurando fazer rir quem sofre.
Ressalta a beleza da fé e da esperança cristãs.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Visita aos doentes - 1º dia

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Pároco e elementos do GASTA começaram hoje a visita quaresmal aos doentes de Gondomar, Quintela, Ponte das Tábuas, Arguedeira,  e Unidade de Saúde onde muitos se quiseram confessar e onde sentimos a boa e organizada ajuda dos funcionários.
Onde a fé é profunda, a esperança aumenta e a serenidade impera. Quando a família apoia, acarinha e estimula, a cruz é mais leve e aumenta a vontade de lutar.

Nestas visitas, não há muito a dizer. Há muito para escutar. A presença é a melhor linguagem.
Releve-se a importância dos elementos do GASPTA. Não é tanto pela prendinha que levam aos doentes, mas pela presença, pelo carinho, pela familiaridade, pela boa disposição. Vimos muitos doentes rir com satisfação, porque os gasptistas as fizeram rir. Ao menos, por momentos, esqueceram a sua dor, sentiram-se felizes. E esta boa disposição é o melhor dos remédios.
A caminho das casas dos  doentes que hoje visitei com o GASPTA, pude sentir o perfume pré-Primavera que começa a invadir lentamente a paisagem. 
Como por esse país fora, também aqui se vai sentido o abandono dos campos...
Como ultrapassar o problema? Não gostaria de ver o país transformado num enorme silvado.

domingo, 12 de março de 2017

"AVISE NA MISSA!"

Noutros tempos em que ao domingo se congregava na Igreja a esmagadora maioria da população, pois quem não fosse à Missa era olhado de soslaio, até se compreenderia que se fizessem alguns avisos, notificações, informações, propostas, desafios, no fim da Missa dominical. Até porque não havia telemóveis, Messenger, facebook, quadro de avisos, boletins paroquiais e os jornais praticamente não chegavam às populações, mormente do interior, que mal sabiam ler e a quem faltavam hábitos de leitura.
Hoje tudo é diferente. A comunicação social entra-nos pelos olhos dentro; as novas tecnologias são "o pão nosso de cada dia" na vida dos cidadãos; Deus anda  esquecido por muita gente; o "eu cá tenho a missa fé" substituiu a vivência comunitária da mesma; atualmente são olhadas de soslaio as pessoas que praticam...
Por isso faz cada vez menos sentido fazer "avisos" no fim da Missa dominical. As pessoas não ligam nada a tais "avisos" e os resultados são disso testemunho. As pessoas só ligam aos avisos dominicais quando isso lhes anuncia algum benefício ou é algo que temem.
Parece assim que há que optar por outro caminho. O CONTACTO DIRETO com as pessoas. Este é o processo que ainda é capaz de gerar resultados satisfatórios.
Por outro lado o facebook também não parece ser o caminho. Uma coisa é o "gosto" colocado no anúncio de um evento, outra coisa é o compromisso de quem colocou o "gosto" com esse evento. Há anúncios de eventos religiosos, culturais, desportivos, grupais que recebem dezenas de "gosto" e depois quantos aparecem? Quantos se comprometem?  Quase ninguém.
Atentos aos sinais dos tempos, enverede-se pelo contacto pessoal, o único capaz de levar à adesão mais consistente.
Perca-se dez a velha ideia de que "basta avisar na Igreja", porque isso já foi chão que deus uvas...

GASPTA - Lanche Solidário

sexta-feira, 10 de março de 2017

Se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens no telemóvel, o que aconteceria?

E se tratássemos a Bíblia como tratamos o telemóvel? Se a levássemos sempre connosco (ou pelo menos um Evangelho de bolso), o que aconteceria? Se voltássemos quando a esquecemos, se a abríssemos várias vezes por dia; se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens no telemóvel, o que aconteceria? Com efeito, se tivéssemos a Palavra de Deus sempre no coração, nenhuma tentação nos afastaria de Deus e nenhum obstáculo poderia desviar-nos do caminho do bem; e seríamos mais capazes de viver uma vida ressuscitada segundo o Espírito”. (Angelus, 05.03.2017). Nesse mesmo sentido, diz-nos o Papa: “A raiz de todos os males é não dar ouvidos à Palavra de Deus, pois quem fecha o coração ao dom de Deus que fala, acaba por fechar o coração ao dom do irmão(MQ 2017).



E não é descabido lembrar aqui que é possível, através do telemóvel, aceder à liturgia da Palavra de cada dia ou rezar de forma orientada. Não faltam aplicações que podem fazer do telemóvel uma ferramenta de oração. Se descarregamos tantos “jogos”, para passar o tempo, por que não deixar Deus entrar por aí, no jogo da nossa vida, através da escuta assídua da sua Palavra? Somos assim desafiados a escutar, a abrir o ouvido do coração à Palavra de Deus, mais atenta e assiduamente, escutando e meditando, por exemplo, as leituras que a Igreja nos propõe, para cada dia. É muito importante, mesmo em família, “escutar a Palavra, para fazer crescer o amor” (AL 29).

12 Março 2017 – 2º Domingo da Quaresma – Ano A

Leituras: aqui

A Cruz da Solidão

1.- Estamos a viver o segundo domingo da Quaresma.

2. – Nesta Quaresma estamos empenhados em ligar a nossa vida a Jesus Cristo, a partir das dificuldades do nosso dia a dia.

3.- Esta semana queremos ter em conta uma realidade muito presente nos nosso viver, que de uma ou de outra maneira nos toca a todos: a solidão.

1.- Sim! A solidão!

2.- Quantas pessoas sós! Quantas pessoas a enfrentarem sozinhas situações complicadas na vida.

3.- Há momentos em que a solidão nos pode surpreender mais dolorosamente.

1.- Aquela mãe perdeu o filho ainda tão novo. E ficou uma grande ferida no seu coração. Uma ferida que custa a curar. Ninguém sente a dor daquele vazio como ela.

2.- Aquele homem perdeu a esposa; aquela mulher perdeu o marido. E lá ficam os últimos anos da vida carregados de solidão…

3.- Foi a criança, o adolescente, o jovem… Perderam o pai, ou a mãe, ou os pais… Tão cedo… Apesar de tanta gente amiga e de muitas ajudas, às vezes sentem-se muito sozinhos a enfrentar a vida.

Todos: A solidão é uma cruz. É pesada a cruz da solidão.

1.- Estas situações de solidão facilmente as percebemos. Mas há outros tipos de solidão, que podem ser também bem dolorosas.

2.- Sim! Por exemplo a solidão dos justos que se esforçam pelo bem e são maltratados.

3.- A solidão de quem erra e se sente rejeitado. A solidão de quem feriu ou se sente ferido pelo coração do amigo que lhe fez tanto bem.

1.- A solidão de quem está no meio de muita gente, mas pressente que está só. Poucos amigos tem.

2.- A solidão de quem tem de tomar decisões difíceis para o bem de todos na fidelidade à sua consciência.

3.- A solidão de quem está a abrir caminhos novos, de futuro.

1.- A solidão da vida em família, quando as pessoas habitam o mesmo espaço físico, mas os corações parecem distantes.

2.- A solidão dos lares desfeitos, que deixam corações magoados e ressentidos e põem os filhos a andar do pai para a mãe e da mãe para o pai, buscando migalhas de segurança e carinho.

Todos: A solidão é uma cruz. É pesada a cruz da solidão.

3.- Na verdade, a solidão é uma realidade na nossa vida. Mas estará ele condenada a destruir-nos? Tornará ela fatalmente a nossa vida demasiado dura e pesada?

Todos: Não! Sabemos que não! Há um outro modo de olhar a solidão.

1.- Precisamos de momentos em que nos sintamos a “sós”. É importante para mergulharmos no sentido mais profundo da nossa existência.

2.- O estar a “sós” pode ajudar-nos a:

3.- amadurecer na nossa identidade como pessoas;

2.- percecionar melhor o valor dos outros e a reconhecer a sua importância benfazeja na nossa vida;

3.- a reconhecer e aceitar melhor os nossos limites e fragilidades;

2. - a acolher e interiorizar melhor a Deus como a grande e fiel presença amiga em todas as situações da vida.

Todos: A solidão é uma cruz. É pesada a cruz da solidão. Mas pode transformar-se em caminho e salvação.

1.- Ao olhar a Palavra de Deus deste domingo, podemos pensar em algum tipo de solidão vivida por Abraão, ao ter de deixar a sua terra e os seus parentes para construir vida noutro país, segundo as indicações de Deus. Mas teve em Deus sempre a grande companhia.

2.- Podemos pensar na solidão de Paulo e Timóteo em situação de sofrimento por causa do Evangelho. Ouvimos Paulo a dizer: “Caríssimo: Sofre comigo pelo Evangelho, apoiado na força de Deus…”

3.- Podemos pensar também na solidão presente na vida de Jesus e dos Apóstolos Pedro Tiago e João e na experiência feliz de Deus, na transfiguração de Jesus, que os faz exclamar: “ Senhor, que bom seria ficarmos aqui!”

 Todos: Amigos! Há um olhar novo sobre a solidão. Há uma Boa Nova que vem de Jesus.

1.- O sentir-se “só” e o estar a “sós” fazem parte da nossa condição humana. Jesus também viveu essa experiência.

2. – Também Ele experimentou o peso e a riqueza da solidão.

3.- Mas há uma garantia que Ele nos oferece: a cruz da nossa solidão também pesa sobre Ele. É Ele a grande ajuda para aliviar o peso da solidão.

Todos: Jesus é companhia na cruz do dia a dia.

1.- Jesus dá-nos uma certeza: Se aceitarmos levar com Ele a Cruz da Solidão, ela transformar-se-á em Cruz da Ressurreição.

2.- Ajudemo-nos uns aos outros a tornar mais leve o peso da solidão. Tenhamos mais confiança em Deus.

Todos: A dor da solidão há de levar-nos à alegria da comunhão. A Cruz da Solidão, há de ser a Cruz da Ressurreição.