quinta-feira, 19 de abril de 2018

Hino da Hora Intermédia

Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Este é o dia que o Senhor nos fez,
Radiante de luz e de verdade:
O Sangue do Calvário transformou-se
Em aurora feliz de um mundo novo.

O Pródigo voltou ao lar paterno,
O Cego, deslumbrado, abriu os olhos,
O Bom Ladrão confia no Senhor,
Pois tem o Paraíso prometido.

Oh mistério da humana redenção,
Oh vitória do amor e da justiça!
Jesus Cristo, morrendo no madeiro,
venceu a morte para todo o sempre!

Este é o dia que o Senhor nos fez:
Dêmos glória ao Senhor ressuscitado,
Cantemos a Deus Pai e ao seu Espírito,
Agora e pelos séculos sem fim.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Parabéns, senhor Bispo!

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O  Pároco e a Comunidade Paroquial de S. Pedro de Tarouca saúdam o seu Bispo pelo seu aniversário natalício, desejam-lhe um feliz aniversário e, na comunhão da Igreja que somos, oram ao Senhor da Messe para que o novo ano de vida traga ao seu Pastor tudo o que de bom e de belo mais deseja.
Muitas felicidades, D. António!

A Serra cheira a Primavera

Foto de Carlos Lopes.
Foto de Carlos Lopes.
Foto de Carlos Lopes.
Foto de Carlos Lopes.
Por causa das obras de conservação e restauro que atualmente decorrem no interior da Capela de Santa Helena, desloquei-me à Serra.
O Sol enchia de luz suave todo o espaço, tornando assim mais falante o silêncio imponente da Serra.
Fantástico, libertador, sereno, o abraço da primavera-menina que a Serra acolhe com indizível agrado!
Querendo Deus, tudo estará a postes para a Novena e a Festa.
O Pároco

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Uma maravilha! Capela de Nossa Senhora das Necessidades

Vídeo de Paulo Chaves

A Capela de Nossa Senhora das Necessidades, Paróquia de S. Pedro de Tarouca, fica envolvida pelas povoações de Quintela, Vila Pouca e Ponte das Tábuas.
É um pequeno templo em tamanho, mas espetacular em beleza arquitetónica. Uma das joias da Paróquia.
Merece uma visita.
 

sábado, 14 de abril de 2018

Semana de Oração pelas Vocações 2018

Semana de Oração pelas Vocações 2018
A Semana de Oração pelas Vocações 2018 tem como tema «Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor», é de âmbito mundial, e realiza-se de 15 e 22 de abril.
O Papa na sua mensagem explica que «escuta, discernimento e vida» “servem de moldura também ao início da missão de Jesus”.
“Passados os quarenta dias de oração e luta no deserto, visita a sua sinagoga de Nazaré e, aqui, põe-Se à escuta da Palavra, discerne o conteúdo da missão que o Pai Lhe confia e anuncia que veio realizá-la «hoje» (cf. Lc 4, 16-21)”, exemplificou Francisco.


ESCUTAR: “Não poderemos descobrir a chamada especial e pessoal que Deus pensou para nós, se ficarmos fechados em nós mesmos, nos nossos hábitos e na apatia de quem desperdiça a sua vida no círculo restrito do próprio eu, perdendo a oportunidade de sonhar em grande e tornar-se protagonista daquela história única e original que Deus quer escrever connosco.”
DISCERNIR: “Também hoje temos grande necessidade do discernimento e da profecia, de superar as tentações da ideologia e do fatalismo e de descobrir, no relacionamento com o Senhor, os lugares, instrumentos e situações através dos quais Ele nos chama. Todo o cristão deveria poder desenvolver a capacidade de «ler por dentro» a vida e individuar onde e para quê o está a chamar o Senhor a fim de ser continuador da sua missão.”
VIVER: “ A vocação é hoje! A missão cristã é para o momento presente! E cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimónio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – para se tornar testemunha do Senhor, aqui e agora.”
O 55.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações celebra-se no a 22 de abril, o 4.º Domingo da Páscoa.
Para viver a semana, que começa já no domingo dia 15, foi preparado um guião nacional que inclui a mensagem do Papa Francisco, uma proposta de rosário vocacional e de Lectio Divina, uma vigília de oração e catequeses destinadas às crianças e aos jovens.


 Fonte: aqui

sexta-feira, 13 de abril de 2018

15 Abril 2018 - 3º Domingo da Páscoa – Ano B

Leituras: aqui


Reuniu o Grupo de Catequistas, tendo em vista as festas da Catequese 2018.

Em 12 de abril, reuniu no Centro Paroquial, o Grupo de Catequistas, preparando as próximas festas da catequese.
Ideias debatidas:
1.


 2. Mais importante do que as festas da Catequese é a catequese assídua ao longo do ano que funciona como a chuva miudinha que penetra nos corações.
 3. O Papa Francisco publicou em 9 de Abril último EXORTAÇÃO APOSTÓLICA GAUDETE ET EXSULTATE, que quer dizer “Alegrai-vos e exultai”. Jesus Cristo  “quer-nos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa”, sendo que o chamamento à santidade está patente, em vários modos e lugares, desde as primeiras páginas da Bíblia.
A Exortação Apostólica  Gaudete  et Exultate, sobre a CHAMADA À SANTIDADE NO MUNDO ATUAL, tenta “fazer ressoar mais uma vez o chamamento à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades”.

Foi pedido aos catequistas que lessem calmamente esta Exortação Apostólica, seguindo as indicações como mostra a gravura. Aliás foi projetada a  Exortação para um primeiro contacto visual com a mesma.
4. Pede-se a melhor participação dos pais. Não basta assistir, urge participar. O exemplo vem de cima. Participar no coral das festas da Catequese...
5. Reunião de pais começa com uma parte formativa, seguindo-se um encontro com os catequistas de seus filhos
6. Os catequistas escolheram as prendinhas a oferecer aos meninos da 1ª Comunhão e Prof. de Fé.
 
Calendário
 
- 5 de maio: Festinha do Pai Nosso e Dia da Mãe
- 12 de maio: Procissão de Nossa Senhora de Fátima (do Teixelo  para a Igreja Paroquial                                                                                                                                                                   - 13 de maio: Reunião dos pais dos meninos que vão fazer a 1ª Comunhão, Profissão de Fé  e Crisma, às 15 h no Centro Paroquial, seguida de encontro com os respectivos catequistas                                                                                                  
- 20 de maio, 1ª Comunhão
- 27 de maio, Crisma
- 31 de maio: Corpo de Deus e Prof. de Fé, Festa do
- 2 de junho: encerramento da Catequese                                                                                                         - 9 e 10 de junho: 6º ano na Peregrinação das Crianças a Fátima
 
Ensaios e Preparação Próxima
De 14 a 19 de maio, catequese e ensaio na Igreja às 18h para os meninos da 1ª Comunhão.
De 21 a 26 de maio, catequese e ensaio na Igreja para os crismandos pelas 19h. 
De 21 a 30  de maio, catequese e ensaio no Centro Paroquial às 18,30h para os meninos Prof. de Fé.
Oportunamente será indicada a data das Confissõoes.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Não tenhas medo da santidade!

Mais vivos, mais humanos


-  Não tenhas medo da santidade. Não te tirará forças, nem vida nem alegria. Muito pelo contrário, porque chegarás a ser o que o Pai pensou quando te criou e serás fiel ao teu próprio ser. Depender d’Ele liberta-nos das escravidões e leva-nos a reconhecer a nossa dignidade. Isto vê-se em Santa Josefina Bakhita, que, «escravizada e vendida como escrava com apenas sete anos de idade, sofreu muito nas mãos de patrões cruéis. Apesar disso compreendeu a verdade profunda que Deus, e não o homem, é o verdadeiro Patrão de todos os seres humanos, de cada vida humana. Esta experiência torna-se fonte de grande sabedoria para esta humilde filha da África».

- Cada cristão, quanto mais se santifica, tanto mais fecundo se torna para o mundo. Assim nos ensinaram os Bispos da África ocidental: «Somos chamados, no espírito da nova evangelização, a ser evangelizados e a evangelizar através da promoção de todos os batizados para que assumam as suas tarefas como sal da terra e luz do mundo, onde quer que se encontrem».

-  Não tenhas medo de apontar para mais alto, de te deixares amar e libertar por Deus. Não tenhas medo de te deixares guiar pelo Espírito Santo. A santidade não te torna menos humano, porque é o encontro da tua fragilidade com a força da graça. No fundo, como dizia León Bloy, na vida «existe apenas uma tristeza: a de não ser santo». 
                                                       SOBRE A CHAMADA À SANTIDADE  NO MUNDO ATUAL

terça-feira, 10 de abril de 2018

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate”


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Foi hoje, dia 9 de abril, apresentada ao mundo a Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate”.

E o título “Gaudete et Exsultate” (Mt 5,12) é o eco da exortação de Jesus aos perseguidos e humilhados por mor do Evangelho. Com efeito, Ele “quer-nos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa”, sendo que o chamamento à santidade está patente, em vários modos e lugares, desde as primeiras páginas da Bíblia.

O Papa adverte que a exortação não é um tratado sobre a santidade, mas tenta “fazer ressoar mais uma vez o chamamento à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades”.

***

Depois dos dois números introdutórios, o texto é distribuído por 177 números, organizados em 5 capítulos e com abundante aparato crítico baseado em muitos lugares teológicos.

Assim, o capítulo I – “O Chamamento à Santidade” fala-nos, com base em várias passagens bíblicas, dos grandes luzeiros dos cristãos, “Os santos que nos encorajam e acompanham”, relevando, “nos processos de beatificação e canonização”, “os sinais de heroicidade na prática das virtudes, o sacrifício da vida no martírio e também os casos em que se verificou um oferecimento da própria vida pelos outros, mantido até à morte”. Depois, apresenta “Os santos ao pé da porta” – os não beatificados ou canonizados, pois “o Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte”. Valoriza-se, assim, a santidade paciente e alegre do quotidiano.

Segue-se a asserção de que Deus é que toma a iniciativa: “O Senhor chama”. Chama a todos e a cada um, mas cada um deve seguir no seu caminho. No entanto, o Pontífice destaca o “génio feminino”, que se manifesta “em estilos femininos de santidade, indispensáveis para refletir a santidade de Deus neste mundo”, sobretudo “ em períodos em que as mulheres estiveram mais excluídas”. E Francisco pessoaliza o apelo quando afirma “A ti também”, pois, para ser santo não é preciso ser bispo, padre ou frade.

No âmbito do tópico “A tua missão em Cristo”, é referido que “para um cristão, não é possível imaginar a própria missão na terra sem a conceber como um caminho de santidade, porque esta é, na verdade, a vontade de Deus: a [nossa] santificação” (1Ts 4,3). Cada um deve “refletir e encarnar, num momento determinado da história, um aspeto do Evangelho”. Para tanto, há que perscrutar a vontade de Deus através da oração e tentar ler os sinais que Ele dá a cada um.

E “A atividade que santifica” é a vida em oração e em comunidade, mas também e sobretudo a assunção da atividade de cada dia em conformidade com a condição social e profissional.


***

No Capítulo II – “Dois Inimigos Subtis da Santidade”, são selecionados como duas falsificações da santidade o gnosticismo e o pelagianismo, surgidos nos primeiros séculos do cristianismo, mas alarmante e sedutoramente recrudescentes na atualidade.

O gnosticismo atual supõe ‘uma fé fechada no subjetivismo’, “onde só interessa uma determinada experiência ou uma série de raciocínios e conhecimentos que supostamente confortam e iluminam, mas, em última instância, a pessoa fica enclausurada na imanência da sua própria razão ou dos seus sentimentos”. É “Uma mente sem Deus e sem carne.

O que faz e mede a perfeição da pessoa é o seu grau de caridade, não a quantidade de dados e conhecimentos que possa acumular. Ora, os gnósticos julgam os outros consoante conseguem, ou não, compreender a profundidade das doutrinas. É a mente “sem encarnação, incapaz de tocar a carne sofredora de Cristo nos outros”. E, ao desencarnarem o mistério, preferem “um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo”. Mas isto pode suceder na Igreja! É “Uma doutrina sem mistério”. Diz o Papa que o gnosticismo é uma das piores ideologias, pois, “ao mesmo tempo que exalta indevidamente o conhecimento ou uma determinada experiência, considera que a sua própria visão da realidade seja a perfeição”. Assim, “esta ideologia autoalimenta-se e torna-se ainda mais cega” e “particularmente enganadora, quando se disfarça de espiritualidade desencarnada”. A humidade intelectual deve abrir o nosso espírito para “Os limites da razão”. De facto, “só de forma muito pobre, chegamos a compreender a verdade que recebemos do Senhor; e, ainda com maior dificuldade, conseguimos expressá-la”.

Por seu turno, “O pelagianismo atual” surge em contraponto ao gnosticismo, atribuindo à vontade humana o que os gnósticos atribuem à inteligência. Esquece-se que “isto não depende de quem quer nem daquele que se esforça por alcançá-lo, mas de Deus que é misericordioso” (Rm 9,16) e que “nos amou primeiro” (1Jo 4,19). “Uma vontade sem humildade”, embora fale de Deus com belos discursos, “só confia nas suas próprias forças e sente-se superior aos outros por cumprir determinadas normas ou por ser irredutivelmente fiel” a um certo estilo católico.



Face a este panorama, há que recordar “O resumo da Lei”: Paulo diz que o que conta verdadeiramente é “a fé que atua pelo amor” (Gl 5,6). Somos chamados a cuidar solicitamente da caridade: “Quem ama o próximo cumpre plenamente a Lei. (...) Assim, é no amor que está o pleno cumprimento da lei” (Rm 13,8.10). “É que toda a Lei se resume neste único preceito: “Ama o teu próximo como a ti mesmo” (Gl 5,14).

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O capítulo III – “À Luz do Mestre” frisa que, em vez das múltiplas teorias e explicações, importa atentar na simplicidade das palavras de Jesus e acolher o seu modo de transmitir a verdade. Jesus explicou, com toda a simplicidade, o que é ser santo; fê-lo quando nos deixou as bem-aventuranças (cf Mt 5,3-12; Lc 6,20-23) – o bilhete de identidade do cristão. Nelas está delineado o rosto do Mestre, que somos chamados a deixar transparecer no quotidiano da vida.

E remaremos a “Contracorrente”, professando e cumprindo as bem-aventuranças:









E “A grande regra de comportamento” vem no capítulo 25 do Evangelho de Mateus (vv. 31-46). Jesus detém-se numa das bem-aventuranças: a que proclama felizes os misericordiosos. Se andamos à procura da santidade que agrada a Deus, neste texto encontramos precisamente uma regra de comportamento com base na qual seremos julgados:

Tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber, era peregrino e recolhestes-Me, estava nu e destes-Me que vestir, adoeci e visitastes-Me, estive na prisão e fostes ter comigo” (25, 35-36).

Estaremos disponíveis para as obras de misericórdia “Por fidelidade ao Mestre”. No apelo a reconhecê-Lo nos pobres e atribulados, “revela-se o próprio coração de Cristo, os seus sentimentos e as suas opções mais profundas, com os quais se procura configurar todo o santo”.

Ele deixou-nos claro que a santidade não se pode compreender nem viver prescindindo destas suas exigências, porque a misericórdia é o “coração pulsante do Evangelho”.


Recorde-se que, sendo muito importante a oração e a Liturgia, “O culto que mais Lhe agrada” (a Deus) são as obras de misericórdia para com o próximo, como ensina São Tomás de Aquino: 

Não praticamos o culto a Deus com sacrifícios e com ofertas exteriores para proveito d’Ele, mas para benefício nosso e do próximo: de facto, Ele não precisa dos nossos sacrifícios, mas quer que Lhos ofereçamos para nossa devoção e para utilidade do próximo. Por isso, a misericórdia, pela qual socorremos as carências alheias, ao favorecer mais diretamente a utilidade do próximo, é o sacrifício que mais Lhe agrada..

***

O capítulo IV Algumas Caraterísticas da Santidade no Mundo Atual

No quadro da santidade, as bem-aventuranças e Mateus 25, 31-46 relevam alguns traços espirituais indispensáveis para compreendermos o estilo de vida a que o Senhor nos chama. Para lá dos meios de santificação conhecidos – os diferentes métodos de oração, os sacramentos inestimáveis da Eucaristia e da Reconciliação, a oferta de sacrifícios, as várias formas de devoção, a direção espiritual e muitos outros –, Francisco fixa-se nalguns aspetos do chamamento à santidade, que tenham “uma ressonância especial”.

Suportação, paciência e mansidão”. Permanecendo centrado, firme em Deus que ama e sustenta, é possível o cristão aguentar, suportar as contrariedades, as vicissitudes da vida e também as agressões dos outros, as suas infidelidades e defeitos: se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?” (Rm 8,31).

Alegria e sentido de humor”. O santo é capaz de viver com alegria e sentido de humor. Sem perder o realismo, ilumina os outros com um espírito positivo e rico de esperança. Ser cristão é “alegria no Espírito Santo” (Rm 14,17), porque, “do amor de caridade, segue-se necessariamente a alegria. Os profetas anunciavam o tempo de Jesus como uma revelação da alegria (cf Is 12,6).

Ousadia e ardor”. A santidade é ousadia, é impulso evangelizador que deixa uma marca neste mundo. Para isso ser possível, o próprio Jesus vem ao nosso encontro, repetindo-nos com serenidade e firmeza: “não temais!” (Mc 6,50). “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt 28,20).

Em comunidade”. É muito difícil lutar contra a própria concupiscência e contra as ciladas e tentações do demónio e do mundo egoísta, se estivermos isolados. A sedução com que nos bombardeiam é tal que, se estivermos demasiado sozinhos, facilmente perdemos o sentido da realidade, a clareza interior, e sucumbimos. Assim, a santificação é um caminho comunitário, que se deve fazer dois a dois. Em várias ocasiões, a Igreja canonizou comunidades inteiras, que viveram heroicamente o Evangelho ou ofereceram a Deus a vida de todos os seus membros. E o Papa dá vários exemplos.

Em oração constante”. Por fim, anote-se que “a santidade é feita de abertura habitual à transcendência, que se expressa na oração e na adoração. O santo é uma pessoa com espírito orante, que tem necessidade de comunicar com Deus. É alguém que não suporta asfixiar-se na imanência fechada deste mundo e, no meio dos seus esforços e serviços, suspira por Deus, sai de si erguendo louvores e alarga os seus confins na contemplação do Senhor.

***

O capítulo V – “Luta, Vigilância e Discernimento” acentua que a vida cristã é luta permanente que “requer força e coragem para resistir às tentações do demónio e anunciar o Evangelho” – luta magnífica, que leva a cantar vitória sempre que o Senhor triunfa na nossa vida.

A luta e a vigilância” não dizem respeito só ao mundo e à mentalidade mundana, ou só à própria fragilidade e inclinações, mas também ao demónio, o príncipe do mal. Jesus celebra as nossas vitórias. Alegrava-Se quando os seus discípulos conseguiam fazer avançar o anúncio do Evangelho, superando a oposição do Maligno (cf Lc 10,18). A existência do príncipe das trevas é Algo mais do que um mito”.

Por tudo, os cristãos devem estar “Despertos e confiantes”, resistindo iluminados pela Palavra e fortalecidos pela oração e sacramentos e atacando todos os focos que aninhem A corrupção espiritual”. Por outro lado, é importante invocar o Espírito Santo e apurar a consciência com vista à consecução d’ “O discernimento”, para saber distinguir e eleger o que vem de Deus.

É “Uma necessidade imperiosa” esta capacitação e o seu exercício dever feito “Sempre à luz do Senhor”. O discernimento dos sinais é “Um dom sobrenatural”, que não exclui as sabedorias humanas, mas que deve ser obtido na disponibilidade para o Alto, “Fala, Senhor!”, como pedia Samuel, que o teu servo escuta.  

Embora, seja importante o contributo e disponibilidade da pessoa, a santidade e o discernimento dos sinais da vontade de Deus, que a enforma, cruzam-se na “Lógica do dom e da cruz”.

***

Gozar a vida” como nos convida a fazer o “consumismo hedonista” é o oposto do desejar dar glórias a Deus, que pede para nos “gastarmos” nas obras de misericórdia (cf GE 107-108). O caminho da santidade é vivido como caminho “em comunidade” e “em constante oração”, que chega à “contemplação”, não entendida como “evasão que nega o mundo que nos rodeia” (cf GE 147-152).

2018.04.09 – Louro de Carvalho

domingo, 8 de abril de 2018

Qual é o sentido da ressurreição de Jesus para um cristão?


Corpo Glorioso: Terá o brilho da luz do sol (Ex 34.29);a aparência dos anjos (Dn 3.25): a rapidez dos raios.

  • Acreditar na ressurreição de Jesus, para o cristão, é uma condição de existência: é-se cristão porque se acredita que Jesus está vivo, triunfou da morte, ressuscitou, e é, para todos os humanos, o único mediador entre Deus e os homens.
  • A fé na ressurreição de Jesus Cristo é o fundamento da mensagem cristã. A fé cristã estaria morta se lhe fosse retirada a verdade da ressurreição de Cristo.
  • A ressurreição de Cristo não é apenas o milagre de um cadáver reanimado. Não se trata do mesmo evento que ocorreu com outros personagens bíblicos como a filha de Jairo (cf. Mc 5, 22-24) ou Lázaro (cf. Jo 11, 1-44), que foram trazidos de volta à vida por Jesus, mas que, mais tarde, num certo momento, morreriam fisicamente.
  • Jesus ressuscitado não voltou à vida normal que tinha neste mundo. Isso foi o que aconteceu com Lázaro e outros mortos ressuscitados por Ele. Jesus “partiu para uma vida diversa, nova: partiu para a vastidão de Deus, e é a partir dela que Ele se manifesta aos seus.”
  • A ressurreição de Cristo não se reduz à revitalização de um indivíduo qualquer. Com ela foi inaugurada uma dimensão que interessa a todos seres humanos, uma dimensão que criou para os homens “um novo âmbito da vida, o estar com Deus”, explica o Papa no livro “Jesus de Nazaré”.
Leia aqui o texto todo.

sábado, 7 de abril de 2018

"Regina Coeli" (oração no Tempo Pascal)

V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!
R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!...
V. Ressuscitou como disse, Aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!
V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!
Oremos.
Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos, a graça de alcançarmos pela protecção da Virgem Maria, Sua Mãe, a glória da vida eterna. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Amen.
Ver Mais

sexta-feira, 6 de abril de 2018

8 Abril 2018 – 2º Domingo da Páscoa – Ano B

Leituras: aqui 





«Vídeo do Papa» de abril pede Economia ao serviço da justiça social


O Papa Francisco critica as políticas laborais e a “economia de exclusão”, num vídeo divulgado hoje, em que apresenta a sua intenção de oração para o mês de abril a todos os católicos.
“A economia não pode pretender apenas aumentar a rentabilidade, reduzindo o mercado de trabalho e criando assim novos excluídos”, refere, na intervenção difundida através do projeto ‘O Vídeo do Papa’.
Francisco convida a “levantar a voz juntos” para que os responsáveis pelo planeamento e gestão da Economia “tenham a coragem de rejeitar uma economia de exclusão e saibam abrir novos caminhos”.
O Papa sustenta que a Economia “deve seguir o caminho dos empresários, políticos, pensadores e agentes sociais que colocam em primeiro lugar a pessoa humana e fazem todos os possíveis para assegurar que haja oportunidades de trabalho digno.

domingo, 1 de abril de 2018

Boletim da Páscoa

Como sinal do carinho que lhe merecem pessoas e famílias, a Paróquia de São Pedro de Tarouca elaborou e distribuiu,  através dos giros pascais,  o Boletim Paroquial da Páscoa.