sexta-feira, 30 de abril de 2010

Reunião do Conselho Económico

Reuniu hoje o Conselho Económico.
Tomou decisões claras sobre assuntos de grande importância para a Paróquia.
Como sempre, primou pela transparência da análise, frontalidade das posições, procura de consenços.

5º DOMINGO DO TEMPO PASCAL - Ano C

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 13, 31-33 a . 34-35)
Quando Judas saiu do cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Agora foi glorificado o Filho do homeme Deus glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora.
Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros.
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Comentário
Como eu vos amei...
O Evangelho de São João, para este domingo, apresenta-nos o mandamento novo de Jesus: «Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros». Não é fácil cumprir este mandamento que Jesus nos manda viver. A nossa vida está tão repleta de tantas coisas complexas demais que se torna, por vezes, impossível corresponder ao mandato de Cristo. Todos temos experiências de relações com outras pessoas que nos marcaram profundamente para o bem e para o mal.
No entanto, cada um deve em primeiro lugar ser capaz de acolher todos aqueles que Deus colocou na sua vida e amá-los profundamente. Dessa forma, já viveremos o mandamento novo que Jesus nos ensina. Os contextos mais difíceis do mundo são o melhor lugar para viver o amor. Primeiro que tudo, devem estar no nosso coração todos os que a vida nos ofereceu como membros de família, do trabalho, da opção e de todas as caminhadas que realizamos. Logo depois, somos desafiados a viver o amor para com todos aqueles que se cruzam connosco no dia a dia.
A esta forma de vida não se chama ingenuidade ou inocência doentia, mas disponibilidade para a vivência da felicidade pessoal e dos outros. Não devemos aceitar todas as patetices e asneiradas dos homens, mas somos chamados a acolher, compreender e perdoar. O amor que Jesus nos manda viver como elemento essencial do seu Reino passa pela entrega ao serviço dos outros e pelo acolher a todos como irmãos.
O reino de Jesus Cristo, está identificado pela fraternidade. Até podemos definir a religião cristã como uma fraternidade. Ninguém se pode dizer cristão se não vive a dinâmica da amizade e da abertura aos outros como irmãos como valor fundamental da sua vida diária. Talvez seja esta visão do cristianismo que nos leva a concluir que esta religião é difícil de se viver. No entanto, não devemos deixar que este pensamento nos atrofie a coragem ou a entrega à descoberta do essencial para a felicidade.
A descoberta do amor é um bem crucial para a realização de cada um como ser humano e como pessoa. Por isso, desistir de o procurar será como que dizer não à vida e ao que ela tem de mais belo. Deus, pela pessoa de Jesus convoca-nos para o ideal do amor e cada um de nós deve procurar corresponder na medida do possível a esse chamamento frequente de Deus.

Na escola de Maria


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Maio, mês de Maria.
Começa amanhã.
nas catedrais, igrejas e pequenas capelas dispersas pelos povoados, o povo de Deus junta-se para louvar, aclamar, bendizer Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe.
Maria é o caminho mais perto para Jesus que Ela aponta incessantemente: "Fazei tudo aquilo que Ele vos disser."
Maio é uma escola. Maria é a Mestra.
Aprendamos com Maria:
- a escuta. Ela é a Senhora da Mensagem que ouvia, meditava, guardava e praticava a Palavra de Deus;
- o acolhimento. Ela é a disponível para acolher a vontade de Deus. "Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Sua vontade."
- o louvor. "A minha alma louva o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu salvador."
- a caridade activa e dinâmica. Maria não perde tempo em lamechices ou em crítica barata. Diante dos problemas, actua, age. Ao saber da gradidez de risco de Isabel, foi apoiá-la nos últimos três meses. Quando se deu conta que faltara o vinho nas bodas de Caná, dirigiu-se a seu Filho.
- o silêncio. Maria fala pouco, mas ama muito. Ela sabe que o bem não faz barulho e que o barulho não faz bem. Temos dois ouvidos e duas mãos, mas uma só boca. Falar menos, agir mais.
- a coragem que a fé postula. Nos momentos difíceis da vida de Jesus, Ela está. Não arreda. Foi assim junto à cruz, quando uma "espada de dor lhe atravessou a alma". Não é fugindo da cruz que os problemas se resolvem. Só a persistência humilde e confiante nos faz chegar à manhã da Páscoa.
- a beleza da família. José, Maria e Jesus. Uma família pobre, mas capitalista em amor, encantamento, serviço, dedicação, realizadora e libertadora.

Maria, nossa querida Mãe!
Nesta hora da crise e das crises,
tende compaixão de nós!
Livra-nos do vazio de viver
sem valores, sem projecto
e sem sentido.
Liberta-nos do egoísmo, da indiferença,
e do materialismo.
Faz-nos amar o Deus que criou as coisas
muito mais do que as coisas que Deus criou.
Encaminha a Igreja de Teu Filho
pelos caminhos do Evangelho
e faz-nos descobrir na conversão
o remédio para os pecados que a atormentam.
Abençoa o Papa, os Bispos e os sacerdotes
e fá-los arautos de um mundo novo
onde Cristo seja tudo em todos.
Acolhe os pobres e aflitos,
que são teus filhos predilectos,
e abre o nosso coração à dinâmica
da caridade.
Não nos deixeis ficar impassíveis
diante do sofrimento de tanta gente.
Desinquieta-nos, Senhora!
Acolhe, Mãe bendita,
a nossa prece e intercede por nós
junto do Eterno.

MAIO, MÊS DE MARIA


Oh! Se o amor da Mãe divina não me dobrar,
Se à glória da Virgem meus lábios não se abrirem,
Que meu coração vença em dureza
A pedra, o ferro, o bronze,
O diamante indomável!

Quem me dera encerrar na arca do peito
A tua virginal imagem,
Para envolver-te, piedosa Mãe, em chamas!

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Sê tu, com teu menino,
O único prazer, anseio, amor do meu coração!
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José de Anchieta

«Fátima Jovem» em directo na Internet

Participantes preparam surpresa para o Papa
A peregrinação nacional da juventude católica, “Fátima Jovem 2010”, terá uma cobertura noticiosa em constante actualização através da página do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), em http://ecclesia.pt/pjuvenil
A iniciativa decorre na madrugada de 1 para 2 de Maio e os participantes preparam uma surpresa para Bento XVI, genericamente apresentada como um “gesto singelo de carinho”.
Após cada etapa (concerto de abertura; procissão de velas; vigília; cine-fórum…) será disponibilizada uma notícia com reportagem fotográfica e pequeno excerto de vídeo, de modo a todos os jovens – mesmo aqueles que não puderam participar – terem contacto com a sua Peregrinação Nacional.
Esta cobertura corresponde também à vontade de que o “Fátima Jovem” seja o mais abrangente possível, refere a organização do evento.
A entrega de materiais ocorrerá às 14h00 do Sábado, 1 de Maio, no Centro Pastoral Paulo VI, e a equipa de trabalho do DNPJ estará a trabalhar no local desde o dia anterior.


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quinta-feira, 29 de abril de 2010

A 10 de Maio, em Tarouca


O rasto dos passos de Deus

Pedaços de uma vida
Pais pobres. Trabalharam à brava e pouparam o que puderam para que as suas duas filhas pudessem estudar. Se a mais velha ficou pelo caminho, a mais nova concluiu o seu curso universitário.
O pai mal se podia movimentar, pois os ossos pagavam agora pelo esforço medonho de uma vida de trabalho árduo. À mãe fora-lhe diagnosticada uma doença grave. Pelas voltas que o império da vida e das vidas dá, a filha mãe velha andava de candeias às avessas com os pais e a irmã com quais mal falava. Restava a filha mais nova que leccionava numa escola perto de casa e dedicava o ordenado e todo o tempo disponível aos pais precisados.
Por lapso no preenchimento do boletim de concurso, acabou colocada bem lá no fundo do
Alentejo. Já lá vão uns bons pares de anos...
E agora, o que fazer? Que seria daqueles pais? Rezou, chorou, voltou-se para o Senhor com todas as forças da sua alma para que a ajudasse a resolver a situação. Bateu a todas as portas para tentar o destacamento para uma escola mais próxima dos pais. Nada. Deixar de trabalhar? Pois, e de que viveria ela e os pais? Além da penalização que não lhe permitiria voltar a concorrer nos dois anos subsequentes.
Lá foi. Desfeita por dentro, chateada com Deus que não a atendeu.
Algum tempo depois, soube que a irmã já ia a casa dos pais, os ajudava e até lhe começou a telefonar para dar conta como decorriam as coisas por casa. Ela continuava a mandar o dinheiro que podia. Entretanto a mãe melhorava a olhos vistos, contrariando todas as previsões.
Na escola alentejana, descobre um professor ao qual se foi afeiçoando, resultando num grande amor que lhe iluminou a vida e lhe fez esquecer os fracassos amorosos anteriores. Vieram a casar, eram um lar feliz com os dois filhotes, fruto desse amor. Referiria mais tarde que a sua vida familiar ultrapassou de longe tudo o que havia sonhado. Depois os pais, primeiro os dois e, após o falecimento do pai, a mãe sozinha, iam estando às temporadas em casa de uma e de outra filha. As relações familiares eram agora estreitas e fortes.

O testemunho da gratidão
Esta professora crente diz que tudo isto lhe aconteceu graças à Providência divina que jamais nos abandona e que cuida constantemente de nós. Deus sabe muito mais do que cada um de nós o que é bom para cada um, porque Ele nos ama infinitamente e tem toda a largura de horizontes.
No momento em que Lhe pediu para não ir para o Alentejo e não foi atendida, não deixou de sentir uma revoltazinha contra Ele. Agora reconhece que Deus sabia o que estava a fazer e que a sua vida actual tem a mão carinhosa do Deus que lhe disse não quando esperava um sim.
Então o não daquele momento foi um SIM fantástico ao seu futuro. Uma família constituída que a enche de encanto, a reconciliação com a irmã e desta com os pais, as melhoras da mãe... Como Deus sabe o que faz! E como o faz maravilhosamente! A dor de parto do momento da partida gerou-lhe um futuro para além do sonho...

Já sentiu esta especial presença de Deus?
Caro visitante,
Já sentiu na sua vida o rasto dos passos de Deus?
Num pedido não atendido, que na altura até o deixou chateado, mas que depois gerou expectativas muito superiores?
Na luz que apareceu no coração e lhe derrotou as trevas?
Na palavra surgida, na atitude tomada, no comportamento vivenciado que lhe fez depois pensar "como fui capaz de falar desta maneira, proceder deste modo, sentir assim"?
Na paz de alma que arrebata e transporta?
E quantas vezes nem nos apercebemos que Deus nos leva ao colo para não nos magoarmos! Quantas vezes esconde as nossas falhas e pecados para não nos expor diante dos outros? Quantas vezes a sua mão nos susteve para que não caíssemos nos vários abismos que nos foram aparecendo?
Quantas vezes uniu o que parecia irremediavelmente desunido, nos surpreendeu com o inexplicável, aproximou pessoas, iluminou inteligências, fortaleceu vontades, estancou em nós a tentação?
Quantas vezes foi ao volante do seu filho pelas estradas da vida?
Deus é fantástico!
Tão fantástico que a Sua actuação até pode passar despercebida se não estivermos atentos.
Ver o rasto dos passos de Deus nesta vida. Ver o rasto dos passos de Deus na interacção desta vida com aquela que há-de vir.
Te louvarei, Senhor!

Virtudes cardeais

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Prudência,
Justiça,
Temperança,
Fortaleza

Veja AQUI a explicação de cada uma delas.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Faleceu D. Maria Cândida Ferreira

Faleceu na noite passada Maria Cândida Ferreira. Peço para ela o descanso eterno.
Recordo aqui o que sobre ela escrevi no blog Asas da Montanha em 19 de Janeiro de 2008, então a 2 meses de perfazer oitenta anos.

"Quem a vê caminhar parece uma rapariga nova, tal a agilidade com que se mexe. Sempre disponível para aquilo que se lhe pede. Acaba de ser nomeada Ministro Extraordinário da Comunhão. Foi uma alegria e tanto. Eu sei que ela o esperava há muito tempo, embora nunca mo tivesse dito. Durante a semana, substitui o sacristão. Vai buscar a chave, toca o sino, prepara o altar, preenche os papéis com as intenções da Missa, procura os devidos leccionários e faz a leitura. Claro que se topa alguém na assembleia que ela sabe que lê bem, vai desinquietar. Não é abocanhante.
Quando entro, já ela está a rezar há bastante tempo. Vai sempre à sacristia antes da Eucaristia com a pergunta sagrada: "Tá tudo bem? É preciso alguma coisa? "
Terminada a Eucaristia, volta a colocar tudo no seu lugar, "porque a casa de Deus é para se manter arrumadinha". Se vê que estou com tempo, lá vem um desabafo, uma historieta, uma experiência. Mas se repara que estou com pressa, não me retém. Apenas pergunta: "Já posso fechar as luzes?" Saio da sacristia, e a voz dela acompanha-me: "Vá descansado, eu cá trato de tudo."
Ah! É catequista do 10º ano conjuntamente com outro catequista. Embora de idades muito díspares, entendem-se muito bem e os adolescentes gostam deles. Tem sempre uma história na ponta da língua para ilustrar um ou outro ponto da lição.
Anda agora feliz, mais do que nunca. Todos os dias vai rezar o terço com os idosos que estão no Lar e duas vezes por semana distribui a Sagrada Comunhão, com um consequente tempo de adoração.
Nos passeios dos vários grupos paroquiais - ela pertence a quase todos - é sempre uma fonte de alegria e de boa disposição. Em muitos deles, mormente de pequenos grupos, já vi muita gente de lágrimas nos olhos de tanto rir. Tem realmente uma graça imensa, espontânea, sem baixezas. Então a "história da porca", contada por ela, é de gritos.
Oitenta anos! E ainda pelo Natal distribuiu 200 boletins paroquiais de casa em casa, subindo e descendo escadas quando eram prédios. E comentava no fim: "Tou aqui fresca como uma alface."
No domingo do Mês em que o jornal está à venda, já nem lhe digo nada. Só aponto e ela acena com a cabeça. No fim, lá está, fora da porta da Igreja, no "negócio".
E pensar que esta senhora, "criou um bando de filhos", como ela diz! E pensar que ainda há 2/3 anos foi operada e já se falava do seu fim, tal a gravidade da doença! Trabalhou como uma dobadoira, passou aquelas que o diabo enrosta, mas não se queixa. Gosta demais de viver e transmite-o.
De quando em vez, acompanha-me à 3ª Missa (sim, porque as duas da Igreja ninguém lhas tira, chova ou neve). Na viagem conta-me e reconta-me peripécias da sua vida. Mas nunca deixa de referir o quanto amava o seu falecido marido.
Onde irá buscar tanta força para viver lutando com alegria? Saberão certamente. À fé. Pode exprimi-la aqui e ali em termos menos modernos, mas que é uma fé profunda, com razões de viver, isso é.
Um livro que se lhe dê, chama-lhe um rebuçado. Uns dias depois, lá aparece com o resumo. Claro, que nada lhe tira uns momentos diários de leitura bíblica..."

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Livro da Verdade 4: A Sagrada Escritura

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Novo Testamento
O Novo Testamento ou Nova Aliança é o nome dado à parte da Bíblia que foi escrita após o nascimento de Jesus, é a parte da Bíblia onde encontrámos o anúncio da Pessoa de Jesus Cristo.
Através da Sua palavra e acção, Jesus inaugurou a Nova Aliança ou, por outras, o Reino de Deus. É a aliança aberta a todos os homens, a todos os povos de todos os tempos e lugares.
Em Jesus, Deus quer reunir toda a humanidade como uma família em que todos são chamados a viver como irmãos, repartindo entre si todas as coisas.
Essa grande reunião, onde tudo é partilha e fraternidade no amor, é o Reino de Deus que vai crescendo até que se torne realidade para todos.
Jesus não deixou nada escrito. Ele pregou, ensinou e colocou em prática o projecto de Deus. Isso fez com que ele entrasse em conflito com a estrutura da sociedade, que O perseguiu, prendeu e matou. Mas Jesus ressuscitou, enviou o Espírito aos Seus seguidores, apóstolos e discípulos e estes continuaram a Sua missão, pregando, ensinando e fazendo como Jesus fazia. Foram eles que escreveram o que encontrámos no Novo Testamento.
O Novo Testamento agrupa 27 livros, com temas e estilos diferentes: Evangelhos, Actos dos Apóstolos, Cartas e Apocalipse.
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Evangelhos
A palavra evangelho significa “Boa Nova”, e refere-se ao nascimento do Messias prometido. Os evangelhos não são biografia ou história, mas sim um anúncio para levar à fé em Jesus, isto é, ao compromisso de continuar a Sua obra, pela palavra e acção.
Evangelho Segundo São Mateus
Mateus, cobrador de impostos e apóstolo. São Mateus apresenta Jesus com o título de Emanuel, que significa “Deus está connosco” (Mt 1, 23).
À medida que lemos este Evangelho, vamos descobrindo o significado deste título, as últimas palavras de Jesus são uma promessa de permanência: “Eis que Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. (Mt 28, 20).
A comunidade cristã, lendo São Mateus, é convidada a olhar para dentro de si mesma, a fim de descobrir a presença de Jesus, a dizer a palavra certa e a realizar a acção oportuna, no tempo e lugar em que vive… (continua).

Ramo de flores

Domingo do Bom Pastor. Missa das 11 horas.
Na Acção de Graças, uma jovem sobe ao ambão. Lê expressivamente um pequeno texto. Gostei imenso. Bonito, intenso, assertivo. Falava de Cristo como o Bom Pastor de todos e para todos. Cristo, modelo de entrega para quem serve a comunidade. Agradecia ao Bom Pastor o serviço do pároco e pedia para ele a ajuda divina para continuar a servir.
Depois duas crianças do sexto ano apareceram. Sorriso nos lábios. Ofereceram um ramo de flores e uma prenda. Como sempre, senti-me pequenino diante da beleza dos gestos, da mensagem transmitida, das palmas, da elevação das flores. Só fui capaz de dizer: "Obrigado, muito obrigado".
Confesso que estranhei a presença dos meus "compadres" e "comadres" do sexto ano de catequese, juntamente com suas catequistas. Haviam estado na Eucaristia com crianças de sábado. "Qual a razão", perguntei-me.
Portaram-se lindamente. A homilia começou por ser dialogado. Eu e eles. Senti a assembleia concentrada. Falámos de pastores e do Pastor. Comparámos... concluímos.

Depois, aceitando o convite amigo de uma família, almocei com eles. Familiar mesmo! Senti-me muito bem. Como sempre.
Tinha combinado com uma pessoa uma entrevista para o jornal a efectuar nesse dia. Foi o que fiz a seguir ao almoço.
Passei ainda por outra família para dar um beijinho na pequena aniversariante. Parabéns, Lara!
Vim para casa e trabalhei a entrevista. São trabalhos que se têm de fazer imediatamente enquanto a memória e o contexto estão frescos. Só estes nos ajudam a compreender as frases registadas no papel.
À noite foi jantar com outra família. A mesma amizade de sempre, a mesma familiaridade, a conversa e a boa disposição.
Saí um pouco com dois casais e um amigo. Fomos arejar. Também é preciso após um dia tão intenso de trabalho e de emoções.

Graças a Deus por tudo e por tanto! Pela fé que celebrei com meus irmãs. Pelos gestos e flores que me estimulam. Pelo trabalho que pude efectuar. Pelas famílias que me acolheram e me permitiram ser também seu familiar.
Senhor, como és bom! Como a Tua Misericórdia é eterna!
Aceita, Deus de ternura infinita, a minha pobreza, transforma o meu coração, abre-me plenamente ao Teu Amor. Perdoa as minhas lacunas, pecados e limites.
Só TU ÉS O BOM PASTOR!

domingo, 25 de abril de 2010

DEZ COISAS QUE DEUS NÃO VAI PERGUNTAR NAQUELE DIA

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Igreja espera multidões

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, espera que "multidões" acolham Bento XVI, embora admita um cenário de menor mobilização popular do que a gerada pelas visitas de João Paulo II.
"É provável que isso venha a acontecer", declarou o prelado, sem deixar de manifestar a sua convicção de que o povo português se associará a este momento importante para a Igreja Católica nacional.
"Não receio não ter gente, e gente em termos de multidão, em Lisboa, Fátima e Porto. Tenho a certeza de que povo português irá aderir", frisou o prelado, para quem a deslocação de Bento XVI a Portugal "não é uma visita passageira, quase de cortesia", antes "uma verdadeira "visita pastoral".
In sapo

sábado, 24 de abril de 2010

O que é a Liberdade?

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25 de Abril
Dia da Liberdade
Que é feito da liberdade?

“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão." (Gal 5,1)

"Parece-me que nos dias de hoje, mais do que nunca, é necessário pensarmos sobre o que é a liberdade. Isto porque muita gente parece entender que o ser livre lhe dá direito ao insulto gratuito, á denuncia anónima, á difamação, á falta de respeito dos outros.
Após o 25 de Abril de 1974 ( ...) explicava-se a liberdade citando uma frase de alguém, "a minha liberdade começa onde a dos outros termina e termina onde a liberdade dos outros começa."
Julgo que hoje em dia muitas pessoas ainda não entenderam este principio e com o passar dos anos muitos dos pensamentos iniciais sobre a liberdade foram perdidos.
Hoje há falta de respeito pelos outros, automáticamente falta de respeito pela liberdade dos outros.
A cultura de liberdade e por arrastamento a cultura democrática está a perder-se. Hoje em dia cada vez menos pessoas se interessam pela quatões essenciais como a Politica, a Segurança Social, a Saúde, a Edução. É mais fácil o laisser faire e depois das eleições dizer mal, mas não se chatear muito.
O respeito da liberdade de cada um leva ao respeito pelos outros e no fundo a um Portugal melhor. Antes de insultarem ou difamarem pensem se fossem vocês a sofrer o mesmo como se sentiriam."
http://sol.sapo.pt/blogs/leonelsoares/default.aspx

Tema do 4º Domingo do Tempo Pascal - Ano C

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus:«As minhas ovelhas escutam a minha voz.Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecere ninguém as arrebatará da minha mão.Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todose ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai.Eu e o Pai somos um só».


O 4º Domingo do Tempo Pascal é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus hoje nos propõe.
O Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do seu rebanho; as ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a sua proposta e a segui-l’O. É dessa forma que encontrarão a vida em plenitude.
A primeira leitura propõe-nos duas atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) nos apresenta. De um lado, estão essas “ovelhas” cheias de auto-suficiência, satisfeitas e comodamente instaladas nas suas certezas; de outro, estão outras ovelhas, permanentemente atentas à voz do Pastor, que estão dispostas a arriscar segui-l’O até às pastagens da vida abundante. É esta última atitude que nos é proposta.
A segunda leitura apresenta a meta final do rebanho que seguiu Jesus, o Bom Pastor: a vida total, de felicidade sem fim.

47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações (25 de Abril de 2010)

Trecho da mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Um padre mendigo

A vida leva certas pessoas por caminhos inesperados. Deus criou-nos livres e nem sempre usamos bem essa liberdade. Umas vezes contra nós, outras prejudicando outros. Mas se não fôssemos livres, ninguém nos poderia pedir contas.
Nem só os pobres vivem nas ruas. Há indivíduos com cursos superiores a viver em condições miseráveis e por sua própria iniciativa. Porquê?! Lá terão as suas razões!...
Há tempos, num programa de um canal norte-americano de televisão de grande audiência, apresentado por uma religiosa, foi relatado um episó­dio inédito de João Paulo II. Um padre norte-americano de passa­gem por Roma, ao entrar numa igreja, foi abordado por um mendigo que lhe pediu ajuda. Ficou com a impres­são que conhecia aquele homem. Já no interior da igreja, voltou atrás e reparou melhor no mendigo. De facto, tinha sido seu condiscípulo no Seminário e com ele ordenado presbítero. Agora, estava ali, longe do seu país, a mendigar. Identificou-se e foi igualmente reconhecido. O mendigo contou-lhe como tinha perdido a fé e a sua vocação.
No dia seguinte, teve a oportu­nidade de participar na missa particular do Papa. No fim, não resistiu e contou ao Papa como tinha encon­trado o seu condiscípulo de Se­minário. O Papa quis saber onde e como o podia contactar.
No dia seguinte, recebeu um convite do Vaticano para jantar com o Papa, que manifestou o desejo de conhecer pessoalmente o mendigo. O Pároco da paróquia onde estava hospedado, ajudou-o a en­contrar o mendigo. Não foi fácil convencê-lo a encontrar-se com o Papa. Arranjaram-lhe roupa condigna. No fim do jantar, o Papa pediu para ficar a sós com o mendigo. Depois, pediu-lhe que o atendesse de confissão. Visivelmente incomodado, respondeu ao Papa que já não era padre. O Papa respondeu-lhe que ele continuava a ser padre. Retorquiu que estava fora das suas faculdades de presbítero. João Paulo II insistiu que como Papa podia resolver o assunto. Acedeu, finalmente, a ouvir de confissão o Papa.
No fim, contou ao Papa a sua vida, chorando amargamente. João Paulo II mandou integrá-lo numa comunidade como colaborador do pároco e com a missão de cuidar dos sem-abrigo.
E aquele padre “da rua” passou a ajudar os seus antigos colegas.
O AMIGO DO POVO

Estar calados ou fazer silêncio???

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Podemos estar caladinhos e não fazermos silêncio.
Até rezamos alto na Igreja, mas nem sempre fazemos silêncio.
Podemos rezar sozinhos, em casa, no caminho ou na Igreja, e não fazermos silêncio.
Educaram-nos para estar calados, mas não nos educaram para o silêncio.

Posso estar com os lábio cerrados, olhos fechados, pose de escuta e, entretanto, isto não é garantia de silêncio.

Silêncio é uma atitude interior. Inteligência, recordações, sonhos, sentimentos, atitudes param para escutar, acolher, deixar-se tomar pela Palavra.
Quantas vezes nos calamos, mas a nossa imaginação vagueia?
Quantas vezes estamos calados, mas o nosso pensamento, qual impressora em laboração contínua, não pára de rodar?
Quantas vezes estamos calados, mas os nossos sentimentos estão ao rubro?

Aquela pequena dizia para as colegas:
- Em minha casa, dialogamos muito.
- Maravilha! - respondeu uma amiga. - Mas como é esse diálogo?
- Eu falo e os meus kotas ouvem.
- E eles não falam? - insistiu a amiga.
- Depende. Se me agrada a conversa, ouço-os. Se começam a ser chatos, desando...

Não é isto o que fazemos muitas vezes com Deus? Chegamos ao pé d'Ele e toca a despejar o saco. Depois dizemos que já rezámos tudo e regressamos, até mais aliviados porque desabafámos com Ele.
Será isto rezar????
Onde está escuta da Voz do Senhor que nos fala ao coração?

O povo bíblico é o povo da escuta. "ESCUTA, ISRAEL!"
Sem silêncio interior, é impossível essa escuta.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Intolerâncias

Um Estado laico não é um Estado anti-religioso, incapaz de compreender a dimensão pública da fé.
Como seria de esperar, a visita do Papa a Portugal já deu origem a uma pequena e comovente polémica sobre a tolerância de ponto decretada pelo Governo. Os fanáticos do costume decretaram que pretendiam trabalhar nesses três dias a bem da separação do Estado e da Igreja e – pasme-se – em prol da produtividade nacional que, na sua douta opinião, não pode ser abalada pela visita de um "líder religioso qualquer" que decida deslocar-se ao nosso país. Até a CIP e as centrais sindicais, esses pilares da nossa economia, se pronunciaram patrioticamente contra a decisão tomada pelo Governo, alertando para a crise em que vivemos e para a necessidade dos funcionários públicos contribuírem, com o seu trabalho, para o aumento da produtividade e para o desenvolvimento da pátria.
É evidente que este reconhecimento súbito do estado em que nos encontramos não deixa de ser salutar, sendo de esperar, nomeadamente por parte dos sindicatos, exemplos futuros de responsabilidade e compreensão pela situação em que se encontram as finanças públicas e a economia portuguesa. Custa-me a crer que sindicalistas, tão atentos aos custos da visita do Papa, se entretenham depois a promover greves que, para além de não levarem em linha de conta a crise em que nos encontramos, não contribuem certamente para o dito aumento da produtividade. Tudo isto seria um pouco ridículo – e é – se por trás destes nobres objectivos não se escondesse o velho preconceito contra a Igreja e o zelo anticlerical de meia dúzia de figuras públicas, sempre em busca de crucifixos nas escolas e de outros sinais religiosos no espaço público. Ao contrário do que tem sido dito, o que está em causa não é a neutralidade do Estado em relação às diversas religiões, mas a incapacidade de perceber que, num país de tradição católica, o Papa não é um "líder religioso qualquer", como tem sido amplamente referido.
Pretender equipar a visita de Bento XVI à visita de qualquer outro líder religioso (hindu ou muçulmano, como já vi defender) é não compreender a realidade portuguesa e desconhecer totalmente a sua história. Há uma ligação entre o País (e o ocidente, em geral) e a Igreja que um Estado laico deve saber reconhecer. Um Estado laico não é sinónimo de um Estado anti-religioso, incapaz de compreender a dimensão pública da fé. E a crer nalgumas coisas que por aí têm sido escritas, dá ideia de que o Papa, não lhe sendo retirado o direito de viajar pelo mundo, devia ter, pelo menos, a decência de o fazer clandestinamente. De forma a não importunar ninguém. Porque o problema é que este Papa, em particular, importuna.
Constança Cunha e Sá, Jornalista, Correio da manhã, 2010.04.20

Bem-Aventuranças

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1 - Bem-aventurados os pobres em espírito
Porque eles é o Reino do Céu
2 - Bem-aventurados os que choram
Porque serão consolados
3 - Bem-aventurados os mansos
Porque possuirão a terra
4 - Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça
Porque serão saciados
5 - Bem-aventurados os misericordiosos
Porque alcançarão misericórdia
6 - Bem-aventurados os puros de coração
Porque verão a Deus
7 - Bem-aventurados os pacíficos
Porque serão chamados filhos de Deus
8 - Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça
Porque deles é o Reino do Céu

9- Bem aventurados sereis, quando vos insultarem, vos perseguirem, e disserem, falsamente, toda a espécie de mal contra vós por causa de mim.Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois também assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
(Mt 5, 3-12)

VEJA AQUI a explicação das Bem-Aventuranças. A maneira como a explicação é feita cativa e torna fácil a sua compreensão.
NÂO DEIXE DE VER.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pelos jovens e pela catequese

No dia de hoje, reuni com a responsável do Grupo de Jovens e com o Grupo de Catequese.
De tarde, estive com a Dr.a Arlete por causa dos jovens. Analisámos a situação e reflectimos em conjunto. Tomámos alguns decisões e avançámos com certos projectos.
Como sempre, foi um encontro muito interessante, marcado pela amizade, pelo amor a Cristo pelo zelo apostólico. Move-nos o mesmo interesse pela malta nova, a mesma sensibilidade aos seus problemas e anseios, o mesmo desejo de um grupo juvenil mais amplo, comprometido e feliz em Cristo.
Depois, felizmente, temos um punhado de jovens com entusiasmo e que querem ir mais além. terão sempre em nós todo o apoio, dentro da dinâmica da verdade na caridade.
Obrigado, amiga, pelas tuas preocupações e pela maneira com as partilhaste comigo.

À noite, foi a vez do Grupo de Catequistas. Em primeiro lugar, abordaram-se as festas da catequese e sua preparação próxima:
- Crisma em 16 de Maio às 11 horas. A responsável pelo coral passará pelo 10º ano para combinar com os jovens os ensaios e a preparação. As confissões serão no dia 14 de Maio, às 18.30h.
- A 1ª Comunhão será em 23 de maio, às 11 horas. No dia 17 de Maio, começará a preparação próxima às 18 horas.
- A Profissão de Fé terá lugar em 3 de Junho às 11 horas. A preparação próxima terá início em 25 de Maio, ás 18h.
- Em 9 de Maio, pelas 15 horas, na Igreja paroquial, haverá na Igreja uma reunião para os pais dos meninos da 1ª Comunhão e da Profissão de Fé.
- As confissões para os crianças da 1ª Comunhão, da Profissão de Fé e seus pais serão em 22 de maio, às 15 horas.
- Em virtude de actividades relacionadas com a escola e que envolvem algumas das nossas crianças da Profissão de Fé no dia 9 de Junho, este ano partiremos para a Peregrinação da Crianças a Fátima só no dia 10 de Junho, às 5 horas.

Num segundo ponto, partilhamos experiências, debatemos situações, falámos de projectos. Com franqueza e abertura. Abordou-se ainda o passeio das catequistas bem como a data, ficando este dependente das condições e preços de que uma catequistas se responsabilizou indagar.

Terminamos com um momento de oração, dando graças ao Senhor pelas muitas crianças que temos, pedindo a Cristo Ressuscitado que nos mantenha fortes, unidos e centrados n'Ele. Só por Ele estamos em missão catequética. Só Ele nos move. Oferecemos-Lhe o nosso humilde e confiante serviço e suplicamos-Lhe a sua graça para acolher, amar e O levar aos catequizandos.

Como sempre, é penhorante trabalhar com os catequistas. Com estes.

QUANDO JESUS PERDEU A PACIÊNCIA


Jesus foi muito claro na definição da hierarquia de prioridades. Não recorreu a qualquer subterfúgio.

Nós, muitas vezes, persistimos numa inversão dessa hierarquia de prioridades. Ou seja, em nome de Jesus, optamos por fazer o contrário de Jesus!

Para Jesus, Deus só pode estar num lugar: o primeiro. Por causa disso, até aparentou subestimar as próprias relações familiares (cf. Lc 2, 49).

Por causa disso, por causa da prioridade de Deus, foi ao ponto de pôr em causa a Sua condição de portador de paz, ao expulsar, de forma intempestiva, os vendilhões do Templo (cf. Jo 2, 13-25).

Gifs by Oriza - Lindos gifs, poemas, mensagens, recadinhos, scraps

domingo, 18 de abril de 2010

"Estou impressionado pela humildade do papa"

Bento XVI estive em visita a Malta.
O Papa terá chorado durante o encontro que hoje teve com oito vítimas de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica, de acordo com o relato de um dos participantes na reunião.
"Estou impressionado pela humildade do Papa. Ele assumiu para ele o embaraço causado pelos outros. É muito corajoso. Ouviu-nos individualmente e abençoou uma cruz que eu levava comigo", descreveu Lawrence Grech, uma das oito vítimas que hoje tiveram ocasião de estar com o Sumo Pontífice.
O Vaticano afirmou que Bento XVI expressou a sua vergonha e tristeza pela dor que os homens sofreram.
Este foi o primeiro encontro com vítimas de padres pedófilos desde os que foram realizados em 2008 na Austrália e nos Estados Unidos.
Segundo revelações recentes, 45 processos de pedofilia foram comunicados à Cúria de Malta desde 1999, dos quais mais de metade (26) foram considerados fundamentados por uma comissão especial criada para o efeito.
In JN

sábado, 17 de abril de 2010

SE NÃO QUISER...

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Se não quiser ouvir a música de fundo deste blog ou se ela estorvar a audição de outras músicas aqui postadas, é fácil. Fundo da página e onde diz "Música", vá ao quadradinho preto e carregue nas duas setinhas verticais.

De 18 a 25 de Abril - SEMANA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

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Veja AQUI.

16 de Abril: 83º aniversário do Papa



Parabéns ao Papa! Longa vida.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

3º Domingo do Tempo Pascal - Ano C

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O relato do Evangelho que S. João nos apresenta hoje, manifesta mais uma vez a imagem da pesca como sinal da Igreja que vai surgir mediante a acção dos Apóstolos e pela força da convocação de Jesus. Jesus manda lançar a rede e a pesca abundante que daí advém é imagem da Igreja futura.
Jesus ressuscitado, pretende fundar a comunidade, porque o Reino de Deus que Ele inaugurou não é possível sem a dimensão comunitária. A comunidade será a continuação de Cristo encarnado. O corpo de Cristo histórico descobre-se na comunidade, por isso, a insistência de Jesus para fundar a comunidade é mais do que uma exigência, faz parte da sua missão. A sua missão na terra não termina senão quando a Igreja esteja fundada sobre o seu Corpo e Sangue entregue pela acção da Eucaristia. Neste contexto, sobressai a imagem do banquete, como comensal efectivo da comunidade reunida. Um autor dos textos bíblicos dirá o seguinte sobre a ideia do banquete: “o banquete, com o qual se encerra a narrativa da pesca milagrosa, é o símbolo da conclusão da história da salvação.
A cada um de nós, Cristo ressuscitado dirige a mesma palavra que dirigiu aos seus discípulos junto do lago de Tiberíades: “vinde almoçar...” Este convite tem uma dimensão eucarística fundamental. Nós, que andamos na azáfama do mar que a vida nos reservou, somos também convocados para a celebração do amor junto da comunidade, para que aí se descubra o sentido da vida, se faça a caminhada para redenção fraternal e se encontre a luz do Espírito de Cristo ressuscitado que nos chama à plenitude da vida eterna.
Cada um de nós, se acreditar de verdade, está representado na grande quantidade de peixes que os apóstolos recolhem nos barcos. Eles procederam segundo o mandato de Jesus: “lançai as redes...”
Somos, hoje, também chamados pelo nosso nome a tomar parte nesta festa de amor e de vida. Os tormentos do mar da vida nada são diante desta maravilha que Jesus nos oferece.
Ninguém se salva sozinho. Só na comunidade se pode encontrar a possibilidades da redenção, porque Cristo ressuscitado manifesta-se de forma plena na comunidade reunida. Que todos sejam capazes de abrir a sua existência à palavra de amor que Cristo nos dirige. Não se encontra o verdadeiro sentido da vida fora de Jesus ressuscitado. E a verdadeira vida só é possível quando todos os homens como irmãos se juntem à volta da mesa do banquete que Cristo prepara. Resta que cada um saiba escutar a palavra que o sopro do Espírito faz ecoar: “vinde almoçar”.

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Esperança cura drogas


Parece que neste Ano Sacerdotal a comunicação social só apresenta o lado negro, como os casos de pedofilia e outros.

Esquece casos fantasticamente belos como este que aqui deixo.

O padre franciscano Hans Stapel é um sacerdote que já muita gente conhece pela sua obra de tratamento e cura de drogados – a Fazenda da Esperança. Incansável, actua numa batalha árdua, desde 1983, quando criou um dos projectos mais respeitados de recuperação de dependentes de drogas, com unidades no Brasil e em mais outros 11 países do mundo. Quando há dois anos o Papa foi ao Brasil, quis ver com os seus próprios olhos e de alguma maneira enaltecer este trabalho persistente daquele padre.
O êxito da cura é de 84% e alcança-se sem drogas de substituição e sem a mediação de psicólogos. A descoberta do amor de Deus faz milagres. Assim as Fazendas converteram-se em centros de fraternidade e de evangelização.
Tudo começou quando este homem, na altura ainda jovem e apenas como voluntário católico, esteve na guerra do Biafra a participar na distribuição de alimentos e remédios.
Ao ver tanta injustiça e destruição, veio-lhe a vontade de pegar numa arma e resolver as situações com a violência. Foi a Palavra de Deus que mudou radicalmente a sua vida. Tornou-se sacerdote e, no Brasil, deu início a esta obra.
Quando chegou a Guarantiguetá só tinha uma ideia na cabeça: viver o Evangelho. Na sua oração rezava: «Tu sabes, Senhor, que eu não sei o que é ser pároco. O pároco desta terra serás Tu. Eu ajudarei como puder».
O Padre Hans Stapel começou por acolher a cada pessoa como se fosse a única que tinha de amar naquele momento.
E o caso que primeiro o preocupou foi o de uma jovem grávida que lhe pediu ajuda. Não tinha que comer nem onde ficar. O padre acolheu-a e arranjou-lhe uma família para criar a criança. Depois apareceram drogados que precisavam de quem deles cuidasse. E pouco a pouco foi nascendo uma obra que hoje tem projecção mesmo em alguns países da Europa. E já recuperou cerca de 15 mil pessoas.

VIVER EM COMUNIDADE

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

APELO e SOPÉ DA MONTANHA

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Já tem na internet:

- O último Boletim APELO - Aqui

- O último número do SOPE DA MONTANHA - Aqui

COREI DE VERGONHA!

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Paquistão: casal cristão nega converter-se e é alvo de violência
Por se negarem a converter-se ao Islão, um casal cristão foi alvo de brutal violência por parte de extremistas muçulmanos, que aparentemente agiram com o apoio de polícias. O homem, Arshed Masih, foi queimado vivo e sua esposa, Martha Masih, violentada, enquanto seus três filhos, com idades entre 7 e 12 anos, foram obrigados a assistir a seus pais serem brutalizados.
O terrível episódio ocorreu no dia 19 de Março em Rawalpindini, próximo da capital paquistanesa Islamabad, na propriedade de Sheikh Mohammad Sultan, um empresário muçulmano rico, para quem Arshed e Martha Masih trabalhavam.
Segundo a AsiaNews, em Janeiro líderes religiosos fundamentalistas e Mohammad Sultan impuseram a conversão forçada de toda família Masih ao Islão. Diante de sua recusa, os extremistas prometeram-lhes “terríveis consequências”.
Em razão das ameaças, Arshed Masih manifestou sua intenção de deixar a propriedade de seu empregador com a sua família, mas Sultan prometeu “matá-lo” caso tentasse.
Na semana passada, as tensões acirraram-se quando Mohammad Sultan accionou a polícia para reportar o suposto roubo de 500 mil rúpias (cerca de 6 mil dólares) da sua casa, acusando a família Masih de envolvimento e exigindo, mais tarde, que se convertessem para que a queixa fosse retirada. Mais uma vez, o casal recusou-se.
Na sexta-feira passada, o casal foi finalmente atacado por um grupo de extremistas que, de acordo com fontes locais, incluía diversos polícias. Enquanto parte do grupo ateava fogo ao corpo de Masih, alguns dos oficiais de polícia violaram Martha.
Arshed, de 38 anos, permanece internado em estado gravíssimo no hospital da Sagrada Família de Rawalpindi, onde também se encontra a sua esposa Martha. Ele tem mais de 80% do corpo queimado e, segundo os médicos, “tem poucas chances de sobreviver”.
O governo da província de Punjab ordenou uma investigação sobre o ocorrido. “Os culpados serão presos”, garantiu Rana Sanaullah, ministro da justiça do governo local.
Após o crime, diversas manifestações de protesto por parte da comunidade cristã foram registadas nos arredores de Rawalpindi e Lahore.
Até o momento ninguém ainda foi preso.
ROMA, segunda-feira, 22 de março de 2010 (ZENIT.org)

Hoje ao ler esta notícia na ZENIT, corei de vergonha!

Vivemos num país onde ainda é livre a expressão religiosa e no entanto fazemos pouco ou nenhum uso dela.

Quando a nossa Fé é atacada por todos os lados, desde as notícias parciais e dirigidas na comunicação social, a um Estado que teima em fazer e aprovar leis que vão ao arrepio de todo um passado cultural e religioso do nosso povo, nós calamo-nos e não resistimos, ao menos com um testemunho credível de Fé.

Quando a Igreja é atacada, ofendida, quando a família é mutilada e desprezada por um Estado e seus Partidos, que se dizem laicos, mas apenas se assanham contra a religião cristã e católica, nós cristãos portugueses e até a hierarquia da nossa Igreja, calamo-nos ou damos respostas tímidas e envergonhadas, tentado viver de bem com Deus e o Diabo.

Quando até a Bíblia, Palavra de Deus, e os Sacramentos são vilipendiados e nós cristãos católicos somos apelidados de tudo e mais alguma coisa, por uma minoria activa e protegida pelo poder, na sociedade portuguesa, calamo-nos e timidamente nada fazemos, e às vezes até ajudamos, criticando a Igreja e colocando em causa a Doutrina.

E no entanto, aquele casal de indianos cristãos, no meio da falta de liberdade, ameaçados na sua própria vida, sem qualquer protecção, nem mesmo da polícia, não se envergonham, não recuam, não pactuam, não se deixam intimidar, e corajosamente, como verdadeiros filhos de Deus, afirmam a sua Fé e confiam-se à misericórdia de Deus, que não lhes faltará nunca, porque não pode faltar, pois foi Ele mesmo quem disse:
«Digo-vos ainda: Todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que me tiver negado diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus.» - Lc 12,8-9

De nós cristãos envergonhados, tíbios, mornos, ninguém falará, ninguém testemunhará, será uma geração sem rumo, sem sentido e fraca nas suas convicções e atitudes, uma geração de cristãos católicos que pelos vistos só o é por tradição e não por convicção, por Fé verdadeira.
Daqueles, como aquele casal, todos falarão, ficarão na história, serão companheiros fiéis dos mártires, e todos, todos, até aqueles que não acreditam, se deixarão admirar pelo seu testemunho de Fé, de Esperança, de Caridade.

E que não se façam comparações com outras atitudes que poderiam parecer iguais, mas não o são!
É que uns violentam, violentam-se, matam e matam-se pelo seu Deus, mas estes são violentados, são mortos porque dão testemunho do seu Deus e assim alcançam a vida eterna no seu Deus, que também já se entregou por eles, e por todos nós.

Corei de vergonha, hoje ao ler esta notícia!
Espero que não seja o único!

João Mexia Alves, Monte Real, 23 de Março de 2010

Governo concede tolerância de ponto dia 13 de Maio em todo o país

O Governo decidiu dar tolerância de ponto a todos os trabalhadores da Administração Pública no dia 13 de maio por ocasião da presença do Papa Bento XVI em Portugal, disse hoje à Lusa fonte oficial do executivo.
A mesma fonte adiantou à agência Lusa que será também concedida tolerância de ponto aos funcionários públicos em Lisboa, na parte da tarde do dia 11 de maio, assim como no Porto, na parte da manhã, no dia 14 de maio.
A visita de Bento XVI a Portugal inicia-se no dia 11 de maio, em Lisboa.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Os humanos não são deuses, são irmãos


"Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor" - Jeremias 17, 5

As pessoas sempre têm a possibilidade de nos desiludir, de nos decepcionar, de nos abater.
Só Deus nunca falha.

Então:
- Não endeuse pessoas. Deus há só um.
- Esteja preparado para apanhar uma desilusão causada por outra pessoa. Todos os seres humanos são feitos do "mesmo barro".
- Lembre-se que não há idade para um grande trambolhão na vida. Ninguém pode dizer "desta água não beberei"
- Humildade perante a vida, precisa!
- Perante a queda de alguém, não calque, não esmague, não abandone, não ria, não goze. Aproxime-se, dê a mão e ajude a levantar.
- Condene-se o pecado, mas salve-se o pecador.
- A sua fé é em Deus. Só a Deus adoramos. As pessoas não são deuses, são irmãos que é preciso ajudar a salvar.
- Lembre o provérbio: "Dinheiro e santidade, onde se pensa, não há metade."
- Não abandone Deus por causa das faltas das pessoas. É como morrer de sede só porque o cano que traz a água está enferrujado.
- Em cada pessoa há um misto de beleza e de fealdade. Valorize o belo!
- Lembre-se ainda de outro ditado popular: "Nós só somos bons até que os nossos vizinhos queiram." Não dê importância àquilo que não merece. Quem manda em si é a sua consciência recta e não a língua dos outros. No fim desta vida, será julgado pela sua consciência...
- Mantenha viva a esperança. No caminho há buracos, pedras afiadas, descidas bruscas e subidas íngremes, cansaço, situações imprevisíveis. Mas também há paisagens apaixonantes, terreno plano, ar puro, alívio de tensões, sensação de calma e bem-estar.
- Depois, lembre-se que, antes de falar aos homens de Deus, fale a Deus dos homens.

Livro da Verdade - A Sagrada Escritura

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Livros Históricos

Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis.
Estes livros relatam a história do povo desde a conquista da terra prometida (sec. XIII a.C) até ao exílio na Babilónia (586- 538 a.C.). Este conjunto histórico é um grande “evangelho”, um anúncio que procura suscitar conversão e esperança.

1 e 2 Crónicas, Esdras e Neemias. Abarcam o tempo do pós-exílio Babilónico até meados do séc. III a.C. Temos aqui um grande conjunto narrativo, que vai desde Adão até á organização da comunidade judaica depois do exílio na Babilónia (por volta de 400 a.C.).

Tobias, Judite, Ester. Estes livros são novelas ou romances, não reflectem acontecimentos históricos, a sua intenção é a de servir de modelo para analisar a vivência e aplicação da fé dentro de situações difíceis, principalmente as enfrentadas pelos judeus fora da sua terra.

1 e 2 Macabeus. Os dois livros dos Macabeus apresentam os acontecimentos que se desenvolveram entre 175 e 134 a.C. Relatam a resistência heróica de um grupo de judeus perante a dominação estrangeira que ameaça destruir a identidade cultural e religiosa da comunidade judaica.

Livros Sapienciais

“Sapienciais” é nome dado a cinco livros: Provérbios, Job, Eclesiastes, Eclesiástico e Sabedoria. A estes são acrescentados dois livros poéticos: Salmos e Cântico dos Cânticos. Estes livros trazem o convite para também hoje darmos atenção à nossa vida quotidiana a fim de aprendermos a articular a nossa experiência de vida e da história em busca do caminho da realização e da felicidade.

Livros Proféticos

A literatura profética é tradicionalmente dividida em profetas maiores e profetas menores. Não é pelo facto de uns serem mais importantes que outros, mas simplesmente pela extensão dos seus escritos.
Os Profetas maiores são quatro:Isaías, Jeremias, Exequiel e Daniel.
Os Profetas menores são treze:Baruc, Oseias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
Os livros proféticos testemunham a vida e actividade de homens que possuem fé profunda e vigorosa; homens que procuram levar o povo a um relacionamento sempre renovado e responsável com o Deus que julga e salva…

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Tudo é e será entre ti e Deus

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

A inocência diante da Eucaristia

O caso passou-se na Inglaterra. Um religioso reuniu num belo dia, um grupo de crianças e falou-lhes da presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. Explicou-lhes que Aquele que tanto nos ama, faz-Se prisioneiro num humilde Sacrário. Entre os pequeninos ouvintes estava uma criança que escutava o missionário com grande atenção. De repente, veio-lhe uma ideia à cabeça.
Abandonando os seus companheiros, dirigiu-se à igreja. Entrou, foi direito à capela mor e, como não chegasse ao Sacrário, subiu numa cadeira e sentou-se no altar. Uma vez ali, bateu à porta, atrás da qual estava Jesus escondido e disse:
- "Jesus estás aí?"
Ninguém lhe respondeu.
Sem perder a sua comovedora ousadia, bateu de novo.
- "Estás aí?"Responde-me. Na catequese, disseram-me que sim!"
Contudo, Jesus permaneceu calado. A criança encostou o ouvido à porta mas não ouviu nada.
"Talvez esteja a dormir", pensou.
Para O acordar suavemente, disse:
- "Ó querido Jesus, eu Te amo, eu Te estimo, creio em Ti, responde-me, eu Te peço, fala-me".
E... ó prodígio! Jesus cedeu à tão comovedora instância e fez ouvir a sua voz:
- "Sim, meu querido, estou aqui, que queres de mim? Pede, que te dou a graça desejada"
O menino surpreso, pensou um pouco e disse:
- "A mamã está sempre zangada pelo facto de o papá não ser cristão. Toca o seu coração, eu te suplico"
- "Vai! Prometo salvar a alma de teu pai"
O menino, todo feliz, voltou para casa dos pais e, no dia seguinte, um Domingo, maravilhado ouviu o pai dizer que ia à missa. A partir daquele momento, começou a levar uma vida mais cristã. Jesus recompensou a Fé do seu pequenino servo e cumprira a promessa que lhe fizera.
Texto extraído do livro "Jesus Cristo na Eucaristia"
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domingo, 11 de abril de 2010

Parecem anedotas, mas são factos reais!

Certa vez visitava uma doente já idosa que estava acamada. O marido, também já idoso, às tantas, perguntou-me se ainda sabia orações em Latim. Depois puxou dos seus colarinhos e afirmou que se recordava de muitas.
Começou com a Avé Maria. Lá foi dizendo num Latim macarrónico mas que não escandalizava. Até que chegou àquela parte: "et benedictus fructus ventris tui, Iesus" (Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus). Então o homem aqui disse: "Bendito o fruto que vai pró ventre de Jesus"!
Ah! Mas todo convencido!

A Missa era ainda em Latim. No primeiro banco estava um cavalheiro todo anelado e pimpão. Rezava-se o Pai Nosso. Ao chegar àquela parte "sed libera nos a malo" (mas livrai-nos do mal), o homem dizia: "Da sede livra-nos amável".

Decorria uma novena em honra de Nossa Senhora. Em cada mistério do terço, o povo cantava. Num deles, cantou-se o CORAÇÃO VIRGINAL DE MARIA.
Toda a gente participava com entusiasmo. A certa altura surge a estrofe:
Ao chegar minha última hora
Vinde sem demora
levar-me para o Céu

Foi o bonito! Em vez do "vinde sem demora levar-me para o Céu", toda a gente cantava quase gritando: "Vinde a cem à hora levar-me para o Céu"

Manhã de Ressurreição

sábado, 10 de abril de 2010

Há que despertar para a nova evangelização

"Antes de ensinar Latim ao João, procura conhecer o João". Assim rezava um antigo e actual provérbio sapiencial.

A sociedade mudou. Mudou muito e rapidamente.
A Igreja é portadora da mais sublime mensagem, a de Jesus Cristo. Mas precisa de aprender a transmiti-la de modo que se torne acessível às pessoas do nosso tempo.

Perante a descristianização crescente, surge em muitos a tentação de voltar ao passado, dinamizando velhas fórmulas e métodos. Mais, assiste-se hoje ao crescimento de movimentos fundamentalistas na Igreja que preocupam.

Mas, amigos, o tempo não volta para trás. Para "odres novos, vinho novo", dizia Jesus.
Precisamos de conhecer muito bem a mentalidade hodierna, a sua sensibilidade, os seus valores - ou contra-valores - as suas aspirações... É fundamental.
Depois precisamos de, humilde e confiadamente, analisarmos a maneira de transmitir a mensagem: linguagem, gestos, atitudes, vivências, testemunho, novas formas de evangelizar, novos caminhos a percorrer. Não ter medo de pôr os pés ao caminho...
Como diziam os jovens no Maio/68 - Imaginação ao Poder - nós temos de dizer hoje: Imaginação pastoral à Igreja.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

2º Domingo do Tempo Pascal - C

Dia da Misericórdia de Deus,

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Não é nada fácil acreditar sem ver. Todos nós temos experiências quotidianas que marcam profundamente essa realidade. Não gostamos de receber ou comprar a coisa mais insignificante sem primeiro vermos bem o que nos vai chegar às mãos. E não é por acaso que a descoberta melhor que se faz da Páscoa, é que nela estão contidos dois verbos curiosos, o verbo «Ver» e o verbo «Acreditar».
Ora bem, Jesus garante-nos que a sua ressurreição está sempre acontecendo. E serão muito felizes todos aqueles que acreditarem sem terem visto concretamente a pessoa de Jesus, isto é, a realidade histórica propriamente dita. Quer isto dizer que a ressurreição, é uma realidade profundamente espiritual que acontece no fundo da existência de cada pessoa que acredita de verdade. Vê com outros olhos que não os do rosto, o olhar interior, que é sempre o mais importante.
Nenhum argumento prova de verdade que a ressurreição aconteceu nem importa provar a ninguém que tal acontecimento é um facto da história. O mais importante de tudo é que cada pessoa seja capaz de acolher com sinceridade na sua vida pessoal esta proposta de esperança que Jesus nos oferece.
Os felizes, que se refere Jesus neste Evangelho, são todos os que acolheram nas diversas épocas da história do cristianismo a ressurreição como elemento essencial da sua fé e esperança na salvação de Cristo.
O Cristo da ressurreição continua a ser o Jesus da paz. A sua apresentação aos Discípulos é reveladora: “A paz esteja convosco”. A paz é o outro nome de Deus. Aí está mais um elemento curioso para definir Deus. Jesus, o enviado, vem do lugar da paz e mostra-se aos homens com o novo nome do amor, a paz. Já sabemos que sem a paz a felicidade não é possível.
http://jlrodrigues.blogspot.com/

Explicando os 7 Pecados Capitais e as 7 Virtudes Opostas

1 – Orgulho
O Princípio de todo pecado é o orgulho, a vaidade, pois é a tentativa de se igualar a Deus de ser auto-suficiente senhor de si, passando por cima da autoridade de Deus. O Orgulho caracteriza-se por acharmos que os dons de Deus vêm de nós mesmos. Leva aos pecados da presunção, da vanglória ( Gn 11 – O episódio de Babel ). Nós passamos a procurar sempre reconhecimento, elogios, por nossos actos e acabamos a gabar-nos das coisas que fazemos. Com orgulho, a pessoa desanima no fracasso, pois acha-o impossível.
Humildade
É o reconhecimento de nossa pequenez. No final das contas. É e verdade sobre nó mesmos, sabendo que tudo é Dom de Deus. Devemos recorrer a Nossa Senhora, que foi exemplo de humildade, para pedir essa virtude.
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2 – Avareza
Desejo desordenado dos bens deste mundo. Os bens deste mundo foram feitos pra suprir nossas necessidades e a de nossos irmãos. A avareza é a síndrome de acumular, juntar, empilhar coisas. É o culto ao dinheiro. Leva a fraudes, roubos, mesquinharia e ambição – passar por cima dos outros. Em vez de senhores das coisas passamos a ser escravos delas ( Mt 6, 23-34 )Generosidade
É o despojamento quanto aos bens materiais, compartilhando-os com aqueles que necessitam. Dai e vos será dado-disse Jesus. Deus ama o que dá com alegria. Deus é generoso com seus filhos, portanto, todo cristão deve ser generoso com seu próximo.
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3 – Inveja
É a tristeza diante do bem próximo. O invejoso está sempre de olho nos outros, no bem dos outros. O invejoso não valoriza seus bens. Desenvolve o espírito critico, diminuindo o outro. Calunia aquele que inveja. Histórias de inveja na Bíblia: Caim e Abel, José e seus irmãos, Saul e David.
Caridade
É o olhar bom para o próximo, o amor para o próximo. Amar nosso irmão sem julgá-lo. Ter paciência, perdoar sempre o irmão e à comunidade. O desafio da caridade é alegrar-se com o bem do irmão. Devemos amar nosso irmão com palavras e obras.
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4 – Ira
Estado emocional desordenado, é a raiva excessiva. A ira é um mal em si mesma, pois tira a paz do indivíduo. Leva à impaciência, furor, violência, ódio e assassinato. Devemos deixar bem claro que força é diferente de violência. Ser violento não significa que a pessoa seja forte. A paciência é a maior prova de força.
Mansidão
É a força revestida de veludo. É a calma, a tranqüilidade e o equilíbrio emocional. A mansidão é necessária para agradar a Deus, para a convivência e para manter a paz.

5 – Luxúria ou Impureza
É a erotização exacerbada e o mal uso da sexualidade. Vivemos num mundo altamente erotizado. A moda, os espetáculos, os shows, os programas televisivos tem sempre apelo sexual. “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” Somos templo da Santíssima Trindade. A sexualidade deve ser governada pelo amor. O sexo, o amor e a transmissão da vida são três coisas que estão intimamente ligadas, mas foram separadas de forma lastimável pelo homem moderno.
Castidade
É o respeito de nosso corpo e do corpo do próximo. É o 6º mandamento da Lei de Deus.

6 – Gula
É um vício em que há busca de um prazer desordenado na comida e na bebida. Comer excessivamente· Comer com os olhos· Comer preocupando-se com gostos requintados· Vícios como o fumo, álcool, tranqüilizantes, etc. Perde-se a força de vontade de se livrar dos vícios.
Temperança
Consiste em conservar o nosso corpo, a paz interior, a saúde. Por exemplo, ter uma alimentação balanceada, livrar-se de substâncias que envenenem nosso organismo, etc.

7 – Preguiça
É a negação do esforço, é o comodismo: fazer tudo de qualquer jeito· Não fazer as coisas com amor· Cansaço constante· Pelo fato de não poder fazer o excelente, não faz nada· Falta de Tempo.
Diligência
A palavra diligência vem de diliger = amar. É não se cansar de fazer as coisas, valorizando-as sempre. Caracteriza-se pela garra, força e amor.