quarta-feira, 31 de março de 2010

Papa explica sentido das celebrações dos próximos dias, as mais importantes do calendário litúrgico católico

Bento XVI convidou os fiéis de todo o mundo a rezarem pelos padres, pedindo que os mesmos sejam “mensageiros de esperança, reconciliação e paz”.
O Papa falava hoje, Quarta-feira, perante milhares de peregrinos reunidos no Vaticano para a audiência geral, dedicada às celebrações dos próximos dias, o Tríduo Pascal, momento mais importante do calendário litúrgico católico.

Ao pedir orações pelos sacerdotes que “na Quinta-feira Santa renovarão as suas promessas sacerdotais junto dos seus Bispos”, Bento XVI deixou votos de que os mesmos cresçam “cada dia mais em fidelidade e amor a Cristo”.
Segundo o Papa, essa renovação das promessas assume “um relevo muito especial, porque colocado no âmbito do Ano Sacerdotal”, que ele próprio convocou para assinalar o 150.º aniversário da morte do Santo Cura d’Ars, João Maria Vianney (1786-1859).

Bento XVI destacou que “amanhã (Quinta-feira, ndr) terá início o Tríduo Pascal, centro de todo o ano litúrgico, no qual somos convidados, através do silêncio e da oração, a contemplar o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor”.

O Papa passou em revista os momentos mais significativos desses dias que têm como “preludio” a celebração da Missa Crismal, na manhã da Quinta-feira Santa, “na qual são consagrados os santos óleos e os sacerdotes renovam as promessas da sua ordenação”.
Ao entardecer do mesmo dia, comemoramos a instituição da Eucaristia e o gesto do lava-pés visto como uma representação da vida entrega de Jesus com o seu amor levado ao extremo; um amor infinito capaz de habilitar o homem para a comunhão com Deus e torná-lo livre”, prosseguiu o Papa.

Na Sexta-feira Santa, fazemos memória do seu sacrifício na Cruz para a nossa redenção”, disse ainda.

Em conclusão, Bento XVI referiu que “após o silêncio do Sábado Santo”, se celebra a Vigília Pascal na qual, “com o canto do Aleluia”, se proclama “a Ressurreição de Cristo: a vitória da luz sobre as trevas, da vida sobre a morte”.
ecclesia

terça-feira, 30 de março de 2010

Homenagem à universalidade da Igreja Católica

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É sempre interessante ver os inimigos do catolicismo opinar sobre a organização interna da Igreja Católica. Acham que este Papa não serve e querem outro. Acham que a Igreja Católica devia acabar com a regra do celibato (chegam mesmo a defender a tese de que os celibatários têm mais tendência pedófilas, tese que rejeitariam em qualquer outra circunstância). Acham que as mulheres devem poder chegar a Papa. Não deixa de ser uma Homenagem à universalidade da Igreja Católica. Mesmo os que estão fora pensam como se estivessem dentro. Pensam como se a sua opinião devesse contar. Muitos já são ateus há dezenas de anos, mas continuam a respeitar e a prestar vassalagem à Igreja.
http://pejp.blogspot.com/

IGREJA FORA DAS IGREJAS

No Frontispício da Igreja Paroquial de Tarouca, este cartaz alusivo ao Plano Pastoral Paroquial.
É a Igreja que sai para fora e se comunica, anunciando a Boa-Nova do Senhor.

O SIGNIFICADO DA SEMANA SANTA

Introdução:
1. Local: toda a paixão de Cristo ocorre em Jerusalém e seus arredores;
2. Época: provavelmente no ano 30 d.C., durante a semana da páscoa dos judeus, entre o 9º e o 16º do mês judaico de Nisã (março/abril). Jerusalém lotada de peregrinos;
3. Condições políticas: a nação judaica estava sujeita a Roma. Seu governador era Pôncio Pilatos; os judeus eram legislados pelo sumo-sacerdote Caifás e pelo conselho dos 70 anciãos. Na Galiléia, região do norte da palestina, Herodes era o rei;
4. Acontecimentos recentes: Jesus de Nazaré, que por três anos pregou o Reino de Deus, operou milagres, e finalmente tinha sido proclamado o Filho de Deus, crescia em popularidade de tal forma que os sacerdotes judaicos viram nele séria ameaça a sua autoridade sobre o povo. A recente ressurreição de Lázaro fez com que muitas pessoas acreditassem em Jesus.Os líderes judaicos haviam planejado matar Lázaro e Jesus por incitar motins, e então acabar com a revolta que pudesse estar surgindo. Entretanto, como nação sujeita, subjugada, não poderiam condenar ninguém à morte. Apenas o imperador romano possuía tal autoridade. Agora, com a páscoa dos judeus, havia uma deixa. Sob estas circunstâncias começa a Semana Santa.


Acompanhe Aqui. os acontecimentos da semana mais importante da vida de Jesus Cristo. Esta nossa semana santa, da mesma forma, deverá ser a semana mais importante da vida de cada um de nós. Deve ser uma semana de oração e reflexão, da compreensão dos eventos da paixão de Jesus Cristo, do conhecimento da mensagem de Deus para seu povo.

A inveja não tolera o diferente

AQUI

segunda-feira, 29 de março de 2010

Saraiva Martins: 99% dos padres vivem uma vida de sacrifício e de compromisso a favor da sociedade

O cardeal José Saraiva Martins, prefeito emérito da congregação para a Causa dos Santos, fala de "tolerância zero" contra os padres pedófilos, mas salvaguardou que por detrás destes casos também há uma "maquinação" para atacar a Igreja.

José Saraiva Martins salientou quinta-feira, que os casos de pedofilia não são específicos da Igreja, que a maior parte acontece noutros meios da sociedade e os seus autores não são sacerdotes. "Não digo que seja a maçonaria ou qualquer outro grupo, só digo que existe uma maquinação, um objectivo muito preciso, bem claro, para atacar a Igreja", afirmou o bispo.

O cardeal português denunciou que na sociedade actual se assiste a uma progressiva descristianização e a uma indiferença religiosa e que se vai impondo uma mentalidade contra os valores cristãos. Os casos dos padres pedófilos servem de pretexto "para atacar a Igreja".

Saraiva Martins defendeu os sacerdotes, afirmando que 99% vivem uma vida de sacrifício e de compromisso com a sociedade e, portanto, é "injusto" apresentá-los "como se todos" fossem pedófilos.
O cardeal defendeu as acções e medidas do Papa Bento XVI para resolver os casos de abuso sexual e, na mesma linha, apelou a um maior rigor na escolha de candidatos ao sacerdócio e à formação contínua dos sacerdotes.
Fonte: Aqui

Visita do Papa a Portugal

A Santa Sé divulgou esta Quinta-feira o programa definitivo da viagem “oficial e apostólica” do Papa a Portugal, que irá decorrer entre 11 e 14 de Maio.
Ao longo dos quatro dias de visita, Bento XVI vai fazer sete discursos, proferir três homilias, além de dirigir aos fiéis uma mensagem e uma saudação, de acordo com o programa oficial definitivo, nesta Quinta-feira anunciado pela Santa Sé.
Novidade no programa é a referência a uma Missa em privado, a celebrar na Capela da Nunciatura Apostólica na manhã do dia 12 de Maio, antes do Encontro com o Mundo da Cultura.
O Papa, refere o site oficial da visita (http://www.bentoxviportugal.pt/) desloca-se ao nosso país “para assinalar o décimo aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto”.
Bento XVI terá encontros com as autoridades portuguesas, com os responsáveis da Igreja Católica em Portugal e celebra três missas ao ar livre em Lisboa, Fátima e Porto.
Em relação ao anterior programa, a versão definitiva, divulgada nesta Quinta-feira, Solenidade da Anunciação do Senhor, acrescenta as referências aos discursos a proferir por Bento XVI e indica que na Missa em Lisboa será dirigida uma Mensagem a propósito dos 50 anos do Santuário de Cristo Rei de Almada.
Refere ainda que em Fátima o Papa vai também dirigir uma saudação aos peregrinos.
O Papa vai proferir sete discursos: à chegada e à partida (11 e 14 de Maio); no Encontro com o Mundo da Cultura (12); na celebração das Vésperas e na Bênção das Velas em Fátima (ambas no dia 12) e nos encontros do dia 13 com os agentes da Pastoral Social e com os Bispos, igualmente em Fátima.
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Programa

11 DE MAIO, TERÇA-FEIRA
Roma (Itália)
08h50 (hora local, menos uma em Lisboa) – Partida de avião do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci de Fumicino para Lisboa
Lisboa
11h00 – Chegada ao Aeroporto Internacional da Portela, Lisboa
Acolhimento oficial. Discurso do Santo Padre
12h45 – Cerimónia de boas‑vindas, frente ao Mosteiro dos Jerónimos. Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos
13h30 – Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém
18h15 –Missa no Terreiro do Paço. Homilia do Santo Padre
Mensagem do Santo Padre comemorativa do 50.º aniversário da inauguração do Santuário de Cristo Rei de Almada

12 DE MAIO, QUARTA-FEIRA
07h30 –Missa, em privado, na Capela da Nunciatura Apostólica
10h00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém. Discurso do Santo Padre
12h00 – Encontro com o Primeiro Ministro, na Nunciatura Apostólica
15h45 – Despedida da Nunciatura Apostólica
16h40 – Partida de helicóptero do Aeroporto Internacional da Portela de Lisboa para Fátima
Fátima
17h10 – Chegada ao heliporto no grande parque do novo Estádio Municipal de Fátima
17h30 – Visita à Capelinha das Aparições. Oração do Santo Padre
18h00 – Celebração das Vésperas com sacerdotes, diáconos, religiosos/as, seminaristas e agentes de pastoral, na Igreja da Santíssima Trindade. Discurso do Santo Padre
21h30 – Bênção das velas, na Capelinha das Aparições. Discurso do Santo Padre. Oração do Rosário

13 DE MAIO, QUINTA-FEIRA
10h00 –Missa na esplanada do Santuário de Fátima. Homilia do Santo Padre.
Saudações
13h00 – Almoço com os Bispos de Portugal e com o Séquito Papal no Refeitório da Casa de Nossa Senhora do Carmo
17h00 – Encontro com as Organizações da Pastoral Social, na Igreja da SS.ma Trindade. Discurso do Santo Padre
18h45 – Encontro com os Bispos de Portugal no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo. Discurso do Santo Padre

14 DE MAIO, SEXTA-FEIRA
08h00 – Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo
08h40 – Partida de helicóptero do heliporto de Fátima para o Porto
Gaia
09h30 – Chegada ao heliporto do Quartel da Serra do Pilar
Porto
10h15 – Santa Missa na Avenida dos Aliados. Homilia do Santo Padre
13h30 – Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional Sá Carneiro do Porto. Discurso do Santo Padre
14h00 – Partida de avião do Porto para Roma
Roma (Itália)
18h00 – Chegada ao Aeroporto de Ciampino
Fonte: Aqui

domingo, 28 de março de 2010

Nós por cá


Sábado, dia 27 de Março. Dia da Comunhão Pascal na comunidade paroquial tarouquense. Muita gente se abeirou do Sacramento da Confissão. Fizeram-no ordenada, serena e convictamente. Todos? Nem pensar. Tanta gente que ainda não descobriu a beleza e a alegria do Sacramento da Reconciliação (Confissão)! E o Pai a todos espera porque a todos quer salvar.
Seguiu-se o Jubileu que a Irmandade das Almas sempre celebra pelos irmãos falecidos. Igreja cheia e boa participação.
Domingo de Ramos. Menos gente na Missa das 8h, porque a mudança da hora deixou moossa... No Teixelo estavam praticamente todos e alguns de fora. Missa da 11 horas: Igreja a transbordar. Foi pena ter faltado a projecção que tinha antecipadamente enviado...
Ao início da tarde, um grupinho de adolescentes, com a presença de alguns catequistas, fez a Via-Sacra da Igreja até Alcácima. Diferente, com tons jovens e muito participada. Os adolescentes participaram nas leituras, foram montando coroa de espinhos e a cruz onde escreveram nome, pecados, amigos e esperanças.
Gostei de ter participado. Houve silêncio, e participação serena dos jovens. Parabéns a quem participou e aos catequistas. Esperamos que na próxima mais adiram...
Dá que pensar...
Qual o motivo pelo qual aparecem mais pessoas nas celebrações sempre que participam activamente através de algum gesto concreto?
- Procissão da Senhora de Fátima. As pessoas levam velas e é uma enchente.
- Missa do Natal. As pessoas beijam a imagem do Menino e é uma enchente.
- Missa dos Ramos. As pessoas levam os ramos e é uma enchente.
- Missa dos defuntos nos cemitérios. As pessoas puseram flores e velas junto das campas dos seus falecidos e é uma enchente.
(...)
É assim em todas as comunidades.
Porque será?
- Os nossos cristãos ainda estão na fase das "operações concretas" e só compreendem aquilo em que tocam? Mas isso não será sinal de infantilismo religioso?
- A linguagem da liturgia é demasiado vaga, abstracta e pouco compreensível?
- Terão as pessoas uma fé demasiado à flor da pele, com muito sentimentalismo, mas ausente de profundidade?
- Alergia à concentração, ao silêncio, ao pensamento, à introspecção?
Enfim, um rol de questões sobre as quais a Igreja se deveria concentrar seriamente para tentar encontra uma resposta capaz...

sábado, 27 de março de 2010

DOMINGO DE RAMOS - Entrada de Jesus em Jerusalém

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR

Veja AQUI as leituras e os comentários às mesmas.

A Semana Santa ou Semana Maior

O dia de Ramos, convida-nos a reflectir profundamente na pessoa de Jesus, não como um Rei qualquer que à maneira humana assume o poder e o domínio de uma nação, mas como um Rei obediente, servo sofredor e que se humilha diante de uma missão que depende totalmente de Deus Pai.
Neste dia somos convidados à reflexão sobre os nossos projectos. Isto é, procuramos ver se as nossas acções estão em consonância com o bem-estar e felicidade de todos. Por vezes, é um desconcerto muito grande viver nesta sociedade competitiva, que privilegia a posse, o prazer e o poder sobre os outros como se fossem os bens principais da vida das pessoas. Por isso, não nos surpreende que nesta mesma sociedade se gere tanta violência e tanta alienação que conduzem as pessoas para horizontes de desespero e de perdição total.
Na Páscoa, do ponto de vista humano, podemos concluir que nós cristãos vamos comemorar uma derrota, uma esperança sem sentido nenhum ou uma humilhação de um Deus que acreditávamos ser todo-poderoso. Se analisarmos friamente esta será a conclusão mais crua que tiramos. Porém, Jesus mostrar-nos-á que a Cruz, do ponto de vista da fé, é uma vitória, uma passagem e que o sofrimento é apenas um momento em direcção à Glória, à Ressurreição no Terceiro Dia, o Domingo da Páscoa.
A Semana Santa, merece ser vivida em oração pessoal com Deus, esforço de conversão e maior dedicação aos irmãos. Do Domingo de Ramos à Quinta-feira santa, completamos os últimos dias do grande retiro quaresmal que nos apelou à conversão ou à mudança de vida, para acolher de verdade todo o mistério central da nossa fé.
Com a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira santa à tarde, iniciamos o Triduo pascal da morte e ressurreição de Jesus Cristo. O culminar de todas as celebrações é a Vigília Pascal na noite de Sábado, madrugada de Domingo. "Esta é a noite..." da glória e da vida em plenitude, como muito bem alude o canto, do Precónio Pascal. Durante esta noite, os diversos gestos simbólicos nos convocam para a grandiosidade do acontecimento que celebramos: eles são a Luz, a Palavra, a Água e a Eucaristia... Esta Vigília desdobra-se na alegria do Domingo da Ressurreição e nos cinquenta dias do Tempo Pascal até ao Pentecostes, que são considerados como que um único e grande Domingo.
As celebrações da Semana Santa, devem ser bem preparadas, quer no conteúdo quer na forma, para que sejam bem vividas por todos os que participem nelas. Não devem ser meros espectáculos litúrgicos destinados a comover e maravilhar como se fossem peças de arte puramente humanas. Também não são meras reuniões catequéticas para instruir ou para consciencializar as pessoas. Não são comemorações nostálgicas de acontecimentos ocorridos há dois mil anos.
Neste dia de Ramos, o Evangelho de Lucas, revela-nos que Jesus é aclamado na qualidade de rei. A sua missão consiste na realização da vontade do Pai, mesmo que tenha que passar pelo absurdo da dor e da morte. A celebração deste mistério não pode ser vista como uma derrota piedosa que nos comove, mas antes uma proposta para a vida quotidiana que nos ilumina o interior.
O mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, é a possibilidade do reencontro da alegria da vida sempre a acontecer como fruto da Fé, sinal da confiança que Jesus nos oferece como dom de amor.
O abismo da dor e da morte são realidades tão frequentes e tão duras nas nossas história, que só a confiança no Pai que Jesus nos mostra, nos garante uma outra força e libertação para vencer o escuro do abismo da desesperança e o sem sentido deste mundo.
A vida que se esgota na perdição dos caminhos reencontra uma luz verdadeira na cruz do amor salvador e nos guia para a vida plena do amor ressuscitado. Nesta Páscoa digamos todos: Cristo precisa de mim!

http://jlrodrigues.blogspot.com/2010/03/comentario-missa-do-proximo-domingo_25.html

sexta-feira, 26 de março de 2010

É JÁ AMANHÃ A NOSSA COMUNHÃO PASCAL


Neste sábado, dia 27 de Março.
Das 15 às 17,30 horas, CONFISSÕES.
Pelas 17,3o horas, Jubileu.

Se é desta comunidade paraquial:

- Não fique em casa
- Não diga que não tem tempo
- Não tenha vergonha nem respeitos humanos
- Não se iluda, dizendo que não tem pecados
- Seja apóstolo do Sacramento do perdão de Deus! Convide familiares, amigos e vizinhos para virem à Confissão.

Deus espera-o para celebrar consigo a festa do Seu perdão!


Neste bolg encontra vários posts sobre a Confissão que certamente o poderão ajudar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

25 de Março: SOLENIDADE DA ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

A festa da Anunciação do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria é comemorada desde o Século V, no Oriente e a partir do Século VI, no Ocidente, nove meses antes do Natal. Este facto, fez de Maria o primeiro sacrário da Eucaristia, e por isso Ela recebeu dos cristãos o título de Nossa Senhora da Anunciação.
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A visita do Anjo à Virgem Maria, como disse o santo padre Bento XVI, marca o início de um novo tempo para o povo de Deus, pois é o cumprimento do Velho Testamento com a abertura do caminho para o Reino de Deus à luz a Boa Nova, para toda a Humanidade. São Gabriel Arcanjo proferiu a oração que está sempre na boca e no coração de todos os fiéis: a Avé Maria (Lc 1,28a) (a expressão “Avé”, ou em algumas versões bíblicas “Salvé”, pode-se entender por “Alegra-te”).
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Maria era uma jovem adolescente, simples e virgem, prometida a José, um carpinteiro descendente da casa de David. Perturbou-se ao receber do Arcanjo o aviso que era a escolhida para conceber o Filho de Deus, o qual devia ser chamado Jesus, pois era o enviado para salvar a Humanidade, e cujo Reino era eterno. Assim, o Pai Criador dependeu do consentimento de uma frágil criatura humana para realizar o Mistério para a nossa Redenção.
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A Virgem Maria disse sim, demonstrando toda confiança no Senhor Deus e se fez Instrumento Divino nos acontecimentos proféticos. Mas teve de perguntar como seria possível, se não conhecia homem algum. Esta pergunta não teve o intuito de contestar, mas de saber como seria feito, e o que deveria fazer. Gabriel explicou-lhe que o Espírito Santo a fecundaria, pela graça do Criador. Então respondeu com a mesma simplicidade de sua vida e fé: “Sou a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Sua vontade”(Lc1,38).
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Com esta resposta, Maria aceitou dignamente a honra de ser mãe do Filho de Deus, mas ao mesmo tempo também aceitou os sofrimentos, os sacrifícios que estavam ligados a esse sim. Por isso os devotos de Nossa Senhora da Anunciação pedem sua intercessão junto a Cristo, nas suas aflições.
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Hoje, a Igreja festeja um dos mistérios mais sublimes e importantes para a Humanidade. Maria foi poderosamente levada à comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Motivo mais que suficiente para ser invocada como Nossa Senhora da Anunciação.
http://tbcparoquia.blogspot.com/

Ir à Igreja ... Porquê?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ping-pong

"Estamos a resignar-nos a uma paisagem plana, sem cumes de profetismo, dentro de um cristianismo intimista, sem projecção na sociedade." ( http://www.pime.org.br/mundoemissao/testemunhosromero.htm)

- Um visão do cristianismo estilo ping-pong. Eu e Deus, Deus e eu. Eu chuto para Deus, Deus chuta para mim. Lembrando ainda o menino que chuta a bola contra a parede. Chuta a bola, a parede devolve-a e torna a chutar para a parede a voltar a devolver.
É a visão de uma certa beatice antiga: "Eu cá quero é salvar a minha alminha!..."
É uma visão de gozo na alma: "Eu tenho um gozo na alma/Um gozo na alma e no meu ser" - assim era a letra de uma canção em voga há uns anos atrás.
É a visão do "Amiguinho", muito difundida entre grupos de jovens na actualidade. Eu e o Amiguinho, o Amiguinho e eu...

Um cristianismo em circuito fechado.
Ora tudo o que funciona assim polui ou apodrece.
Que a acontece à agua se fica fechada muito tempo dentro do tanque? Apodrece, cheira mal. A água do tanque só tem força de vida quando está ligada à fonte e ao bueiro.
Que acontece ao quarto de dormir se não se abre a janela ao ar puro?

"Assim como o Pai me enviou, Eu também vos envio a vós" - disse Jesus
Precisamos de nos encher de Deus para depois o levarmos ao mundo, em circuito aberto. Recebemos para dar.
Porque nos salvamos, salvando; recebemos, dando.
"O mundo é o caminho do cristão"
"Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" - Jesus Cristo.

Onde está esta força dos cristãos no mundo?
Pensemos nisto. Bastava que as pessoas que foram a Fátima no ano do último referendo sobre o aborto tivessem votado "NÃO", para que a lei do aborto não tivesse sido aprovada.
Onde estão os cristãos na política sem que deixem à porta do partido os valores cristãos?
Onde estão os cristãos nos sindicatos?
Onde estão os cristãos na comunicação social?
Onde estão os cristãos na família, no ambiente de trabalho, no desporto, no divertimento?
Onde estão os cristãos-sal, os cristãos-luz, os cristãos-fermento de que fala o Evangelho?
Onde estão os cristãos na vida da Igreja? Não a transformam muitas vezes num "supermercado de sacramentos" onde só vão quando precisam para baptizar, casar e acompanhar o defunto???
Onde está hoje a garra missionária da Igreja? Ainda somos daqueles que confundimos missionação com proselitismo?

Igreja não são só os Bispos, os padres e o Papa! Igreja são todos os que acreditam em Jesus Cristo e n'ele foram baptizados.
Os leigos também são Igreja! Mais, são a maioria esmagadora na Igreja!
Quem nos torna apóstolos é o Baptismo. Ora todos os que são baptizados, são igualmente enviados.

Enquanto os turcos invadiam o Império Romano do Oriente e ponham em grande perigo a sua sobrevivência, o Imperador e a sua corte discutiam:
- a cor dos olhos de Nossa Senhora
- o sexo dos anjos
- a pureza da água benta: se uma mosca caísse na pia da água benta, seria a mosca que ficava benta ou a água que ficava contaminada?
Resultado? O Império caiu mesmo às mãos dos turcos.
Não será isso que hoje acontece nas nossas comunidades? Enquanto multidões se afastam da Igreja, debandam silenciosamente, os grupos cristãos degladiam-se, atacam-se, afugentam-se.
A igreja só cresce quando se abre ao mundo. Fechada em concha, mingua e deixa de ser irresistível.
Ponhamos os olhos nas primeiras comunidades cristãs. Fortes, coesas, unidas, humildes servidoras da caridade ("Vede como eles se amam"), voltadas para o mundo numa dinâmica apostólica maravilhosa ("Sangue de mártires, semente de cristãos"), levaram a mensagem de Cristo por toda a parte.

30 anos do assassinato de Dom Oscar Romero em El Salvador

Leia Aqui.

D. Óscar Romero em directo: AQUI

terça-feira, 23 de março de 2010

Ninguém te ama como Eu

COMO DEVE SER A CONFISSÃO?

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Sacramento da Reconciliação
Veja AQUI.
- Saiba o que é o Sacramento da Reconciliação (Confissão)
- Esclareça as suas dúvidas sobre a Confissão.
- Aprecie o vídeo que está no post.
- Deixe que a mensagem navegue no seu coração.
...
Um cristão bem formado "vale por dois"!

O Testamento de Cristo

segunda-feira, 22 de março de 2010

DIANTE DA PEDOFILIA (doloroso falar, impossível calar)

Veja AQUI.

D. Jacinto Botelho: 10 anos como Bispo de Lamego

O dia 19 de Março do ano 2000, ano do Jubileu milenar proclamado pelo Papa João Paulo II, foi o dia no qual tomou posse como Bispo de Lamego o Sr. D. Jacinto Botelho.

A nomeação tinha sido tornada pública no dia 20 de Janeiro anterior, dia de S. Sebastião, padroeiro principal da Diocese de Lamego. A tomada de posse deu-se, com toda a solenidade, no dia 19 de Março que, nesse dia, calhou num Domingo.

Na tomada de posse, além do Cabido da Sé Catedral e de um grande número de Bispos, marcaram presença praticamente todos os sacerdotes da Diocese de Lamego, muitos sacerdotes da Diocese de Braga, onde o Sr. D. Jacinto tinha sido, até essa data, Bispo Auxiliar, as autoridades civis da Cidade e da Diocese de Lamego e um elevado número de fiéis da Diocese.

Ao longo destes 10 anos que leva como Bispo da Diocese, o Sr. D. Jacinto ordenou 24 sacerdotes (23 diocesanos e 1 de um Instituto Religioso). Este ano, há ainda 5 diáconos diocesanos que se preparam para receber a ordenação sacerdotal.

No exercício do seu ministério episcopal, mantém uma contínua solicitude pelas comunidades paroquiais da Diocese, que visitou na sua totalidade ao longo destes anos. Na maior parte delas, realizou mais do que uma visita pastoral e desdobrou-se em esforços para corresponder às solicitações para administrar o Sacramento da Confirmação.

Além do contínuo esforço de pregar a Palavra de Deus, teve a iniciativa de começar a realizar as Assembleias Gerais do Clero que, anualmente, acontecem no Seminário Maior da Diocese de Lamego. A proximidade aos Seminários Diocesanos é também manifesta nos periódicos encontros que mantém com as Equipas Formadoras e com os seminaristas. Um outro aspecto importante foi a revitalização das estruturas de corresponsabilidade no exercício de governo, como os frequentes encontros do Conselho Episcopal, do Conselho de Presbíteros e do Conselho de Arciprestes.

Neste decénio, realizaram-se vários inventários do património religioso e cultural da Diocese, seja no Arciprestado de Foz Côa, seja nos Arciprestados de Lamego e de Tarouca, recorrendo a especialistas nessas matérias. Actualmente, continua o estudo do património religioso de uma boa parte da Diocese, em parceria com outras instituições.

Foi também neste período que se realizaram as obras da Casa do Poço, recentemente inaugurada, onde funciona o Museu Diocesano e para onde vai passar também o rico Arquivo da Diocese. Está, ainda, em obras o Salão Apostólico, em Lamego, onde passarão a funcionar os Secretariados Diocesanos e outras instituições ligadas à Diocese.

Há, ainda, a salientar uma dimensão do ministério episcopal do Sr. D. Jacinto que não pode ser quantificada: a preocupação pelas almas, o recurso constante à oração como principal meio para resolver as dificuldades, a proximidade com os sacerdotes e com todos os fiéis e a contínua disponibilidade para atender todos os que a ele recorrem.

A Diocese de Lamego agradece a Deus o dom que estes 10 anos de ministério episcopal do Sr. D. Jacinto significaram e significam para esta porção do Povo de Deus.
http://www.diocese-lamego.pt/in-cio/95

No próximo dia 11 de Setembro, D. Jacinto completará 75 anos, idade canónica para o Bispo apresentar ao Papa a sua renúncia ao governo da diocese. O Papa poderá aceitar ou não o pedido de D. Jacinto. Mesmo aceitando, não se sabe quanto tempo demorará a nomeação do novo Bispo por parte da Santa Sé.

Igreja «arrastada para a praça pública» não cessa trabalho «não mensurável mas efectivo»

D. Manuel Linda lamenta casos de abuso sexual de crianças

D. Manuel Linda afirma que não reconhecer as boas obras da Igreja é “sinal de má vontade”. O bispo auxiliar de Braga abordou o tema dos casos de abuso sexual de crianças por parte de membros do clero que têm vindo a público, na celebração a que presidiu no Santuário de São Bento da Porta Aberta, em Terras de Bouro, no Gerês.
A Igreja foi “arrastada para a praça pública” por parte de alguns membros que “deveriam dar bom e acabaram por dar mau exemplo”. Reconhecendo que “o mal é sempre mal e, nestes casos absolutamente lamentável”, D. Manuel Linda aponta acusadores que “gostam de chacota e de chafurdar na lama”.
O bispo auxiliar de Braga indica a necessidade de uma “conversão radical para que tais situações confrangedoras nunca mais se repitam” mas sublinha o “número diminuto” mesmo considerando que “sob o ponto de vista das estatísticas –o que eu não farei- quase se poderia considerar residual e insignificante”.
Esta minoria não pode por em causa “a condição e o bom-nome da maioria”.
O bispo auxiliar de Braga foca diversas áreas onde a Igreja ajuda a construir a sociedade humana que não são alvo de notícia – “os mais diversos sectores que tecem a sociedade humana, na maioria das vezes de forma absolutamente apagada, naquilo que não constitui notícia para quem só relata escândalos, mas que, não obstante, constitui o que mais interessa ao mundo”.
D. Manuel Linda fala num “bem não mensurável, mas efectivo”. A orientação e escuta dos dramas de vida, estímulo aos desanimados, incentivo à vivência humana com dignidade, promoção dos valores “mormente da misericórdia e paz”, promoção de assistência e solidariedade social, apelo à partilha com quem mais necessita, promoção da família, presença nos mundos da cultura e da educação são alguns exemplos citados pelo bispo que o leva a sublinhar que “a Igreja continua como a única comunidade de salvação”.
Recorde-se que Bento XVI enviou este Sábado, dia 20, uma carta aos católicos na Irlanda onde assume, enquanto responsável pela Igreja Católica universal, vergonha pelos abusos sexuais cometidos por membros do clero.
In ecclesia

domingo, 21 de março de 2010

CONVITE AMIGO

Leia AQUI várias vezes durante esta semana este texto.
- Medite-o bem.
- Partilhe-o com os seus amigos.
- Deixe que a mensagem lhe inunde o coração.

sábado, 20 de março de 2010

O Pai, modelo e referência de valores.

Festa da Catequese















Segundo o Plano Pastoral da Paróquia, a Festa da catequese 2009/10 é dedicada ao pai. Há dois anos, versou a temática dos avós; o ano passado, foi dedicada à mãe; este ano, o tema foi o pai. Por isso, realizou-se no sábado mais perto do Dia do Pai que foi ontem.

Pelas 14.30 horas deste sábdo, iniciou-se a Missa no Auditório Municipal. Porque no próximo sábado a comunidade celebrará a sua Comunhão Pascal, a homilia centrou-se no Sacramento da Comissão, através de um diálogo entre o António e a Ana.

Seguiu-se a intervenção dos vários grupos de catequese, do 1º ao 10º anos, incluindo o de Teixelo. Os catequizandos estiveram lindamente, portaram-se à altura. E cada grupo pegou no tema à sua maneira, realçando a beleza do amor do pai, sublinhando a importância do amor conjugal, realçando a união familiar, apelando ao compromisso e prática cristãos, fazendo ver a importância do pai no desenvolvimento sadio dos seus filhos. Enfim, um autêntico evangelho do pai, na senda de São José. Poemas, danças, canções, teatro, dramatizações e encenações... BELÍSSIMO. Parabéns, miúdos! Fostes - e sois - espectaculares. Uma palavra de muita simpatia para com os apresentadores. Revelaram um a-vontade digno de nota.
Os catequistas... Não tenho palavras. Simplesmente admiráveis! Pelo trabalho, pelo gosto, pela dedicação, pela maneira como interiorizaram o tema e o levaram ao palco, parabéns! Obrigado por existirdes.
O Auditório estava cheio, muito cheio. Era preciso mais lugar, se era...Mas temos o que temos e agradecemos à Câmara a cedência das instalações e aos funcionários que amavelmente colaboraram.
Muitos pais estiveram presentes, foram fantásticos. Mas faltaram alguns e ficaram a perder... A esses apelo: "Caros pais, trabalhem e colaborem muito mais. Agradeçam sempre. E exigências façam-nas a vós mesmos. Bem precisarão."

Se é pai, nunca tenha vergonha da sua fé. Assuma-a e pratique-a. O exemplo marca!!!

5º DOMINGO DA QUARESMA - Ano C

Nem eu te condeno...

A mulher pecadora é acusada de um crime grave, "foi surpreendida em adultério", no tempo de Jesus, tais mulheres eram apedrejadas até à morte, em obediência a uma má interpretação da lei do Antigo Testamento. Para Jesus, esta condenação era bárbara demais.
Mais uma vez, Cristo, mostra que não tolera hipocrisias e que veio para estabelecer a compreensão e a misericórdia diante do pecado, mesmo que seja uma ofensa grave contra Deus e contra a dignidade humana. A resposta de Jesus revela claramente que o perdão é possível e demove por completo todos os inquisidores que pretendem matar os pecadores.
A hipocrisia é flagrante neste episódio, os moralistas que agora querem purificar a sociedade através da morte da mulher impura, foram também eles beneficiados com os seus serviços. Os mesmos que gritam morte à mulher pecadora também foram servidos pelos seus préstimos.
A sociedade humana é assim mesmo. Por um lado, escrupulosa no cumprimento das regras, mas, por outro, serve-se da miséria quando dá jeito pessoal, mesmo que para tal sejam violados os valores e os princípios da dignidade humana de forma descarada.
Ninguém é perfeito, todos têm as suas manchas pecaminosas que provocam distância em relação a Deus e desencontro pessoal. Jesus, ensinará o seguinte: quem não tiver pecado que de imediato atire a primeira pedra.
Diz-nos o texto, que todos se retiraram um a um até ficar apenas Jesus e a mulher. Todos nós somos muito rápidos a acusar os outros porque são pecadores e raramente nos reconhecemos como tal. É sempre mais fácil olhar os defeitos dos outros e muito difícil reconhecer as nossas limitações. Não serve para nada considerar-se o mais santo de todos e andar constantemente com acusações contra os irmãos.
A palavra de Jesus ecoa, como a doçura do mel, «nem eu te condeno. Vai e não tomes a pecar". Está assente que nenhum pecado é maior e mais forte que o perdão de Deus. Todo o pecado do homem mesmo que seja o muito grave, é sempre uma pequena gota diante do oceano infinito da compaixão misericordiosa de Deus.
A condenação não tem lugar no coração de Deus, revelado plenamente em Jesus como o Pai do reencontro e da reconciliação plena com todos os homens. Este é o caminho da graça de Deus mostrado por Jesus a todos nós mediante estes gestos de ternura amorosa.
Certamente que Jesus não aprova nenhum pecado nem quer com a sua constante disponibilidade para o perdão e reconciliação, incentivar os homens ao pecado. Mas, demonstra que o mal não se combate com o mal e com violência. A acção de Deus é sempre em favor da pessoa condenando sempre o mal que eventualmente gere o seu coração.
As atitudes menos boas da vida não se combatem eliminando as pessoas que as cometem, mas perdoando e oferecendo vida nova e plena.

http://jlrodrigues.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dúvidas sobre a Confissão

- Eu confesso-me a Deus directamente, não preciso de me ir confessar ao padre! - dizia alto e bom som aquela senhora, com a arrogância que a ignorância inflaciona.
- O sacerdote que isto ouviu, respondeu-lhe serenamente:
- Está bem! Então peça a Deus que lhe dê a Sagrada Comunhão!...
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- Confessar-me para quê? Não mato nem roubo, não tenho pecados... - referia com ar de quem despacha a questão aquele homem.
- Ah, sim!? Então vamos fazer mais uma peanha para a nossa Igreja. Temos mais um santo... - respondeu com ironia um seu companheiro de cartas.
- Isso não, pá! Também tenho as minhas coisas... Não sou nenhum santo!
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- Confessar-me a um homem como eu!? Estás doido ou quê? Os padres ainda são mais pecadores... referia o cavalheiro, confiado em que a melhor defesa é o ataque.
- Tens razão! Só Deus perdoa os pecados. Mais nenhum homem o pode fazer. Mas diz-me uma coisa: ' Quem te dá a água que tens em casa? É o cano?'
- Essa agora! A água vem do depósito. O cano apenas a transporta para as nossas casas.
- E já reparaste que esse cano está enterrado, rodeado de lama, sujo, ferrugento?
- Bem me importa a mim! Logo que me traga a água em condições para casa...
- Pois, é como na confissão. Deus é esse depósito de graça e de perdão. O padre é o cano através do qual o perdão de Deus me chega.
- Uhm! És capaz de ter razão... Vou pensar nisso.
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- Eu nem sei que vou fazer à confissão! Os meus pecados são sempre os mesmos... - desabafava aquela senhora para a sua amiga.
- Olha, amiga! Tu só lavas as tuas toalhas e a tua roupa quando têm nódoas grandes?
- Ó mulher, vira para lá essa boca! Eu sou uma pessoa asseada. Gosto de lavar a minha roupa frequentemente...
- Então é como na confissão. Mesmo que não tenhamos pecados mortais, precisamos de "lavar a alma" frequentemente, recebendo o perdão de Deus que nos branqueia a vida.
- Pois, isso eu entendo. Mas os pecados são sempre os mesmos!...
- Não te esqueças que faz parte da confissão o propósito firme de emenda... Não é só fazermos o exame de consciência, dizermos os nossos pecados ao confessor e cumprirmos a penitência... Precisamos de olhar para dentro de nós, descobrirmos o que é mais urgente corrigir e comprometermo-nos, confiados na ajuda divina, a lutar para para corrigirmos esse aspecto menos bom da nossa vida....
Já viste? É como um escadório... Não se sobem as escadas todas de uma passada, mas escada a escada.
- Sim, mas às vezes não consigo levar em frente o meu compromisso, sou fraca.... Sabes como é!
- Deus não vê como os homens. Estes ligam à aparência; Deus julga pelo coração. Se cem vezes caíres no mesmo pecado, mas cento e uma vez lutares para dele saíres, estás a caminho do Reino de Deus.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Os pequenos rezaram belamente

Amanhã é Dia do Pai. Porque me é impossível fazê-lo amanhã, fi-lo hoje à noitinha. Fui visitar o meu pai.
Jantei com ele, meu irmão, minha cunhada e meus sobrinhos. Ao fim da refeição, rezámos o terço, terminando com a Oração para a Quaresma.
Meus sobrinhos - 11 e 9 anos - participaram no terço lindamente. Concentrados, rezando alto sempre, sem "abrir a boca" ou qualquer gesto de enfado. Foram edificantes.

E volto sempre ao mesmo ponto. O problema está nas famílias.
Quando os pais educam os filhos desde pequeninos para a abertura a Deus, lhes estimulam a sensibilidade ao divino, então as crianças revelam uma pureza e beleza na fé que nos penetram, nos enchem o coração, nos edificam.

Claro que há excepções. Mas até pela maneira como as crianças estão numa Igreja, revelam a educação religiosa que tiveram em casa...

Pais preocupados com o baptismo dos filhos, com as suas "comunhões", o seu Crisma... Mas NADA preocupados com a formação cristã dos filhos, com o testemunho de uma vida familiar de oração, com a vivência da catequese... São como os pais que levam os filhos ao museu, mas lhes tapam os olhos para que nada vejam...

19 de Março - São José

São José,
guardião da Sagrada Família
e patrono da Igreja universal
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-“Jacob gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado o Cristo”. Mt. 1, 16
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A Sagrada Escritura ensina que “José era um homem justo...”. Um homem simples e trabalhador, que vivia na humildade de Nazaré. Como Deus não faz acepção de pessoas, Ele inclui este singelo homem no seu plano de salvação. Com isso percebemos que ninguém está excluído dos mistérios divinos. Também nós, residentes em Tarouca fazemos parte desse plano de amor e redenção. Deus conta com o nosso testemunho de amor e fidelidade a Ele. Devemos como, o bom José, saber escutar a voz de Deus e colocar-nos à disposição de sua vontade. Peçamos a S. José que sempre interceda por nós e por todos os nossos.
O Pai confiou a São José uma grande e importante missão, por isso, também o cumulou de virtudes e santidade.
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“José era justo”. Os santos doutores da Igreja dizem que essa afirmação atesta que José possuía todas as virtudes num grau elevado de perfeição. Isso porque ele deixava Deus agir em sua vida. --
Ele era da família de David, a qual devia dar ao mundo o Salvador. Da estirpe de David devia nascer o Messias prometido.
Santa Teresa de Jesus, santa carmelita, diz: “Tomei a São José por meu advogado e protector e não me lembro de lhe ter pedido algo que não me atendesse. É de pasmar a enormidade de graças que Deus me tem concedido por sua intercessão e o número de perigos da alma e do corpo de que me tem livrado”.
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São José é invocado como Padroeiro da Igreja Universal, Advogado dos lares cristãos, modelo dos operários, Protector dos agonizantes, entres outros.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Comunicado do Porta-voz da CEP sobre os casos de pedofilia

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Igreja Católica em Portugal quer reforçar a prevenção e colaborar construtivamente com as autoridades.
"Reconhecer a verdade e auxiliar as vítimas; reforçar a prevenção e colaborar construtivamente com as autoridades" são as atitudes da Igreja católica em Portugal diante dos "possíveis casos de abusos sexuais por parte de membros do clero".
O Porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa refere, em comunicado, que segue assim as "recomendações por parte do Papa Bento XVI, na abordagem dos possíveis casos de abusos sexuais por parte de membros do clero"
No comunicado é ainda referido que "numa próxima reunião" a Conferência Episcopal Portuguesa fará "uma reflexão sobre esta temática".
ecclesia

Ficam ali os que são capazes de abandonar os seus melhores amigos

terça-feira, 16 de março de 2010

Teste os seus conhecimentos, resolvendo este jogo

AQUI

Exame de Consciência

Sem o exame de consciência (não só para a confissão, mas diário) não há progresso na vida cristã. Como posso ser melhor se não atendo ao que fiz de mal no dia-a-dia? Não é só ver os pecados que fiz. Deve ser antes uma oração: rezar a minha vida, o meu dia a dia, diante de Deus. É ver-me à luz de Deus com o meu lado bom (dons, trabalhos, esforço, o bem que fiz e as graças que recebi de Deus) e o meu lado negativo (gestos maus, quedas, faltas de amor, omissões, isto é, o que não fiz e devia ter feito).

I. Face a Deus
Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças". (Deuteronómio 6:5)
Que importância tem Deus na minha vida? Procuro-O? Esforço-me por crescer na fé e ultrapassar as minhas dúvidas? Rezo a Deus? Regularmente? Diariamente? Procuro evitar as distracções durante a oração, ou faço o possível por não "estar lá"?
Esforço-me por conhecer sempre cada vez melhor a Jesus Cristo?Tenho aproveitado o sacramento da confissão para crescer no amor de Deus, tornando-me melhor? Sempre que caio em pecado mortal ou noutro pecado (cortando assim a minha relação com Deus), procuro logo que possível confessar-me e voltar para Deus?
Confesso-me ao menos uma vez por ano?
Aos Domingos e Festas vou à missa? Ou sempre que posso não vou? Participo na missa inteira ou já aponto para chegar atrasado ou sair a meio? Procuro estar com atenção e participar na celebração, ou estou distraído? Comungo habitualmente (ao menos pela Páscoa)?
Como é o meu ser cristão? Escondo-me e tenho vergonha, ou procuro preparar-me para ajudar os outros na fé e na vida cristã?

II. Face ao próximo
"É este o meu mandamento, que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei". (João 13:34)
Face aos outros, a minha atitude é em geral de amor ou de desprezo?
Estou zangado ou de relações cortadas com alguém?
Procuro ser simpático e servir os outros, ou estou sempre a mandar neles? Evito conflitos, ou estou sempre a tecer intrigas e a criticar os outros pelas costas?
Sou egoísta, ou procuro amar o próximo?
Sou mentiroso, ou invejoso?
Dou alguma atenção especial àquele que precisa (doentes, velhinhos, pobres)?
Como são as minhas relações com os meus colegas, superiores, família (especialmente pais e filhos)?
Estraguei de propósito alguma coisa dos outros? Roubei alguma coisa?
Respeitei o corpo humano? Fiz mal a alguém batendo ou ferindo? Respeito o meu sexo? Não tenho relações sexuais fora do casamento? Evito alimentar pensamentos e desejos impuros? Afasto-me de revistas e filmes pornográficos?
Quando cometo alguma falta aceito a minha responsabilidade, ou desculpo-me atirando para os outros as culpas daquilo que fiz?

III. Face a mim mesmo
"Sede perfeitos, como é perfeito o vosso Pai do Céu". (Mateus 5:48)
Sou egoísta, orgulhoso, caprichoso e avaro, ou esforço-me por me dedicar aos outros, sendo simples, simpático e generoso? Sou cuidadoso com o meu vocabulário, evitando escandalizar e ofender os que estão comigo, ou digo palavrões e insulto os outros?
Respeito o meu corpo? Olho-o castamente, ou vejo-o como um mero instrumento de prazer sensual? Como emprego o meu tempo? Esforço-me por o não desperdiçar? Como estudo ou trabalho? Com preguiça, ou com consciência de que aquilo que faço é importante também na minha relação com Deus? Como com moderação, ou sou guloso e ganancioso? Dedico-me às coisas importantes da vida, ou sou vaidoso e fútil?

IV. Face ao Mundo
"E Deus vendo toda a sua obra [a criação] considerou-a muito boa". (Génesis 1:31)
Sou sensível à beleza da criação e esforço-me por encontrar a Deus através dela? Aprecio as coisas à minha volta ou consumo-as apenas...? A minha passagem por um lugar bonito caracteriza-se por não o estragar (lixo, barulho, atitudes que perturbem)?
Respeito a natureza como a casa que Deus me dá, ou, responsavelmente, poluo o lugar onde vivo? Procuro manter-me informado e preferir os produtos "amigos do ambiente" ou tanto me faz, desde que não tenha chatices?
Vivo a minha vida numa ganância de enriquecimento (no estudo ou no trabalho) ou preocupo-me por me situar numa lógica de realização pessoal, de partilha dos bens e de serviço aos outros? Crio em mim uma atenção pelos menos favorecidos, pela justa distribuição da riqueza? Que faço para conhecer a doutrina social da Igreja?

Acto de Contrição
Meu Deus,
Porque sois tão bom,
Tenho muita pena de Vos ter ofendido.
Ajudai-me a não tornar a pecar.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Papa escreve aos jovens de todo o mundo


Bento XVI publicou esta Segunda-feira a Mensagem para a 25ª Jornada Mundial da Juventude, que a Igreja Católica celebrará a 28 de Março, Domingo de Ramos.

Bento XVI diz que o Cristianismo não é uma moral e que o futuro está nas mãos dos mais novos.

Leia AQUI.

Eu pequei, Senhor!



(Ouça a canção bem alto. Agora reduza o volume, feche os olhos, faça silêncio dentro de si e feche os olhos. Permita que a mensagem penetre em seu coração.)

Jovens da Diocede de Lamego em Tarouca


“Operação SOL”
No passado dia 13 de Março o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil realizou em Tarouca mais uma das suas muitas actividades, tendo esta como principal objectivo a preparação dos jovens da diocese para a Quaresma, um tempo de Sacrifício, Oração e Libertação, nem mais nem menos que as iniciais que deram nome à actividade.
A Operação SOL começou por volta das 8:30 com a recepção dos diversos grupos participantes, levada a cabo pelos elementos do secretariado e animada pelas guitarras e pelos corações ansiosos por mais um dia em Cristo. Após a chegada de todos os grupos, teve lugar a Oração da Manhã, um dos momentos de maior encontro com Deus. Iniciaram-se então as actividades propriamente ditas, sendo os 130 jovens divididos em 4 grupos. Dentro destes procedeu-se às apresentações de cada elemento e seguiu-se uma reflexão sobre os mandamentos de Deus, em particular o 1º e 4º mandamentos.
Porquê estes mandamentos? Em primeiro lugar porque o principal legado que Deus nos deixou foi o seu amor, o seu eterno amor, sendo cada vez maior a necessidade dos Homens amarem a Deus, acima de todas as coisas e de uma forma pura e verdadeira. No que respeita aos jovens, a igreja de hoje precisa que estes se “apaixonem” por Deus e façam dele o seu grande ideal. O 4º mandamento, “Honrar pai e mãe”, além do amor, remete-nos para a caridade. Honrar implica respeitar, ter estima, valorizar, neste caso, os nossos pais. Significa tê-los sempre em consideração, mesmo não concordando com muitas das suas decisões.
A manhã foi também dedicada à compreensão do que é a Quaresma. Os 40 dias que antecedem a ressurreição de Cristo, momento alto para a Igreja, são dias de penitência e oração com um único objectivo, a libertação. Estes 40 dias simbolizam os quarenta dias que Jesus passou no deserto antes da sua aparição pública, os 40 dias de Moisés e Elias na montanha e os 40 anos de peregrinação do povo Judeu no Deserto.
A Quaresma é também um tempo de reflexão e de mudança, havendo uma necessidade de reflectir sobre aquilo que temos de menos bom e tentar modificar isso. Foi com este objectivo que, durante a manhã, cada jovem teve de fazer um contracto com Deus, isto é, teve de comprometer-se a mudar algo na sua vida, escrevendo numa pequena folha em branco o que iria mudar.
Depois de tanta reflexão era já hora de almoço. Este foi oferecido pela Câmara municipal de Tarouca e teve lugar no Centro Escolar.
Durante a tarde prosseguiram as actividades. Agora divididos em 3 grupos, os jovens foram convidados a realizar uma pequena Via-Sacra, que levou cada grupo por caminhos diferentes até à Alcácima. Ao longo do percurso, nas diversas estações havia momentos de reflexão e cada grupo ficou responsável por fazer uma pequena cruz, simbolizando a cruz que Jesus teve de suportar. Durante o percurso fomos juntando as várias partes da cruz. Numa dessas partes escrevemos o nome de cada elemento presente no grupo. A esta primeira parte juntaram-se mais duas, com o nome das pessoas que muito amamos mas que habitualmente esquecemos e com os principais defeitos dos homens na actualidade. Juntaram-se depois mais duas partes simbolizando os braços de Cristo e por fim colocou-se a coroa de espinhos construída com a ajuda de todos os elementos do grupo.
A caminhada de oração e partilha até à Alcácima, bem como a construção da cruz, símbolo do caminho penoso que Cristo teve de percorrer, aproximaram os jovens daquilo que Jesus viveu na sua caminhada até ao calvário. Cada um de nós tem a sua própria cruz, mas sabemos que a nossa é mais leve, pois o “Amiguinho” ajuda-nos a suportá-la. Ele caminha sempre a nosso lado, suportando a sua cruz e muitas vezes a nossa também.
Aproximava-se o fim de mais um dia, não sem antes celebrarmos em comunidade o amor que Cristo tem por nós. Foi então que nos dirigimos para a Igreja Paroquial onde teve lugar a eucaristia, em conjunto com as crianças da catequese. Junto do altar estava uma das cruzes que havia sido construída durante a tarde e onde cada jovem depositou o contracto que havia celebrado com Deus pela manhã.
Esperamos que a actividade de preparação da Quaresma tenha despertado em todos os jovens a vontade de melhorar um pouco os aspectos menos positivos da sua vida e tenha despertado neles a vontade de caminhar não só com a sua cruz, mas também com um pouco da cruz de quem mais precisa de ajuda. Precisamos de um mundo menos egoísta e mais solidário.
Quanto às actividades do SDPJ, aguardamos ansiosamente pela próxima…

Fábio Nogueira

domingo, 14 de março de 2010

O senhor António conversa com a Ana sobre a Confissão

– Bom dia, Ana!
– Bom dia, Senhor António! Venha com Deus. Olhe que nunca me sabe tão bem dizer bom dia como agora que está a chegar a primavera!
– É verdade, Ana! Tu nem calculas a alegria que me vai na alma quando, por estes dias, me ponho a mirar a cerejeira que está no cimo do quintal. Coisa de espanto! E dou por mim a louvar a Deus pelas enor­mes maravilhas que nos deu na natureza criada. Mas também há outras vezes em que me ponho a pedir-lhe perdão, arrependido de todas aquelas circunstâncias em que desperdicei a contemplação devida a esta infinidade de cores e de perfumes que nos são dados gratuitamente em cada Primavera.
– Isso não é propriamente pe­cado, senhor António!
– Depende da sensibilidade de cada um, Ana! Eu cá, quando chega a Quaresma e vou cumprir o preceito de me confessar ao menos uma vez cada ano, costumo pôr no rol as faltas de agradecimento e os pecados por omissão, que é um campo muito esquecido, mas no qual quase todos temos variadas culpas.
– Faltas de omissão!?
– Sim, Ana! São os pecados do nosso tempo, como dizia Paulo VI. O bem que podíamos fazer, mas que deixamos de fazer por preguiça, medo de "dar o corpo ao manifesto", egoísmo, desinteresse, comodismo...
– Ah! Percebi! Mas quer dizer então que o senhor António confessa-se uma vez por ano?
– Eu não disse uma coisa dessas, Ana! Faço a minha confissão qua­­­resmal, para cumprir o segundo mandamento da Santa Igreja, mas não deixo de o fazer em outras ocasiões. Por exemplo, quando chega o dia do meu aniversário gosto de me reconciliar. Quando vou de férias, procuro também ir preparado. E, graças a Deus, não me tem faltado a quem recorrer, em tais ocasiões. Habitualmente peço ao meu afilhado Jacinto que me leve a Lamego. Costumo ir à igreja de São Francisco, onde encontro sempre um dos padres franciscanos a atender os penitentes. Basta tocar à campainha. E também me disseram que, na Sé, costuma estar um sacerdote a atender. O mesmo acontece no Santuário dos Remédios…
E NÃO te esqueças que no próximo sábado, dia 27 de Março, é a nossa COMUNHÃO PASCAL. É o Banquete do perdão de Deus ao dispor da nossa comunidade paroquial.
– Lugares onde um cristão possa pôr as contas da sua vida em dia não faltam, senhor António!
– É verdade! E o nosso Abade está sempre disposto a atender os que dele se abeirem. Por isso, não é ainda por falta de quem oiça os penitentes que os cristãos se não preparam para a Páscoa da Ressurreição.
– O meu cunhado Acácio e a Erme­linda, de vez em quando, metem-se na carripana, e aí vão eles até Fátima.
– É outra hipótese, Ana! Como vês é uma desculpa sem grande sentido a daqueles que passam anos e anos sem receberem o sacramento da confissão por alegados motivos de falta de oportunidade. O que há é muita gente que se vai descuidando, que vai adiando, e acaba por já nem saber às quantas anda.
– E este ponto é um dos que contam para alguém se poder considerar cristão praticante! Não é, senhor António?
– Claro, Ana! Muito boa gente pensa que, para se ser praticante, basta ir à missa aos domingos e festas de guarda. Mas esse é apenas o primeiro de cinco mandamentos, chamados da Santa Igreja, e que vêm desde tempos imemoriais, tendo sido codificados pelo grande Papa Inocêncio III no Concílio de Latrão de 1215.
– Por acaso eu ainda me recordo desses cinco princípios e procuro pô-los em prática na minha vida e na vida da minha família. Além da missa dominical e da confissão quaresmal, também comungamos sempre pela Páscoa (e todos os outros domingos). Além disso cumprimos os dias de jejum e abstinência determinados pela Igreja, e também contribuímos para as despesas do culto e sustentação dos ministros da Igreja.
– Eu sei, Ana! Tu és uma mulher cumpridora dos teus deveres de cidadã e de cristã. Se bem que esses cinco mandamentos são apenas um mínimo. Porque os cristãos não devem esquecer igualmente a prática das boas obras. De facto, quem vai à missa ao domingo e não pratica a justiça e a caridade para com o próximo... achas que se pode dizer que seja praticante?
– Pois é, senhor António! E eu penso que hoje, além das circunstâncias serem difíceis, há também muita falta de cate­quese. Vivemos num tempo em que já não basta aquela enfarinhadela de meia dúzia de orações e pouco mais. É preciso que nós, os leigos, nos reunamos para fazer estudo em conjunto, lendo a palavra de Deus ou seguindo mesmo o Catecismo da Igreja Católica. Isto mesmo sem a presença do senhor Padre. Porque nós também sabemos ler. E eu acho que é muito preferível ficarmos com algumas dúvidas do que não nos interessarmos por nada.
– Essa é uma óptima ideia, Ana! Porque não formas com Adélia, a Joana, a Mercês e os respectivos maridos um grupo de catequese de adultos?
– Boa ideia, senhor António! E certamente podemos contar consigo…
(Texto elaborado com base em http://www.oamigodopovo.com/)

PARA UMA BOA CONFISSÃO

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Para fazermos uma boa confissão, devemos observar 5 pontos importantes:

1. Exame de consciência: Significa pensar seriamente para saber como foram os nossos pensamentos, nossas obras, nossos actos e nossas omissões.

2. Contrição ou arrependimento: sentir pena de ter ofendido a Deus.

3. Propósito: Fazer o propósito de evitar o pecado. É a promessa que fazemos de escolher sempre o caminho do amor de Deus e do próximo.

4. Confissão: Dizer com toda a sinceridade os pecados ao confessor. Nunca esquecer que o padre está no lugar de Jesus. O padre jamais poderá falar daquilo que alguém lhe contou na confissão.

5. Penitência: Cumprir o que o confessor indicar: a oração ou boa obra que ele manda fazer, para repararmos o mal feito.

sexta-feira, 12 de março de 2010

4º Domingo da Quaresma - Ano C

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».

Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai :‘Pai, dá-me a parte da herança que me toca’. O pai repartiu os bens pelos filhos.
Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta.Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fomecom as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores’.
Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho:
‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’. E começou a festa.
Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: ‘O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo’. Ele ficou ressentido e não queria entrar.
Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo’.
Disse-lhe o pai: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado’». (Lc 15,1-3.11-32)



“Quando chegou esse teu filho,que consumiu os teus bens…” Lc 15, 30

De tanto chamar a Deus, “Senhor”, (e não deixa de o ser, mas certamente é “Senhor à sua maneira” e não à nossa!) podemos esquecer o nome mais belo que Jesus nos deu. O nome, “Pai”, que Jesus exprimia em aramaico: “Abba”, “Paizinho”! É com ele que Andrei Tarkovski termina o belíssimo filme “Sacrifício”. Jesus não queria que olhássemos para Deus como um rei, um senhor ou um juiz. Esses títulos evocam superioridade, exigem obediência e submissão, reclamam o cumprimento de deveres. Pai implica relação, intimidade, descoberta e amor.
É uma maravilha o pai desta parábola. Não pensa em si e não se ofende quando o filho mais novo o trata como “morto” e lhe pede a sua parte da herança. Espera-o e comove-se ao vê-lo ao longe, renunciando a toda a compostura para o abraçar e beijar. Devolve-lhe a dignidade de filho e prepara-lhe a verdadeira festa onde a alegria supera em muito as anteriores diversões e prazeres. Não pede contas dos bens esbanjados nem castiga os seus desvarios. Tudo parece pronto para um final feliz.
Mas uma sombra vem obscurecer esta felicidade. O irmão mais velho fica ressentido. Ele, que sempre tinha cumprido tudo, revolta-se com o excesso de generosidade do pai. Não era justo. Os seus méritos não eram reconhecidos. Não faz sentido desbaratar mais bens com aquele que tanto desperdiçou. Sem se dar conta, dentro de si, o dever tinha morto o amor. Por isso, trata o pai como um senhor, e o irmão como um estranho.
Mais uma vez, o pai é surpreendente. Sai de casa, ouve o filho e procura reacender nele, de novo, o amor apagado. Está sempre a caminhar este pai! A ir ao encontro dos filhos perdidos. Um perdido na distância, outro na proximidade; um na desobediência, outro no dever. Que frase tão bela diz ao filho mais velho: “Tu estás sempre comigo”! E insiste na necessidade da festa. Como que para nos dizer que todo o perdão é uma festa, e que nem a teologia, nem o direito canónico, nem a catequese, nem a liturgia podem esquecer isto. Trazemos um pouco dos dois irmãos na alma? Umas vezes um, outras, o outro? E do pai, o que transparecemos? A casa do Pai, que também acredito ser a Igreja, produz a memória feliz que alimenta a esperança de um regresso? Com que alegria e projecto de crescimento acolhemos? Que disponibilidade criamos para fazer festa? É muito difícil dizer “Pai” simplesmente por dever!
P. Vítor Gonçalves

Ainda há gente boa!

Não sei se o meu leitor já alguma vez ficou sem gasolina no meio da estrada e longe de casa. A mim já me aconteceu há uns bons anos e fui socorrido por alguém que me não conhecia de lado nenhum. Mas era de dia e pude vir para a estrada para fazer sinal de que precisava de auxílio.
Há dias uma senhora contou-me que ficou sem gasóleo, de noite e a chover torrencialmente. Logo por azar nem telemóvel nem guarda-chuva tinha. Dentro do carro, foi fazendo sinais para alguém parar e a ajudar. Mas nada! Resolveu então sair do carro e meter-se à chuva. E alguém parou e foi arranjar-lhe combustível.
Quando lhe quis pagar, ouviu uma resposta inesperada:
"Não é nada! Desde menino ouvi dizer que ajudar quem precisa é emprestar a Deus.”
A mulher quis pagar-lhe ao menos o gasóleo, mas o seu benfeitor disse-lhe:
“Se me quiser pagar, ajude quem vir necessitado!”
Num mundo em que tanta gente só pensa no dinheiro e até os irmãos se deixam de falar por causa das partilhas, faz bem saber que ainda há gente capaz de gestos como estes.
E aquela senhora rematou a sua conversa, dizendo-me:
“Abençoado homem, que até a mim me ensinou que quem ajuda o que precisa nunca deixará de ter a paga de Deus!”
In O Amigo do Povo

Papa reafirma a importância do celibato

O celibato é «um sinal de consagração total ao Senhor e aos assuntos do Senhor, uma expressão da entrega a Deus e aos outros», declarou o Papa, durante uma audiência com participantes de uma convenção teológica subordinada ao tema «Fidelidade a Cristo, fidelidade do sacerdote».

quinta-feira, 11 de março de 2010

A confissão

Sabemos que há por parte de muitos cristãos uma grande dificuldade de se reconhecer pecador. Pelo menos perante os outros. O que é certo é que Jesus falou muitas vezes na necessidade dos seus ouvintes se arrependerem e deixarem o pecado. Se não – ouvimos no Evangelho – morrereis todos de maneira semelhante, isto é, em pecado.
S. João Evangelista escreve na sua primeira carta, que faz parte do Novo Testamento, o seguinte:
"Se dissermos que não temos pecados, somos mentirosos e enganamo-nos a nós mesmos. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda a iniquidade".
Cristo exerceu, durante a Sua vida pública, o poder de perdoar os pecados e deu esse poder aos Apóstolos: "Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados, a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".

No entanto, há hoje por parte de muitos cristãos uma rejeição da confissão. Ora a confissão dos pecados (acusação), mesmo do ponto de vista simplesmente humano, liberta-nos e facilita nossa reconciliação com os outros. Pela acusação, o homem encara de frente os pecados dos quais se tornou culpado: assume a responsabilidade deles e, assim, abre-se de novo a Deus e à comunhão da Igreja, a fim de tornar possível um futuro novo. A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da penitência: "os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois às vezes esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos".
(Catecismo no. 1455, 1456)
O Novo Testamento diz-nos que, quando João Baptista estava a baptizar no rio Jordão, vinham pessoas de todos os lados e de todas as classes e confessavam publicamente os seus pecados.
Nos termos da doutrina da Igreja "a confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja"
(D. C. – cânone 961 § 1)
In O Amigo do Povo

quarta-feira, 10 de março de 2010

FALAR CLARO AOS PAIS

Se é pai,
Se é mãe,
Não pode deixar de ler este post e os respectivos comentários.
Aqui:
AQUI

Aliás, este post, bem como os comentários, são muito oportunos para TODOS!!!"

Uma bela oração quaresmal

"Senhor e Mestre da minha vida,
afasta de mim o espírito de preguiça, de abatimento, de domínio, de loquacidade,
e concede-me a mim, teu servo, um espírito de integridade,
de humildade, de paciência e de amor.
Sim, Senhor e Rei, concede-me que veja os meus pecados e que não julgue os meus irmãos
porque és bendito pelos séculos dos séculos. Amen."
(Santo Efrém, o Sírio)

terça-feira, 9 de março de 2010

O homem foi salvo pelo crucificado, não pelos crucificadores

“Se os lucros são os mesmos ou ainda maiores e os trabalhadores são menos, a quem pertencem as mais-valias?”

Veja AQUI

A Igreja precisa mudar de mentalidade

"A Igreja precisa mudar de mentalidade em relação aos leigos, deixando de considerá-los ‘colaboradores’ do clero e reconhecendo-os realmente como co-responsáveis do ser e agir da Igreja e favorecendo, por conseguinte, a promoção de um laicato mais maduro e comprometido” - disse Bento XVI quando, no último domingo, visitou pastoralmente a paróquia romana de S. João da Cruz.

Quatro erros

O homem traz um bólide nas mãos: o planeta terra

Pais que geraram um filho como expressão do seu amor. Depois ampararam a vida gerada, amando-a e educando-a. Porque respeitavam a liberdade do filho, deram-lhe os meios de que ele precisava para poder "governar a sua vida", neste caso um carro. Mas sempre lhe foram dizendo que, embora o veículo estivesse em óptimo estado, não deixava de ser uma máquina, algo limitada, pelo que deveria estar precavido contra possíveis avarias ou falhanços do automóvel.
O bom do rapaz não prestou atenção. Com o bólide nas unhas, pensava que tudo era dele. Conselhos do amor paterno??? Para quê? Ele é que sabia! Queria era gozar a vida, sentir o prazer da adrenalina... Era o maior! Ultrapassagens a torto e a direito, nada de respeitar sinais e na estrada os outros é que tinham obrigação de se acautelar... O mundo era dele.
Esbarrou-se. O carro ficou em péssimo estado e ele muito mal tratado, quase à beira da morte.
Terá aprendido a lição? Será que reconhece que os pais tinham razão? Ou dirá que a culpa foi dos pais?

Deus criou-nos por amor. Deu-nos a liberdade. Depois deu-nos este maravilhoso carro, chamado planeta Terra. "Crescei e multiplicai-vos. Povoai a terra e dominai-a". Mas Deus disse ao homem que a terra era uma criatura, com as limitações de todas as criaturas. Por isso, para saber lidar com a situação, ofereceu-lhe os seus conselhos de Pai infinitamente misericordioso e preocupado com o ser humano, os Dez Mandamentos.
Que faz o homem? Esquece-se de Deus. Segue os seus caprichos, manias, paixões. Acha-se ele mesmo um "deus" ou então endeusa elementos criados. Os mandamentos divinos ficam na "caixa da farinha" e até é capaz de criar leis que se opõem às leis de Deus.
Lida com o nosso planeta como se ele fosse perfeito, divino, sem se proteger e se acautelar, apesar do domínio que a sua inteligência já lhe permite exercer. Não respeita a "máquina" que traz ãs mãos.
Depois, quando as situações de sofrimento acontecem, barafusta contra Deus, revolta-se contra Ele, questiona o proceder divino... Ou então entra em estado de alarmismo, vendo um Deus castigador em cada desgraça acontecida. Normalmente este alarmismo baseia-se em certas "aparições" que, a conveniência se evocam e moldam.
A adversidade não é castigo; é oportunidade.

Deus SÓ pode ser fonte do bem, nunca do mal.
Deus é amor. Só. E sempre!