segunda-feira, 31 de maio de 2010

31 de Maio: VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA


Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá...
...Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?»
...Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome.

domingo, 30 de maio de 2010

Uma vocação radical


Chegou-me às mãos um pequeno livro autobiográfico onde a Irmã Raquel Silva de Vila de Conde conta a história da sua vocação. Nesse livro, lançado em Novembro passado, ela perpassa todo o seu percurso de vida, desde menina adolescente avessa à religião, até jovem adulta que encontrou a felicidade num Mosteiro de Clausura. Uma escolha "radical" que nem todos entendem ou aceitam.
"É fácil de entender uma vida religiosa, mas com uma aplicação «prática» de ajuda às pessoas (…). Uma vida inteiramente dedicada à oração e ao recolhimento é, realmente, muito difícil e penso que o ponto fulcral é se se compreende e se aceita o valor da Oração ou não" – escreve a autora deste livro chamado "Uma Atracção Irresistível" de Edições Tenacitas.
"Tudo começou aos doze anos – apenas dois anos depois da primeira Comunhão –, quando decidi não mais me confessar, achando que bastava pedir perdão directamente a Deus. O meu fascínio pela ciência, em particular pela astronomia, desenvolveu em mim uma visão materialista da realidade, fazendo-me desembocar num ateísmo convicto aos quinze anos. Obrigada pelos pais a ir à Missa, aos dezassete anos senti claramente a presença de Deus no momento da Comunhão. Compreendi que Deus afinal existe, mas abandonei a Missa, que considerava uma simples cerimónia para recordar a Deus".
"No entanto, aquele chamamento aos dezassete anos motivou o meu regresso à Missa aos vinte e quatro anos, acompanhado de grande alegria. E foi então que Deus me atraiu a consagrar-me inteiramente a Ele: no momento de me deitar, quando me preparava para adormecer, brotou dentro de mim um súbito e espontâneo desejo de uma entrega total a Deus, desejo jamais sentido ou imaginado e com o qual agora, inexplicavelmente, me identificava por completo. Não resisti, entreguei-me à sua vontade e procurei-a no silêncio da oração. E foi o silêncio tornando-se cada vez mais o habitat natural da minha alma".
"Faltava saber onde Deus queria que me consagrasse a Ele. Procurei conhecer congregações religiosas, mas com o carisma de nenhuma me identificava. Fazendo dois retiros na portaria do Mosteiro da Visitação de Vila das Aves – onde hoje me encontro –, com o fim de dedicar os dias à leitura de livros espirituais e à oração no silêncio, Deus fez-me sentir que era ali o meu lugar: Deus chamava-me a ser monja visitandina, a beber da maravilhosa espiritualidade de São Francisco de Sales".
O referido livro, que se lê num fôlego, pode ser adquirido numa boa livraria ou pedido para "Edições Tenacitas" de Coimbra pelo tel. 239 712 865 ou por e-mail: geral@tenacitas.pt.

In O Amigo do Povo

sábado, 29 de maio de 2010

Domingo da Santíssima Trindade

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Santo Tomás, no final de seu tratado sobre a Santíssima Trindade, fala-nos das missões divinas e da habitação das três Pessoas Divinas em toda alma justa. Ele dá-nos uma certa inteligência deste mistério recordando-nos que Deus está sempre presente em todas as coisas, especificando de que maneira especial está realmente nos justos e quais são os efeitos da Sua acção neles.
Conta-se que Santo Agostinho andava certo dia a passear na praia a meditar sobre este mistério da Santíssima Trindade: um Deus em três pessoas distintas... Enquanto caminhava, observou um menino que carregava um pequeníssimo balde com água. A criança ia até o mar, trazia a água e deitava-a dentro de um pequeno buraco que tinha feito. Após ver repetidas vezes o menino fazer a mesma coisa, resolveu interrogá-lo sobre o que pretendia. O menino, olhando-o, respondeu com simplicidade: - quero colocar a água do mar neste buraco. Santo Agostinho sorriu e respondeu-lhe: - mas tu não percebes que isso é impossível mesmo que trabalhes toda a vida? O mar é infinitamente grande. Jamais o irás conseguir colocar aí todo dentro desse pequeno buraco...
Então, novamente olhando para Santo Agostinho, o menino respondeu-lhe: - ora, é mais fácil a água do mar caber neste pequeno buraco do que o mistério da Santíssima Trindade ser entendido por um homem!. É mais fácil colocar toda a água do mar aqui dentro deste buraco que o homem conseguir entender o mistério da Santíssima Trindade. O homem é infinitamente pequeno e Deus é infinitamente grande!
A Trindade ou Santíssima Trindade é a doutrina acolhida pela maioria das igrejas cristãs que professam a Deus único preconizado em três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Para os seus defensores, é um dos dogmas centrais da fé cristã, e considerado um mistério. É nesse mistério que acreditamos e é desse mistério que devemos dar testemunho.
A celebração da Santíssima Trindade, abre-nos caminhos para o exemplo de como podemos e devemos viver. Ninguém se realiza sozinho. Cada um de nós só é capaz de futuro, se acolher a riqueza da dimensão comunitária da vida humana. O que seria da nossa existência se não fôssemos capazes de reconhecer a importância da vida dos outros para a nossa realização pessoal? Está mais que provado que ninguém é capaz de viver totalmente isolado, todos necessitámos de ser e viver em comunidade.
A Santíssima Trindade, é antes de mais uma verdadeira comunidade. A comunhão é o seu elemento principal, por isso, não nos surpreende a expressão de intimidade de Jesus: “Tudo o que o Pai tem é meu”. Esta formidável riqueza de comunhão serve de exemplo ou revela-se como desafio para a nossa vida de cristãos e para todos os homens de boa vontade.
Como enquadrar o mistério da Santíssima Trindade na nossa vida concreta? – Sim falamos de mistério, porque, por mais que se diga, por mais que se faça e por mais que se acredite, a Santíssima Trindade será sempre o mistério dos mistérios. Pois, não serão os pensamentos e as palavras humanas que traduzirão o que é e o que representa este mistério. Assim sendo, mais do que dizer deste mistério, o melhor será fazer silêncio diante Dele. Este é um mistério mais para ser contemplado do que para ser dito ou mostrado. É um mistério inefável, próximo e distante ao mesmo tempo.

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Ex-combatentes em Santa Helena

É uma tradição portuguesa. Os ex-combatentes reúnem-se todos os anos nos mais variados pontos do país. Este ano, os ex-combatentes do tempo do sr. Luís Pinto (Arguedeira) realizaram o seu encontro na nossa zona. Após uma visita à Casa do Paço (Dalvares), subiram à Serra de Santa Helena onde foi celebrada a Eucaristia. Depois seguiram para um restaurante da zona para o almoço-convívio.
Eram várias dezenas de pessoas, já que também as famílias dos ex-combatentes se associam a estas efemérides.
De facto, há tempos que marcam. Dois, três anos juntos e nunca mais se esquecem, fica uma amizade para sempre que festejam com entusiasmo e sinceridade sobretudo nestas ocasiões.
Quantas histórias lembram juntos! Quantas brincadeiras recordam! Quantos gestos de solidariedade! Quantos momentos difíceis!
Parece que são os momentos de grandes dificuldades que mais unem as pessoas. E com uma força que vence o próprio tempo.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Cardeal Patriarca à Rádio Renascença

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Cavaco Silva «ganhava as eleições» se tivesse vetado a lei do casamento homossexual
O Cardeal Patriarca esperava que Cavaco Silva “usasse o veto político” na lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e acredita que se o tivesse feito “ganhava as eleições” presidenciais do próximo ano.
“Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal”, diz D. José Policarpo, que não compreende as razões invocadas pelo presidente da República quando anunciou a promulgação da lei.
“O discurso levava a uma conclusão que depois não aconteceu. Temos muita dificuldade em ver como é que um veto político vinha prejudicar a crise económica. Aquela relação lógica causa-efeito a mim não me convenceu”, referiu o prelado à Rádio Renascença.
No entender de D. José Policarpo, “o argumento principal não era o da eficácia política, era um gesto dele como pessoa, como presidente que foi eleito pelos portugueses e pela maioria dos votos dos católicos portugueses, que se distanciasse pessoalmente: quando assinasse era mesmo porque tinha de ser e naquela altura não tinha de ser”.
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“Entusiasmante viver o Evangelho na vida de hoje”
Ao pronunciar-se sobre a visita do Papa Bento XVI a Portugal, o Cardeal Patriarca considera que abriu um momento de entusiasmo em relação à Igreja, que precisa de pessoas que mostrem como é “entusiasmante viver o Evangelho na vida de hoje”.
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Os leigos assumirem cada vez mais a gestão de instituições sociais ligadas à Igreja
D. José Policarpo alerta para a necessidade de os leigos assumirem cada vez mais a gestão de instituições sociais ligadas à Igreja, de forma a deixar tempo aos padres para desempenharem o seu papel de pastores.
Fonte: ecclesia

quinta-feira, 27 de maio de 2010

EXCERTO DO POEMA “AOS SIMPLES”

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Minha mãe, minha mãe! ai que saudade imensa,
Do tempo em que ajoelhava, orando, ao pé de ti.
Caía mansa a noite; e andorinhas aos pares
Cruzavam-se voando em torno dos seus lares,
Suspensos do beiral da casa onde eu nasci.
Era a hora em que já sobre o feno das eiras
Dormia quieto e manso o impávido lebréu.
Vinham-nos da montanha as canções das ceifeiras,
E a Lua branca, além , por entre as oliveiras,
Como a alma dum justo, ia em triunfo ao Céu!...
E, mãos postas, ao pé do altar do teu regaço,
Vendo a Lua subir, muda, alumiando o espaço,
Eu balbuciava a minha infantil oração,
Pedindo ao Deus que está no azul do firmamento
Que mandasse um alívio a cada sofrimento,
Que mandasse uma estrela a cada escuridão.
Por todos eu orava e por todos pedia.
Pelos mortos no horror da terra negra e fria,
Por todas as paixões e por todas as mágoas…
Pelos míseros que entre os uivos das procelas
Vão em noite sem Lua e num barco sem velas
Errantes através do turbilhão das águas.
O meu coração puro, imaculado e santo
Ia ao trono de Deus pedir, como inda vai,
Para toda a nudez um pano do seu manto,
Para toda a miséria o orvalho do seu pranto
E para todo o crime o seu perdão de Pai!
...………………………………………………
A minha mãe faltou-me era eu pequenino,
Mas da sua piedade o fulgor diamantino
Ficou sempre abençoando a minha vida inteira
Como junto dum leão um sorriso divino,
Como sobre uma forca um ramo de oliveira!

Guerra Junqueiro

Uma carta enviada a este blog

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Senhor Padre:

Peço-lhe, caso lhe seja possível, que coloque este meu comentário, não como comentário, mas como um post.
Obrigado.

"Aos meus conterrâneos e amigos:

Saudaçães fraternas.

Sou e vivo nesta Paróquia de Tarouca. Gosto da minha terra naquilo que ela tem de bom e de menos bom. Dou-me bem com toda a gente e sinto orgulho em ser tarouquense.
Mas acho que a fé está menos viva na minha terra do que seria desejável. E não é por culpa do nosso pároco que não se cansa de puxar por nós. A culpa é nossa que não arrancamos. Vivemos uma fé de tradições, de dar nas vistas, mas sem compromisso e sem perseverança.
Vejamos o que se passa no Mês de Maria. Na procissão, muita gente; no dia-a-dia, pouca gente na Igreja e nas capelas. Falo do que vejo do que pessoas amigas me contam.
E pergunto-me?
Onde estão as crianças a quem repetidamente o nosso pároco pediu para participarem no Mês de Maria?
Onde estão os catequistas?
Onde estão os jovens?
Onde está o Conselho Pastoral e Económico?
Onde estão os zeladores?
Onde está o grupo sócio-caritativo?
Onde estão as famílias?
Onde estão aqueles sempre tão exigentes com baptismos e funerais?
Onde estão os que vão a Fátima mas depois são alérgicos à participação na vida da paróquia?

O nosso pároco tem repetido tanta vez esta ideia que até a sei de cor: " A fé é uma adesão pessoal a Cristo. Mas esta adesão manifesta-se e realiza-se na comunidade, com a comunidade, pela comunidade."

Eu sei, como tarouquense, que nós somos assim. Parece que faz parte dos nossos genes. Gostamos de tudo o que dá nas vistas, o que tem cunho de novidade. Mas cansamo-nos depressa. E tudo aquilo que exige persistência, continuidade, discrição parece que não merece a nossa atenção. Por isso, parece que a vida discreta e humilde de Nossa Senhora não nos seduz...
mas - e cito ainda o nosso pároco - será que temos fé ou somente religiosidade??? A religião precisa do espectáculo; a fé exprime-se na vivência continuada e persistente.

Senhor padre, desculpe o meu desabafo que quero antes que seja uma partilha.

Saudações em Cristo e em Nossa Senhora, aqui invocada carinhosamente como Senhora das Dores.
DSR

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Igreja aposta mais nos números do que nas pessoas, diz D. António Couto

O Presidente da Comissão Episcopal das Missões lamenta indiferença relativamente aos fiéis que abandonam as comunidades eclesiais
D. António Couto, bispo auxiliar de Braga, lamenta que a Igreja Católica esteja a dar mais atenção à quantidade de fiéis do que à situação de cada um: “Infelizmente, para nós conta a estatística, os números, e não as pessoas”.
“Quando um irmão deixa de frequentar a Igreja, ninguém pergunta por ele. É importante que os nossos irmãos se sintam amados. Aqui tendes a missão que nunca mais acaba. Mas, é necessário conhecer a pessoa pelo nome”, afirmou aos cerca de 100 participantes no “Fórum Missionário” realizado em Coimbra, a 22 de Maio.
“Apostai tudo na ovelha perdida”, “nem que para isso percam um mês, um ano ou uma vida inteira”, pediu o prelado, que acrescentou: “O trabalho, hoje, é de um a um”.
Na intervenção que proferiu sobre “A missão da Igreja nos escritos do Novo Testamento”, o presidente da Comissão Episcopal das Missões falou da urgência de usar a “linguagem dos afectos”, “tocando os corações dos homens”.
O prelado criticou a “linguagem fria”, criadora de “distância e indiferença”, e sublinhou que é preciso “agarrar as pessoas por dentro, para as não deixar ir embora”.
No entender de D. António Couto, os “leigos são a energia nuclear do Cristianismo” por estarem envolvidos nas várias realidades da sociedade, e a Igreja precisa do seu “trabalho testemunhal”, que só pode acontecer se eles forem “iluminados, vivos, atentos e apaixonados por Jesus Cristo”.
O bispo auxiliar defende que os fiéis dedicados ao anúncio da mensagem cristã devem ser mais humildes: “Quando as pessoas nos vêem muito ricas, desconfiam de nós”, afirmou, acrescentando que “o missionário é frágil, se não for frágil é rico, se for rico não está com Deus”.
No encontro, que decorreu no Seminário Maior de Coimbra, o prelado alertou os participantes para a situação dos doentes nas unidades de saúde: “70% dos que morrem nos hospitais foram abandonados e não tiveram ninguém com quem falar”.
D. António Couto chamou também a atenção para os planeamentos organizados sem a dimensão espiritual: “Programamos demasiado e depois quando vamos para o terreno é um grande fracasso porque muitas vezes não consultamos Deus”.
Agência Ecclesia

terça-feira, 25 de maio de 2010

Porquê? Porquê? Porquê?

"E disse-lhes Pedro:
- Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados..."
(Act 2,38)

Na festa da 1ª Comunhão, que se realizou nesta paróquia no último domingo, foram baptizadas duas meninas que iam fazer também a 1ª Comunhão.
Quando falava ás crianças sobre o Sacramento da Reconciliação, disse-lhes que todos se confessariam menos as duas meninas que iriam receber o Baptismo.
-Porque? Porquê? Porquê? - foi a revoada de perguntas que de imediato choveram da parte dos pequenos.
Gostei da curiosidade que, quando não mórbida, é fonte de conhecimento.
Então procurei falar-lhes da maneira mais simples de que fui capaz. Expliquei-lhes que o Baptismo perdoa todos os pecados cometidos até ao momento em que se realiza. Por isso, uma criança como elas, um jovem, um adulto, após o Baptismo, podem comungar, pois ficam na graça de Deus.
O Sacramento da Reconciliação (Confissão) perdoa-nos os pecados que cometemos após o nosso Baptismo.

Sabemos que o Baptismo imprime carácter, isto é, só pode receber-se uma vez na vida. Só que a nossa fraqueza e fragilidade são muito grandes. O pecado mancha o nosso viver. Mas mais uma vez a misericórdia de Deus para connosco se revela e vem ao nosso encontro para nos perdoar e salvar através da Confissão Sacramental.
Cada vez aparecem mais casos de pessoas que não foram baptizadas em bebés (o tempo da grande cristandade passou...). E em muitas dioceses o catecumenato(preparação de adultos para o Baptismo) está já muito enraizado. Também uma diocese mais tradicionalista e do interior como Lamego tem de começar a pensar nesta situação, fomentando o catecumenato.

Dois jovens tarouquenses deixam impressões e interpelações após o contacto com o Papa

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Olá amigos...
Queria partilhar convosco a experiência de hoje... Fui ver o Papa lol... é verdade...Fui mais a Silvita... Como já tinha comentado convosco, João Paulo II deixa saudades...e este Papa ainda não me tinha cativado... Mas hoje surpreendeu-me...
Passou por nós de forma rápida, mas a sua descontração, o seu sorriso, a sua naturalidade e tímidez eram fantásticas... Apesar do passado ter sido caracterizado pela maior interacção com os jovens, ao longo destes dias senti que este Papa é o ideal para a Igreja neste momento... Ainda que de forma tímida tem tocado nos assuntos que atormentam a Igreja e espero que o faça com maior intensidade nos próximos dias... Tem demonstrado clareza e sensatez, mas é preciso ainda mais, e ele parece ser capaz disso...
Seria bom se a Igreja em Portugal aprendesse alguma coisa com esta visita e se tornasse mais participativa. Seria bom se duma vez por todas esta assumisse a sua posição nos temas da nossa actualidade, leia-se casamento gay, crise de valores, juventude, aborto... A Igreja tem de se fazer ouvir, e embora hoje em dia se exija muito aos leigos, o exemplo tem de vir de cima... Ao mesmo tempo, julgo que a Igreja se deve abrir mais à comunidade, aproximando as suas altas individualidades de todos os leigos, tal como aconteceu nestes dias por Lisboa. Apesar dos constrangimentos de trânsito e nos atrasos dos autocarros (pois nós andamos de autocarro ) foi interessante ver as ruas com pessoas, todas a falar do Papa... O cristianismo em Portugal anda adormecido, mas talvez fosse o momento da Igreja em Portugal renascer...
Fiquem bem... Abraço...

Fábio e Sílvia

No Ano Sacerdotal, este diaporama mostra-nos o que significa ser sacerdote e a importância do mesmo na comunidade crente.

http://tbcparoquia.blogspot.com/

Terço rezado com o computador

O “Terço digital”, que tem por lema “Com Maria todos os dias”, oferece três modalidades: a “Online” serve para audição imediata através de ligação contínua à Internet, a “Desktop” permite a transferência dos ficheiros para audição diferida, enquanto que a versão “PDA”, a disponibilizar em breve, possibilita a leitura em agendas electrónicas.
O projecto prevê variantes para crianças, jovens e adultos, embora nesta fase inicial a única diferença entre elas seja o aspecto gráfico, já que os conteúdos são idênticos: “O tema das meditações pode ser o mesmo mas a linguagem tem de ser necessariamente diferente”, sublinha o vigário geral da diocese.
Antes de ouvirem o Terço, os utilizadores são convidados a escolher o dia da semana, já que deles dependem os Mistérios que a Igreja reza: Gozosos à Segunda-feira e Sábado, Dolorosos na Terça e Sexta-feira, Gloriosos à Quarta-feira e Domingo e, à Quinta-feira, os Luminosos.

Siga por aqui: “Terço digital”

segunda-feira, 24 de maio de 2010

domingo, 23 de maio de 2010

Foi hoje a 1ª Comunhão

Estiveram muito bem as crianças da 1ª Comunhão.
Em primeiro lugar, graças, Senhor! Num interior desertificado, tivemos este perto de trinta crianças que fizeram a 1ª Comunhão. E aqui todos os anos se realiza esta festa.
Os pequenos portaram-se lindamente. Ontem confessaram-se pela primeira vez, excepto dois que foram hoje baptizados. E como estiveram bem! Que delicadeza de coração!
Hoje, na Eucaristia, tiveram uma postura irrepreensível. Cantaram divinamente, proclamaram as leituras com clarividência, participaram com dignidade no cortejo de oferendas, souberam estar na celebração e edificaram com a maneira como comungaram. Que elevação! Que magia naqueles corações pequeninos!
Parabéns aos pais destes meninos. Souberam acompanhá-los, marcar presença, sentir a alegria dos seus rebentos. Depois, tiveram a ombridade se optar pela verdade. Vi que quem não estava preparado não comungou. É que só a verdade educa.
Um abraço do tamanho do mundo para os catequistas destas crianças e de todos os catequizandos. São fantásticos os nossos catequistas! Muito obrigado. Os responsáveis pelos ensaios fizeram um óptimo serviço. Como sempre. Obrigado.
Mas quem me marcou mais profundamente foram os meus queridos "saltariquentos." Que maravilha! Obrigado, irmãos mais pequeninos!

Uma história para o Dia de Pentecostes

Naquele sábado, o Aníbal conversara durante um pedaço de tempo com o seu amigo Luís. Já na despedida, o Aníbal desafiou:
- Olha lá! Tu és um homem respeitador e respeitável. Disponível para ajudar um amigo e para fazer algo pelos outros. Quero convidar-te para ires amanhã à Missa comigo. Aceitas?
O Luís lá foi dizendo que não, que não criticava quem ia, mas que ele não estava para aí virado, que tal e que coisa...
Ao chegar a casa, o Aníbal fala à mulher sobre o convite que fizera ao amigo.
- E ele? - pergunta à mulher.
- Disse que não, que não tinha esse hábito ...
- Pois! Era de prever. Quem te manda a ti meteres-te onde não deves? - censura-o a mulher.
- Deixa lá, mulher! Fiz a minha parte. Deus fará o resto, o mais difícil.
No domingo, o Luís lá estava. No fim da missa, esperou pelo amigo e disse-lhe:
- Fiquei a remoer toda a noite no convite que ontem me fizeste! Acabei por me decidir a vir. E olha que até gostei! Vou continuar...
Algum tempo depois, os amigos das jogatinas de café souberam que o Luís ia à Missa. Então foi o lindo e o bonito! Cada um deles a lançar mais um axa para a fogueira... Que ele agora também já fazia parte dos beatos, que já era dos que andavam atrás do padre, que fazia parte dos "papa hóstias", que coisa e tal...
Sereno e sorridente, o Luís respondeu:
- Tudo bem. Ficais todos convidados para me acompanhardes no domingo à Missa. Agora joguemos...
Ui! Os sarcasmos, as ironias, as tiradas de gozo choviam de todos os lados.
Mas no domingo seguinte, mais dois amigos das jogatinas apareceram. E, com o tempo, o grupo não cessou de aumentar. E todos testemunhavam o mesmo: sentiam-se bem.

”O acontecimento de Cristo é a força da nossa fé e varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano (...) mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós". - Bento XVI

"Crentes envergonhados que dão as mãos ao secularismo, construtor de barreiras à inspiração cristã» - Bento XVI

Neste dia de Pentecostes, é bom pensarmos nisto. Para agir.
Que o Espírito Santo remova do coração dos baptizados toda a vergonha, todo o medo, todo o respeito humano e os torne, como no princípio, destimidas e corajosas testemunhas de Jesus Cristo.
É que cada baptizado é um enviado.
E depois o nosso campo de apostolado não está longe. Não. Está mesmo nas pessoas do nosso sangue, nos nossos vizinhos, nos amigos de café, nos colegas de trabalho...
E como vimos pelo caso do Aníbal, ser apóstolo até nem é difícil. Basta que não sejamos insonsos.

sábado, 22 de maio de 2010

Catequizandos da 1ª Comunhão e da Profissão de Fé

Os catequizandos do 2º ano e os do 6º ano da Paróquia de S. Pedro de Tarouca celebraram hoje o Sacramento da Reconciliação. Também os pais que quiseram se confessaram. Aliás na reunião de pais, estes haviam sido devidamente esclarecidos acerca deste assunto.
Graças à colaboração amiga de três sacerdotes deste arciprestado, as pessoas tiveram possibilidade de escolha e sem necessidade de demasiado tempo de espera. Uma hora foi o tempo doado a este sacramento.
Claro que, especialmente os mais pequeninos, por ser a primeira vez, precisaram de um acolhimento especial, porque embora devidamente preparados, manifestavam, como é normalíssimo, algum nervosismo e alguns sentiam-se mesmo perdiditos. Mas foram encantadores! A vontade de acertar, a seriedade com que enfrentaram esta situação nova, a alegria pelo facto irem receber amanhã o "Jesus escondido", a sinceridade belamente inocente... Nisto eles é que nos ensinam.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

DOMINGO DA SOLENIDADE DE PENTECOSTES

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Pentecostes (em grego antigo πεντηκοστή [ἡμέρα], pentekostē [hēmera], "o quinquagésimo [dia]") é uma das celebrações importantes do calendário cristão, e comemora a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos de Jesus Cristo. O Pentecostes é celebrado 50 dias depois do Domingo de Páscoa. O dia de Pentecostes ocorre no décimo dia depois do dia da Ascensão. Pentecostes é histórica e simbolicamente ligado ao festival judaico das colheitas, que comemora a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo. Para os cristãos, o Pentecostes celebra a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos e seguidores de Jesus, através do Dom das Línguas, como está descrito no Novo Testamento, durante aquela celebração judaica do quinquagésimo dia em Jerusalém. Por esta razão o dia de Pentescostes é às vezes considerado o dia do nascimento da Igreja. O movimento pentecostal tem o seu nome derivado deste evento. A vida não teria sabor se não fosse a dinâmica do Espírito Santo. A Igreja seria uma simples organização de homens e mulheres com interesses mundanos. As celebrações litúrgicas seriam manifestações de diversão ou para entreter os tempos livres. Os diversos grupos que formam a Igreja seriam estruturas sem alma que promoviam a rivalidade e a concorrência. Os membros da Igreja, seriam apenas hierarcas que buscavam o poder pelo poder. A sede de protagonismo ou a fama do mundo seriam as únicas motivações pelas quais todos corriam de forma desmedida e sem escrúpulos. As palavras da Igreja seriam iguais a todas as palavras pronunciadas pelas outras organizações do mundo. A caridade seria solidariedade sem alma e sem a abnegação desinteressada que só o Espírito Santo informa. O diálogo Igreja-mundo seria pura diplomacia interesseira com vista a ser pura propaganda e domínio de uns sobre os outros.
Uma infinidade de coisas que a Igreja é e faz que sem o dinamismo do Espírito Santo seriam puro activismo concorrencial mais interessado na promoção de alguns e pouco aberta ao bem-comum, isto é, sem interesse nenhum pela salvação de todo a humanidade.
Assim sendo, no dia de Pentecostes, descobre-se a universalidade do projecto de Deus (o relato dos Actos dos Apóstolos confirma-o de forma bastante óbvia, o famoso milagre das línguas, é uma prova bem evidente desta pretensão de Deus).
O Pentecostes, é o acontecimento que quebrou as correntes da divisão, o ódio das grades da incompreensão, a violência das palavras e das atitudes de alguns homens, os rancores dos momentos que ninguém se livra de viver, os amuos que provocam tristeza e inimizade, a falta de abertura para o perdão, a teimosia do não arrependimento, a intolerância e o racismo entre as religiões e as comunidades humanas. Sob a luz do Esípírito Santo, deixemos o medo e vamos ao encontro da vida, proclamar bem alto a justiça do Evangelho de Jesus Cristo.

http://jlrodrigues.blogspot.com/

Conselho de Arciprestes

Na Casa de São José, Lamego, reuniu hoje o Conselho de Arciprestes, presidido pelo senhor Bispo.
Estiveram presentes os 14 arciprestes, o Vigário Geral, os responsáveis pela pastoral, o secretário do Conselho Presbiteral, o presidente da Cáritas Diocesana.
O Bispo, na reflexão inicial, falou a partir das palavras de Bento XVI proferidas no encontro que teve em Fátima com sacerdotes, religiosos e seminaristas.
Depois vários sacerdotes falaram da maneira como sentiram e viveram a vinda do Papa, das implicações para a Igreja Portuguesa da mensagem papal.
O ponto central deste encontro era a análise e avaliação do Plano Pastoral actual e reflexão sobre as propostas para o próximo Plano pastoral. Para este efeito, havia sido enviado aos arciprestes um "inquérito" para ser preenchido pelo arciprestado. Todos os arciprestes se manifestaram num clima de sã abertura e a partilha foi abundante. Várias foram as propostas apresentadas para o próximo Plano Pastoral.
Falou-se ainda da peregrinação de sacerdotes desta diocese a Ars, do próximo encontro sacerdotal em Foz-Côa, da reunião do Conselho Presbiteral, entre outros assuntos.
Uma das teclas mais batidas foi a da necessidade da formação dos leigos, com abertura à catequese de adultos, e neste contexto, a falta que faz a existência do Conselho Pastoral Diocesano.
Depois de um momento de oração, seguiu-se a refeição fraterna e um breve momento de convívio. Depois, toca para as paróquias que a vida não espera.

Vem, Espírito Santo!


Vem, Espírito Santo,
E envia do alto do céu
Um raio da Tua luz.
Vem, pai dos pobres,
Doador da divina graça
E luz dos corações.
És consolo e defensor,
Amável hóspede dos corações
E alívio incomparável.
És descanso no trabalho,
Brisa no calor ardente
E consolo na aflição.
Ó ditosa luz divina,
Ilumina plenamente
O coração dos Teus fiéis.
Sem Ti não pode haver
Em homem algum, jamais,
Inocência nem bondade.
Vem livrar-nos do pecado,
Abrandar nossas aridez
E curar nossas feridas.
Concede-nos que possamos
Superar nossa obstinação,
Vencer a nossa apatia
E guardar-nos no bom caminho.
Àqueles que crêem em Ti
E em Ti confiam, concede
Os Teus sete dons sagrados.
Como prémio da virtude,
Dá -lhes a felicidade e a alegria.
Amen.

Veni Creator

Sanctissima



quinta-feira, 20 de maio de 2010

O que faz a soberba!

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Uma disputa entre vizinhos por uma faixa de terra, com nada mais nada menos que 35 centímetros, na cidade inglesa de Claygate Surrey, já levou os antigos amigos a gastar a módica quantia de quase 94 mil euros, avança o «Daily Mail».
Os vizinhos desentenderam-se em 2005, quando Simon Armes decidiu construir um muro na entrada da garagem partilhada por ambos, não deixando espaço suficiente para que Jon Huntley pudesse manobrar.
Indignado, Huntley exigiu ao vizinho uma área de 35 centímetros para poder manobrar, mas Armes recusou o pedido.
O caso foi mesmo parar à barra do tribunal e, passados cinco anos, o juiz decidiu, no passado dia 12 de Maio, permitir a construção do muro, obrigando Huntley a assumir os custos do tribunal, uma quantia de quase 94 mil euros.
O facto de Armes morar na habitação há mais tempo fez com que o juíz considerasse correcta a decisão judicial anterior, e desse razão a Armes.
Este facto verdadeiro vem lembrar-nos mais uma vez que não há nada melhor do que fazer as coisas a bem. O diálogo poderia ter resolvido o caso a contento dos dois e sem mais prejuízos. Quantas pessoas, e até casais, se passaram a detestar só por que não souberam conversar!
O Amigo do Povo

Viver na rivalidade


Muita gente não sabe viver na rivalidade: com os rivais do seu grupo desportivo, com os atletas competidores, com colegas que trabalham na mesma empresa, com estudantes da mesma escola, etc. É gente que não sabe perder: que não tem a humildade de aceitar a derrota e reconhecer o valor dos outros, e que recorre a atitudes agressivas por palavras ou actos, como nos tem mostrado a televisão tantas vezes. O exemplo que vou apresentar é uma lição extraordinária de humildade e de convivência na rivalidade.
Muita gente conhece – talvez mesmo sem os ter ouvido – os dois magníficos tenores espanhóis Plácido Domingo e José Carreras.
Plácido é madrileno e Carreras é catalão. Por razões políticas, tornaram-se inimigos. Contratados para cantarem em todo o mundo, exigiam sempre que o seu adversário não fosse contratado para a mesma actuação. Em 1987, Carreras foi atingido por um inimigo terrível: uma leucemia. Foi horrível a luta que o obrigou a diversos tratamentos e a um transplante de medula. Teve de ir aos Estados Unidos da América mensalmente. A sua fortuna, embora elevada, esbateu-se rapidamente.
Nesta fase de dificuldades financeiras, soube que havia sido criada em Madrid uma Fundação para amparar os doentes com leucemia. Com a ajuda dessa Fundação, Carreras venceu e voltou a cantar. Com o produto que começou a ganhar fez-se sócio da referida Fundação. Ao ler os estatutos, descobriu que o fundador e presidente dessa Fundação era Plácido Domingo. Soube também que o seu adversário criara a Fundação para ajudá-lo. Plácido manteve-se no anonimato para não humilhar o cantor rival.
Foi profundamente comovente o encontro dos dois. Carreras surpreendeu Plácido Domingo num concerto em Madrid e interrompeu a actuação. Subiu ao palco, ajoelhou-se a seus pés, pediu-lhe desculpas e agradeceu-lhe publicamente.
Plácido ajudou-o a levantar-se e, num forte abraço, selaram o início de uma grande amizade, que permitiu que cantassem no mesmo concerto juntamente.
Mais tarde, uma jornalista perguntou a Plácido a razão por que criara aquela Fundação para um adversário. Plácido respondeu: “Porque uma voz como aquela não podia perder-se”.
Bela história de nobreza exemplar para todos aqueles que não reconhecem o valor dos adversários e não procuram a reconciliação.
Mário Salgueirinho

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Papa recordou «acolhimento caloroso e espontâneo» proporcionado pelos portugueses

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Bento XVI avalia viagem «tocante e rica» a Portugal

Na sua primeira audiência pública depois de ter visitado o nosso país, Bento XVI fez esta Quarta-feira, no Vaticano, um balanço da viagem realizada de 11 a 14 de Maio, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.

Veja aqui.

Sobre a Freguesia de Tarouca...

1. A que instalações se refere a imagem?


2. Onde é que foi tirada a foto?


3. A que sacramento se refere a imagem?


4. Identifique o cruzeiro.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Despedida

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Leia AQUI este post e respectivos comentários.

Depois, em honestidade intelectual e afectiva, pergunte a si mesmo (a): "Que direito tenho eu de me queixar, de andar abatido, de entrar em depressão,de chatear os outros, e de não sorrir ...?"
Enfim, um ror de coisas que perdem todo o sentido perante pessoas como esta mulher.

EU ESTIVE LÁ!

Na sexta-feira passada, eu e o meu sogro (que me acompanhou e que ficou muito contente por isso) adoramos estar no Porto, para receber o nosso Papa Bento XVI nos Aliados. Felizmente conseguimos ficar muito perto do Altar (aí a uns 200m) e conseguimos ver o Papa a essa distância a celebrar. Para mais, tinhamos também um ecrã gigante mesmo à nossa frente, pelo que deu para acompanhar tudo!!! E, como estavamos muito perto do cordão da frente, ainda conseguimos comungar, participando assim plenamente nesta Eucaristia.
No final, já depois da celebração e nas ruas à saída, estivemos junto à estrada à espera que Sua Santidade passasse e conseguimos vê-lo a passar no "papamóvel" a uns 10 metros (no máximo). Conseguimos vê-lo bem! Ele estava visivelmente satisfeito, sorridente!

Ficamos felizes por esta oportunidade única na vida de um Cristão Católico, que é ver o seu Pastor, o sucessor da Rocha, o sucessor de Pedro, a quem foram confiadas as chaves do céu.

O meu sogro, quase com 80 anos (!), conseguiu aguentar quase 6 horas de pé e sem ir à casa de banho. Foi um "herói".

Logisticamente, correu tudo bem, saímos de Tarouca por volta das 5h, deixamos o carro estacionado ao lado do Dragão e fomos de metro até à baixa. Eram cerca das 7h já estavamos nos Aliados, num bom lugar (apesar da enorme multidão que aí já se encontrava). As gentes foram impecáveis, receberam em êxtase o Santo Padre e correu tudo muito ordeiro.
Vi o nosso Padre Peixoto (que está em Resende) no meio da multidão e cumprimentamo-nos.

Levei a T-shirt laranja (que identifica a nossa Diocese) dos Convívios Fraternos e o respectivo cachecol laranja. Fiz questão de os levar, pois foi graças aos Convívios Fraternos que a minha Fé se reactivou, que renovei o meu Baptismo, que O reencontrei. Estarei sempre, para sempre, muito grato ao Movimento dos Convívios Fraternos (e às pessoas que abnegadamente nesse grupo fazem com que a chama dos cristãos não se extinga!).

A intensidade do momento que ali se viveu com o Santo Padre foi indescritível, como pode calcular. Vi que as pessoas o receberam com muito carinho, com muita gratidão e entusiasmo.
Fátima encheu e arrastou multidões. Mas, independentemente de quem celebra, Fátima enche sempre (e ainda bem!!!), pela Sua mensagem. Ali no Porto, as cerca de 150.000 pessoas que estavam, estavam lá por causa de Bento XVI!

A mensagem transmitida e a sua proximidade com as pessoas foi muito sentida.
O nosso Bispo (nosso, porque a Igreja é Universal) do Porto também proferiu uma palavras muito sábias, à sua maneira culta, sábia, simples e despretensiosa!

Foi fantástico! Uma "lufada de ar fresco" e de esperança neste mundo e nesta época tão conturbada.
No final, Cristo vence! No final, Ele ressuscitou e ressuscitar-nos-á para a nova vida "Em abundância"!

Rezemos sempre, pelo nosso querido Santo Padre e pelas suas intenções.

Obrigado Santo Padre!
Luis Barros

EU CONFIO!

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cavaco Silva promulgou o diploma que permite o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo


"Não adiarmos desculpas para a resolução
dos problemas concretos dos portugueses"
Cavaco Silva promulgou o diploma que permite o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. A decisão foi anunciada esta noite, pelo Presidente da República, num discurso à nação, a partir do Palácio de Belém.
Embora tenha dado 'luz verde' ao casamento entre homossexuais, o Presidente da República deixou fortes críticas aos grupos parlamentares que fizeram aprovar o diploma na Assembleia da República.
'As forças partidários que aprovaram o diploma não quiseram ponderar um princípio de uma sociedade plural', defendeu Cavaco Silva, admitindo que 'não teria sido difícil alcançar um compromisso na Assembleia da República se tivesse sido feito um esforço sério'.
Apontando como exemplos, as soluções jurídicas adoptadas
por países como a Alemanha ou a Dinamarca (soluções que 'não são discriminatórias', respeitando também 'a instituição do casamento enquanto união entre homem e mulher'), Cavaco Silva entende que o Parlamento poderia ter escolhido 'entre as várias soluções jurídicas, aquela que pudesse ser aceite por maior número de cidadãos'.
Para o chefe de Estado, perante os 'complexos desafios que o país tem à sua frente', teria sido importante 'promover a união dos portugueses e não dividi-los' com uma 'matéria de tão grande melindre', como é a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Admitindo que poderia ter utilizado o seu poder de veto, face à variedade de alternativas legais ao casamento existentes por toda a Europa, Cavaco Silva que 'importa, no entanto, ponderar os efeitos práticos de tal decisão face à dramática situação em que o país se encontra'.
Consciente de que a proposta
recebeu o apoio de toda a esquerda parlamentar, o Presidente afastou assim o 'fantasma' de uma crise política em torno deste assunto, considerando que o assunto 'afastaria a atenção dos dirigentes políticos', não sendo agora 'tempo de adiarmos desculpas para a resolução dos problemas concretos dos portugueses'.
'Há momentos na vida de um país em que a ética da responsabilidade tem de ser colocada acima das convicções pessoais de cada um. Assim, decidi promulgar hoje a lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo', concluiu Cavaco Silva.

Fonte: aqui

Casamento homossexual
é «um passo atrás na construção da coesão social»
Porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa reagiu à decisão de promulgar a lei por parte do Presidente da República
A decisão do Presidente da República de promulgar o Diploma que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo é “um passo atrás na construção da coesão social, ao contrariar um dos princípios mais consolidados das várias civilizações da humanidade”, assinala o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Pe. Manuel Morujão.
Na declaração emitida esta Segunda-feira, a seguir ao anúncio feito por Cavaco Silva, o responsável sublinha que “no passado dia 13 de Maio, em Fátima, o Papa Bento XVI relembrou que a família está fundada na união de amor entre um homem e uma mulher, e que protegê-la é um dos factores fundamentais da construção do bem comum”.
Fonte: aqui

A Igreja não tem atitudes discriminatórias contra ninguém
"A Igreja não tem atitudes discriminatórias contra ninguém e está plenamente convencida de que a situação destas pessoas poderia ser resolvida de um modo diferente. Isto é, não equiparando ao estatuto da família", afirmou o arcebispo D. Jorge Ortiga, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, numa reação à promulgação do diploma que legaliza o casamento entre homossexuais pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

Jovens da Paróquia de São Pedro de Tarouca na Jornada Diocesana da Juventude











Em 15 de Maio, teve lugar em Santa Eufémia - Penedono - a Jornada Diocesana da Juventude.
Um grupo de jovens desta paróquia de Tarouca também participou.
Assinale-se que os jovens tarouquenses foram transportados no autocarro da Câmara a quem se agradece.
Pelo que me foi comunicado, participaram cerca de mil jovens nesta jornada, vindos dos mais diversos pontos da diocese.
Dos participantes que ouvi, ressaltou um refrão: "Fantástico!" E quando assim é, está quase tudo dito.
Parabéns aos jovens que marcaram presença, souberam estar e participar.
Toca a fazer do espírito da jornada, jornada! Que não fique só num momento forte e bonito, mas que ele tenha tocado as vossas vidas e "que elas ardam".

domingo, 16 de maio de 2010

Dia de Crisma na Paróquia





O senhor Vigário Geral da Diocese de Lamego, Mons. Dr. Joaquim Rebelo, deslocou-se a Tarouca neste domingo para crismar 22 jovens - destes, quatro eram da Paróquia de Gouviães .
Pelo que senti, pelo que ouvi e pelo que referiu o senhor Vigário Geral, tudo correu bem, felizmente.
Os jovens portaram-se à maneira. Estiveram muito bem. Serenos, participativos, felizes.
Na homilia, Mons. Joaquim Rebelo falou-lhes, a partir das leituras, do Dia da Comunicação Social, da urgência de aquecer com o amor as nossas acções e atitudes, do Espírito Santo, Dom de Deus, que sustenta o nosso "permanecer" em Cristo, do compromisso dos crismados na vida da comunidade eclesial. "Sois crismados hoje para viverdes como crismados sempre."
Os jovens animaram com os cânticos a assembleia, com o apoio de um grupo instrumental; introduziram o espírito da celebração; proclamam as leituras; participaram no cortejo das oferendas; expressaram a sua gratidão a Deus pelo dom da fé que o Espírito provoca e alimenta.
No fim da Eucaristia, o pároco, os seus catequistas e elementos do grupo de jovens felicitaram-nos pelo seu comportamento, empenho e participação. E todos lhes deixaram um desafio: participem! No coral, no grupo de jovens, no acolitado, no grupo sócio-caritativo, no anúncio sem meda da fé através da internet, etc. Sois demasiado importantes para ficardes fora ou ao lado.
Terminada a celebração, os crismados ofereceram ao senhor Vigário Geral uma pequena oferta como sinal de gratidão pela sua presença.
Seguiu-se a entrega do diploma.
Como frisei na altura devida, senti-me feliz por este grupo do qual muito há a esperar. Mas disse-lhes para não romperem a vida nas cadeiras dos cafés, na night ou na interne.
Eu confio. Muito.
Um obrigado sincero aos seus catequitas - todos os que com eles trabalharam ao longo dos anos. Parabéns aos pais, pois muito pouco a catequese pode fazer sem o empenho continuado da família.
Obrigado à Laida, João Pedro, Rui pelo contributo indispensável à preparação e realização desta festa jovem.
A todos os que de uma forma ou de outra deram a sua ajuda, os meus parabéns.
Muito obrigado, senhor Vigário Geral. Pela presença tão humana e edificante, pela palavra clara que dirigiu, pelo incentivo, por nos fazer sentir Igreja. Bem-haja pela amizade, pela partilha, pela compreensão.

Senhora da Paz

sexta-feira, 14 de maio de 2010

SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

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Santo Agostinho diz o seguinte sobre a Ascensão de Jesus: «Ele não abandonou o céu quando desceu até nós, e não nos abandonou quando subiu ao céu».
O que é a Ascensão de Jesus? - Tem a ver com a ideia difundida em todo o Evangelho, «Jesus subiu aos céus». Quer isto dizer o seguinte: «Jesus ressuscitou, foi glorificado e entrou na glória de Deus». Por outras palavras diríamos que Jesus voltou de onde tinha vindo.
O mistério da Ascensão, é o momento em que Jesus volta à casa do Pai, mas é também o momento em que toda a humanidade com ELe e Nele se vê elevada ao mais alto da dignidade. Isto é, em Jesus elevado ao céu toda a humanidade é tomada por Deus para se divinizar. E com esta ideia fica confirmada a palavra de Santo Ireneu quando diz o seguinte: «Em Jesus, tornamo-nos todos deuses». Parece forte esta expressão, mas revela-nos a densidade do amor de Deus encarnado na história concreta do mundo. Por isso, mais claro se torna para nós a visão de São Paulo: «Aquele que preenche tudo em todos». O todo de Jesus torna-se oferta para tudo e todos. Desta forma, participamos efectivamente da divindade de Jesus e tomamos parte da mesa do banquete da plenitude da graça que Deus concede a todos os que se deixam envolver pelo Seu amor.

http://jlrodrigues.blogspot.com/

16 de Maio: 44° Dia Mundial das Comunicações Sociais

“O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos mídias ao serviço da Palavra"

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E agora???

Bento XVI visitou Portugal de 11 a 14 de Maio. Deixou uma mensagem de esperança e um ideário.
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“Depois de tudo isto o que cada diocese vai fazer?” – questiona D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança.
O bispo de Beja, D. António Vitalino, espera que “a visita não fique apenas numa euforia”. “Somos muito bons a improvisar e a fazer festas, mas espero que aqueles que têm a função de orientar e governar as respectivas dioceses saibam aproveitar este fôlego, entusiasmo e esperança para a realização de novas iniciativas” – pede o bispo de Beja.
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Num Portugal “deprimido e divido”, a formação permanente e contínua dos cristãos “é muito difícil de realizar” – aponta D. Januário Torgal Ferreira. No campo da juventude, o bispo das Forças Armadas e de Segurança realça a presença dos jovens nas várias celebrações, mas “ligados a movimentos”. Perante este cenário “o que irá fazer uma Pastoral Juvenil Nacional ou nas respectivas dioceses?” – questiona D. Januário Torgal Ferreira.
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Ao jeito de conclusão o bispo de Beja afirma: “vamos tentar sintonizar e encontrar medidas para que a Igreja continue a ser testemunho de comunhão”.

E O PAPA PASSOU POR LAMEGO

Veja aqui.

Bento XVI no Porto


Entre 120 e 150 mil pessoas presentes nas cerimónias do Porto
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Reforço do papel missionário
Bento XVI deixou hoje, sexta-feira, no Porto um apelo ao reforço do papel missionário da Igreja num mundo moderno em que se alterou "o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade".
Na homilia da missa a que presidiu na Avenida dos Aliados, o Papa dirigiu-se aos milhares de fiéis presentes e questionou-os directamente: "Se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar?".
"O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial: receber de Deus e oferecer ao mundo Cristo ressuscitado, para que todas as situações de definhamento e morte se transformem, pelo Espírito, em ocasiões de crescimento e vida", afirmou o o Papa.
Para isso, é necessário um maior empenho em cada celebração eucarística que "fará de nós testemunhas e, mais ainda, portadores de Jesus ressuscitado no mundo, levando-O para os diversos sectores da sociedade e quantos neles vivem e trabalham", acrescentou.
O Papa alertou depois os milhares de católicos presentes na avenida dos Aliados que, "perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: 'Sem Mim, nada podeis fazer'".
E, reforçando o apelo à missionação, o Papa deixou um alerta claro: "Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro: seria morrer a prazo, enquanto presença de Igreja no mundo".
"Desde as suas origens, o povo cristão advertiu com clareza a importância de comunicar a Boa Nova de Jesus a quantos ainda não a conheciam", afirmou o Papa, reconhecendo, porém, que "nestes últimos anos, alterou-se o quadro antropológico, cultural, social e religioso da humanidade".
"Hoje a Igreja é chamada a enfrentar desafios novos e está pronta a dialogar com culturas e religiões diversas, procurando construir juntamente com cada pessoa de boa vontade a pacífica convivência dos povos", assegurou. Para o papa, este modelo de missão "apresenta-se hoje notavelmente alargado e não definível apenas segundo considerações geográficas".
"Aguardam por nós não apenas os povos não cristãos e as terras distantes, mas também os âmbitos socioculturais e sobretudo os corações que são os verdadeiros destinatários da actividade missionária do povo de Deus", sublinhou.
Esta foi a última eucaristia presidida pelo Papa Bento XVI no âmbito da viagem apostólica a Portugal, que terminou hoje no Porto.
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Despedida nos Paços do Concelho
"Teria cedido de boa vontade ao convite para prolongar a minha presença na vossa cidade, mas não me é possível", disse o pontífice, na varanda dos Paços do Concelho do Porto, perante milhares de peregrinos reunidos na Avenida dos Aliados.
Nesta saudação, Bento XVI evocou ainda Nossa Senhora para confiar "à sua protecção materna" a população do Porto, "as comunidades e estruturas ao serviço do bem comum, nomeadamente as universidades desta cidade, cujos estudantes se reuniram e fizeram saber da sua gratidão e adesão ao magistério do Sucessor de Pedro".
"Permiti, que parta, abraçando-vos a todos carinhosamente em Cristo, nossa Esperança", afirmou na saudação, minutos depois do final da missa a que assistiu o presidente da República, Cavaco Silva, e o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.
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Já no Aeroporto
O Papa disse levar "guardada na alma a cordialidade" do acolhimento "afetuoso" que recebeu em Portugal e manifestou o desejo de que a visita que hoje (sexta-feira) termina se torne num "incentivo para um renovado impulso espiritual e apostólico" dos católicos.
Ao falar no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, antes da partida para Roma, Bento XVI agradeceu ao presidente da República o acompanhamento que fez à visita do Papa, ao Governo, aos bispos e às autoridades civis e militares "que se desdobraram em visível dedicação ao longo de toda a viagem" e deixou um apelo à população residente em Portugal.
"Não cesse entre vós de crescer a concórdia, essencial para uma sólida coesão, caminho necessário para enfrentar com responsabilidade comum os desafios com que vos debateis", exortou o pontífice.
"Continue esta gloriosa Nação a manifestar a grandeza de alma, profundo sentido de Deus, abertura solidária, pautada por princípios e valores bebidos no humanismo cristão", deixou expresso o Papa, que adiantou ter rezado em Fátima "pelo mundo inteiro, pedindo que o futuro traga maior fraternidade e solidariedade, um maior respeito recíproco e uma renovada confiança e confidência em Deus".
Nesta cerimónia de despedida no aeroporto do Porto, Bento XVI sublinhou ainda a "energia entusiasta das crianças e dos jovens, a adesão fiel dos presbíteros, diáconos e religiosos, a dedicação dos bispos, a procura livre da verdade e da beleza patente no mundo da cultura, a criatividade dos agentes de pastoral social, a vibração da fé dos fiéis nas dioceses" visitadas.
No discurso de depedida, Cavaco Silva sublinhou que o país o vê partir "revigorado pela mensagem de esperança e confiança" que deixou nesta visita de quatro dias a Portugal. "Portugal despede-se de vós revigorado pela mensagem de esperança e confiança que nos deixais. Vemos partir o Santo Padre com um sentimento que nenhuma outra língua ainda soube traduzir em toda a sua profundidade e que reservamos aos que nos são mais queridos, a saudade", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, no aeroporto Sá Carneiro.
Fonte; Jornal de Notícias

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Papa pediu que os Bispos redescubram “a paternidade episcopal sobretudo para com o vosso clero”.

Bento XVI pediu aos Bispos de Portugal que estejam atentos aos padres e aos novos movimentos da Igreja, como pastores que promovem a comunhão entre todos.
“Os Pastores não são apenas pessoas que ocupam um cargo , mas eles próprios são carismáticos, são responsáveis pela abertura da Igreja à acção do espírito Santo”, disse no encontro com os prelados, em Fátima.
O Papa pediu que os Bispos redescubram “a paternidade episcopal sobretudo para com o vosso clero”.
“Durante demasiado tempo se relegou para segundo plano a responsabilidade da autoridade como serviço ao crescimento dos outros, e antes de mais ninguém dos sacerdotes”, afirmou.
Bento XVI confessou a sua “agradável surpresa” no contacto com os movimentos e novas comunidades eclesiais, mas deixou claro que “é preciso que estas novas realidades queiram viver na Igreja comum, embora com espaços de algum modo reservados para a sua vida”.
“Observando-os, tive a alegria e a graça de ver como num momento de fadiga da Igreja, num momento em que se falava do «Inverno da Igreja», o Espírito Santo criava uma nova Primavera”, disse ainda.
Bento XVI agradeceu também a “determinação” com que os Bispos de Portugal o acompanham num momento em que “o Papa precisa de abrir-se ao mistério da Cruz, abraçando-a como única esperança”.
O discurso papal retomou algumas das ideias lançadas durante o encontro prévio, com organizações sociais, deixando votos de que os responsáveis pelas Dioceses do nosso país consigam revigorar “sentimentos de misericórdia e compaixão capazes de corresponder às situações de graves carências sociais”.

Maior compromisso social da Igreja

Bento XVI pediu hoje aos Bispos católicos de Portugal uma maior resposta da Igreja no combate "às situações de graves carências sociais".
No encontro com o episcopado que encerrou o terceiro dia da viagem apostólica, em Fátima, o Papa pediu aos prelados que promovam “uma cultura e uma espiritualidade de caridade e de paz”.
"Criem-se e aperfeiçoem-se as organizações existentes, com criatividade para corresponder a todas as pobrezas, mesmo a de falta de sentido da vida e de ausência de esperança", disse.
Bento XVI destacou o “louvável esforço” feito pela Igreja em Portugal na ajuda a "dioceses mais necessitadas, sobretudo dos países lusófonos" e papa deixou votos de que as dificuldades, "agora mais sentidas", não deixem esmorecer os Bispos "na lógica do dom".
"Continue bem vivo no país o vosso testemunho de profetas de justiça e da paz, defensores dos direitos inalienáveis da pessoa, juntando a vossa voz à dos mais débeis a quem tendes sabiamente motivado para ter voz própria, sem temer nunca levantar a voz em favor dos oprimidos, humilhados e molestados", apontou o Papa.
ecclesia

Bento XVI encontrou-se com agentes da pastoral social


O apoio a medidas contra a prática do aborto e a defesa do casamento heterossexual marcaram hoje, em Fátima, o discurso do papa Bento XVI no seu encontro com agentes da pastoral social.
O papa exprimiu «profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos socioeconómicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e cura das pessoas feridas» por aquele drama.

Por outro lado, e perante uma assembleia de perto de nove mil pessoas, defendeu «as iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher».
Estas, segundo Bento XVI, «ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum».
As duas pequenas referências a temas fracturantes na sociedade portuguesa, que mereceram aplausos da assistência, foram o momento forte de uma intervenção em que o papa reconheceu a acção das instituições católicas no sector social.

«Cientes, como Igreja, de não poderdes dar soluções práticas a todos os problemas concretos, mas despojados de qualquer tipo de poder, determinados ao serviço do bem comum, estais prontos a ajudar e a oferecer os meios de salvação a todos», frisou Bento XVI.

O papa sublinhou, na ocasião, que «o cenário actual da história é de crise socioeconómica, cultural e espiritual, pondo em evidência a oportunidade de um discernimento orientado pela proposta criativa da mensagem social da Igreja».
«O estudo da sua doutrina social, que assume como principal força e princípio a caridade, permitirá marcar um processo de desenvolvimento humano integral que adquira profundidade de coração e alcance maior humanização da sociedade», disse Bento XVI, recorrendo à sua encíclica «Caritas in veritate».

De acordo com o pontífice, «não se trata de puro conhecimento intelectual, mas de uma sabedoria que dê sabor e tempero, ofereça criatividade às vias cognoscitivas e operativas para enfrentar tão ampla e complexa crise».
Neste encontro com agentes da pastoral social portuguesa, Bento XVI desejou que «as instituições da Igreja, unidas a todas as organizações não eclesiais, melhorem as suas capacidades de conhecimento e orientações para uma nova e grandiosa dinâmica que conduza para 'aquela civilização do amor, cuja semente Deus colocou em todo o povo e cultura'».

O apoio aos projectos de uma nova geração de líderes servidores e à «atracção de novos agentes leigos para este campo pastoral», constou também da intervenção de Bento XVI, que reconheceu não ser fácil «conseguir uma síntese satisfatória da vida espiritual com a acção apostólica».
«A pressão exercida pela cultura dominante (…) acaba por influir sobre o nosso modo de pensar, os nossos projectos e as perspectivas do nosso serviço», acrescentou Bento XVI, para quem, «os pedidos numerosos e prementes de ajuda e amparo» impelem «a buscar soluções que estejam na lógica da eficácia, do efeito visível e da publicidade».

Face a esta realidade, o papa entende imperioso que «seja clara» a orientação das instituições sociais ligadas à Igreja, «de modo a assumirem uma identidade bem patente: na inspiração dos seus objectivos, na escolha dos seus recursos humanos, nos métodos de actuação, na qualidade dos seus serviços, na gestão séria e eficaz dos meios».
Para Bento XVI, «a firmeza da identidade das instituições é um serviço real, com grandes vantagens para os que dele beneficiam», não descurando a «cooperação com organismos do Estado para atingir fins comuns».

Durante o encontro desta tarde o papa benzeu a primeira pedra da futura unidade de cuidados continuados de Fátima, projecto da União das Misericórdias Portuguesas, e assistiu a uma actuação do Grupo Figo Maduro, constituído por mãe e quatros filhos que cantou para João Paulo II em 2000, no dia 12 Maio.
In Sol

Bento XVI lembra exemplo dos Pastorinhos



Bento XVI defendeu esta Quinta-feira que a missão de Fátima ainda não está “concluída”, lembrando a história bíblica de Caim e Abel para falar sobre a violência na humanidade.
Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”, disse o Papa na homilia da Missa do 13 de Maio, no Santuário da Cova da Iria.
Bento XVI disse que a “aquela luz no íntimo dos Pastorinhos”, revelada em Fátima, “provém do futuro de Deus, é a mesma que se manifestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem”.
Segundo Bento XVI, “aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: «Onde está Abel, teu irmão? […] A voz do sangue do teu irmão clama da terra até mim»”.
A partir da história relatada no livro do Génesis, em que Deus fala a Caim por causa do asassinato de Abel, o Papa afirmou “o homem pôde despoletar um ciclo de morte e terror, mas não consegue interrompê-lo”.
O Papa aludiu ao contexto histórico em que se deram as Aparições, no ano de 1917, em plena I Guerra Mundial, “com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo”.
“Então eram só três cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra, nomeadamente à passagem da Virgem peregrina, que se votaram à causa da solidariedade fraterna”, disse.
Num olhar sobre o futuro, o Papa disse que “a fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo”.
“O Senhor, a nossa grande esperança, está connosco: no seu amor misericordioso, oferece um futuro ao seu povo, um futuro de comunhão consigo”, prosseguiu.
Em conclusão, Bento XVI deixou votos de que “os sete anos que nos separam do centenário das Aparições” possam “apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade”.

Bento XVI apresentou-se esta Quinta-feira em Fátima como “peregrino” de uma “«casa» que Maria escolheu para nos falar nos tempos modernos”.
Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos”, disse o Papa na homilia da peregrinação internacional do 13 de Maio.
No santuário português, disse, “converge a Igreja peregrina, querida pelo seu Filho como instrumento de evangelização e sacramento de salvação”.
“Vim a Fátima para rejubilar com a presença de Maria e sua materna protecção”, assinalou.
Bento XVI disse trazer no coração “quantos vivem atribulados ou abandonados, no desejo de comunicar-lhes aquela esperança grande que arde no meu coração e que, em Fátima, se faz encontrar mais sensivelmente”.
O Papa disse ter os “mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus Lúcia”, estando na Cova da Iria “para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo»”.
À imagem do que fez ontem, na igreja da Santíssima Trindade, Bento XVI confiou “à protecção materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus”.
No início da celebração, o Papa agradeceu à “amada diocese de Leiria-Fátima” e o seu Bispo, D. António Marto, “a quem agradeço a saudação inicial e todas as atenções com que me cumulou, nomeadamente através de seus colaboradores neste santuário”.
“Saúdo o Senhor Presidente da República e demais autoridades ao serviço desta Nação gloriosa”, acrescentou, dirigindo-se ainda a “todas as Dioceses de Portugal, aqui representadas pelos seus Bispos”.
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