quarta-feira, 30 de março de 2016

Regina Caeli

Durante o tempo pascal,
que vai do Domingo de Páscoa até ao Pentecostes,
em vez da Oração do Anjo (Angelus)
reza-se o Regina Caeli,
para sublinhar a alegria cristã pela ressurreição do Senhor.

 
V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!
R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!
V. Ressuscitou como disse, Aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!
V. Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria, Aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!
 

Oremos. Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos, Vos suplicamos, a graça de alcançarmos pela protecção da Virgem Maria, Sua Mãe, a glória da vida eterna. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Ámen.

Maria Madalena e o Ressuscitado


Naquele tempo, Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: ”Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”.
Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabuni” (que quer dizer: Mestre). Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto de meu Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.
 (Jo 20,11-18)

Boletim "APELO" da Páscoa

segunda-feira, 28 de março de 2016

É a Páscoa!


 

A Páscoa marca o tempo e os lugares. Como esperançosa marca do tempo, fica assinalada nas culturas dos povos antigos e, em especial no povo de Deus, tanto no do Antigo Testamento como no do Novo Testamento, bem como em cada um dos anos da nossa era; e como inapagável marca dos lugares que assinala, reveste de festa, lazer, encontros, floração e vida.

Os antigos festejavam-na como festa do novo rebentar da Natureza materializado na verdura, floração, sementeiras e usual mudança do tempo atmosférico. Ainda não era verão, mas já não era o inverno do rigor gelado, ventoso e encharcadiço, que tinha passado. A Natureza renova-se rejuvenescendo!

Os hebreus, depois do tempo da escravidão no Egito, passaram a celebrar a Páscoa como “passagem”, libertação determinada e operada pelo Senhor da amargura de vida sob o império faraónico para a terra prometida, não sem o difícil trânsito pelos meandros do deserto – agora sob a guia da Lei outorgada por Deus a Moisés no Sinai. Esta outorga da Lei constitui a aliança entre Deus e o seu povo, selada no sangue sacrificial dos touros e dos cabritos ou dos cordeiros, e que, pela observância das normas da Lei da parte do povo, garantia da parte de Deus a proteção sempre e em toda a parte. Era considerada a nova criação, para aquele povo, talvez mais maravilhosa que a primeira criação, a do livro do Génesis (cf Gn 1,1 - 24). Por isso, apesar de inúmeras vezes o povo ter infringido a Lei e, sobretudo, adorando os ídolos como se fossem outro Deus e fazendo demasiada na fé em alianças com outros os povos, todos os anos – na sua terra, no exílio ou na diáspora – as famílias judaicas celebravam nesta época do ano a Páscoa. Celebravam-na em casa ou na tenda, de pé, rins cingidos, cajado na mão, fazendo a leitura da Lei (no atinente ao memorial da saída do Egito), pronunciando a bênção, entoando o cântico de libertação e tomando a refeição de peregrino. Esta refeição tinha por base o pão ázimo (aquando da libertação do Egito, não houve tempo para que o fermento levedasse a massa), o cordeiro ou cabrito macho e sem mácula, com ervas amargas, e, como bebida, o vinho com água. (cf Ex 13,3-10).

A Páscoa de Cristo foi celebrada com os discípulos em Jerusalém à boa maneira judaica, mantendo basicamente a tradição bíblica (cf Lc 22,7-13). Porém, como Ele veio inaugurar um tempo novo ou a plenitude do tempo (vd Gl 4,4), insuflou na Páscoa, transmitida pela tradição bíblica, um novo sentido. Está aqui o Reino de Deus. Esta presença do Reino postula a reformulação da Aliança. Esta aliança deixa de ser assinalada pelo sangue de touros ou de cordeiros e cabritos, mas passa a ser celebrada no sangue de Cristo, o que significa a desistência dos sacrifícios que se faziam todos os anos com outros cordeiros ou com outros cabritos pascais e se assume o sacrifício de Cristo, feito por uma só vez e a valer para sempre pela remissão dos pecados. Este sacrifício realiza-se em dois momentos: no contexto do banquete, em que Ele abençoa o pão e o vinho e os consagra em Seu Corpo e Sangue e reparte por todos como entrega pela humanidade, dizendo-lhes que aquele pão e aquele vinho são o seu corpo e sangue e ordenam que comam e bebam (cf Lc 22,14-20); e no calvário, no dia seguinte, depois de Se deixar manietar quando estava em oração no Monte das oliveiras, condenar e conduzir à cruz onde Se imolou no Calvário (cf Lc 22, 39 – 23,49).

***

Porém, a Ceia e o Calvário, não acontecem sem que seja lavrado em testamento o mandamento novo do amor fraterno como marca dos cristãos, ficando-se a saber que ninguém tem maior amor que Aquele que dá a vida pelos outros (cf Jo 13,34-35; 15,9-17). E a Ceia e o Calvário presentificam-se todos os anos como celebração da Páscoa histórica, semanalmente para celebração do Dia do Senhor, que veio, que está e que há de vir, e diariamente sempre que se celebra a liturgia do Altar precedida pela celebração da Palavra. Mas a morte de Cristo não se repete; presentifica-se renovando a distribuição da graça, do alimento, da edificação da unidade e do reforço da fraternidade.

E isto não aconteceria se Cristo permanecesse morto. Morto não dá vida, não alimenta, não reúne em definitivo. Morto junta para luto, mas divide com as partilhas. Os cristãos dividiram-se porque quiseram fazer prevalecer a morte sobre a Ressurreição. Entretidos na disputa pela herança, não deram conta de que a cruz do Calvário se transformou em cruz florida na Páscoa, disponível para todos…

Quero então dizer que a morte de Cristo não passou do terceiro dia. Como as Escrituras, que ele explicou aos discípulos de Emaús na tarde daquele primeiro dia da semana, garantiam, Ele ressuscitou. Aqueles dois discípulos reconheceram-No na bênção e na partilha do pão. Depois, “levantaram-se e voltaram imediatamente a Jerusalém onde encontraram reunidos os onze apóstolos e os seus companheiros, que lhes confirmaram: Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” (Lc 24,33-34). 

***

Por isso, hoje e a partir de hoje, estamos em Páscoa: Páscoa da Natureza, Páscoa da vida renascente, ressemeada, reflorida, reverdejante e “refrugífera”; Páscoa da libertação e da liberdade; Páscoa da graça e da misericórdia; Páscoa da paz e do perdão; Páscoa de Cristo ressuscitado e dos homens redimidos; Páscoa de Deus e da Igreja; Páscoa da Fé e da Esperança; Páscoa da Caridade e da Justiça; Páscoa do Espírito Santo e da missão; Páscoa da bênção e da alegria; Páscoa da vitória do amor sobre o pecado, o demónio e a morte; Páscoa dos apóstolos e dos discípulos; Páscoa de crentes e não crentes; Páscoa dos doentes, dos cativos, dos pobres e dos descartados pela sociedade; Páscoa da glória no Céu e da paz na Terra.

É a Páscoa que leva o Papa Francisco proclamar Urbi et Orbi, em 27 de março de 2017: “Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou. Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor!

É a Páscoa em que a Ressurreição de Jesus cumpre em pleno a profecia dos Salmos 117 (116) e 118 (117), “a misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais” e faz dizer ao Papa que “podemos confiar completamente N’Ele, e damos-Lhe graças porque por nós Ele desceu até ao fundo do abismo” (vd mensagem Urbi et Orbi, 27 de março de 2016).

É a Páscoa que nos faz reconhecer que só Deus pode preencher com o seu amor os “vazios espirituais e morais da humanidade” e “os vazios que se abrem nos corações e que provocam ódio e morte”. Diante deles “somente uma infinita misericórdia nos pode dar a salvação e não permitir que submerjamos, mas continuemos a caminhar juntos em direção à Terra da liberdade e da vida”. (id et ib).

É a Páscoa que nos motiva ao anúncio jubiloso por toda a parte “Jesus, o crucificado, não está aqui, ressuscitou (cf Mt 28,5-6) e nos oferece “a certeza consoladora de que o abismo da morte foi transposto e, com isso, foram derrotados o luto, o pranto e a dor” (cf id et ib; Ap 21,4).

É a Páscoa que nos mostra o Senhor, que “sofreu o abandono dos discípulos, o peso duma condenação injusta e a vergonha duma morte infame” e nos faz agora, com a sua Ressurreição, “compartilhar a sua vida imortal e nos oferece o seu olhar de ternura e compaixão para com os famintos e sedentos, com os estrangeiros e prisioneiros, com os marginalizados e descartados, com as vítimas de abuso e violência” (vd mensagem Urbi et Orbi, 27 de março de 2016).

É a Páscoa que devemos celebrar, “não com o fermento velho e da malícia e corrupção, mas com os ázimos da pureza e da verdade” (1Cor 5,8).

É a Páscoa que nos faz procurar “as coisas do Alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus Pai, e aspirar, não às coisas da terra, mas às coisas celestes” (Cl 3,1-2).

É a Páscoa – “caminho de misericórdia e fraternidade” – que devemos celebrar “com um coração renovado, aberto à imensidão do Amor de Deus”, com preconiza o Bispo do Funchal (cf mensagem de 27 de março).

É a Páscoa que, evocando os sofrimentos, lutas, “solidão e tristeza” de tantas pessoas”, salienta que “a ressurreição de Jesus, celebrada pelos cristãos, é um sinal de “esperança” (id et ib).

É a Páscoa que “é Cristo ressuscitado a penetrar nas nossas vidas e no coração da humanidade” e “o triunfo da vida e do amor sobre o pecado, o sofrimento e a morte” ” (id et ib).

É a Páscoa da “eterna misericórdia de Deus” que ilumina a fragilidade humana e que “é luz nas nossas noites, é festa da vida, é esperança renascida a gritar um novo cântico de ternura e de amor” (id et ib).

***

Num mundo “cheio de pessoas que sofrem no corpo e no espírito, enquanto as crónicas diárias estão repletas de relatos de crimes brutais, que, muitas vezes, têm lugar dentro do lar, e de conflitos armados numa grande escala, que submetem populações inteiras a provas inimagináveis” (Francisco, Urbi et Orbi) …

… A continuação de Santa Páscoa para todos, a dar a primazia às pessoas, que são rosto de Deus!

2016.04.27 – Louro de Carvalho

 

Gratidão


Um tempo tão preenchido como o quaresmal exige muito a muitos.
É hora de haver uma palavra de reconhecimento e de parabéns para a dedicação de tanta gente.
- Às pessoas que integram os gírios pascais, deixando as suas famílias e o seu lar para anunciarem Cristo Ressuscitado de casa em casa. Fizeram-no com alegria serena e regressaram satisfeitos.
- Aos catequistas e catequizandos, pois além da bela Festa da Catequese, animaram muitas das Vias Sacras pelos povos e colaboraram na animação da liturgia quaresmal dos domingos.
- Ao coral e aos corais, que dedicadamente dão o seu melhor em prol da vivência litúrgica da comunidade.
- Aos organizadores das várias Vias Sacras. Graças ao seu empenho, elas foram momentos de Deus.
- Ao  Grupo de Jovens, que animou a Via Sacra de Sexta-Feira Santa, cuidou dos símbolos quaresmais, além de outras tarefas. 
- Aos leitores, acólitos, responsáveis pelas projeções. Cada um à sua maneira, contribuiu para ajudar a comunidade a celebrar e a viver os mistérios da nossa fé.
- Aos ministros da comunhão pelo extraordinário serviço que prestam, sobretudo aos doentes. É um trabalho que não dá nas vistas, mas indispensável a uma comunidade que nunca pode esquecer os doentes.
- Ao GASPTA, que além da visita e prendinha aos doentes, é a voz solidária da comunidade junto de quem mais precisa.
- Ao sacristão, pela sua competência e dedicação.
- A quem faz peditórios na Eucaristia e a quem cuida dos altares para que a exterioridade manifeste a interioridade litúrgica.
- À nossa Banda pela gratuitidade na procissão da Ressurreição.
- A todas as pessoas que deram a sua colaboração.
A comunidade paroquial agradecida 

domingo, 27 de março de 2016

A Páscoa na Paróquia

Pelas 7 horas e alguns minutos, inicia-se a Procissão da Ressurreição, acompanhada pela nossa Banda e integrando as 11 cruzes dos 11 giros pascais.
Após a Bênção do Santíssimo Sacramento, teve lugar a Eucaristia da Ressurreição, após a qual se realizou uma breve reunião com os elementos integrantes dos várias giros. De imediato começou a Visita Pascal. Cada giro levou o boletim Apelo como mensagem sobre o Ano da Misericórdia
Ao subir para a Eucaristia no Teixelo, fizeram-me companhia as foguetes que, agora aqui, depois acolá, iam acordando pessoas e a natureza. Terminada a Missa naquela povoação, também aí começou logo a visita.


À tarde as pessoas que integraram os giros vinham contentes, tudo tinha corrido bem, sem problemas. Ótimo! A Páscoa é a festa da alegria, da paz, do acolhimento, da esperança.

Vigília Pascal: a mãe de todas as vigílias e a fonte de todas as liturgias.


Pelas 23 horas começou na Igreja Paroquial a Vigília Pascal. A grande festa, a mãe de todas as vigílias e a fonte de todas as liturgias.
A Igreja estava “compostinha”, mas longe do que seria desejável para tão grande festa.
A Vigília Pascal é uma altura baptismal por excelência. Era assim no princípio.
Sonhamos com a altura em que a Igreja e os crentes descubram a plenitude de sentido que a Noite Pascal oferece para a realização dos baptismos.
A cerimónia foi longa. Desde a bênção do Lume à porta da Igreja passando pelo anúncio da Luz Nova na Igreja apagada, continuando pelo precónio, alegre anúncio da Ressurreição, pelas leituras e salmos do Antigo Testamento, pelo momento festivo do Glória em que  as campainhas anunciam ao mundo a Vitória do Crucificado, passando pelo belo momento baptismal, com a renovação das promessas do baptismo, o canto das ladainhas, a bênção da água, desembocando na liturgia eucarística, seguida do rito da comunhão, e terminando na bênção solene, houve sempre serenidade e participação da comunidade.  
 
 
 
Cristo ressuscitou! Acolhamos a graça da Ressurreição de Cristo! Deixemo-nos renovar pela misericórdia de Deus, deixemo-nos amar por Jesus, deixemos que a força do Seu amor transforme também a nossa vida, tornando-nos instrumentos desta misericórdia, canais através dos quais Deus possa irrigar a terra e fazer florir a justiça e a paz. E assim, a Jesus ressuscitado que transforma a morte em vida, peçamos para mudar o ódio em amor, a vingança em perdão, a guerra em paz.

sábado, 26 de março de 2016

27/03/2016 - Domingo de Páscoa - Ano C

video
Leituras:aqui


Sentido do Sábado Santo




De um autor antigo, provavelmente do século IV:


«Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos.

Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.
O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: "O meu Senhor está no meio de nós". E Cristo respondeu a Adão: "E com o teu espírito". E, tomando-o pela mão, disse: "Acorda, tu que dormes, levante-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará"».
No silêncio, somos convidados a fazer uma viagem até ao nosso interior e meditar sobre o sentido da nossa vida e avaliar a qualidade da nossa relação com o Senhor. Silêncio que nos leva perceber o mistério que envolve a nossa vida e nos fala da necessidade de estarmos com Deus.
Sábado Santo é dia de recolhimento, de encontro com o Ressuscitado, na oração e na contemplação. É preparação para liturgia da Vigília Pascal, a grande festa, a mãe de todas as vigílias e a fonte de todas as liturgias.
João António Teixeira

sexta-feira, 25 de março de 2016

SEXTA-FEIRA SANTA 2016: VIA SACRA DA MISERICÓRDIA EM TAROUCA


Noite de Sexta-Feira Santa.
Momento de uma serenidade fantástica! Parabéns ao povo de Tarouca, a todas as pessoas presentes, manifestado a comunhão da comunidade paroquial que somos, ao Grupo de Jovens "Arautos da Alegria". Estiveram todos muito bem. Belo momento de Deus!...
  As várias estações estavam devidamente sinalizadas e os figurantes tiveram um porte à altura.
Esta Via Sacra trouxe-nos mais uma vez a mensagem de um Deus próximo e misericordioso. Com Ele os invernos da vida transformam-se em primaveras de esperança.
Na Igreja, tiveram lugar as cerimónias da adoração da Cruz próprias do Dia.
 Sexta-Feira Santa. O Senhor salvou-nos porque mos tem amor!
Ajudemos nós Cristo a salvar tantos irmãos nossos flagelados hoje pelo peso da cruz.
Lembremos tantos irmãos nossos martirizados em nossos dias pelo mundo fora por causa da sua fé em Jesus Cristo.
Celebremos Cristo, o rosto misericordioso do Pai.




Sexta-feira Santa: Jesus nunca diz que «vai morrer», mas «oferecer a vida»

Agência ECCLESIA/PR, Cristo de Michelangelo
O bispo de Setúbal afirmou que Jesus “não é um suicida”, nunca diz que “vai morrer” e sempre afirma que aceita a “dinâmica de Deus” que o convida a “entregar a vida”.
“Ele nunca diz que vai morrer, mas oferecer a vida”, recorda D. José Ornelas em declarações ao programa Ecclesia desta Sexta-feira Santa, com emissão na RTP2 pelas 15h00.
O bispo de Setúbal sublinhou que o itinerário de Jesus não termina “simplesmente” com a morte, mas com a entrega da vida “na mão do Pai”.
“Quando digo que entrego a vida nas mãos de Deus não me estou resignando, mas a aceitar a dinâmica de Deus”, sustentou.
Para D. José Ornelas, aceitar a fragilidade significa consentir com um sofrimento que é “semente de vida”, com mostrou o exemplo de Cristo e “tanta gente com um humanismo diferente”.
O bispo de Setúbal considera que a “primeira coisa” que o mistério do sofrimento em Sexta-feira Santa explica é que os conflitos pessoais e das comunidades não se resolvem “ao toque de espada, de carros armados, aviões, misseis”, mas de uma “forma mais humana”, que procura “encontrar pontos de convergência”.
“Eu quero um mundo melhor, também para aqueles que estão a tentar destrui-lo. A solidariedade e o amor são caminho alternativo”, sublinha.
D. José Ornelas sustenta que apenas tem valor o “sofrimento da paixão”, que gera a “transformação de um mundo novo”, mesmo que seja “através da morte”.
Para o biblista, atual bispo de Setúbal, perante o projeto aparentemente falhado de “um mundo novo”, Jesus não desiste quando é ameaçado de morte nem usa a violência diante de quem ameaça com violência.
“Jesus não pode usar a violência porque a violência seria a negação do que Ele veio fazer”, afirmou.
“A cruz bendita é a cruz de gente que foi praticamente aniquilada”, lembrou o bispo de Setúbal afirmando que “o método de propor sempre a justiça, mesmo diante da injustiça, é o que acaba por ser válido”.
“Não vamos esquecer a injustiça, vamos expô-la ao sol, para que seja reconhecida como injustiça. Mas só o Justo pode fazê-lo”, sustentou.
“Se Jesus não desiste, não usa os meios habituais das revoluções, a violência. Então Ele é que ‘vai pagar’”, lembrou.
D. José Ornelas referiu que existe um “sentido muito mauzinho da Sexta-feira Santa”, quando indica um sofrimento resignado para “chegar ao céu” e mesmo de “vingança”, fazendo multiplicar atitudes de “intolerância” no dia em que se faz memória da paixão de Cristo.
“Todos devemos aceitar com alegria o sofrimento da paixão, implicado na transformação do mundo, no nascimento de um mundo novo”, afirmou D. José Ornelas.
“Jesus não veio pregar o sofrimento, mas dizer que mesmo através do sofrimento há caminho”, concluiu o bispo de Setúbal.
In agência ecclesia

quinta-feira, 24 de março de 2016

QUINTA-FEIRA SANTA 2016 na paróquia de Tarouca

 
MISSA CRISMAL
De manhã, o pároco participou na Sé de Lamego na Missa Crismal a que presidiu o nosso Bispo, D. António Couto.

Toda a eficácia dos Sacramentos deriva do Sacrifício de Cristo (S. C.62), que se renova e continua pela Eucaristia. Por isso a Igreja consagra o Santo Crisma para as unções do Baptismo e da Confirmação e benze os Óleos tradicionalmente chamados dos catecúmenos e dos enfermos, na Missa celebrada pelo Bispo, na igreja catedral, na manhã de Quinta-Feira Santa.
É este um rito próprio do Bispo, como sucessor dos Apóstolos e o primeiro servidor da Igreja local, em volta do qual se reúnem para com ele celebrar a Eucaristia, os Sacerdotes dos diversos lugares e ministérios da Diocese, numa prova de unidade eclesial.
Através dos Santos Óleos, por ele benzidos nesta Missa Crismal e pelos Sacerdotes levados para todos as paróquias, o Bispo «fundamento da unidade da sua Diocese» (L.G.23), estará presente ao Baptismo, à Confirmação, à Unção das Enfermos.
Unidos no único Sacerdócio de Jesus Crista, Bispos e Sacerdotes são, porém, simples instrumentos, «servos do Mistério». Quem, por intermédio deles, age na Igreja é o Espírito de Jesus, o Espírita Santo, como o sublinho toda a liturgia da Missa Crismal.
Renovando, no Missa Crismal, o seu compromisso de serviço à comunidade dos crentes, os Sacerdotes reafirmam o seu desejo de fidelidade ao Espírito Santo, que receberam com a imposição das mãos.
Veja as fotos da Missa Crismal aqui. A homilia do sr. Bispo aqui.


MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR
Pelas 18 horas, iniciou-se na Igreja Paroquial a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com a cerimónia do lava-pés.  Bastantes pessoas participaram, felizmente, na Eucaristia, mascada por quatro ideias fortes: Mandamento Novo do Senhor, instituição do Santíssimo Sacramento da Eucaristia e do sacerdócio ministerial, a Comunidade eclesial, a Igreja, como comunhão de todos os cristãos, onde a Eucaristia se torna realidade. "A Eucaristia realiza-se  na Igreja e a Igreja realiza-se na Eucaristia". (João Paulo II)
 A Seguir à Missa e à desnudação dos altares, o Santíssimo Sacramento foi levado para a Capela da Misericórdia por entre oração e Cânticos. Aqui teve lugar um espaço de oração eucarística aberto a quem quis participar.

QUINTA-FEIRA SANTA

O que celebramos neste dia?