segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Louvor aos vencedores, honra aos vencidos



Nas eleições autárquicas que ocorreram no dia 29 de setembro, o PSD obteve  maioria absoluta para a Câmara Municipal (51,08%), a Assembleia Municipal ( 49,86%) e a Junta da União de Freguesias Tarouca/Dálvares (63,58% ) . Ganhou igualmente  5 das 7  Juntas de freguesia do Concelho.
Para ver os resultados eleitorais no concelho, entre aqui.

A campanha eleitoral e ato eleitoral  decorreram com elevação cívica.
Parabéns aos vencedores. Honra aos vencidos.
 
A todos os jovens e adultos que, de uma forma ou de outra, estiveram empenhados nas eleições autárquicas, independentemente do partido em que o fizeram, os nossos parabéns!
Jovens e adultos, com valores a cheirar a Cristo, sentem necessidade da transformação da sociedade, seja qual for o caminho que escolham para o realizar.
 
Aos vencedores, Paróquia de S. Pedro de Tarouca deseja um mandato fecundo, realizador, ao serviço destas gentes e desta terra.
 
Felicitamos aqueles que, ao longo destes últimos 16 anos, estiveram à frente dos destinos da autarquia, pelo trabalho feito no concelho e pela colaboração dada a esta paróquia.
 
Às outras forças concorrentes a estas eleições as nossas felicitações. Em democracia, participar já é vencer.

domingo, 29 de setembro de 2013

Semana Nacional da Educação Cristã

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De 29 de Setembro a 6 de Outubro celebra-se a “Semana Nacional da Educação Cristã”, com o tema “Guardar a Fé – Guardar o Outro”. É uma bonita expressão do Papa Francisco, que a Comissão Episcopal para a Educação Cristã comenta assim: “A fé não é um ensinamento de doutrina que leva o crente apenas a algumas práticas religiosas. É vida que gera vida. É um ato de amor que gera e comunica amor. É realizar, num único gesto, o mandamento de amar a Deus e ao próximo”. É um dom a ser partilhado de maneira viva e alegre: “Dom de Deus recebido deve ser sempre dom comunicado e partilhado”.

sábado, 28 de setembro de 2013

São Miguel


Em virtude de no dia 29 de setembro se realizarem as eleições autárquicas, em reunião ordinária da Câmara Municipal de Tarouca, de 20 de junho de 2013, foi deliberado por unanimidade antecipar a próxima Feira Anual de S.Miguel para o dia 28 de setembro de 2013.

 
Decorre, por isso, neste dia 28 de setembro  a Feira Anual de S. Miguel. Embora não esteja propiamente frio, temos céu nublado com aguaceiros. Durante a noite e madrugada o vento bastante forte e intensas cargas de água terão afugentado feirantes e forasteiros. De facto, a feira está fracota.
Na maioria dos concelhos, o feriado municipal coincide com a festa do padroeiro da paróquia-sede. Neste caso, deveria ser São Pedro, que é o padroeiro da paróquia de Tarouca. Mas a tradição tem muita importância. E pronto, é São Miguel quem dá origem ao feriado municipal.
Não tem celebrações religiosas especiais, tirando a Eucaristia às 11 horas.

A marrã e o basulaque


Cada terra tem as suas tradições. Em Tarouca, há duas tradições culinárias interessantes: o basulaque e a marrã pelo S. Miguel.
Penso que podemos contextuar a tradição, embora não o afirme categoricamente.

Em tempos que já lá vão, a carne era um luxo. Os que podiam matavam o seu porquito e era na salgadeira ou nas partes defumadas que estava a carne que comiam. Tinha que dar para o ano inteiro e, por isso, o seu consumo era milimetricamente programado. Galinha? Cordeiro? Só nas grandes ocasiões e em algumas casas.
Ora, com o fim das colheitas, começavam as matanças dos porcos. E havia algum tempito de alguma fartura: as febras, os torresmos, etc.
É neste contexto, suponho, que se situa a tradição da marrã. A primeira carne fresca. Por isso, imensa gente, de muitos lados, vinha ao S. Miguel para se consolar com as febras assadas nas brasas ou fritas. Na minha terra, que fica a alguns quilómetros daqui, desde pequeno ouvia falar aos mais velhos: "Vamos à marrã a Tarouca."
Ainda hoje, muita gente aqui se desloca por causa da marrã. Atualmente, não é por causa da carência de carne - febras é um prato vulgaríssimo - mas pelo contexto da tradição. "sabem como nunca", dizem os que procuram o petisco nas barraquitas da feira.
Claro que a carne já não tem o sabor de outros tempos. O porco caseiro foi há muito substituído por aquele que resulta da exploração industrial.

O basulaque é um prato típico de Tarouca, Tarouca mesmo. Nos povos da freguesia muito pouca gente o sabe confecionar. E mesmo na sede, praticamente só os mais velhos lhe mantêm o timbre, o sabor, a originalidade. O que, confesso, é pena.
O basulaque é fundamentalmente confecionado com os "miúdos" dos animais. De belo sabor - para quem gosta, claro... O segredo está no jeito e nos temperos.
Suponho que também esta tradição enraíza na situação sócio-económica de outros tempos e que seria então um prato dos pobres. Estes não tinham acesso às partes nobres do animal. Então recolhiam aquilo que os outros não consumiam e deitavam fora: vísceras, rins, fígado, miolos... Depois, limpavam, tratavam e cozinhavam a refeição que, com o decorrer dos tempos, passou a ser melhorada na sua confeção.
Hoje o basulaque não é um prato propriamente barato. Em restaurantes, aparece no jantar anterior à festa de São Miguel e, porventura, no dia. Nas famílias com um fundo histórico tarouquense, aparece nas mesas nesta ocasião. E digo-lhes que é aí que o basulaque atinge todo o esplendor do seu sabor.
In Asas da Montanha

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Está de volta a catequese



Vai começar a Semana da Educação Cristã, que decorrerá entre 29 de setembro e 7 de outubro. Vão  começar também as catequeses paroquiais. Como todos sabemos, a catequese é o anúncio do Evangelho nas suas diversas vertentes. Sem esta, tudo o resto pode perder sentido. Por isso há que fazer dela a prioridade pastoral. Sem esquecer também a evangelização e formação dos adultos.

Mas não é fácil arranjar pessoas idóneas e de boa vontade que voluntária e gratuitamente se comprometam a preparar e a dar catequese. sobretudo nos meios muito povoados ou muito empobrecidos de gente. Este o quebra-cabeças em que se vêem muitas comunidades no princípio do ano pastoral.
Ser catequista é uma nobre forma de solidariedade cristã. É exercer belamente a vocação batismal ao apostolado. É dar a mão ao futuro com Deus.
Se descobre em si esse dom, não tema. Avance e diga a Deus: "Estou aqui, Senhor, podes enviar-me." Apresente-se ao seu pároco para desempenhar esse nobre serviço.


Depois há que criar espaços físicos e psicológicos que motivem a gente nova:
Salas minimamente confortáveis e individualizadas;
Acolhimento e simpatia entre catequista e catequizando;
Comunicação de uma mensagem motivadora, com pedagogia activa e interactiva;
Vivência da mensagem na Celebração Eucarística e também durante a semana.

Tudo isto requer uma boa formação do catequista, não apenas técnica mas também espiritual.

E por outro lado a colaboração dos pais, pois se estes se alheiam, os filhos também facilmente perdem o gosto. Não se educa uma criança se não houver um contributo de todos, daí que não possa haver uma catequese da infância desligada dos adultos e sobretudo dos pais.
 
Todos compreendemos que pôr em acção uma boa catequese para a gente nova não é coisa fácil. Ela tem que competir com o smartphone, a televisão, o desporto e outras actividades bastante aliciantes. Por isso o grupo de catequistas deve estudar estratégias, procurando ser um verdadeiro "laboratório" de partilha material e espiritual. E os Secretariados de Catequese (Nacional, Diocesano e Paroquial) têm de investir mais nas pessoas e nos meios.

NA PARÓQUIA DE S. PEDRO DE TAROUCA: 

·         Dia 6 de Outubro, às 14.30h, no Centro Paroquial, tem lugar a Reunião Geral de Catequistas.

·         Dia 12 de Outubro, às 15 horas, Missa de Abertura do Ano Catequético, Reunião Geral de Pais e encontro dos catequistas com os seus catequizandos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Vaticano: Francisco alerta para tentação de privatizar a Igreja

O Papa Francisco alertou hoje no Vaticano para a tentação de “privatizar” a Igreja, numa intervenção em que sublinhou a importância da unidade entre todos os católicos e pediu atenção aos que são perseguidos.
“Vivo esta unidade da Igreja, como católico, ou não me interessa porque estou fechado no meu pequeno grupo, em mim próprio? Sou dos que privatiza a Igreja para o seu próprio grupo, o seu país, os seus amigos?”, questionou, perante dezenas de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, para a audiência pública semanal.
Francisco qualificou como “triste” esta Igreja “privatizada” pelo egoísmo dos seus membros e a “falta de fé”.
Segundo o Papa, a unidade entre todos os cristãos deve levá-los a estar atentos aos que sofrem: “Quando penso ou ouço dizer que muitos cristãos são perseguidos e também dão a vida por causa da sua fé, isso toca o meu coração ou não me diz respeito?”.
A catequese sobre a Igreja sublinhou que esta é “unidade em si mesma” apesar de estar espalhada em todo o mundo, dando como exemplo a recente jornada da juventude no Rio de Janeiro, onde milhões de pessoas se reuniram “como uma grande família”.
“Às vezes surgem tensões e conflitos que ferem a unidade da Igreja mas somos nós que os provocamos. Por isso, há que fomentar sempre a comunhão em todos os âmbitos da vida para crescer na unidade que Deus nos dá”, declarou o Papa.
Francisco aludiu às tensões e divisões entre cristãos que surgiram ao longo da história, apelando ao “diálogo ecuménico” num mundo que precisa de unidade.
“A Igreja é uma só, para todos: não há uma Igreja para europeus, outra para africanos, americanos, asiáticos, para quem vive na Oceânia, mas é a mesma em todos os lugares”, sustentou.
A intervenção propôs uma oração para que todos os cristãos sejam “cada vez mais unidos” e evitem ser “instrumentos de divisões”.
“Faz (Senhor) que nos empenhemos, como diz uma bela oração franciscano, em levar o amor onde há ódio, em levar o perdão onde há ofensa, a levar união onde há discórdia”, prosseguiu.
Em espanhol, Francisco disse que um cristão tem de "morder a língua" antes de "falar mal" de alguém.
O Papa deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa, incluindo um grupo de Lisboa: “O Senhor Jesus vos encha de alegria e o seu Espírito vos ilumine e guie na realização do vosso serviço de homens e mulheres de comunhão, de unidade”.
Fonte: aqui

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O minuto que mudou o dia

--Naquela repartição pública estava uma fila enorme de pessoas para serem atendidas.
Aquela senhora, que estava em segundo lugar na fila para ser atendida, olhou em volta e viu mesmo no fundo da fila uma outra senhora aflita, consultando insistentemente o relógio. Do seu rosto escorriam toneladas de angústia e impaciência.
Avisando a pessoa que estava atrás de si, a senhora...
deixou o seu lugar e dirigiu-se ao fim da fila.
- Já vi que a senhora está extraordinariamente aflita e muito preocupada. Então suba e ocupe o meu lugar. Eu fico no seu.
Foi então que recebeu o mais belo obrigado de que tinha memória. E naquele sorriso agradecido, amplo, intenso, vibrante, sentiu quão comezinhos eram os problemas que nesse dia havia enfrentado em casa e no trabalho. E uma paz nova, intensa e vitaminada, inundou-lhe a alma e perfumou-lhe a vida.
Oh! Se sentíssemos mais o "cheiro do próximo", estaríamos mais próximos de nos sentirmos bem.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pede esmola para ajudar os outros

 
Dobri Dobrev foi ferido durante a Segunda Guerra Mundial – 1939 a 1945 – e ficou sem poder ouvir.
Agradecido por não ter perdido a vida, embora tivesse ficado com pouca saúde, achou que devia fazer alguma coisa pelos outros. Casou e teve quatro filhos, dois deles ainda vivos. Com dificuldade em trabalhar, ia volta e meia pedir esmola para Sofia, a maior cidade da Bulgária. Ao princípio deve ter gasto algum dinheiro que lhe davam a ajudar a família, mas com os filhos criados passou a gastar esse dinheiro na ajuda a obras de caridade.
E ainda hoje todos os dias que o tempo e a saúde lho permitem, ele caminha 10 quilómetros de sua aldeia até à cidade, apesar dos seus 98 anos. Vestido com suas roupas feitas em casa e sapatos de couro, ele pede mas não para ele. Dobri vive somente com a sua pensão mensal de 80 euros.
Ao princípio pensava-se que ele mendigava em seu próprio proveito, mas recentemente descobriu-se que ele doou cada cêntimo que lhe deram de esmola, ao todo mais de 40.000 euros, para apoiar orfanatos públicos e o restauro de mosteiros antigos, enquanto ele vive na sua casa com uma pequena pensão mensal de 80 euros.
E ainda hoje faz um gesto de agradecimento a todos os que lhe deixam esmola, que consiste em beijar a mão do ofertante.
Sabe-se de pessoas que andaram a mendigar e conseguiram amealhar uma fortuna, vivendo sempre na miséria. Só no fim da vida se descobriu que até tinham muito dinheiro. Mas este caso é diferente: vive muito pobremente, porque dá tudo para agradecer a Deus ter-lhe poupado a vida.

Fonte: aqui

domingo, 22 de setembro de 2013

A pobreza em Portugal

No final da última reunião do Conselho Permanente da CEP que teve lugar em Fátima, o padre Manuel Morujão declarou que os bispos portugueses estão a preparar uma Mensagem sobre o emprego e a crise que se vive em Portugal.
Manuel Morujão sublinhou que o governo e as forças sociais têm de proteger os mais débeis, "aqueles que já foram duramente penalizados e que devem ser não apenas poupados a futuros cortes, como ajudados a ultrapassar o limiar da pobreza"
Para a Igreja Católica "é uma prioridade defender os que têm pensões de pobreza e até de miséria", sustentou o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
Segundo um relatório de Maio deste ano, a pobreza média relativa é mais significativa nas faixas etárias compreendidas entre os 0-17 anos, voltando a atingir um pico a partir dos 76 anos, de acordo com as conclusões do estudo da OCDE sobre distribuição de rendimentos e pobreza em Portugal.
Em Portugal, a pobreza relativa é de 16,2% no segmento dos 0 aos 17 anos, quando a média nos 34 países da OCDE para os quais existem dados é de 13,3%.
Nos segmentos dos 41-50 e dos 51-65 anos, Portugal revela uma percentagem média de pobreza relativa superior à da OCDE, para depois inverter a tendência entre os 66 e os 75 anos (7,6% contra 11,3%).
Já no que diz respeito ao rendimento disponível, em Portugal este marca uma linha ascendente até aos 65 anos, começando a cair a partir dessa idade. Em média, só supera a OCDE (se bem que muito ligeiramente) nas faixas dos 18-25 e dos 51-65 anos.
Fonte: aqui

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano C



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ESCOLA DA FÉ

Amanhã, dia 20 de setembro,
Centro Paroquial de Tarouca,
às 20.45h
 
Venha e traga um amigo também!
 

ESCOLA DA FÉ 
Amanhã, dia 20 de setembro, Centro Paroquial de Tarouca, às 20.45h

Venha e traga um amigo também!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

As riquezas da Igreja

Uma questão fracturante, a que muitos cristãos não sabem responder

 
Com um valioso património histórico e artístico, muitos são os que questionam a “riqueza” dos bens da Igreja, os templos grandiosos, as alfaias preciosas. Evocando a pobreza de Jesus, ou os gestos despojados de figuras históricas, advogam a renúncia desses bens. Baluarte na missão para que está vocacionada, na caridade e na solidariedade, compete à Igreja potenciar pastoralmente esse legado, protegê-lo e estimá-lo. Do mesmo modo, não seria concebível que, invocando a miséria no mundo, se vendessem as obras de arte dos grandes museus ou aniquilasse o património dos Estados.
Bens que são, em muitos casos, património classificado e da humanidade, resultam de doações feitas ao longo dos tempos, por cristãos e comunidades de fiéis. Constituem, portanto, uma herança legítima, que a Igreja perpetua, como qualquer instituição, para servir os seus fins: o culto, a evangelização e o serviço da comunidade.
Património inalienável, aceites os imperativos legais, duvida-se também da necessidade de o administrar. Podiam utilizar alfaias mais simples. E de facto, exceptuando os casos de flagrante mau gosto, procuram-se ainda hoje obras de arte de qualidade, capazes de cumprir com dignidade a sua missão e traduzir a grandeza da fé. Já sem a ostentação de outros tempos, mas não descurando a beleza como meio de potenciar a sua função, não se cultiva, evidentemente, a ideia do bem precioso para mera fruição estética.
As do passado, aquelas que herdámos, as que preenchem as nossas igrejas, reflectindo os gostos e as circunstâncias históricas de cada tempo, constituem o melhor testemunho da fé das comunidades que as materializaram, assumindo, por isso, um valor insubstituível para os cristãos.

Sandra Costa Saldanha, in agência ecclesia

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O silêncio da Cruz


Conselho Pastoral Paroquial

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E L E I Ç Õ E S

No fim das Missas do dia 5 e 6 de Outubro, as pessoas desta comunidade cristã vão eleger o representante do seu povo ao Conselho Pastoral Paroquial. Já não é a primeira vez que tal acontecesse, por isso, os crentes estão dentro do processo.

É uma eleição sem campanha, sem propaganda. Cada pessoa decide em consciência qual aquele ou aquela que melhor pode representar a sua povoação no conselho pastoral, tendo em conta a vivência da fé, a capacidade de intervir e o sentido comunitário.

Entretanto, cada grupo paroquial deverá também indicar o seu representante ao Conselho Pastoral.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Amor pelo povo e humildade: as características de quem governa

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Amor pelo povo e humildade: as características de quem governa, segundo Papa Francisco.

“Um político que não ama pode, no máximo, colocar um pouco de ordem, mas não governar”, disse Francisco, citando Davi, que ...amava seu povo a ponto de pedir que o Senhor o punisse depois do pecado de numerar o seu povo.

 Não se pode governar sem amor ao povo e sem humildade! E todo homem e mulher que assume um cargo de governo, deve fazer duas perguntas: “Eu amo o meu povo para servi-lo melhor? Sou humilde e dou ouvidos a todos, ouço várias opiniões para escolher o melhor caminho?”. Se estas perguntas não são feitas, não será um bom governo. O governante homem ou mulher que ama seu povo é uma pessoa humilde.

Leigo, Laico, Laicismo

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1. LEIGO
Na Igreja existem tem grandes vocações:
. Leigos
. Ordenados (os que recebem o Sacramento da Ordem: diáconos, sacerdotes, bispos)
. Religiosos (frades e freiras)

Os leigos, como se compreende, são a vocação esmagadoramente maioritária na Igreja.
Como relembrou há dias o Papa Francisco, Igreja somos todos nós que fomos batizados em Cristo. Por isso, leigos, sacerdotes e religiosos são Igreja, a Igreja de Cristo.
Em virtude da comum vocação batismal, todos são chamados ao apostolado.

É próprio dos leigos a secularidade, isto é, viverem no meio do mundo. É, por isso, aí, no meio do mundo, que os cristãos leigos são chamados a levar o Evangelho de Jesus Cristo. Ao mundo da família, da política, do associativismo, do sindicalismo, do desporto, da animação, da cultura, do convívio, da escola, do emprego...
O cristão leigo entra nesses mundos, não para deixar os valores em que acredita à porta, mas para os levar lá para dentro, pautando-se por eles, testemunhando-os e propondo-os.

Sendo Igreja, os leigos têm também um basto campo de ação dentro da Igreja (catequese, formação, coral, caridade, animação e participação litúrgica, administração, contabilidade, oração, etc).
Quando um leigo exerce qualquer destes serviços, NÃO é para ajudar o sr abade. É para exercer a sua missão batismal.

2. Laico
Um termo hoje muito em moda. Há  muita gente que publicamente se afirma: "Eu sou laico".  Muitos estados também se afirmam como laicos.
O laico defende a ausência de qualquer obrigação de caráter religioso nas instituições governamentais. É uma posição que visa a não intervenção da religião no Estado.
A qualidade de ser laico pressupõe a não interferência da igreja em assuntos políticos e culturais. Quando se fala em Estado laico, existe a ideia de neutralidade sobre questões religiosas. Deve haver liberdade para os cidadãos manifestarem a sua fé religiosa, qualquer que ela seja, sem haver controle ou imposição de uma religião específica.

3. Laicismo
O laicismo é um movimento que parece dizer a toda a gente que seríamos mais felizes se acabássemos com a religião. Ou, pelo menos, se a reduzíssemos a qualquer coisa de tão íntimo e subjectivo que não pode haver sequer sinais exteriores de fé. Será verdade que o mundo sem Deus, sem sentido, seria melhor? Pretender acabar com a fé das pessoas é cegueira, é não querer ver o que está no fundo de cada um. É infantil e reacionário, porque é uma tentativa de arranjar uma religião sem Deus, para acabar, pela força, com o que dá sentido e coragem às pessoas.

domingo, 15 de setembro de 2013

Senhor do Monte

A Capela do Senhor do Monte é pertença da Junta de Freguesia de Tarouca.
Mais uma vez este ano, por iniciativa da Junta de Freguesia, realizou-se a festa que teve lugar na tarde do dia 15 de Setembro.
Durante a manhã, voluntários ali prestaram vários serviços, mormente no tocante à confeção do almoço ao qual acorreu mais gente do que no pretérito ano e que decorreu em clima de alegria, simplicidade e mútua ajuda
Pelas 14.30h horas, teve início a procissão junto da Capela de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, que seguiu pelo velho

caminho que a quem a Junta dera um jeitinho.
Uma vez na Capela, teve início a Eucaristia, animada pela Banda de Tarouca, que já havia participado na procissão e que, após a Missa, ofereceu um breve concerto, muito apreciado pelos presentes.





Seguiu-se um tempo de convívio e de partilha. Entretanto, a Junta de Tarouca ofereceu o lanche.
Aquele lugar é lindíssimo, recatado e com abundante vegetação. Precisa apenas de alguns melhoramentos, mormente a nível de acessos, arranjo de espaços, colocação de mesas e de wcs, exploração de água.
Assinale-se o facto de muita gente ter acorrido ao local. Tudo o que contribua para juntar as pessoas de uma freguesia tão dispersa é sempre bem-vindo. As pessoas souberam conviver fraternalmente em são espírito de partilha.

Valverde com Nossa Senhora das Dores


Noite de Sábado, 14 de Setembro.
Porque estamos no Ano da Fé, este ano deu-se mais realce ao festejo anual que Valverde faz à Senhora das Dores.
Após a procissão de velas que se iniciou na capela, teve lugar a Eucaristia celebrada junto ao nicho de Nossa Senhora das Dores e animada coralmente por pessoas de Valverde, que também proclamaram a Palavra de Deus.
Muita gente na procissão e na Missa. Silêncio e postura de fé.
Os pastorinhos levavam mensagens sobre a fé, afixadas nas costas.
Falou-se de Maria como modelo do crente e da Igreja que somos. Nossa Senhora não perdia tempo em lamúrias ou murmurações. Iluminada pela fé, Maria partia para a ação, para a ajuda concreta.
Parabéns ao povo de Valverde pela simplicidade nobre como organizou e viveu esta festa.

sábado, 14 de setembro de 2013

Nossa Senhora dos Remédios

Celebra-se, hoje, a Exaltação da Santa Cruz



A Cruz surge-nos em toda a parte. Somos autenticamente estauróferos (portadores da Cruz).

Trazemos a Cruz nos lábios e no peito, como sinal.

Encontramos a Cruz nas ruas e nos museus, como ornamento.
 Importante é reencontrar a Cruz como projecto de vida.

Cruz é despojamento, é humildade, é dádiva sem fim, amor sem limites.
 «Quem escolhe - dizia Rahner -, escolhe a Cruz».

Só abraçando a Cruz, daremos o passo em frente. E chegaremos à vida plena.
 Só quem dá a vida, entende a vida.
Fonte: aqui

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano C

Leituras: aqui

A liturgia deste domingo centra a nossa reflexão na lógica do amor de Deus. Sugere que Deus ama o homem, infinita e incondicionalmente; e que nem o pecado nos afasta desse amor…

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Os sarilhos da religião



Educar religiosamente as crianças dá um trabalhão. É muito mais fácil não educar. É muito mais simples deixá-las em paz e sossego com as coisas mundanas da vida em que o mais longe que se vai no que diz respeito ao direito natural é à figura do Pai Natal e à história mercantilista da fada dos dentes. Mais sobrenatural que isto é uma complicação dos diabos. E esta dificuldade aplica-se a qualquer religião. Em qualquer uma o enredo é difícil de explicar e de entender. As metáforas são mais que muitas e os rituais com significados transcendentes são demasiado para as nossas pobres cabecinhas.

As crianças, ao contrário dos adultos, querem saber porquê. Exigem saber o significado de tudo, a razão de ser de cada coisa e qual o objectivo de cada acção. Ora nós, pobres crentes, não sabemos nem metade daquilo que eles querem saber. Nós somos praticantes, religiosos, praticamos os ritos, rezamos, mas pronto. Não perguntamos muita coisa. É assim porque sempre foi e isso chega e sobra para satisfazer as nossas crenças religiosas. Já fizemos as perguntas que queríamos e agora só queremos estar sossegadinhos na intimidade da nossa fé. O que chega e sobra.

As crianças não. Elas querem saber porque é que são baptizadas. Perguntam, com todo o desplante, o que é que acontecia se não fossem baptizadas. Também perguntam porque é que vão à missa, porque comungam, o que é a hóstia, quem é o Espírito Santo, o significado da cruz, etc. Ninguém as cala. Por exemplo, como é que se explica a uma criança a razão pela qual S. Francisco falava aos peixes? Porquê os peixes, se os peixes não percebem nada?

Ora responder a isto tudo é quase impossível. Pelo menos no meu caso. Imagino que as mães judias ou muçulmanas passem pela mesma provação. Também não deve ser fácil explicar ao filho como é que ele vai saber se o Messias já chegou ou o significado das virgens no Céu. Não lhes invejo a sorte.

As crianças não aceitam a religião com a passividade com que nós aceitamos. Se dependesse delas, Maomé e mesmo Jesus teriam de aparecer na televisão todos os dias se quisessem ter quem os seguisse e teriam de explicar tudo muito bem explicadinho sem se valerem de parábolas ou metáforas. Teria de ser tudo muito concreto, preto no branco, para as criancinhas entenderem. Na falta deles, cá estamos nós para elucidar os nossos filhos. Nós, pobres diabos que não percebemos nada do assunto.

A verdade é que explicar religião às crianças, fazer delas católicos praticantes, crentes muçulmanos ou judeus devotos é muito mais difícil do que explicar matemática ou física quântica: os exercícios não trazem soluções e é tudo uma questão de fé.

A verdade é que explicar religião às crianças, fazer delas católicos praticantes, crentes muçulmanos ou judeus devotos é muito mais difícil do que explicar matemática ou física quântica: os exercícios não trazem soluções e é tudo uma questão de fé.

O que nos resta, sendo óbvia a ausência de base racional, é a teimosia. Educar um filho religiosamente é ser teimoso. Somos obrigados a fazer duas coisas que nos custam: sermos minimamente exemplares na prática e coerentes no dia-a-dia. E teimar no discurso. Ora isto obriga-nos a ser crentes praticantes. Para mal dos nossos pecados, não chega sermos apenas crentes. Temos mesmo de praticar alguma coisinha ou as crianças não vão na conversa. Temos mesmo de ler, de rezar, de praticar, enfim, de ter uma dose de trabalho suplementar a que não estamos muito habituados. E de repente, depois de adultos, voltamos a ter aquelas dúvidas que tínhamos quando éramos pequenos, só que agora os explicadores somos nós.

Inês Teotónio Pereira, aqui
 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Os santos falam de oração

 
· Quem não pede não recebe. — Sta. Teresa.

· A oração é a mais poderosa arma para nos defendermos dos inimigos de nossa salvação. Entre os meios que Jesus recomendou, deu o primeiro lugar à oração. — S. Carlos Borromeu

· Peçamos-lhe não coisas pequenas e vis, mas, sim, coisas grandes. — Sto. Agostinho

· Deus não quer dar-te logo o que pedes, para aprenderes a desejar com grande desejo. — Sto. Agostinho

· É forte o poder do inferno, entretanto, a oração é mais forte do que todos os demónios, porque nos consegue o auxílio divino. — S. Bernardo

· Nada há homem mais poderoso do que quem reza. — S. João Crisóstomo

· A oração aplaca a ira de Deus, porquanto Deus perdoa logo a quem com humildade lhe pede, concede todas as graças pedidas, vence todas as forças do inimigo, em resumo, transforma os cegos em iluminados, os fracos em fortes, os pecadores em santos. — S. Lourenço Justiniano


 
· Pedes e não recebes, porque tua oração foi mal feita ou sem fé, sem devoção ou desejo; ou porque pediste coisa que não se referia à tua salvação eterna, ou pediste sem perseverança. — S. Basílio
Fonte: aqui

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O fascínio do Papa Francisco

 
Um observador imparcial, alheio a uma visão inspirada na fé, não pode deixar de ficar impressionando pelo que a Igreja Católica revela de perenidade, por um lado, e de vitalidade, por outro. A perenidade é a de uma doutrina que permanece para além dos séculos e de todas as mudanças sociais. A vitalidade revela-se na sua capacidade de resistir até às infidelidades e incoerências de muitos dos seus membros (e o escândalo contemporâneo dos abusos sexuais praticados por sacerdotes é apenas um entre muitos ocorridos ao longo da História). E revela-se, sobretudo, na sua capacidade de rejuvenescimento, apesar dos seus dois mil anos, até nos momentos mais difíceis e imprevistos (assim, por exemplo, aquando do concílio Vaticano II, há cinquenta anos).
Uma visão de fé reconhecerá nestes aspetos a ação do Espírito Santo e a concretização de uma promessa: «Estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20).
Todas estas reflexões surgem a propósito do início do pontificado do Papa Francisco e da sua primeira grande viagem, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Num contexto em que se sucediam escândalos e que poderia conduzir o pessimismo, surge este Papa, com toda a sua novidade, frescura e fascínio, como um dom que facilmente atribuímos à Providência divina.
Da viagem ao Brasil, impressionam os milhões de jovens e adultos que acorreram aos encontros e celebrações e os comentários acentuadamente positivos (por vezes até entusiastas) da comunicação social laica.
É bem verdade, como já dizia Paulo VI, que a nossa época dá mais importância aos testemunhos do que aos mestres. O fascínio do Papa Francisco vem, sobretudo, do seu testemunho coerente. É exemplo vivo daquela alegria que, segundo as suas palavras, deve distinguir os cristãos. Os seus hábitos pessoais estão em sintonia com o espírito de pobreza e humildade que proclama para a Igreja. A sua vontade de a todos saudar calorosamente, para além dos cuidados de segurança (porque um abraço de amizade não pode ser impedido por qualquer barreira de vidro), sem nunca dar sinais de cansaço ou indiferença, ilustra bem aquela cultura do encontro e da ternura de que também fala nos seus discursos.
Há quem venha neste seu estilo uma descontinuidade com os seus antecessores. Não deve, porém, falar-se em descontinuidade, mas antes em algumas facetas que neste Papa vêm mais em relevo, mas que nos outros não estavam ausentes. Como ele próprio já afirmou, os seus antecessores levavam também uma vida sóbria. A continuidade doutrinal é bem visível, desde logo pelo facto de a sua primeira encíclica, sobre a fé, ter a marca inconfundível do seu antecessor, Bento XVI. Num jardim, cada uma das flores tem a sua beleza própria, que não fere nem ofusca a beleza das outras.
Ainda a respeito da eventual descontinuidade com os seus antecessores, há quem note na mensagem deste Papa uma menor insistência em questões que mais contrastam com a mentalidade dominante (a condenação do aborto e dos ataques à família, entre outros). Estaria também aí um dos motivos da sua maior popularidade, condenada a desaparecer se esses temas vierem a ser abordados.
Antes de mais, importa, também a este respeito, não acentuar em demasia essa eventual diferença. Dou apenas um exemplo significativo: quando o Papa, no Brasil, convidou os jovens a serem “revolucionários”, a comunicação social deu grande destaque a esta frase, por vezes esquecendo o seu contexto; sendo que ele apelou a que os jovens sejam “revolucionários” caminhando “contra a corrente” da “cultura do provisório”, a que foge das escolhas definitivas como é a do casamento indissolúvel. Longe dos seus horizontes está, pois, uma qualquer popularidade fácil.
Quando interpelado diretamente sobre esta questão, quando regressava do Brasil, disse o Papa que não abordou esses temas polémicos porque a sua posição a esse respeito (que é, obviamente, a da Igreja) já é conhecida e nada tem a acrescentar a ela. E acentuou também que quer, antes de tudo, transmitir uma mensagem positiva. Sim, porque essa mensagem, como a de Jesus, é, antes de mais, uma “boa nova” de alegria, esperança e libertação, não uma condenação; é um “sim”, mais do que um “não”.
Depois, quando essa mensagem for compreendida em toda a sua profundidade, na sua beleza, mas também na sua exigência, hão-de ser compreendidas, por acréscimo, todas as suas implicações, mesmo aquelas que mais contrastam com a mentalidade dominante.
Pedro Vaz Patto, aqui

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

“Não sou uma máquina registadora de pecados”

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“O segrede profissional dos padres ultra­passa o da confissão. As leis em vigor dizem que os sacerdotes não podem ser interroga­dos pelas autoridades acerca de factos que conheceram no exercido do seu mundus. As pessoas vêm falar connosco sobre a sua vida, pedir ajuda... Recebo 7, 8 pessoas por dia na minha paróquia, e a maioria não vem para ser ouvida em confissão. As pessoas contam-me coisas porque partem do princípio que vou guardar reserva sobre elas.

 A lista dos valores pelos quais parece que vale a pena sacrificar o segredo de confissão é muito longa. Mas a igreja tem como valor maior que todo o pecador pode dirigir-se ao seu pároco e contar-lhe os seus pecados - e que isso está abrangido por um sigilo inviolável. Isto é um serviço à paz das consciências, à união das famílias. A inviolabilidade deste segredo é tão forte que a pena de violação do sigilo é a excomunhão reservada ao Santo Padre. Na igreja Católica o segredo da confis­são não cede perante nenhum outro valor. E não está prevista nenhuma exceção.

Nunca conheci um padre que tivesse violado o segredo da confissão. Perante casos mais graves, se alguém me confessasse, por hipótese, intenção de matar a mulher, o que faria seria não lhe dar e absolvição, ameaçá-lo com as penas do inferno - e calar-me muito bem calado. Graças a Deus nunca me aconteceu. Penso que se me acontecesse ficaria muito perturbado com Isso e rezaria a Nosso Senhor para que resolvesse a ques­tão. Mas sei que há uma coisa que não pode­ria fazer: telefonar à mulher a dizer que o marido a ia tentar matar. O código diz claramente que não posso revelar o pecado. Em 32 anos de trabalho, nunca tive a tentação de violar o segredo da confissão.

 Estou acautelado pela lei civil a não ter de prestar declarações, em tribunais ou inquéri­tos públicos. Dou-lhe um exemplo: na véspe­ra da famosa fuga de Peniche, em 1960, em que fugiram dez reclusos presos por oposi­ção à ditadura, todos eles, à exceção de Álvaro Cunhal, pediram para falar com o capelão da cadeia, o padre monsenhor Bastos. Após a fuga, a monsenhor Bastos nunca ninguém perguntou rada. Mem os agentes investigadores, nem o diretor da PIDE, nem o ministro da Justiça, nem o dr. Salazar - ninguém.

Não sei como fazem os outros padres com os segredos que lhes confiam, mas eu esque­ço-me. O que chega a ser até um pouco embaraçoso. Não faço por esquecer, mas a verdade é que me esqueço da maioria. Por vezes, há coisas graves, terríveis, que não consigo esquecer facilmente. Nessas oca­siões, rezo, rezo, rezo. Peço a Deus que me faça humilde e não me permita arvorar-me em juiz dos meus irmãos, que não sou. Já houve confissões que me deixaram profunda­mente perturbado e aflito, consciente dos limites da humanidade, orante e ajoelhado diante de Deus. Não sou uma máquina regis­tadora de pecados.

A confissão não faz de nós terapeutas da alma. É um momento sagrado de encontro entre o pecador e Deus que perdoa, em que o sacerdote é instrumento da misericórdia de Deus. Não nos cria nenhum direito sobre a alma do penitente. A contrição verdadeira (arrependimento pelos pecados) passa-se num santuário do coração onde eu não tenho direito de entrar. Só Deus consegue entrar aí. Não me permito recusar a absolvição a uma pessoa por não me parecer verdadeiramente arrependida. A definição de santo é essa mesma, a de um pecador que não desiste de se arrepender. Ser um reposi­tório de segredos é difícil. Mas é mais belo que difícil. Porque a luz de alívio no rosto do pecador absolvido é mais bela do que tudo o mais”

P.e João Seabra, aqui

sábado, 7 de setembro de 2013

Como explica a Igreja os estigmas?

7 de Setembro: Dia de Oração e Jejum pela Paz na Síria e no Mundo


Deus de Compaixão,
escuta o clamor do povo Sírio,
conforta os que sofrem violência,
consola os que choram os seus mortos.
Fortalece os países vizinhos para que acolham os refugiados.
Toca os corações dos que recorrem às armas
e protege os que trabalham pela paz.
Deus da Esperança,
inspira os líderes para que escolham a paz em vez da violência e para que procurem a reconciliação com os seus inimigos.
Inflama a compaixão na Igreja Universal para com o povo Sírio
e dá-nos esperança num futuro com base na justiça para todos.
Nós Te pedimos por Jesus Cristo, Príncipe da Paz e Luz do mundo.
Amém.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM -Ano C

Leituras: aqui
 
Com este programa, garanto-vos que nenhum político ganharia as próximas eleições! A austeridade da cruz e o esforço da renúncia não atraíram nunca o aplauso das massas! Mas Jesus, que não vai a votos, não está para vender ilusões, propondo-nos um qualquer evangelho a saldo! Por isso, tira todas as pedras do caminho, a quem julga chegar a Jerusalém, atravessando uma passadeira vermelha. Ele define, com clareza, as coordenadas do caminho da Cruz, com três condições e duas parábolas.
 
video
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

ONU assinala primeiro Dia Mundial da Caridade

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ONU assinala primeiro Dia Mundial da Caridade, no aniversário da morte de Madre Teresa de Calcutá

A Organização das Nações Unidas (ONU) assinala esta quinta-feira, 5 de setembro, aniversário da morte da Beata Madre Teresa de Calcutá (1910-...1997) o primeiro Dia Mundial da Caridade.

«Reconhecendo os esforços das organizações de beneficência e indivíduos, incluindo o trabalho da Madre Teresa», a assembleia geral da ONU «decide designar 5 de setembro Dia Internacional da Caridade», lê-se na declaração da 58.ª sessão plenária, realizada a 17 de dezembro de 2012.

Na mensagem para este dia, o secretário-geral da ONU sublinha que a «vida» e as «obras» que a religiosa católica fundadora das Missionárias da Caridade realizou em favor de «alguns dos membros da família humana mais pobres e mais vulneráveis» inspiraram «emulação por todo o mundo».

«Estranhamente, a caridade é por vezes dispensada, como se fosse ineficaz, imprópria ou até mesmo de alguma forma humilhante para o destinatário. "Isto não é caridade", esforçam-se por reivindicar alguns doadores, “isto é um investimento". Reconheçamos a caridade por aquilo que está no seu coração: um nobre empreendimento que visa melhorar a condição humana», pede Ban Ki-moon.

O responsável lembra o «papel importante da caridade na missão da ONU: «Doações de tempo ou de dinheiro; envolvimento voluntário na sua própria comunidade ou no outro lado do mundo; atos de cuidado e bondade sem esperar recompensa; estas e outras expressões de solidariedade global ajudam-nos na nossa procura partilhada de viver em harmonia e de construir um futuro pacífico para todos».

«Neste Dia Internacional, apelo às pessoas em todo o mundo, de todas as idades, para agirem segundo o impulso caritativo que reside em todos os seres humanos», conclui Ban Ki-moon.

 


 
Fonte: aqui

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Fiéis em todo o mundo aderem ao dia de oração e jejum convocado por Francisco



Cidade do Vaticano (RV) – Aumentam de hora em hora as adesões ao dia de oração e jejum pela Síria, convocado pelo Papa Francisco para o próximo sábado. Inúmeras organizações e expoentes religiosos manifestam publicamente a sua participação.

Congregações como o Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME), a Obra Dom Orionee os salesianos, movimentos como a Renovação no Espírito, Pax Christi e Focolares já divulgaram comunicados aderindo à iniciativa.

A Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa fez o mesmo, fazendo votos de que “cada ordinário na sua diocese, eparquia ou exarcado, cada pároco em sua paróquia e com os seus paroquianos, cada superior/a de Instituto religioso, possa organizar o dia como mais lhe convém, na esperança de que “o eco das orações que saem de nossos lábios possa cobrir o barulho dos tambores da guerra”.

O Arcebispo metropolitano sírio-ortodoxo de “Jazirah e Eufrates”, Eustathius Matta Roham, afirmou que ele e toda a sua comunidade “aderem com convicção ao apelo do Papa”. Para afastar males como a guerra e a violência, o Arcebispo recorda o trecho do Evangelho de Mateus (Mt 17,21): “Esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”.

Nas Filipinas, o Card. Luis Antonio Tagle convidou todos os párocos e os reitores de santuários da Arquidiocese de Manila a celebrarem a missa da manhã de sábado, 7 de setembro, com a intenção especial pelo povo sírio, encorajando os fiéis a uma hora de Adoração eucarística depois da missa. Em todas as dioceses, estão sendo organizados encontros de oração e jejum pela paz.

Em Assis, cidade que receberá o Papa em outubro, a Basílica Inferior de São Francisco de terça a sexta feira permanecerá aberta até as 22h para permitir que os fiéis rezem sobre o túmulo do Santo pela paz na Síria. Além disso, no sábado, os frades realizarão uma vigília de oração em Santa Maria dos Anjos em comunhão com o Papa Francisco.

A Secretaria de Estado do Vaticano convidou os embaixadores junto à Santa Sé para um encontro quinta-feira de manhã, de modo que possa informar ao corpo diplomático o significado da iniciativa e contatou também todas as Conferências Episcopais do mundo com a mesma finalidade. Já os dicastérios vaticanos se mobilizaram contatando os referentes de outras Igrejas e confissões religiosas.

O programa para sábado ainda está sendo definido. A Praça S. Pedro estará aberta a todos, a partir das 16h30, hora local, sem necessidade de bilhete. A chegada do Papa está prevista para as 19h. Haverá a entronização da imagem mariana do "Salus populi romani", a reza do terço e uma meditação do Pontífice com um renovado apelo pela paz. A conclusão está prevista para as 23h.

Texto proveniente  daqui

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Igreja ganha «vitalidade» com experiências missionárias


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Numa altura que o clero «diminui drasticamente» na Europa e em que as vocações «são quase nulas em solo europeu», António Couto, bispo de Lamego, considera que os sacerdotes europeus devem realizar experiências missionárias para se enriquecerem, motivarem os fiéis e para que a «sensibilidade» missionária não amorteça.
«Uma Igreja que não tem vocações, que está claramente a decair, como esta Igreja em solo europeu, ganharia muito mais vitalidade se alguém fosse para fora e depois viesse e falasse das experiências que fez, de como se vive de outra maneira o cristianismo noutras circunstâncias», destacou o prelado.
Para António Couto, tal experiência seria «muitíssimo» enriquecedora. «Ainda que tenha poucos padres, se eu mandar dois ou três, para o mundo missionário, eu ganho, porque eles voltarão mais enriquecidos e com outra mentalidade. Portanto, depois podem ser muito mais influentes aqui na Europa», acrescentou, em declarações à FÁTIMA MSSIONÁRIA, à margem do Curso de Missiologia.
O bispo de Lamego, e também presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, está em Fátima esta quarta-feira, 28 de agosto, enquanto docente do Curso de Missiologia, uma formação que está a decorrer até ao próximo sábado, dia 31. «A missão de Cristo, a missão do Cristão. Por uma Cristologia missionária» é o tema que conduzirá a intervenção do prelado ao longo do dia.
Aos participantes, o bispo de Lamego vai mostrar «textos do Evangelho que dizem respeito, sobretudo, à missão de Jesus». «Estes textos são importantes para nós percebermos como é que Jesus faz», disse o prelado, acrescentado que o «missionário tem que estar preso a Cristo e ao Pai», porque «não há outra maneira de fazer missão».
Fonte: aqui

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Conselho Económico em Santa Helena

Havia sido combinado entre todos, mas para o 1º domingo de Setembro. Por isso, teve lugar hoje o encontro dos comissários e suas famílias em Santa Helena.
Em virtude de compromissos já assumidos ou por razões de índole particular, nem todos os comissários puderam marcar presença. De todos nos recordámos com amizade.
Ao longo da manhã as pessoas foram chegando à Serra e o almoço foi sendo preparado. A refeição correu com simplicidade, naturalidade e espírito de amizade.
Após o cafezinho, os conselheiros foram fazendo o ponto da situação no tocante ao seu pelouro de acção (obras e situação económica), analisaram situações pendentes, projectaram actividades e viram-se aspectos do funcionamento do grupo. Entretanto as suas famílias, continuaram o convívio e o trabalho de cozinha...

Ser conselho económico não é só a mesma coisa que ser direcção de uma associação qualquer. É preciso ter em conta os valores do Evangelho e as orientações da Igreja.
Finalmente, após um breve lanche, as pessoas regressaram a casa.
Foi muito agradável este encontro de voluntários e suas famílias. É que nestes convívios, estreitam-se laços de amizade, compreensão pelo aprofundamento do mútuo conhecimento e fortalece-se a vontade de ir sempre mais além.