sexta-feira, 30 de novembro de 2012

1º Encontro da Escola da Fé

Na noite fria desta sexta-feira, teve lugar no Centro Paroquial o 1º encontro da Escola da Fé, orientado pelo Pároco e pelo Diác. Adriano.
O power point foi companheiro desta sessão.
Depois do Hino Oficial do Ano da Fé, rezámos o Credo. Seguidamente, falou-se do Ano da Fé, da proposta do Papa para o viver e do que nos pede o nosso Bispo para que o sintamos, vivenciemos e anunciemos.
Depois pegámos na 1ª palavra do Credo: "CREIO". O mundo e o homem como caminho de Deus e para Deus.
Abordou-se a Fé como uma resposta confiante à iniciativa de Deus em entrar em comunhão connosco. A Bíblia e a Tradição viva da Igreja como fontes de revelação.
Mais do que crer numas verdades, a Fé tem um nome e um rosto: JESUS CRISTO, a revelação total e definitiva de Deus. O abraço do pai ao homem que Ele quer salvar. Cristo é tudo. Deixar-se transformar por Ele que é humilde, alegre, simples, desprendido, confiante, desafiante.
Nesta linha, ouvimos como prece o cântico "Pegadas na areia". E terminámos com a Oração para o Ano da Fé.
Foram ainda abordadas questões práticas: hora e dia dos encontros, temas que as pessoas gostariam de ver tratados, etc.

O próximo encontro será em 28 de Novembro, às 20.45 horas, no Centro Paroquial.
Não esqueça!!!
Venha e traga um amigo também!


I Domingo de Advento - Ano C

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“Caminhamos carregados de esperas, vagueando na noite!
E Tu vens ao nosso encontro em cada dia! És para nós, o Filho do Altíssimo!
Com os santos, que caminham entre nós,
Senhor, nós Te pedimos: Aumenta. Aumenta a nossa fé!”
 
1. Assim reza a primeira estrofe, do belíssimo Hino, para o Ano da Fé. Recordemo-lo ao acendermos a 1ª vela da coroa de advento! Acendemo-la, para significar que Advento é Caminho, que se faz, vagueando na longa noite da espera. E a noite é aqui o símbolo, por excelência, das nossas incertezas e inseguranças, das nossas angústias e tristezas, dos nossos medos aterradores e paralisantes, mas também o símbolo da expetativa, da vigília, da espera pela luz do dia! Só a fé, pode dissipar e vencer as trevas da noite; só pela fé, podemos caminhar, neste mundo, carregados de esperas; só pela fé podemos ser portadores de esperanças, de pequenas luzes e de grandes esperanças, num mundo, que precisa tanto de se abrir à luz de Deus.
2. Caminhamos, vagueando na noite”. O mesmo é dizer, caminhamos, “à luz da fé, e não da visão clara” (II Cor.5,7). Na verdade, a fé vive-se sempre como um caminho, uma peregrinação, um salto no escuro, num verdadeiro processo de crescimento e amadurecimento. Foi assim, com Abraão, «nosso pai na fé» (cf. Rom.4,11-12.16). Foi assim, com Maria, nossa mãe, «feliz porque acreditou» (Lc.2.45). Foi assim na vida dos discípulos e de todo os santos, ao longo da história. É assim na vida dos cristãos, de todos os tempos, que vencem o mundo, precisamente, pela sua fé (cf. PF 13). Como vos digo, na Carta Pastoral, “ninguém tem já feito e perfeito o seu caminho de fé. Todos juntos, avançamos, progredindo na fé, entre luzes e sombras, dúvidas e convicções, sofrimentos e consolações, silêncios e esperanças. Todos os dias, e em cada dia, precisamos de prestar ouvidos, de limpar e inclinar o coração, para escutar e responder, para ver e compreender, para aceitar e corresponder, ao dom do amor de Deus, que nos ama e nos chama a segui-lO, na estrada da vida” (n.4). Nessa estrada, “Ele vem ao nosso encontro, em cada dia. É para nós, o Filho do Altíssimo”. Com a luz da sua Palavra e da sua presença oculta, Ele tem o poder de nos abrir os olhos, para o futuro, até que chegue o dia inteiro e limpo, em que “o Filho do Homem virá em todo o seu poder e glória” (Lc 21,27).
3. Por isso mesmo, o verdadeiro discípulo, que sempre caminha vagueando na noite, não deixa de suplicar «Senhor, nós Te pedimos: Aumenta. Aumenta a nossa fé!» (Lc 17,5). Este é, pois, um longo e árduo caminho, em que só a Estrela da fé, nos guia, e faz avançar, “esperando contra toda a esperança” (Rom.4,18). Ninguém jamais pode percorrer este caminho sozinho. Todos precisamos de todos. E todos precisamos de bons guias no caminho da fé (cf. At.8,31), a começar pelos “santos que caminham entre nós”.
4. Queridos irmãos e irmãs: Vagueando na noite, olhemos então mais para o céu, procuremos, constantemente, com o olhar, a estrela de Deus, aquele Deus que está perto de nós e nos indica o caminho! Para isso, deixemo-nos seduzir e conduzir, pelos santos, como estrelas luminosas, que nos guiam no caminho da fé. Os santos são nossos verdadeiros"companheiros de viagem", no caminho da fé. Cada um de nós deveria ter um Santo, que lhe seja familiar, para o sentir próximo, com a oração, com a intercessão, com o desejo de o imitar. Queremos, por isso, nesta semana, convidar-vos a conhecer melhor os Santos, começando, por aquele, do qual, porventura, tendes o nome, ou que dá nome à vossa rua, ou de que tereis uma imagem em casa. Procurai conhecer a sua vida, ler os seus escritos (se for o caso), descobrir os seus rasgos mais caraterísticos, para o poderdes imitar. Tende a certeza, de que os santos, se tornarão boas guias, ajudas válidas, para amar ainda mais o Senhor, para “crescer e abundar na caridade uns para com os outros” e para progredir na fé e na santidade de vida (cf. Tes 3,12-4,2). Eles são o rasto luminoso de Deus, que Ele mesmo traçou e continua a traçar, ao longo da história. Alcançados, pela luz de Cristo, os santos indicam-nos o caminho, para agradar a Deus e nos tornarmos mais humanos e mais felizes!
5. Irmãos e irmãs: “O Senhor confirme os vossos corações numa santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, nosso Senhor, com todos os santos” (I Tes 3,13)! Com os santos, que caminham, entre nós, sigamos aquela Estrela, que nos leva ao encontro luminoso, com o Filho do Altíssimo, que vem até nós! E supliquemos, humildemente: Senhor: aumenta, aumenta a nossa fé!
Fonte: aqui

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sentido do Advento



Está à porta o primeiro Domingo do Advento. Quer dizer que já começamos a preparar o Natal.

No tempo do Advento a Igreja relembra o grande mistério da Encarnação. Jesus já veio e somos nós, os crentes, que, por Sua vontade, devemos fazê-lo presente no nosso mundo. É por meio de nossa fé, esperança e amor que ele quer fazer brilhar continuamente a luz na noite do mundo. De modo que as luzes que acendamos nas noites escuras deste inverno sejam ao mesmo tempo consolo e advertência: certeza consoladora de que "a luz do mundo" já foi acesa na noite escura de Belém e transformou a noite do pecado humano na noite santa do perdão divino.No decurso dos quatro domingos do Advento, o povo cristão é convidado a preparar os caminhos para a vinda do Salvador. O Cristo Senhor, que há dois mil anos nasceu como homem numa manjedoura em Belém da Judeia, deseja ardentemente nascer em nossos corações, conforme as palavras da Bíblia: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo" (Ap 3, 20).

No Advento temos a oportunidade de aprofundar a expectativa do "Senhor que virá para julgar os vivos e os mortos", e na semana que antecede a festa natalina, a preparação próxima para celebrar o "Senhor que nasceu para nos salvar".
Enquanto quase todos se voltam para as vendas e as compras neste tempo que antecede o Natal, os cristãos preparam-se para que em seu coração haja espaço para o Verbo Encarnado que veio para salvar a todos. O Advento constitui precisamente o tempo favorável para a preparação do nosso coração. Deixemo-nos transformar por Cristo, que mais uma vez quer nascer em nossa vida neste Natal.
Fonte: aqui
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Porque estamos no Ano da Fé

A fé não é a solução para todos os problemas

Esta fórmula é muito interessante, porque toca naquilo que mais serviu/serve para atacar os crentes e até mesmo para os próprios crentes também tantas vezes se verem confrontados e se lamentarem perante os insucessos. Se acredita porque tem problemas? Se tem fé porque não encontra uma solução rápida para os seus problemas e dificuldades que vai encontrando ao longo da sua vida? Se acredito tanto em Deus porque me aconteceu isto? Porque morreu o minha mãe, o meu pai, um filho ainda criança…Porque sou vítima de tantos azares no meu dia-a-dia? - Tantas questões que ora são colocadas pelos próprios crentes, ora pelos que não acreditam para ridicularizar ou atacar quem tem fé.
 
Nada disto é dramático. Há é um tomar a fé de forma errada, isto é, coisificada como se fosse algo deste mundo. A fé não é a solução para todos os problemas, mas antes um caminho, um acolhimento, que anima na esperança e remete a pessoa humana para a transcendência, para Deus. Nisso encontra forças dentro de si para enfrentar os problemas e serve sempre para descobrir sentido para a vida e para a morte.
A fé não é garantia de solução imediata para os problemas, não é um xarope, uma aspirina que imediatamente alivia as dificuldade e os desafios da vida. Na fé cada crente descobre-se na relação da amizade com Deus, eleva-se da miséria deste mundo e procura a libertação de tudo o que seja opressão, todas as vias e meios que conduzam ao amenizar do seu sofrimento e dos outros. Numa palavra, o crente descobre-se um com todos no abraço da transcendência.
A fé não livra ninguém de nada desta vida material, até pode ser que o crente seja o que tem menos sorte, aquele que experimenta mais problemas, mais injustiças, mais sofrimento... (Tudo isto é sempre muito relativo e subjetivo). Porém, nessa circunstância o crente descobre-se como pessoa, é gente criada e amada por Deus, em Quem encontra dinamismo interior para vencer. A fé não é o remédio para todos os males e com essa qualidade interior os problemas podem mais facilmente serem ultrapassados e a luz interior pode ser mais intensa para que a solução apareça mais rapidamente e com mais qualidade.
Não será por acaso que cada vez mais se vá percebendo nos lugares dos cuidados de saúde que a dimensão espiritual tem um papel cada vez mais relevante. São cada vez mais os agentes de saúde que me vão dizendo que é mais fácil tratar um doente com fé do que um que não a tenha… Só isto parece dar resposta a quem tantas vezes acusa os crentes de serem uns simplórios que perdem tempo a acreditar em realidades que não existem nem dão garantias de nada.
A fé reduzida a coisificação não serve para nada, mas trabalhada pela maravilha do dom de Deus, faz viver a vida com problemas ou sem eles na serenidade e na paz. 
Fonte:  aqui

Senhor, Tu chamaste-me !



Jesus Cristo, Mestre e amigo, caminhamos juntos
neste mundo cheio de esperança.
Acredito, Senhor, que me chamas à felicidade,
à vida nova, ao Céu que na terra começa,
a um estilo de vida diferente,
e a uma missão empolgante.
Chamas-me a ser sal e luz do mundo.
Acredito, Senhor, que me chamas a
testemunhar o Teu grande amor pelos homens,
todos os dias e nas pequenas coisas do dia-a-dia.
Seduz-me para que eu Te procure e Te encontre.
Transforma-me e envia-me a salgar e a
iluminar os corações insípidos e obscurecidos.
A todos quero levar a luz atraente da Fé.
Acredito, Senhor, que me chamas a dilatar o Teu Reino,
até que o Teu amor abrase todos os corações.
Estou aqui, Senhor.

Amen. 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Bispo de Lamego: três iniciativas para o Ano da Fé

Anuncio três iniciativas, três fios de ouro, que podem entrelaçar os nossos corações e guiar os nossos passos ao longo deste Ano da Fé, que agora inauguramos:
 
1) Desafio-vos a todos a que façamos nascer por toda a parte ESCOLAS DE VIVÊNCIA DA FÉ, que nos congreguem, que nos ajudem a aprofundar os nossos conhecimentos e a dissipar as nossas dúvidas, que nos tornem cristãos mais conscientes e felizes, entusiasmados com a nossa fé;

2) Avalanches de cristãos, particularmente com marca jovem, que não se envergonhem do Evangelho (Romanos 1,16), e que atravessando cidades e aldeias, queiram sentir de perto a Alegria de ver no rosto de cada irmão o rosto de Jesus Cristo, para que ninguém se sinta fora da Casa que juntos queremos construir;

3) Cristãos convictos e credíveis, verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, que sentem arder bem vivo o lume da sua Fé, e que vão ao encontro de outra pessoa, de forma directa e personalizada, para lhe passarem essa paixão de Cristo e por Cristo; quando esta segunda pessoa sentir também bem vivo o lume de Cristo dentro de si, então partirão os dois ao encontro de outros dois; e quando também estes sentirem o Amor irresistível de Jesus Cristo, partirão os quatro ao encontro de outros quatro, e assim sucessivamente até termos ateado o fogo do Evangelho a todos os corações que se abrigam sobre este chão, sob este céu abençoado de Lamego.
No final da Eucaristia,
o Sr. D. António Couto entregou
 uma pequena vela acesa
a cinco leigos,
os primeiros a partir em missão
de anunciar Jesus Cristo
neste Ano da Fé,
na Diocese de Lamego.
 

As escolas de vivência da Fé, as avalanches de jovens que acreditam e os encontros personalizados podem tornar a nossa Igreja Diocesana mais discipular e missionária, mais feliz, próxima, fraterna e acolhedora. À imagem das primeiras comunidades cristãs retratadas no Livro dos Actos dos Apóstolos (Acos 2,42-47; 4,32-35; 5,12-15).

Bispo de Lamego, no Dia da Diocese

domingo, 25 de novembro de 2012

O Diácono Adriano

Crê no que lês,
ensina o que crês,
vive o que ensinas
(Ritual de ordenação dos Diáconos)
 
 
25 de Novembro, Dia da Igreja Diocesana. Pelas 16 horas. Tem início na Sé Catedral de Lamego o Pontifical, presido pelo Bispo diocesano, D. António Couto.
Festa de Cristo Rei do Universo, ordenação diaconal do Adriano e do António, ambos naturais de Vila Nova de Foz-Côa e a abertura diocesana do Ano da Fé. Enquanto o António faz o seu estágio pastoral em Almacave, o Adriano estagia nesta Paróquia de São Pedro de Tarouca.
Mais de duzentos foscoenses deslocaram-se à Sé para participar na ordenação diaconal dos seus dois conterrâneos. Era visível a alegria e satisfação das pessoas: não é todos os dias que são ordenados dois diáconos da mesma terra…
Também da Paróquia de Tarouca esteve um grupo de pessoas a quem se felicita pela presença e pela postura.
Em relação à abertura diocesano do Ano da Fé, o nosso Bispo lançou  desafios:lançamento, em toda a diocese, de escolas de Fé; e transmissão da fé, em cadeia, pessoa a pessoa, simbolozando na entrega de velinhas a alguns diocesanos.

sábado, 24 de novembro de 2012

Ano Litúrgico

Com a Festa de Cristo Rei, termina o presente Ano Litúrgico.
No próximo domingo (2 de Dezembro), começa o Novo Ano Litúrgico - Ano C.
O evangelista que vai acompanhar o Ano C é São Lucas.

Sentido da festa de Cristo Rei

 
A festa de Cristo Rei foi criada pelo papa Pio XI em 1925. Instituiu que fosse celebrada no último domingo de outubro. Agora, na reforma litúrgica, passou para o último domingo do ano litúrgico como ponto de chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o fim para o qual se dirigem todas as coisas.

A criação desta festa tinha uma conotação política de grandiosidade. Quem, dos mais antigos, não foi da Cruzada Eucarística? Qual era o comprimento? - Viva Cristo! – Rei! Este amor a Cristo Rei sustentou os cristãos na perseguição do México. Quantos mártires não entregaram a vida proclamando: Viva Cristo Rei! Quem sabe nos falte uma definição maior para o Reino de Cristo.

A oração da missa assim reza: “Deus que dispusestes restaurar todas as coisas em vosso Filho Amado, Rei do Universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo a vossa majestade vos glorifiquem eternamente”. Vejamos os termos: Rei do Universo, vossa majestade. Para este sentido endereça a primeira leitura: A glória do Filho do Homem - “Seu poder é poder eterno que não lhe será tirado e seu reino, um reino que não se dissolverá” (Dn l7,14). Cristo com sua morte e ressurreição foi feito o Senhor da Glória. Seu Reino não tem fim.

Rei da Verdade.

Mesmo que seja um reino, é-o  diferente dos reinos e governos do mundo. Jesus  proclama-se rei diante de Pilatos: “Tu és Rei?” Pergunta Pilatos.    “Tu o dizes, eu sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta minha voz” (Jo 18,37). Jesus é rei da verdade. Pilatos pergunta-lhe: “O que é a verdade?” Mas não espera a resposta. (É comum na nossa vida perguntar as coisas a Deus e não querer saber a resposta). O que é esta verdade que é a identificação com Ele próprio? “Eu sou a Verdade e a vida” (Jo 14,6). Ser verdade para Jesus é ser Ele próprio o testemunho da vontade do Pai: estabelecer no mundo o domínio da misericórdia amorosa da qual o Pai é a fonte. “Graças a esta vontade é que somos salvos” (Hb 10.10). Durante sua vida procura unicamente fazer a vontade do Pai: “E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia” (Jo.6,39).

Um reino de sacerdotes.

Todo povo de Deus tem, como Cristo esta realeza. Esta é o domínio do amor que transforma o mundo. O amor é a primeira fonte da união com Deus. Ele faz de nossos gestos de serviço aos outros, da transformação das estruturas de escravidão em liberdade, um sacerdócio do povo de Deus e de cada um que santifica o universo. Ser cristão é já construir o reino de Cristo no mundo. A modalidade de construir este reino é o serviço fraterno, humilde como Cristo fez na sua morte que o glorificou. Unindo nossa vontade à sua e a vontade do Pai, podemos crer em verdade que Ele é Rei e Senhor.
Fonte: aqui

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ser católico hoje...

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À medida que vamos conhecendo melhor o Cristianismo, apetece-nos perguntar – porque é que a maior parte dos católicos somente se abeira da Igreja de Jesus Cristo para batizar, casar (alguns) e sepultar?
A sua vida diária é igualzinha à de alguém que nunca ouviu falar de Jesus Cristo!
Criticam tudo e todos e sobretudo os que se preocupam em cumprir algumas das suas obrigações religiosas.
Será que o cristianismo está condenado a viver assim?
Mais grave e a causar mais admiração é ver gente com responsabilidades religiosas, criticar os que querem levar uma vida um pouco mais séria no respeito e aceitação da Palavra de Deus. “Para nos salvarmos não é preciso tanta coisa” dizem.
Uma freira de clausura, um frade, um Santo Agostinho ou alguém que se levanta de madrugada para rezar, ou que aproveita os períodos fortes do ano para fazer penitência, ou mesmo quem dos seus bens tira rendimentos (o dízimo p.e.) para ajudar os pobres, não nos deverão servir de exemplo, em vez de os considerarmos exagerados?
O homem quanto mais perfeito, mais se aproxima de Cristo.
"Vede, ó Senhor Deus, e reparai benigno, segundo é vosso costume, como os filhos dos homens observam diligentemente as regras da ortografia e das sílabas, recebidas dos primeiros mestres, e desprezam as leis eternas da salvação eterna, de Vós recebidas...Com certeza a ciência gramatical não é mais interior do que a lei da consciência – de não fazer a outrem o que não queremos que nos façam a nós mesmos” (Confissões, St. Agostinho).
Há tempos confidenciava-me a avó duma criança em idade de pré-escola – a minha neta andou num colégio de freiras. Nunca antes das refeições foi convidada a rezar. Uns anos volvidos frequentou um colégio cristão (não católico) e aí, em todas as refeições se agradecia a vida e a refeição que iam tomar! Exemplo simples? Fundamentalismo?
A refeição humana toma todo o seu sentido quando Deus se torna presente. Ele é o amigo que confere às refeições todo o seu valor, que congrega os seus à volta da mesa em espírito fraternal.
Mas... nestes colégios não há só católicos!... E depois?
Por detrás de muitas destas coisas está a força do dinheiro que tudo corrompe e subverte.
Não se trata de aproveitar oportunidades. O Cristianismo deve começar por pequenas coisas, que mostrem o amor que Deus nos dedica desde a nossa criação.
Confiemos na força do Espírito Santo que está sempre pronto a ajudar quem trabalha na sua vinha desinteressadamente.
Aproveitemos este Ano da Fé para escutar, acreditar e testemunhar A Palavra da Salvação.
Experimentemos.
 
Albertino Costa, in Voz Portucalense

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

34º Domingo Comum: CRISTO, REI DO UNIVERSO


Leituras: aqui
 
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ESTA É A NOSSA FÉ, ESTA É A FÉ DA IGREJA…


O que significa o nome “Jesus”?
Em hebraico, “Jesus” significa “Deus salva”. [430-435, 452]
Nos Atos dos Apóstolos, Pedro diz: «E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado à humanidade, pelo qual possamos ser salvos.» (Ar 4,12) Essencialmente é esta mensagem que todos os missionários transmitem ao mundo.

Porque está Jesus associado ao cognome “Cristo”?
Na fórmula breve “Jesus é o Cristo” exprime-se o cerne da fé cristã: Jesus, o filho de um simples carpinteiro de Nazaré, é o Messias e Salvador esperado. [436-440, 453]
Tanto o adjetivo grego Christos (Cristo) como o particípio hebraico mashiah (messias) significam “ungido’. Em Israel, eram ungidos reis, sacerdotes e profetas.  Os apóstolos perceberam que Jesus tinha sido ungido”com o Espírito Santo “ (At 10, 38). Na sequência de Cristo, chamamo-nos cristãos , para exprimir a nossa elevada vocação.

O que significa dizer que Jesus é o “Filho Unigénito de Deus”?
Quando Jesus Se declara como «Filho (unigénito de Deus» [filho único ou filho nascido unicamente de Deus (Jo 3,16)], como testemunham São Pedro e os outros discípulos, fica expresso que, em toda a humanidade, apenas Jesus é mais que um ser humano, permanecendo numa relação única com Deus, 5ieu Pai. [441-445, 454]
Em muitas passagens do Novo TESTAMENTO (Jo 3,16.18; IJo 4,9), Jesus é chamado «Filho». Aquando do Batismo e da Transfiguração, a voz celeste chama a Jesus «Filho amado». Jesus inicia os discípulos na Sua relação única com o Pai do Céu: «Tudo Me foi dado por Meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho O quiser revelar.» (Mt 11,27) Pela ressurreição, torna-se evidente que Jesus Cristo é realmente o Filho de Deus.

Por que motivo Deus Se tornou homem em Jesus?
«E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus.» (CREDO NICENO-CONSTANTINOPOLITANO) [456-460]
Através de Jesus Cristo, Deus reconciliou-Se com o mundo e redimiu a humanidade do cativeiro do pecado. «Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Pilho Unigénito.» (Jo3,16).  Em Jesus, Deus assumiu a nossa carne humana mortal (‘ ENCARNAÇÃO), participou da nossa sorte terrena, dos sofrimentos e da nossa morte, tornando-Se um de nós em tudo, exceto no pecado.

O que significa dizer que Jesus Cristo é ao mesmo tempo verdadeiro Deus e verdadeiro homem?
Em Jesus, Deus tornou-Se verdadeiramente um de nós e, portanto, nosso irmão. Todavia, Ele não deixou de ser Deus nem nosso Senhor. O Concílio de Calcedónia ensinou, no ano de 451, que a divindade e a humanidade estão unidas — «não separadas nem misturadas» — na única pessoa de Jesus Cristo. [464-467, 469] 

(YOUCAT, Catecismo Jovem da Igreja Católico, 72,73,74,76,77)