terça-feira, 30 de maio de 2017

Fazer catequese para se crismar

A senhora mãe daquele adolescente que já está no 8º ano da catequese soube pela catequista que o seu filho querido, porque ainda por cima é o mais novo, tem faltado a algumas sessões de catequese. Não sabia, disse. Por isso pediu desculpas à catequista. Contudo, talvez para amenizar a situação, para a desvalorizar, para não sentir o peso de uma certa culpa, ou porque simplesmente foi o que sentiu de verdade, lá foi acrescentando. Também são tantos anos de catequese! Acaba por cansar tanto tempo de catequese para fazer o crisma. 
A catequista respondeu que ninguém era obrigado ou deveria sentir-se obrigado a andar na catequese. Mas a mãe quer muito que o menino faça o crisma. Talvez o menino nem queira. Mas quer a mãe.
Creio que, ao invocar a quantidade de anos de catequese, a mãe tem alguma razão. Dez anos de catequese quase dá direito a um doutoramento de doutrina da fé. O problema é que a catequese não é como a escola. Quando muito é a escola do amor e da fé. E acerca destas coisas, nunca se sabe tudo. 
Ela também pode ter alguma razão ao invocar que é muito tempo para se fazer o crisma. Ou outros sacramentos. O problema é que a catequese não serve para se fazerem sacramentos. Quase como se fosse uma moeda de troca. Tanto a catequese como os sacramentos servem ou deveriam servir a fé. A catequese para a aprofundar, e os sacramentos para a alimentar. 
Não estará na hora de repensarmos este tipo de catequese preocupada com a doutrina e com os sacramentos?
Fonte: aqui

domingo, 28 de maio de 2017

Reunião de pais, tendo em conta as festas da Catequese que se aproximam


Na tarde de 28 de maio, reuniram no Centro Paroquial os pais dos catequizandos que vão fazer a 1ª Comunhão, a Prof de Fé e o Crisma.
Na primeira parte da reunião, orientada pela Drª Lurdes, cantou-se, escutou-se a Palavra de Deus e refletiu-se a partir da vida.
Depois o Pároco e a Coordenadora da Catequese explicaram a calendarização das ações, dinâmicas, intervenções e preparação próxima.
Por fim, cada ano de Catequese reuniu com os respetivos catequistas para concretizar pormenores que estas festas sempre exigem.
Houve ainda um tempo para  os pais que o entenderam colocarem as suas questões aos responsáveis catequéticos.
Sem ser demorado, foi  um encontro esclarecedor, que constou com a recetividade ativa dos pais.

sábado, 27 de maio de 2017

Receção aos candidatos a escuteiros

 
 
27 de maio, Dia do CNE
(Corpo Nacional de Escutas)

 No dia 27 de Maio de 1923,nasceu o Escutismo Católico em Português.
Neste dia aniversário do CNE, faz também um ano que partiu para o eterno Acampamento o Chefe Víctor Cardoso.
A melhor homenagem que lhe podemos fazer é dar corpo, alma e entusiasmo ao nosso Agrupamento 1006. 
Por isso, no próximo dia 18 de junho, pelas 15h, na sede do Agrupamento, sita no Centro Paroquial, realiza-se a receção aos candidatos a escuteiros que já se inscreveram ou que se queiram ainda inscrever! 
Vamos lá, 1006! Levemos a alegria do escutismo às novas gerações, pois ele é formação integral da juventude.
Unidos, determinados, coesos, humildes!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Cristo, Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo

O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória,
vos conceda um espírito de sabedoria e de luz
para O conhecerdes plenamente
e ilumine os olhos do vosso coração,
para compreenderdes a esperança a que fostes chamados,
os tesouros de glória que encerra a sua herança entre os santos
e a incomensurável grandeza que representa o seu poder
para nós os crentes.
Assim o mostra a eficácia da poderosa força
que exerceu em Cristo,
que Ele ressuscitou dos mortos
e colocou à sua direita nos Céus,
acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania,
acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo,
mas também no mundo que há de vir.
Tudo submeteu aos seus pés e pô 1’O acima de todas as coisas
como Cabeça de toda a Igreja, que é o seu Corpo,
a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.

(Ef 1,17-23)

28 Maio 2017 – Solenidade da Ascensão – Ano A

Leituras: aqui

1. «Eu estou convosco todos os dias, até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). Jesus é o Deus sempre presente, que caminha ao nosso lado e vai à nossa frente; não é um herói isolado, na sua coroa de glória! É o «Emanuel», o Deus connosco, que diz a cada um, de modo pessoal e único: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo(Is 43,5). Não é, por isso, um Deus ausente, distante, raptado ou arrebatado para um Céu longínquo; ao contrário, é um Deus apaixonado, incapaz de Se separar de nós. Na verdade, quando Jesus subiu ao Céu, levou para junto do Pai celeste a humanidade – esta nossa humanidade – que Ele tinha assumido no seio da Virgem Mãe, e nunca mais a largará” (Papa Francisco, Homilia, 13.05.2017). Por isso, somos hoje convidados a exultar em santa alegria, porque “a ascensão de Cristo é a festa da nossa esperança: chegando à nossa frente, à glória do céu, como nossa Cabeça, para aí nos atrai como membros do Seu Corpo” (cf. Oração coleta).Ele é como um chefe de grupo, quando se escala uma montanha, que chega ao cimo e nos puxa para junto de Si, conduzindo-nos para Deus (Papa Francisco, Audiência, 17.4.2013). 

2. Jesus permanece então unido, colado a nós, e nós agarrados e atraídos por Ele ao Pai. Junto do Pai, Jesus intercede por nós! Por isso, ainda que dentro de nós ou à nossa volta, haja tantas más notícias, de sofrimento, de tristeza, de escuridão, que não podemos ignorar, mas que, por vezes, parecem arruinar a nossa esperança, a verdade é que continuamos a crer e a esperar, porque temos esta boa notícia estampada no rosto: o Senhor está connosco, não nos abandonou à desgraça, não nos deixou órfãos! Graças à ação do Seu Espírito Santo, ainda que nos pareça o contrário, perante o cenário de tanta destruição, a verdade é que “o amor sempre conseguirá suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do fracasso [Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais (DMCS), 2017].

3. Ao longo do nosso caminho, esta promessa de Jesus «Eu estou convosco» (Mt 28,20), ou dito ainda de modo mais pessoal, «Não tenhas medo, que Eu estou contigo(Is 43, 5), leva-nos a estar de pé, erguidos, com esperança, convictos de que o bom Deus está sempre a agir a nosso favor e a transformar o mal num bem maior, a realizar aquilo que nos parece impossível. “Na verdade, o fio, com que se tece toda a história sagrada (a da Bíblia e a nossa), é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Santo Consolador” (Papa Francisco, MDMCS 2017). Que Ele nos ensine a comunicar a esperança e a confiança, no nosso tempo!

4. Foram-nos propostos, há dias, dois grandes comunicadores da esperança, uma esperança vivida, com os pés bem assentes na terra, mas com o coração voltado para o céu. Esta grande esperança foi-nos testemunhada e comunicada pelos pastorinhos de Fátima. “Eles compreenderam e viveram a beleza do Céu, que o Anjo e Nossa Senhora lhes fizeram saborear, como plenitude do amor de Deus, que os fascinou”. E assim mesmo “creram, esperaram e amaram”, rezaram e sofreram, sem medo algum de morrer, na esperança feliz do encontro luminoso, com Nosso Senhor e Nossa Senhora, lá no Céu. 

5. Como eles, não percamos do horizonte da nossa esperança o Céu, que não acaba aqui, mas aqui começa, onde Deus está, mesmo se escondido, como semente, em esperança. Levemos aos outros a Boa Nova, que é este Jesus, Deus connosco, até ao fim dos tempos, e tornemo-nos, como os Pastorinhos, “faróis que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança (Papa Francisco, MDMCS 2017) no nosso tempo, conscientes de que Deus nos criou como uma esperança para os outros.

Caminhemos, então, Povo de Deus, como peregrinos da esperança, a caminho do Céu, com Maria, pelas fontes da alegria!
Amaro Gonçalo