domingo, 15 de outubro de 2017

Durante a Hora de Inverno, não haverá a Missa do 3º domingo em Santa Helena



Durante os meses em que dura a "Hora de Inverno" - novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março - NÃO haverá o terço e a Missa do 3º domingo em Santa Helena. Por norma, o barzito também estará fechado.
Durante estes meses, a Missa da Irmandade de Santa Helena será no terceiro domingo de cada mês, às 8 horas, na Igreja Paroquial.
Em Abril, querendo Deus, voltaremos a Santa Helena para a Missa do 3º domingo, às 17 horas.


Lembramos que no último domingo de outubro, muda a hora, entrando a Hora de Inverno.

sábado, 14 de outubro de 2017

Paróquia Tarouquense: nós por cá

O Centro Paroquial e os jovens
Na noite desta sexta-feira, diferentes grupos de jovens trabalharam no Centro Paroquial. O que, felizmente, não é notícia, pois acontece muitas vezes.
Na sede, os escuteiros reuniram para o seu encontro normal. Na sala de jovens, responsáveis reuniram também com o Pároco para preparar o início do Ano Pastoral Jovem que vai começar já no próximo dia 21 de outubro às 17.30h. Atenção jovens! TODOS!
Ainda decorria a reunião com os responsáveis do Gr...upo de Jovens, quando ouvi cá fora o grito cantado dos escuteiros, inerente às suas atividades. Que alma nova senti! Há quanto tempo o não ouvia!
O Centro Paroquial atinge todo o seu esplendor quando acolhe as suas crianças e jovens. Mas tem sempre uma mão que chama casais e adultos…

GRUPO DE JOVENS
Atividades do Grupo de Jovens vão iniciar-se em 21 de outubro, pelas 17.30h, na Sala dos Jovens, Centro Paroquial.
Veja AQUI toda a informação

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

15 Outubro 2017 – 28º Domingo do Tempo Comum – Ano A


Leituras: aqui

1. Menino farto não é comedor! Mas o fastio dos primeiros convidados deixa-nos de boca aberta! Como será possível recusar umas bodas, onde há tudo, do bom e do melhor, com entrada livre e a custo zero?! Talvez uma longa reza ou um duro sacrifício no templo, talvez uma reunião de oração ou de trabalho fossem motivos válidos para algumas desculpas de mau pagador! Mas é estranho não querer entrar na alegria da festa, da gratuidade, da convivialidade, da intimidade e da amizade com Alguém, que distingue os seus amigos com um convite de comer e chorar por mais! Surpresa?! Talvez não, sobretudo se pensamos nos destinatários da parábola: eram gente piedosa e rigorosa, que levava a sua triste vida entre rezas e penitências sobre o altar e bons negócios debaixo da mesa. Era a mesma gente que criticava Jesus por acolher os pecadores e comer com eles! Surpreendidos por um Deus que dança e faz festa, por um Deus que quer a todos à volta da Sua mesa, eles acharam que tinham mais que fazer do que entrar na roda da alegria! 
2. Irmãos e irmãs: não seremos nós gente assim, mais afeita à missa de 7.º dia do que à alegria do oitavo dia, o dia do Senhor? Não seremos nós gente com cara de funeral (EG 10), mais predisposta ao sacrifício do que bem-disposta, para a alegria do Evangelho? Não seremos nós gente pronta a pagar tudo, mas incapaz de receber de graça? Não recusamos, na prática, o convite para a festa, quando vestimos a farda do trabalho, mas não o fato domingueiro? A veste nupcial é a da alegria do amor e da comunhão feliz com o Senhor! Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!...
3. Mas há mais surpresas. O rei não se deixa abater pelo fracasso. Alarga o convite e abre as portas aos distantes. Este rei põe os seus servos em saída, em movimento, de modo a irem ao encontro, a procurarem os afastados, a ouvirem o grito das encruzilhadas, para convidarem os excluídos (cf. EG 24). E a sala encheu-se de convidados, bons e maus.
4. Neste mês missionário, neste início da semana de oração pelas missões, aprendamos a «sair da própria comodidade e a ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (EG 20). Não cedamos à tentação de convidar os do costume, os que têm boa cara, os que já estão em todas. Somos os primeiros convidados para convidar os últimos. Na verdade, a missão da Igreja encoraja a uma atitude de peregrinação contínua através dos vários desertos da vida, das várias experiências de fome e sede de verdade e justiça(Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial das Missões, 2017, n.º 6). Convidemos, pois, os pobres e frágeis, os descartados e inconvenientes, os suspeitos e os pecadores, e assim faremos da comunidade cristã a pátria das bem-aventuranças. 
5. Irmãos e irmãs: teremos nós a santa ousadia de abrir as portas da nossa comunidade aos pobres de todas as pobrezas, aos afastados das nossas certezas, aos distantes das nossas seguranças, aos críticos das nossas escolhas, para que possam também eles redescobrir e saborear a alegria da fé? Estenderíamos nós a toalha da nossa mesa eucarística aos “bons e maus” segundo a nossa rígida tábua moral? Porque não havemos de estender a todos o convite? Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!...
Amaro Gonçalo

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

REUNIÃO DO CONSELHO PASTORAL (27/10/2017)

PARTICIPE!
1. Se vive na Paróquia de S. Pedro de Tarouca, participe na Reunião do Conselho Pastoral através do representante do seu povo e/ou do Grupo a que possa pertencer.
2. Como participar?
- fazendo chegar ao seu representante a análise (aspectos positivos e aspetos a melhorar) referente ao último Plano Pastoral;
- fazendo chegar ao seu representante ideias, iniciativas, melhoramentos em relação ao Plano Pastoral 2017/18, cujo tema é a CARIDADE.

Sempre nesta orientação: a proposta não é para alguns realizarem, mas para TODOS realizarmos!
Obrigado.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

«Discurso da Lua»

Neste dia 11 de Outubro, faz 55 anos que se iniciou em Roma o Concílio Ecuménico Vaticano II.O Concílio decorreu em Roma (entre 1962 e 1965).
Como se calcula, foi fatigante para João XXIII o dia 11 de Outubro de 1962. Inaugurara-se o Concílio Vaticano II.
O Santo Padre tem necessidade de repousar. Passado o tempo combinado, o secretário passa pelo quarto para despertar o Sumo Pontífice. Só que este não responde. Estava na capela....

Como vos sentis, Santo Padre? - inquire Loris Capovilla.
Com o que o Senhor me proporcionou, sinto-me bem. Mas, mais do que nunca, necessito de colóquio interior e de oração prolongada. Nós não somos nada. É o Senhor quem faz tudo.

À noite, ocorre uma procissão de velas na Praça de S. Pedro. João XXIII resolve vir à janela do apartamento e dirige-se à multidão como só ele sabia.
O Papa Bom, João XXIII, proferiu o «Discurso da Lua» neste dia 11 há 55 anos.
Foi quando enviou aos filhos dos que estavam a ouvi-lo a «carícia do Papa».
Vale a pena ler, meditar e reter. Não é longo. E é espantosamente belo!

«Caros filhinhos, oiço as vossas vozes. A minha é apenas uma, mas condensa a voz do mundo inteiro. Todo o mundo está aqui representado.
Parece que até a lua antecipou-se esta noite – observai-a no alto – para contemplar este espectáculo. É que encerramos uma grande jornada de paz. Sim, de paz: Glória a Deus e paz aos homens de boa vontade.
A minha pessoa não conta para nada, quem vos fala é um irmão, que se tornou pai por vontade de Nosso Senhor, mas tudo junto – paternidade e fraternidade – é graça de Deus, tudo, tudo.
Continuemos, pois, a amar-nos, a querer-nos bem, a querer-nos bem; olhando-nos mutuamente no encontro, recolhendo aquilo que nos une, deixando de lado qualquer coisa que nos possa criar dificuldade: nada. Fratres sumus .
Esta manhã aconteceu um espectáculo que nem a basílica de São Pedro, que tem quatro séculos de história, alguma vez pôde contemplar.
Honremos as impressões desta noite. Que os nossos sentimentos permaneçam sempre como agora os manifestamos diante do Céu e da terra. Fé, esperança, caridade, amor de Deus, amor de irmãos. E assim, todos juntos, mutuamente apoiados, na santa paz do Senhor, nas obras do bem.
Quando regressardes a casa, encontrareis os vossos meninos. Fazei uma carícia às vossas crianças e dizei: «esta é a carícia do Papa». Encontrareis algumas lágrimas por enxugar, fazei alguma coisa… dizei uma boa palavra: «O Papa está connosco, especialmente nas horas de tristeza e de amargura».
E assim, todos juntos, animemo-nos, cantando, suspirando, chorando mas sempre, sempre cheios de confiança em Cristo que nos ajuda e nos escuta, para avançarmos e retormarmos o nosso caminho.
E, agora, tende a gentileza de atender à bênção que vos dou e também à boa-noite que me permito desejar-vos».
João António Teixeira, Facebook

Portugal: Doença mental não pode continuar a ser «o parente pobre» da Saúde


Veja aqui

domingo, 8 de outubro de 2017

Proposta de Leitura Bíblica em Família para esta semana


Evangelho de São  Lucas (10, 30-37)

1º Leitor: Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar:

2º Leitor: «Mestre, que hei de fazer para possuir a vida eterna?»

1º Leitor: Disse-lhe Jesus:

3º Leitor: «Que está escrito na Lei? Como lês?»

1º Leitor: O outro respondeu:

2º Leitor: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.» 

1º Leitor: Disse-lhe Jesus:

3º Leitor: «Respondeste bem; faz isso e viverás.»

1º Leitor: Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus:

2º Leitor: «E quem é o meu próximo?»

1º Leitor: Tomando a palavra, Jesus respondeu:

3º Leitor: «Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante.

Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: 'Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.'

Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?»

1º Leitor: Respondeu:

2º Leitor: «O que usou de misericórdia para com ele.»

1º Leitor: Jesus retorquiu:

3º Leitor: «Vai e faz tu também o mesmo».

sábado, 7 de outubro de 2017

Abertura do Ano Catequético 2017/18

7 de outubro, 15 horas. Eucaristia de abertura do novo ANO CATEQUÉTICO na paróquia.
Catequizandos, catequistas e pais tiveram participação ativa na Eucaristia, participando nas leituras, cânticos, admonições várias, projeção.
Antes do Pai Nosso, catequizandos, catequistas e pais fizeram o seu compromisso diante da comunidade.
No fim da Missa, pároco e catequistas falaram aos pais e catequizandos:
- dos grupos da Catequese e seus catequistas;
- da calendarização das atividades catequéticas;
- das dinâmicas da catequese (participação dos crismandos na vida da comunidade, regras, materiais a utilizar, participação dos pais, reuniões, catequese e comunidade, etc)

Seguiu-se a cerimónia do envio, com chamada de catequistas e respetivos grupos.
Por fim, teve lugar um encontro com os pais presentes, subordinado ao tema: "Mandais os filhos filhos à catequese. Porquê?"
+Tradição?
+Para fazer as "comunhões" e Crisma?
+ Para aprenderem umas normas e princípios morais?
+ Para se sentirem enquadrados socialmente?
+ Para terdes mais um tempinho de descanso?
- Porque já lhes despertaste a sede de Jesus Cristo que eles querem conhecer, amar e sentir na sua vida?
Seguiu-se depois a indicação de algumas orientações importantes para os pais na sua relação com Cristo, a catequese e a comunidade.

ANO PASTORAL E CATEQUESE
No domingo passado para toda a comunidade, hoje especificamente para a catequese e família, foi feita a abertura do Ano Pastoral 2017/2018, dedicado à caridade e sob este lema:
Deus é caridade, Deus é amor. Criou-nos por amor, sustenta-nos na vida por amor como bom samaritano e chama-nos ao amor. Por isso quem não ama não conhece a Deus.
Quem ama não é egoísta, egocêntrico, individualista.
Amar é perdoar.
Amar é pensar nos outros, no bem dos outros.
Amar é ter compaixão dos outros como Deus tem compaixão de nós.
Amar é acolher, entusiasmar, ajudar.
Amar  é ficar feliz com o bem dos outros.
Amar é ir muito além da justiça.
Amar é respeitar, ser humilde, saber estar no lugar que nos pertence.
Amar  é saber dizer e sentir as palavras mágicas: obrigado, por favor, com licença, desculpe
 
I M P O R T A N T E

1. O jornal Sopé da Montanha deste último nº traz toda a informação sobre a catequese. Não deixe de o adquirir. Pode encontra-lo na Igreja paroquial.
Também pode encontrar aqui informação.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Sopé da Montanha está de volta

Bate à sua porta em cada mês!
Deixe-o entrar.
Leia, assine e divulgue o Sopé da Montanha.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Video do Papa para Outubro de 1017


⇒ INTENÇÃO UNIVERSAL
Pelo mundo do trabalho, para que sejam assegurados a todos o respeito e a tutela dos direitos e seja dada aos desempregados a possibilidade de contribuírem para a edificação do bem comum.
 
⇒ DESAFIOS PARA O MÊS
Rezar por quem está desempregado, para que não perca a esperança, nem desista de procurar alternativas.
Fazer-se próximo de algum parente ou conhecido que esteja desempregado e oferecer-se para ajudar no que for possível.
Estar atento a oportunidades de emprego que surjam e divulgá-las junto de quem precisa ou conheça quem precisa.

⇒ ORAÇÃO
Deus de bondade,
ao criar o mundo, confiaste ao homem o cuidado da criação.
Pelo trabalho das suas mãos,
o homem garante a sua subsistência.
Mas tantas pessoas vivem hoje privadas dos seus direitos,
em condições precárias de emprego,
que causam grandes preocupações
em relação ao seu futuro e das suas famílias.
Olhamos para tantas pessoas que não têm trabalho
e vivem diariamente o drama de ver frustrados os seus projetos de vida.
Pedimos-te, Senhor,
que acompanhes com a tua graça todos os que vivem estas dificuldades
e que toques os corações de quem decide as políticas de emprego,
para que a todos sejam dadas condições dignas de trabalho e sustento,
para bem da sociedade.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Carta Pastoral de D. António Couto

VAI, E FAZ TU TAMBÉM DO MESMO MODO
Em modo de filhos amados e de irmãos amados 
1. «Deus é amor» (1 João 4,8 e 16) e «amou-nos primeiro» (1 João 4,19), e «nós amamos, porque Deus nos amou primeiro» (1 João 4,19). Então, o amor que está aqui, o amor que está aí, o amor que há em mim, o amor que há em ti, o amor que há em nós, «vem de Deus» (1 João 4,7), e «quem ama nasceu de Deus» (1 João 4,7). Deus amou-nos primeiro, ama-nos primeiro e continua a amar-nos sempre primeiro com amor-perfeito, no tempo e modo perfeito, que cobre toda a nossa história humana, isto é, amor preveniente, concomitante, consequente, fiel, permanente (1 Tessalonicenses 1,4; Colossenses 3,12). Ama-nos a nós, que estamos aqui agora, e foi assim que nós começámos a amar. Se não tivéssemos sido amados primeiro, e não tivesse chegado à nossa mão o testemunho desse amor, não teríamos começado a amar, e nem sequer estaríamos aqui no lugar e modo de filhos amados de Deus, porque «quem não ama, permanece na morte» (1 João 3,14), sendo então a morte, não o termo da vida, mas aquilo que impede de amar, e, portanto, de nascer para a vida eterna (zôê aiônios). Lugar e modo de filhos amados de Deus, temos então de aprender a desenhar uma casa-Igreja que seja um espaço relacional novo, uma «casa de família, fraterna e acolhedora» (São João Paulo II, Exortação Apostólica Catechesi tradendae [1979], n.º 67), onde todos possamos ensaiar viver e conviver «em modo de filhos amados e de irmãos amados».
 
Jesus Cristo, rosto humano de Deus e rosto divino do homem 
2. Ao propormos hoje a caridade como modo de viver e de fazer no seio da nossa Igreja Diocesana de Lamego, em todas e em cada uma das suas 223 paróquias, começamos por fixar a nossa atenção nas palavras emocionadas e mobilizadoras que São João Paulo II deixou gravadas na sua Exortação Apostólica Christifideles laici [1988], n.º 34: «O homem é amado por Deus. Este é o mais simples e o mais comovente anúncio de que a Igreja é devedora ao Homem». Trata-se, portanto, como bem disse o Concílio (Decreto ad Gentes, n.º 2), de sabermos pôr a nossa vida em sintonia com a torrente que brota do «amor fontal» de Deus Pai, da «caridade de Deus Pai», que atravessa o Evangelho, sendo, portanto o anúncio do Evangelho «a primeira caridade» para o mundo, como realça São João Paulo II, agora na sua Carta Apostólica Novo millennio ineunte [2001], n.º 50, seguido pelo Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii gaudium [2013], n.º 199. Dito isto, fica claro que é Jesus de Nazaré o Rosto da Palavra e do Amor de Deus (Bento XVI, Exortação Apostólica Verbum Domini [2010], n.º 12), e que, portanto, «A Igreja deve falar cada vez mais de Jesus Cristo, rosto humano de Deus e rosto divino do homem» (São João Paulo II, Exortação Apostólica Ecclesia in America [1999], n.º 67). E não apenas falar de Jesus, mas encontrar-se com Jesus, como refere, com preciosa precisão, o Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica Deus caritas est [2005], n.º 1, logo seguido pelo Papa Francisco, na Evangelii gaudium, n.º 7: «No início da vida cristã, não está uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com Jesus Cristo». 
 
O texto e a sua configuração 
3. É com este vivo desejo de oferecer a todos e a cada um dos amados filhos de Deus da nossa Diocese de Lamego um verdadeiro encontro com Jesus Cristo, que com o seu rosto ou viso repetida e carinhosamente nos visita (cf. Lucas 1,68.78-79; 7,16: 19,44), que ofereço hoje a todos vós, amados irmãos e irmãs, para nos servir de guia de vida e de ícone para os olhos e o coração, uma das mais belas figuras da caridade, retratada por Jesus numa das suas mais belas e intensas histórias, que conhecemos como O BOM SAMARITANO, e que é necessário ler com docilidade e espírito aberto, prestando atenção ao texto e à sua configuração. Trata-se de Lucas 10,25-37:  
«10,25E eis um doutor da lei (nomikós), que se levantou para lhe armar um laço (ekpeirázô), dizendo: “Mestre, o que () fazendo (poiêsas) herdarei a vida eterna?”. 26Ele, então, disse-lhe: “Na Lei, o que () está escrito? Como (pôs) lês?”. 27Ele, então, respondendo, disse: “Amarás o Senhor, o teu Deus, com todo o teu coração, e com toda a tua alma, e com todas as tuas forças, e com toda a tua inteligência, e o teu próximo como a ti mesmo”. 28Disse-lhe, então: “Respondeste bem; faz isso, e viverás”. 29Ele, então, querendo justificar-se, disse para Jesus: “E quem é o meu próximo?”. 30Respondendo, Jesus disse: 
“UM HOMEM descia de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos ASSALTANTES que, depois de o roubarem e espancarem, se foram embora deixando-o meio-morto (hêmithanê). 31Por coincidência, descia por aquela estrada UM SACERDOTE que, ao vê-lo (idôn autón), passou pelo lado oposto (antiparêlthen). 32Do mesmo modo, também UM LEVITA, chegando ao lugar (katà tòn tópon elthôn), e vendo (idôn), passou pelo lado oposto (antiparêlthen). 33Mas UM SAMARITANO, que ia de viagem, veio junto dele (êlthen kat’ autón), e vendo (idôn), foi tomado de misericórdia (esplagchnísthê). 34E tendo-se aproximado (proselthôn), enfaixou as suas feridas derramando óleo e vinho, colocou-o sobre o seu jumento, levou-o para uma hospedaria (pandocheîon = pâs-déchomai) e cuidou dele. 35No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao HOSPEDEIRO (pandocheús) e disse: “Cuida tu dele, e o que gastares a mais, quando eu voltar, pagar-to-ei”.
36Destes três, quem te parece ter sido o próximo daquele que tinha caído nas mãos dos assaltantes?”. 37Ele, então, disse: “O que fez misericórdia com ele”. Disse-lhe, então, Jesus: “Vai, e faz tu também do mesmo modo”» (Lucas 10,25-37).
 
O texto apresenta-se claramente desenhado em duas tonalidades: 1) a história ou parábola propriamente dita, contada por Jesus, cuidadosa e preciosamente guardada no centro do texto, nos versículos 30b-35, e que constitui, por assim dizer, o quadro central para o qual devem estar sempre voltados os nossos olhos e o nosso coração; 2) a moldura ou caixilho, que se estende ao redor do quadro, emoldurando-o, e que é composta pelos versículos de abertura (25-30a) e do fecho (36-37).
 
Passar simplesmente ao lado 
4. Fixando os olhos no quadro desenhado por Jesus bem diante dos nossos olhos, somos obrigados a ver aquele UM HOMEM assaltado, roubado, espancado e abandonado como um dejeto à beira da estrada. Mas a narrativa não se demora aí. Corre rápida e vertiginosa como aquela estrada que vertiginosamente descia de Jerusalém para Jericó, serpenteando o Wadi el-Kelt, numa distância de 27 km e um declive de 1100 metros. Eis, portanto, já, no nosso ângulo de visão, um SACERDOTE que descia… Súbita desilusão. O narrador refere que o SACERDOTE bem viu o nosso homem, mas passou pelo lado oposto (antiparêlthen). Evitou demoras, chatices, incómodos, impureza ritual. Eis já, no entanto, outra possibilidade: um LEVITA... A mesma desilusão. Também ele bem viu o nosso homem, mas passou pelo lado oposto (antiparêlthen). Nas suas palavras serenas, mas cortantes, de dois gumes, como o bisturi da Palavra de Deus (cf. Hebreus 4,12; Apocalipse 1,16), o Pai Américo já nos advertiu, no seu tempo, que também nós, se não amarmos verdadeiramente os nossos irmãos, podemos ficar na história como aqueles que simplesmente passaram ao lado!
 
Proximidade sem preconceitos 
5. A narrativa atinge o seu auge. Eis já, no horizonte, um SAMARITANO, lídimo representante daquele «estúpido povo que habita em Siquém» (Ben-Sirá 50,26), mas que vai fazer tudo ao contrário dos dois anteriores, representantes credenciados da religiosidade fria, formal e oficial de Jerusalém. Agora sim, alenta-se a narrativa, para que possamos ver bem, ponto por ponto, e em contraponto, o fazer do SAMARITANO. Anotemos então: (1) veio até junto dele, (2) viu-o, (3) foi tomado de misericórdia, (4) aproximou-se, (5) enfaixou as suas feridas, (6) derramou óleo e vinho, (7) colocou-o no seu jumento, (8) levou-o para uma hospedaria, (9) cuidou dele, (10) deu dois denários ao hospedeiro, (11) e disse-lhe: «Cuida tu dele». 
6. Postas diante dos nossos olhos as diferentes figuras e respetivos gestos ou trejeitos, é forçoso que nos apercebamos logo da principal diferença que habita o seu modo de fazer. O SACERDOTE e o LEVITA bem veem, começam mesmo por ver o HOMEM meio-morto descartado na valeta. E é mesmo por o verem, que optam por se distanciar dele, passando pelo lado oposto da estrada, isto é, pela outra valeta. Eles bem veem, mas não veem bem, estão eivados de preconceitos. E o que verdadeiramente os move são os seus preconceitos. De forma aguda e penetrante, acertadamente diz a sabedoria oriental que três quartos do que vemos está atrás dos nossos olhos! É a presença da trave na nossa vista, apontada por Jesus no Evangelho, e que não nos deixa ver bem (cf. Mateus 7,3-5). É preciso reparar com mais atenção nos movimentos do SAMARITANO. Começa por vir até junto do Homem meio-morto (1), e só agora é que vê (2), e é movido pela misericórdia (3), e aproxima-se ainda mais até lhe tocar (4). Nenhum preconceito guia o fazer deste Samaritano. Não vê à distância, de forma egocêntrica e enviesada, através do filtro dos seus preconceitos. Vem junto daquele homem, aproxima-se dele, e só agora, de bem perto, é que vê bem, e é levado a fazer misericórdia, que é o que a Palavra de Deus manda fazer sempre já, ainda antes de pensar e de deixar vir à mente qualquer desculpa ou preconceito. É ainda belo ver que este samaritano é um cuidador, no sentido moderno da palavra. E que passa nas nossas estradas, como quem está de visita boa e bela, e que nos implica neste belo trabalho do amor [= «Cuida tu dele!»]. Todo o fazer do samaritano tem o sabor do excesso e da maravilha. A sua história termina assim: «Quando eu voltar, pagar-te-ei». Mas esta é, como sabemos, a assinatura de Deus, como se pode ver nas parábolas do Reino (cf. Mateus 24,15 e 19). E o tempo e os irmãos que nos deixa nas mãos são a graça da missão que nos confia. 
7. É impressionante notar que o narrador tenha necessitado de pouco mais de cem palavras, ao todo 106, incluindo artigos e partículas gramaticais (cf. Lucas 10,30b-35), para criar o quadro inesquecível que acabámos de apreciar. Penso que, neste momento, nesta curva da estrada, amados irmãos e irmãs, já todos percebemos que esta história contada por Jesus, este quadro divino, não pode mais sair dos nossos olhos e do nosso coração! É claro, além disso, que nos deixa nas mãos um braçado de trabalhos: 1) nenhum preconceito, ainda que possa ser por nós considerado uma boa desculpa, pode distanciar-nos dos nossos irmãos; 2) o olhar do nosso coração não pode estar barrado por nenhuma espécie de trave; 3) a misericórdia é para fazer já, sem qualquer demora ou justificação, por mais civilizada que nos pareça; 4) somos cuidadores, e temos a missão de provocar outros a sê-lo também; 5) estamos conscientes da missão que nos foi confiada, e que devemos realizar desde agora até que o Senhor venha («quando Eu voltar»).
 
Tudo à minha volta 
8. Mas também é necessário passarmos os olhos pela moldura ou caixilho do quadro. Aí, o interlocutor de Jesus sou eu, que visto a pele de DOUTOR DA LEI (nomikós), autossuficiente, autorreferencial, centrado (ou sentado) em mim mesmo. Vê-se isto tão bem, é tudo tão claro, que até se vê que desenhei um círculo à minha volta, para que ninguém, exceto aqueles a quem eu o consentir, ouse entrar no meu mundo e perturbar o meu sacrossanto sossego. Na verdade, eu também sou muitas vezes como o doutor da lei centrado em si mesmo, que agora se levanta, não por respeito a Jesus, mas para sorrateiramente pôr Jesus à prova, isto é, para lhe armar um laço (e aí está outra vez o círculo fatal), como diz o verbo grego ekpeirázô. E o facto de perguntar depois explicitamente: «Quem é o meu próximo?», supõe já a pergunta implícita: «Quem não é o meu próximo?», e aí estou eu outra vez a traçar um círculo mais ou menos fechado ou mais ou menos aberto à minha volta. Sempre à minha volta, porque eu continuo a pensar que sou o centro do mundo!
 
A leitura divina da Escritura 
9. Ao levantar-se para interrogar Jesus, o doutor da lei é logo apresentado, não com um olhar puro, mas embotado e enviesado. A pergunta é bela e boa, mas a intenção com que o doutor a formula está cheia de má-fé. Ele quer saber o que fazer para herdar a vida eterna. Entenda-se: ele quer saber o que fazer para se vir a tornar filho de Deus, filiação divina (hyiothesía) por graça recebida (Romanos 8,15-16; Gálatas 4,5; Ef 1,5), herança recebida e a receber (cf. Romanos 8,17; Gálatas 4,7). Mas o seu tom de voz e o seu olhar malicioso são gestos iguais aos do tentador, que também faz perguntas para tentar (ekpeirázô) Jesus (cf. Mateus 4,1.3). Jesus percebe a armadilha do doutor, e fá-lo cair nela, pois obriga o doutor a responder à sua própria pergunta, perguntando-lhe, por sua vez: «O que (tí) está escrito (gégraptai: perf. pass. de gráphô)? Como (pôs) lês?». «O que está escrito» implica o dedo de Deus. Portanto, a Escritura Santa. O «como lês?» implica que a Escritura deixe de ser um mecanismo preguiçoso, e entre, como uma avalanche, nos ouvidos e no coração do doutor, e os limpe (João 15,3). Não basta saber que existe a Escritura Santa, e acomodá-la na estante. É preciso lê-la, amá-la, saboreá-la. Só assim, a Escritura se faz Palavra viva e eficaz e nos dá a vida nova de Deus, concedendo-nos mesmo indulgência parcial ou plenária (Bento XVI, Verbum Domini, n.os 86-87). Afinal, ele sabia responder, e respondeu: «Amarás a Deus […] e ao teu próximo», citando, numa bela harizah, Deuteronómio 6,5 e Levítico 19,18. Jesus confirma que respondeu bem, e acrescentou: «Faz isso, e viverás», talvez citando o Levítico 18,5. Ficou envergonhado o doutor, pois teve de se ver apanhado na armadilha que ele próprio montou! Portanto, o doutor continua a ver-se dentro de um círculo. Mas este, em que agora está metido, não foi ele que o traçou. Foi Jesus que o ensarilhou. Por isso, para tentar uma saída airosa para o embaraço em que ele próprio se meteu, como que para se justificar a si mesmo (dikaióô heautón) (cf. Lucas 10,29), o doutor põe agora a Jesus uma questão académica, de discussão interminável entre especialistas nas escolas e na sinagoga, em que todas as posições eram possíveis. Portanto, é ainda à sua volta que o doutor continua a ver o mundo. «E quem é o meu próximo?», é a questão. As respostas são tantas quantas as pessoas envolvidas no plano inclinado da escorregadia discussão. Na verdade, como se vê, tratar-se-ia sempre de cada interveniente poder traçar um círculo mais ou menos fechado ou mais ou menos aberto à sua volta.
 
Da escola para o caminho, do saber para o fazer 
10. É muito significativo que Jesus, com o recurso à parábola, tenha sabido e querido deslocar para a estrada, para o caminho, para a praça pública, as questões que eram habitualmente discutidas nas escolas ou na sinagoga entre especialistas. E assim, desde o princípio, tudo, no texto, se joga sobre o fazer, e não sobre o saber, como seria de esperar na mente do doutor. E é assim que o doutor da lei, que abre o diálogo com Jesus (Lucas 10,25), foi pedagogicamente conduzido por Jesus a saber talvez mais do que queria fazer, e talvez menos do que queria saber. A história que Jesus conta ao doutor, e que já apreciámos no quadro central, não deixa escapatória. No final da história, Jesus pergunta ao doutor, olhos nos olhos: «Destes três, quem te parece ter sido o próximo daquele que tinha caído nas mãos dos assaltantes?» (Lucas 10,36). Ao ver-se dentro da realidade, e fora da possibilidade de qualquer discussão académica, o doutor teve de responder de forma frontal e direta: «O que fez misericórdia com ele» (Lucas 10,37a). E aí está então a estocada final de Jesus no doutor cheio de preconceitos: «Vai, e faz tu também do mesmo modo» (Lucas 10,37b). 
11. Aí está então, aberta diante de nós, amados irmãos e irmãs, a avenida do amor e da caridade. É este o tempo da graça que Deus, que é amor e nos ama, nos concede para rompermos todos os círculos mais ou menos fechados, mais ou menos abertos, que fomos traçando à nossa volta, para excluirmos, com diplomacia, os nossos irmãos. Este ano dedicado à prática da caridade é também o tempo oportuno para nos desfazermos de todos os preconceitos que têm barrado o acesso afetuoso aos nossos irmãos doridos ou já «em coma», descartados e abandonados à beira da estrada, ou talvez mesmo à beira da nossa casa (cf. Lucas 16,20), e que nós já nos habituámos a não ver por causa das traves que se apoderaram do nosso olhar, e o embaciam. Por vezes, parece mesmo que andamos com uma certa esquadria nos olhos, no coração e nas entranhas, uma espécie de anestesia que nos esvazia de humanidade e de divindade, e esquecemo-nos que somos seres humanos, frágeis e de existência breve, teus servos, filhos da tua serva (cf. Sl 116,16). Habitados pela cultura da indiferença e insensibilidade que atravessa a nossa sociedade, por vezes já nem nos apercebemos que as pessoas são carne e osso, e doem. Verdadeiramente, nesta sociedade adormecida, não é o cogito que está «em coma», como diria Émmanuel Levinas. É o ser humano que está «em coma». 
12. Caríssimos irmãos e irmãs, é preciso, portanto, uma nova cultura, em que o ser humano, desde a sua conceção até à sua morte, não seja considerado uma coisa, mais uma coisa e muito menos uma coisa a mais, mas um ser humano, único e irrepetível, filho amado de Deus e meu irmão querido, que me pede, e a quem eu devo, todo o meu afeto e dedicação. Para que seja grande e intensa esta torrente de amor, convoco todos os diocesanos da nossa Diocese de Lamego: sacerdotes, diáconos, consagrados, consagradas, fiéis leigos, pais, mães, avôs, avós, famílias, jovens, crianças, catequistas, acólitos, leitores, agentes envolvidos na pastoral, membros dos movimentos de Apostolado, Centros Sociais Paroquiais, Misericórdias, e todas as pessoas e instituições envolvidas no «trabalho do amor» (1 Tessalonicenses 1,3). A todos peço a graça de promoverem mais alegria, mais caridade, mais fraternidade. A todos peço a dádiva de uma mão de mais amor a todos os irmãos e irmãs que experimentam dificuldades e tristezas, dores, doenças, solidão, luto e cansaço. A todos peço que experimentemos a alegria de sairmos mais de nós ao encontro de todos, para juntos celebrarmos o grande amor que Deus tem por nós e sentirmos a alegria da sua misericórdia infinita. Que cada um de nós sinta como sua primeira riqueza e dignidade a de ser filho de Deus com muitos irmãos à sua volta. E para todos imploro de Deus a sua bênção, e de Maria, nossa Mãe, a sua proteção carinhosa e maternal.
 
Decálogo da Caridade 
13. Anexo a esta Carta Pastoral o «Decálogo da Caridade», que retiro, com gratidão, das últimas páginas do livrinho de D. Bruno Forte, Arcebispo de Chieti-Vasto (Itália), intitulado Piccola introduzione alla Carità, Cinisello Balsamo, San Paolo, 2017. Do final do mesmo livrinho retiro também, sempre com gratidão, a oração que encerra esta Carta Pastoral, e nos pode ajudar a viver, saborear e fazer a caridade. 
1. A escolha dos pobres. O II Concílio do Vaticano, com a atenção que prestou à «Igreja dos pobres», levou à descoberta do pobre em toda a sua dignidade de pessoa humana, que há que promover e servir. Cristo, que revelou o homem ao homem (Gaudium et spes, n.º 22), quis ser pobre e faz-se presente nos pobres que nos chama a amar, vivendo este empenhamento como escolha prioritária de cada um e de toda a Igreja (Cf. Mateus 25,31-46). 
2. A escolha da pobreza. Pôr-se ao serviço dos pobres implica a partilha da sua vida, «estar com eles» antes mesma de «ser para eles». Daqui nasce a exigência de uma Igreja pobre e serva dos pobres, sem pompa e liberta das seduções da riqueza e do poder. Uma Igreja em estado de permanente reforma («semper renovanda», «semper reformanda», como pede o Concílio), cujos filhos, escolham, a todos os níveis, como estilo de vida a sobriedade, a simplicidade, a humildade e a companhia dos últimos, nas suas necessidades e sofrimentos. 
3. A Igreja da caridade. Igreja dos pobres, chamada a ser também ela pobre, a Igreja reconhece na caridade feita serviço a razão das suas escolhas fundamentais e a prova da sua pertença a Cristo. Diz-me como vives a caridade para com o pobre, e eu dir-te-ei que Igreja és! A caridade é constitutiva do ser eclesial e é necessário exprimir-se quer na comunhão entre os batizados, a todos os níveis, quer nas formas mais diversas de serviço ao próximo. 
4. O pobre, sujeito eclesial. Os pobres não devem ser considerados apenas como destinatários privilegiados da ação caritativa da Igreja, mas também como sujeitos eclesiais, primeiros protagonistas do seu agir de seres humanos e de cristãos. Dê-se, pois, atenção aos pobres, aos pequeninos, aos frágeis, aos jovens, aos velhinhos, às famílias em dificuldade, a todos os níveis de participação na vida eclesial. 
5. O primado da caridade na vida da Igreja. É necessário viver o primado da caridade na Igreja, desde a paróquia, à zona pastoral, ao arciprestado, à diocese, em todas as expressões da sua vida. Compreende-se a esta luz a missão pedagógica da comunidade cristã, chamada a formar todos os batizados na tarefa caritativa como própria e caraterística do ser cristão, na escuta da Palavra de Deus e na força que irrompe dos sacramentos da fé. 
6. As obras-sinal. As obras-sinal, levadas a cabo particularmente pela Caritas paroquial, da zona pastoral, arciprestal ou diocesana, ou em colaboração com ela, na sua criação como na sua atividade ordinária, sejam expressão da ação voluntária, com a colaboração mais alargada possível de todos os batizados e de todos os homens e mulheres de boa vontade. Considerem-se e sejam postos em contato com aquele estímulo de sensibilização para os desafios da pobreza e escola de educação para o voluntariado, que deve ser descoberto como valor intrínseco da vida cristã e de todos aqueles que se queiram realizar como pessoas segundo o desígnio de Deus. A atenção às linguagens e aos meios de comunicação para transmitir estra mensagem revela-se decisiva. 
7. O acolhimento. Os «centros de escuta», tanto a nível diocesano, como nas zonas pastorais, arciprestais, e nas paróquias em que existam, sejam efetivos lugares de acolhimento, de escuta, de acompanhamento das pessoas em dificuldade, no pleno respeito da sua dignidade, com a finalidade de conhecer e realizar o projeto que Deus, no seu amor, tem para cada pessoa, permitindo-lhe integrar-se plenamente na vida da comunidade. 
8. Os presbíteros e a caridade. Enquanto ministros da unidade da Igreja, os presbíteros, sobretudo os párocos, deem privilegiada atenção à Caritas como sujeito pastoral, decisivo para a formação da comunidade e de cada um dos batizados na caridade. É importante que eles reconheçam como dever que deriva da sua própria identidade e missão, o empenho em promover, sustentar e fazer conhecer a Caritas, em todas as vertentes da sua ação. 
9. Os diáconos, os religiosos e a caridade. Quem foi chamado ao diaconado, lembre-se que, desde as origens, a Igreja confiou aos diáconos o serviço das mesas, expressão e símbolo do exercício assíduo e perseverante da caridade, e se empenhe a seguir e sustentar todas as atividades inspiradas pela caridade. O mesmo se diga dos religiosos e religiosas, chamados a imitar Cristo na pobreza, e a amá-lo servindo de modo particular os pobres. 
10. Os batizados e a caridade. Toda a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho todo a toda a pessoa humana, a cada pessoa humana. Este anúncio é inseparável do empenho caritativo de cada batizado. Sinta-se cada um chamado a colaborar nas iniciativas da caridade na medida das suas capacidades e possibilidades. O mesmo façam todas as associações e movimentos eclesiais. É também deste modo que se responde ao convite de Jesus: «Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto, todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (João 13,34-35).
 
Deus, Pai de misericórdia,
que revelaste o teu amor infinito
no teu Filho, Jesus Cristo,
feito homem por amor de nós,
dá-nos a graça de experimentar o teu amor,
tão profundamente
que nos venhamos a tornar nós próprios
testemunhas e operadores de caridade
para todos aqueles a quem nos envias,
e que nos confias.
E que Maria, Mãe do mais puro e belo Amor,
interceda por nós,
para nos ajudar a viver a caridade
com fé e coração generoso
em cada escolha e em cada tempo
da nossa vida,
dóceis à ação do Espírito,
sopro do eterno Amor.
Amen! 
 
Lamego, 30 de setembro de 2017, Memória de São Jerónimo, Presbítero e Doutor da Igreja
+ António, vosso bispo e irmão

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Paróquia de S. Pedro de Tarouca: INÍCIO DO NOVO ANO CATEQUÉTICO

No próximo sábado, inicia-se o Ano Catequético 2017/18.
Às 15 horas, na Igreja Paroquial, Eucaristia de início da catequese, seguida do envio e da reunião de pais.
Portanto, às 15h, na Igreja, catequizandos, catequistas e pais!

domingo, 1 de outubro de 2017

Diocese de Lamego apresentou plano para o novo ano pastoral «dedicado à prática da caridade»

Plano Pastoral Lamego 2017/2018
O bispo de Lamego afirmou hoje que o ano pastoral de 2017/2018 é “dedicado à prática da caridade” e constitui um “tempo oportuno” para afastar “preconceitos” que impedem a atenção aos “descartados e abandonados à beira da estrada”.

O bispo de Lamego afirmou hoje que o ano pastoral de 2017/2018 é “dedicado à prática da caridade” e constitui um “tempo oportuno” para afastar “preconceitos” que impedem a atenção aos “descartados e abandonados à beira da estrada”.
Na carta pastoral “Vai, e faz tu também do mesmo modo”, enviada hoje à Agência ECCLESIA, D. António Couto convoca todos os diocesanos da Diocese de Lamego para uma “grande e intensa” torrente de amor, e pede a todos que sejam promotores de “mais alegria, mais caridade, mais fraternidade”.
“A todos peço a dádiva de uma mão de mais amor a todos os irmãos e irmãs que experimentam dificuldades e tristezas, dores, doenças, solidão, luto e cansaço. A todos peço que experimentemos a alegria de sairmos mais de nós ao encontro de todos, para juntos celebrarmos o grande amor que Deus tem por nós e sentirmos a alegria da sua misericórdia infinita”, escreve o bispo de Lamego.
D. António Couto apresentou hoje à Diocese de Lamego a carta pastoral “Vai, e faz tu também do mesmo modo” onde indica o tema para o ano pastoral de 2017/2018; a sessão decorreu no Seminário Maior diocesano, onde 120 participantes, entre sacerdotes, religiosos e leigos, tomaram conhecimento também do plano pastoral integrado e da calendarização das atividades diocesanas.
Para o bispo de Lamego, é preciso “uma nova cultura, em que o ser humano, desde a sua conceção até à sua morte, não seja considerado uma coisa, mais uma coisa e muito menos uma coisa a mais, mas um ser humano, único e irrepetível, filho amado de Deus e meu irmão querido, que me pede, e a quem eu devo, todo o meu afeto e dedicação”.
Na apresentação do novo ano pastoral, D. António Couto propôs à Igreja Diocesana de Lamego “a caridade como modo de viver e de fazer” em “todas e em cada uma das suas 223 paróquias”.
“É com este vivo desejo de oferecer a todos e a cada um dos amados filhos de Deus da nossa Diocese de Lamego um verdadeiro encontro com Jesus Cristo, que com o seu rosto ou viso repetida e carinhosamente nos visita”, referiu.
“É este o tempo da graça que Deus, que é amor e nos ama, nos concede para rompermos todos os círculos mais ou menos fechados, mais ou menos abertos, que fomos traçando à nossa volta, para excluirmos, com diplomacia, os nossos irmãos”, acrescentou o bispo de Lamego.
D. António Couto fundamentou as propostas para o ano pastoral de 2017/2018 numa “das mais belas figuras da caridade, retratada por Jesus numa das suas mais belas e intensas histórias”, a parábola do “Bom Samaritano”
“É muito significativo que Jesus, com o recurso à parábola, tenha sabido e querido deslocar para a estrada, para o caminho, para a praça pública, as questões que eram habitualmente discutidas nas escolas ou na sinagoga entre especialistas”, analisa.
O bispo de Lamego lembra que, nesta parábola, “tudo, no texto, se joga sobre o fazer, e não sobre o saber”, e propõe à diocese que percorra a “avenida do amor e da caridade”.
O documento hoje divulgado publica a carta pastoral de D. António Couto, assim como as atividades dos vário setores da pastoral na Diocese de Lamego e também de diferentes regiões pastorais.
Fonte: aqui

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Os nossos antepassados eram muito " pra frentex"

Pedimos que reparem:
1. Numa Igreja Paroquial que data do finais do séc. II, princípios do séc. XIII, existe a representação da Ressurreição de Cristo, quer na porta do sacrário quer na pintura presente no túmulo manuelino. Num tempo em que era omnipresente a representação do sofrimento e morte de Cristo, os nossos antepassados enxergaram bem mais além e deixaram-nos o testemunho da sua fé na Ressurreição. mistério central da fé cristã.
2. No altar-mor estão  as estátuas  de S. Pedro, o Padroeiro, e de São Miguel. O primeiro celebrado a 29 de junho e o segundo a 29 de setembro.
Nestes dias a Igreja não celebra apenas a memória de um santo, mas de mais. Assim, em 29 de junho,  temos a festa de São Pedro e S. Paulo. Em 29 de setembro, temos a festa dos Arcanjos São Miguel e São Rafael e S. Gabriel.
Há claramente a proclamação da dimensão comunitária fa fé.
A fé é uma adesão pessoal a Cristo. Mas esta adesão pessoal celebra-se e vive-se na Igreja, com a Igreja, pela Igreja.  A nossa fé é a fé da Igreja.
Somos imagem e semelhança de Deus que é uma intensa e infinita comunhão de amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É tão forte e infinito o amor que une as três Pessoas Divinas que são um SÓ Deus! Deus é comunidade.
Num tempo como o nosso, tão marcado por individualismos e egoísmos, por vezes ferozes, que se manifestam até na visão que temos da fé, explícita em frases como "eu cá tenho a minha fé", ou "não preciso da Igreja para nada, basta-me a minha fé", os nossos antepassados estavam muito mais à frente, como o atesta os documentos vivos presentes na Igreja Matriz de Tarouca.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

29 de Setembro - DIA DOS ARCANJOS MIGUEL - RAFAEL - GABRIEL

“Houve uma grande batalha:
Miguel e seus anjos lutaram contra o Dragão.
O Dragão também lutou, junto com seus anjos,
mas foram derrotados,
e não houve mais lugar para eles no céu." (Apocalipse, 12, 7-8)

Em hebraico, Miguel significa "aquele que é similar a Deus" (mi-"quem", ka-"como", El-"deus"), o que é tradicionalmente interpretado como uma pergunta retórica: "Quem como Deus?" (em latim: Quis ut Deus?), para a qual se espera uma resposta negativa, e que implica que "ninguém" é como Deus. Assim, Miguel é reinterpretado como um símbolo de humildade perante Deus.

Na Bíblia Hebraica, Miguel é mencionado três vezes no Livro de Daniel, uma como um "grande príncipe que defende as crianças do seu povo". A ideia de Miguel como um advogado de defesa dos judeus tornou-se tão prevalente que Miguel acabou tomando um lugar importante na liturgia judaica.
Em Apocalipse 12:7-9, Miguel lidera os exércitos de Deus contra as forças de Satanás e seus anjos e os derrota durante a guerra no céu.
Na Epístola de Judas, Miguel é citado especificamente como "arcanjo".
Os santuários cristãos em honra a Miguel começaram a aparecer no século IV, quando ele era percebido como um anjo de cura, e, com o tempo, como protetor e líder do exército de Deus contra as forças do mal. Já no século VI, a devoção a São Miguel se  havia  espalhado tanto no oriente quanto no ocidente.
Fonte: aqui


A São Miguel Arcanjo atribuem-se três funções:- A de guiar e conduzir as almas ao céu, depois de tê-las pesado na balança da justiça divina;
- De defender a Igreja e o povo cristão;
- De presidir no céu o culto de adoração à Santíssima Trindade e oferecer a Deus as orações dos Santos e dos fiéis.


Oração a S. Miguel
Príncipe Guardião e Guerreiro defendei-me e protegei-me com Vossa Espada.
Não permita que nenhum mal me atinja.
Protegei-me contra assaltos, roubos, acidentes e contra quaisquer atos de violência.
Livrai-me de pessoas negativas e espalhai vosso manto e vosso escudo de proteção no meu lar, meus filhos e familiares. Guardai meu trabalho, meus negócios e meus bens.
Trazei a paz e a harmonia.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demónio.
Instante e humildemente vos pedimos, que Deus sobre ele impere e vós, Príncipe da milícia celeste, com esse poder divino, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas.
Amém.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Novo Ano Pastoral 2017/2018: Vai, e faz tu também do mesmo modo.

Este é o lema proposto por D. António Couto como lema para o novo ano pastoral que agora começa. A abertura, ao nível diocesano, a 30 de setembro, no Seminário Maior de Lamego, com apresentação do Plano Pastoral Diocesano e da Carta Pastoral de D. António Couto a todos convidando para a vinha do Senhor, aprofundando a dinâmica que contextualiza, justifica e dá corpo ao Plano Pastoral: Vai, e faz do mesmo modo. O proceder de Jesus há de ser o proceder de cada cristão, cada discípulo.
A acentuação estará na dimensão caritativa, ainda que esteja sempre presente. A fundamentação bíblica parte da Parábola do Bom Samaritano, narrada por Jesus, e que O identifica no Seu agir, no modo de acolher e perceber a vontade de Deus.
 
FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA – Lucas 10, 25-37
 
Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar: «Mestre, que hei de fazer para possuir a vida eterna?» Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?»
O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.» Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.» Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?» Tomando a palavra, Jesus respondeu:
«Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: 'Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.' Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?»
Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também o mesmo».
 
DESAFIO:
O desafio é-nos lançado por D. António Couto, alargado a toda a comunidade, mais novos e mais velhos, homens e mulheres, crianças, adolescentes, jovens, adultos e anciãos, comprometidos em grupos eclesiais ou além dos grupos. A pertença a Cristo compromete-nos com o MODO de pensar, falar e agir de Jesus. O Bom Samaritano espelha bem o AGIR de Jesus: Aquele que Se aproxima dos mais frágeis e tudo faz para os curar, reabilitar, devolver à vida.
Esta será a missão da nossa paróquia: amar servindo, servir amando. Conselho Pastoral, Conselho Económico, Catequistas, Grupo de Jovens, Escuteiros,  Grupos Corais, Grupo de Acólitos, Leitores, Zeladoras da Igreja, Apostolado de Oração, GASPTA, Ministros Extraordinários da Comunhão, Grupo de Oração e Amizade, Irmandades de Santa Helena e das Almas, Comunicação social da Paróquia, TODA a comunidade e a. A comunidade como um todo. Respirar Jesus, viver Jesus, testemunhar Jesus e procurar agir do seu modo.
Fonte: aqui

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

D. Manuel Martins, “profeta e apóstolo”


D. Manuel Martins, bispo de Setúbal entre 1975 e 1998, morreu este domingo, aos 90 anos. Conhecido como o "bispo vermelho", pela sua acção de denúncia das situações de fome e de injustiça social, morreu às 14h05, em casa de familiares, na Maia, onde se encontrava.
Foi enquanto bispo de Setúbal, cargo em que se manteve ao longo de 23 anos (até que, em 1998, o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de resignação), que D. Manuel Martins se notabilizou, pela sua atenção aos problemas do desemprego, da habitação social e do trabalho infantil. "Chamavam-me 'bispo vermelho' porque ocupava espaços de onde a Igreja nunca devia ter saído", sustentara o próprio, numa entrevista à TSF, em Março de 2016.


D. Manuel Martins passou um dia pela casa paroquial de Tarouca para conversar com um sacerdote que então aqui trabalhava em equipa comigo.
Recordo-me da conversa que mantivemos durante a refeição. Senti-me bem como discípulo que escuta o mestre. A sua familiaridade, a sua vivência, a acutilância da sua palavra, a beleza do seu testemunho, a clareza dos horizontes, o vibrar da sua fé... Tudo me marcou como pegadas de um "profeta e apóstolo" (no dizer do bispo de Angra).
Quando se lhe preparava o café, no fim da refeição, ele desafiou. "Não, vamos ao café para estarmos com as pessoas." D. Manuel já cheirava a ovelhas, antes da expressão e do desafio serem lançados pelo Papa Francisco.
Era assinante do Sopé da Montanha. Várias vezes escreveu para ofertar o seu contributo para causas sociais em que o jornal se meteu ou para apoiar e incentivar, especialmente quando o mensário enveredava por questões que tinham a ver com o compromisso do cristão com o mundo e a vida.


Sempre admirei este grande bispo que nunca meteu a profecia na gaveta e que sempre pugnou por uma Igreja centrada em Cristo e descentrada no mundo.
Que junto do Senhor a Quem louvamos pelo dom que ele foi para a Igreja, interceda pela Igreja e pelo mundo que tanto amou e tão belamente serviu.
Senhor, neste tempo que tem muito de deserto, envia-nos, por bondade, profetas e apóstolos.
Que D. Manuel descanse na mão de Deus para sempre!