segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Carreirismo profissional prejudica o casamento

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Veja aqui

Igreja tem de aprender linguagem da cultura digital, diz Bento XVI

-- Bento XVI convidou hoje a Igreja a aprender a “nova linguagem” dos media para apresentar a sua mensagem na “cultura digital”.

“Não se trata apenas de exprimir a mensagem evangélica na linguagem de hoje, mas é preciso ter a coragem de pensar de um modo mais profundo, como aconteceu noutras épocas, a relação entre a fé, a vida da Igreja e as mudanças que o homem está a viver”, disse.

Falando aos participantes da assembleia plenária do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais (CPCS), no Vaticano, o Papa alertou contra os riscos de se banalizar a linguagem “emotiva” promovida pelas novas tecnologias.

“As novas linguagens que se desenvolvem na comunicação digital determinam, entre outras coisas, uma capacidade mais intuitiva e emotiva do que analítica, orientando para uma diferente organização lógica do pensamento e da relação com a realidade”, declarou.

Depois de precisar que estas linguagens promoveram uma “vasta transformação cultural”, Bento XVI afirmou que a Internet oferece “oportunidades inéditas” que ajudam a desenhar “um novo modo de aprender e de pensar”.

“A tradicional distinção nítida entre linguagem escrita e oral parece, agora, esfumar-se em favor de uma comunicação escrita que toma a forma e a imediatez da oralidade”, precisou.

Ao CPCS, estrutura que na Santa Sé acompanha as questões relacionadas com os media, compete, segundo o Papa, “ajudar quantos têm responsabilidade na Igreja” a “perceber, interpretar e falar” a «nova linguagem» dos media “em função pastoral”.

“A cultura digital coloca novos desafios à nossa capacidade de falar e de escutar uma linguagem simbólica que fale da transcendência”, indicou.

Bento XVI disse que a Igreja é chamada a “descobrir, também na cultura digital, símbolos e metamorfoses significativas para as pessoas, que possam ser uma ajuda para falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo”.

Para o Papa, o estar “em rede” faz com que as pessoas não se limitem a trocar informações, partilhando também “as suas visões do mundo”, numa dinâmica que pode apresentar dificuldades próprias.

“Os riscos que se correm, é certo, estão diante dos olhos de todos: a perda da interioridade, a superficialidade na vivência das relações, a fuga da emotividade, a prevalência das opiniões mais convincentes em vez do desejo da verdade”, elencou.

Neste contexto, Bento XVI apelou a uma reflexão “urgente” sobre as linguagens desenvolvidas a partir das novas tecnologias, observando uma “incapacidade de viver com plenitude e de forma autêntica o sentido das inovações”.

A reunião magna do CPCS decorre até ao próximo dia 3 de Março, tendo como tema «Linguagem e comunicação».

Entre os presentes nesta assembleia plenária conta-se o cónego António Rego, director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, em Portugal.
In ecclesia

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Desilusão dos mensageiros

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TODO O BAPTIZADO É UM ENVIADO.
O tempo da grande cristandade foi-se. Hoje é preciso uma acção porta a porta. Um convite constante. Um proposição - não imposição - que não conhece desfalecimentos.

Ainda há quem pense que fazer apostolado é lá para os padres e as freiras. Que se numa comunidade as coisas estão mal, a culpa é dos padres.
Isto é que se chama meter o baptismo na gaveta! Quem nos torna apóstolos é o baptismo. Se todos somos igualmente baptizados, todos somos igualmente enviados.

É por isso que reflicto muitas vezes com a comunidade sobre a missão dos leigos, cuja presença actuante na vida da Igreja e no mundo é mais do que imprescindível. Pois que quem não é apóstolo é apóstata (traidor).

É neste contexto que duas pessoas me apareceram bastante desiludidas neste fim-de-semana. Cada uma delas procurou convidar pessoas a participar em acções pastorais diferentes que decorrem nesta comunidade.
Uma disse-me:
- Convidei cinco pessoas e todas me disseram que não!
A outra afirmou:
- Convidei 4 pessoas e só duas me disseram que sim, que iam aparecer!

Felicitei as duas. Cumpriram e só deveriam sentir-se felizes e em paz consigo mesmas. Aos crentes compete semear a Mensagem; colher, só Deus! Semear com alegria, esperança, convicção. Sempre!

Não é fácil hoje. Numa sociedade atolada em materialismo, em superficialidade de vida, em pressas e stress, onde o ter, o poder e o prazer parecem ser a trindade que governa o mundo, parece que Deus está a mais.
O homem moderno paralisou na procura do sentido para a vida. De onde vimos? O que fazemos aqui? Para onde vamos?
Como ramo caída na corrente do rio, o homem moderno é arrastado pela corrente impetuosa das novas tecnologias, do borboletar de prazer em prazer para afogar a recessão de alma provocada pelo prazer anterior, pelo imediatismo, pela alergia à reflexão e à interioridade...

Mas é este homem moderno que Deus quer que ajudemos a salvar, porque Ele o ama.
Então vamos a isso! Deus fará a parte mais difícil.
Uma boa semana para todos.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Este sábado, às 21 horas

P.e Marcos Alvim no Auditório Municipal de Tarouca
Contamos consigo!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

8º Domingo do Tempo Comum - Ano A

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Leituras: aqui

Confiantes no Pai

video

Cara Ana Albuquerque!

Antes de mais, felicito-a pela preocupação que revela com o baptismo da sua filha, especialmente porque tal desejo se insere num contexto de fé: transmitir à menina os valores em que acredita. E o facto é ainda mais relevante na medida em que o seu companheiro partilha consigo o mesmo desejo.
Saúdo-a ainda vivamente pelo facto de ter tido a preocupação com os padrinhos. Mostra que conhece aquilo que a Igreja exige para desempenhar tal múnus e procedeu com sentido eclesial.

Permita-me agora que partilhe consigo algumas reflexões. Não pretendo de forma alguma condenar ou acusar. Apenas partilhar com humildade e vontade de acertar segundo o espírito do Evangelho.

1. É importantíssimo o sacramento do Baptismo. Mas não será importante para os cristãos o Matrimónio, o sacramento pelo Deus abençoa e santifica o amor humano?

2. Se a Ana e seu companheiro sentem que estão prontos para celebrar o matrimónio, por que razão o não celebram? Se acham que precisam de um tempo mais, então não acham que seria preferível adiar o baptismo da criança para depois do vosso matrimónio?

3. O exemplo é inapagável. Antes de "meter" a vossa filha na Igreja pelo baptismo, seria preferível que os pais vivessem segundo a Igreja. O que neste caso quer dizer a celebração do vosso matrimónio.
Permita-me aqui um pensamento que uma vez ouvi e que acho acutilante para a reflexão: "Deus não condena crianças. Os adultos é que terão que responder pelas opções que fazem livremente."

4. A situação que referiu da pessoa recasada é bastante diferente.
Uma pessoa contraiu matrimónio. Por esta razão ou aquela, não deu certo e aconteceu a separação. Tantas vezes com imensa dor! Depois voltou a casar civilmente, já que o não podia fazer catolicamente. A Igreja não aceita o divórcio.
Enquanto essa pessoa recasada civilmente não pode casar catolicamente, a Ana pode. Já aqui está toda a diferença.
Depois tanta dessa gente recasada transporta consigo calvários de sofrimento, marcas de histórias de dor! Não deverão tais pessoas ser acolhidas? Tantos destes irmãos sofrem pelo facto de não puderem comungar e ser padrinhos! Não nos compete julgar, mas acolher, amar e ajudar.

5. Duas pessoas vão pedir ajuda à Segurança Social. Uma, porque não quer trabalhar; outra, porque procurou e não encontrou trabalho. Quem acha que merece ser atendido?
Os recasados pedem o baptismo para o filho, sabendo que não podem casar pela Igreja. Duas pessoas em união de facto ou só casadas civilmente pedem o baptismo para o seu filho, sabendo que poderiam casar catolicamente...

6. Quando duas pessoas em situação parecida com a da Ana pedem o baptismo para o seu filho, procura-se, nesta comunidade reflectir com elas. Em nome da verdade e da coerência. Se depois desta ajuda amiga, evangélica e fraterna, persistem em não casar e em baptizar, então NÃO se fecha a porta ao baptismo da criança. Esta, um dia, será o verdadeiro juiz da incoerência de seus pais!

“Enriquecimento ilícito é imoral”

"O enriquecimento ilícito é crime e é imoral", disse ontem o bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, no terceiro debate promovido pelo Correio da Manhã..
O prelado adiantou que "é crime usurpar o bem comum para interesse próprio".

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vivemos em união de facto e queremos baptizar a nossa criança

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Olá!

Eu não sou nem vivo nessa zona, mas gostava de colocar uma questão.

Tenho uma menina com 2 anos e meio ano e pretendo baptizá-la. Eu fui educada na fé católica e pretendo transmitir esses valores à minha filha.

Actualmente vivo em união de facto com o pai da minha menina. Ele foi baptizado e fez as comunhões, embora não tenha sido crismado como eu fui. Também ele quer que a nossa filha cresça na fé católica, pois acredita nos mesmos valores em que eu acredito.

Tentamos tratar das coisas para baptizar o nosso rebento e disseram-nos que não, por não sermos casados pela Igreja.
Mas eu ponho esta questão: a uma pessoa que seja divorciada e que esteja a viver com outra pessoa em união de facto, deixam baptizar. Porquê? Não diz a Bíblia: "Não separe o homem o que Deus uniu"? Será que a minha situação é mais pecaminosa do que a dessas pessoas?
Acrescento também que os padrinhos que indicamos para o baptismo da nossa menina cumprem os requisitos: têm mais de 16 anos, são crismados, quer um quer outro são casados pela Igreja e são praticantes.
A minha questão então é esta: como poderei fazer para baptizar a nossa filha sem estarmos casados catolicamente?

Obrigada pela atenção.

Com os melhores cumprimentos,
Ana Albuquerque

Caso seja católico (a), que diria a esta senhora?

Sessenta e três mil


Nos últimos três anos e meio, foram feitos em Portugal mais de 63.000 abortos. Quer isto dizer que, desde que foi aprovada a liberalização da ‘interrupção voluntária da gravidez’, por dia, nos nossos hospitais públicos, foram mortos cerca de 50 seres humanos.

Por estranho que pareça, desta forma de guerra não declarada aos seres humanos nascentes não se ocupam os meios de comunicação, embora sobejem provas nas estatísticas da DGS, da Direcção-Geral de Saúde. Lembramo-nos certamente das frequentes manchetes, logo amplificadas pelas emissoras de rádio e televisão, dos textos comprometidos, dos casos convenientes e das repetidas reportagens que foram construindo, durante anos, uma narrativa inquestionável sobre o aborto clandestino. A essa verdade única e oficial, não raro reduzida a uma retórica da ‘humilhação’, bastavam deduções, ‘estudos’, extrapolações, para garantir que havia um ‘problema de saúde pública’, um ‘flagelo’ que urgia resolver. Não importava que a realidade fosse notícia, mas que a notícia se tornasse realidade. Surpreendentemente, o aborto, uma vez legalizado, como que desapareceu; há 63 mil abortos contabilizados que não são notícia. E poder-se-iam acrescentar muitos outros motivos de admiração: que ninguém questione os custos directos e indirectos do aborto – mais de 100 milhões de euros; que não suscite qualquer reparo dar a Segurança Social igual subsídio a quem tem filhos e a quem aborta; que mais de metade dos 20 mil abortos a pedido realizados em 2009 tenham ocorrido na região mais rica de Portugal; que um dos principais activistas da liberalização do aborto pontifique no Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida; que esse novel presidente se mostre, agora, preocupado com as largas centenas de mulheres que fizeram do aborto método de planeamento familiar (340 abortaram duas vezes em 2009).

O mal cria habituação. Quatro anos depois não podemos continuar a ignorar, a ignorar que há desastres maiores e mais graves do que a dívida soberana. Hoje, 11 de Fevereiro, dia de luto, é também dia de luta.
Belmiro Fernandes Pereira, in O Amigo do Povo

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Gostei deste domingo

FOI LER DE MULETAS
Gostei deste domingo. Embora bastante cansativo, proporcionou-me vivências diversificadas.
Fiquei edificado com o testemunho daquele jovem numa das Eucaristias. Na escala, era a sua vez de proclamar umas das leituras. Vimo-lo subir ao ambão amparado em duas muletas.
Não foi o facto de ter que se amparar nas muletas para se poder deslocar que o impediu de participar na Missa. Não foram elas que o estorvaram de se arrastar para desempenhar a sua função.
Reflecti com a assembleia sobre este testemunho. Tantas vezes deixamos o nosso lugar vago na assembleia reunida por motivos que não revelam consistência! Este jovem não precisou de falar para nos lembrar que Deus é o Primeiro. Sempre!

EM SANTA HELENA
3º Domingo do mês. Terço e Eucaristia em Santa Helena.
Mais do que a chuva, o vento fustigava mesmo. Subi ao calhau para tirar uma fotografia. Tive que recorrer a todas as minhas forças e concentração para não vir parar ao vale...
Durante a oração, qual organista ágil sobre as teclas, o vento fez das paredes e telhado da capela o seu instrumento musical, oferencendo-nos um concerto ininterrupto. À falta de coral, o vento puxou dos seus galões de artista para nos ajudar a louvar o Senhor.
Parabéns ao destemido grupo de pessoas que esteve presença na oração.
Como me queixasse do clima acre que se fazia sentir, alguém sentenciou:
- Já viu a Serra sem este clima!? Não era a Serra...

COM O GRUPO DE ORAÇÃO E AMIZADE
Na Igreja Paroquial, reuni com o Grupo de Oração e Amizade que sempre fora acompanhado pelo falecido Diác. Amorim.
Foi agradabilíssimo. Gente fantástica! Conversámos, planeámos, marcámos actividades e processos.
Depois, diante do Santíssimo Sacramento, rezámos Vésperas, fizemos silêncio, partilhámos intenções e foi dada a bênção do Santíssimo.
Encantou-me a adesão das pessoas e o seu desejo de quererem continuar a celebrar a amizade pela oração e a oração pela amizade.
Que bem fazia a tanta e tanta gente este encontro mensal de oração e amizade! Mas as portas estão abertas para todos. Sempre!

COLABORANDO NA ELABORAÇÃO DE UM TRABALHO PASTORAL
É jovem. Como a outros, a paróquia onde trabalha pastoralmente pediu-lhe colaboração para uma série de encontros com jovens. Gostei da ideia: jovens a evangelizar jovens.
Pediram-lhe que falasse sobre a Igreja: Corpo Místico de Cristo; sua santidade e seu pecado; consequências do ser Igreja...
Tinha ideias, mas precisava de as organizar, aprofundar e operacionalizar. Era preciso ainda tratar da forma de transmitir a mensagem, tendo em conta os receptores.
Foram mais umas horas de trabalho, mas quando se tratar de levar Cristo aos jovens, podemos porventura ligar ao cansaço!?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Virtudes teologais e virtudes cardeais

No Batismo, Deus infunde na alma, sem nenhum mérito nosso, as virtudes, que são disposições habituais e firmes para fazer o bem.

As virtudes infusas são teologais e morais. As teologais têm como objeto a Deus; as morais têm como objeto os bons atos humanos.

As teologais são três: , esperança e caridade.

As morais, que chamam-se também virtudes humanas ou cardeais, são quatro: prudência, justiça, fortaleza e temperança.

Conta também o cristão com os dons do Espírito Santo, que facilitam o exercício mais perfeito das virtudes.

Com relação à virtude teologal da caridade, ou seja, do amor, deve-se ter em conta que o amor a Deus e o amor ao próximo são uma mesma e única coisa, de modo que um depende do outro; por isto, tanto mais poderemos amar ao próximo quanto mais amemos a Deus; e, por sua vez, tanto mais amaremos a Deus quanto mais de verdade amemos ao próximo.

O que é a virtude?

A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem.

Quantas classes de virtudes existem?

Existem duas classes de virtudes: as virtudes teologais e as virtudes humanas ou morais ou cardeais.

Quantas são as virtudes teologais?

As virtudes teologais são três: a fé, a esperança e a caridade;

O que é a fé?

A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus, em tudo o que Ele nos revelou e que a Santa Igreja nos ensina como objeto de fé.

O que é a esperança?

A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos e esperamos de Deus, com uma firme confiança, a vida eterna e as graças para merecê-la, porque Deus nos prometeu.

O que é a caridade?

A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor a Deus, com o amor filial e fraterno que Cristo nos mandou.

Por que devemos amar a Deus sobre todas as coisas?

Devemos amar a Deus sobre todas as coisas porque somente Deus é infinitamente amável e porque nos criou para o Céu.

Por que devemos amar ao próximo?

Devemos amar ao próximo porque todos os homens somo irmãos, filhos do mesmo Pai celestial, redimidos com o Sangue de Jesus Cristo e destinados ao Céu.

O que são as virtudes humanas?

As virtudes humanas, chamadas também de virtudes morais, são disposições estáveis do entendimento e da vontade que regulam as nossas ações, ordenam as nossas paixões e guiam a nossa conduta segundo a razão e a fé.

Quantas são as virtudes humanas?

As virtudes humanas ou morais são muitas, mas podem ser agrupadas em torno a quatro principais, chamadas virtudes cardeais: prudência, justiça, fortaleza e temperança.

O que é a prudência?

A prudência é a virtude que dispõe da razão prática para discernir, em toda circunstância, nosso verdadeiro bem e escolher os meios justos para realizá-lo.

O que é a justiça?

A justiça é a virtude que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido.

O que é a fortaleza?

A fortaleza é a virtude que assegura a firmeza e a constância na prática do bem, até mesmo nas dificuldades.

O que é a temperança?

A temperança é virtude que modera a atração para os prazeres sensíveis e procura a moderação no uso dos bens criados.

Pegadas de Deus

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A Bíblia não é um livro científico.
A Bíblia é um livro de fé.
A Bíblia mostra-nos o rasto dos passos de Deus
na vida,
no homem,
na história,
na natureza.

Como são admiráveis as marcas de Deus!
Deus criador!
Deus prividência!
Deus misericórdia!
Deus pátria infinita que nos acolhe!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cristão sem coragem é como comida sem sal

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1. Na mesa daquele café, falava-se da Igreja. Claro, ao melhor estilo do anticlericalismo primário dos portugueses. A Nádia, que acompanhara os pais, ouviu, ouviu e sentiu-se revoltada com tanta "patacoada". E pensava para os seus botões: "As pessoas inventam-nas dos pés à cabeça! Como é possível tanta superficialidade, tanta mentira, tanta ignorância, tanto prazer pelo maldizer?!"
Não aguentou mais nem quis aguentar. Apesar da revolta que a conversa lhe causara, procurou falar calmamente. Não lhe foi nada difícil desmontar a mentirada e a boatada que circulava por aquelas bocas como serpente ondulante pelo deserto.
Dos seus próprios pais recebeu um silêncio cobarde. Noutras pessoas viu um sorriso onde escorria cinismo. De alguns ouviu as frases feitas do costume: "Tu ainda és muito nova para te pronunciares..."; "Tu andas lá muito pela Igreja..."
Quando deixou a mesa do café, a Nádia sentia uma paz interior profunda, uma óptima sensação de bem-estar, sentia-se de bem com ela mesma. E vinha-lhe ao pensamento a oração de São Francisco:
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

2. Um grave problema numa paróquia. Era preciso que alguém fosse para tentar reestabelecer a harmonia quebrada. Mas o ambiente era vulcânico.
Vários sacerdotes foram convidados para desempenhar o papel de pacificadores. Uns por uma razão, outros por outra, todos se foram escusando.
Então o Vigário Geral disse: "Se ninguém quer ir vou eu. E se algo me acontecer, acontece no meu posto."
A recepção foi tudo menos digna. Impropérios, insultos, palavrões e mesmo uma ou outra tentativa de agressão. Chegaram ao ponto de lhe deitarem lixívia no cálice. Só que ele, precavido, apercebeu-se...
Um homem, na despedida, disse-lhe: "O senhor vai ganhar esta batalha. Sabe o motivo? A sua coragem!"

3. Era preciso restaurar aquela bela Igreja. Custos avultadíssimos. Entre as actividades previstas para arranjar a verba precisa, constava um peditório. As pessoas da Comissão agregando a si outras pessoas, dividiram-se em grupos e saíram.
A recepção não foi por aí além. Uns diziam que não tinham dinheiro, outros que a Igreja só sabe pedir, alguns nem a porta abriram. A decepção instala-se em alguns e a vontade de desistir parece contaminar a todos.
Ao fim da tarde, os grupos reúnem-se e partilham. Sente-se no ar o desânimo e a vontade de não voltar. Todos tinham combinado que não responderiam às provocações mesmo fossem de estalar o fígado. E cumpriram.
Um homem, ergue a sua voz e diz: "Vocês querem desistir? Pois eu não desisto, nem que vá sozinho! Sabem o que disse a um que veio com o palavreado do costume? Afirmei-lhe que a conversa foi para nós, mas que agora desse alguma coisa para as obras do restauro da Igreja. O homem caiu em si e até foi generoso.
E a firmeza daquele homem derreteu o gelo da desistência dos colegas. Todos continuaram.

Ó Senhora minha

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A melhor coisa que lhe aconteceu


Por vezes chegam-nos testemunhos ricos donde menos eram esperados.

Há dias, Paris Tassin, mãe solteira, compareceu a uma audição no Ídolos Americano ("American Idol"), no Estado de Louisiana nos Estados Unidos da América. E aí, ela contou, com lágrimas, a sua decisão de continuar com uma gravidez não planificada e de alto risco.

Tassin tinha 18 anos quando soube que estava grávida. O bebé sofria de hidrocefalia, uma doença caracterizada pela acumulação de fluido dentro do crânio.
"Os médicos disseram-me que eu não devia levar avante a gravidez, e que as coisas correriam mal se tivesse a criança", disse Tassin.

Apesar disso, ela recusou submeter-se a um aborto, e disse que a sua filha Keira é agora uma criança de quatro anos de idade e muito saudável. A única complicação médica que surgiu é a de que Keira ouve mal e por isso tem que usar próteses auditivas.
"Ela é a melhor coisa que me aconteceu na minha vida", disse Tassin. "Eu canto para ela."
Tassin impressionou os juízes com "A minha casa temporal" ("Temporary Home") de Carrie Underwood. A canção fala àcerca dos desafios de uma mãe solteira. Ela foi seleccionada para cantar no concurso, que irá decorrer em Hollywood, no Estado de Califórnia.

Tassin é pois um bom exemplo que merece ser conhecido e seguido.
Quantas mães vivem hoje angustiadas porque cometeram o erro de dar ouvidos a maus conselheiros que as levaram ao aborto!
In O Amigo do Povo

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oração pela família


Sagrada Família de Nazaré,

comunidade de amor que une Jesus, Maria e José,

modelo e exemplo para todas as famílias da terra,

a ti confiamos hoje as nossas famílias.

Abre o nosso coração à fé,

ajuda-nos a acolher a Palavra de Deus,

dá-nos coragem para vencermos as dificuldades,

para que a nossa casa seja uma verdadeira comunidade de vida e de amor.

Orientai a nossa inteligência para que,

com sábio cuidado, gestos e palavras de amor,

sejamos para os filhos guias seguros

ajudando-os a descobrir aqueles bens espirituais que são eternos.

Suscita no coração dos nossos filhos

uma consciência recta e uma vontade livre

para que crescendo em sabedoria e em graça

aprendam connosco a seguir Jesus Cristo.

Protege, guarda e santifica a nossa família.

Afasta de nós a tentação do desânimo,

da desconfiança, do ciúme e do conflito.

Concede-nos a alegria e a paz

na fidelidade aos compromissos que assumimos

no dia do nosso matrimónio!

Jesus, Maria e José: protegei o nosso lar!

Amen

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Papa pede atenção aos processos de nulidade do matrimónio

CASAMENTO

Bento XVI recebe membros do Supremo Tribunal e pede rapidez na administração da justiça dentro da Igreja

Bento XVI recebeu, no dia 4 deste mês no Vaticano, os membros do supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, a quem pediu atenção no julgamento de causas de “nulidade matrimonial."
Num discurso proferido perante os participantes na reunião plenária do Supremo Tribunal da Santa Sé, o Papa recordou a publicação, em 2005, da instrução «Dignitas connubii» (A dignidade do matrimónio) com “as normas necessárias para que as causas de nulidade matrimonial se tratem e definam da forma mais rápida e segura.”
Bento XVI pediu ainda que a acção deste tribunal permita responder às “exigências de rapidez e simplicidade a que os fiéis têm direito nas suas causas’
O Papa frisou que a actividade do Supremo Tribunal visa assegurar a administração da justiça na Igreja, o que implica que em cada diocese exista um número suficiente de pessoas preparadas para funcionamento dos tribunais eclesiásticos.
“É uma obrigação grave tornar a actuação institucional da Igreja nos tribunais cada vez mais próxima dos fiéis”, assinalou.
Bento XVI disse ainda que o esforço de dirimir as controvérsias no interior da Igreja é “um serviço de importância primária.”
“Quando não é possível superar pacificamente uma controvérsia, o desenrolar do processo contencioso administrativo comportará a definição judicial da controvérsia: também neste caso, a actividade do Supremo Tribunal visa a reconstituição da comunhão eclesial, ou seja, o restabelecimento de uma ordem objectiva conforme ao bem da Igreja”, acrescentou.
In Jornal da Beira

As mortes que envergonham os portugueses!

“Isto [mortes solitárias] é a prova acabada de uma desumanidade da sociedade”
D. Carlos Azevedo, Bispo

D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, afirmou, por seu lado, que episódios como este devem envergonhar a sociedade.

“Cada caso é mais um caso que nos envergonha, como sociedade, como cristãos, como vizinhos uns dos outros, mas é urgente que - já que a família falha - que nos organizemos para não deixar que haja pessoas que fiquem tanto tempo sem ninguém à sua espera”, disse à RR o bispo auxiliar de Lisboa.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O PÂO DE CRISTO. Relato verídico

O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Victor.

Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se forçado a recorrer à mendicidade para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava muito.

Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um restaurante de luxo quando viu chegar um casal.

Victor pediu-lhe algumas moedas para poder comprar algo para comer.

- Não tenho trocos - foi a resposta seca.

A mulher dele, ouvindo a resposta perguntou:

- Que queria o pobre homem?

- Dinheiro para comer. Disse que tinha fome - respondeu o marido encolhendo os ombros.

- Lourenço, não podemos entrar e comer comida farta de que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!

- Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que ele quer é dinheiro para beber!

- Tenho uns trocos comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!

Mesmo de costas para eles, Victor ouviu tudo o que diziam. Envergonhado, queria afastar-se e fugindo dali, mas a voz amável voz da mulher reteve-o:

- Aqui tem qualquer coisa. Consiga algo de comer, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Em algum lugar existe trabalho para si. Faço votos para que o encontre.

- Muito obrigado, minha senhora. A senhora ajuda-me a recobrar o ânimo! Nunca esquecerei a sua gentileza.

- Você vai comer o Pão de Cristo! Partilhe-o - acrescentou ela com um largo sorriso dirigido mais ao homem do que ao mendigo.

Victor sentiu como se uma descarga eléctrica lhe percorreu o corpo.

Foi a um lugar barato para comer um pouco. Gastou só metade do que tinha recebido e resolveu guardar o restante para o dia seguinte, comeria do 'Pão de Cristo' dois dias.

Mais uma vez mais sentiu aquela descarga eléctrica a percorrer-lhe o corpo: O PÃO DE CRISTO!

"Um momento! - pensou - Eu não posso guardar o 'Pão de Cristo' só para mim".

Na sua cabeça parecia-lhe como que escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na catequese. Neste momento, passava um velhote ao seu lado.

- Quem sabe, se este pobre homem também tem fome - pensou - Tenho de partilhar o 'Pão de Cristo'.

- Ouça - chamou Víctor - Quer entrar e comer uma comidinha quentinha?

O velho voltou-se e encarou-o de olhar incrédulo.

- Está a falar sério, amigo? O homem não acreditava em tanta sorte, até que se tivesse sentado à mesa coberta com uma toalha e com um belo prato de comida quente à frente.

Durante a refeição, Víctor reparou que o homem envolveu um pedaço de pão num guardanapo de papel.

- Está a guardar um pouco para amanhã? - Perguntou.

- Não, não. É que vi um miúdo da rua que conheço e que tem passado mal ultimamente, ele estava a chorar com fome quando o deixei. Vou levar-lhe este pão.

- O Pão de Cristo! - Recordou novamente as palavras da senhora e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa.

Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que antes tinha ressoado na sua cabeça.

Os dois homens foram levar o pão ao menino faminto que o começou a devorar com alegria. Subitamente, deteve-se e chamou um cãozinho, um cachorrinho pequeno e assustado.

- Toma lá. Metade é para ti - disse o menino. O Pão de Cristo também chegará para ti.

O catraio tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a correr com alegria.

- Até logo! - disse Vitor ao velho - Em algum lugar encontrará um emprego. Não desespere! Sabe? - susurrou - Isto que comemos é o Pão de Cristo. Foi uma senhora que me disse quando me deu aquelas moedas para o comprar. O futuro só nos poderá trazer algo de muito bom!

Enquanto se afastava, Vitor reparou melhor no cachorrinho, que lhe farejava as pernas. Abaixou-se para o acariciar quando descobriu que ele tinha uma coleira onde estava gravado o nome e o endereço do dono.

Víctor pegou nele e caminhou um bom bocado até à casa dos donos do cão, e bateu à porta.

Ao ver que o seu cãozinho tinha sido encontrado o homem primeiro ficou todo contente, depois tornou-se mais sério, pensando que se calhar o teriam roubado, mas encarando a cara séria de Victor e vendo no seu rosto um ar de dignidade, disse então:

- Pus um anúncio no jornal oferecendo uma recompensa a quem encontrasse o cão. Tome!

Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse:

- Não posso aceitar. Eu apenas queria fazer bem ao animal.

- Pegue-lhe! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! E olhe, se precisar de emprego vá amanhã ao meu escritório. Faz-me falta, ao pé de mim, uma pessoa íntegra assim.

Victor, ao voltar pela avenida, como que volta a ouvir aquele velho hino que recordava a sua infância e que ressoava na alma. Chamava-se 'REPARTE O PÃO DA VIDA'.

NÃO VOS CANSEIS DE DAR, MAS NÃO DÊS SOBRAS,

DAI-O COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA'.

QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA

DE TOMAR A NOSSA CRUZ E SEGUÍ-LO,

MESMO QUE DOA!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Matrimónio: Decálogo para ser fiel


1) Reflectir sobre o sagrado do matrimónio aos olhos de Deus

É um caminho de realização pessoal e é sagrado porque vem de Deus, e o que Deus quer é sempre bom. É sagrado porque Cristo o elevou à dignidade de sacramento. É o símbolo do amor de Deus à humanidade. É muito proveitoso ler a carta dos Efésios.

2) Estar disposto a dar e a receber

Cada um tem um tesouro que deve estar disposto a compartilhar com o outro, cada um tem características próprias que deve por ao serviço do outro. A mulher é mais intuitiva, generosa, delicada, terna, com mais tacto. O homem é mais pragmático, racional, firme. Mutuamente devem compenetrar-se e complementar-se nas carências de cada um. Há que dar e receber. Se só damos, esvaziamo-nos, se só recebemos, somos egoístas. O amor é dar e receber.

3) Gastar-te-ás nos detalhes para com o outro.

O detalhe é a essência, o extracto do amor. “Diz-me que detalhes tens com o teu esposo/a e dir-te-ei como é o teu amor”.

Detalhes que uma mulher pediria ao seu esposo:

· Não te queixes por estares esgotado pelo trabalho
· Não me interrompas quando estou a falar
· Depois de uma discussão, não passes três dias sem me falar, zangado
· Não me lembres continuamente as minhas faltas passadas
· De vez em quando diz-me que estou bonita e atraente
· Durante as refeições, presta-me atenção porque não sou uma parede
· Fala-me um pouco do que vais fazer, ainda que seja trivial
· Preocupa-te com os teus filhos quando chegas a casa
· Colabora nas tarefas domésticas
· Nalgum dia especial, leva-me a jantar fora
· Dá-me um beijo ao despedir-te

Detalhes que um esposo pediria à sua mulher:

· Enche os meus tempos de descanso com paz e sossego e fala-me dos gastos no momento oportuno
· Gasta menos, sê mais económica
· De vez em quando elogia-me, elogia a minha carreira pois “o meu triunfo é também teu”
· Nunca compares o nosso matrimónio com outros
· Sê oportuna quando tiveres de me corrigir e nunca diante dos nossos filhos e amigos
· Não te queixes por tudo nem discutas por insignificâncias
· Não rejeites sistematicamente os meus programas de televisão, os meus gostos

4) Respeitar as características do outro

Não podemos mudar as características do outro, pelo contrário, devemos enriquecermo-nos com elas. O outro é diferente de ti, por isso respeita-o. O respeito significa capacidade de perdoar, abertura, não reparar nos defeitos do outro, compreensão. O respeito pode quebrar-se de três maneiras: com a palavra (dura, grosseira, ordinária), por actos (agressão física) ou com gestos (caras largas, desprezos, silêncios eloquentes). Há que saber ver as virtudes do outro e lisonjeá-las.

5) Evitar discussões desnecessárias

As discussões desnecessárias desunem e destroem a harmonia familiar. Não se deve discutir, deve-se analisar. Com as discussões ganham-se aborrecimentos, nervos, maus exemplos para os filhos, idas ao psicólogo ou ao psiquiatra.

6) Superar o passado para não voltar a antigos episódios de ofensas.

”Fugiste, disseste-me, deixaste de fazer, dizia-te”, são frases de censura. O passado há que perdoá-lo com magnanimidade. Sobre o passado deve-se construir um futuro de amor e perdão. Se se fala continuamente das ofensas, a ferida não cura, não cicatriza, continua a supurar e termina com lesões.

7) Dominar a tendência para controlar, vigiar o conjugue

“Que fizeste, com quem estiveste?”. O matrimónio tem de ter como base a confiança no outro. Se continuamente se desconfia do conjugue, se se tem medo da infidelidade, se se vive com zelos, esse matrimónio é um tormento. O conjugue não deve ser nunca polícia do outro conjugue, mas companheiro e amigo.

8) Cultivar o sentido do humor

O bom humor oxigena o matrimónio. A vida não é uma tragédia nem uma comédia, é um drama com coisas boas e más. O humor alcança um bom nível de higiene mental. A pessoa sem humor torna-se desconfiada, mal-humorada, susceptível. O bom humor faz crescer o matrimónio em harmonia e paz.

9) Gratifica o teu esposo/a com um dia azul e cada ano com um bom presente

Há que romper com a monotonia, a rotina. Há que sair para passear com a esposa e filhos, levá-los a almoçar fora, oferecer-lhes algo de surpresa, sem ter de esperar por comemorações, aniversários, etc.

10) Integrar todos os aspectos do amor (afectivo, amistoso, sexual, espiritual)

Afectivo: o amor afectivo comunica ternura. O que é a ternura? É esse meter-se no estado de ânimo do outro, partilhar esse ânimo. Como é possível que o esposo/a não se dê conta que o outro conjugue está doente, triste? Porquê? A ternura acerca-se da alma para dar compreensão ao outro, é altruísta, é desejo de compreensão, de aceitação do outro. Pelo contrário a sensualidade é egoísta, busca o seu próprio prazer, o seu próprio interesse de gozo. O amor efectivo no matrimónio manifesta-se através de uma carícia nobre, um sorriso. É desinteressado.
Sexual: O sexo é um instrumento que Deus criou com duas finalidades: procriar (comunicar a vida) e para crescer no amor, na entrega dentro do matrimónio. Deste modo o sexo converte-se numa linguagem interior profunda com a ânsia de transmitir ao outro o que somos. É a entrega de toda a pessoa, se não se dá isto, é pura satisfação. A pornografia distorce o sentido do sexo.

O corpo não é um bem de consumo, é instrumento de diálogo profundo de duas pessoas. Freud disse: “todos os males que nos acontecem, vêm-nos por reprimir o sexo” e aconselha dar-se o prazer. É evidente que esta afirmação é errada.

Mas por sua vez a Igreja tem a sua regra sobre a vida sexual a qual deve ser: serena, equilibrada, sã e dentro dos limites da dignidade humana. O sexo dentro do casal, não deve ser o mais importante, o único. Se estas relações começam assim vão por mal caminho já que divinizam, entronizam o sexo. O sexo é um meio para o fim que já explicámos antes. Converter o sexo num fim em si mesmo é um erro.

Amistoso: amar o outro como pessoa, respeitá-lo como tal. Encontrar no outro um outro eu com o qual partilhar alegrias, tristezas, consolos, dúvidas. É o amor que se dá ao outro na intimidade da pessoa. Revelamo-nos à pessoa a quem nos damos. Amar o outro buscando, querendo, protegendo, defendendo o bem do outro. O amor de amizade diz: eu quero-te porque és tu, faço-te feliz porque te quero, enquanto que o egoísta diz: fazes-me feliz porque me satisfazes. O egoísmo é o verme do amor. Ter um amigo é ter um tesouro, quem o encontre que não o perca. É um amor firme quando estamos débeis, alegre quando estamos tristes. Cristo é o nosso melhor amigo, logo deve seguir o conjugue com o qual vamos partilhar a nossa existência.

Espiritual: Amar o outro porque é filho de Deus, é irmão em Cristo e temos que o amar com as mesmas características do amor divino: com amor de perdão, aberto, que anima, que reparte tudo o que tem, que sabe ver detrás não só o esposo/a mas um filho de Deus. Deus ama a todos com amor espiritual e transmitiu-o à humanidade através de Cristo para que assim possamos amá-lo melhor e amar os Homens por amor a Deus. Este amor aumenta-se com oração e sacramentos. Quem mais ora, mais amor espiritual terá. Se não se dá esta dimensão espiritual, as outras dimensões caem.
Fonte: aqui

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Bento XVI: Padres não devem viver isolados

Vida comunitária «significa aceitar a necessidade da própria conversão contínua»

Cidade do Vaticano, 12 Fev (Ecclesia) – Bento XVI reafirmou hoje que os padres não devem viver “isolados” mas “em pequenas comunidades”, proposta que não pode ser entendida como uma “estratégia” para responder à “carência de sacerdotes”.

As palavras do Papa, publicadas pela Sala de Imprensa da Santa Sé, foram proferidas no Vaticano, durante a audiência concedida aos 400 participantes na assembleia da Fraternidade Sacerdotal dos Missionários de São Carlos Borromeu.

Referindo-se à importância da vida conjunta, Bento XVI declarou que “viver com outros significa aceitar a necessidade da própria conversão contínua e sobretudo descobrir a beleza desse caminho, a alegria da humildade, da penitência, mas também da conversa, do perdão recíproco, do apoio mútuo”.

O Papa salientou também que o sacerdócio deve ser “continuamente” renovado com uma “profunda educação à meditação e à oração”, a par de um estudo da Teologia que “permita encontrar a verdade cristã na forma de uma síntese ligada à vida da pessoa e da comunidade”.

A defesa da vida comunitária dos padres tinha sido sublinhada no livro "Luz do Mundo - O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos” (2010), que resulta de uma entrevista de Bento XVI ao jornalista alemão Peter Seewald.

in ecclesia

Uma questão de fé ou falta dela

Vale a pena ler. AQUI

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Oferta de uma pessoa doente para o Centro Paroquial

Se nos querem ajudar,
Não nos façam demorar!
A obra vai crescendo,
Precisamos de a acabar.


Temos p'ra andar Tarouca
E outro tanto Portugal;
Dêem-nos alguma coisa
Para o Centro Paroquial.


O centro Paroquial
Já anda em movimento.
Quem o dera já prontinho
Para irmos lá para dentro!


O Centro Paroquial
É obra de muita esperança.
Quem o dera já prontinho
P'ra acolher cada criança!


Cá da minha janela
Vejo máquinas a trabalhar
E sinto a obra a pedir:
Venham todos ajudar!
D.R.
Neste Dia do Doente, uma pessoa doente quis ter a bondade de me oferecer estes versos dedicados ao Centro Paroquial.
Aqui os partilho com os amigos visitantes.
Como esta pessoa, muitas outras rezam e torcem pelo êxito dos trabalhos e para que a generosidade de cada um se faça sentir em prol de uma obra que é de todos e para todos.
Amigo visitante, permita-me o pedido amigo:
AJUDE-NOS TAMBÉM!
Obrigado.

Padre Marcos Alvim no Auditório Municipal de Tarouca


Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
Padre Marcos Alvim no Auditória Municipal de Tarouca

É já no dia 26 deste mês de Fevereiro, pelas 21 horas.
O artista, P.e Marcos Alvim, estará entre nós.
Ele canta e encanta.

Veja AQUI mais sobre este sacerdote-artista.

OBSERVAÇÕES:
- Não haverá bilhetes à venda.
- As pessoas entrarão pela ordem de chegada.
- O Auditório abrirá pelas 20.45 horas.
- No intervalo do espectáculo, será feito um peditório para o Centro Paroquial.
Contamos com todos e com a generosidade de todos.

13 de Fevereiro: 6º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: AQUI


video

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Salvou uns 10 mil judeus


"Pio XII enviou-o como emissário a Portugal, solicitando vistos para que os judeus pudessem entrar no país", revela. Depois, Dom Ferrofino continuou o trabalho de assistência quando foi enviado como secretário da nunciatura da República Dominicana.
Em 20 de Dezembro de 2010, faleceu, aos 98 anos de idade, o arcebispo Giovanni Ferrofino, núncio apostólico emérito no Equador e no Haiti, que salvou cerca de 10 mil judeus durante a 2ª Guerra Mundial, como colaborador do Papa Pio XII.

Gary Krupp, judeu, fundador da Pave the Way Foundation (PTWF), surgida em Nova York, explicou a ZENIT que Dom Ferrofino "talvez tenha sido a maior testemunha, em vida, dos esforços de Pio XII para salvar a vida dos judeus que a nossa Fundação entrevistou".

Numa entrevista que Ferrofino gravou para a PTWF, o prelado revelou a frustração que Pio XII manifestou, batendo a mão na mesa, ao ver que os americanos não haviam ajudado a "salvar esta vibrante comunidade" – referindo-se aos judeus.

O então Pe. Ferrofino recebeu regularmente, na República Dominicana, telegramas codificados de Pio XII, entre 1939 e 1945. Pessoalmente, decodificou essas mensagens e, com o núncio apostólico, Dom Maurílio Silvani, apresentou diversas petições ao general Rafael Trujillo, presidente da República Dominicana, "em nome do Papa Pio XII".

"O Vaticano tinha conseguido voos transatlânticos da Europa - explica Krupp. E isso aconteceu pelo menos duas vezes por ano, somando um total de 1.600 vistos por ano para os judeus que escapavam através de Portugal e da Espanha. Dom Ferrofino também ajudou esses refugiados a emigrar para Cuba, México, Estados Unidos e Canadá. Salvou, sob instruções directas de Pio XII, mais de 10 mil judeus."

O reconhecimento do trabalho de Pio XII e da Igreja Católica em favor dos judeus foi dado por muitos judeus que o testemunharam, entre os quais o físico de origem judaica Albert Einstein : "Somente a Igreja ousou opor-se à campanha de Hitler de suprimir a verdade. Nunca tive um interesse especial pela Igreja antes, mas agora sinto um grande afecto e admiração porque somente a Igreja teve a coragem e a força constante de estar da parte da verdade intelectual e da liberdade moral".
In O Amigo do Povo

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Internet: Vaticano afasta possibilidade de confissões no telemóvel

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou hoje que nenhuma aplicação informática pode substituir o “diálogo pessoal” na confissão, afastando, por exemplo, a possibilidade de se criar um confessionário «virtual» no «iphone».

“É essencial perceber bem que o sacramento da penitência requer necessariamente o diálogo pessoal entre penitente e confessor e a absolvição por parte do confessor presente”, disse, em declarações aos jornalistas, no Vaticano.

O director da sala de imprensa comentava notícias divulgadas em vários órgãos de comunicação social a respeito da aplicação «Confession» para iPhone ou iPad, apresentada como uma “confissão” no telemóvel ou no computador, respectivamente.

Para o padre Lombardi, “não se pode falar, de forma alguma, em «confissão por iPhone»”.

“Num mundo em que muitas pessoas usam suportes informáticos para ler e reflectir”, acrescentou, “não se pode excluir que alguém reflicta, em preparação para a confissão, apoiando-se em instrumentos digitais, como fazia, no passado, em textos e perguntas escritas num papel”.

A aplicação «Confession» é apresentada como uma ajuda para a preparação deste momento e não como alternativa à forma tradicional do sacramento da Igreja Católica, criando exames de consciência personalizados para tornar a confissão mais simples.

O porta-voz do Vaticano sublinha, a este respeito, que se trata de um “subsídio pastoral digital que algumas pessoas podem achar útil, sabendo que não, de maneira nenhuma um substituto do sacramento”.

“Naturalmente, é também importante que haja uma verdadeira utilidade pastoral e que não se trate de um business (sic) alimentado por uma realidade religiosa e espiritual importante”, prosseguiu.

O sacramento da penitência, também conhecido por reconciliação ou, mais popularmente, por confissão, evoluiu, na sua forma concreta, ao longo dos séculos e implica a declaração, por parte do fiel católico, dos actos considerados como pecado, a absolvição do sacerdote ou do bispo que escuta a confissão e o cumprimento da penitência imposta pelo confessor.

«Confession» está disponível no iTunes e é possível encontrar mais informação em www.littleiapps.com, o site da empresa criadora.

A aplicação foi apresentada nos Estados Unidos da América (EUA) pelos irmãos Patrick e Chip Leinen, com a ajuda de um amigo e de dois sacerdotes católicos, tendo recebido a aprovação do bispo Kevin C. Rhoades, da diocese de Fort Wayne-South Bend.

In ecclesia

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Há situações em que a família é um dos lugares mais perigosos do mundo...


1. No último ano, mais de quarenta mulheres foram assassinadas pelas pessoas com quem viviam.
- Onde está a família como comunidade de vida e de amor????

2. O número de divórcios tem aumentado exponencialmente.
- Onde está o amor sem prazos de duração?

3. Família é por natureza espaço de carinho, acolhimento, mútua ajuda, gratuitidade, crescimento, alegria de estar, viver e partilhar juntos.
- Onde está a fidelidade cuja ausência arruína os alicerces familiares? Onde estão a partilha, a mútua ajuda, a empatia, se para tantos e tantos a família é um "hotel" onde vão comer e dormir? Onde fica o crescimento se pais e filhos raramente dialogam, partilham e se escutam? Onde está a educação para os valores em tantas famílias que pura e simplesmente se demitem de educar?

4. A família é espaço de mútuo encantamento.
Onde fica esse encantamento, se o casal anda dias sem se falar? Onde está o encantamento se a família faz da violência física, verbal ou gestual o "pão nosso de cada dia"?

5. A família cristã é a Igreja Doméstica.
Onde está a Igreja Doméstica se em tantas famílias Deus já nem "no banco dos suplentes" tem lugar? A ausência de Deus gera o vazio. Ora a Natureza tem horror ao vazio. Quem ocupa o vazio de Deus?

6. O amor familiar está aberto à vida e à esperança.
Onde está o serviço à vida nas famílias que apoiam, fazem e apregoam o aborto? Onde está a esperança em tantas famílias fechadas sobre si mesmas, como tanques estagnados? Que contributo social, político, cultural, religioso oferecem à sociedade tantas famílias? É que quem não vive para servir, não presta para viver...

ORAÇÃO DO DOENTE

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Senhor, coloco-me diante de Ti em atitude de oração.
Sei que Tu me ouves, Tu me penetras, Tu me vês.
Sei que estou em Ti e que Tua força está em mim.
Olha para este meu corpo marcado pela doença.
Tu sabes, Senhor, quanto me custa sofrer.
Sei que Tu não Te alegras com o sofrimento dos Teus filhos.
Dá-me, Senhor, força e coragem para vencer
os momentos de desespero e de cansaço.
Torna-me paciente e compreensivo, simples e modesto.
Neste momento, eu Te ofereço
as minhas preocupações, angústias e sofrimentos
para que eu seja mais digno de Ti.
Aceita, Senhor, que eu una meus sofrimentos
aos sofrimentos de Teu Filho Jesus,
que por amor aos homens, deu Sua vida no alto da cruz.
Amém.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Upa! Gestos positivos na mídia!? Façamos uma festa!

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Ainda ontem, vimos na televisão a cruz ao lado do crescente (no Egipto).

Segundo alguma imprensa, os muçulmanos formaram um cordão para que os cristãos fizessem as suas orações com serenidade.

Na sexta-feira, dia santo para o Islão, foram os cristãos a formar um cordão para que os muçulmanos orassem com tranquilidade.

Estamos na semana mundial pela harmonia inter-religiosa.

Estes são sinais de um futuro que julgaríamos distante, mas que até pode estar a germinar muito em breve.

Fonte: aqui

Dia Mundial do Doente 2011


11 de Fevereiro de 2011
Aproxima-se a Memória Litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, instituída, pelo saudoso Papa João Paulo II, como Dia Mundial do Doente, já em 1992. O Santo Padre Bento XVI dá continuidade a esta tradição do seu predecessor e reforça o apelo à Igreja para que valorize
este dia dedicado aos doentes.

Pela primeira vez, o Papa define temas do Dia Mundial do Doente para um triénio. Estabelece um itinerário de reflexão que é uma autêntica proposta de conversão do modo como os doentes são vistos na e pela comunidade eclesial e nela se vêem a si mesmos:
2011 – Ver o Homem que sofre com olhos de contemplação;
2012 – Levanta-te e vai. A tua fé te salvou;
2013 – Vai e faz tu, também, o mesmo.

A Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, na sua habitual proposta, convida a “Acompanhar a pessoa doente”, compromisso que considera “um desafio para o cristão”.

Nesta comunidade tarouquense, conforme foi refectido no último domingo, vamos procurar:
- Que os ministros extraordinários da comunhão visitem os doentes nesse dia, rezando com eles a oração que a comunidade paroquial lhes envia.
- Que casa pessoa visite um doente, uma pessoa só, alguém mais abandonado...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

«Vós sois o sal da terra.Vós sois a luz do mundo"

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Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
«Vós sois o sal da terra.
Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se?
Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo.
Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa.
Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».
Mt 5, 13-16

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Semana Mundial da Harmonia Inter-Religiosa

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É a primeira vez que se celebra, de 1 a 7 de Fevereiro, a Semana Mundial da Harmonia Inter-Religiosa, na sequência de uma Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, tomada por unanimidade no dia 20 de Outubro de 2010 e proclamando precisamente a primeira semana de Fevereiro de cada ano a "World Interfaith Harmony Week" (Semana Mundial da Harmonia Inter-Religiosa), semana da harmonia entre todas as religiões, fés e crenças. A sua adopção seguiu--se a uma proposta do rei Abdullah II da Jordânia, no dia 23 de Setembro de 2010.

A Assembleia Geral fê-lo, lembrando várias resoluções e declarações suas anteriores, todas no sentido da promoção de uma cultura de paz e não-violência, compreensão, harmonia e cooperação inter-religiosa e intercultural, diálogo entre as civilizações, eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação com base na religião ou na crença, louvando múltiplas iniciativas a nível global, regional e local para a mútua compreensão e harmonia inter-religiosa, e reconhecendo, por um lado, a necessidade imperiosa do diálogo entre os diferentes credos e religiões em ordem a uma maior compreensão mútua, harmonia e cooperação entre os povos, e, por outro, que os imperativos morais de todas as religiões, convicções e credos fazem apelo à paz, à tolerância e ao mútuo entendimento.

A Assembleia Geral reafirma que a compreensão mútua e o diálogo inter-religioso "constituem dimensões importantes de uma cultura de paz" e encoraja todos os Estados a apoiar a difusão da mensagem da harmonia e boa vontade inter-religiosa em todas as igrejas, mesquitas, sinagogas, templos e outros lugares de culto durante esta semana, "fundada no amor de Deus e do amor ao próximo ou no amor do bem e do próximo, cada um segundo as suas próprias tradições ou convicções religiosas".

Na sua mensagem de 1 de Dezembro de 2010 sobre esta Semana, Jorge Sampaio, alto-representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, depois de declarar que a Aliança procura reduzir tensões criadas por divisões culturais que ameaçam a estabilidade e a paz das e entre as comunidades e sociedades, e, por conseguinte, apoiar os esforços dos Estados, da sociedade civil e de outros actores na construção de bases de confiança e respeito entre as diversas comunidades, incluindo as religiões, saúda com entusiasmo esta Resolução das Nações Unidas. "O seu objectivo é abrangente e inclusivo, vinculando as pessoas de todas as religiões, fés e crenças." Por isso, convida os membros da Aliança das Civilizações, as organizações da sociedade civil, comunidades religiosas, escolas, universidades a informar-se sobre a iniciativa e a promovê-la.

Penso que o diálogo inter-religioso tem, como aqui tenho sublinhado, vários pressupostos. O primeiro diz que, antes de sermos religiosos ou não, somos seres humanos: une--nos a humanidade comum. Outro pressuposto essencial tem a ver com a separação da(s) Igreja(s) e do Estado e o fim da leitura literal dos textos sagrados das religiões.

Os pilares desse diálogo poderiam sintetizar-se assim: 1. Embora não sejam igualmente verdadeiras, todas as religiões são reveladas e contêm verdade. 2. Nenhuma tem a verdade toda, pois todas estão referidas ao Absoluto, mas nenhuma o possui. 3. O fundamentalismo é uma questão de ignorância ou estupidez. De facto, quem é o ser humano, finito, para ter a pretensão de possuir o fundamento? 4. O diálogo inter-religioso impõe-se pela própria dinâmica religiosa: se nenhuma religião possui a verdade toda, devem todas dialogar e exercer a autocrítica. 5. Os ateus que sabem o que isso quer dizer podem dar um contributo fundamental, já que mais facilmente se apercebem da superstição e inumanidade que as religiões podem transportar.

Tomamos cada vez mais consciência do que Hans Küng há anos vem repetindo: "Não haverá paz entre as nações sem paz entre as religiões. Não haverá paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões. Não haverá diálogo entre as religiões sem critérios éticos globais. Não haverá sobrevivência do nosso planeta sem um ethos global, um ethos mundial."

ANSELMO BORGES, in Diário de Notícias

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Com o GASPTA e o Conselho Económico

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Na semana passada, participei numa reunião do GASPTA.
O Grupo Sócio-Caritativo desta comunidade tarouquense planeou algumas acções a levar a efeito durante o ano, tendo em conta a recolha de fundos para apoiar depois quem mais precisa. Analisou ainda algumas situações onde a sua intervenção possa ser útil e distribuiu algumas tarefas pelos seus membros.
Esta gente desempenha uma acção admirável, até porque não dá nas vistas. Faz lembrar o sal. Não se vê na comida, mas sente-se o seu efeito. Quanto tempo gasto e quantas preocupações! Um espírito de serviço recatado, mas sempre presente.

Hoje reuni com o Conselho Económico. Claro que o Centro Paroquial focou a nossa atenção. Mas outros assuntos foram estudados, decididos ou projectados.
Parabéns aos conselheiros pela presença, partilha, empenho e decisão.
O Centro Paroquial, urgência máxima, exige concentração, decisão e criatividade. Senti mais uma vez que este Concelho está empenhadíssimo e que tudo fará em prol da obra.

A Bíblia e o telemóvel

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

5º Domingo do Tempo Comum - Ano A

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Eis que a preparação para a confissão chega ao iPad

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Veja aqui

P.e Marcos Alvim no Auditório Municipal de Tarouca


Em 26 de Fevereiro,
pelas 21 horas
Pe. Marcos Alvim
no Auditório Municipal

No próximo dia 26 de Fevereiro, pelas 21 horas, o P.e Marcos Alvim dará um concerto no Auditório Municipal a favor do Centro Paroquial.
Quem teve a oportunidade de assistir ao concerto que deu em Santa Helena durante a Novena, sabe por experiência própria das qualidades humanas e artísticas do P.e Marcos.
A beleza e mensagem das canções, a alegria e boa disposição contagiantes tornam agradabilíssimo o espectáculo.
Então marque na sua agenda.
Venha e traga um amigo também.
Não se arrependerá!