sexta-feira, 29 de julho de 2011

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: aqui

O PÃO PARTILHADO


29 de Julho: Santa Marta, irmã de Lázaro e de Maria

As Escrituras contam que, nos seus poucos momentos de descanso ou lazer, Jesus procurava a casa de amigos em Betânia, local muito agradável,  apenas a três quilômetros de Jerusalém. Lá moravam Marta, Lázaro e Maria, três irmãos. Há poucas mas importantíssimas citações de Marta nas Sagradas Escrituras.
É narrado, por exemplo, o primeiro momento em que Jesus entrou em sua casa. Ao chegar, Jesus conversava com eles e Maria estava aos pés do Senhor, ouvindo sua pregação. Marta, trabalhadora e responsável, reclamou da posição da irmã, que nada fazia, apenas ouvindo o Mestre. Jesus aproveita, então, para ensinar que os valores espirituais são mais importantes do que os materiais, apoiando Maria em sua ocupação de ouvir e aprender.
Fala-se dela também quando da ressurreição de Lázaro. É ela quem mais fala com Jesus nesse acontecimento. Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Mas mesmo agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus dará”.
Trata-se de mais uma passagem importante da Bíblia, pois do evento tira-se um momento em que Jesus chora: “O pranto de Maria provoca o choro de Jesus”. E o milagre de reviver Lázaro, já morto e sepultado, solicitado com tamanha simplicidade por Marta, que exemplifica a plena fé na omnipotência do Senhor.
Outra passagem é a ceia de Betânia, com a presença de Lázaro ressuscitado, um anúncio da última ceia, pois ali Marta serve a mesa e Maria lava os pés de Jesus, gesto que ele imitaria em seu último encontro coletivo com os doze apóstolos.
Os primeiros a dedicarem uma festa litúrgica a santa Marta foram os frades franciscanos, em 1262, e o dia escolhido foi 29 de julho. Ela  difundiu-se e o povo cristão passou a celebrar santa Marta como a Padroeira dos Anfitriões, dos Hospedeiros, dos Cozinheiros, dos Nutricionistas e Dietistas.

Fonte: aqui

quinta-feira, 28 de julho de 2011

AUMENTA A POBREZA E CRESCE A RIQUEZA (o estranho paradoxo do nosso tempo)

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A riqueza dos mais ricos está a aumentar. A pobreza dos mais pobres também está a crescer.

Pelo meio, a actualidade mostra que a crise está marcada por boa dose de policromia.

Há quem viva já com muitas dificuldades. Há quem mantenha os mesmos hábitos.

Há padrões de consumo que não baixam. E, ao mesmo tempo, há necessidades básicas que começam a não ser satisfeitas.

Este é um tempo favorável à reflexão. Mas a necessidade de diversão está a engolir esta prioridade.

Penso que Jesus encerra um paradigma de vivência que urge levar à vida.

Uma ética assente na verdade, na sobriedade e na partilha desponta como uma urgência para estes tempos.

A propósito, vem-me à mente o célebre livro de Laurie Beth Jones, apresenta Jesus como um CEO (Chief Executive Officier).

Da mensagem de Jesus são extraídas propostas para a vida empresarial, assentes num vector humanista que começa a escassear.

Realce para o último tópico: Jesus sabia que ninguém ganha enquanto não ganharmos todos.

É este o punctum saliens: enquanto houver alguém a passar mal, nenhum desenvolvimento pode ser dado como consolidado.

Jesus falou-nos do mundo como uma casa com uma mesa onde tem de haver lugar para todos. Para todos!
 
Fonte: aqui

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Como esvaziar a igreja após um casamento

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O sacristão está pelos cabelos. O casamento terminou há horas, mas os convidados continuam dentro da igreja. Conversam e mais uma fotografia aqui, outra ali… O sacristão telefona ao padre, que tinha saído logo após a cerimónia religiosa, e pergunta:
- O que é que faço? Eles não arredam pé…
- Diga-lhes que estão a chegar as senhoras da limpeza.
- Já disse. Não adiantou nada.
- Grite: “Fogo!”
- Já gritei. Não adiantou nada.
- Já sei. Diga ao microfone: “Dentro de dois minutos, vou fazer um peditório para o centro social”.

Fonte: aqui

terça-feira, 26 de julho de 2011

Santa Ana e São Joaquim

Comemora-se hoje o Dia dos Avôs e Avós. Este dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus .
 
Nota biográfica:
       Segundo uma antiga tradição, que remonta ao séc. II, assim se chamavam os pais da Santíssima Virgem Maria. O culto de Santa Ana existia no Oriente já no séc. VI e estendeu-se ao Ocidente no séc. X. Mais recentemente foi introduzido o culto de São Joaquim.

Oração:
       Senhor, Deus dos nossos pais, que concedestes a São Joaquim e Santa Ana a graça de darem ao mundo a Mãe do vosso Filho, alcançai-nos, por sua intercessão, a salvação que prometestes ao vosso povo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Fonte: aqui
 
  ‘Dia dos Avós’
- Esta celebração envolve-nos no perfume do reconhecimento...
- Chama-nos ao apoio...
- Diz-nos que é deveras importante e urgente tornar visível e trazer para o topo da agenda nacional as problemáticas do envelhecimento.
- Recorda-nos que, promovendo a relação avós-netos/idosos-jovens estaremos a construir uma sociedade mais humana.
- É apelo  à “solidariedade intergeracional”.
- Ensina-nos a celebrar a experiência de vida e a reconhecer o valor da sabedoria adquirida no convívio familiar, lugar especial para a aprendizagem das virtudes cristãs.
- É festejar os avós que são felizes com as suas famílias...
- É denúnciar  a existência de muitos idosos abandonados e maltratados...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

25 de Julho: Apostolo S.Tiago Maior

1. Origem familiar
2. Abandona tudo e segue Jesus
3. O grupo dos doze
4. Integra o grupo intimo de Jesus
5. Carácter de São Tiago
6. São Tiago mudou as suas expectativas e converteu-se ao projecto de Jesus
7. Últimos anos de vida
8. São Tiago e Compostela
Veja tudo isto aqui

Capela de São Tiago em Arguedeira


Na povoação de Arguedeira, há uma pequena capela, há poucos anos restaurada, dedicada a São Tiago.
Sobressai neste templozinho a existência de um púlpito exterior. Como o espaço interior da capela era muito pequeno e deixava cá fora a maioria das pessoas, então colocaram o púlpito no exterior para que assim todos pudessem ouvir a pregação.
Noutros tempos não havia instalação sonora. Por outro lado, a Missa era em Latim e a única parte que o povo entendia era a homilia ("sermão", como se dizia), pois era proclamado em Português. Daí o realce  dado nas Igrejas e capelas ao local de onde era feito o "sermão": o púlpito.
Diz o provérbio que "pelo São Tiago, pinta o bago". Daí que tenha derivado a ideia, fixa na mentalidade de alguma gente, da ligação de São Tiago ao vinho. O que nada tem a ver com a História.

Rezar nas missas é difícil

 O responsável pelo setor da Igreja Católica que coordena a liturgia, padre Pedro Ferreira, afirmou hoje que os fiéis “têm dificuldade em rezar nas celebrações”, lacuna que atribui à “ignorância” e ausência de formação, entre outros fatores.

Muitos fiéis “querem missas bonitas, folclóricas, muito agradáveis, um espetáculo; ora, para isso temos outras coisas”, frisa o responsável, acrescentando que não se pode “inventar a liturgia” nem “o padre não pode celebrar a eucaristia como quer”.

O responsável considera que a ausência de educação litúrgica é o maior desafio da liturgia católica portuguesa, que tem de debater-se com a “muita ignorância e falta de respeito” existentes no interior da própria Igreja.
“Sempre que se impede que Cristo fale à assembleia e sempre que se impede a assembleia de rezar com Cristo ao Pai, estamos a prestar um mau serviço à humanidade”, assinala.

Veja aqui o artigo todo.

domingo, 24 de julho de 2011

Não perguntes... Pergunta...

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Não perguntes à tua paróquia o que pode fazer por ti. Pergunta a ti mesmo o que podes fazer pela tua paróquia.

(Adaptação do pensamente do antigo Presidente americano John Fitzgerald Kennedy: "Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela."

sábado, 23 de julho de 2011

O rei Salomão escolhe o seu tesouro: a SABEDORIA. (1Rs 3,5.7-12)

O rei Salomão escolhe o seu tesouro:

- No início de seu reinado, o jovem rei vai a Gabaon,   onde se achava o Tabernáculo sagrado, construído por Moisés,   a fim de oferecer sacrifícios ao Senhor.
- Em sonho, o Senhor manifesta o seu agrado por este gesto e   convida-o a pedir o que quisesse.
- O rei não se deixou seduzir e alienar por valores efémeros  (poder, riquezas, prestígio político). Pelo contrário, escolhe o mais importante:   um coração "sábio" para governar seu povo com justiça e retidão.
- A ESCOLHA agradou plenamente a Deus:
E Deus concedeu-lhe uma sabedoria inigualável e acrescentou ainda outros três valores não solicitados: riqueza, glória e vida longa.      
Salomão soube escolher o melhor: SABEDORIA

sexta-feira, 22 de julho de 2011

D. Carlos Azevedo apresenta orientações para a crise

A onda de dívida que atingiu o país deve ser cortada com uma onda de dom”, defende D. Carlos Azevedo.
A crise é uma oportunidade “de coordenação e purificação de cada indivíduo no seu estilo de vida” porque, hoje, “as carências são cada vez mais fortes” e atingem, nalguns casos “famílias inteiras”, lamenta o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.
Como as disfuncionalidades são várias, as instituições devem “ajudar na preparação das pessoas” para os tempos sombrios.
Depois da ilusão do “crescimento económico” e de que a Europa colocaria Portugal no “grupo dos ricos”, verificou-se o contrário e, atualmente, “pertence ao grupo dos pobres”.
Os portugueses têm “de purificar os critérios e aprender a viver em tempos de aperto”, avançou o prelado.

Os atos de má gestão dos bens da nação deviam “ter outro tipo de punição para além do voto”, defende o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social.
Os governantes “não devem considerar-se proprietários”, mas “administradores zelosos para o bem comum da população”, frisou à Agência ECCLESIA D. Carlos Azevedo.
Como, “o único julgamento, muitas vezes, é o voto”, o prelado considera necessária a existência de outro tipo de punição aos responsáveis pela má gestão governamental, “para além do Tribunal de Contas - que denuncia situações de incumprimento da lei”.

Este responsável considera que renegociar as dívidas e encontrar uma solução para as casas devolvidas aos bancos por falta de pagamento é uma diretiva urgente, visto que “a questão da habitação é um problema gravíssimo das famílias”.

A viver ainda de “modelos de desenvolvimento antigos e não de futuro”, a sociedade deve tomar consciência que “está a ruir um sistema e encontrar uma resposta estruturante”.

Em relação ao papel das agências de notação financeira, o presidente da referida comissão episcopal sublinha que estas “já demonstraram há muito tempo que são defensoras de interesses” e “estão ao serviço de blocos”, concluiu.

In Ecclesia

22 de Julho: Santa Maria Madalena

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Veja aqui

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: aqui

quinta-feira, 21 de julho de 2011

«Este homem acolhe os pecadores e come com eles» - Lc 15,2

Jesus acolhe, porque não veio chamar os justos mas os pecadores.
Jesus acolhe, porque veio para realizar a vontade do Pai e a vontade do Pai é que todos se salvem.
Jesus acolhe. Todos. Especialmente aqueles que a sociedade marginaliza porque são pecadores, impuros e não vivem as prescrições legais do seu tempo.
Jesus acolhe, porque ama em plenitude cada pessoa humana e porque ama, acredita e espera até à ceifa.
Acolhe a pecadora que mãos pecadoras queriam apedrejar.
Acolhe Pedro apesar do pecado de alta traição.
Acolhe Zaqueu, o baixinho cobrador de impostos,  e Mateus apesar de toda a má fama ( e proveito...) que tinham os cobradores de impostos.
Jesus acolhe a mulher pecadora que entra na casa onde ele estava e lhe lava os pés com lágrimas, enxugando-os com os cabelos.
Jesus diz-nos que o Pai faz uma festa pelo regresso do filho pródigo que fugira de casa e havia gasto toda a herança com mulheres de má vida e um viver desbragado.
Jesus acolhe. Sempre. Mesmo em dia de sábado (dia santo judeu em que nenhum trabalho se podia fazer), acarretando sobre si a fúria dos que se julgavam puros pela observância legal.

Jesus come  com os pecadores. A mesa aproxima as pessoas, irmana, torna-as convivas.
Ele é o próximo de todos, a todos quer irmanar e fazer próximos uns dos outros.
Jesus come e deixa-Se comer. Como perdão, como amor, como Pão de vida eterna.

O nosso tempo, para compreender Jesus, precisa de ter presente o que já dizia Einstein, «é mais difícil desintegrar um átomo do que um preconceito».
Preconceitos rácicos, étnicos, classicistas, sexuais, geográficos, grupais, familiares... Só destruindo ghettos, despoluímos o coração para que entre o ar libertador do Evangelho.
Por isso, é que Jesus Cristo começa a sua vida pública como convite: "Convertei-vos e acreditai na Boa  Nova."
Que os gestos, atitudes e comportamentos de Jesus enformem os nossos!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bons pensamentos

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Os bons pensamentos produzem bons frutos, os maus pensamentos produzem maus frutos. . . e o homem é seu próprio jardineiro. (James Allen)

Braga: Arcebispo diz que é impossível continuar «multiplicações» de missas

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D. Jorge Ortiga diz que a aposta deve passar por um «novo modo de ser Igreja»,
com mais espaço para os leigos

O arcebispo de Braga procedeu à recolocação de mais de 50 padres na arquidiocese, admitindo que “não é fácil harmonizar os reais interesses das paróquias e dos sacerdotes” com as possibilidades de que a Igreja dispõe neste território.
Não podemos continuar a exigir multiplicações de eucaristias. As comunidades devem estar disponíveis para sacrifícios onde a alteração de horários e lugares de culto assim o exigirem”, assinala D. Jorge Ortiga, no documento em que se anuncia o “movimento eclesiástico” de 2011, publicado na página oficial da arquidiocese e com data de 17 de julho.
No último domingo, à margem da cerimónia de ordenação de dois novos sacerdotes, o prelado afirmara que Braga dispõe de 410 padres para mais de 500 paróquias e que a “média etária dos sacerdotes residentes é de 62,4 anos”.
Na sua mensagem, D. Jorge Ortiga admite que “a reorganização territorial da arquidiocese tem concentrado muitas energias”, numa aposta “na formação sólida capaz de garantir a variedade ministerial na transmissão, celebração e vivência da fé cristã. Isto não é tarefa de alguns ou sempre dos mesmos”.
Aos sacerdotes pede-se que se concentrem no essencial e específico do seu ministério, criando e preparando espaços de corresponsabilidade laical em ordem a uma confiança plena. Aos leigos pede-se que sintam a Igreja como espaço de comunhão e de participação ministerial sem qualquer espírito de protagonismo”, escreve.
O arcebispo de Braga reforça a intenção de criar “Unidades Pastorais”, agrupando várias comunidades, afirmando a necessidade de descobrir “ministérios que não servem exclusivamente o âmbito restrito da paróquia, mas que estão ao serviço de uma determinada zona pastoral”.
Diante de nós temos um desafio que deve comprometer sacerdotes e leigos: tomar consciência de um novo modo de ser Igreja para crescermos na comunhão corresponsável”, refere.
Neste sentido, foram criadas duas novas unidades, nos centros urbanos de Amares e Vila Verde.
in ecclesia

terça-feira, 19 de julho de 2011

Esclarecimento à Paróquia de São Pedro de Tarouca

I
1. Na escritura de doação (25-2-2002), o Município de Tarouca doa à Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Tarouca o bem imóvel ( antigo quartel dos Bombeiros e onde também já funcionaram os Escuteiros, situado no Bairro 5 de Outubro).
2. "Que este imóvel se destina à instalação do Centro Paroquial de Tarouca".
3. "Que a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Tarouca aceita esta esta doação, para o referido fim."


Ora como a Igreja adquiriu mais tarde a Casa da Fonte e respectivo quintal onde neste momento se está a construir o Centro Paroquial, o pavilhão do Bairro volta ao seu antigo dono (Município de Tarouca), uma vez que ele havia sido doada como uma finalidade específica: construção do Centro Paroquial. Como tal não se verificou, a doação perdeu o seu valor.


II
"O Conselho Económico da Paróquia de São Pedro de Tarouca reuniu em 29 de Março (2011) com a Senhor Presidente da Câmara, Mário Ferireira. Nesta reunião foram abordados vários assuntos de interesse para a comunidade. (...)
Capela Mortuária:
- A Paróquia Tarouquense não tem uma Capela Mortuária, anseio de muita gente. Tem valido a gentileza da Santa Casa que vem cedendo para tal fim a sua belíssima Capela junto á Igreja.
- Surgiu a ideia de transformar aquele espaço no Bairro 5 de Outubro, onde funcionaram os escuteiros, numa Capela Mortuária digna e com condições humanitárias satisfatórias.
O Sr. presidente disse-nos que em 2012 faria as obras necessárias para transformar aquele espaço em Capela Mortuária. Além de espaço para estacionamentos, aquele lugar, situada na Cidade de Tarouca, beneficia agora de acesso fácil ao cemitério."
In Sopé da Montanha, Março de 2011, pág 7 


DAQUI DECORRE:
1. A informação foi dada às pessoas através do jornal, nada foi escamoteado. Aliás logo na 1ª pág do referido número do jornal, era dada ínformação e a página onde a mesma era desenvolvida.
2. O edifício, como acima ficou demonstado é pertença do Município de Tarouca. Por isso a Comissão da Igreja nada pode impor ou decidir. Apenas sugerir.
3. A Fábrica da Igreja NÃO gasta um tostão no referida obra. A Câmara Municipal é que fará as obras.
4. Por isso, esta obra nada tem a ver com o Centro Paroquial. Há muito que a Câmara informou a Fábrica da Igreja acerca daquilo que é a sua contribuição para o Centro e  está a cumprir (eletricidade, arranjos exteriores, águas, saneamentos...)
5. Em 10 de Julho, na Festa de Santa Helena, o senhor Presidente da Câmara informa que as obras iam começar nesta semana em que estamos, solicitando que fossem retiradas as coisas que existiam dentro do pavilhão.


MAIS:
- Desde há muito que bastantes pessoas falavam na necessidade de uma Capela Mortuária em Tarouca e houve mesmo quem fizesse eco disso, escrevendo nos jornais.
- A planta da nova Capela é agradável e vai beneficiar aquele espaço.
- Já quando a Capela do Mártir foi colocada no local onde hoje se encontra, houve muita gente que protestou nervosamente e discordou da solução. Hoje, mesmo os antigos discordantes acham que foi uma boa ideia. Para já não falar da simpatia e elogio dos que chegam de fora...
- Se não se faz, nada se faz; se se faz, não deveia ser feito. Ou então que devia ser feito aqui ou acolá...
A serenidade e a calma são as melhores conselheiras. Agir emocionalmente não leva a lado nenhum e estorvamos o futuro.

Seminário Maior de Lamego: cinquentenário

Em 1961, o então Bispo de Lamego, D. João da Silva Campos Neves, juntamente com altos dignitários civis e eclesiásticos, inaugurou o actual edifício do Seminário Maior de Lamego, no Lugar da Rina, onde, nos últimos cinquenta anos, foram formados os sacerdotes da Diocese de Lamego.

O cinquentenário do edifício será assinalado no próximo mês de Setembro, em primeiro lugar, com o retiro do clero diocesano, de 11 a 14 de Setembro, que decorrerá no Seminário Maior, sob a direcção do Sr. D. António Francisco dos Santos, actual Bispo de Aveiro.

No dia 17 de Setembro, a Sociedade Filarmónica de Lalim dará um concerto, no Seminário, ao qual se seguirá a Celebração Eucarística, presidida pelo Sr. Bispo de Lamego, D. Jacinto Botelho. O encerramento das comemorações ficará a cargo de Rão Kyao.

A celebração jubilar conta com a colaboração de várias entidades, especialmente a ASEL, Associação de Antigos Alunos dos Seminários de Lamego.
Fonte: aqui

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Falta a Diocese de Lamego...

Bento XVI nomeou bispo de Bragança-Miranda o padre José Manuel Garcia Cordeiro, de 44 anos, pertencente ao clero da mesma diocese e atualmente reitor do Pontifício Colégio Português em Roma, anunciou hoje a Santa Sé.
A nomeação acontece no dia em que o Papa aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese transmontana do bispo D. António Montes Moreira, que a 30 de abril de 2010 completara 75 anos, limite de idade estabelecido pelo Direito Canónico para apresentação da resignação.
A ordenação episcopal do novo bispo vai acontecer a 2 de outubro, na catedral de Bragança, como revelou o próprio à Agência ECCLESIA.
O padre José Manuel Cordeiro será o mais jovem elemento do episcopado católico português.
Depois das Dioceses de Viana do Castelo e de Coimbra serem providas de novos bispos, falta agora a de Lamego, uma vez que o actual Patriarca de Lisboa permanecerá no cargo por mais dois anos por decisão da Santa Sé.
Quem será o novo Bispo de Lamego? - é a pergunta que muitos diocesanos lançam. Fala-se de nomes, mas de facto ninguém sabe. Agradar a todos não será realizável, mas que quem venha seja o mais consensual possível..
Que o Espírito de Deus que estás em todos e em todos actua ilumine escolhas.

domingo, 17 de julho de 2011

Rezar numa tarde de domingo de Julho

Porque hoje é o 3º domingo do mês, pelas 16 horas reuniu na Igreja Paroquial o Grupo de Oração e Amizade.
Houve quem não pudesse estar por motivos de férias ou outros. Houve quem deixasse diferentes e legítimos apelos para marcar presença.
Em cada 3º domingo, um membro do grupo prepara e orienta a oração diante do Santíssimo Sacramento.Como das outras vezes, também hoje achei fantástico. Um livrinho nas mãos de cada participante, feito expressamente para o dia. Louvor, contrição e súplica como grandes momentos da oração. Apresentação de cada momento, silêncio, partilha e aclamação pelo canto.
Segunda parte mais bíblica onde foi meditada e partilhada a Palavra da Eucaristia de hoje.
Após uma breve palavra do Pároco, bênção do Santíssimo.
Parabéns aos elementos presentes. Foi um momento rico, profundo, íntimo, partilhado que a todos tocou.
Em Agosto não haverá a oração do 3º domingo, voltaremos em Setembro.

Fica o convite a toda a comunidade. Adira a este espaço de oração. Não é Deus que precisa, é cada pessoa!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Senhor ama a cidade

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Deus ama a cidade, apesar dos sinais proibidos, dos sentidos obrigatórios e dos jardins fechados
 (Adaptação do) SALMO 87
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O Senhor ama a cidade,
e todos os que nela vivem.

O Senhor está na cidade
E vai à loja do cidadão
Para fazer o registo dos povos.

O Senhor conduz a cidade
ao ritmo da sua eternidade
e não dos nossos relógios.

O Senhor alimenta a cidade
Com as fontes da Sua palavra
e o pão do nosso suor.

O Senhor constrói a cidade,
a partir da sua sabedoria infinita
e dos nossos precários projectos.

O Senhor ilumina a cidade;
também as favelas, bidonvilles e musseques.

O Senhor caminha na cidade,
indiferente aos radares
e sinais vermelhos
dos que não O deixam passar.

O Senhor faz parar a cidade
para levar pão e água,
pelas passagens dos peões,
ao outro lado da rua da humanidade.

Grandes coisas se dizem de ti,
ó cidade de Deus e dos homens!
Frei Manuel Rito Dias, aqui

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: aqui

quinta-feira, 14 de julho de 2011

«O exemplo não é a melhor maneira de convencer os outros; é a única» - Albert Schweitzer

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Lembrei-me de Tertuliano (ou, melhor, da reacção a uma frase de Tertuliano) ao ler uma passagem de Pacheco Pereira.

Disseram muitos que o «vede como eles (os cristãos) se amam» fez mais pela difusão do Cristianismo do que todos os sermões e tratados.

Pacheco Pereira afiança que Maria José Nogueira Pinto «fez mais pela fé em que acreditava do que uma Igreja inteira».

Haverá, seguramente, algum exagero. Mas o argumento é irrefutável: «O valor da propaganda pelo exemplo (...) é o mais poderoso de todos».

Já dizia Albert Schweitzer que «o exemplo não é a melhor maneira de convencer os outros; é a única».

O exemplo é a transmissão em forma de vida.

O melhor argumento não é, de facto, aquele que demonstra que o outro está errado ou o que insta, ameaçando, a que outros nos sigam.

O melhor argumento é o que, no limite, dispensa, qualquer palavra. É o que se contenta em apelar para a vida.
Fonte: aqui

quarta-feira, 13 de julho de 2011

"Não entro, porque não estou em condições!"

Há dias presenciei uma cena interessante à entrada da Igreja Paroquial de Tarouca. Era um casal de turistas que estava a fazer uma visita ao templo. Depois de uma ronda prolongada pelo exterior, o marido começou a empreender uma visita ao interior, mas ao aperceber-se que a esposa ficava à porta, voltou para a convidar a entrar. Foi então que a ouvi dizer:
- Não entro, porque não estou em condições.
E apontava para a roupa que trazia. O marido encolheu os ombros e entrou sozinho.

Recordei naquele momento uma frase que algures vi escrita à entrada de uma Igreja: "Silêncio! Você acaba de entrar no domínio do sagrado!"

Entrar numa Igreja, capela ou catedral é entrar num espaço particularmente consagrado ao Senhor o qual sempre nos respeita.
Nós merece o mesmo Senhor de nós todo o respeito!? Mesmo quem não é crente, educadamente, deve respeitar os lugares sagrados daqueles que o são. Quanto mais se nos dizemos crentes!!!

1. Ao entrar num templo, devo reparar se a lamparina (azeite ou eléctrica) está acesa. Se estiver, é sinal de que naquele templo está o Santíssimo Sacramento.
Então faço a genuflexão em condições, ajoelho depois  e faço um momento de oração.
Muitos crentes entram nos templos e nem ligam ao Santíssimo Sacramento. Parecem borboletas a saltitar de imagem para imagem, quando o verdadeiramente importante é Jesus Sacramentado.

2. O templo é lugar de recolhimento, de silêncio. É lugar sagrado. Não devo falar por respeito pelo Senhor, por mim e pelos outros. Muitas pessoas  queixam-se que entraram nesta ou naquela Igreja para rezar e não o conseguiram fazer dado o barulho ali existente.
Se precisar de dizer alguma coisa, devo fazê-lo com brevidade e muito baixinho.

3. Moderação no vestir. Estar numa Igreja não é a mesma coisa que estar na piscina, na praia ou no café. Ninguém vai visitar o Presidente da República em calções, de chinelos ou com decotes de praia... A igreja nem é local de diversão nem de veraneio. Postura respeitosa também no vestir, porque Deus merece.
E isto vale tanto para homens como para mulheres...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

FESTA DE SANTA HELENA /2011






 Depois da novena preparatória, realizou-se em 10 de Julho a Festa de Santa Helena da Cruz
Novena. Boa participação, espírito de fé. O pregador foi do agrado geral como provam os constantes pedidas que volte para o próximo ano. A simpatia, acolhimento e bondade do P.e José Fernando criaram um clima propício ao acolhimento da palavra vibrante que transmitia.
O tempo não ajudou durante os dias da novena. Frio e vento. Mas no dia da festa, fez-se sentir um tempo agradável, morno, sereno. Muita gente demandou a Serra, onde actualmente o espaço religioso está claramente demarcado do lugar da feira, graças ao empenho das sucessivas comissões. A Montanha encheu-se então de cor, movimento e agitação. A calma pacífica e serena foi aliada deste dez de Julho.
Muitos peregrinos rezaram e cumpriram promessas à volta da capela, uns a pé, alguns de joelhos. Dentro do templo, sempre bastante gente. Quantos segredos, desabafos de alma, hinos de gratidão, súplicas de ajuda não chegaram ao Pai do Céu pela intercessão de Santa Helena e da Senhora das Dores!
Durante toda a manhã, funcionou um serviço de confissões, graças à ajuda generosa dos sacerdotes. Houve muitas pessoas que de Santa Helena levaram o coração em paz e se reencontram com Deus graças ao Sacramento da Reconciliação.
Depois, ao sair da capela, quase todos traziam uma estampa das imagens aí veneradas. Na casa ao lado, enquanto as zeladoras acolheram os irmãos da Irmandade de Santa Helena que quiseram tratar de assuntos relacionados com a irmandade, noutro local, a comissão atendeu os visitantes que quiseram levar um recordação ou servir-se no bar.
Após a Eucaristia campal das 9.30 horas com que se encerrou a novena,  começou a preparação para a Missa da Festa, altura em que se  organizou a procissão da capela para o altar campal onde teve lugar a solene Eucaristia presidida pelo senhor Bispo.
Depois realizou-se a procissão em que os olhares se centravam nos andores de Santa Helena e da Senhora das Dores.
Pelas 17 horas, teve lugar a Bênção do Santíssimo Sacramento, seguida da procissão do adeus, momento sempre tocante e que cala fundo no coração dos crentes.
Também pelo lugar da feira passou gente e gente em busca de compras mais acessíveis – a vida não está para brincadeiras – e para saciar o estômago. Neste tipo de festas, a feira é sempre motivo de apreensões. As disputas de locais, a febre de vender, e alguns excessos de bebida podem sempre ocasionar momentos de fricção. Felizmente tudo correu bem, graças à conjugação de esforços entre a comissão e GNR e à colaboração de feirantes e visitantes.
Muita gente, ao longo do ano, visita a nossa Serra, individualmente ou em excursões. Todos são bem-vindos e a todos queremos acolher com satisfação.


A gratidão é a memória do coraçãoAgradecemos ao Senhor Bispo a sua presença, a palavra de Pastor, a amizade demonstrada. Aos senhores padres que estiveram presentes, dizemos obrigado pela comunhão sacerdotal demonstrada. Um bem-haja muito sentido ao Senhor P.e José Fernando, pregador da novena, pela maneira sábia como nos comunicou a Palavra de Deus, pela forma multo humana e cativante como soube estar entre nós e, sobretudo, pela fé vivida e sentida. Dizemos obrigado ao coral da novena e da festa, aos leitores, aos que recolheram as esmolas e atenderam os peregrinos, ao senhor Amândio que conduziu a carrinha no transporte de novenistas, aos dadores de flores, de comestíveis para a casa, de ofertas para a capela,  a quem ofereceu trabalho, sempre precioso, a quem teve uma palavra de apoio e de incentivo. Um bem-haja às zeladoras da Irmandade de Santa Helena pela maneira disponível como atenderam e acolheram os irmãos; ao sacristão pela competência revelada; ; à cozinheira e seu marido pela maneira alegre e disponível como preparou as refeição, bem como ao grupo de senhoras que ajudaram nas refeições da festa; às pessoas que estacionaram na Serra, pois foram fantásticas, amigas, alegres e colaborantes; a todas as pessoas que participaram nas novenas, pela sua fé vivida, partilhada, edificante; a todos os peregrinos e romeiros que demandaram Santa Helena pela ocasião da Festa.
Aos senhores Presidentes da Câmara e da Junta dizemos também obrigado pela disponibilidade em apoiar sempre. Ambos, cada um a seu modo, mostraram total disponibilidade para ajudar, cada um no seu âmbito de acção. Um obrigado sentido e profundo a todos os elementos do Conselho Económico, suas esposas e filhos. O Conselho Económico é fantástico, não só pelo empenho que demonstra por este lugar, como pelo trabalho, dedicação e competência que oferece a Santa Helena, ao longo do ano, pois na maior parte dos domingos a capela e o bar estão abertos e vários outros trabalhos são realizados. Na Festa, então, dão o litro para que tudo corra bem. Muito obrigado!


ESTRUTURA AMOVÍVEL
O senhor Presidente da Câmara prometeu e cumpriu. Foi mintada no espaço do altar campal um estrutura amovível, tendo em vista proteger da intensidade do Sol os participantes na Eucaristia. Ajudou imenso a fixar as pessoas que antigamente, fugindo ao calor, se afastavam daquela área em busca de um pouco de sombra.
A Paróquia agradece esta amabilidade do Senhor Presidente da Câmara.
Informações
Neste mês de Julho, não haverá a Missa da Irmandade no 3º domingo, pois a mesma foi celebrada na Festa. Em Agosto, a Missa em Santa Helena será no 2º domingo pelas 17 horas.
Durante os outros meses do ano, em cada 3º domingo, a Missa será às 17 horas durante a hora de Verão e às 16 horas durante a hora de Inverno.
De Novembro a Março, o Bar só abrirá nos terceiros domingos. Nos restantes meses, em cada domingo.
Qualquer assunto sobre Santa Helena, comunicar com o senhor Jaime Vitorino pelo telemóvel 936459730.

sábado, 9 de julho de 2011

Matrimónio: QUAIS SÃO OS DESAFIOS?


(Carregue no vídeo para ver maior)



A drª Lurdes, psicóloga, e o seu marido, Dr João Pedro, professor de Matemática, deslocaram-se, acompanhados de seu filho de 5 anos, o Tiago,  na noite desta sexta-feira do Porto, onde vivem e trabalham, a Santa Helena para um Encontro/Partilha  com as pessoas, subordinado ao tema: Matrimónio: um desafio humano... uma proposta Divina."
Parece que só tem tempo para os outros quem não tem tempo. Depois de uma semana de intenso trabalho em que a actividade profissional se conjugou com forte investimento no voluntariado, esta família deslocou-se expressa e gratuitamente à nossa Serra para nos falar e testemunhar o valor e a importância da família. E fê-lo em nome da sua fé em Jesus Cristo. Fantástico!
Talvez o frio que se fez sentir tenha desencorajado muita gente de estar presente neste encontro. Mas justifica tudo? Até porque na capela não havia frio...
Se não se faz nada pelas famílias, porque não se faz nada; se se faz, as famílias não querem nada...
Mas parabéns ao bom grupo presente! Pelas reacções percebeu-se que as pessoas gostaram.
Após a exposição/testemunho, houve tempo para partilha e alguns colocaram questões.
Muito obrigado ao simpático casal pela vinda, pelo alegre testemunho, pelas reflexões que deixou sobre a família, pela gratuitidade!
Aqui se deixam os 20 DESAFIOS que hoje se colocam à família a pedido de participantes.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: aqui

Louvar a Cantar

Foi na noite de hoje em Santa Helena.
O jovem sacerdote, P.e Marcos Alvim veio até nós e deixou satisfeitas as muitas pessoas que assistiram ao espectáculo.
Não têm sido propriamente agradáveis os dias e as noites em Santa Helena no presente ano, já que o frio e vento lembraram-se de aparecer. Hoje estava mesmo frio! E a noite ainda foi mais madrasta neste aspecto.
Mas dentro da caoela o clima foi outro. Momentos agradabilíssimos. O artista, P.e Marcos, fez questão de ajudar as pessoas na participação nas canções e elas aderiram muito bem. Depois o bom e saudável humor do cantor ajudou imenso a criar um salutar ambiente humano.
Não deixa de ser elucidativo o apelo final da assistência: "Cremos mais coisas deste género."
Obrigado, P.e Marcos, pelo teu contributo!
Parabéns às pessoas pela sua presença e participação entusiasta.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O acolhimento e a gratidão

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Jesus, quando estava em casa de Simão, o Fariseu, é visitado por uma mulher pecadora que lhe rega os pés com lágrimas, enxuga-os com os cabelos, beija-os e unge-os com perfume.
Simão começa a pensar mal no seu coração. “Se este homem fosse um profeta, teria percebido que espécie de mulher é essa, que toca nele assim; e que é uma pecadora notória”.
Jesus percorre com Simão um caminho, partindo da realidade judaica do tempo, para o ajudar à mudança segundo os critérios de Deus.

Jesus acolhe
Enquanto Simão afasta, julga, cria separação, ergue muros, Jesus acolhe, aceita, compreende e ajuda a crescer.
Para Simão, aquela mulher estava ali a mais, estragava a fama do grupo, era indigna do estatuto dos que se encontravam em sua casa, era preciso que debandasse dali. Para Cristo era alguém que chegava do cansaço da vida, carecida de aceitação e de um projecto novo para a sua vida.
Cristo não só aceita a mulher como procura ajudar os outros a aceitá-la.
Cristo não é "bota-de-elástico". Ele não diz à mulher que ele não pecou, tanto que lhe perdoa os pecados. Mas ELE distingue claramente o pecado da pecadora. Condena o pecado, mas salva a pecadora.

Tantas vezes que...
- Olhamos de soslaio quem chega de novo...
- Mostramos um sorriso amarelo a quem procura entrar no nosso grupo...
- Não integramos, não acolhemos...
- Colocamos de lado, fechando-nos ainda mais no nosso grupinho...
Tanta gente que chega e depois parte desiludidida...

A Gratidão:
Aquele mulher teve gestos para com Jesus, gestos de carinho, de aceitação, de gratidão.
E nós? Em tanta gente falta uma palavra de incentivo, de gratidão, de incentivo.
Para muitos, se alguma coisa não se faz, é porque nunca mais se faz; se se faz, é porque já devia estar feita.
Sobram toneladas de críticas gratuitas, de má língua, de pedradas. Faltam gestos de gratidão, de apoio de incentivo. A crítica pela crítica é vulgaridade. A gratidão é expressão de nobreza de carácter.
Se as pessoas quisessem ser mais agradecidas na família, na sociedade, no trabalho, no grupo, na Igreja, ajudariam a construir um mundo bem mais livre, altruísta e feliz.
Vamos a isto!?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Via Lucis

Na noite desta terça-feira, no circuito das procissões em Santa Helena, realizou-se a VIA LUCIS, que é, digamos assim, a via-sacra da ressurreição.
Guiava-nos a cruz emoldurada com um pano branco, simbolizando a Ressurreição. Cada pessoa levava na mão uma vela, que significa Cristo Ressuscitado. Durante as 14 estações, foi lido um texto bíblico referente à Ressurreição, seguido de pequenos comentários. Rezou-se, cantou-se, caminhou-se. Começou-se na capela e na capela se terminou.
Um grupinho interessante e interessado participou na via-sacra, apesar do frio. Aos participantes, o nosso aplauso.
A Ressurreição de Cristo é o cume da nossa fé, porque, como diz São Paulo, "se Cristo não tivesse ressuscitado seria vã a nossa fé."
Celebrar o cume da fé no cume do monte tem um sabor especial...
Cristo ressuscitado, vencedor do pecado, do mal e da morte, é a garantia da nossa vitória e a força da nossa esperança.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Festa da Senhora das Dores

(Pode ver aqui reportagem fotográfica)

Hoje a Paróquia  festejou Nossa Senhora sob dois títulos muitos caros a esta gente.
Ao meio dia, houve Missa Solene a Nossa Senhora das Necessidades. Pode ver aqui informação sobre este belo templo.
À tarde, na Serra de Santa Helena, teve lugar a Festa da Senhora das Dores.

Na tarde deste domingo, o tempo não estava nada agradável, muito frio e vento. Um nevoeiro difuso pousou sobre a Serra.
Muita gente, capela a transbordar, apesar do frio. Muitos mais teriam gostado de ficar, mas o frio intimidou-os a voltar para dentro do carro e zarpar.
Depois da Eucaristia e da novena, animadas pelo grupo da Missa dos terceiros-domingos, seguiu-se a procissão. Louvámos a cantámos Maria que nos aquece sempre o coração apesar dos vários frios que tantas vezes se infiltram nas nossas vidas.

sábado, 2 de julho de 2011

Começou a Novena a Santa Helena: Retiro aberto a toda a gente

Neste dia, liturgicamente dedicado ao Imaculado Coração de Maria, começou a Novena a Santa Helena, que é um retiro aberto a toda a gente.
Esteve presente um bom grupo, mas sabemos que muitos mais poderiam estar. Claro que também houve quem gostaria de ter estado, mas por esta razão ou por aquela não o pôde fazer.
Impressionou-me a maneira lindíssima como uma criança da nossa comunidade soube estar na novena. Perguntei-lhe ao fim se tinha gostado, se não tinha achado a cerimónia "uma seca". Ela disse, diante de toda a gente, que gostara muito.

Pois, onde ficam os jovens e as crianças? A gastar a pele na piscina? A apodrecer diante de televisões e de computadores? Não compete aos pais, avós e padrinhos motivá-los para a novena?!

O ser humano respira por dois pulmões: o espiritual e o material. Forçamos o material enquanto atrofiamos o espiritual. O resultado está à vista...

Que ao menos a crise sirva para isto: para nos chamar ao fundamental. Já vimos onde nos pode levar um materialismo puro e duro.
Não será tempo de acordarmos para Deus!??? 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Para Angélico, seus pais e amigos

Angélico Vieira era uma estrela, sobretudo para milhares de adolescentes e jovens em Portugal. Cantor e actor, membro de um grupo musical de sucesso. Morreu dias depois de um trágico acidente de automóvel. Hoje, dia 30 de Junho, o seu corpo será cremado, no cemitério do Feijó, aqui na nossa Diocese (Diocese de Setúbal).
Infelizmente, são muitos os jovens (e não só) que morrem em acidentes de viação; mas também de doenças incuráveis e de outros “acidentes” que não deviam acontecer.
Toda a morte parece prematura. Nascemos para viver, não para morrer. No entanto, quando ocorre em plena juventude, parece não haver resposta à inevitável pergunta: porquê? Não é previsível que os filhos partam antes dos pais. E são tantos os que partem e deixam sem resposta a dor dos pais, dos irmãos, dos amigos.
Angélico não é, para os seus, mais um. Ele é único, como todos são únicos para os seus.
Esta dor tem de ser chorada, apertada num coração que parece despedaçar-se. Uma dor que parece não ter fim.
E, no entanto, a morte, mesmo quando nos parece mais inesperada, como acontece nas crianças e jovens, não é o fim da vida. Na imensidão do mar, o que fazem duas ou três gotas a mais? Assim, a vida humana. Não nascemos para viver uns tantos anos. Mesmo cem ou mais anos de vida terrena são as tais duas ou três gotas a mais no oceano. O que conta é o oceano. E esse ninguém nos tira, nem a morte por mais prematura ou violenta que ela seja.
Deus criou-nos para a vida e não para a morte. Se esta põe termo ao prelúdio da nossa existência, para uns mais longo, para outros muito breve, a meta da nossa vinda a este mundo, a eternidade, não está em causa. Nascemos para sermos eternos. Deus ama-nos com um amor a sério, infinito, a toda a prova. Foi assim com Cristo: foi gerado no seio da sua mãe, Maria. Nasceu, cresceu, morreu tragicamente, violentamente, mas ressuscitou. Está vivo! Na sua morte, a nossa morte transforma-se em vida. Com Ele morremos, com Ele ressuscitamos. O Angélico, o teu filho, o teu irmão, o teu amigo. Eu. Talvez amanhã. Talvez daqui a uns anos. Mais ou menos umas gotas e mergulharemos, quando Deus quiser, no grande oceano da vida plena, onde hão há dor nem morte. Choramos, contorcermo-nos de dor, mas não desesperamos. Angélico, Hélio e tantos outros, amanhã ou depois voltaremos a encontrar-nos.
Fonte: aqui

Domingo XIV Tempo Comum

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Veja aqui.