domingo, 31 de agosto de 2014

Conselho Económico em Santa Helena




Havia sido combinado entre todos para o último domingo de agosto. Por isso, teve lugar hoje o encontro dos comissários e suas famílias em Santa Helena.
Quase todos os comissários estiveram presentes. De todos nos recordámos com amizade.
Ao longo da manhã as pessoas foram chegando à Serra e o almoço foi sendo preparado. A refeição correu com simplicidade, naturalidade e espírito de amizade.
Após o cafezinho, os conselheiros fizeram o ponto da situação no tocante ao seu pelouro de acção (obras e situação económica), analisaram situações pendentes, projectaram actividades e viram-se aspectos do funcionamento do grupo. As obras da segunda parte do Centro Paroquial estiveram no centro da análise-debate: o decorrer das obras, gastos, angariação de fundos, próximas intervenções...
Também as contas da última festa de santa Helena foram dadas a conhecer, tendo a receita desta ano ultrapassado a do ano passado em 1300 euros.
Entretanto as suas famílias, continuaram o convívio e o trabalho de cozinha...
Terminou-se o convívio com um momento de oração na Capela, belamente participado pelos presentes.
Ser conselho económico não é só a mesma coisa que ser direcção de uma associação qualquer. É preciso ter em conta os valores do Evangelho e as orientações da Igreja.
Foi muito agradável este encontro de voluntários e suas famílias. É que nestes convívios, estreitam-se laços de amizade, compreensão, aprofundamento do mútuo conhecimento e fortalece-se a vontade de ir sempre mais além.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O Terço dos Homens é um exemplo de fé e devoção

Veja aqui as dicas para montar um Terço dos Homens em sua comunidade

A missão do Terço dos Homens é resgatar para o seio da Igreja de Cristo homens de todas as idades, pois a presença masculina na Igreja é imprescindível para a formação da família e de uma sociedade cristã.  O Terço dos Homens é um exemplo de fé e devoção.

A oração do terço, além de nos conduzir para a oração, leva-nos a meditar sobre os principais mistérios da redenção que Cristo nos oferece.

Com a meditação do mistério redentor, também lembramos Maria de Nazaré, que assumiu a maternidade divina fazendo a vontade de Deus, dando-nos o Salvador. Este foi o jeito que o Pai escolheu para nos dar seu único Filho.

Como montar um grupo de Terço dos Homens?

O Movimento Terço dos Homens é um dom do Espírito Santo para toda a Igreja.

É um presente de Nossa Senhora para seus filhos que desejam seguir Jesus Cristo. E quem participa dele, torna-se dom e bênção para o mundo.

Comunhão: O Grupo Terço dos Homens deve caminhar integrado na comunidade eclesial. Por isso, é importante que tenha o apoio do pároco ou do responsável pela comunidade. A reza do terço é uma porta aberta para a evangelização. Os fiéis devem participar ativamente da comunidade, da Eucaristia dominical e de outros momentos da Igreja.

Organização: Organize o grupo e distribua as funções fazendo com que todos trabalhem com o mesmo objetivo. É preciso que todos saibam com antecedência o dia, a hora e o local do terço.

Coordenação:  O grupo deve ter um coordenador,  um secretário e ser for o caso, um tesoureiro. A coordenação deve favorecer a participação de todos e garantir a fraternidade no grupo.

Distribuição: É importante distribuir as funções para uma maior e melhor participação dos presentes. Deve haver os encarregados para: “animar” os cânticos, contemplar os mistérios, rezar as Ave-Marias…

 No final do terço, se achar conveniente, o grupo pode ler o Evangelho do dia e fazer breve reflexão do texto bíblico.

Ambiente: Crie um ambiente propício para o momento de oração como, por exemplo, um pequeno altar com uma imagem de Nossa Senhora, velas, flores, etc.

Piedade: Piedade e confiança em Deus são elementos essenciais para o crescimento na fé e no amor. Esse momento de encontro para a oração  é bonito e muito importante. Quem reza tem intimidade com o Senhor, com a família e com toda a Igreja.

Tempo: O tempo deve ser previsto e jamais ser alongado. Dentro de 40 minutos é possível realizar todo o trabalho do grupo. A boa administração do tempo é o segredo para a perseverança dos homens na oração.
Fonte: aqui

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano A

«Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz e siga-Me."
A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir a “loucura da cruz”: o acesso a essa vida verdadeira e plena que Deus nos quer oferecer passa pelo caminho do amor e do dom da vida (cruz).

Leituras e comentários:  aqui

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Francisco diz que bisbilhotice e maledicência são «sinal» do diabo

(Lusa)
O Papa Francisco denunciou hoje no Vaticano os “pecados” que afetam a unidade da Igreja, em cada comunidade católica, e afirmou que a bisbilhotice e maledicência são “sinal” do diabo.
“A divisão é um dos pecados mais graves numa comunidade cristã, porque a torna sinal, não da obra de Deus, mas da obra do diabo”, alertou, na audiência pública semanal que decorreu na Praça de São Pedro, perante dezenas de milhares de pessoas.
Segundo o Papa, o diabo é “aquele que separa, destrói as relações, semeia preconceitos”.
“Deus, pelo contrário, quer que cresçamos na capacidade de nos acolhermos, perdoarmos e amarmos, para nos parecermos cada vez mais com Ele que é comunhão e amor”, acrescentou.
Francisco observou que os pecados contra a unidade não são só “as grandes heresias, os cismas” mas também as “falhas” presentes nas comunidades, que definiu como “pecados paroquiais”.
“Por vezes, as nossas paróquias, chamadas a ser lugar de partilha e de comunhão, são tristemente marcadas por invejas, ciúmes, antipatias”, lamentou.
Deixando de lado o discurso preparado, o Papa perguntou aos presentes se era “bom” haver “bisbilhotice” nas paróquias, por exemplo, quando alguém assume cargos de responsabilidade.
“Isto não é a Igreja, isto não se deve fazer. Não digo que corteis a língua, tanto não, mas pedir ao Senhor a graça de não o fazer. Isto é humano, mas não é cristão”, precisou.
Francisco sustentou que estes “pecados” acontecem quando as pessoas se colocam “em primeiro lugar” e no “centro”, com as suas ambições pessoais, julgando os outros.
O Papa falou ainda nas “divisões” que aconteceram na história da Igreja, com “guerras” entre cristãos, apelando à oração entre cristãos e a um “exame de consciência”.
A catequese insere-se num ciclo de conferências sobre a Igreja, “santa, por ser fundada por Jesus Cristo” e “composta por pecadores, que fazem todos os dias a experiência das suas próprias fragilidades e misérias”.
O Papa deixou depois saudações em várias línguas, incluindo aos peregrinos lusófonos: “O Senhor vos encha de alegria e ilumine as decisões da vossa vida, para realizardes fielmente a vontade do Pai celeste a vosso respeito. Rezai por mim. Não vos faltará a minha oração e a bênção de Deus”.
In agência ecclesia

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Quer se encontrar com Deus? Ouça esta música!

Dois minutos do seu dia para elevar a alma e o coração a Deus
Excelente oportunidade para recordar o bem que as pessoas consagradas fazem ao mundo: elas nos aproximam de Deus e nos lembram que nosso destino é o céu.  
Um coral virtual de carmelitas se uniu para interpretar uma versão da poesia "Nada te perturbe", de Teresa de Ávila, na comemoração dos 500 anos do nascimento da santa. A música foi composta pela carmelita Claire Sokol.  
Enquanto ouve a canção, eleve sua alma a Deus em oração e agradeça-lhe pelo seu amor... e pelo dom das vocações no mundo!

A poesia original de Santa Teresa que inspirou a música é esta:   
Nada te perturbe, nada te espante:
tudo passa, Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
Quem a Deus tem, nada lhe falta:
só Deus basta.
  
Eleva o pensamento, ao céu sobe.
Por nada te angusties, nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue, com grande entrega
e, venha o que vier, nada te espante.
Vês a glória do mundo? É glória vã;
nada tem de estável, tudo passa.
   
Deseja as coisas celestes, que sempre duram.
Fiel e rico em promessas, Deus não muda.
Ama-o como merece, Bondade imensa.
Quem a Deus tem, mesmo que passe por momentos difíceis,
sendo Deus o seu tesouro, nada lhe falta.
Só Deus basta.

Fonte: aqui

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Roubo aos pobres

...
O consumismo incentivou-nos ao hábito do desperdício. Mas a comida que se deita fora é como se fosse roubada aos pobres e aos famintos.
Papa Francisco

A refeição, prova do amor de Deus

sábado, 23 de agosto de 2014

A Laura e os desanimados da vida de hoje


--
Faz parte do grupo de desanimados da vida de hoje. Cuido que hoje o desânimo faz mais parte da vida das pessoas do que no tempo em que as contrariedades não eram mais que obstáculos da vida. Cuido que hoje as contrariedades da vida se transformam excessivamente em formas de viver sem vontade. A Laura é boa senhora, boa mãe, boa funcionária, boa cristã. Mas ultimamente entrou pela porta larga deste grupo, passou a fazer parte dele. Anda cansada de não ser fácil o emprego, a relação com os seus e com os que não são seus, e com mais uma série de coisas que nem soube enumerar. Ó Laura, quando estamos bem connosco, o problema pode ser grave, mas será sempre pequeno. Quando não estamos bem, o problema pode até ser pequeno, que será sempre grave. Por isso, Laura, antes de te debruçares sobre os teus problemas, debruça-te sobre ti. Encontra-te e encontrarás todas as respostas. Procura estar bem por dentro e tudo será mais fácil por fora. Na verdade os problemas têm sempre duas formas de se encararem. Ou com desânimo. Ou com ânimo. Em ambos os casos os problemas são o mesmo. Mas são vistos e sentidos de forma diferente, assim como têm peso diferente na nossa vida. Um, de tão pesado, deita-nos por terra. O outro tem o peso que tem, mas lança-nos em frente.
Li aqui

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

AO FALAR DOS OUTROS, FALAMOS DE NÓS

--
O problema da intriga é que ela não se reduz a quem a lança. O maior problema é haver quem a alimente, quem a fomente.
Mas não é só o alvo da intriga que fica em causa. O promotor da intriga também não se sai bem.
Aliás, uma pessoa minimamente séria fica mais ao lado do alvo da intriga do que do causador da intriga.
Era o que pensava Freud: «Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais sobre Pedro do que sobre Paulo».
E, habitualmente, o que sabe não é muito favorável.
Quantas vezes, vistos os factos, o que se diz até é infundado.
Cuidado com o que se diz sobre os outros porque, no fundo, estamos a dizer sobre nós.
A raiva acaba por obscurecer a lucidez!
Fonte: aqui

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

3 motivos que levam os católicos a abandonar a Igreja

O que acontece quando somos vacinados contra a mensagem autêntica de Jesus Cristo?

"Então, cara...", comecei, um pouco nervoso. Esta foi a nossa primeira conversa de verdade sobre a fé. "Tem algum livro específico da Bíblia sobre o qual você gostaria de saber mais?".

Ele hesitou brevemente e, com olhar pensativo, respondeu: "Bom, eu queria que você me contasse tudo sobre o cristianismo. Como é que ele começou? O que ele significa hoje em dia?".

Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Nunca tinham me feito perguntas desse tipo. Ficamos uma hora repassando a história da salvação, de Adão e Eva aos Atos dos Apóstolos e terminando com um intenso debate sobre a missa. Foi impressionante. Mesmo!

Eu tinha conhecido Ling, um estudante de Pequim, durante um evento do Newman Center, algumas semanas antes. Novo nos Estados Unidos e com vários amigos cristãos, Ling tinha muitas perguntas sobre essa estranha pessoa chamada Jesus, de quem ele só tinha ouvido rumores até então.

Por que eu estou contando essa história? Porque havia algo de diferente em Ling. Ele era receptivo. Ele fazia perguntas sinceras, humildes, curiosas. Ele queria saber mais. Depois de conversar com ele durante vários meses, um súbito lampejo me chamou a atenção: Ling tinha sido poupado de um fenômeno que, em nossa juventude, atingiu quase todos nós que crescemos na sociedade pós-cristã: ele não tinha sido vacinado contra o cristianismo.

Você sabe como funciona a inoculação: uma versão enfraquecida de uma doença é injetada no seu sangue. O seu sistema imunológico, percebendo o intruso, dispara o alarme e começa a produzir anticorpos que atacam os invasores, destruindo-os.

Depois disso, toda vez que a versão real da doença tentar entrar no seu corpo, o seu sistema imunológico vai reagir e matá-la. A inoculação é uma ótima forma de treinar o seu corpo no reconhecimento e no combate às doenças que ele já viu antes. Bom, eu não sou microbiologista, mas acho que você entendeu a ideia.

É claro que tomar uma vacina para prevenir doenças como varicela e hepatite B é muito bom. Mas o que acontece quando nos vacinamos contra uma visão de mundo? Contra um sistema de crenças? O que acontece quando, numa época repleta de destroços de uma cultura cristã que já foi robusta e abrangente, nós ficamos imunes e incapazes de receber a verdadeira, autêntica e salvadora mensagem de Jesus Cristo?

O que acontece quando o cristianismo se reduz a “uma doença que já vimos antes”?

Uma vacina contra a Verdade

Fulton Sheen estava certo sobre uma série de coisas, incluindo a seguinte:

"Não há nem sequer cem pessoas nos Estados Unidos que odeiam a Igreja Católica. Mas há milhões que odeiam o que erroneamente acham que a Igreja Católica é".

Sheen entendeu a tragédia da nossa inoculação. Muita gente odeia ou abandona a Igreja porque foi levada a acreditar em um falso evangelho.

Vou destacar três das mais insidiosas "falsificações" do cristianismo; três mentiras que, mascaradas de verdade, levam as pessoas a rejeitar o cristianismo por inteiro. Precisamos acabar com elas.

3 motivos que levam os católicos a abandonar a Igreja

1. "Eu imaginava Deus como um velho de longas barbas brancas, sentado numa nuvem do céu. Agora eu já enxergo o quanto isso é ridículo. O cristianismo é simplesmente uma fantasia".

Eu não sei dizer quantas vezes já ouvi ex-católicos fazendo comentários desse tipo. Imagens de desenho animado de um Deus barbudo ou de anjos com asas foram incorporadas ao nosso subconsciente. Até Michelangelo pintou Deus desse jeito na sua famosa "Criação".

Mas nós temos que lembrar que as imagens de seres imateriais nunca foram feitas para ser interpretadas literalmente. Elas são apenas símbolos que pretendem ilustrar verdades metafísicas abstratas que a imaginação sozinha não consegue entender. A representação de Deus feita por Michelangelo era muito menos uma descrição literal do que um “comentário visual” sobre a sabedoria, a atemporalidade e a eternidade de Deus.
Nós somos humanos e amamos imagens. Mas até as imagens sacras podem nos vacinar contra a verdade se não formos cuidadosos com elas. Não podemos deixar uma imagem física substituir uma realidade espiritual ou permitir que a imaginação derrote a inteligência na tarefa de discernir o que é a verdade.

"Não há nada a ser feito com o intelecto até que a imaginação seja posta com firmeza em seu lugar" (Frank Sheed).
 
2. "O ponto central do cristianismo é fazer o bem e ser uma boa pessoa. Eu posso fazer isso sem religião".

Quando eu pergunto às pessoas qual elas acham que é a mensagem central do cristianismo, a resposta mais comum é esta: "ser uma boa pessoa".

Se esta fosse a verdadeira mensagem do cristianismo, eu não culparia as pessoas por abandoná-lo. Quem é que iria querer seguir todas essas regras, manter todas essas posições políticas impopulares e passar todas essas horas sentado, ajoelhado e em pé quando poderia muito bem abandonar todos esses aspectos da religião e ainda assim ser "uma boa pessoa"?

Jesus Cristo não foi apenas uma boa pessoa. Ele é o Filho de Deus feito homem e morreu para que pudéssemos viver em eterna relação de amor com Deus. Cabe a nós responder a este convite comprometendo a nossa vida com Ele.

"Deixe a religião ser menos teoria e mais um caso de amor" (G.K. Chesterton).
 
3. "Muitos indivíduos da Igreja cometeram uma enormidade de erros e de decisões erradas. Esta Igreja está cheia de pecadores e eu não quero fazer parte disso".

Temos que ter sempre muita sensibilidade para com quem foi machucado por indivíduos que fazem parte da Igreja. Eles têm razão: a Igreja está cheia de pecadores e sempre esteve, desde as traições de Pedro e de Judas.

Mas, ao mesmo tempo em que a Igreja está cheia de pecadores, ela também é a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica fundada por Jesus Cristo e guiada pelo Espírito Santo. Abandonar a Igreja porque ela está cheia de pessoas pecadoras é como desistir da academia porque ela está cheia de pessoas fora de forma. Temos que promover a reforma da nossa Igreja, mas de dentro dela!

"A Igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores" (Abigail Van Buren).
 
O remédio: redescobrir o mistério

Citei três das maiores mentiras sobre o cristianismo; mentiras que, incutidas em nosso subconsciente, podem nos impedir de chegar algum dia a compreender de verdade a mensagem autêntica do Evangelho.

Felizmente, há maneiras de combater a síndrome do “eu já vi isso antes”. Se alguém que você conhece caiu nessa armadilha, tente algumas destas técnicas de “desvacinação”:

1. Derrube os mitos. Ajude as pessoas a enxergarem que a nossa cultura as vacinou com falsos evangelhos.

2. Proponha as Escrituras. Não deixe a fé ficar velha. Ensine as pessoas a experimentar os milagres da Encarnação e da Ressurreição de novo, através dos olhos dos primeiros cristãos.

3. Seja como Ling. Desafie as pessoas a se aproximarem de nosso Senhor com honestidade, humildade e de coração aberto. Se nós fizermos isso, o Deus que torna novas todas as coisas vai nos transformar de uma forma que nunca imaginamos que fosse possível!

Eu mencionei apenas alguns dos falsos evangelhos que vejo por aí. E você, também percebe outras formas “moles” da fé cristã que impedem as pessoas de receber a verdadeira mensagem vivificante de Jesus Cristo?
Fonte: aqui

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Uma mãe que quer baptizar seu filho

--
Ligou para o telemóvel. Já fui à sua procura, senhor padre, três vezes e não o encontrei. Escusado será dizer que não me procurou nas horas em que devia e que a maioria dos paroquianos sabe que estou à disposição. Algumas dessas horas até se confundiram com as horas das eucaristias da paróquia. Sorri na mesma sem maldade. Depois disse que queria baptizar a filha. Certo, e perguntei-lhe em que dia estava a pensar. Queria no dia tal que é um Sábado. Informei que os baptizados eram durante a Eucaristia, de preferência a dominical, porque no baptismo se entrava na Comunidade Cristã e eu fazia questão de levar isto a sério. É também assim que aconselham as normas. Ela disse que não havia mal e que podia ser na missa de Sábado. E aquela mãe não sabia, apesar de eu estar aqui há mais de dois anos, que, para poder dar alguma assistência nas muitas outras paróquias que tenho, aqui não há missa ao Sábado. Claro que esta forma de não saber as coisas pode dizer muito do tipo de católica que ela é. Tudo ficou esclarecido. Tanto quanto possível. Mas passada que foi uma hora voltou a ligar. Pelo menos foi correcta. Há quem não chegue a tanto. Olhe, senhor padre, é só para dizer que, como não dá para ser no Sábado, nós vamos fazer o baptizado na paróquia tal, que é a dos meus pais. Pediu-me desculpa e desligou. Aceitei, como é óbvio. Não é meu feitio complicar estas coisas. Mas agora que passou outra hora, de repente parei para pensar e senti assim como que uma nostalgia. Aquela mãe tem todo o direito de fazer as suas escolhas e destas serem respeitadas. Esforço-me até ao tutano para não julgar. E continuo a esforçar-me. Se calhar ainda não é suficiente. Não tem mal a decisão daquela mãe. Está no seu direito. Mas sendo uma cristã que não sabe das coisas básicas da comunidade em que está inserida, saberá das mais profundas?
Li aqui

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A cadelita que trancou a porta da carrinha

Fátima, 20 horas do dia 15 de Agosto. Parque de estacionamento.
Havíamos estacionado os carros num dos parques de estacionamento do Santuário de Nª Senhora de Fátima, dirigindo-nos em seguida para a Capelinha das Aparições para participar na Eucaristia.
Finda a Missa, fomo-nos dirigindo, em momentos diferentes, para o parque, até porque estava frio.
Um dos nossos, que foi o primeiro a chegar, encontrou uma família muito aflita. É que tinha abandonado a carrinha, com a chave dentro, deixando lá a cadelita que, de tanto saltar junto ao vidro, acabaria por trancar a porta por dentro. O frio, a aflição do animalzito, a necessidade de arrancar, tudo punha em pânico aquela gente.
As pessoas haviam tentado tudo. Até as borrachas do vidro do veículo retiraram. Mas, nada!
Ao verificar a cena, aquele nosso companheiro não ficou indiferente, tentou ajudar. Pediu que lhe arranjassem um arame. Com este, lá conseguiu abrir a porta perante as arremetidas furiosas da cadelita que, frente ao desconhecido, pensaria que seria ladrão.
Aquela família, aliviada, agradeceu empenhadamente. Mas o nosso companheiro foi acrescentando: "Olhem, eu fiz isto, mas não sou ladrão. Aliás nunca o tinha feito." As pessoas riram então a bom rir, até para descarregar os nervos...
"O que fizerdes a um dos meus irmãos é a Mim que o fazeis", diz Jesus. Por isso imagino o sorriso de orelha a orelha de Nossa Senhora perante o gesto solidário, ativo e interventivo, daquele companheiro nosso. Maria fica sempre feliz quando somos solidários, fraternos, ajudantes.
Então fazer sorrir Nossa Senhora de felicidade depende de nós.

sábado, 16 de agosto de 2014

Onde fica Deus na Praia?


A praia atrai tudo. Comércio de todo o tipo, bares, restaurantes, música, etc.
Parece que só Deus não tem lugar na praia...
Milhares e milhares de pessoas. Ausência de sinais da presença de Deus.
Não conheço a dinâmica pastoral da Diocese algarvia. Mas reconheço que algo deveria ser feito. Afinal Deus tem direito a que O mostrem na praia!
Em dioceses como Aveiro, têm-se multiplicado nos últimos anos gestos, ações e eventos de cariz cristão junto das praias. Julgo que o exemplo deveria ser seguido.
Sei dos limites de qualquer Igreja Local para acorrer a tantos locais de turismo que arrastam  milhares e milhares de pessoas. Não me é difícil compreender as dificuldades com que a Igreja algarvia se defronta, mormente a nível de agentes pastorais.
Mas não deveria a Igreja portuguesa conjugar esforços para apoiar as dioceses que recebem no Verão tanta gente e não têm capacidade de resposta? Não seria um ótimo meio de exercer a comunhão das Igrejas?
As ordens religiosas, os movimentos laicais, mormente juvenis, não poderiam apoiar? Por exemplo, não poderiam as dioceses do interior assumir a dinamização pastoral de um conjunto de praias? Não poderiam as muitas ordens religiosas chamar a si a dinamização pastoral de espaços turisticamente mais concorridos?
Não poderia Aveiro ser exemplo para outras dioceses?

sábado, 2 de agosto de 2014

Sexualidade! Como educar os filhos?



O trabalho de oferecer educação sexual aos filhos deverá ser entendido como uma ação da família, algo que já foi implantado desde quando os pais decidiram tê-los. Vencer as resistências sobre esse assunto é demonstrar amadurecimento, equilíbrio pessoal e sexual no processo educativo dos filhos. Pensando assim, pode-se afirmar que a sexualidade não é uma fase que cai de paraquedas no início da puberdade, em torno dos 12 anos, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ela é fruto da relação que foi construída entre a mãe e o filho e do empenho do pai diante da sua função.
A sexualidade não se educa numa lição ou conversa, mas pelo testemunho de uma boa convivência, da presença constante do diálogo, do abraço, do reconhecimento do valor que os pais e os filhos têm no ambiente familiar, além das estratégias próprias que esse conteúdo exige para que seja educado em casa, e não tão somente na escola ou pelos meios de comunicação.
A grande porta aberta e disponível aos filhos está sendo os canais abertos de TV sem total controle dos pais, a exposição de revistas e sites pornográficos, a falta de esclarecimento das dúvidas apresentadas pelos meninos e pelas meninas e a condição de despreparo na qual muitos pais se encontram, fazendo com que as orientações sejam antecipadas ou postergadas.
Atualizar-se para educar os rebentos nessa dimensão não significa que será preciso abandonar o que foi aprendido nas gerações passadas dos seus familiares. Ao contrário dessa ideia, acredita-se ser necessário que os pais tirem proveito do que lhes foi ensinado, atribuindo novos significados e novas formas de ensinar e de aprender. Uma orientação dessa natureza deverá nascer das crenças, dos costumes e princípios da família, mesmo que estejam um tanto quanto ultrapassadas. Caso contrário, os pais viram fantoches das orientações despersonalizadas, sem responsáveis, sem donos, entregues ao vento. Será a partir da sua própria história que os pais deverão nortear essa formação. Portanto, trata-se de uma orientação que não deverá ser terceirizada à escola ou aos meios de comunicação. Uma família cristã deverá considerar os ensinamentos da Igreja e fazer uma opção baseada no Evangelho.
Conversar com os filhos sobre a expectativa que os pais têm em relação à vida sexual deles não deve ser nenhum bicho de sete cabeças, mas algo tão simples quanto falar da vocação profissional, das vestimentas adequadas para determinados ambientes e tantos outros assuntos necessários, a fim de que se estabeleça um vínculo familiar duradouro e fortalecido no amor, na aceitação e no respeito. Mas é justamente nesse assunto que as famílias travam e o rito da virgindade, da proteção e defesa ao corpo não são conversados nem discutidos em família. É encarado ou com muita simplicidade ou com estranha complexidade, virando motivo de crítica, descaso ou um papo de crentes ou de católico carismático. A falsa ideia de que as famílias têm de acompanhar a modernidade as afasta da oportunidade de tentar ser uma célula que gera vida, que se posiciona diante do que é efêmero e do que traz consequências danosas. A omissão não deverá ser entendida como respeito, mas como demonstração do medo que paralisou para agradar a sociedade nascida de um sistema considerado bruto, desigual e desumano. Por que o mundo pode apresentar suas ideias em nossa casa e nós não podemos viver nele de acordo com a nossa formação e com o nosso proceder?
O que você pensa sobre sexualidade? Você é daqueles pais que dizem que o filho tem de ser um pegador e a filha uma princesa? Nós estamos no mundo para fazer a diferença também na forma como conduzimos a nossa sexualidade. Inclusive, é um grande motivo para completar, diariamente, o bem-estar do casal.
Segundo Richard O. Straub, em seu livro ‘Psicologia da Saúde’, no mundo inteiro, mais adolescentes estão se tornando sexualmente ativos numa idade mais precoce do que nunca. A tríade está formada: tabaco, drogas (lícitas e ilícitas) e sexo livre são elementos comuns na vida dos jovens. O estudioso alerta sobre a adolescência de risco quando consideramos a sexualidade de forma tão banal. Com a chegada da puberdade e da adolescência, os filhos se tornam mais responsáveis por sua saúde, tomando decisões que favorecem e algumas que comprometem o seu bem-estar físico psicossocial.
A gravidez indesejada, por exemplo, e as consequências negativas da atividade sexual precoce implicam em vários transtornos que incluem as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs); consequentemente, esse comportamento não produzirá autoestima, mas produzirá tantos outros problemas como já se observa nos dias de hoje. Contudo, não será o discurso moral nem o religioso que dará conta dessa formação. Não se trata apenas de uma condição social, mas genética. Mudanças hormonais, fatores sociodemográficos e a necessidade de aceitação pelo grupo de amigo faz com que o adolescente, de acordo com Straub, comporte-se de forma que o ajude a ser aceito. Essas necessidades deverão estar sob os cuidados da família, da escola, da Igreja e do Estado.
A Palavra de Deus nos diz que o testemunho edifica a alma. Então, o testemunho dos pais é uma grande arma para distorcer as informações que chegam velozmente em nossa casa. Um dia, meu filho me perguntou: “Mãe, quantas vezes na semana você namora o meu pai?”. Eu lhe respondi: “Filho, ainda bem que não tenho essa reposta para lhe dar. Namorar com seu pai não é uma obrigação, é maravilhoso e necessário para o casal”. Continuei: “Mas sei lhe dizer que, quando estamos bem, o namoro sempre acontece; quando estamos chateados, o perdão precisa vir primeiro”. Meu filho sorriu e saiu convencido da resposta. Outro dia, uma irmã de comunidade disse para ele: “Como faço para o meu filho ter a mesma intimidade comigo como vejo que você tem com seus pais?” Ele respondeu: “A uma altura dessa está difícil! Desde que sou pequeno, trocamos roupas e tomamos banho juntos. Aqui em casa, conversa-se sobre tudo, até…” Nesse momento, ele olhou para mim e sua expressão disse tudo: sexualidade!
Por Judinara Braz (Canção Nova),  aqui

Há quem se preocupe com o Bem Comum...


O Sr Pereira e a D. Rosa (Chave d'Ouro) ofereceram à paróquia umas dezenas de cadeiras. Enquanto algumas delas entraram já em uso, outras aguardam a conclusão da obra para ocuparem as novas salas.
Muito obrigado, sr Pereira e D. Rosa!
Se cada um dos paroquianos e dos amigos ajudar um bocado, o bem comum de todos será conseguido.
Esperamos que o exemplo pegue!