sexta-feira, 31 de março de 2017

«Vede como era seu amigo»


«Orai, orai muito»
O Evangelho deste domingo acentua, de facto, e por cinco vezes, esta relação de amizade de Jesus por Lázaro e pelas suas irmãs: «Vede como era seu amigo» (Jo 11,36) mas, ao mesmo tempo, desenvolve o diálogo orante de Jesus com o Pai: «Pai, dou-Te graças por me teres atendido» (Jo 11,41). Pelo que, nesta semana, somos desafiados a valorizar a oração, como um “tratar de Amizade com Aquele que sabemos que nos ama(Santa Teresa de Jesus, Livro da Vida, 8,5). Esse é também o desafio do Papa na sua Mensagem para a Quaresma: Não se contentar com uma vida medíocre, mas crescer na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona”.
Esta amizade com Cristo cresce assim na frequência e na intimidade da oração. Não estranhamos, por isso, que o apelo à oração, seja comum a todas as aparições, em Fátima, de maio a outubro de 1917. Porquê? Porque “sem oração não há conversão. Sem conversão não há mudança de vida. Sem mudança de vida não há paz. O mundo novo começa quando o homem se abre a Deus, em oração e adoração(PDP 2016/17, p. 28). “Em Fátima ouvimos falar de coisas escondidas – conversão, oração, penitência – que parecem não ter nenhuma importância política, mas são coisas decisivas, são as formas renovadoras do mundo(Cardeal Ratzinger). O apelo da Virgem de Fátima aos pastorinhos é constante nas aparições: «orai, orai muito».
 Rezemos mais, rezemos muito, rezemos melhor, para que cresça a nossa amizade com Cristo e se renove o amor entre nós. E rezemos, com coração de filhos, a oração do Pai-Nosso, que é entregue a quantos se querem tornar discípulos do Senhor, que com Ele dão graças ao Pai.

quinta-feira, 30 de março de 2017

2 Abril 2017 – 5º Domingo da Quaresma – Ano A

Jesus é companhia
na cruz do dia a dia
1.- Estamos a viver o quinto domingo da Quaresma.
2. - Já estamos muito próximos das celebrações centrais da nossa fé cristã - o mistério pascal – Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
3. - Hoje no Evangelho encontramos a morte de Lázaro, amigo de Jesus, e a quem Jesus restitui a vida.
1. - Apercebemo-nos da tristeza e da dor de Marta e Maria, irmãs de Lázaro. Registamos também os muitos amigos que as vieram confortar.
2. - A morte é e sempre foi uma realidade dolorosa na vida da humanidade.
3. - Bem sabemos o que nos custa a morte dos nossos familiares e amigos, a morte daqueles que fizeram e fazem parte das referências fundamentais do nosso viver.
1. - Depois pensamos sempre no que estará para lá da morte…
2. - A fé diz-nos tudo… Mas as dúvidas são tantas!
3. - É complexo o mistério da morte!1. - Complexo e doloroso. Há lutos tão difíceis! Há gente que
ficou tão sozinha, tão desamparada.
2. - E o medo da nossa morte? Será que teremos a graça de ir para “um bom lugar”?
3. - Não haja dúvida. A morte é um grande peso na cruz da nossa vida.
1. - Um peso do qual não podemos fugir.
2. – Porém, de Jesus, vem-nos a Boa Nova: a morte não é o fim de tudo, mas a porta aberta para a plenitude feliz.
3. - E Jesus na morte também está do lado de cá. Também Ele aceitou passar pela morte. E morte na Cruz!
1.- E Jesus na morte também está do lado de lá! Sim… Do lado de lá para nos receber no seio feliz do Pai.
2. - Ao recuperar a vida de Lázaro morto já há uns dias, Jesus está a dizer-nos que tem poder para nos recuperar da morte.
3. - A ressurreição de Jesus é sinal e caminho da nossa ressurreição.
1. - Aceitemos Jesus no mistério da morte; da morte dos outros e na nossa morte.
2. - Também é Ele que leva connosco a cruz da nossa morte.
3. - A Cruz da nossa morte transforma-se em Cruz da Ressurreição
1.- Faz-nos bem ouvir o seguinte texto: 
2 - «A morte despoja-nos de tudo.
Tudo fica da banda de cá do túnel sombrio da morte: dinheiro, prédios, ouro, valores materiais tantas
vezes amontoados na avareza e ambição,  benesses e condecorações, cargos importantes, na Igreja, na política ou em qualquer sector da sociedade. Nada segue connosco. Partimos de mãos vazias, essas mãos que obedeceram ao nosso cérebro ao serviço do amor ou ao serviço do ódio. Mas há alguma coisa que podemos levar invisivelmente em nossas mãos frias: é precisamente o que deram as nossas mãos vivas:
3. - É o carinho que repartiram pelos tristes e sós;
1.- É o auxílio que prestaram, o bem que espalharam no itinerário da vida;
2. - É o pão que nossas mãos distribuíram, o agasalho com que cobriram, a ajuda material que partilharam, a caridade que semearam enquanto a justiça não nasce em toda a terra;
3. - É o amor que repartimos com os marginalizados: com as crianças sem pão e sem afeto, com os idosos que arrastam a sua solidão e as suas carências, com os doentes, com os drogados, com os infelizes...
Todos: - Só as mãos que foram asas de amor partirão cheias para o Além...»                         
1.- A morte faz parte da nossa vida e do nosso viver. É preciso saber morrer em cada dia para acolhermos a verdadeira vida.
2.- Não estamos sob o “domínio da simples natureza”; mas sob o domínio do “Espírito de Deus que habita em nós”. 
3.- Aceitemos construir o nosso viver sustentados pelo Espírito de Deus.
1. Cristo carrega connosco a cruz da morte. E garante-nos a vida.
Todos: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, embora venha a morrer viverá; e todo aquele que vive e acredita em mim nunca mais morrerá.”

quarta-feira, 29 de março de 2017

IGREJA DE TAROUCA: PINTURA MURAL


Existe uma pintura mural, com o tema da "Ressurreição", situada no arcossólio da Igreja Paroquial de Tarouca. Trata-se de uma pintura que se destaca pela sua singularidade, existindo poucos exemplares desta época ( séculos XV e XVI) na nossa zona.

Quando o telefone toca


D. Alzira Meireles não é uma mãe "baldas". Não foi nem é mais uma amiga dos seus filhos. É uma mãe amiga!
Costuma dizer que mãe não tem prazo de duração. Uma vez mãe, mãe para sempre. Por isso, enfastia-se com outras mães que dizem que, enquanto os filhos foram pequenos, procuram orientá-los. Mas quando são adultos, já nada podem fazer,  é lá com eles. Não pensa assim D. Alzira Meireles.  Nem age assim. Refere  que ser mãe é saber estar e atuar nas diferentes fases da vida dos filhos, sempre com respeito pela maneira de ser de cada um.
Atualmente nenhum dos seus três filhos está por cá, a vida levou-os para longe. Vive com o marido e uma cunhada solteira que sempre esteve com eles.
O telefone toca várias vezes durante a semana. O clima é de grande empatia familiar e as conversas tendem a prolongar-se. D. Alzira é  quem põe ponto final. "Filho(a), estás a gastar muito". A última voz a ecoar é a dela e tem o sabor de uma resposta que lhe brota da alma: "Eu também gosto muito de ti!".
Em cada telefonema, D. Alzira Meireles insiste e persiste no mesmo. Com voz doce, mas firme e convicta. "Filho(a) tens ido à Missa? Rezas? Sem Deus não somos nada! Acompanhas os meninos na vida catequética? Olha que Deus é a maior herança que podes deixar aos teus meninos!"
"Ó mãe, sempre o mesmo!... "
"Pois, meu filho (minha filha), também nos perguntamos sempre se estamos bem!"
Casal crente, D. Alzira e seu marido não deixam a fé na gaveta. Lembram-na, transmitem-na mesmo através dos fios telefónicos. A começar pelos seus, pois, como dizem os ingleses, "a caridade começa em casa."
Tantas mães e pais falam apenas com os filhos sobre a saúde, a prosperidade ou precaridade da vida, sobre peripécias familiares... Mas sobre Deus....

segunda-feira, 27 de março de 2017

Aberta a todos os interessados...


Várias mulheres tiveram um papel fundamental na vida de Jesus

Maria de Nazaré, Maria Madalena, a samaritana ou a cananeia. Elas estavam lá desde o início. Apesar de desprezadas pela história, várias mulheres tiveram um papel fundamental na vida de Jesus. Muito mais decisivo do que se pensava tradicionalmente. A investigação bíblica recente começa a desvendar factos que contradizem a ideia feita. E a vincar que as mulheres fazem parte do grupo de discípulos de Jesus de forma igual à dos homens.

Madalena é, disso não há dúvida, a primeira pessoa a quem Jesus aparece após a ressurreição. “É a ela que ele diz: vai e anuncia; é patente que Jesus não aparece a Pedro nem à mãe”, nota a teóloga espanhola. E Maria Vaz Pinto recorda que, após a ressurreição, quando Maria pensa que é o jardineiro e reconhece Jesus ao ouvir chamar pelo seu nome, ela quer agarrá-lo. Mas Jesus diz-lhe “não me detenhas” – o célebre Noli me tangere fixado em dezenas de obras ao longo da história da arte. “Ele empurra-a para os outros e ela vai”, o que faz dela uma das principais seguidoras.


Veja AQUI o texto que aborda  o importante papel que várias mulheres tiveram na vida de Jesus.

sábado, 25 de março de 2017

REUNIU O CONSELHO PASTORAL PAROQUIAL

Foto de Centro Paroquial Santa Helena.
Em 24 de março reuniu o Conselho Pastoral Paroquial no Centro Paroquial.
O representante de cada grupo apresentou à comunidade o contributo do seu grupo para a pastoral comunitária e elencou as dificuldades sentidas.
1. Foi referido o dia 27 de novembro - Inauguração do Centro Paroquial - como um grande dia. Desde a cerimónia do Crisma em que sobressaiu a bondade de D. Jacinto, que falou pouco mas bem, tendo os jovens estado à altura, passando pelo almoço e a merenda e terminando na atuação dos grupos da catequese e grupos musicais. Foi uma comunidade em festa.
2. Falou-se da presença de catequistas no Dia Diocesano do Catequista de onde os que foram vieram satisfeitos, pois ouviram falar de Jesus com entusiasmo e clareza. Três palavras marcaram a repercussão que a palestra teve no seu coração: ingratidão, procura e acolhimento.
3. A catequese tem melhorado um bocadinho, há menos faltas este ano, as atividades catequéticas decorrem normalmente e a presença dos catequizandos nas Eucaristias quaresmais tem estado à altura, tendo alguns pais manifestado gratidão junto dos catequistas pelo trabalho realizado  nas referidas Eucaristias.
4. Mereceu especial ênfase o Encontro de Pais realizado em fevereiro no Centro Paroquial. Elementos designados pelo Conselho Pastoral para a dinamização deste Encontro apresentaram ao Conselho uma síntese dos assuntos tratados  e abordaram a metodologia seguida. (Neste blog, aqui, desenvolvemos o assunto).
Os dinamizadores disseram que foi gratificante o trabalho realizado, que as pessoas se sentiram bem nessa tarde de domingo, que a reunião foi proveitosa.
5. Sobre o Encontro de Pais, os conselheiros manifestaram-se:
- É bom pensar em mais encontros deste género para anunciarmos Deus, a Sua Palavra,  O conhecermos melhor, pois nem sempre conhecemos bem aquilo em que acreditamos.
- Muitas vezes os pais dão muitas ideias, fazem muitas propostas, mas depois não aparecem e não põem em prática o que foi sugerido nos encontros.
- Nestas coisas, as pessoas devem sugerir coisas com que estejam dispostas a comprometer-se e não coisas para os outros fazerem.
- Na vida pastoral há que insistir e persistir. Nada de desistir diante dos contratempos ou da menor adesão das pessoas. Nunca poderemos impor, mas teremos sempre que propor.
6. Falou-se da revitalização do escutismo na Paróquia. A Chefe Arlete, indicada pelo Assistente para o cargo como é da lei, falou das dificuldades do arranque, mas também do enorme entusiasmo que envolve  toda a equipa dirigente. Disse que o Agrupamento 1006 de Tarouca pautaria a sua conduta pelas normas do CNE (Corpo Nacional de Escutas), numa conjugação de esforços com os pais, a Paróquia e seus grupos. Referiu a importância do escutismo para a formação integral dos jovens, indicou o prazo de inscrição dos candidatos a escutas.
Os presentes saudaram a revitalização do escutismo, agradeceram aos que se disponibilizaram para o dirigir e mostraram vivo interesse em acolher bem, pois o escutismo ajuda a mudar o modo de vida. Houve quem se disponibilizasse para ficar no grupo de apoio ao escutismo.
7. Em relação ao Grupo Coral, quem dele faz parte aprecia o ambiente de carinho, alegria  e acolhimento existentes. Foi referida a disponibilidade para colaborar na vida da comunidade e com outros grupos. Disse-se  ainda que a persistência, o testemunho, o respeito são meios para ajudar os grupos a crescer. Tanto neste como em todos os outros grupos.
Alguns dos presentes disseram que o Coral torna a vivência cristã mais agradável e encantadora.
8. Sobre as Procissões da Quaresma/Semana Santa, os responsáveis presentes disseram que está tudo encaminhado,  que a semana que vem (2-9 de abril) vai ser de enorme luta, que se espera a participação ativa da comunidade. Estas procissões envolvem muita gente - andores, alfaias, figurantes... muita gente! Espera-se ainda das pessoas uma postura condigna, tanto dos que participam como dos que estarão a observar.
8. Em relação ao Apostolado da Oração, disse-se que há cada vez menos gente, menos interesse e adesão.
9. Sobre o Centro Paroquial, um elemento do Conselho Económico presente disse que a obra está quase terminada (faltam as grades e o som), falou de natural satisfação e referiu que  não foi preciso recorrer ao financiamento externo, graças as pessoas e entidades que ajudaram. Adiantou outras intervenção que é preciso fazer: restauro interior da Igreja Matriz, Santa Helena, Casa Paroquial, capela do Castanheiro...
10. Os representantes dos povos sublinharam:
- Em  Quintela, Vila Pouca e Ponte das Tábuas há cada vez menos gente e estão sem jovens.
- Em Teixelo, as recentes obras da capela contaram com a intervenção da representante deste povo no Conselho Pastoral no sentido da mobilização e adesão das pessoas cuja recetividade merece ser assinalada.
- Em Esporões o peditório para as Procissões correu dentro da normalidade e falou-se da simpatia daquele povo.
- Também em Arguedeira as coisas correm normalmente e já foi feito o peditório para as Procissões.
- No Castanheiro do Ouro, onde o número dos praticantes é baixo, há muitas casas mas bastantes estão vazias, normalmente devido à emigração. Dada a multifacetada origem das pessoas que aí vivem, há diversas maneiras de encarar e estar na Visita Pascal, o que não deixa de ser interessante.
11. Ficou decidida a organização dos gírios pascais.
12. De 15 a 30 de abril, as pessoas que pretendam participar na Peregrinação Diocesana a Fátima, em 17 de junho, devem escrever-se e pagar a passagem junto do seu representante no Conselho Pastoral.
13. Foi aprovado o tema para a mensagem a levar às famílias non próximo dia de Páscoa. Ficou uma equipa responsável pela redação da citada mensagem.
14. Em relação à utilização do Centro Paroquial, foi dito que era muito mais importante que fosse requisitado o palco do que a cozinha. Isto é,  mais do que jantares, precisamos de cultura, formação, atividades lúdico-formativas. Cabe à criatividade da sociedade pensar e realizar tais ações em vez de esperar que sejam sempre os outros a fazê-lo. O Pároco informou ainda que não se podia criar a ideia de que ele tinha que estar sempre presente fosse qual fosse a ação a realizar, pois isso é impossível. Quando houver qualquer ação para que a Paróquia seja convidada, alguém do Conselho Económico ou Pastoral pode representá-la.
15. Para problemas novos, respostas novas. Hoje os "avisos" na Missa já não têm impacto que tinham noutro tempo. Também o Facebook não dá garantias. Logo o melhor processo de criar adesão é o contacto pessoal, pessoa a pessoa.
16. Na próxima reunião o Conselho Económico pronunciar-se-á sobre uma ideia surgida neste encontro: a realização de uma passagem-de-ano no Centro Paroquial. É um assunto complexo, pelo que merecerá a melhor auscultação e reflexão dos conselheiros.
17. Por iniciativa de um grupinho de pessoas, as ruas onde vai passar a Procissão do Corpo de Deus vão ser embelezadas, esperando-se a colaboração da população.
18. Foi referido o Sábado de Ramos como um dia da maior importância na vida da comunidade. É o JUBILEU! Oportunidade de saborear, acolher e agradecer a misericórdia de Deus que perdoa sempre. Então, apóstolos do perdão de Deus!

Direta com Deus 2017

 

23 horas de 24 de março. Início da Via Sacra  pelo escadório de Nossa Senhora dos Remédios.
Previa-se mais  frio, dado o tempo que se tem feito sentir nestes últimos dias.
Um grupo de pessoas soube dizer não ao convite do tempo para ficar em casa e arriscou. Não se arrependeu. Deus vale sempre a pena.
Chegados ao Santuário, iniciou-se a Exposição e a Adoração do Santíssimo Sacramento, presidida pelo Pároco de Salzedas.  Também o Pároco de Tarouca presidiu a um momento de adoração coletiva e ao terço. A adoração  prolongou até às 6 horas do dia 25, altura em que o  Reitor do Santuário, após a Bênção do Santíssimo Sacramento, presidiu à Eucaristia de encerramento.
Aquelas horas passaram a correr, tal o enlevo, empenho e participação das pessoas. Os momentos de silêncio alternaram com a oração colectiva e participada.
Saliente-se o papel das Irmãs que prestam serviço no Santuário no acolhimento, dinamização da oração.
Durante a noite houve quem se aproximasse do Sacramento da Confissão, experimentado a Misericórdia de Deus.
Como diziam as pessoas, foram momentos únicos, que encheram o coração e ajudaram a saborear por dentro o encanto da presença de Deus.
Lá do trono, a Senhora dos Remédios olhava para nós como que a chamar-nos para Seu Filho solenemente exposto no altar, recordando o pedido que fizera no Evangelho: "Fazei tudo aquilo que Ele vos disser."
Foi o Papa Francisco que lançou a toda a Igreja  o apelo das "24 horas para o Senhor".
Na comunhão da Igreja, os  que foram sentiram-se assim unidos  a Maria Santíssima, exatamente quando se celebra a Anunciação do Senhor (de hoje a 9 meses é Natal).
Um bem-haja sincero ao P.e João António, Reitor do Santuário, pelo convite, acolhimento e à-vontade que nos ofereceu.
Parabéns a todos os que participaram e obrigado pelo testemunho.

AGORA PERGUNTEMO-NOS:
Tanta desculpa para não marcar presença!!!| "Está frio"; "É muito tarde"; "Ora, ir para longe, ainda se fosse na nossa terra!"; "Era o que faltava gastar dinheiro com a gasolina!"; "Para rezar não é preciso isto"...
Pois, mas para ir para a night, para ouvir um cantor ou cantora da moda, para andar nas corridas e nos passeios, para jantar fora, para passar tempos numa grande superfície, etc, já não está frio, já não é tarde, já não interessa que seja longe, já não se liga à gasolina e outros gastos, já para isto tudo é preciso...
Quando chutamos Deus para canto ao serviço das nossas conveniências, os resultados aparecem e estão à vista de todos. Basta ver a TV!
Se Deus não tem lugar no coração das pessoas, se Deus não é o primeiro, quem ocupará o lugar de Deus? Quem é o primeiro na nossa vida? 

quinta-feira, 23 de março de 2017

26 Março 2017 – 4º Domingo da Quaresma – Ano A

Leituras: aqui

QUARESMA 2017 – IV DOMINGO - A cruz da doença – A cegueira 
1. - Estamos a viver a quarta semana da Quaresma. A Páscoa está cada vez mais perto.
2. - O nosso caminho de conversão continua.
3. - No Evangelho de hoje aparece um cego de nascença a quem Jesus curou.
1. - As pessoas atribuíam a sua doença ao pecado que ele ou os pais teriam feito
2. - Jesus diz-nos que não. Nem ele nem os seus pais pecaram para ele ter aquela doença.
3. - Hoje e durante esta semana somos convidados a pensar nas limitações físicas e mentais presentes na nossa vida.
1. - Somos convidados a ter em conta a doença. O seu peso é enorme na cruz da nossa vida.
2. - Se tivermos em conta que as limitações dos outros também nos fazem ou podem fazer sofrer, facilmente nos sentimos envolvidos no mistério da doença como peso doloroso na cruz da nossa vida.
Todos: A doença é presença na vida de todos nós.
1. - Quem não tem um familiar, um amigo, um parente próximo, um conhecido que não tenha alguma doença física ou mental?
2. - Quem de nós está livre de um problema grave de saúde física ou psicológica?
3. - Quem tem garantido, pelo facto de ser ainda novo, que a doença está longe?
Todos: - A doença faz parte da nossa vida. Torna mais pesada a cruz da nossa vida.
1. - Quantos sonhos desfeitos devido a doenças e a limitações inesperadas! Quantas vidas diminuídas! Quantas vidas penosamente arrastadas.
2. - São anos e anos de consulta em consulta, de medicamentos mais medicamentos.
3. - São anos e anos a viver entrevados numa cama.
1. - São anos e anos de dependência dos outros.
2. - E depois sente-se que as coisas não vão melhorar. Mas vão caminhando para o fim.
3. - Tantas limitações de ordem física. Tantos problemas de ordem psicológica. Tantas disfunções mentais!
Todos: Valerá a pena viver assim? Que sentido tem esta cruz? Quem nos pode ajudar nesta cruz?
1. - Agradecemos o trabalho e a dedicação daqueles que cuidam dos doentes.
2. - Agradecemos os esforços da medicina e todo o pessoal envolvido na assistência médica e nos cuidados de saúde.
3. - Agradecemos as instituições ligadas à saúde e ao acolhimento das pessoas física e psicologicamente debilitadas.
1. - Agradecemos as atenções e o carinho que tantos voluntários manifestam no apoio aos doentes.
2. - A nossa vida e a sociedade estão cheios de gestos e sinais de generosidade para com as pessoas limitadas. Há tanto amor sacrificado e escondido no cuidado dos enfermos, nas famílias e nas instituições sociais.
Todos: - Amigos, não caminhamos sozinhos. Há muitas ajudas na nossa vida. Há muitas presenças nas nossas doenças.
3. - Sim! Temos de o reconhecer e agradecer. Mas faz-nos mais felizes por sabermos que essas ajudas veem todas da grande fonte que é Jesus!
1. - É verdade! Jesus está sempre connosco. Ele é a Grande Ajuda.
Todos: - Jesus é companhia na cruz do dia a dia. Ele ajuda-nos a levar a cruz da doença.
2. - Ajuda-nos o saber que Deus nos aprecia e nos considera com muita dignidade, apesar de tão limitados.
3. - Na primeira leitura na envolvência da escolha de David para rei de Israel ouvimos dizer, da parte de Deus o seguinte: 
1. - «Não te impressiones com o seu belo aspeto, nem com a sua elevada estatura, pois não foi esse que Eu escolhi. Deus não vê como o homem: o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração».
2. - Deus olha-nos sempre com apreço e carinho, ainda que o nosso aspeto físico mental ou moral, não seja o mais agradável.
3. - A doença percebida à luz da fé pode ser a uma grande “mais valia” na redescoberta de Deus, no reencontrar o rosto misericordioso de Deus Pai. Pode ajudar-nos a passar das “trevas para a luz”. O cego de nascença que foi curado por Jesus, só teve a cura completa quando se abriu à fé em Jesus Cristo.
Todos: - Aceitemos a cruz da doença na nossa vida.
1. Saibamos estar sempre sensíveis a atentos às pessoas enfermas
2. - Olhemos a doença com o olhar novo de Jesus
3. - Não o esqueçamos. Jesus carrega connosco a cruz da nossa doença.
1. - Ele sofre connosco e ajuda-nos a encontrar o remédio até à cura total.
2. - E já sabemos que a cura total é a luz da fé que nos garante que quando não podemos nada é que podemos tudo, porque totalmente dependentes e confiantes em Deus Pai.
Todos: - A cruz da doença há de tornar-se na Cruz da Ressurreição, a cruz do perdão e da comunhão feliz com Deus.

quarta-feira, 22 de março de 2017

O QUE É O CNE?


O CNE – Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português é uma associação de juventude, destinada à educação integral dos jovens de ambos os sexos, baseada no voluntariado; é um movimento de carácter não político, aberto a todos, em conformidade com as finalidades, princípios e método tal como foram concebidos pelo fundador Baden Powell.


O Corpo Nacional de Escutas – C.N.E. é o Escutismo Católico Português, movimento de voluntariado e auto-educação de rapazes e raparigas, com o apoio de adultos. Os escuteiros do C.N.E. querem viver integralmente o Escutismo, como estilo de vida proposto por Baden Powell, seu fundador, em fraternidade e de forma criativa, à luz de Jesus Cristo e o Evangelho.

 O C.N.E. privilegia o contacto com a natureza e promove o respeito do escuteiro por si próprio e pelos outros. A vida em pequenos grupos e o compromisso pessoal são elementos fundamentais do método escutista que se desenvolve na acção, na responsabilidade de cada um e no serviço aos outros, começando em casa.


 Na comunidade, o C.N.E. assume a missão de formar, contínua e progressivamente, o Homem-novo, aquele que, inconformado e humildemente, procura a perfeição como resposta aos desafios da Igreja, da Sociedade e da Família, rumo à Felicidade.”

Procissão do Santíssimo Sacramento e embelezamento das ruas em Tarouca


Há dias, a comissão que fez em Tarouca o peditório para os Procissões da Semana Santa, veio apresentar uma proposta.
Tendo em conta a Procissão do Santíssimo Sacramento - a Procissão das Procissões - que vai realizar-se em 15 de junho próximo, propôs-se dinamizar o embelezamento do percurso da Procissão.
Nesse dia, Profissão de Fé e Crisma em Tarouca, a Eucaristia será celebrada no salão do Centro Paroquial, saindo daí a Procissão do Santíssimo rumo à Igreja Paroquial onde, após a Bênção, terão lugar as cerimónias finais desse dia.
O percurso da Procissão será este: Centro Paroquial - Lar da Santa Casa - Rua de São Miguel - Rua das Adegas - Avenida Vice-Almirante Saavedra - Igreja Paroquial.
Então a ideia é atapetar de flores e verdes estas ruas, colocar as colchas nas janelas, embelezar o ambiente.
Claro que esta é uma tarefas que cabe a todos porque Cristo é de todos e para todos.
Louve-se a ideia da referida comissão. Em comunidade todos somos chamados a ter ideias e a ter vontade de as concretizar na comunhão com todos.
Assim, merecem uma palavra de parabéns o sr. Ernesto, a D. Leonor e a D. Emília.
Vamos a isto, comunidade cristã tarouquense?

terça-feira, 21 de março de 2017

Conhece os quatro “C” para uma boa confissão?

Faça sua confissão completa. Não omita qualquer pecado mortal, é claro; e certifique-se de incluir os pecados veniais que lhe estão a causar algum problema. Mais importante ainda, não se esqueça daqueles pecados que o deixam embaraçado. É melhor começar a se confessar pelos pecados que tem mais dificuldade em admitir. Depois disso, eles só podem ficar mais fáceis.
Faça uma confissão contrita. Cuidado com seus pecados. Lembre-se de que foi a Deus que você ofendeu, e Ele o ama tremenda e generosamente.
Faça uma confissão clara. Não seja subtil. Não cubra os seus pecados com eufemismos. Certifique-se de que o padre entende o que você quer dizer.
Faça uma confissão concisa. Não há necessidade de entrar em detalhes sangrentos. Muitas vezes, quando assim falamos, estamos apenas a tentar desculpar-nos por ter inventado circunstâncias especiais ou por ter culpado os outros. Por outro lado, o tempo do sacerdote é valioso e será bem gasto com outro penitente.
Novamente, porém, o importante é confessar-se! Não a deixe para outro dia!
Fonte: aqui

segunda-feira, 20 de março de 2017

ESTAMOS A CRISTIANIZAR O MUNDO OU (apenas) A MUNDANIZAR O CRISTIANISMO?



1. O Cristianismo tem marcas do mundo e o mundo tem marcas do Cristianismo.
Até certo ponto, é natural que o Cristianismo se mundanize. Mas não deveria ser prioridade trabalhar para que o mundo se cristianize?

2. Estamos distantes de um mundo cristão.
Mas consta que, apesar das sucessivas advertências do Papa Francisco, nem sempre andamos longe de um Cristianismo mundano.

3. Estará a falhar a resposta do mundo? Ou não estará a vacilar sobretudo a proposta cristã?
Às vezes, parece que, em lugar de intervir no mundo com os critérios do Cristianismo, optamos por intervir no Cristianismo com os critérios do mundo.

4. Será que uma crescente igualização produz maior proximidade?
Se o Cristianismo não se diferencia do mundo, que necessidade sentirá o mundo de se aproximar do Cristianismo?

5. É possível que se tenham cavado distâncias para salvaguardar as diferenças.
Segundo Yves Congar, passamos do ideal de um Deus sem mundo para o ideal de um mundo sem Deus.

6. Para neutralizar as distâncias, será necessário amortecer as diferenças?
O problema, entretanto, não deixará de persistir. Se não avulta a diferença cristã, para quê tornar-se cristão?

7. Se nos resignamos a ser como os outros, que motivação terão os outros para ser como nós? Se não se nota Cristo em nós, que subsistirá de diferente em nós?
Cristianizar não é dissolver o Evangelho no mundo; é transformar o mundo com o Evangelho.

8. Não travemos o mandato missionário.
Jesus não Se limitou a enviar-nos ao mundo (cf. Mc 16, 15). Acrescentou logo o imperativo de levar o Evangelho a toda a gente que há no mundo (cf. Mc 16, 15).

9. O Evangelho é o que há de mais diferente. E, nessa medida, é o que sobressai como mais urgente.
Será que a nossa presença faz ressoar esta diferença? Não é para que tudo fique igual que Jesus nos quer como fermento, luz e sal (cf. Mt 5, 13-14; 13, 33).

10. É para o mundo mudar que Jesus não cessa de nos convocar. É esta inquietação que alimenta permanentemente a missão.
É inevitável que vamos mudando com o mundo. Mas o que Jesus espera é que contribuamos para mudar — definitivamente — o mundo!

João António Teixeira, in Facebbok

domingo, 19 de março de 2017

2017 - Casais em Bodas de Prata e Bodas de Ouro

 
A comunidade celebrou hoje as Bodas de Prata e de Ouro dos casais que as festejam no ano de 2017.Anteriormente havia sido dirigido um convite pessoal a cada casal. Seis aceitaram o convite, 2 em Bodas de Prata e 4 em Bodas de Ouro.
Num período em que cada vez mais não se dá importância à família e se desvalorizam os valores que só no seio da família se podem aprender, agradecemos a sua presença e, sobretudo, enaltecemos as suas vidas em família.
Que a Sagrada Família de Nazaré continue a ser o seu modelo e lhes continue a mostrar o caminho a seguir e que eles próprios possam servir de modelo a todos os casais mais jovens da nossa Paróquia.

Àqueles que gostariam de ter vindo mas não puderam - esta zona tem uma forte corrente migratória - dizemos que estamos unidos a eles. Aos que não quiseram vir, afirmamos que não perdemos a esperança.

Os casais presentes participaram na Celebração e renovaram os seus votos matrimoniais.
Foi com alegria e emoção que os acolhemos e assistimos à sua Bênção como casais.
Foi encantador aquele momento em que pais e filhos uniram as mãos para um prece de agradecimento e de súplica pela paz, harmonia e encantamento no lar.
foi com grande convicção que desejamos que as famílias sejam espaço de paz que brota da caridade. Afinal nada agrada mais aos pais do que sentir que os filhos se dão bem, são unidos e solidários.

Foi com imensa confiança que a comunidade entregou a cada casal um pequena lembrança com a certeza de que vale a pena celebrar um amor sem prazos de duração.
Foi com entusiasmo que revoou pelo templo o "Parabéns a Vocês".

quinta-feira, 16 de março de 2017

19 Março 2017 – 3º Domingo da Quaresma – Ano A


Leituras: aqui

A cruz da fome -  A sede de Deus.

1. - E lá vamos nós caminhando na Quaresma. Vamos sentindo o convite a olhar a nossa vida, nas suas limitações, a reconhecê-las e a olhá-las em relação com Jesus Cristo que nos oferece a salvação.
2. - A nossa vida por vezes é pesada, muito pesada. São tantas as situações que tornam pesado o nosso viver.
3. - É a nossa cruz, a cruz do nosso viver.
1. - Esta semana somos convidados a ter presente uma realidade que pesa muito na nossa vida e na humanidade: a fome, a fome existente no mundo.
2. - É um drama, continua a ser um drama. Cerca de 795 milhões de pessoas em todo o mundo vivem em situação de subnutrição. Vivem em situação de incapacidade em obter comida suficiente para atingir os níveis mínimos de energia necessários para uma vida saudável e ativa.
3. - Milhões de pessoas vivem em clima de insegurança alimentar. Atormenta-os a preocupação ou incerteza de vir a passar fome, têm de recorrer a alimentos mais baratos, por vezes menos nutritivos. Outras são forçadas a diminuir a quantidade ou frequência das refeições.
1. - Entre nós, quantas situações de desemprego, de trabalho mal remunerado, quanta incerteza em relação a um futuro economicamente estável!
2. - Quantos têm de procurar longe dos seus o sustento do dia a dia!
3. - Tudo isto torna pesada a nossa vida.
1. - Sim! E tudo isto tem a ver connosco.
2. - Sentimos a injustiça de um mundo de grandes desigualdades. Enquanto uns morrem de fartura, outros morrem à fome. E isto pesa-nos.
3. - Isto dói-nos. A nossa consciência não nos deixa tranquilos. Fazemos parte desta humanidade. Somos solidários no bem e no mal.
1. - Mas se pensarmos na outra fome!
2. - Há outra fome?
3. - Sim há outra fome. Há outras fomes e sedes. Também muito pesadas e dolorosas.
1. - Peguemos nos dizeres de um poema que alguém escreveu:
Todos: Todos temos fome
1.- Bem sabes que todos temos fome: Fome de pão, fome de amor, Fome de conhecimento, fome de paz.
Todos: Este mundo é um mundo de famintos.
2.- A fome de pão, é a que mais nos comove, mas não é a que mais nos perturba.
Que nos dizes da fome de amor daquele que de­seja ser amado e passa pela vida sem que ninguém
lhe dê uma migalha de ternura?
3.- E quanto à fome de conhecimento?
A fome do pobre de espírito que deseja ardentemente saber
e choca brutalmente contra o pedestal de granito da dificuldade?
1.- E a fome de paz que atormenta o peregrino in­quieto,
obrigado a rasgar os pés e o coração por esses caminhos?
Todos: Sim. Todos temos fome e, portanto, todos pode­mos fazer caridade.
2.- Aprende a conhecer a fome daquele que fala contigo...
No sentido de que além da fome de pão todas as outras se escondem.
Porque, quanto maiores, mais escondidas...
3. - Na verdade este poema ajuda-nos a reconhecer a fome que mais nos pode fazer sofrer. Somos famintos, de ternura, amizade, compreensão. Temos fome e sede de Deus.
1. - E todos nós podemos contribuir para aumentar o sofrimento dos que têm fome, ou ajudar a que ele desapareça e se transforme em gosto de viver.
Todos: Temos de o reconhecer: a fome faz parte da cruz da nossa vida. Mas connosco está Jesus. Ele carrega também a nossa cruz.
2. - Com fome corremos o risco de duvidar de Deus e da sua providência amiga como aconteceu com o povo de Israel ao sentir as dificuldades da saída do Egito a caminho da terra prometida.
3. - Mas Deus está sempre connosco e a sua ajuda, por vezes é discreta, passa quase despercebida, mas é eficaz.
1. - O encontro de Jesus com a Samaritana dá-nos muita confiança. Aquela mulher tinha necessidade da água para viver. Mas tinha muito mais necessidade de amor, compreensão, luz. A sua sede interior era muito grande.
2. - Jesus deu resposta à sede física e à sede espiritual.
3. - A sede põe-nos num caminho de procura. Aceitemos Jesus que vem ao nosso encontro. Deixemos que tome conta da nossa sede e da nossa fome. Deixemos que Ele carregue connosco a cruz da nossa fome e da nossa sede.
1.- Jesus ensina-nos a partilhar. Com Ele haverá pão para todos: o pão que alimenta o corpo; o pão que alimenta a alma.
Todos: - Jesus é companhia na cruz do dia a dia. A cruz da nossa fome há de transformar-se em cruz da ressurreição. Haverá pão para todos, porque todos saberão partilhar. A nossa sede de Deus vai ser saciada.