sexta-feira, 30 de setembro de 2011

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano A

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Leituras: aqui

Comentário às leituras: aqui

Semana de Educação Cristã

A Semana Nacional de Educação Cristã, a decorrer de 2 a 9 de outubro, terá como tema mobilizador «Educação Cristã e família».
A Igreja está preocupada com as dificuldades colocadas às famílias, incluindo "leis civis" que não as respeitam, antes as "agridem". "Se este processo não for contrariado, a família vai-se tornando, pouco a pouco, uma instituição frágil, desagregada e socialmente irrelevante", pode ler-se numa Nota Pastoral da Comissão Episcopal da Educação Cristã (CEEC).
Os bispos da CEEC destacam a "missão da família cristã no processo educativo dos filhos e na transmissão e educação da fé" e como "espaço de valores morais, de oração, reconciliação, abertura a projectos de vida e a compromissos apostólicos".
A nota pastoral indica que uma das tarefas da família, "de importância decisiva para a sociedade e para a Igreja, é o dever irrenunciável dos pais da educação dos seus filhos em todos os aspectos e da transmissão da fé".
Em particular, o documento deixa uma chamada de atenção "às famílias que continuam a dizer-se cristãs, mas que, conservando uma expressão religiosa tradicional, deixaram empobrecer a sua ligação a Deus e à Igreja, uma atitude que, em alguns a aspectos, acaba por atingir os seus filhos".
Mas nem tudo é negativo. Em declarações à Agência ECCLESIA, Elisa Urbano do Secretariado do Ensino Religioso de Aveiro destaca o facto de se registarem "cada vez mais inscrições" na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), ao nível da diocese de Aveiro e em outras dioceses.
"Reflexo não só de "uma maior abertura das escolas à disciplina", segundo aquela responsável, mas também de uma mudança de atitude por parte das pessoas, que revelam uma maior "carência de espiritualidade".
"Temos cada vez mais alunos que não são crentes nem baptizados e, no entanto, procuram a nossa disciplina, esta iluminação cristã dos saberes e da cultura", aponta a professora.
Contrariando também a tendência de anos anteriores, muitos estabelecimentos de ensino na região estão a abrir inscrições para o primeiro ciclo, o que é encarado pelo SDEREA como uma "grande responsabilidade".
In O Amigo do Povo

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Centro Paroquial: as obras vão andando. E a sua oferta???







Caros visitantes, amigos e paroquianos:
Como se pode ver pelas fotografias, as obras do Centro Paroquial vão andando.
Caminhamos para "os finalmente"... Claro, que falta  a 3ª parte, ainda nas mãos do arquitecto.

Amigo, amiga!
Já deu a sua oferta para o Centro Paroquial?
A Paróquia pede a todos os amigos a sua colaboração. É NECESSÁRIA. São as pequenas areias que fazem os grandes areais...
Contamos consigo. Não se esqueça pela sua saúde!

29 de Setembro: São Miguel

No concelho de Tarouca tem hoje lugar o feriado municipal. Na maioria dos concelhos, o feriado municipal coincide com a festa do padroeiro da paróquia-sede. Neste caso, deveria ser São Pedro, que é o padroeiro da paróquia de Tarouca. Mas a tradição tem muita importância. E pronto, é São Miguel quem dá origem ao feriado municipal.
Não tem celebrações religiosas especiais, tirando a Eucaristia às 11 horas.

São Miguel Arcanjo, Príncipe da Milícia Celeste

“Houve uma grande batalha: Miguel e seus anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão também lutou, junto com seus anjos, mas foram derrotados, e não houve mais lugar para eles no céu (Apocalipse, 12, 7-8)”.
Quem como Deus = Miguel

“Deus criou as coisas materiais e espirituais. O diabo e os outros espíritos malignos foram criados bons por Deus, porém tornaram-se maus por si mesmos (IV Concílio Ecumênico de Latrão – 1.215)”.
Antes de ter criado o homem, Deus criou os Santos Espíritos, os Espíritos Puros, isto é, não compostos de matéria, embora por vontade divina, possam às vezes apresentar-se aos homens sob formas corporais: “Deus, desde o princípio do tempo, criou do nada duas espécies de seres: os Espirituais e os Corporais, isto é, os Anjos e o Mundo; e, depois, criou o Homem, sendo constituído de corpo e espírito, que é comum a ambos os seres (IV – Concílio Latrão – 1215)”.
As Sagradas Escrituras falam-nos de anjos agrupados em 9 coros, a saber: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos e os Anjos, que por sua vez, constituem três hierarquias. A primeira hierarquia, os Serafins, Querubins e Tronos, têm por missão o serviço principal perante o Trono de Deus; a segunda hierarquia: Dominações, Potestades e Virtudes que têm por missão o serviço no espaço da Criação; e a terceira hierarquia: Principados, Arcanjos e Anjos, que têm por missão o serviço junto à humanidade na terra.

Deus exalta os humildes e resiste aos soberbos

Quando Lúcifer, arrogante e presunçoso se levanta contra Deus, Deus cria o inferno e nele são precipitados por Miguel, Lúcifer e todos os Anjos rebeldes.
Dizem as Santas Escrituras, quer no Antigo Testamento, quer no Novo Testamento, que o Arcanjo São Miguel foi sempre muito amado e venerado pelo povo de Deus. O Senhor o constituiu guarda e protetor da nação israelita, como se lê no Profeta Daniel: “Surgirá Miguel, o Grande Príncipe, que guardará o teu povo (Daniel 12, 1)”.
São Miguel Arcanjo é honrado e invocado como guarda e protetor da Igreja e como guardião dos agonizantes pois é ele quem leva as almas dos que deixam este mundo, junto do Trono de Deus para o julgamento. A Igreja invoca-o como advogado de defesa na vida e na hora da morte.
Fonte: aqui

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Clericalização dos leigos

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"(... ) parece-me importante sublinhar um aspecto que vejo como problemático nos dias de hoje e que se exprime numa forma  de "clericalização dos leigos", que parecem fechar-se nas igrejas e na acção litúrgica, esquecendo que a sua acção específica é justamente de evangelização, a ser cumprida lá onde só eles podem chegar. O múnus sacerdotal, que é importante, não pode fazer esquecer ou escurecer o profético e régio que possui para o leigo um papel determinante na sociedade."
Rino Fisichella, in Jornadas Pastorais do Episcopado - Junho 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

27 de Setembro: São Vicente de Paulo, “O Apóstolo da Caridade”.

Jamais devemos perder de vista o divino modelo! É preciso ver Jesus Cristo no pobre, e ver no pobre a imagem de Cristo.”
«Se procurardes a Deus, encontra-Lo-eis por toda a parte...»
«Não me basta amar a Deus, se o meu próximo também não o ama»
"Os pobres abrem-nos a porta para a eternidade".

Veja aqui outros pensamentos de São Vicente de Paulo.

QUEM FOI SÃO VICENTE DE PAULO?
Na Pequena aldeia de Pooy, perto da cidade de Dax ao Sul da França, nasceu o terceiro, dos seis filhos do casal de João de Paulo e Bertranda de Morais, era o dia 24 de abril de 1581, no mesmo dia foi batizado e recebeu o nome de Vicente, que quer dizer “Vencedor do Mal”.
Vicente, assim como seus irmãos, foram instruídos por sua mãe e dela também receberam o ensino religioso.
Desde muito cedo Vicente trabalhou com pastor de ovelhas e de porcos, seus irmãos mais velho ajudavam os pais na lavoura.
A piedade e a religiosidade marcaram o nosso pequeno pastor; em frente a sua casa tinha um grande Pé-de-Carvalho e nele formou-se um buraco que Vicente colocou uma pequena imagem da Virgem Maria e onde, diariamente, se ajoelhava e fazia suas orações.
Sua inteligência e piedade, logo chamaram a atenção do vigário, que aconselhou seus pais a permitirem que ele entrasse na escola.
Foi matriculado em um colégio religioso de Franciscanos na cidade de Dax e lá fez os estudos básicos. Os estudos teológicos foram feitos na universidade de Tolusa. Foi ordenado sacerdote em 23 de setembro de 1600, estava com 19 anos, e aos 23 recebe o título de doutor em Teologia.
Pe. Vicente era muito estimado por todos, e seus sermões edificavam os seus ouvintes. Uma rica viúva que gostava de ouvir as sua pregações, ciente de que ele era muito pobre, deixou para ele uma herança, uma pequena propriedade e determinada importância em dinheiro, que estava com um comerciante em Marselha.
Ele foi atrás do devedor, encontrando-o recebeu grande parte do dinheiro; ao regressar o barco que estava foi aprisionado pelos piratas turcos, os passageiros foram levados para Turquia e lá vendidos com escravos.
Pe. Vicente foi vendido para um pescador, depois para um químico; com a morte deste, ele passou para o poder de seu sobrinho que o vendeu a um fazendeiro.
Depois de algum tempo é libertado pelo fazendeiro e retorna para França, e lá em Avinhas, hospeda-se na casa do Vice-Legado do Papa e com ele vai para Roma, lá estuda e se forma em Direito Canônico.
Pe. Vicente retorna a França a pedido do Papa para levar um documento sigiloso ao Rei e pelo Rei foi escolhido como Capelão da Rainha. Seu serviço era atender os menos favorecidos, levando o alimento material e espiritual a todos os necessitados. Visitava diariamente os hospitais, presídios, escolas etc.
O ambiente no palácio era por demais luxuoso e Pe. Vicente pediu a Rainha para ir morar numa pensão.
Com o passar do tempo Pe. Vicente conhece o Pe. Berulle, e este logo foi nomeado Bispo de Paris. Pe. Vicente foi indicado para assumir uma pobre paróquia no subúrbio de Paris; lá criou a confraria do Rosário para que seus confrades visitassem os doentes diariamente.
O Bispo Dom Berulle indica o Pe. Vicente para dar formação aos filhos do general das Galeras, assim com atender os colonos e trabalhadores de suas propriedades.
Foi residir no Palácio dos Gondi, e lá morou por 5 anos, e com auxílio da Senhora de Gondi, funda a Congregação das Missões e a Confraria da Caridade, sendo que a primeira cuidaria da evangelização dos pobres camponeses e a confraria da caridade daria assistência espiritual e corporal aos doentes menos favorecidos, era o ano de 1618.
Muitos homens, inclusive muito jovens seguem Pe. Vicente, que exige de seus filhos espirituais pregações simples e ternura em seus corações. Pe. Vicente recebe um leprosário que estava vazio, para residência de seus padres.
Somente em 1633 a ordem recebeu o reconhecimento , a bula do Papa Urbano VIII. Pe. Vicente sempre tinha um olhar de ternura e carinho para com as crianças abandonadas, os velhos esquecidos e marginalizados, os pobres e doentes, além dos encarcerados. Durante sua vida fundou grandes obras, que até hoje estão a serviço da humanidade.
Em 1633, encontra-se com a viúva Luísa de Marilac e com ela funda a Confraria das Irmãs da Caridade. Muitas damas da sociedade unem-se a nova ordem, e juntas formam um exército de voluntárias que saem pelas ruas, para visitar os presos, os idosos desamparados e principalmente as crianças jogadas nas ruas e nas sargetas da intolerância.
O Serviço Social nasce de ideais de Pe. Vicente e Luísa de Marilac; que juntos recolhem fortunas dos ricos e as distribuem para necessidades dos seus assistidos.
Em 1648, Pe. Vicente envia seus coirmãos, para as primeiras missões em Madagáscar.
Pe. Vicente dizia que: “Jamais devemos perder de vista o divino modelo! É preciso ver Jesus Cristo no pobre, e ver no pobre a imagem de Cristo.”Na madrugada de 27 de setembro de 1660, Pe. Vicente com seus quase 80 anos e uma vida cheia de lutas, conquistas e doações, entrega nas mãos do dispensador de nossas vidas, a sua própria vida. Pe. Vicente gastou-se por amor...
Seu sepultamento foi marcado pelas lágrimas de gratidão de tantos orfãos que o tiveram por pai, de tantos idosos que o tiveram por filho, de tantos doentes que o tiveram como remédio e de tantos encarcerados que o tiveram como advogado, conselheiro e amigo.
Foi canonizado em 1737, e em 1885 é declarado o Patrono de todas as obras de caridade da Igreja.
Fonte: aqui

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Alemanha: Papa regressa ao Vaticano confiante no «futuro do cristianismo»

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Viagem de quatro dias marcada por apelos à união entre católicos e ao respeito pela liberdade religiosa na Europa pós-Muro de Berlim.

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Veja aqui.

Veja ainda as melhores imagens de Bento XVI na Alemanha - aqui

Estou aí fora

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Revelador....
Há parábolas que contêm lições surpreendentes e ricas, como esta. Havia uma mulher muito, muito devota. Todos os dias ia à igreja, e mais que uma vez. Pelo caminho encontrava mendigos e crianças, mas, preocupada com as suas rezas, nem reparava nessa gente humilde. Tinha vizinhos muito necessitados e alguns vivendo em solidão, mas não ajudava nem visitava ninguém.
Certo dia dirigiu-se apressada à igreja para participar no culto como habitualmente. Empurrou a porta, mas não abriu. Empurrou com mais força, mas não conseguiu. Estava fechada à chave.
Olhou à volta, mas não viu ninguém. Olhou para cima e viu um papel colado na porta que dizia somente isto: Estou aí fora.
Só então a mulher compreendeu que Deus estava no seu mundo: nos seus vizinhos, nas pessoas que encontrava, nos mendigos que pediam e nas crianças que sorriam e brincavam. É esta verdade que muita gente que frequenta as igrejas esquece.
Esquece que o Deus a quem louvam e adoram não está aprisionado na Casa de Oração, mas que está nos caminhos da nossa vida. Está cá fora – para ser louvado com uma vida digna, para ser servido pelo serviço aos outros irmãos.
Foi Ele que deixou escrito na Bíblia Sagrada: “Quero misericórdia e não sacrifícios”. Estou também aí fora! – É o dístico invisível que a fé de cada um de nós encontra pregado na porta das igrejas.
Mário Salgueirinho, aqui

ORAÇÃO DA NOITE

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domingo, 25 de setembro de 2011

«Crê o que lês, ensina o que crês, vive o que ensinas»

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Uma coisa fica muito clara: o que importa é o que se faz e como se vive realmente, aqui e agora! Não são os feitos gloriosos do passado, nem as palavras bonitas do presente. Não basta uma religiosidade «da boca para fora», de rezas e cânticos contínuos, se tal não corresponde ao esforço de uma vida diária, conforme à vontade de Deus. Quantas vezes a vida dos cristãos fica como que cortada em dois! Actuam, organizam-se e vivem como os outros no decorrer dos dias; e ao domingo dedicam algum tempo a prestar culto a um Deus, que está ausente das suas vidas durante o resto da semana. Cristãos que se desdobram e mudam de personalidade, conforme se ajoelham ou se entregam às suas ocupações diárias. Deus não entra na sua vida familiar, nas suas relações sociais, nos seus projectos ou interesses. A fé fica é assim convertida num costume, num reflexo, num «relaxamento semanal», num luxo de fim de semana. O que se opõe à verdadeira fé não é, muitas vezes, a descrença, mas a falta de coerência entre o ser, o dizer e o fazer!
Fonte: aqui

Esta manhã, Senhor...

1. Esta mnahã, Senhor,
Como as demais, Senhor,
Dou-te as flores,
O céu, minha terra
Os homens em guerra
À procura da paz.
Dou-te o mar,
As florestas, meu povo,
E começo de novo
O caminho do amor.
Refrão: Esta manhã, Senhor,
Esta Manhã, Senhor!
2. Esta mnahã, Senhor,
Como as demais, Senhor,
Meu caminho
Eu começo sorrindo,
Pois tudo é tão lindo
Onde existe o amor.
Nas crianças,
Nos jovens, nos velhos,
Vou ler o evangelho
Da vida e do amor.
3. Esta mnahã, Senhor,
Como as demais, Senhor,
Meu caminho
Eu começo sereno,
Pois sou tão pequeno
Diante do amor.
Na alegria
De ter a verdade
Eu vivo a eternidade
Ao teu lado, Senhor.

sábado, 24 de setembro de 2011

Alemanha: Festa jovem sublinha falência de ditaduras e sistemas totalitários

Bento XVI alerta novas gerações sobre «inclinação para o mal» e consequências da ausência de Deus


Milhares de jovens participaram esta tarde, na Alemanha, numa vigília de oração com Bento XVI, na qual este recordou o drama de “ditaduras e sistemas totalitários onde até a mais pequena centelha de humanismo foi sufocada”.

Veja aqui

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

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Leituras: aqui

Comentário às Leituras: aqui

Reunião de catequistas e actividades da catequese paroquial

Na noite do dia 23 de Setembro, reuniu o Grupo de Catequistas. Depois das boas-vindas a todos, com especial carinho para com os novos catequistas, teve lugar a oração.
Em seguida vimos dois textos de reflexão que serão apresentados aos pais e catequizandos no dia da abertura de catequese, passando-se depois à análise das actividades que ficaram conforme segue.

Calendário:

9 de Outubro – Missa do início da catequese na Igreja às 15 horas: distribuição dos grupos
24 de Dezembro – Não há catequese
31 de Dezembro – Não há catequese
8 de Janeiro – Recomeça a catequese
18 de Fevereiro – Não há catequese (Carnaval)
17 de Março – 14.30 horas – Missa e Festa da catequese.
Tema: Jesus sofreu, morreu e ressuscitou para nos salvar
31 de Março – Há catequese por causa das confissões (3º ano – 10º ano). Preparação dos catequizandos para a confissão.
7 de Abril – Não há catequese
14 de Abril – Recomeça a catequese
5 de Maio (sábado): Festa do Pai Nosso e Dia da Mãe
27 de Maio – Crisma (?)
3 de Junho – 1ª Comunhão
7 de Junho – Corpo de Deus e Profissão de Fé. Encerramento do ano catequético.
9 e 10 de Junho (sábado e domingo) – Peregrinação das crianças a Fátima
24 de Junho – Convívio de catequistas (Santa Helena? Cristo Rei? Outro lugar?)

Igualmente foram marcados os grupos que, em cada último sábado do mês, irão animar e participar na Eucaristia celebrada no Lar da 3ª Idade.
Também se aceitou que os grupos da catequese animarão as Eucaristias quaresmais, como vem sendo hábito.

Passou-se, em seguida, à distribuição dos vários grupos pelos catequistas, seguindo sempre que julgado conveniente, a regra da continuidade.
Debateram-se ainda temas e assuntos pertinentes para a vida da catequese paroquial, tendo em conta servir melhor os catequizandos.
Salientou-se também que é fundamental que os crismandos frequentem a catequese desde o início do ano e que não devem faltar, tendo em conta a justiça e a digna celebração do Sacramento da Confirmação.

Boa disposição, disponibilidade e espírito de missão. Em todos os catequistas. Parabéns, por isso.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Deus é humilde

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«Deus é humilde. Quando eu rezo, dirijo-me ao mais humilde que eu. Quando eu confesso o meu pecado, é ao mais humilde que eu que peço perdão. Se Deus não fosse humilde, eu hesitaria em dizer-Lhe que o amo infinitamente. É este aspecto do mistério que me convence acerca da verdade da revelação». - François Varillon
Fonte: aqui

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ORAÇÃO DE UM CRISTÃO DE HOJE

Dos que dizem, mas não fazem, livrai-nos, Senhor.
Dos políticos que só sabem dizer mal uns dos outros, livrai-nos, Senhor.
Dos que exigem sacrifícios aos outros, mas vivem regaladamente, livrai-nos, Senhor.
Dos que privilegiam o folclore e o espectáculo, livrai-nos, Senhor.
Dos que colocam o parecer acima do ser, livrai-nos, Senhor.
Dos usuários e onzeneiros, livrai-nos, Senhor.
Dos que colocam os interesses pessoais ou de grupo acima do bem comum, livrai-nos, Senhor.
Dos que se servem, mas não servem, livrai-nos, Senhor.
Dos que gastam descontroladameute, livrai-nos, Senhor.
Dos que colocam o vício no mesmo nível da virtude, livrai-nos, Senhor.
Dos que se orgulham do que seria motivo de vergonha, livrai-nos, Senhor.
Dos que só sabem falar dos seus pretensos méritos e das suas pretensas capacidades, livrai-nos, Senhor.
Dos que, usando mal os diversos meios de comunicação, contribuem para desorientar as pessoas, livrai-nos, Senhor.
Dos que não reconhecem o trabalho e o valor dos outros, livrai-nos, Senhor.
Dos que procuram enriquecer depressa, livrai-nos, Senhor.
Dos que vivem da prática da fraude, livrai-nos, Senhor.
Dos que não olham à liceidade dos meios para atingirem os fins que pretendem, livrai-nos, Senhor.
Dos detentores do poder que têm medo de agir ou actuam precipitadamente, livrai-nos, Senhor.
Dos que não honram os compromissos assumidos e faltam à palavra dada,  livrai-nos, Senhor.
Dos que tratam as  pessoas como guardanapos de papel, estimando-as enquanto lhes são úteis e arrumando-as depois de delas se terem servido, livrai-nos, Senhor.
Dos que privilegiam os seus, desprezando os outros, livrai-nos, Senhor.
Dos que mentem descaradamente,  livrai-nos, Senhor.
Dos que se aproveitam das dificuldades e das necessidades dos outros, livrai-nos, Senhor.
Dos receptores de  objectos furtados, livrai-nos, Senhor.
Dos que só vivem para o dinheiro e dele fazem o seu deus, livrai-nos Senhor.
Dos que enriquecem à custa de salários baixos ou mal pagos, livrai-nos. Senhor.
Dos que exploram o semelhante, livrai-nos, Senhor.
Dos que vivem à custa do sacrifício e do trabalho dos outros, livrai-nos, Senhor.
Dos que, podendo fazê-lo, se recusam a pagar as dívidas, livrai-nos, Senhor.
Dos que fomentam negócios escuros, livrai-nos, Senhor.
Dos que exigem gratificações para fazerem o que devem, livrai-nos, Senhor.
Dos que promovem o comércio de produtos ilícitos, dos traficantes de droga, dos que vivem à custa do tráfico de pessoas, dos que negoceiarn com o aluguer do corpo dos outros, livrai-nos, Senhor.
Dos que, seguindo a ditadura da moda, se não respeitam nem respeitam os outros, livrai-nos, Senhor.
Dos que não respeitam o direito à vida, desde a concepção até à morte natural, livrai-nos, Senhor.
Dos que não respeitam os outros na sua dignidade nem nos seus direitos, livrai-nos, Senhor.
Dos que violam a integridade moral e física dos outros, livrai-nos, Senhor.
Dos que, actuando de forma incorrecta, põem em causa a segurança dos outros, livrai-nos, Senhor.
Dos que, face à prática do crime ou de quaisquer actos ilícitos, por comodismo, por cobardia, ou por medo, não actuam como deveriam ou lavam as mãos como Pilatos, livrai-nos, Senhor.
Dos que dão cobertura a actos imorais ou ilegais, livrai-nos Senhor.
Dos que vivem da lisonja e da colagem aos homens do poder e dos homens do poder que se deixam endeusar e premeiam a adulação, livrai-nos, Senhor.
Dos que se agarram ao poder e não sabem sair no momento próprio, livrai-nos, Senhor:
Dos que se dedicam à calúnia e à intriga, livrai-nos, Senhor.
Dos que, nos outros, só vêem defeitos e nos seus só encontram virtudes, livrai-nos, Senhor.
Dos que só sabem criar mau ambiente ou concentrar em si todas as atenções, livrai-nos, Senhor.
Dos que não preparam colaboradores para que o seu trabalho tenha continuidade, livrai-nos, Senhor.

Silva Araújo, in Notícias de Beja

Bento XVI inicia primeira visita de Estado à sua terra natal afirmando que não segue «objetivos políticos ou económicos»

Papa alerta para consequências da «indiferença» perante a religião
 Bento XVI afirmou hoje na Alemanha que a “indiferença crescente na sociedade” perante a religião pode colocar em risco a “convivência” entre todas as pessoas.
“A respeito da religião, constatamos uma indiferença crescente na sociedade, que, nas suas decisões, tende a considerar a questão da verdade sobretudo como um obstáculo, dando por isso a prioridade às considerações utilitaristas”, disse, ao ser recebido em Berlim pelo presidente alemão, Christian Wulff.
No seu primeiro discurso na capital germânica, o Papa destacou que “a liberdade precisa de uma ligação primordial a uma instância superior” e que “o facto de haver valores que não são de modo algum manipuláveis” é a “verdadeira garantia” da liberdade.
A cerimónia de boas-vindas na primeira visita de Estado de Bento XVI à sua terra natal, seis anos após a sua eleição (abril de 2005) decorreu nos jardins do palácio, residência oficial do chefe de Estado alemão.
“Embora a minha viagem seja uma visita oficial que reforçará as boas relações entre a República Federal da Alemanha e a Santa Sé, não vim aqui primariamente por ter em vista certos objetivos políticos ou económicos, como justamente fazem outros homens de Estado, mas para encontrar o povo e falar-lhe de Deus”, precisou o Papa, numa intervenção sublinhada pelas palmas dos presentes.
Para Bento XVI, a “convivência” social exige uma “base vinculativa”, “caso contrário, cada um vive só para o seu individualismo”.
"A religião é um destes fundamentos para uma convivência bem sucedida", indicou.
O discurso papal assinalou a importância da “solidariedade”: “Só usando também as minhas forças para o bem dos outros é que posso verdadeiramente realizar-me como pessoa livre. Isto vale não só no âmbito privado mas também na sociedade”.
Christian Wulff afirmou, por diversas vezes, que o Papa voltava “a casa”, recordando a ligação do país à Igreja Católica e a ação de João Paulo II (1920-2005) no processo que levou à reunificação da Alemanha Ocidental e de Leste, em 1990.
Bento XVI falou da história alemã, incluindo as “páginas escuras do passado”, convidando todos a “aprender com elas e receber estímulos para o presente”.

“A República Federal da Alemanha tornou-se naquilo que é hoje, através da força da liberdade plasmada pela responsabilidade diante de Deus e a de cada um perante o outro. Ela precisa desta dinâmica, que envolve todos os âmbitos humanos, para poder continuar a desenvolver-se nas condições atuais”, apontou.
Após a cerimónia, tem lugar uma “visita de cortesia” ao presidente Christian Wulff, em privado, dirigindo-se o Papa em seguida para a sede da Conferência Episcopal em Berlim, junto da Academia Católica, onde às 12h50 decorre um encontro com a chanceler Angela Merkel.
Para a tarde, está marcado um discurso no parlamento federal, gesto que gerou protestos de alguns partidos da oposição.
O primeiro dia da visita papal conclui-se com uma missa, às 18h30, no Estádio Olímpico de Berlim, cidade com 7% de católicos (dados do Vaticano), onde se esperam mais de 70 mil pessoas.
In ecclesia

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A santa vergonha

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Um dos fenómenos culturais mais interessantes da actualidade é a atitude de muitos católicos perante a história da sua Igreja. Numerosos fiéis, sem deixarem de ser devotos e dedicados, costumam alinhar com a sociedade num coro de censuras à própria instituição a que pertencem, o que constitui sem dúvida um facto insólito. Nenhuma comunidade é tão autocriticada quanto a eclesial.
Basta alguém referir as realizações cristãs no mundo para isso suscitar irritação da parte dos adversários da Igreja, o que é normal, mas também de muitas pessoas que fazem questão de se afirmar católicos praticantes, mas incapazes de ouvir esses elogios sem alegar críticas. O cânone da irritação é bem conhecido: Inquisição, Cruzadas, poder temporal do Papado, agora pedofilia, etc. O problema desta atitude não está na verdade do que afirma, que é indiscutível, mas que não se dê conta de como é descabida e injusta.

Imagine alguém que, ouvindo outrem admirar-se dos extraordinários avanços da Medicina em curas espantosas, discordasse referindo as atrocidades dos antigos cirurgiões-barbeiros e tropelias de curandeiros e charlatães. Ninguém disputa a veracidade desses casos, mas eles são totalmente irrelevantes para a discussão. O facto de se terem cometido múltiplos erros médicos ao longo dos séculos, aliás inevitáveis, e ainda hoje muitos abusarem da condição terapêutica, nada tem a ver com a justa admiração pelas ciências da saúde. Suponha que, falando-se do papel decisivo da Alemanha no combate à actual crise europeia, alguém se indignasse pelos horrores cometidos pelos nazis ou cavaleiros teutónicos. Essas barbaridades são indubitáveis, mas invocá-las a este propósito seria justamente considerado preconceito e xenofobia.

Ora essas atitudes, inadmissíveis na consideração da história de qualquer profissão, ciência, comunidade ou povo, acontecem a cada passo quando se fala da Igreja, sem que ninguém note o evidente despropósito. Pior que isso, uma avaliação justa e serena de tais críticas mostra-as também sumamente injustas.

A Igreja acumulou ao longo dos séculos inúmeros erros, abusos, conflitos, violências e injustiças. Isso é inaceitável, mas infelizmente comum a todas as instituições humanas. Só que, além disso, ela tem algo que é muito difícil de encontrar nos outros: uma incomparável história de santidade, caridade, fraternidade e heroicidade, junto com inúmeras realizações sociais, intelectuais e artísticas, sem par em instituições comparáveis. É impossível enumerar os contributos que a Igreja deu à civilização, educação, saúde, assistência e equilíbrio social, um pouco por todo o lado e em todos os séculos. Além disso gerou efeitos únicos, como a conservação da cultura clássica nos mosteiros, a criação das universidades e de múltiplas formas de arte sacra e profana, inúmeros campos da filosofia, ciência, junto com contributos na economia, diplomacia, progresso social e muito mais. A Igreja é realmente única em termos históricos.

Finalmente, mesmo considerando o cânone da injúria, a realidade mostra-se muito diferente da imagem. A grande maioria das pessoas que enche a boca com a Inquisição, Cruzadas e afins, pouco sabe sobre elas, para lá de vulgarizações distorcidas de autores anticatólicos. A historiografia séria, sem negar as terríveis atrocidades, aliás comuns na época, mostra por exemplo que os tribunais da Inquisição se distinguiam, face aos juízes de então, pela benevolência e absolvição e que o Papado e hierarquia frequentemente procuraram controlar os seus abusos, motivados por interesse de reis. As Cruzadas foram, não uma agressão, mas reacção ao expansionismo turco, aplaudida pelos árabes do tempo, oprimidos pelos invasores orientais.

O magno ataque dos últimos séculos contra o Cristianismo mudou a face cultural do Ocidente, mas a Igreja sobreviveu e encontrou novas formas de existir e se exprimir. Numa dimensão, no entanto, o ataque foi largamente vitorioso: conseguiu que muitos católicos se envergonhem hoje da gloriosa história da sua fé.

JOÃO CÉSAR DAS NEVES, aqui

OS DEZ MANDAMENTOS

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Foi o tema escolhido pelo Conselho Pastoral para a catequese geral de Setembro: OS DEZ MANDAMENTOS.
Em cada ano, o mês de Setembro nesta comunidade cristã é dedicado à catequização sob um tema indicado pelo Conselho Pastoral, tendo em conta a realidade paroquial e o Plano Pastoral.
Então passe por AQUI e reveja os mandamentos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Novo Ano Catequético

Calendário
1. As inscrições das crianças que vão entrar pela 1° vez para a catequese decorrem durante o mês de Setembro, na sacristia da Igreja Paroquial.
2. Reunião geral de Catequistas no dia 23 de Setembro às 20.30 horas.
3. A catequese começa para todos no dia 9 de Outubro, na Igreja Paroquial, às 15 horas, seguindo-se a reunião geral de pais.
4. Em cada sábado, ao fim da catequese, pelas 16,15 horas, há a Missa das Crianças. A Missa é FUNDANTENTAL. Acompanhe os seus filhos!!!
5. Na reunião geral, os pais saberão quem vão ser os catequistas de seus filhos e o local onde decorrerá a catequese. Igualmente conhecerão como vai funcionara catequese.
INFORMAÇÕES SOBRE A CATEQUESE
1 .  A catequese será ao sábado, às 15 horas para os catequizandos do 1º ao 6° anos. Os catequizandos do 7°, 8°,9°, 100 anos combinarão com o catequista o dia e a hora da catequese.
2. Pede-se a maior pontualidade!
3. Compre logo para o seu filho o catecismo, o caderno e o lápis.
4. Fale com o seu filho sobre a necessidade de bom comportamento e pergunte-lhe em casa como se comportou e o que aprendeu.
5. Fale várias vezes com o catequista e inteire-se dos seus progressos e comportamento. Esteja atento a possíveis reuniões ou outras acções convocadas pelo catequista de seu filho.
6. Lembre-se que nem sempre a razão está do lado do seu filho...
7. Mais importante do que as festas da catequese é a preparação catequética. Vigie o seu filho e verifique se ele é assíduo e interessado.
8. Reze em casa com o seu filho.
9. A Missa é indispensável!!! Ir à catequese e faltar à missa é incompreensível! Como pode um catequizando fazer as comunhões ou o crisma se falta à missa?
1 0.Quando o seu filho estiver doente ou por motivo grave faltar à catequese, mande um papelinho ao catequista com a justificação. E que o seu filho pode perder o ano por faltas!
11. Todos sabemos que as crianças se distraem facilmente e se deixam muitas vezes levar por situações que os entusiasmam. Algumas vezes os pais pensam que o filho está na catequese e ele não apareceu. Lembre-se que a vigilância cabe unicamente aos pais antes da catequese e depois da Missa!!!
12. Aos avós e padrinhos: como é também da vossa responsabilidade, ajudem os catequizandos a crescer na fé. Entusiasmem-nos e ajudem os pais no cumprimento do seu dever.
13. À comunidade: a catequese paroquial compete à comunidade paroquial. Os catequistas representam junto dos catequizandos essa mesma comunidade.
Então estejamos atentos àqueles casos de crianças que nunca vêm à catequese e procuremos eles venham... Às vezes, uma palavrinha é tão útil!

domingo, 18 de setembro de 2011

Não tenho medo. O meu Pai é o dono do mundo!

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Uma jovem contou-me hoje. Estivera ela num encontro nacional onde participaram muitos jovens.
Numa sessão de trabalho de grupo, um jovem licenciado, mas desempregado, disse:
- É certo que a realidade não é animadora, basta ver o que se passa à nossa volta, assistir aos telejornais e ler os jornais. Desemprego, insegurança, violência, custo de vida, miséria, desigualdades, desespero...
Mas eu não tenho medo. O meu Pai é o dono do mundo!
- Então quer dizer que o teu pai  tem uma das maiores fortunas deste país? - perguntou-lhe outro jovem.
- Não - respondeu o jovem licenciado desempregado. - O meu Pai é DEUS!

Fantástico!
É de pessoas assim que precisamos para sair do abismo em que nos encontramos.
É de jovens deste calibre que Portugal necessita para ultrapassar a crise.
É de profetas que apontem caminhos que a desesperança precisa.
É de cristãos deste quilate que o insosso mundo carece.
É esta fé e esta confiança que a nossa indiferença mendiga.

Comemorações do cinquentenário do Seminário Maior de Lamego

Veja aqui

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Relativismo ético coloca democracia em risco, diz bispo

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D. Manuel Linda encerrou 27.º Encontro da Pastoral Social com apelos à participação dos cristãos na governação.

D. Manuel Linda, bispo auxiliar de Braga, alertou hoje em Fátima para os riscos do “relativismo ético” como base da democracia, apelando à participação política dos cristãos portugueses num momento de crise.
Na conferência conclusiva do 27.º Encontro da Pastoral Social, a decorrer desde terça-feira, o prelado disse que os Estados modernos se fundam num consenso que “nem sempre é justo e até pode ser perigoso: abre as portas aos totalitarismos, ainda que sob a capa de democracia”.
No Dia Internacional da Democracia, celebração promovida pela Assembleia Geral das Nações Unidas, D. Manuel Linda mostrou a sua preocupação com a criação de regimes democráticos de um ponto de vista “meramente formal, sem preocupação pela ética e pelo bem comum”.
“Precisamente para introduzir novos valores na vida social, parece-me urgente a inserção do cristão na política ativa”, apontou, na iniciativa promovida pela Comissão Episcopal de Pastoral Social, da Igreja Católica.
Se é “no centro, nos Ministérios, que se tomam as grandes decisões”, prosseguiu, “então, é aí que o cristão deve estar, para que as decisões tomadas sejam sensatas, humanas, éticas e em função do bem comum universal”.
Para este responsável, “nas condições atuais, é impossível o amor ao próximo em larga escala - a macro-caridade - fora da vinculação política”.
“Sem desprezar a micro-caridade, há que valorizar a «caridade de longo alcance», a caridade política, a única que pode gerar o bem comum universal”, prosseguiu.
D. Manuel Linda disse aos mais de cem participantes nesta iniciativa que “a espiritualidade cristã não é inócua”, mas interliga-se “com um são desenvolvimento integral, hoje desprezado em múltiplos setores”.
“Em Jesus, há, libertação integral; doutra forma, seria subjugação ao mal, antítese de Deus. E sem libertação, sem humanização e divinização, corre-se o sério risco de transformar em ídolos os vários setores da atividade humana, mormente aqueles aos quais, pela natureza das coisas, o nosso coração mais se agarra: a economia e o que lhe está ligado”, observou.
Neste contexto, o conferencista lembrou os “eufemisticamente designados «desafortunados» do mundo: os 90% que têm de sobreviver com apenas 10% da riqueza do planeta para que os outros 10% possam gastar, à tripa forra, 90% dos bens disponíveis”.
Em conclusão, D. Manuel Linda convidou a “pensar o desenvolvimento”, sob a “perspetiva da frieza dos números, mas de acordo com os parâmetros fundamentais da dignidade humana, da fraternidade universal e da comum paternidade de Deus”.
“A sociedade não estaria tão fragmentada e dividida sobre inúmeros temas fraturantes se se dispusesse a procurar a verdade objetiva e não permanecer ao nível da superficialidade das ideias e cosmovisões que cada um possui ou que as modas ditam”, precisou.
O 27.º Encontro da Pastoral Social foi subordinado ao tema «Desenvolvimento local, caridade global».
In ecclesia

Hoje é o Dia Litúrgico de Nossa Senhora das Dores

"Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cleófas, e Maria Madalena. Ao ver a sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis aí o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis aí a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa" (Jo 19, 25-27).

A memória de Nossa Senhora das Dores mostra-nos o drama desta Mãe e de tantas mães que sofrem mais pelo que os filhos passam que pelas suas próprias dores. Maria acompanha o Seu Filho até à morte, prisão, acusação, mal tratos, crucifixão, escárnio. Jesus dá-nos Maria por Mãe, e confia-nos a Maria, como filhos.
Depois de morto, colocam Jesus nos braços de Maria, sua Mãe. Os mesmos braços que O acariciaram ao nascer, O acolhem depois de morrer.
 
Oração a Nossa Senhora das Dores
Ó Mãe de Jesus e nossa mãe, Senhora das Dores, nós vos contemplamos pela fé, aos pés da cruz, tendo nos braços o corpo sem vida do vosso Filho. Uma espada de dor transpassou vossa alma como predissera o velho Simeão. Vós sois a Mãe das dores. E continuais a sofrer as dores do nosso povo, porque sois Mãe companheira, peregrina e solidária.
Recolhei em vossas mãos os anseios e as angústias do povo sofrido, sem paz, sem pão, sem teto, sem direito a viver dignamente. E com vossas graças, fortalecei aqueles que lutam por transformações em nossa sociedade.
Permanecei conosco e dai-nos o vosso auxílio, para que possamos converter as lutas em vitórias e as dores em alegrias.
Rogai por nós, ó Mãe, porque não sois apenas a Mãe das dores, mas também a Senhora de todas as graças. Amém!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Condenada por ser cristã

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No passado dia 7 de Setembro, foi apresentada na livraria Aletheia de Lisboa, a tradução portuguesa do livro de Anne-Isabelle Tollet, repórter do canal televisivo francês France 24, em que a autora conta a história verídica de Asia Bibi, Com o título "Blasfémia - Condenada à morte por um copo de água", a obra relata a odisseia daquela mulher do Paquistão.
Tudo começou com um copo de água... Em junho de 2009 mandaram a camponesa Asia Bibi, mãe de 5 filhos, buscar água, enquantro trabalhava no campo. Outras mulheres protestaram pois, não sendo ela muçulmana, contaminaria o recipiente tornando-o impuro. Exigiram-lhe que abandonasse a fé cristã e se convertesse ao Islão, e ela opôs-se.
Em sua defesa respondeu às companheiras que "Cristo morreu na cruz pelos pecados da humanidade", e perguntou às mulheres que tinha feito Maomé por elas. Ao ouvir estas palavras, recorreram ao imã do lugar, marido de uma delas, que denunciou Asia Bibi à polícia pelo delito de blasfémia.
O artº 295 do Código Penal do Paquistão pune com a morte a blasfémia contra o profeta do Islão. 
Há três meses, numa visita à prisão onde esperava julgamento, Bibi contou que o juiz Muhamed Naveed Iqbal «entrou na cela e deu-lhe a oportunidade de se converter ao Islão para ser libertada.
Asia respondeu ao juiz que preferia morrer cristã do que fazer-se muçulmana para sair da prisão».
«Não sou criminosa, não fiz nenhum mal. Fui julgada por ser cristã. Creio em Deus e no seu enorme amor. Se o juiz me condenou à morte por amar a Deus, terei orgulho em sacrificar a minha vida por ele» conta o advogado desta paquistanesa, que cita textualmente as declarações de Asia Bibi gravadas no telemóvel.
No ano passado, o Bispo Auxiliar de Lahore, no Paquistão, D. Sebastian Shaw
esteve em Portugal, a convite da Fundação AIS e deu o seu também impressionante testemunho sobre a realidade da perseguição e as dificuldades por que passam os cristãos naquele país de maioria muçulmana.
Entretanto, já foram assassinados 2 defensores de Asia Bibi. Em Janeiro de 2011, no Mercado Kohsar de Islamabad, o Governador do Punjab, Salman Taseer, foi assassinado por um elemento da sua segurança, Malik Mumtaz Hussein Qadri, por defender Asia Bibi, e por se opor à lei da blasfémia.
Em Março de 2011, o ministro das Minorias, Shabbaz Bhatti, o único cristão do governo do Paquistão, também foi assassinado pela sua posição sobre as leis da blasfémia. Foi morto a tiro numa emboscada perto da sua residência.
Há dias o filho de Shabbaz Bhatii, foi raptado em Lahore, no leste do Paquistão, informou a polícia e a família. O mais certo é suceder-lhe o mesmo.
Mas quero aqui realçar a fé destemida destes cristãos que apesar de tudo não abandonam a sua religião.
In O Amigo do Povo

"Bispo, já rezaste?"

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No retiro em que participei, o senhor Bispo de Aveiro, que orientou o retiro, contou este episódio retirado da sua vida pastoral.
Certo dia, efectuando uma visita pastoral a uma paróquia da sua diocese, foi visitar uma escola integrada (com alunos desde a pré até ao 9º ano).  Quando se encontrou com as crianças da pré, um pequeno lança-se uma pergunta:
- Bispo, já rezaste?
Surpreendido pelo inesperado da questão, D. António Francisco  acabou fazendo uma festinha à criança depois de lhe perguntar o nome e quis saber a razão da pergunta. O miúdo, encolhendo os ombros, disse:
- É que eu já rezei.

Diz o povo que aquilo que o berço dá, a tumba o leva. Não será bem assim nem sempre assim. Mas tem uma quota parte de verdade.
Certamente que por trás deste pequeno, estará uma família que testemunha a sua fé em Deus pela oração, uma família que procura assumir o seu papel de principal e primeiro catequista de seu filho.
E as nossas famílias????

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SENHOR DO MONTE: FESTA-CONVÍVIO





 A Capela do Senhor do Monte é pertença da Junta de Freguesia de Tarouca.
Por iniciativa da Junta de Freguesia, reabilitou-se a festa que teve lugar no dia 11 de Setembro.
Pelas 10.30 horas, teve início a procissão junto da Capela de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, que seguiu pelo velho caminho  a quem a Junta dera um jeitinho.
Uma vez na Capela, teve início a Eucaristia, animada pela Banda de Tarouca, que já havia participado na procissão e que, após a Missa, ofereceu um breve concerto, muito apreciado pelos presentes.
Seguiu-se o almoço-convívio e de partilha de lanches.  Pela tarde, tiveram lugar os bem animados jogos populares. Entretanto, a Junta de Tarouca ofereceu um umas febras assadas na brasa e um arroz deliciosos.
Aquele lugar é lindíssimo, recatado e com abundante vegetação. Precisa apenas de alguns melhoramentos, mormente a nível de acessos, arranjo de espaços, colocação de mesas e de wcs, exploração de água.
Assinale-se o facto de muita gente ter acorrido ao local, mormente de tarde. Tudo o que contribua para juntar as pessoas de uma freguesia tão dispersa é sempre bem-vindo. As pessoas souberam estar na Eucaristia e conviver fraternalmente em são espírito de partilha.
Pelo que ouvimos, a Junta de Freguesia está decidida a dar continuidade à festa, fazendo os respectivos ajustes depois das experiências do ano passado e deste.

VEJA AQUI A REPORTAGEN FOTOGRÁFICA.

sábado, 10 de setembro de 2011

Nenhuma circunstância poderá justificar atos de terrorismo

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O Papa Bento XVI escreveu uma carta ao arcebispo de Nova Iorque sobre os acontecimentos do 11 de setembro de 2001 onde realça que "nenhuma circunstancia poderá jamais justificar atos de terrorismo".
 Bento XVI reafirma o que já afirmara noutras circunstâncias: "não se pode usar a violência em nome de Deus" — lê-se no site da «Rádio Vaticano». A tragédia daquele dia — escreveu o Papa — "é agravada pela pretensão dos autores do atentado de agir em nome de Deus", mas cada vida humana — prossegue a mensagem — "é preciosa aos olhos de Deus e portanto não se devem poupar esforços na tentativa de promover no mundo um respeito genuíno pelos direitos inalienáveis e a dignidade das pessoas e dos povos onde quer que se encontrem".
Bento XVI louva também o povo americano pela "coragem e generosidade que mostrou nas operações de socorro e pela prontidão em seguir em frente com esperança e confiança".
In ecclesia

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM


PERDOAI-NOS, Ó PAI!
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IGREJA EM PORTUGAL – CRISES E ESPERANÇAS

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Em 31 de Agosto de 2011, D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, apresentou na XXXIV Semana Bíblica Nacional, em Fátima, "o resumo pessoal dum documento de trabalho da Conferência Episcopal Portuguesa, fruto de muitas contribuições de dioceses, institutos, movimentos e obras, tendo em vista “repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal”.


I. “sombras”
1) A questão identitária, o divórcio entre fé e vida.
2) A perda da vocação missionária e do ardor evangelizador.
3) A falência dos actuais modelos de iniciação cristã e a falta duma oferta formativa, permanente e sistemática.
4) A não concretização duma Igreja onde todos tenham uma missão insubstituível a desempenhar.
5) A falta de alegria, entusiasmo e esperança, sem novos caminhos de evangelização e compromisso.
6) O ritualismo litúrgico, com celebrações distantes da vida e homilias extensas e tristes.
7) Uma Igreja envelhecida, a viver da pastoral de manutenção.
8) Uma Igreja muito clerical e sacramentalista, onde diminui a prática e os jovens se afastam, a acção se dispersa e as vocações escasseiam, sem capacidade para interpelar e propor credivelmente.
9) O individualismo nas expressões da fé, sem responsabilização eclesial.
10) A falta de rostos, modelos concretos e testemunhos públicos de fé cristã.
11) Uma linguagem hermética, que não facilita a relação com o mundo, e a ausência eclesial nos novos areópagos.
12) A dificuldade em ter espaço e presença nalguns meios de comunicação social.
13) O desânimo e o pessimismo de sacerdotes e agentes pastorais.
14) A crise de vocações de consagração.
15) A falta de agentes pastorais leigos.
16) A falta de harmonia de critérios pastorais.
17) O esquecimento da Doutrina Social da Igreja.
18) A desagregação do ambiente familiar, com a consequente perda do seu papel na transmissão da fé.
19) Algumas “sombras dispersas”, como a perda do sentido do Domingo, a fé tradicionalista e pouco esclarecida, a catequese entendida como “actividade extracurricular”, o envelhecimento dalguns grupos apostólicos, as romarias meramente turísticas…

II. “Luzes de esperança”
1) A autenticidade de muitos cristãos comprometidos com o Evangelho no mundo e na Igreja.
2) A redescoberta da Palavra de Deus.
3) A valorização de momentos de verdadeiro encontro orante e sacramental com Cristo.
4) A maior atenção aos sinais dos tempos e ao diálogo com o mundo.
5) A procura de pontes de diálogo com a cultura.
6) O esforço de adaptação às novas linguagens e tecnologias da comunicação social.
7) O aumento de carismas e novas expressões eclesiais.
8) A partilha dos carismas religiosos com os leigos e a presença dos consagrados em âmbitos sociais significativos.
9) A preocupação com a qualidade, a competência e a beleza das iniciativas.
10) As celebrações de acontecimentos eclesiais de grande vitalidade, da visita do Papa ao Ano Paulino, ao Ano Sacerdotal ou às jornadas Mundiais da Juventude.
11) A promoção do diálogo ecuménico e inter-religioso.
12) A partilha e a solidariedade manifestadas por pessoas e instituições eclesiais, bem como a grande rede de acção social da Igreja.
13) Alguns caminhos de inovação, na conjugação dos vários movimentos e obras, na evangelização através dos meios de comunicação, etc.
14) A existência de orgãos de colegialidade e participação, como os sínodos e os conselhos.
15) O maior trabalho em rede.
16) A presença de sinais de Deus no mundo secularizado, como os santos, os mártires ou a mensagem de Fátima.
17) O número crescente dos participantes em peregrinações e outras manifestações de religiosidade popular.
18) A emergência de vocações laicais e a crescente participação de leigos na acção da Igreja.
19) O reconhecimento do papel da mulher na vida e estruturas da Igreja.
20) Algumas iniciativas de nova evangelização e de formação na missão e para a missão, como o ICNE de 2005 em Lisboa ou a Missão 2010 no Porto.

III. Sugestões para um “empenho criativo, ardente e frutuoso na nova evangelização”
1) Assumirmo-nos como Igreja missionária e evangelizadora.
2) Evangelizar com ardor sobrenatural e força carismática.
3) Tornar visível o testemunho cristão: ousado, profético, belo, verdadeiro, coerente, misericordioso, santo…
4) Fazer da caridade a prioridade de todos os programas pastorais.
5) Dar precedência à intimidade com Deus: retiros, exercícios espirituais, lectio divina, encontros bíblicos e de formação cristã.
6) Cuidar da dimensão contemplativa das comunidades cristãs.
7) Valorizar a qualidade e a beleza das nossas acções.
8) Criar e valorizar espaços e momentos de encontro com Cristo vivo (Palavra, oração e sacramentos).
9) Dar espaço e voz aos movimentos e novas formas de vivência eclesial.
10) Insistir nos princípios da Doutrina Social da Igreja [dignidade da pessoa humana, bem comum, subsidiariedade e solidariedade] para a edificação duma sociedade nova.
11) Perscrutar os sinais dos tempos, em constante diálogo com o mundo.
12) Dialogar com a cultura.
13) Rever a linguagem e repensar a presença da Igreja na sociedade.
14) Estar presente na comunicação social, aproveitando as novas tecnologias.
15) Estar também nos “novos areópagos” e abrir o “átrio dos gentios”, com qualidade, fidelidade e criatividade.
16) Valorizar a identidade sacerdotal, à imagem de Cristo “Bom Pastor”.
17) Valorizar as estruturas de acolhimento e proximidade.
18) Formar pastoralmente para as novas problemáticas, como as dos divorciados, recasados, em união de facto e outras situações irregulares.
19) Comprometer mais dinamicamente as comunidades nos vários sectores da pastoral, interna ou externa.
 20) Apostar na evangelização dos novos bairros e urbanizações, das grandes superfícies, das minorias e dos mais pobres.
21) Mobilizar mais, especialmente os jovens, para a participação social e as grandes causas da justiça e da paz.
22) Publicar documentos eclesiais simples, breves, espaçados, actuais e voltados para as realidades concretas das pessoas.
23) Pensar num projecto de nova evangelização de 3 ou 5 anos, para todas as dioceses.
24) Prestar atenção à universalidade, interculturalidade e inter-religiosidade na nova evangelização.
25) Aproveitar a religiosidade popular, as peregrinações e os santuários marianos como pontos de apoio providenciais para a nova evangelização.
Fonte: aqui

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

NATIVIDADE DA VIRGEM SANTA MARIA

8 de Setembro: Celebremos com alegria o nascimento da Bem-aventurada Virgem Maria, da qual nasceu o sol da justiça, Cristo nosso Deus.

A vinda do Filho de Deus à terra, foi preparada, pouco a pouco, ao longo dos séculos, através de pessoas e acontecimentos. Entre as pessoas, escolhidas por Deus para colaborarem no Seu projecto de salvação, houve uma, à qual foi confiada uma missão ánica: Maria, chamada a ser a Mãe do Salvador e cumulada, por isso, de todas as graças necessárias ao cumprimento dessa missão.
O nascimento de Maria foi, portanto, motivo de esperança para o mundo inteiro: anunciava já o de Jesus. Era a aurora da salvação a despontar; «Ela vem ao mundo e com Ela o mundo é renovado. Ela nasce e o Igreja reveste-se da sua beleza». (Liturgia bizantina).

Felicitando a Mãe do Salvador, no dia da Seu aniversário natalício, peçamos a graça de, à Sua semelhança, colaborarmos, generosamente, na salvação da mundo.

NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
Recordo perfeitamente os tempos em que o sr. cón. Marrana era o Reitor do Santuário. Criança ainda, acompanhava os meus familiares e conterrâneos à novena de Nossa Senhora dos Remédios. E lembro aquele enorme vozeirão "que não deixava ninguém dormir", conforme ouvia aos mais velhos. Uma coisa me ficou: era um homem de uma fé profunda, sentida, vivida e transmitida.
Mais tarde, veio Mons. Noura, um amigo. Quantas vezes me atendeu de confissão! Quantas vezes falei com ele abertamente. Uma pessoa calma, profunda e, por isso, nem sempre fácil de entender. Testemunhava uma grande fé, silenciosa, serena. No seu tempo, eu ficava sempre para a Missa da Novena, ajudando à Missa.
Já no tempo do  P.e Melchior, fui por duas vezes o "pregador" da novena.
Naquele tempo, as novenas coincidiam com a época da "arranca das batatas". As pessoas trabalhavam de sol-a-sol e as novenas eram muito cedo. Das aldeias para o Santuário o transporte era "pedibus calcantis". Levantar às 5 h ou mais cedo ainda. Quando todo o corpo se erguia numa prece por mais um pouco de descanso.
Mas não esqueço essa experiência aos pés da Virgem. E como ela marcou a minha vida... Recordo, que à vinda, todos vínhamos felizes. Só pode ser isso. Nossa Senhora, a Mãe, é fonte inesgotável de paz, alegria, amor, graça.
Obrigado, Mãe Santa! Por tudo. Por tanto!
Renovo a minha total confiança no teu amor maternal.
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Vitalidade da Igreja


O prémio Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa considera que a Jornada Mundial da Juventude deste ano mostrou ao mundo uma Igreja Católica "forte" e cheia de "vitalidade", apesar das "tempestades" que a ameaçam.
"Crentes e não crentes, todos temos de nos alegrar com o que aconteceu em Madrid, onde durante alguns dias a existência de Deus não esteve em causa e o catolicismo pareceu ser a única e verdadeira religião", escreveu o escritor peruano na edição do jornal "L’Osservatore Romano".
Laureado pela Academia Sueca das Ciências em 2010, por uma obra literária dedicada à luta pela liberdade individual no seu país, Llosa entende que a unidade do cristianismo pode ser vital dentro do contexto actual de Espanha e das restantes sociedades democráticas.
"Se não estiver apoiada em instituições profundamente marcadas pelos valores éticos, a democracia não poderá lutar eficazmente contra os seus inimigos", sublinha o autor, que dá como exemplo o apelo que a Igreja Católica faz a uma "vida rica em espiritualidade".
Segundo o ensaísta, ela pode servir de "antídoto permanente" perante as "forças anárquicas e destrutivas que geralmente guiam o comportamento daqueles que se julgam acima de qualquer responsabilidade".
In O Amigo do Povo

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

«O CÉU EXISTE NESMO»

O best-seller «Heaven is for Real» («O Céu existe Mesmo», em tradução), de Todd Burpo e Lynn Vincent, que dá a conhecer a história do menino americano que esteve no Céu, e foi alvo de uma ampla cobertura mediática nos EUA, foi publicado em Portugal pela Lua de Papel. Com 2,5 milhões de exemplares vendidos em pouco mais de 6 meses, é o livro mais vendido de 2011 nos EUA e os direitos de tradução já foram vendidos para 27 países.

O livro narra a história de Colton Burpo, o menino que, aos 4 anos, depois de ter sido submetido a uma cirurgia no decurso da qual esteve entre a vida e a morte, começou a falar com os pais sobre os anjos que o tinham visitado durante a operação à apendicite aguda, dos seus encontros com Deus e com Jesus, das visões que teve durante a cirurgia, da mãe e do pai a rezarem enquanto ele era operado.

Nos anos seguintes, nas alturas mais inesperadas, a criança recordaria a sua breve passagem pelo céu. Vinham-lhe à memória imagens de factos que não conhecia, nem poderia conhecer: como o bisavô, que tinha morrido há mais de 30 anos, ou a “irmãnzinha mais nova” – um aborto da mãe mantido há anos em segredo pela família.

Todd Burpo, pai mas também homem de Igreja, encarou a situação com enorme cepticismo. Investigou sobre o assunto, e aos poucos teve de se render à evidência: o seu filho tinha de facto visitado o céu, e trazia consigo uma importante mensagem para partilhar.

Assim que os pais de Colton decidiram revelar os relatos da extraordinária visita do filho ao céu, o livro tornou-se de imediato num fenómeno editorial sem precedentes.
Fonte: aqui
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Li nas férias este livrinho. É de fácil leitura e a tradução está escorreita.
Penso que as pessoas nada perdem com a leitura do livro, perante o qual, penso eu, nem cepticismo empedernido que não leva a lugar nenhum, nem dogmatismo fundamentalista.
Penso que esta obra só ganharia passando pelos crivos da psicologia, sociologia, antropologia e teologia. Até ao momento, não tive conhecimento de qualquer estudo sério sobre o livro em causa.