
Há outras greves, muitas vezes silenciosas. Não contra patrões ou governo. Não por melhores condições de trabalho ou por regalias conquistadas.
Há as greves contra Deus!
- Cristãos que de segunda a domingo, de Janeiro a Janeiro, nunca se lembram de Deus. Alguns só se lembram na "hora das apertadinhas".
- Deus que tudo dá e nada tira é esquecido. Não há tempo nem disponibilidade para louvar, agradecer, bendizer e adorar. Quando muito, sobra um bocadinho de tempo para a pedinchice!
- Não há tempo para o silêncio, para a escuta, para a Palavra.
- Não há tempo para aprofundar as razões de acreditar. Por isso a fé permanece infantil, apenas sustentada com o que aprendemos na catequese. E uma fé infantil não resistirá aos desafios do tempo...
- Não há lugar para os valores do Evangelho. Por isso, muitos cristãos navegam nas modas do tempo, no política e sociologicamente correcto. Falta força e coragem para navegar contra a maré.
- Não há tempo para a comunidade celebrante, para a comunidade caritativa, para a comunidade pastoral. Por isso sobram lugares vazios e vazios de compromisso.
- Esgota-se até ao tutano o argumento: "Eu cá tenho a minha fé." Se a fé é uma adesão pessoal a Cristo, essa adesão vive-se na comunidade, com a comunidade, pela comunidade. Sem a comunidade, o cristão é um órfão.
E Deus, que nunca faz greve de nós, continua à espera, sem fazer barulho. Continua a amar-nos mesmo quando O esquecemos, O abandonamos, O desprezamos.
Segredos de que só um Amor Infinito é capaz.
Até quando abusaremos deste Amor oferente?!
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