domingo, 28 de novembro de 2010

1ª Semana do Advento: TEMPERANÇA

Nesta quadra de Advento, para a nossa caminhada para Cristo, proponho só quatro virtudes. Explicitar, semanalmente, uma delas pode criar uma mentalidade que ajudará a enfrentar os tempos difíceis.
- Temperança
- Sobriedade
- Abstinência
- Auto-domínio

Nesta primeira semana do Advento, vivamos a TEMPERANÇA que nasce duma sensibilidade capaz de estabelecer uma justa ordem entre a satisfação pessoal através do que é necessário e do que é facultativo.

Temperança é muito mais que não fumar, não usar drogas ilegais, não beber álcool, ou até mesmo chá, café e refrigerantes. Isso porque até as boas coisas, quando levadas a excesso, podem causar problemas.

Quais são seus hábitos de trabalho? Mantém horários razoáveis? Existe tempo para Deus, para a família, recreação, preparação física e serviço aos outros?

Quanto tempo passa a dormir, ou trabalha todo o tempo? Ou, por outro lado, dorme demais? Sono demasiado, assim como também muito pouco, pode ter efeitos negativos sobre a saúde.

Que dizer da alimentação? Alimenta-se razoavelmente ou cai em excessos?

Sabemos que a luz solar é boa para nós. Mas luz demais pode ser agente cancerígeno. O exercício também é importante. Muitos não fazem o suficiente, mas exercício demais pode danificar o corpo. Até mesmo a sexualidade, embora seja um dom de Deus, pode ser levada a excesso, com efeitos colaterais negativos.

Sabemos que falar é bom, comunicar é óptimo. Mas... quando falamos para denegrir, enxovalhar, semear discórdia, tecer falsos juízos, enlamear o nome dos outros, mentir???

Pensar é óptimo. E quando mantemos pensamentos egoístas, perversos, vingativos, destrutivos??

Os sentimentos são importantes. E quando nos deixamos levar por paixões exacerbadas que nos cegam e não queremos abrir-nos à luz da razão???

Pensar em nós é preciso, até porque 'a caridade começa em casa'. Mas quando nos julgamos os donos do mundo, os mais importantes, o centro do universo e nos fechamos aos outros e ao bem comum???

Precisamos de moderar apetites e paixões!

Não estaremos presos a teias de coisas que consideramos imprescindíveis e não o são?

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