quarta-feira, 1 de maio de 2013

Hoje é dia de S. José Operário

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O primeiro de Maio, considerado hoje na Europa o dia da «Festa do trabalho», foi, durante muitos anos, nos fins do século XIX e princípios do século XX, um dia de reivindicações e mesmo de lutas violentas pela promoção da classe operária.
A Igreja que se mostrou sempre sensível aos problemas do mundo do trabalho, quis dar uma dimensão cristã a este dia. Nesse sentido, Pio XII, em 1955, colocava a «Festa do trabalho» sob a protecção de S. José, na certeza de que ninguém melhor do que este trabalhador poderia ensinar aos outros trabalhadores a dignidade sublime do trabalho.
Operário durante toda a sua vida, S. José teve como companheiro de trabalho, na oficina de Nazaré, o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo.
E foi, na verdade, Jesus que lhe ensinou que o trabalho nos associa ao Criador, dando-nos a possibilidade de aperfeiçoar a natureza, de acabar a criação divina. O trabalho é um serviço prestado aos irmãos. O trabalho é um meio de nos associarmos à obra redentora de Cristo. (Gaudium et Spes, 67).
Hoje é dia de S. José Operário. Que Ele interceda por todos aqueles que procuram trabalho
A atividade humana no mundo

Sempre o homem se esforçou, pelo seu trabalho e pelo seu engenho, por aperfeiçoar a sua vida; hoje em dia, porém, graças à ciência e à técnica, estendeu e continuamente estende o seu domínio sobre quase toda a natureza; e, graças sobretudo aos meios de intercâmbio de toda a espécie entre as nações, a família humana vai-se reconhecendo e constituindo pouco a pouco como uma única comunidade em todo o mundo. Acontece assim que muitos bens que o homem noutro tempo esperava obter sobretudo de forças superiores, os alcance hoje por seus próprios meios.
Perante este imenso esforço, que se estende a todo o género humano, surgem entre os homens muitas interrogações: Qual o sentido e o valor desta laboriosa atividade? Que uso fazer de todas estas coisas? Qual a finalidade dos esforços individuais e coletivos?
A Igreja, guarda do depósito da Palavra de Deus, que é a fonte dos seus princípios de ordem moral e religiosa, embora nem sempre tenha uma resposta imediata para cada uma destas questões, deseja no entanto unir a luz da Revelação à competência de todos, para iluminar o caminho recentemente empreendido pela humanidade.
Uma coisa é certa para os crentes: a atividade humana, individual e coletiva, aquele imenso esforço com que os homens, ao longo dos séculos, tentaram melhorar as condições de vida, considerado em si mesmo, corresponde à vontade de Deus.
O homem, na verdade, criado à imagem de Deus, recebeu a missão de submeter a terra e todas as coisas que nela existem, governar o mundo na justiça e na santidade e, reconhecendo a Deus como Criador de todas as coisas, orientar para Ele o seu ser e todo o universo, de tal maneira que, sujeitas todas as coisas ao homem, o nome de Deus seja glorificado em toda a terra.
Isto aplica-se também às atividades de todos os dias; na verdade, os homens e as mulheres que, ao procurar o sustento para si e suas famílias, exercem a própria atividade de maneira a bem servir a sociedade, têm razão para ver no seu trabalho um prolongamento da obra do Criador, um serviço aos seus irmãos e um contributo pessoal para a realização dos desígnios de Deus na história.
Longe de pensar que as conquistas do engenho e do esforço humano se opõem ao poder de Deus, ou considerar a criatura racional como rival do Criador, os cristãos estão, pelo contrário, bem persuadidos de que as vitórias do género humano são sinal da grandeza divina e fruto dos seus inefáveis desígnios.
Mas quanto mais aumenta o poder dos homens, tanto mais cresce a sua responsabilidade, pessoal e comunitária. Por aqui se vê que a mensagem cristã não afasta os homens da tarefa de construir o mundo, nem os leva a desatender o bem dos seus semelhantes; ao contrário, obriga-os a sentir esta colaboração como um verdadeiro dever. (Da Constituição Pastoral Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja no mundo contemporâneo, Nn. 33-34)
 
Fonte: aqui

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