quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Três questões do nosso tempo

1. Sou católico "não-praticante".
2. "Eu tenho a minha fé"
3. Estar dentro só o necessário para a inserção social.

1. Católico não praticante...
- E que tal ir ao médico e o médico não atender o doente porque se diz "médico não praticante"?
- E que tal ver a casa a arder, chamar os bombeiros e estes não acorrerem porque se dizem "bombeiros não praticantes"?
- E que tal o bebé chorar de fome e a mãe não lhe dar a mama porque se diz "mãe não praticante"?
Isto de católico não praticante não é nada. Ou se é ou se não é. "Que as vossas palavras sejam sim-sim, não-não" - Jesus Cristo.

2. Eu cá tenho a minha fé...
A fé não é minha, é a fé da Igreja na qual fomos baptizados.
A fé cristã passa por uma adesão pessoal à Pessoa de Jesus Cristo, mas esta fé vive-se na Igreja, com a Igreja, pela Igreja.
"Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles." - Jesus Cristo
"Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tiver a Igreja por Mãe."

3. Estar dentro só o necessário para a inserção social.
Está em moda, sobretudo em certa classe média. Nada de compromissos. Baptizar os filhos, fazer 'as comunhões' e enterrar catolicamente os mortos por mera questão social, para não se sentir à margem da sociedade, por causa da integração social, para não se sentirem menos do que os outros...
"Porque não é frio nem quente, vomito-te da minha boca" - Apocalipse
Há aqui um certo oportunismo do sagrado. Não é a pessoa que se abre a Deus, mas Deus que é usado segundo as conveniências da pessoa.

Pensemos na Palavra de Jesus, o Salvador:
"Só a verdade vos tornará livres."
Que a verdade reine na nossa vida, nos nossos actos, nos nossos pensamentos, nas nossas relações, nos nossos compromissos.
Olhemos para dentro de nós.
Deixemos de acusar os outros. Tenhamos a coragem de nos acusar a nós mesmos. Não para nos sentirmos deprimidos, mas para nos abrirmos à alegria da conversão.
Afinal, estamos no Advento...

Obs.: Esta foi uma das reflexões que fiz ontem na homilia da Eucaristia da Festa aniversária dos Bombeiros de Tarouca, realizado no quartel.

3 comentários:

  1. Entre os muitos post's pertinentes, mais um grupo de questões que ajudam a reflectir o compromisso do baptizado. Nos tempos que vivemos, muitas vezes, vivemos pelo nome que temos e não pelo que somos. Ser cristão implica-nos com os outros, com a transformação do mundo, mas insere-nos também numa comunidade. A fé têm uma dimensão pessoal, eu acolho Deus com as minhas limitações, com as minhas qualidades, com o meu pecado. Porém, nunca é a minha fé, é a fé de Jesus Cristo, a fé da Igreja. Acolho-a pessoalmente, mas vivo-a na partilha, na comunhão, amadureço-a com os outros, em comunidade.

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  2. Obrigado, amigo P.e Manuel, pela tua visita.
    Não sei o que é que se passa. Mas não consigo abrir o Caritas in Veritate há uns tempos a esta parte. Logo que tento abrir, bloqueia.
    E tenho pena, pois gostava de visitar amiudadamente o blog.
    Abraço

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  3. Votos de saúde, paz e bem.
    Também me acontece às vezes, tem a ver, penso eu, com o re-direccionamento da página, quando se redirecciona, é bloqueada, nesses casos tem que se introduzir o endereço na parte superior do browser...
    Em todo o caso tenho utilizado um ou outro texto para colocar no blogue da paróquia de Tabuaço, como foi o caso deste sobre os católicos de nome... Muito pertinentes as questões que tem levantado...
    Abraço amigo

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