quarta-feira, 31 de julho de 2013

Semana Nacional de Migrações vai lembrar quem teve de deixar o país por causa da crise

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Igreja Católica alerta para a necessidade de «um maior empenho» no apoio aos emigrantes

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A Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) espera que a 41.ª semana nacional dedicada aos migrantes e refugiados, entre 11 e 18 de agosto, seja “um momento especial” de atenção aos portugueses espalhados pelo mundo.

O ponto alto da celebração anual vai acontecer na peregrinação dos migrantes ao Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 de agosto, que este ano será presidida por D. Jean Claude Hollerich, arcebispo do Luxemburgo, país onde está instalada uma importante comunidade de emigrantes portugueses.
A peregrinação terá como “intenção especial todos os portugueses que se viram obrigados a emigrar devido à situação económica de Portugal”, e será uma forma da Igreja Católica garantir a estas pessoas “uma verdadeira comunhão de fé e de esperança”.
Num comunicado dirigido a “todos os setores da Igreja, entre os quais “dioceses, paróquias, capelanias, institutos de vida consagrada e movimentos eclesiais”, o organismo chama a atenção para as dificuldades que hoje enfrentam os “emigrantes, os missionários e os agentes pastorais” que os acompanham.
“O permanente crescimento da emigração portuguesa que, com o acentuar da crise que Portugal atravessa será ainda maior no futuro, exige das estruturas pastorais da Igreja um maior empenho e um maior esforço material para apoiar aqueles que nos procuram em busca de ajuda”, salienta a OCPM.
A Semana Nacional de Migrações tem este ano como tema ‘Peregrinação de Fé e de Esperança’, baseado na mensagem da Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado 2013, escrita pelo agora Papa emérito Bento XVI.
O documento sublinha a necessidade de reafirmar, no meio da atual conjuntura económica, social e política, o direito a “não emigrar”, ou seja, que as pessoas tenham condições para permanecerem na “própria terra”.
Além de apontar fenómenos que estão por detrás dos fluxos migratórios, como a “precariedade económica, a carência dos bens essenciais, as calamidades naturais, guerras e desordens sociais”, Joseph Ratzinger destacou a questão da imigração ilegal, que pode levar ao tráfico e exploração de pessoas, com maior risco para as mulheres e crianças.
Para o dia 12 de agosto, a partir das 16h00, está marcada uma conferência de imprensa de apresentação da peregrinação a Fátima, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, organizada pela Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, em conjunto com o Santuário de Fátima.
D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga e presidente da referida comissão, realça que o tema das Migrações “ressurgiu com interpelações novas” que não podem passar ao lado da Igreja Católica.
“Não é fácil encarar a mobilidade, tantas vezes forçada, como uma peregrinação, ou seja, saída com sentido não meramente material mas com intuitos duma integralidade humana. Se a esperança está presente em todas as iniciativas, a fé pode dar sentido e significado a tantas ausências ou sofrimentos”, considera.
Os ofertórios eucarísticos, durante a Semana Nacional de Migrações, revertem a favor do trabalho da Obra Católica Portuguesa das Migrações.
A organização integrada na Conferência Episcopal Portuguesa apela à solidariedade e a generosidade dos cristãos, pois só assim poderá continuar a desempenhar a sua missão pastoral junto das comunidades migrantes”.
Fonte: aqui

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