quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Exemplo a seguir

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Há dias uma senhora ainda nova lamentou que mesmo entre os jovens haja intrigas e as pessoas deixem de falar sem se saber porquê. Lembrei-me então do seguinte exemplo que colhi na internet e narro a seguir e que também contei àquela mulher.

Plácido Domingo e José Carreras são célebres cantores espanhóis. Mas Plácido é natural de Madrid e Carreras é catalão. Devido a questões políticas, em 1984, Carreras e Domingo tornaram-se inimigos. Sempre muito solicitados em todo o mundo, ambos faziam questão de exigir nos seus contratos, que só actuariam em determinado espectáculo se o adversário não fosse convidado.

Mas, entretanto, Carreras ficou doente de leucemia. A sua luta contra o cancro foi muito difícil, tendo sido submetido a diversos tratamentos, a um transplante de medula óssea, além de uma periódica mudança de sangue, que o obrigava a uma penosa viagem mensal aos Estados Unidos.

Certo dia, alguém lhe disse que tinha aparecido em Madrid uma Fundação cuja finalidade era apoiar o tratamento de doentes com leucemia. Graças ao apoio da Fundação, Carreras venceu a doença e voltou a cantar. Voltou a receber os altos cachês que merecia e resolveu associar-se à Fundação.

Foi ao ler os seus estatutos, que descobriu que o fundador, maior colaborador e presidente da fundação, era Plácido Domingo. Depressa soube que Domingo tinha criado a Fundação para o ajudar e que se tinha mantido no anonimato para que ele não se sentisse humilhado ao aceitar o auxílio do seu inimigo". Mas... o mais comovente foi o encontro de ambos. Surpreendendo Plácido Domingo num dos seus concertos em Madrid, Carreras interrompeu a actuação deste, subindo ao palco e humildemente, ajoelhou-se a seus pés e agradeceu-lhe publicamente. Plácido ajudou-o a levantar-se e com um forte abraço, selaram o início de uma grande e bela amizade.

Este foi um gesto que, se todos o imitássemos, o mundo seria bem melhor.

In O Amigo do Povo

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