segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sempre se esmurrou, sempre se há-de esmurrar!

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Conta-se que em determinada paróquia havia o hábito de as pessoas, ao fim de um funeral ou de uma procissão, ao chegarem à sacristia, apagarem as velas esmurrando-as contra a parede.
Quando chegou àquela terra um novo pároco e vendo a sacristia imunda, informou-se das causas daquele estado miserável das paredes.
Procurou o sacerdote com toda a paciência e persistência convencer os paroquianos da nocividade de tal prática.
Quando tempos depois se realizou um funeral, o pároco assistiu consternado à repetição do mesmo acto. Com a paciência disponível, procurou ali mesmo chamar à atenção dos prevaricadores. Eis que ouve a resposta que o deixou prostrado:
- Ó senhor abade, aqui sempre se esmurrou, sempre se há-de esmurrar!

Penso que aquilo que está em causa nesta situação é a fé supersticiosa em que vivemos e que nos faz confundir tudo, até sujidade com limpeza. Ou como alguém diz, muita religiosidade e pouco cristianismo.
Muitas vezes, nos podemos perguntar: Onde fica Cristo no meio desta confusão de tradições e costumes, superstições, procissões, velas, promessas?
Bento XVI não cessa de nos chamar ao essencial. E na fé cristã, o essencial só pode ser a adesão intima, profunda, inequívoca à pessoa de Cristo e o Seu Evangelho.

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