quinta-feira, 21 de outubro de 2010

De capacete

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Passei hoje um tempo com o Engª Paulo, o Arqº Carlos (autor do projecto), o Domingos (Comissão da Igreja) e o construtor da obra "Centro paroquial Santa Helena da Cruz."
Como mandam as regras, para se entrar na obra é preciso colocar o capacete e foi o que todos fizemos. Foi uma experiência. Não me recordo de alguma vez ter usado semelhante protector. Mas a partir de agora lá está o meu, assinalado com o meu nome.
Foi um tempo de análise de situações que sempre se colocam no desenrolar dos trabalhos, resolução e estudo.
Confesso que aquela linguagem técnica me passou ao lado, por isso resolveu quem tem que o fazer. Levantei e respondei a algumas questões atinentes a funcionalidades da construção que, aqui sim, cabe-me saber o que pretende a Paróquia.
Enquanto os técnicos dialogavam sobre pilares, materiais, a planta, e outros, eu abri o livro do futuro e deixei-me embalar pelo sonho. Vi as crianças a brincar em segurança, vi salas de catequese com as condições necessárias, vi os espaços com as novas tecnologias a serem utilizados por crianças, jovens e grupos paroquiais, vi espaços renovados e giros à disposição da comunidade.
Interrompi o sonho por uns meses. E que vi? Buracos a preencher, paredes a erguer, telhado a colocar, espaços a dividir ... Uma obra a levantar. No fundo, qual pedinte esfomeado, aquele espaço vira-se para toda a comunidade paroquial como quem pede: "Ajudem-me a crescer! Matem-me a fome de crescimento! Sejam generosos comigo! E saberei depois afagar os vossos filhos e acolher-vos a todos!"

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