quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A Fé e a salvação dos mineiros

Todo o mundo se emocionou com a libertação dos mineiros do Chile. E não faltou oração. Houve missas e orações na superfície e dentro da mina, imagens de santos por todos os lados, além de mensagens de fé enviadas de todo o mundo.

Segundo o engenheiro que fez a perfuração do buraco para resgatar os 33 mineiros a "fé e a oração estiveram na base do sucesso" que resgatou, de cerca de 700 metros de profundidade, os 33 reféns que aí estiveram retidos durante mais de 2 meses.
Greg Hall é o dono da empresa Drillers Supply International, responsável pela perfuração que permitiu o resgate dos 33 mineiros. Este engenheiro americano, que se assume como um católico convicto afirmou que "a fé para superar os obstáculos e a oração diária foram as chaves do êxito da sua missão."

Hall, que a 12 de Fevereiro será ordenado diácono permanente, exprimiu a sua emoção perante o êxito da operação de resgate afirmando que "foi um árduo trabalho, mas que valeu a pena porque agora estes 33 mineiros já se podem reunir com as suas famílias. Foi uma sensação maravilhosa ter contribuído para o resgate destas vidas humanas."

A empresa de Hall trabalha no Chile desde há 20 anos e especializou-se na perfuração de rocha dura e o Ministério das Minas de Chile escolheu-a para perfurar o túnel de 622 metros, por onde saíram os mineiros, no passado dia 13 de Outubro.

Quando souberam que a sua empresa tinha sido escolhida para a tarefa do resgate, tanto o engenheiro como a sua esposa Angélica sentiram " o peso do mundo" sobre os seus ombros. Efectivamente, tudo o que sabiam sobre perfuração teve que ser alterado porque era a primeira vez que utilizavam os seus conhecimentos para resgatar vidas humanas. A perfuração tinha que ser muito precisa, muito cuidadosa, para que não provocasse nenhum desmoronamento no interior da mina. "Foi uma tarefa muito tensa"- confessou o engenheiro, esclarecendo que procurou manter-se, emocionalmente, afastado da situação dos mineiros "para não perder a concentração numa tarefa assaz complicada e delicada" a qual, para além da oração, envolveu muitas capacidades, muito planeamento e preparação para fazer as coisas o mais perfeitas possível.

"Os momentos em que tudo parecia falhar – confessa o engenheiro – eram momentos para a oração".

In O Amigo do Povo

Sem comentários:

Enviar um comentário