sexta-feira, 5 de março de 2010

A dinâmica pastoral da comunidade em análise

Em 4 de Março, reuniu o Conselho Pastoral da Paróquia de São Pedro de Tarouca.
Os conselheiros, que maioritariamente foram eleitos pelos povos e grupos da Paróquia, analisaram o Plano pastoral e projectaram algumas acções nele contempladas.

Aspectos positivos mais referenciados:
- O Pároco fez um apanhado geral das actividades desenvolvidas.
- O Plano Pastoral decorreu como o previsto.
- O trabalho discreto, que não dá nas vistas, mas que é evangélico e fundamental na dinâmica pastoral da comunidade (visita semanal aos doentes pelos ministros extraordinários da Comunhão, distribuição do boletim casa-a-casa pelo Natal, toda a movimentação pessoa a pessoa para a acção “Eucaristia com famílias”, compromisso das famílias no fim de cada uma dessas Eucaristias, etc, etc).
- Foi brilhante a acção “Eucaristia com famílias”. Foi brilhante o testemunho das famílias. Uma festa em que todos participaram, rezaram e cantaram.
- Alguns povos estão a pedir a repetição da acção “Eucaristia com famílias”. Muitas pessoas falam desta experiência com encantamento e afirmam que o tempo lhes pareceu pouco.
- Apreço pela presença do coral, do casal representante das famílias no Conselho Pastoral e do Pároco, que representaram a Igreja toda em cada celebração. Todos estiveram bem e merecem a gratidão da comunidade.
- Foi dignificante a atitude de muitas famílias que agradeceu ao coral e lhe dirigiu convite para passarem pelas suas casas.
- Ainda bem que o Plano Pastoral manteve a celebração das Bodas de Prata e de Ouro. Este ano estiveram mais casais que manifestam alegria, interesse e foram participantes. Esta celebração foi como que o culminar da acção “Eucaristia com famílias”. Soube bem e foi significativo ouvir o coral a cantar exactamente os cânticos das “Eucaristias com Famílias”.
- Esta acção “Eucaristia com Famílias” teve o condão da novidade. Havia algum receio que sobretudo as pessoas mais velhas reagissem menos bem às novidades desta Eucaristia. Mas toda a gente aceitou perfeitamente.
- Houve situações que foram entendidas como consequência da acção “Eucaristia com famílias”, como por exemplo, maior participação na Eucaristia semanal nalguns povos e a maior afluência de casais à celebração das Bodas de Prata e de Ouro.
- O Lausperene correu bem. No geral esteve mais gente presente - a Igreja Paroquial foi um dos casos. Houve povos em que ninguém arredou pé durante as 3 horas de adoração. As pessoas souberam guardar silêncio. Neste aspecto, a comunidade cresceu, descobrindo a importância do silêncio como momento de grande intimidade com Deus.
- A proposta simples e concreta para ajudar a vivenciar a Quaresma foi mobilizadora. A distribuição da pequena Oração da Quaresma, seguida do compromisso público de ser feita em família, foi interessante. Alguns falaram mesmo que, sendo em família, há mais facilidade em ser lembrada, pois existe sempre que advirta… Também a tónica posta no compromisso individual tendente à conversão pessoal, foi desafiante. Houve ainda quem tirasse cópias e distribuísse a referida oração por pessoas fora da paróquia, sabendo depois que os filhos mais novos não cessam de lembrar aos pais que é preciso rezá-la.
- A Via Sacra do ano passado correu muito bem e teve impacto até mais fora da paróquia. Andou na internet e muita gente ficou feliz com esta acção que envolveu muitas pessoas para além do grupo de jovens que foram de uma entrega a toda a prova.
- Há jovens que levam os seus/suas namorados/as para a reunião de jovens. Há jovens fantásticos, disponíveis, interessados, que nos ajudam no crescimento humano e cristão. Ainda há dias, no encontro ecuménico de Taizé , realizado no Porto, estiveram presentes 6 jovens desta comunidade, sendo que um deles integrou a organização.
- A adaptação da Paróquia às novas tecnologias (projecção na Missa, site, blog, jornal, boletim, etc) que é muita apreciada por outras pessoas fora da comunidade quando tal facto lhes é referido.
- A generosidade da comunidade em relação ao Haiti. Também muita gente se mobilizou para apoiar o pequeno Pedro. Foi ainda referido que, segundo comunicação do nosso Bispo, a renúncia quaresmal contemplará as vítimas do temporal na Madeira.
- A importância do apostolado pessoa a pessoa. Cada tempo é sensível a determinada forma de comunicar. Hoje a “comunicação do altar” já não é o que era em outros tempos. Estamos na época da comunicação pessoa a pessoa. Ainda agora se viu a propósito da “Eucaristia com famílias”: nos locais onde os cristãos vieram cá para fora, convidaram, apelaram, chamaram… Muita gente. Onde os cristãos ficaram “nas covas”, pouca gente. Ficou a mensagem para TODOS!!!

Aspectos negativos mais referenciados:
- As pessoas foram habituadas a “uma religião limitada, curta e rápida”. Quando as coisas felizmente mudaram, algumas pessoas mais velhas estranham. Os mais novos precisam de outros incentivos que podem chocar os hábitos dos mais velhos, mas é fundamental acolher os mais novos…
- Existem algumas críticas quanto a alguns grupos da paróquia… Que as pessoas nem sempre aparecem… Que só aparecem nalgumas ocasiões… Lindo! E quem critica aparece? Oferece-se para alguma coisa? Depois criticam quando as pessoas não podem aparecer, mas esquecem-se de apreciar as muitas vezes que aparecem! Se os críticos exigissem muito, mas muito mais a si mesmos e menos aos outros, tudo seria bem diferente para melhor!!!
- Os associados de algumas associações e irmandades questionam o respectivo pagamento, porque no funeral de determinado familiar seu não foi a cruz ou a bandeira. NINGUÉM nega a bandeira ou a cruz a nenhum associado. Mas ARRANJAR quem a transporte no funeral pertence à família do defunto, que fique claro. Além disso, as irmandades e associações têm outras despesas em prol dos associados. Lembra-se, por exemplo, o estipêndio da Missa mensal.
- Há muita dificuldade em motivar os jovens para, de uma forma persistente, integrarem o Grupo de Jovens ou outros grupos paroquiais. Fazem o Crisma e depois desaparecem. São-lhes apresentadas várias alternativas e… nada! É urgente que as famílias despertem para o encaminhamento cristão dos seus filhos, que os pais sejam os primeiros e mais empenhados mobilizadores dos filhos para os vários grupos da Igreja.
- A comunidade, toda ela, deve-se mobilizar para mobilizar, integrar e dar espaço aos seus jovens, numa constante abertura a novos métodos.
- Temos muitos jovens instalados, fechados no seu mundo, vivendo numa dependência alienante das novas tecnologias, saltitando de efémero em efémero, sem profundidade…
- São precisas várias pessoas para figurantes na próxima Via Sacra de Sexta-Feira Santa. O Grupo de jovens já falou com os crismandos, mas há necessidade de mais gente adulta e menos adulta. Quem se oferece?
- Houve quem falasse que a adoração ao Santíssimo deveria ter menos tempo, pois num ou noutro caso, esteve muita gente no princípio e no fim, mas no meio quase ninguém.
- A comunidade precisa muito de crescer em gratidão e em apreço para com quem para ela trabalha, seja quem for. O calor humano reforça, motiva e mobiliza para a entrega.

Propostas:
- Festa da catequese, em 20 de Março, dedicada ao pai, sob o tema: “Pai, exemplo e referência de valores”. Espera-se a presença daqueles a quem é dedicada a festa.
- Sábado de Ramos, Comunhão Pascal da Paróquia e Jubileu.
- Semana Santa, nos termos costumados.
- A mensagem do Conselho pastoral para as famílias, a entregar de casa em casa no dia de Páscoa, terá com tema “Todos somos Igreja – corresponsabilidade na missão”
- O tema para as catequeses de Setembro tem a ver com o Mistério da Morte que é sempre celebração da vida.

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