sábado, 22 de junho de 2013

A Fé num Centro Comercial



Há dias, convidaram-me para a abertura de uma exposição sobre a Fé que esteve patente num centro comercial da nossa cidade. Pelo caminho, fui-me interrogando sobre o propósito desta exposição e a sua utilidade para a Igreja. Iremos ter mais cristãos na missa? Mais comprometidos e conscientes?
Provar que a mensagem da Igreja também pode ser difundida em espaços públicos – como por exemplo, centros comerciais – e que não existe contradição entre fé e razão, é de coragem heróica, sobretudo para quem dá a cara. Estou a referir-me aos guias que voluntariamente acompanharam centenas de consumidores, sendo estes interpelados e convidados a visitarem a exposição com sacos de compras na mão.
Esta iniciativa pretendeu provocar aqueles que são mais cépticos, em que é possível acreditar mesmo que não se possa ver, acreditando no amor e na amizade, coisas que não conseguimos tocar. Valeu o testemunho de cada voluntário. Com a sua paciência e dedicação foi partilhando com cada visitante ao longo da exposição.
Segundo o padre Luís Miguel Hernandez, responsável do Movimento Comunhão e Libertação em Portugal, esta exposição nasceu de um grupo de estudantes universitários de Lisboa, que neste Ano da Fé, quiseram apostar nesta temática, de modo a que fosse compreensível a todos, crentes e não crentes.
O Bispo de Coimbra, que esteve presente na inauguração, regozijou-se por esta iniciativa se realizar num centro comercial, a segunda neste Ano da Fé, proclamado pelo Papa Emérito Bento XVI.
D. Virgílio Antunes evocou ainda o Concílio Vaticano II para alertar que "o ateísmo é um dos maiores dramas dos tempos modernos", acrescentando que "quando o ser humano está desligado de Deus, normalmente perverte-se". Daí, apelou à necessidade de fomentar numa sociedade distraída esta e outras iniciativas sobre encontros entre a fé e a razão.
                                                                                                     Miguel Cotrim, aqui

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