sexta-feira, 10 de agosto de 2012

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano B

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Semana Nacional de Migrações
e da Peregrinação Anual do Migrante e do Refugiado a Fátima.
No contexto das celebrações do Cinquentenário da fundação
da Obra Católica Portuguesa de Migrações,
vai ser celebrada, de 12 a19 de Agosto,
a 40ª Semana Nacional de Migrações,
e a 12 e13 de agosto a Peregrinação Anual
do Migrante e do Refugiado a Fátima.
O tema da Semana e da Peregrinação: Celebrar a Memória para projetar a Nova Evangelização do Futuro

HOMILIA DOMINICAL
Leituras da Missa: aqui

Elias deitou-se por terra e adormeceu à sombra de um junípero!
1. A sombra de Elias, não é a de um turista, cansado de ver terras, gentes e museus. É a de um verdadeiro refugiado político, ameaçado de morte, por causa da sua fé. Elias foge para o deserto, em direção ao Horeb, o monte de Moisés, esse lugar do dom da Lei e da celebração da Aliança, por onde tantos passaram, e onde tantos comeram o maná e morreram! Perseguido pela rainha Jezabel, esposa de Acaz, Elias foge para salvar a sua vida, até poder morrer na terra de seus pais. Mas, de repente, o «descanso do guerreiro» é surpreendido pela visita de um anjo, com duas ordens muito simples: «levanta-te e come». Elias levantou-se e caminhou, numa verdadeira peregrinação “a pão e água”. Mas foi quanto lhe bastou, para mais uma quarentena, no caminho da fé.
3. A figura de Elias, o profeta em movimento, peregrino do invisível, exilado da sua terra, refugiado no deserto, perseguido por causa da sua fé no Deus vivo, pode tornar-se uma referência, no caminho da fé, sobretudo de todos aqueles que, por este mundo, caminham, de um lado para o outro, procurando ganhar o pão ou tão só salvar a própria vida! Pensamos no fenómeno da migração, lá para fora e cá dentro; na mobilidade humana, com o fenómeno do turismo; na partilha de experiências entre estudantes em países estrangeiros. Podemos vê-los e revê-los a todos, nesta figura carismática de Elias. E podemos perceber como todos estes fenómenos representam simultaneamente um risco e uma oportunidade, para a fé!
4. Disso mesmo nos fala Bento XVI, na Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Refere-se o Papa ao risco de muitos “migrantes que conheceram Cristo e O aceitaram, mas que entretanto, em terra estranha, num ambiente cultural mais adverso à fé, se sentem impelidos a considerá-lO como não relevante na própria vida, a perder o sentido da fé, a deixar de se reconhecerem como parte da Igreja”!
Mas, ao contrário, a mobilidade humana pode tornar-se “uma ocasião para despertar a consciência cristã adormecida, através dum renovado anúncio da Boa Nova e duma vida cristã mais coerente, mesmo em terra estrangeira. É uma oportunidade providencial para o anúncio do Evangelho, a homens e mulheres, que ainda não encontraram Jesus Cristo ou que O conhecem só de maneira parcial”. Para quem parte e para quem acolhe, fica claro: uma fé que não se apega, apaga-se, pois a fé só se fortalece, quando se transmite.
5. Que a fé seja, para todos, “companheira da vida” e leve cada um a “tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo”. Vivamos de tal modo a fé, que “sejamos capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim” (Bento XVI, Porta Fidei, 15).
Fonte: aqui

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