quinta-feira, 21 de março de 2019

24 Março 2019 - 3º Domingo da Quaresma – Ano C

Leituras: aqui

Partilha Quaresmal
3º Domingo da Quaresma

TODOS: Somos Testemunhas da ternura e da paciência de Deus

1.-  «Moisés, Moisés!»

2. - «Aqui estou!».

1. - «Não te aproximes. Tira as sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é terra sagrada».

 «Eu sou o Deus de teus pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob».

«Eu vi a situação miserável do meu povo no Egipto; escutei o seu clamor provocado pelos opressores. Conheço, pois, as suas angústias. Desci para o libertar das mãos dos egípcios e o levar deste país para uma terra boa e espaçosa, onde corre leite e mel». 

3. - Deus é Deus próximo de nós que conhece as nossas dificuldades e angústia, sempre disposto a ajudar-nos e a levar-nos para situações de vida mais favoráveis…

1. - Deus interessa-se pela nossa vida e quer a nossa felicidade.

2.- Em Jesus Cristo manifestou-nos toda a sua bondade, toda a ternura para connosco.

3.- Ele bem sabia que nem sempre nós íamos ser dignos do seu amor e da maneira como cuida de nós.

1.- Ao olharmos o Evangelho de hoje facilmente nos damos conta de alguns modos distorcidos de acolher e compreender a ternura de Deus.

2.- Quantas vezes, tal como no tempo de Jesus, perante os desastres, as catástrofes, as mortes de pessoas inocentes, nós perguntamos: “Porque é que Deus permite isto?” –como que a deitarmos as culpas a Deus e a duvidar da sua bondade.

3.- Também se ouve dizer: “Isto aconteceu-lhes como castigo de Deus”, “era o que mereciam”.

1.- Jesus ensina-nos que na vida presente não há relação direta entre pecado e desgraça.

2.- É verdade que as calamidades e as desgraças são consequências do nosso estado de pecado. No entanto não podem ser interpretadas como uma punição.

3.- Mas não deixam de ser para nós uma advertência e uma chamada de atenção para o modo como vivemos e para o modo como somos chamados a viver.

1.- São sempre um convite à mudança de vida. Uma oportunidade para verificar o andamento do nosso viver.

2.- São sempre um apelo à conversão permanente.

3.- Na verdade todos somos pecadores.

1.- É também verdade que as desgraças que batem à porta dos outros, também podem bater à nossa porta.

2.- Também nos pode inquietar esta pergunta: “Se fosse eu que estivesse ali, em que condições me teria surpreendido a morte?”.

3.- Tudo pode ser umo oportunidade para nos deixarmos envolver na ternura de Deus.

1.- Sim! A grande verdade é que a ternura de Deus tudo supera. Deus cuida de nós constantemente e enche-nos de oportunidades para que os bons frutos possam aparecer em nós.

2.- Como vemos na parábola da figueira, Deus dá-nos muitas oportunidades. Cada
dia é uma oportunidade. Deus tem muita paciência para connosco.

3.- Nada tem que temer de Deus quem vive com Deus e faz da causa de Deus a sua vida.

1. – Faz-nos bem prestar atenção a estas palavras do Papa Francisco:

            “A ternura pode indicar precisamente o nosso modo de acolher hoje a misericórdia divina. A ternura revela-nos, ao lado do rosto paterno, o materno, o materno de Deus, de um Deus apaixonado pelo homem, que nos ama com um amor infinitamente maior do que o de uma mãe pelo próprio filho (cf. Is 49, 15)”.

2.- “Independentemente do que acontece, do que fazemos, temos a certeza que Deus está próximo, compassivo, pronto para se comover por nós.”

3.- “Ternura é uma palavra benéfica, é o antídoto ao medo em relação a Deus, porque «no amor não há temor» (1 Jo4, 18), porque a confiança vence o medo. Portanto, sentir-nos amados significa aprender a confiar em Deus, a dizer-lhe, como Ele quer: “Jesus, confio em ti”.
 

1.- Hoje é domingo da Cáritas. Lembra-nos a partilha com os que mais precisam. A partilha de bens que fazemos só é perfeita se for sinal e expressão da ternura de Deus por todos nós. Neste tempo da Quaresma, a caixa da renúncia, junto ao altar, lembra-nos que sem caridade nada somos. Só partilhando com os necessitados, somos verdadeiramente filhos de Deus.

Todos: Acolhei em vossos corações a Ternura de Deus. Partilhai-a com os outros.
 

Ao fim da Comunhão
PELOS NOSSOS FRUTOS NOS CONHECERÃO
 

Debatemo-nos em mil lucubrações,
tentando definir a melhor maneira de Te seguir,
ao passo que os outros só veem como amamos,
e aprendem com a nossa generosidade e justiça. 

Queremos ser na nossa roda o gesto quente,
a palavra oportuna, o sorriso acolhedor,
a voz que denuncia a injustiça, a mão estendida,
o olhar desculpador e a pessoa amiga.  

Porque desejamos parecer-nos conTigo, Senhor,
temos de ser o companheiro fiel,
o vizinho mais atento e generoso,
o que promove atividades solidárias,
o que anima as festas e acompanha a dor. 

Nosso fruto há-de ser o amor,
traduzido em companhia de vidas,
em carícia terna,
em desculpa misericordiosa.  

Faz-nos amorosos e irmãos, Senhor,
ajuda-nos a ser luz em tempo de escuridão
e sal num mundo destemperado, que necessita sabor,
alegria e otimismo vital. ConTigo
é possível, Jesus.

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