segunda-feira, 15 de maio de 2017

RECEITAS E DESPESAS CONSOLIDADAS COM A CONSTRUÇÃO DO CENTRO PAROQUIAL

Em outubro de 2003, após decisão do Conselho Económico, foi decidido adquirir a velhinha Casa da Fonte e respetivo terreno adjacente, imóvel que se encontra junto da Igreja Matriz, e como tal potenciador de um conjunto de vantagens ao nível das atividades da paróquia, e onde se veio a edificar este Centro Paroquial.

Em termos de financiamento, a Paróquia candidatou-se a apoio do governo central, o qual nunca se veio a concretizar, pese embora as reiteradas promessas de membros do governo central, constituindo este facto a razão principal para o atraso do início das obras, face às exigências técnicas e burocráticas inerentes ao referido apoio. Em 2009, o governo central comunicou que a candidatura ao referido apoio tinha sido indeferida por falta de verbas, apesar de terem sido cumpridas escrupulosamente com todas as exigências que foram feitas.
Assim, e não obstante a paróquia nessa altura não possuir recursos financeiros próprios suficientes para construção da totalidade deste imóvel, o Conselho Económico decidiu iniciar e avançar com obras, em duas fases:

-Numa 1ª fase procedeu-se à reconstrução da Casa da Fonte e construção da sala de apoio a grandes grupos e de um espaço para o jornal Sopé da Montanha, cuja construção teve início no final de 2010 e foi concluída no 1º trimestre de 2012, colmatando assim uma necessidade urgente de um espaço para a catequese e que permitiu às nossas crianças usufruírem de um espaço de excelência.

- A 2ª fase da obra teve início em meados de 2014 e conclusão em 2016, com a construção de um espaço multiusos e espaços físicos no piso inferior destinados aos Escuteiros, ao GASPTA, garagem e arrumos. 

Em termos financeiros, foi possível através de uma rigorosa gestão dos dinheiros da paróquia e do apoio fundamental de diversas pessoas e entidades, obter um conjunto de poupanças que permitiram que o investimento efetuado, tivesse sido realizado com fundos próprios sem necessidade de recurso a financiamento externo.

O total das despesas com a aquisição e construção do Centro Paroquial ascendeu a 817.789,46€, desde outubro de 2003 até 2017, sendo 102.693,73€ com a aquisição do imóvel, 412.857,90€ com a 1ª fase, 283.896,40€ com a 2ª fase e 18.341,43€ com a aquisição e instalação da imagem de Santa Helena, conforme a seguir se discrimina: 


DESPESAS
VALOR
AQUISIÇÃO DO IMÓVEL
102.693,73
SUBTOTAL - AQUISIÇÃO IMÓVEL
102.693,73
1ª FASE - PROJETO E LICENÇAS
9.613,94
1ª FASE - OBRAS
359.192,26
1ª FASE - ENCARGOS DIVERSOS
11.418,63
1ª FASE - MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS
32.633,07
SUBTOTAL - 1ª FASE
412.857,90
2ª FASE - PROJETO E LICENÇAS
11.549,70
2ª FASE - OBRAS
255.474,91
2ª FASE - MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS
16.871,79
SUBTOTAL - 2ª FASE
283.896,40
IMAGEM DE SANTA HELENA
18.341,43
SUBTOTAL - IMAGEM STA HELENA
18.341,43
TOTAL DA DESPESA
817.789,46
 


Ao nível das receitas afetas ao Centro Paroquial, apuramos o valor 
de 291.307,72€, desde 2004 até 2017, conforme a seguir se resume:
 

RECEITAS
VALOR
SUBSIDIOS/OFERTAS ENT. PUBLICAS
(nomeadamente da Junta de Freguesia ao longo dos anos)
58.880,00
OUTRAS OFERTAS
93.351,86
RESTITUIÇÃO DE IVA
108.101,18
RIFAS
5.901,55
FOLAR
11.066,13
LIGA DOS AMIGOS SANTA HELENA
14.007,00
TOTAL DA RECEITA
291.307,72
 
A diferença entre as despesas e receitas no valor de 526.481,74€ foi financiada por fundos próprios (poupanças da Paróquia obtidas ao longo dos anos quer na Igreja Paroquial quer na Santa Helena). 

IMPORTANTE:
Logicamente NÃO estão contabilizados:
- o contributo da Câmara Municipal para as obras da 1ª Fase: água, saneamento, eletrificação do edifício, WCs, etc;
- a despesa com a mão de obra no que diz respeito aos muros, pois foi oferta da Câmara Municipal;
- a mão-de-obra da 2ª Fase - construção civil. E ainda materiais e construção do palco, serviço e materiais de águas e saneamento.  Eletrificação do edifício. Gradeamento existente e calcetamento, etc.  Tudo oferta da Câmara Municipal;
- ofertas de empresas, pessoas individuais e entidades públicas referentes a mobiliário e logística (cedência gratuita da grua, computadores, outro tipo de móveis, materiais perecíveis, logística de apoio à construção, meios móveis, etc);
- apoio técnico continuado dos técnicos da Câmara.
Como estes apoios estão fora da alçada do controlo económico do Conselho Económico, não temos valores exatos para apresentar. Mas não é difícil concluir que o custo das obras foi mesmo muito para além de um milhão de euros, tendo em conta o que gastou a Igreja e os apoios recebidos.
 
O Conselho Económico expressa a mais profunda gratidão a todas as entidades públicas, empresas e pessoas individuais que o ajudaram a levar a efeito esta grande obra para o serviço da comunidade.

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