quarta-feira, 6 de maio de 2015

SEMANA DA VIDA - 10 a 17 de maio de 2015

Porque a vida humana é o primeiro e mais estimável dos bens, é urgente lutar por novos rumos e construir uma verdadeira cultura da vida (Cfr. Ev 95).
A Semana da Vida, este ano com o tema VIDA COM DIGNIDADE – OPÇÃO PELOS MAIS FRACOS, inscreve-se neste esforço de rumos novos, procurando suscitar o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, com uma atenção muito especial à gravidade do aborto e da eutanásia, sem descurar outros momentos e aspetos da vida.
O Papa Francisco advertiu-nos recentemente contra o esquecimento dos outros e o desinteresse perante os problemas, tribulações e injustiças que sofrem, e denunciou esta atitude egoísta, que atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença (Mensagem para a Quaresma 2015).
Ao contrário, apelou à solidariedade para não ficarmos surdos ao clamor dos pobres, que podem ser pessoas, multidões ou povos inteiros, reclamando respeito pelos direitos humanos (Cfr EG 190). E apontando o caminho da opção pelos pobres, própria de Deus e recebida de Jesus Cristo, lembrou que estes são os necessitados de bens materiais e todos os atingidos na sua dignidade, porque excluídos, maltratados, violentados, indefesos... (Cfr EG 212), com os quais Jesus se identifica: «Sempre que fizeste isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste» (Mt 25, 40).
Entre estes seres frágeis, de que a Igreja quer cuidar com predileção, diz Francisco, estão também os nascituros, os mais inermes e inocentes de todos, a quem hoje se quer negar a dignidade humana para poder fazer deles o que apetece, tirando-lhes a vida e promovendo legislações para que ninguém o possa impedir (EG 213).
O Papa Francisco reafirma que a defesa da vida nascente está intimamente ligada à defesa de qualquer direito humano, que um ser humano é sempre sagrado e inviolável, e que é fim em si mesmo e nunca meio para resolver outras dificuldades, e salienta que, sem esta base, caem os fundamentos dos direitos humanos porque, nesse caso ficam sujeitos às conveniências dos poderosos (idem). Nem é opção progressista pretender resolver os problemas, eliminando uma vida humana (EG 214).
Por si só, a razão é suficiente para se reconhecer o valor inviolável de qualquer vida humana mas, se a olhamos também a partir da fé, «toda a violação da dignidade pessoal do ser humano clama por vingança junto de Deus e torna-se ofensa ao Criador do homem (Idem). E, como escreveu João Paulo II, a revelação do Evangelho da vida foi-nos confiada como um bem que há-de ser comunicado a todos: ... a questão da vida e da sua defesa e promoção não é prerrogativa unicamente dos cristãos. Mesmo se recebe uma luz e força extraordinária da fé, ela pertence a cada consciência humana que aspira pela verdade e vive atenta e apreensiva pela sorte da humanidade. (EV 101).
Optando preferencialmente pelos mais fracos, a exemplo de Jesus, propomos para cada dia uma atenção especial aos nascituros, crianças, doentes, pobres e idosos. Pelo meio, no Dia Internacional da Família, 15 de maio, destacamos a família. É nela que a Semana da Vida poderá ter a sua melhor celebração. Daí que os gestos, reflexões e orações sugeridos para cada dia, se dirijam às famílias e às pessoas como seus membros.
Para todos, boa Semana da Vida!
Fonte: aqui

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