sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Rezar serve para alguma coisa?




Nosso sonho é crescer, amadurecer, ser melhores, transformar a vida. O maior dos desafios humanos é "transfigurar" a vida, assim como Jesus fez. Mas esta transformação não foi apenas resultado ou expressão da sua condição divina, e sim, além disso, fruto do enorme poder da oração que Ele incluiu em sua vida como elemento revolucionário da sua existência.

Em outras palavras, as mudanças interiores da vida não derivam somente da boa vontade ou do exercício contínuo das virtudes: as verdadeiras transformações são obras do Artista do céu. A partir disso, entendemos que a oração não serve para mudar Deus, e sim para mudar nós mesmos. Ela não é um recurso de apelação a Deus, mas um jeito de ser, de agir, de viver.

Quem quiser ver sua vida transformada, precisa ser uma pessoa de oração. Se fizéssemos isso com a mesma intensidade com que Jesus o fez, nossa vida seria diferente. Quem ora tem até o rosto diferente, seu sorriso fica iluminado.

As ações e gestos de uma pessoa orante, seu olhar, têm um poder transformador e começam a brilhar com uma luz que não lhes é própria, mas procede de Jesus. Assim como a lua reflete a luz do sol, quem é de Deus reflete sua alegria.

Mas quanto tempo precisamos dedicar à oração?

Não podemos nos contentar com um Pai-Nosso diário, desses que rezamos apressadamente, porque temos outras coisas para fazer. Assim, morreríamos de inanição espiritual. Da mesma forma como precisamos manter um corpo com um mínimo de três refeições diárias, também é importante orar com poder para manter a vida do espírito.

Na vida, as decisões mais importantes são tomadas orando. Nosso rosto deve permanecer sempre frente a Deus por meio da oração, que não é para benefício de Deus, porque Ele não se torna maior nem menor com ela. A oração é para a transformação do ser humano, pois o torna uma criatura nova.

Muitas coisas mudam quando oramos: nossa forma de pensar, de agir, porque Deus se faz presente nela. O espírito do mal foge da pessoa que ora, não resiste, odeia-o e escapa da sua presença.

Só dessa maneira podemos nos transfigurar e ser criaturas novas. Mas não podemos fazer isso sozinhos, nem o conseguiremos. A mentalidade que o mundo nos vende hoje é de que todos nós podemos fazer tudo sozinhos, não precisamos de ninguém, temos poder e a mente consegue tudo o que quiser. Esta é a grande mentira do mundo: fazer-nos sentir como super-homens, quando somos apenas seres mortais: "Sem mim, não podeis fazer nada" (João 15).

Este interruptor da oração dá luminosidade ao rosto. A pessoa acaba tendo o rosto que deu a si mesma pela sua vida e por sua atitude diante dela. As ações modelam o rosto, pois este mostra o que existe dentro do coração.

Um construtor do Reino não pode pretender mudar o mundo nem sua própria vida sem recorrer à oração permanente, mas esta não pode estar sujeita ao pêndulo dos estados emocionais, das variações de humor, do "sentir vontade" ou do sentir-se bem. Quem submete sua fé ao vai e vem das emoções jamais crescerá.

Não há nada que possa tirar nossa firme vontade de orar, nem sequer a vergonha diante de Deus, pois o inimigo sempre estará como leão que ruge, procurando alguém para devorar, e tentando fazer com que nos sintamos inutilmente miseráveis e indignos do amor do Senhor.

Quem ora vence o maligno. Quem ora se transfigura.



Fonte: aqui

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