Leituras: aqui
Irmãos e irmãs:
No coração do Tempo Pascal, a Palavra de hoje traz-nos uma afirmação que é tão simples quanto exigente: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.” Não diz “um caminho”, mas o Caminho. Jesus não é apenas um guia; é a própria estrada que conduz ao Pai.
E isto muda tudo. Porque ser cristão não é apenas saber coisas sobre Deus, nem cumprir algumas práticas. É seguir uma Pessoa, confiar n’Ele, caminhar com Ele todos os dias — nas decisões, nas dúvidas, nas quedas e recomeços.
Mas Jesus vai mais longe: “Quem acredita em mim fará as obras que Eu faço.” Isto pode parecer demasiado grande… mas é precisamente aqui que a fé se torna concreta. A fé vê-se nas obras: no cuidado com quem sofre, na paciência com quem nos custa, no perdão dado a tempo, na palavra que levanta quem está caído.
E hoje, neste caminho de amor concreto, não podemos deixar de olhar para as mães.
O Dia da Mãe recorda-nos um dos sinais mais claros do amor de Deus no mundo: o amor que gera, cuida, sustenta e nunca desiste. Quantas vezes são as mães que nos mostram, sem discursos, o que significa “fazer as obras de Cristo”: servir sem aplauso, amar sem medida, recomeçar todos os dias.
Tal como Jesus prepara lugar para nós, também uma mãe prepara espaço no seu coração para os filhos — sempre, mesmo quando eles se afastam.
Por isso, hoje damos graças pelas mães: pelas que estão presentes, pelas que já partiram, pelas que lutam, pelas que sofrem, pelas que educam na fé. E pedimos também que cada um de nós aprenda esse amor fiel, paciente e concreto.
Irmãos, Jesus é o Caminho. As mães ajudam-nos a percorrê-lo. Agora cabe-nos a nós continuar — com fé viva e obras que falem.