
“A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vós sois vós.
O que eu era para vós, continuarei a sê-lo.
Dai-me o nome que sempre me destes, falai comigo como sempre fizestes.
Vós continuais a viver no mundo
das criaturas, eu já vivo no mundo do Criador.
Não utilizeis um tom solene ou triste, continuai a rir daquilo que nos
fazia rir juntos.
Rezai, sorri, pensai em mim. Rezai por mim.
Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum
tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi
cortado.
Porque estaria eu fora dos vossos pensamentos, agora que estou apenas
fora de vossas vistas?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho…
Vós que aí ficastes, segui em frente, a vida continua, linda e bela
como sempre foi”
Santo Agostinho
Na Eucaristia das 11 horas, em 28 de junho, a Comunidade Tarouquense homenageou os seus 13 falecidos durante o período de confinamento: Rita Mendonça, Clotilde, António Brás, António Melo, Albino, Manuel Pereira, Maria Sebastiana, Manuel, Maria Emília, Maria Dulce, Fernanda, Joaquim, Arminda. Um placard mostrava as fotos e dia de falecimento. Oferta da Funerária Pinto & Fonseca Lda a quem se agradece.
O coral cantou também "os ofícios" e o pároco, nas suas intervenções sublinhou que esta celebração era não só um acto de solidariedade para com as famílias que viram partir os seus entes queridos numa situação de confinamento em que o afastamento mais aguçou o sofrimento, mas era sobretudo a celebração da fé na ressurreição, pois "não vivemos para morrer, mas morremos para viver."
Antes do cântico de acção de graças, foi lido o texto que acima se publica, de Santo Agostinho.
No fim da Eucaristia, o Presidente da Junta de Freguesia, co-autor da ideia desta celebração, dirigiu uma palavra aos presentes, ressaltando o sentido de presença junto das famílias sofredoras e a convicção de que os lembrados intercederão para que sejamos livres desta pandemia.
Comunhão com as famílias enlutadas, oração pelo eterno descanso de quem partiu, a ressurreição de Cristo que ilumina as dores do mundo.
Só umas boas raízes podem assegurar a saúde da árvore e a abundância dos frutos. Não saberemos para onde vamos se não soubermos de onde vimos...
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