domingo, 1 de fevereiro de 2026

Famílias reunidas e Encontro de Pais - "A família e as novas tecnologias"

15 horas do dia 31de janeiro, Centro Paroquial de Tarouca. Salão cheio de pais e filhos. Iniciava-se o Encontro de Famílias, com a celebração da Eucaristia vespertina, presidida pelo P.e Paulo Alves que fez a homilia.
Seguidamente, os filhos foram ver um filme ao Auditório Municipal sobre David (antigo rei de Israel), acompanhados pelos respetivos catequistas. Os pais ficaram no salão para o seu encontro que, sob o lema que tem a ver com o presente Ano Pastoral: "Igreja em construção, famílias em dedicação", Após a intervenção de um membro da equipa promotora, seguiu-se um "teatro de sombras", representando o papel das novas tecnologias na família, do agrado dos presentes. Esta atividade foi feita pelo Grupo de Jovens.
Depois, os pais dividiram-se por grupos de 7 e, em grupo, trabalharam durante algum tempo sobre novas tecnologias na família sob uma perspetiva cristã.
Este trabalho grupal já foi realizado em termos das modernas tecnologias, sem papéis.
Seguiu-se uma intervenção da psicóloga Dra. Milene e do P.e Paulo Alves, professor de Psicologia no Ensino Superior. Procuraram esclarecer e lançar luz sobre as conclusões dos grupos, num estilo simples, agradável, positivo. esperançoso que envolveu os presentes.
Pais, filhos, comunidade não devem nem endeusar nem demonizar as novas tecnologias. Devem humanizá-las e pô-las aio serviço da dignidade da pessoa humana. É o caso da Inteligência Artificial - IA. Ela só nos ajuda em verdade se nós formos inteligentes a interagir com ela.
De seguida, chegaram ao salão os filhos, vindos do filme, e teve lugar um chazinho, servido com bolo.

Notas finais:
1. Parabéns à equipa organizadora: Luís, Lurdes, Almerinda, Judite, Adelaide, Tozé, Susana e Natália. Bom trabalho de conceção,  planeamento e execução. 
2. Obrigado ao Grupo de Jovens  pela bela execução do "teatro de sombras".
3. Parabéns aos catequizandos  de todos os anos de catequese e seus catequistas.
4. Foi ótimo ver tantos pais, participativos e interessados.  É bom trabalhar para vós. Mas é ainda melhor trabalhar convosco. Juntos vamos mais longe...
5. Abraço de agradecimento e felicitação ao bom amigo, P.e Paulo e à Drª Milene. Estiveram muito bem. Como é costume. 
6. Através dos filhos, das Eucaristias dominicais, do Facebook, do Blog da Paróquia, do jornal Sopé da Montanha  procuramos chegar a todas as famílias. 
7. Parabéns aos escuteiros que, perante a família paroquial, deram um belo testemunho, simples e alegre, da vida escutista.  O escutismo é AMIGO das famílias!
Que belo momento da Família Paroquial! A paróquia é uma família de famílias.

Família, ecrãs e coração

Vivemos num tempo em que as novas tecnologias entraram definitivamente em casa. Estão na sala, no quarto, no bolso e até à mesa. Não bateram à porta: chegaram e ficaram. Por isso, mais do que perguntar se devemos lidar com elas, a verdadeira questão é como o fazemos — em família, com inteligência, com afeto e com responsabilidade.

Foi precisamente sobre isto que refletimos num belo e participativo encontro paroquial de famílias. Depois de os mais novos seguirem para as suas atividades, os pais ficaram à conversa, partilhando dúvidas, experiências e esperanças. Não houve receitas mágicas, mas houve escuta, proximidade e vontade de caminhar juntos.

As tecnologias não são inimigas nem salvadoras. Não são boas nem más por si mesmas. São ferramentas. Endeusá-las seria ingénuo; demonizá-las, injusto e pouco eficaz. O discernimento — tão caro à tradição cristã — continua a ser o melhor guia: usar bem o que existe, sem perder o essencial.

As crianças e os adolescentes precisam de limites. Precisam mesmo deles — ainda que protestem. Os limites não são castigos, são gestos de cuidado. Dão segurança e ajudam a crescer. A radicalidade, pelo contrário, raramente educa: fecha portas, alimenta a mentira e empurra para o uso escondido.

Num mundo cada vez mais digital, é importante estarmos atentos ao bullying informático. As palavras escritas num ecrã também ferem, e o silêncio pode aumentar a dor. A presença atenta dos adultos, o diálogo aberto e a confiança continuam a ser a melhor proteção.

Também a inteligência artificial e as novas tecnologias podem ser grandes aliadas, desde que estejam ao serviço da pessoa humana. A fé recorda-nos que nenhuma máquina substitui a consciência, a liberdade, o amor e a capacidade de escolher o bem.

A família continua a ser o primeiro lugar onde se aprende a usar o mundo — inclusive o digital. Com paciência, com quedas e recomeços, com regras e ternura. E quando caminhamos juntos, como comunidade cristã, torna-se mais fácil educar com esperança. Porque onde há encontro, há futuro. E onde há amor, Deus continua a passar.