terça-feira, 13 de novembro de 2012

TOTAL CONCORDÂNCIA

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A Igreja não vai mexer nas taxas eclesiásticas e estipêndios
 
Está decidido. A Igreja não vai mexer nas taxas eclesiásticas e estipêndios, pelo menos até finais de 2013. A última actualização ocorreu a 10 de Junho de 2008.
"Não estamos em altura de pensar em aumentos. Os tempos que correm obrigam-nos sobretudo a dar atenção aos necessitados que, infelizmente, são cada vez mais em Portugal", disse ao CM D. Jorge Ortiga, arcebispo primaz de Braga e presidente da maior província eclesiástica do País.
Os bispos da província eclesiástica de Braga (Braga, Porto, Aveiro, Vila Real, Viana do Castelo, Bragança-Miranda, Lamego , Coimbra e Viseu) reúnem-se no próximo dia 27; mas a questão das taxas e dos estipêndios não estará sequer em cima da mesa.
Assim, pelo menos até finais de 2013, o estipêndio da missa continua nos dez euros, mantendo-se também as restantes taxas diocesanas, como o casamento (25 euros), ou o baptismo (7,5 euros).
De resto, os bispos pretendem que a tendência seja a diminuição dos preços ou mesmo a gratuitidade, sempre que os serviços religiosos aconteçam nas igrejas das paróquias de residência, e que as taxas possam conhecer algum agravamento nos restantes casos.
Refira-se que, no caso dos casamentos, por exemplo, a licença para realizar a cerimónia numa capela privada já está nos 150 euros. No baptismo, a taxa, nestes casos, é de 75 euros.
"SERIA GOZAR COM OS POBRES"
Os párocos consideram que a decisão dos bispos não podia ser outra. "Aumentar agora o estipêndio das missas seria gozar com os fiéis mais pobres", disse ao CM o padre António Gonçalves, pároco de Molares, Gagos, Vale de Bouro e Ourilhe, em Celorico de Basto. Segundo o sacerdote, "são precisamente as pessoas que têm menos posses que mandam celebrar missas, pelo que seria uma afronta mexer nos valores numa altura destas". De resto, o padre António Gonçalves alerta para o facto de o número de intenções continuar a cair de forma vertiginosa. "Nos primeiros nove meses deste ano, tive cerca de metade das intenções de igual período do ano passado. As pessoas estão mesmo a ficar sem dinheiro", afirma.
Fonte: aqui

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