sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Paróquia de S. Pedro de Tarouca: Ano Catequético 2026/27

 Aos Pais 

e responsáveis pelos catequizandos


1. Velem para que os vossos filhos sejam pontuais, assíduos e tenham um comportamento correto.

2. Não venham buscá-los ao fim da catequese. Fiquem com eles na Missa. A Missa é a parte mais importante da catequese.

3. Procurem saber em casa o que aprenderam na catequese, como decorreu a catequese.

4. Ajudem as crianças para que elas tragam sempre o material necessário para a catequese: catecismo, caderno e caneta…
Não trazer brinquedos para a catequese nem telemóveis.

5. Tenham em conta que a vigilância das crianças antes e depois da catequese pertence aos pais

6. Estejam atentos às faltas e, quando for justo, justifiquem-nas perante o catequista, com uma justificação séria. Não vale argumentar que “tem que ir a uns anos…”. As faltas podem levar à retenção. Conforme decisão dos pais, o limite de faltas é de 5 faltas. Portanto muita atenção à retenção por excesso de faltas…

E lembre-se que a catequese SÓ termina para todos, em meados de junho.

7. Falem com frequência com os catequistas dos vossos filhos, informem-se sobre o seu aproveitamento e comportamento.

8. Estimem os catequistas. Eles são voluntários que, em virtude da fé, dão tempo, carinho e esforço para ajudar os vossos filhos a caminhar para Cristo.

9. Se quiserem estar presentes na sessão da catequese, oferecendo ajuda e dando o vosso testemunho, serão recebidos com alegria.

10. lembrem-se sempre: as palavras podem passar, mas o exemplo permanece!

11. Os jovens do Crisma têm que participar numa atividade da paróquia (coral, grupo de jovens, Gaspta, outro…). Claro, sem faltar à catequese semanal.

12. Ao sábado a catequese começa às 15 e termina às 16 h, sempre atentos aos toques da campainha. Pede-se pontualidade. Rigor na marcação de faltas.

13. Ao sábado, a Missa com crianças é às 16.15h. É necessária a participação na Missa. Nunca desistir de teimar.

14. Os catequizandos que têm catequese fora do sábado devem assumir o compromisso de ir à Missa, seja ao sábado, seja ao domingo.

15. Se houver pessoas, já fora da idade de catequese, e que queiram fazer o Crisma este ano, devem inscrever-se junto de D. São Guerra até ao fim de outubro, para começarem a ter preparação a partir daí.
Se uma pessoa viver no estrangeiro e quiser vir crismar-se aqui, deve fazer a preparação no estrangeiro, trazendo o respetivo comprovativo.



Atividades da Catequese
-10 /10- Inicio da Catequese

- 7/11 – Magusto da Catequese

- 23 de dezembro: “Missa do Menino Jesus” com crianças e famílias, dinamizada por crianças, 21h.

- 26 de Dezembro: e 2 de janeiro: pausa do Natal

- 30 de janeiro: reunião formativa para os país. Tema: SOMOS IGREJA

- 06 de fevereiro: Pausa do Carnaval

- 19 de março: Dia do Pai

- 20 de março: Comunhão Pascal

- 27 de março e 3 de abril: Pausa da Páscoa

- Em abril—tempo pascal—Via Sacra da Ressurreição com crianças. Em 17 de abril. Desde a Igreja até Alcácima. Participação de cada grupo da catequese, catequistas, pais, jovens e escuteiros.

- 01 de maio: Véspera do Dia da Mãe e Festa do Pai Nosso

- Reunião dos pais dos meninos que vão fazer a 1ª Comunhão, Profissão de Fé e Crisma (de acordo com os catequistas)

-27 de maio: Corpo de Deus e Prof. de Fé

- 30 de Maio, encerramento do Mês de Maria no Centro Paroquial: presença de crianças e famílias.

- 06 de junho, 1ª Comunhão

- Encerramento da Catequese com o passeio arciprestal das crianças.

- Crisma arciprestal ( aguarda-se a data)

- Peregrinação das crianças do 6º ano a Fátima? (???)

- Pede-se que se comece a usar o material escolhido desde o princípio do ano: catecismo, ou Youcat, ou Bíblia, ou Novo Testamento…

- Pode haver grupos da catequese de adolescentes que funcionem fora do sábado, se os catequistas, catequizandos e pais assim o entenderem…

- Não é obrigatório acompanhar os catequizandos ao longo dos 1o anos… Atenção aos dons de cada um

- Solicita-se a melhor atenção de TODOS para a preservação do edifício

- Nas várias atividades catequéticas, pedimos sempre a melhor articulação entre os dinamizadores e o Coral Juvenil da Catequese.



Catequistas 2026/2027



 Coordenação da catequese: D. Alda e Dr. Tozé

1°ano: D. Cândida

2º ano: D. São Guerra e D. Jéssica

3º ano: D. Paula Pio e  Alexandre

4º ano: D. Angelina, Carolina e sr Nélson

5º ano: D. Delfina, D. Judite e D. Carminda

6º ano: D. Palmira, Helena e D. Conceição

7º ano: D. Lurdes e sr. Marcelino

8º ano: D. Isabel e D. Marina Lucena

9º ano: D. Alda e Prof. César

10º ano: Dr. Tozé, D. Natália

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES - 18 de outubro de 2026


 Um em Cristo, unidos na missão

Queridos irmãos e irmãs!

Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o centenário desta celebração, instituída por Pio XI e tão estimada pela Igreja, escolhi o tema «Um em Cristo, unidos na missão». Após o Ano Jubilar, desejo exortar toda a Igreja a prosseguir o caminho missionário com alegria e zelo no Espírito Santo, o que requer corações unificados em Cristo, comunidades reconciliadas e, em todos, disponibilidade para colaborar com generosidade e confiança.

Refletindo sobre o nosso ser um em Cristo e unidos na missão, deixemo-nos guiar e inspirar pela graça divina, para «renovar em nós o fogo da vocação missionária» e avançar juntos no empenho pela evangelização, numa «nova era missionária» na história da Igreja (Homilia na Missa pelo Jubileu do Mundo Missionário e dos Migrantes, 5 de outubro de 2025).

1. Um em Cristo. Discípulos-missionários unidos n’Ele e com os irmãos e irmãs

No centro da missão está o mistério da união com Cristo. Antes da sua Paixão, Jesus orou ao Pai: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo 17, 21). Nestas palavras, revela-se o desejo mais profundo do Senhor Jesus e, ao mesmo tempo, a identidade da Igreja, comunidade dos seus discípulos: ser uma comunhão que nasce da Trindade e que vive da e na Trindade, ao serviço da fraternidade entre todos os seres humanos e da harmonia com todas as criaturas.

Ser cristão não é, em primeiro lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo. Significa permanecer em Cristo como os ramos na videira (cf. Jo 15, 4), imersos na vida trinitária. Desta união, brota a comunhão recíproca entre os crentes e nasce toda a fecundidade missionária. Sim, como ensinou São João Paulo II, a comunhão representa a fonte e, simultaneamente, o fruto da missão (cf. Exort. ap. Christifideles laici, 32).

Sendo assim, a primeira responsabilidade missionária da Igreja é renovar e manter viva a unidade espiritual e fraterna entre os seus membros. Em muitas situações, assistimos a conflitos, polarizações, incompreensões, desconfiança mútua. Quando, também nas nossas comunidades, isto acontece, o seu testemunho enfraquece. A missão evangelizadora, que Cristo confiou aos discípulos, requer primeiramente corações reconciliados e desejosos de comunhão. Nesta ótica, será importante intensificar o compromisso ecuménico com todas as Igrejas cristãs, aproveitando também as oportunidades suscitadas pela comum celebração do 1700.º aniversário do Concílio de Nicéia.

Por último, mas não menos importante, ser «um em Cristo» chama-nos a manter sempre o olhar voltado para o Senhor, para que Ele esteja verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada palavra, ação, relação interpessoal, de modo a fazer-nos dizer com admiração: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20). Isto será possível na escuta constante da sua Palavra e na graça dos Sacramentos, para sermos pedras vivas da Igreja, chamada hoje a recolher as instâncias fundamentais do Concílio Vaticano II e do subsequente Magistério pontifício, em particular, do Papa Francisco. Realmente, como afirma São Paulo, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor» (2 Cor 4, 5). Reitero, portanto, as palavras de São Paulo VI: «Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 22). Tal processo de genuína evangelização começa a partir do coração de cada cristão para depois se expandir a toda a humanidade.

Por conseguinte, quanto mais estivermos unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia.

2. Unidos na missão. Para que o mundo creia em Cristo Senhor

A unidade dos discípulos não é um fim em si mesma: ela está orientada para a missão. Jesus afirma-o com clareza: «para que assim […] o mundo creia que Tu me enviaste» (Jo 17, 21). É no testemunho de uma comunidade reconciliada, fraterna e solidária que o anúncio do Evangelho encontra toda a sua força comunicativa.

Nesta perspectiva, vale a pena recordar o lema do Beato Paulo Manna: «Toda a Igreja para o mundo inteiro», que expressa sinteticamente o ideal que animou a fundação, em 1916, da Pontifícia União Missionária. A ela, no seu 110.º aniversário, pelo empenho em animar e formar o espírito missionário de sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos, favorecendo a união de todas as forças evangelizadoras, vai o meu reconhecimento e a minha bênção. Com efeito, nenhum batizado é estranho ou indiferente à missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja. Como o Papa Francisco recordou mais de uma vez, o anúncio do Evangelho é sempre uma ação conjunta, comunitária, sinodal.

Por isso, estar unidos na missão significa guardar e alimentar a espiritualidade de comunhão e colaboração missionária. Crescendo dia a dia nessa atitude, aprendemos com a graça divina a olhar cada vez mais para os nossos irmãos e irmãs com olhos de fé, a reconhecer com alegria o bem que o Espírito suscita em cada um, a acolher a diversidade como riqueza, a carregar os fardos uns dos outros e a buscar constantemente a unidade que vem do Alto. Pois temos juntos uma única missão que nos vem de «um só Senhor, uma só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos» (Ef 4, 5-6). Esta espiritualidade constitui a forma quotidiana do discipulado missionário. Ela ajuda-nos a recuperar uma visão universal da missão evangelizadora da Igreja, superando a fragmentação dos esforços e divisões de facções – “de Paulo”, “de Apolo” – entre os seguidores do único Senhor (cf. 1 Cor 1, 10-12).

Obviamente, a unidade missionária não deve ser entendida como uniformidade, mas como convergência dos diferentes carismas para o mesmo objetivo: tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a um encontro com Ele. A evangelização realiza-se quando as comunidades locais colaboram entre si e quando as diferenças culturais, espirituais e litúrgicas se expressam plena e harmoniosamente na mesma fé. Encorajo, deste modo, as instituições e realidades eclesiais a fortalecer o sentido de comunhão missionária eclesial e a desenvolver com criatividade formas concretas de colaboração entre si para a missão e na missão.

A propósito, agradeço às Pontifícias Obras Missionárias pelo serviço à cooperação missionária, que experimentei com apreço já durante o meu ministério no Peru. Estas obras – Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo e União Missionária – continuam a alimentar e a formar a consciência missionária dos fiéis, seja dos pequenos aos crescidos, e a promover uma rede de oração e caridade que une as comunidades de todo o mundo. É significativo que a fundadora da Obra para a Propagação da Fé, a Beata Pauline Marie Jaricot, tenha idealizado, há duzentos anos, o Rosário Vivo, que ainda hoje reúne à distância numerosos fiéis em grupos para rezar pelas necessidades espirituais e missionárias. É importante recordar que, precisamente a partir de uma proposta da Obra para a Propagação da Fé, Pio XI instituiu, em 1926, a celebração do Dia Mundial das Missões, cujas ofertas recolhidas anualmente são por ela distribuídas, em nome do Papa, para as várias necessidades da missão da Igreja. Desta forma, as quatro Obras, em conjunto e cada uma na sua especificidade, continuam a desempenhar um papel precioso para toda a Igreja. Elas são um sinal vivo da unidade e da comunhão missionária eclesial. Convido todos a colaborar com elas com espírito de gratidão.

3. Missão do amor. Anunciar, viver e partilhar o amor fiel de Deus

Se a unidade é a condição da missão, o amor é a sua essência. A Boa Nova que somos enviados a anunciar ao mundo não é um ideal abstrato: é o Evangelho do amor fiel de Deus, encarnado no rosto e na vida de Jesus Cristo.

A missão dos discípulos e de toda a Igreja é a continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do amor, que se vive no amor e que conduz ao amor. Tanto é verdade que o próprio Senhor, na sua grande oração ao Pai antes da Paixão, depois de invocar a unidade dos discípulos, conclui assim: «O amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também» (Jo 17, 26). Os Apóstolos, portanto, evangelizaram movidos pelo amor de Cristo e por Cristo (cf. 2 Cor 5, 14). Da mesma forma, ao longo dos séculos, numerosos cristãos, mártires, confessores, missionários, deram a vida para dar a conhecer este amor divino ao mundo. Assim, a missão evangelizadora da Igreja continua guiada pelo Espírito Santo, Espírito de amor, até ao fim dos tempos.

Por isso, desejo agradecer especialmente aos atuais missionários e missionárias ad gentes: pessoas que, como São Francisco Xavier, deixaram a sua terra, a sua família e as seguranças para anunciar o Evangelho, levando Cristo e o seu amor a lugares muitas vezes difíceis, pobres, marcados por conflitos ou culturalmente distantes. Apesar das adversidades e dos limites humanos, eles continuam a doar-se com alegria porque sabem que o próprio Cristo, com o seu Evangelho, é a maior riqueza a partilhar. Com a sua perseverança, mostram que o amor de Deus é mais forte do que qualquer barreira. O mundo ainda precisa destes corajosos testemunhos de Cristo, e também as comunidades eclesiais necessitam de novas vocações missionárias, que devemos sempre ter no coração e rezar continuamente por elas ao Pai. Que Ele nos conceda o dom de jovens e adultos dispostos a deixar tudo para seguir Cristo no caminho da evangelização até aos confins da terra!

Admirando os missionários e as missionárias, faço um apelo especial à Igreja: unirmo-nos todos a eles na missão evangelizadora através do testemunho da vida em Cristo, da oração e do contributo para as missões. Muitas vezes, bem o sabemos, «o Amor não é amado», como disse São Francisco de Assis, a quem olhamos de modo particular pelos oitocentos anos do seu trânsito para o Céu. Deixemo-nos contagiar pelo seu desejo de viver no amor do Senhor e de o transmitir ao próximo e ao distante, porque, como ele afirmava, «muito se deve amar o amor d’Aquele que muito nos amou» (São Boaventura de Bagnoregio, Legenda Maior, cap. IX, 1; Fontes franciscanas, 1161). Sentimo-nos também estimulados pelo zelo de Santa Teresinha do Menino Jesus, que se propôs continuar a sua missão mesmo depois da morte, declarando: «No Céu, desejarei a mesma coisa que na terra: amar Jesus e fazê-Lo amar» (Carta ao reverendo M. Bellière, 24 de fevereiro de 1897).

Animados por estes testemunhos, comprometamo-nos todos a contribuir, cada um segundo a própria vocação e dons recebidos, para a grande missão evangelizadora, que é sempre obra do amor. As vossas orações e o vosso apoio concreto, especialmente por ocasião do Dia Mundial das Missões, serão uma grande ajuda para levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos mais pobres e necessitados. Cada dom, mesmo o menor entre eles, torna-se um ato significativo de comunhão missionária. Por isso, renovo o meu sincero agradecimento «por tudo o que fareis para me ajudar a ajudar os missionários em todo o mundo» (Videomensagem para o Dia Mundial das Missões 2025). E para promover a comunhão espiritual, deixo-vos, com a minha bênção, esta simples oração:

Pai santo, concedei-nos ser um em Cristo, enraizados no seu amor que une e renova. Fazei que todos os membros da Igreja sejam unidos na missão, dóceis ao Espírito Santo, corajosos no testemunho do Evangelho, anunciando e encarnando todos os dias o vosso amor fiel por cada criatura.

Abençoai os missionários e as missionárias, sustentai-os no seu esforço, guardai-os na esperança!

Maria, Rainha das missões, acompanhai a nossa obra evangelizadora em todos os cantos da terra: tornai-vos instrumentos de paz e fazei que o mundo inteiro reconheça em Cristo a luz que salva. Amém.

Vaticano, no III domingo do Tempo Comum, Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, 25 de janeiro de 2026

LEÃO PP. XIV

terça-feira, 6 de outubro de 2026

"Às vezes... aqui também sou padre"


Livro recorda Padre António Seixeira e duas décadas de ligação a Salzedas

Obra de José Simões recupera memórias e episódios do percurso do sacerdote, que foi pároco de Salzedas entre 1993 e 2014

A memória do Padre António Seixeira, figura que marcou a vida de Salzedas durante mais de duas décadas, está agora reunida no livro Às vezes... aqui também sou padre, da autoria de José Simões. A obra foi apresentada na sacristia do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, num momento que juntou pessoas ligadas à comunidade e que quiseram recordar o percurso do sacerdote e a relação que construiu com a população.

Padre António Seixeira foi pároco de Salzedas entre 1993 e 2014, período durante o qual desenvolveu um trabalho que deixou marcas na freguesia. A sua ligação às pessoas e às vivências da comunidade são alguns dos aspetos que a obra procura preservar, através de histórias e memórias associadas ao seu percurso.

Na apresentação do livro, o Presidente da Câmara Municipal de Tarouca, José Damião Melo, destacou precisamente a importância do sacerdote para a comunidade local.

«Sem dúvida alguma, o Padre António Seixeira foi uma figura marcante para Salzedas, pelo trabalho que desenvolveu e pela relação que construiu com as pessoas ao longo dos anos», afirmou o autarca.

José Damião Melo felicitou ainda José Simões pela iniciativa, sublinhando o papel da escrita na preservação da memória coletiva. «Escrever também é uma forma de preservar e perpetuar no tempo o nosso património, a nossa cultura e, sobretudo, as memórias das pessoas que fizeram parte da nossa história», considerou.

Mais do que uma biografia, Às vezes... aqui também sou padre procura guardar uma parte da memória de Salzedas. As histórias e vivências associadas ao Padre António Seixeira tornam-se, através da publicação, um testemunho para as gerações futuras sobre uma figura que acompanhou uma importante etapa da história recente da freguesia.

A apresentação decorreu num dos espaços mais emblemáticos do património de Tarouca, o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, criando uma ligação simbólica entre a história do lugar e a memória das pessoas que contribuíram para a construção da identidade da comunidade.

Através desta obra, José Simões contribui para manter vivo o percurso do Padre António Seixeira e, simultaneamente, para preservar histórias de Salzedas que, com o passar do tempo, poderiam perder-se. Uma forma de recordar uma figura que, entre 1993 e 2014, fez parte da vida da freguesia e deixou a sua marca junto daqueles com quem se cruzou.

Observação: O Pároco de Tarouca não pôde estar presente  neste ato, porque se encontrava em trabalho pastoral com os catequistas em Santa Helena. Mas fica contente com a homenagem oresrada ao amigo P.e Seixeira, falecido em 2014.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

11 de Outubro, 2026 - 28º Domingo do Tempo Comum - Ano A


Leituras: aqui

Jesus fala-nos hoje de um convite.
Há uma festa preparada.
Deus convida.
Mas os convidados arranjam desculpas.

Tinham outras coisas para fazer.

Hoje começa a catequese.
As crianças e adolescentes vêm.
Mas o convite não é só para eles.

É também para os pais.

Pais, não tragam os filhos à catequese e vão embora.
Não fiquem no café.
Não fiquem na conversa.
Entrem. Fiquem. Celebrem.

Os filhos percebem muito bem o que é importante para os pais.

Se a catequese é importante, a Missa também tem de ser.
Se queremos que eles conheçam Jesus, temos de Lhe dar lugar na nossa própria vida.

Não se pode pedir aos filhos um caminho que os pais não querem fazer.

Hoje começa a catequese.
Começa também um desafio para as famílias:

Se queremos que os nossos filhos vivam a fé, temos de lhes mostrar que ela também conta para nós.

Caminhemos com eles.

O convite está feito.

Deus prepara a mesa.
Não faltemos.

Jornal Sopé da Montanha está mesmo a chegar!

domingo, 4 de outubro de 2026

Em Santa Helena, catequistas preparam o novo ano catequético que terá início no sábado, dia 10, às 15h, na Igreja Paroquial

Realizou-se hoje, em Santa Helena, uma reunião de Catequistas da Paróquia de São Pedro de Tarouca, juntamente com o pároco, com o objetivo de preparar o novo ano catequético que se aproxima.

A Paróquia de São Pedro de Tarouca conta com cerca de 250 crianças na catequese, acompanhadas ao longo do ano por Catequistas que, de forma voluntária, dedicam parte do seu tempo à transmissão da fé e ao acompanhamento das crianças e jovens.

Durante o encontro foi recordado que todos são chamados a participar na missão de evangelizar, pois «Deus não quer videiras inúteis». Ser Catequista é, assim, colocar-se ao serviço dos outros e ajudar a fazer crescer a fé.

Foi também lembrada uma frase do Papa Francisco: «Ser Catequista é tomar alguém pela mão e acompanhá-lo para Cristo». Uma missão que não pertence apenas aos Catequistas. Também os pais, os avós e toda a comunidade têm um papel importante na transmissão da fé, começando esse caminho no seio da própria família.

O encontro terminou com a celebração da Eucaristia na Capela de Santa Helena. A figura de Santa Helena recorda também a importância da família na evangelização. Mãe do imperador Constantino, a sua fé e o seu testemunho estiveram ligados ao caminho de conversão do próprio filho.

Tal como Maria acompanhou Jesus e viveu a fé no coração da família, também cada família é chamada a ser um lugar onde a fé nasce, cresce e é transmitida. Catequistas, pais, avós e comunidade partilham, assim, a mesma missão: acompanhar as novas gerações no caminho da fé.


Paula Pio

terça-feira, 29 de setembro de 2026

A Igreja fora das igrejas

 
Concelho de Tarouca. As festas concelhias -Festas de S-Miguel - foram acontecendo. Dias de movimento, de encontros e de festa. Etnografia, música, astronomia, animação, tendas para todos os gostos e, hoje, a feira anual, com a sua mistura tão própria de gente, negócios, pregões e encontros.E a Igreja esteve lá.

Hoje, esteve aberta.

De portas abertas para quem quis entrar. Houve Eucaristia. E, porque eram as festas do concelho, rezou-se pelo concelho: pelas suas gentes, pelas famílias, por quem trabalha, por quem sofre, por quem procura caminhos. Houve tempo para oração pesoal, confissões, atendimento às pessoas...

Mas a Igreja não ficou apenas dentro da igreja.

A Igreja saiu para a rua.

No cortejo etnográfico, os Escuteiros levaram consigo a sua presença, a sua alegria e o seu jeito de estar. E continuaram presentes, com a sua tenda aberta no recinto dos espetáculos.

E hoje, no meio da feira, lá estava outra "tenda". Ao fundo do recinto, a do GASPTA.

E aquela "tenda" trazia uma história.

Nos dias anteriores, o GASPTA foi pedindo. E as pessoas foram dando. Aqui uma oferta, ali outra. Coisas que foram chegando pelas mãos generosas de muitos e que hoje foram a sorteio. Pequenos gestos que, juntos, se transformaram numa ajuda concreta para quem mais precisa.

No meio da feira, onde quase tudo tem um preço, aquela tenda tinha outra lógica.

Não estava ali para vender. Estava ali para ajudar.

E talvez seja isto que vale a pena guardar destas festas: a Igreja não se fechou sobre si mesma. Esteve dentro da igreja, sim. Mas também esteve no cortejo, no recinto, na feira, no meio da gente.

Não ficou à espera que as pessoas fossem ter com ela.

Foi ao encontro delas.

Uma palavra de apreço aos Escuteiros e ao GASPTA. Pela presença, pela disponibilidade, pelo trabalho escondido que muitas vezes começa muito antes de a tenda aparecer.

Porque Igreja não é só o que acontece dentro das igrejas.

Há Igreja quando se reza.
Há Igreja quando se acolhe.
Há Igreja quando se serve.
Há Igreja quando se dá.

E, às vezes, é precisamente no meio da rua, entre uma feira, uma festa e uma multidão, que a Igreja se vê melhor.

A Igreja fora das igrejas.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

27 de Setembro, 2026 - 26º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: aqui
 

SIM, PAI

Irmãos e irmãs,

Deus continua a chamar. Chama-nos a todos a trabalhar na sua vinha, isto é, a colaborar na construção do seu Reino, de um mundo mais justo, mais fraterno e mais humano.

E diante do chamamento de Deus há sempre uma resposta: SIM ou NÃO.

O Evangelho apresenta-nos dois filhos. O pai pede aos dois a mesma coisa:
«Filho, vai hoje trabalhar na minha vinha.»

Um responde: «Não quero.» Mas depois arrepende-se e vai.

O outro responde: «Sim, Senhor.» Mas não vai.

E Jesus pergunta: «Qual dos dois fez a vontade do pai?»

A resposta é clara: aquele que foi.

Jesus não está a dizer que as palavras não têm importância. O que nos está a dizer é que o nosso “sim” a Deus tem de passar pelas nossas opções, pelos nossos gestos e pela nossa vida.

E aqui está uma pergunta que vale a pena fazermos hoje:
O meu “sim” a Deus é um sim apenas de palavras ou é um sim que se traduz na vida?

Há pessoas que, ao longo de toda a vida, foram dizendo “sim” a Deus: foram baptizadas, participam na Eucaristia, rezam, ajudam, servem a comunidade, estão presentes quando são precisas. Não podemos desvalorizar este “sim”. Pelo contrário: é uma graça e um testemunho.

Quantas pessoas, muitas vezes silenciosamente, mantêm viva a nossa comunidade! Estão na Eucaristia, ajudam, visitam doentes, colaboram, catequizam, limpam a igreja, acompanham os mais frágeis, dão do seu tempo.

A essas pessoas é justo dizer hoje: obrigado pelo vosso “sim”!

Mas também há outro “não”: o daqueles que se afastam da comunidade, que não querem compromissos, que aparecem apenas quando precisam de um sacramento e, depois, ainda se sentem no direito de exigir que a Igreja esteja sempre disponível para eles.

A Igreja não pode ser um supermercado de sacramentos, onde se entra quando se precisa de alguma coisa e se sai logo a seguir.

Ser cristão é muito mais do que pedir um Baptismo, uma Primeira Comunhão, um Crisma ou um casamento. É pertencer a uma comunidade, celebrar a fé, escutar a Palavra, participar na Eucaristia e assumir responsabilidades.

Não podemos querer os frutos da vinha sem querer trabalhar nela.

E isto leva-nos diretamente à catequese.

Começamos um novo ano catequético. E precisamos de dizer isto com toda a clareza, sobretudo aos pais:

A catequese tem duas partes.

A primeira acontece na sala de catequese: é o encontro, a formação, a descoberta da Palavra de Deus, o conhecimento de Jesus e da fé cristã.

Mas há uma segunda parte, absolutamente indispensável: a catequese continua na igreja, na Eucaristia.

Uma sem a outra fica incompleta.

Por isso, não podemos dizer que a criança fez catequese porque esteve uma hora na sala e depois foi para casa.

Isso não é completar a catequese.

E, com todo o respeito pelos pais, temos de dizer isto com firmeza: quando os pais vêm buscar os filhos à catequese para não participarem com eles na Eucaristia, estão a retirar-lhes precisamente a segunda parte da catequese.

É como ensinar uma criança a conhecer uma família e depois nunca a deixar estar com essa família.

A catequese prepara para a Eucaristia e a Eucaristia alimenta aquilo que se aprende na catequese.

Por isso, queridos pais: não entregueis a responsabilidade da educação cristã dos vossos filhos apenas ao catequista.

Vinde com eles. Participai com eles. Rezai com eles. Celebrai com eles.

E queridos catequizandos: esperamos por vós aqui. A igreja também é a vossa casa. A Eucaristia também é a vossa mesa.

E precisamos de mais “sins”

Mas há ainda outro apelo que hoje não podemos deixar de fazer.

Precisamos de catequistas.

Não podemos ficar à espera de que sejam sempre os mesmos a responder. A comunidade cresce quando cada um descobre que também pode servir.

Ser catequista não é apenas dar uma aula. É acompanhar crianças e jovens no encontro com Jesus. É semear. É estar presente. É testemunhar. É ajudar alguém a descobrir que Deus o ama.

Talvez alguém aqui já tenha pensado:
«Eu não tenho jeito.»
«Não sei se sou capaz.»
«Há pessoas mais preparadas do que eu.»

Mas a pergunta não é: «Sou perfeito para ser catequista?»

A pergunta é: «Senhor, estás a chamar-me?»

Se sentes esse apelo, não respondas “não posso” antes de experimentar.

Precisamos do teu SIM.

Precisamos do sim dos jovens, dos pais, dos avós, dos adultos. Precisamos de homens e mulheres que digam: «Aqui estou. Posso ajudar. Quero servir.»

O Senhor continua a dizer:
«Vai trabalhar na minha vinha.»

E talvez hoje a nossa comunidade precise menos de pessoas que digam «alguém devia fazer» e mais de pessoas que digam:

«Eu vou.»
«Eu ajudo.»
«Eu comprometo-me.»
«Sim, Senhor!»

Irmãos e irmãs,

O Evangelho de hoje não nos pergunta apenas o que dissemos no passado. Pergunta-nos o que estamos dispostos a fazer hoje.

Que o nosso “sim” não seja apenas uma palavra.

Que seja um “sim” à Eucaristia.
Um “sim” à comunidade.
Um “sim” à catequese.
Um “sim” ao serviço.
Um “sim” aos irmãos.
Um “sim” à missão.
Um "sim" à generosidade.

E, neste novo ano catequético, que haja muitos catequizandos a dizer “sim”, muitos pais a dizer “sim”, muitos catequistas a dizer “sim” e toda a comunidade a dizer:

SIM, SENHOR.
Eis-nos aqui.
Queremos trabalhar na tua vinha.

Amém.