segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Castanheiro do Ouro: Festa de Santa Apolónia 2026

 
Em 2 de agosto, teve lugar, no Castanheiro do Ouro, a festa em honra de Santa Apolónia, padroeira daquele povo.

Depois da procissão, que se iniciou junto à estátua de Santa Apolónia, seguindo em direção à nova Capela, teve aí lugar a Eucaristia solene, predidid pelo P.e Paulo Alves e animada coralmente pela Banda de Ferreirim de Sernancelhe que esteve muito bem. Saliente-se a postura digna e participativa  das pessoas, tanto na procissão como na Eucaristia. 

A parte profana da festa - foguetes, conjuntos e divertimentos - correu bem e estão de parabéns, tanto o povo como a comissão.

Em nome da comunidade paroquial, parabéns aos mordomos da festa/2026, que teveram a coragem e a dignidade de retirar esta festa do dia  que historicamente pertence a Cristo Rei.  E terá que ser  sempre assim!!

Comissão de Festas 2027: Cátia Venâncio Silva, Telma Miguel, Mara Guedes, Ivo Reis, Carlos Teixeira, Jorge Santos, Armindo Santos Cardoso, Pedro Pereira, Graça Matias, Augusto Fonseca, Ana Sequeira, Inês Ferraz, Jani Pereira, Soraia Gonçalves, Soraia Filipa Rodrigues, Sara Vingadas, Rolando Furtado, Sara Santos, Zé Luís Lima, Raquel Fonseca. 

domingo, 2 de agosto de 2026

Em 9 de agosto: Missa mensal em Santa Hlena

 Em agosto, a  Missa mensal em Santa Helena é  no dia 9, às 17h, antecedida do terço.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

quinta-feira, 30 de julho de 2026

2 de Agosto, 2026 - 18º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: aqui
 
O Pão Partilhado
A mesa ocupa um lugar muito especial na vida das famílias e das comunidades. É à volta dela que se partilham alegrias e preocupações, se fortalecem os laços de amizade e se celebram os momentos mais importantes da vida.

Também Deus nos convida a sentarmo-nos à sua mesa. Na Eucaristia, oferece-nos gratuitamente o alimento que sacia a fome mais profunda do coração humano: a fome de amor, de esperança, de paz e de vida eterna.

Na primeira leitura (Is 55,1-3), o profeta Isaías apresenta-nos um Deus que convida todos para um banquete abundante:

«Vinde todos os que tendes sede… Vinde, comprai e comei, sem dinheiro e sem pagar.»

É um convite dirigido a um povo cansado pelo sofrimento do exílio, mas também a todos aqueles que procuram um novo começo. Deus promete uma vida renovada, onde ninguém é excluído e todos encontram lugar à sua mesa.

Na segunda leitura (Rm 8,35.37-39), São Paulo recorda-nos uma certeza que sustenta toda a vida cristã: nada nos poderá separar do amor de Cristo. É este amor fiel e incondicional que nos fortalece nas dificuldades e alimenta a nossa esperança.

O Evangelho (Mt 14,13-21) apresenta-nos o conhecido milagre da multiplicação dos pães. Jesus vê uma multidão cansada e faminta. Não permanece indiferente. Antes de alimentar os corpos, acolhe as pessoas, cura os doentes e anuncia-lhes a Palavra de Deus.

Quando os discípulos sugerem que a multidão seja despedida para procurar alimento, Jesus responde com um desafio que continua a ecoar na vida da Igreja:

«Dai-lhes vós mesmos de comer.»

Estas palavras não são dirigidas apenas aos Apóstolos, mas a todos os discípulos de Cristo, também hoje.

Jesus mostra-nos o caminho.

Em primeiro lugar, ensina-nos a abrir os olhos diante das necessidades dos irmãos. Há muitas formas de fome: fome de pão, mas também de afecto, de escuta, de justiça, de esperança e de sentido para a vida.

Depois, convida-nos à partilha. Os cinco pães e os dois peixes pareciam insuficientes perante uma multidão tão grande. No entanto, quando são colocados nas mãos de Jesus, tornam-se alimento para todos. O verdadeiro milagre nasce da generosidade e da confiança.

Por fim, Jesus dá graças ao Pai antes de repartir o pão. Reconhece que tudo é dom de Deus. Aquilo que recebemos não nos pertence exclusivamente; somos chamados a administrar os bens que Deus nos confia e a colocá-los ao serviço dos outros.

Este Evangelho recorda-nos que o problema da fome e da pobreza continua muito presente no nosso mundo. A resposta cristã não passa pela indiferença nem pelo comodismo, mas pela solidariedade, pela justiça e pela partilha.

Cada um pode contribuir com aquilo que possui. Nem sempre será muito, mas, quando é oferecido com amor, Deus multiplica-o e transforma-o em bênção para muitos.

O milagre da partilha não acontece apenas com os bens materiais. Um pouco do nosso tempo, uma visita a quem vive sozinho, uma palavra de conforto, um gesto de acolhimento ou um sorriso sincero podem alimentar corações marcados pela solidão e pelo sofrimento.

A multiplicação dos pães aponta ainda para a Eucaristia. Tal como Jesus tomou o pão, ergueu os olhos ao Céu, pronunciou a bênção, partiu-o e entregou-o aos discípulos, também hoje continua a oferecer-Se a nós no Pão da Vida.

Quem participa na Eucaristia é chamado a prolongar na vida aquilo que celebra no altar. Não podemos receber o Corpo de Cristo e permanecer indiferentes às necessidades dos irmãos.

Peçamos ao Senhor a graça de um coração atento, generoso e disponível para repartir o pão, o tempo, a amizade e a esperança. Assim, a nossa comunidade será um verdadeiro sinal do Reino de Deus, onde ninguém se sente excluído e todos encontram lugar à mesa do Senhor.

Texto de P.e António Dalla  Costa, adaptado.

Está quase a chegar o Sopé da Montanha de junho/julho


segunda-feira, 27 de julho de 2026

Cristo Rei em Festa

A festa em honra de Cristo Rei voltou a proporcionar dias de grande fé, convívio e amizade em Gondomar, Tarouca, reunindo muitos fiéis, visitantes e naturais da terra, num ambiente marcado pela tradição e pela partilha. Num local de rara beleza, que, pela sua serenidade e paisagem, nos transporta para algo muito semelhante ao paraíso, viveu-se mais uma edição desta celebração tão acarinhada pela comunidade.

O programa religioso iniciou-se no domingo anterior à festa, com a celebração da missa e da novena preparatória, um momento de oração que contou com a presença dos escuteiros do Agrupamento 1006 de Tarouca que ali fizeram as suas promessas e cuja participação enriqueceu a celebração e reforçou o espírito de união entre gerações.

No final, realizou-se um agradável lanche-convívio, que proporcionou momentos de confraternização entre todos os presentes. A ocasião ficou ainda marcada pela comemoração do 5.º aniversário do Grupo Coral de Gondomar. A celebração contou com a presença do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Tarouca, que assinalou a data oferecendo o bolo de aniversário e o espumante, gesto que foi recebido com grande apreço por todos.

O dia maior da festa foi vivido com grande solenidade. A missa foi presidida pelo Sr. Padre Paulo Alves, reunindo um elevado número de fiéis, seguindo-se a tradicional procissão, manifestação pública de fé que percorreu os caminhos envolventes do recinto de Cristo Rei.

A componente recreativa também marcou presença, com animação musical, momentos de convívio e o habitual sorteio das rifas, encerrando mais uma edição de uma festa que continua a preservar as tradições, fortalecer os laços de amizade e manter vivo o espírito comunitário.

A Festa de Cristo Rei voltou a ser uma celebração de fé profundamente vivida e, ao mesmo tempo, um encontro de famílias e amigos, onde a hospitalidade e a beleza ímpar daquele lugar fizeram desta celebração uma memória que permanecerá no coração de todos os que nela participaram.

Paula Pio

domingo, 26 de julho de 2026

Arguedeira: Festa de São Tiago 2026





Em Arguedeira, os mordomos de Santo António costumam realizar também a festinha de São Tiago. Uma ideia positiva e unitiva da povoação.
25 de julho de 2026. Arguedeira celebrou a Festa de São Tiago. Procissão com o andar do santo até ao recinto da antiga escola primária, onde teve lugar a celebração da Eucaristia, que, por ser sábado, foi vespertina para toda a paróquia. De seguida, o andor voltou para a capela em procissão. A Banda de Tarouca animou coralmente a Missa e tocou na procissão.
A pequena capela de São Tiago tem uma particularidade, já que o púlpito está situado fora do templo, no alpendre que dá acesso ao seu interior.
Em tempos que já lá vão, em que não havia instalação sonora, o púlpito, situado a meio dos templos, era o local onde era proclamada a homilia(sermão) para que assim todos pudessem ouvir o pregador. Dado que a capela era muito pequena, a maioria das pessoas não cabia lá dentro. E para que todos pudessem ouvir o sermão, então os antepassados colocaram o púlpito à entrada . Assim todos poderiam escutar melhor a Palavra de Deus.
Após a Missa, que decorreu em espírito de serena e boa participação, teve lugar o convívio do povo, animado por um conjunto.
Parabéns às mordomas e ao povo.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

26 de Julho, 2026 - 17º Domingo do Tempo Comum - Ano A. Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Leituras: aqui

Dia Mundial dos Avós e dos Idosos
 

"Se eu soubesse, aos vinte anos, o que sei hoje…".

Quem nunca ouviu um avô ou uma avó dizer isto? Não é um lamento. É uma constatação. A vida é uma grande escola. Há lições que não se aprendem nos livros nem na universidade; aprendem-se vivendo.

Talvez seja por isso que Deus, na primeira leitura, faz uma pergunta tão curiosa a Salomão: "Pede-Me o que quiseres." E Salomão, sendo ainda muito novo, pede aquilo que normalmente só os mais velhos desejam: um coração sábio.

Não pediu dinheiro. Não pediu poder. Não pediu uma vida longa. Pediu a capacidade de distinguir o bem do mal, o importante do secundário, o essencial do acessório.

É precisamente essa sabedoria que Jesus descreve no Evangelho.

Um homem passa por um campo. Quantas pessoas já teriam passado por aquele mesmo lugar? Centenas, talvez milhares. Mas só ele encontra o tesouro. O tesouro estava lá. O que fez a diferença foi o olhar.

Também a pérola estava no mercado. Muitos comerciantes a viram. Mas só um percebeu que aquela valia mais do que todas as outras.

A vida é assim.

Duas pessoas podem viver a mesma realidade e ver coisas completamente diferentes. Há quem veja apenas problemas; há quem descubra oportunidades. Há quem veja um idoso e pense: "Já não serve para nada." E há quem veja uma biblioteca inteira de histórias, de fé, de luta, de amor, de vida.

É por isso que hoje celebramos os avós e os idosos.

O Papa Leão XIV recorda-nos que eles nunca devem ser considerados um peso. Pelo contrário, são memória viva da fidelidade de Deus. Uma família que escuta os seus avós é uma família que sabe de onde vem. E quem sabe de onde vem, sabe melhor para onde vai.

Penso que todos guardamos na memória alguma frase de um avô ou de uma avó. Talvez nem lhes déssemos importância na altura. E, anos mais tarde, percebemos: "Afinal, ele tinha razão."

É curioso: a sabedoria quase nunca faz barulho. Não grita. Não aparece nas redes sociais. Vai-se transmitindo numa conversa, à mesa, num conselho dado com simplicidade, numa oração rezada em família, num exemplo de trabalho honesto, numa mão que nunca desistiu.

São Paulo diz hoje que "tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus." Quem escreveu isto não vivia num mundo perfeito. Conheceu prisões, perseguições, incompreensões. Mas aprendeu a olhar para a vida com os olhos de Deus. E esse olhar muda tudo.

Talvez seja esse o maior pedido que podemos fazer hoje.

Não apenas: "Senhor, dá-me saúde." Ou: "Senhor, resolve os meus problemas."

Mas: "Senhor, dá-me um coração sábio. Ensina-me a reconhecer o verdadeiro tesouro antes que seja tarde."

Porque o maior drama não é perder dinheiro. Nem perder oportunidades. O maior drama seria passar pela vida inteira... e nunca descobrir aquilo que realmente lhe dava sentido.

Que os nossos avós, com a sabedoria dos anos, e Cristo, com a sabedoria do Evangelho, nos ensinem a olhar para a vida com um coração novo. E então descobriremos que o verdadeiro tesouro nunca esteve escondido por Deus. Muitas vezes estava apenas escondido aos nossos olhos.

Amén.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Em Cristo Rei: Dia Novena. Aniversário do Grupo Coral de Gondomar. Promessas de Escuteiros do 1006 de Tarouca ... Numa paisagem de eleição.



No contexto da novena a Cristo Rei cuja festa será no próximo domingo pelas 12 horas, houve, na tarde deste domingo, 19 de julho, missa e novena na Capela de Cristo Rei.
Tempo quente. Um paisagem sempre deslumbrantemente bela.
A dinamização litúrgica à conta do Grupo Coral de Gondomar que comemorou o seu 5º aniversário e merece os nossos parabéns!
A cerimónia. embora mais longa, correu bem.
Parabéms aos escuteiros que hoje realizaram a sua promessa.
Sublinhe~se o gesto belo do Grupo Coral que convidou para o lanche do seu aniversário os escuteiros. Um belo momento de alegria, convívio, partilha e unidade.

Homilia – 16.º Domingo do Tempo Comum (Ano A)


Há uma pergunta que atravessa as leituras de hoje: se Deus é bom e o seu Reino está presente, porque continua o mal a crescer?
É uma pergunta antiga, mas profundamente atual. Basta olhar à nossa volta. Há guerras, violência, corrupção, mentira, divisões nas famílias, pobreza ao lado da abundância. E perguntamos: Se Deus semeou boa semente, de onde vem o joio?


É exatamente essa a pergunta dos servos da parábola. Mas eles dão logo um passo que também é muito nosso: «Queres que vamos arrancá-lo?»

Querem resolver o problema rapidamente. Separar os bons dos maus. Limpar o campo.

Jesus responde de uma forma desconcertante: «Não.»

Não porque o mal seja indiferente a Deus. Não porque tudo seja igual. Mas porque Deus conhece o coração humano melhor do que nós. Sabe que a história das pessoas nunca está terminada. Sabe que quem hoje parece joio pode ainda dar fruto. E sabe também que quem se julga trigo pode perder-se pela soberba.

Por isso, Deus não atua com a lógica da eliminação, mas com a lógica da conversão.

Vivemos numa sociedade que perdeu a paciência. Quer resultados imediatos, culpados imediatos, condenações imediatas. Nas redes sociais basta um erro para uma pessoa ficar definitivamente etiquetada. Na política e até na Igreja, depressa dividimos as pessoas entre as que são "das nossas" e as que são "contra nós".

Jesus recusa essa lógica.

O seu Reino não cresce eliminando pessoas, mas oferecendo-lhes tempo para mudar.

É isso que já dizia a primeira leitura. O verdadeiro poder de Deus não consiste em esmagar. Consiste em exercer a justiça com misericórdia. Deus pode tudo, precisamente porque não precisa de recorrer à violência para afirmar o seu poder.

Mas a parábola torna-se ainda mais exigente quando percebemos que o campo não é apenas o mundo. É também o nosso coração.

É muito fácil identificar o joio na sociedade, na Igreja ou nos outros. Mais difícil é reconhecer aquilo que impede o Reino de crescer em nós: o orgulho, a indiferença, a falta de perdão, a inveja, a acomodação.

Talvez seja por isso que Jesus nos pede, antes de tudo, que deixemos Deus trabalhar a nossa vida.

No fim, será Ele quem fará a separação. A nós pede-se outra coisa: sermos boa semente. Num ambiente onde cresce a mentira, semear verdade. Onde cresce o ódio, semear reconciliação. Onde cresce o egoísmo, semear serviço. Onde cresce o desânimo, semear esperança.

É assim que o Reino de Deus cresce: não fazendo mais barulho do que o mal, mas produzindo mais fruto do que ele.

E talvez a pergunta que devemos levar connosco seja esta: na minha família, no meu trabalho, na minha comunidade, sou alguém que ajuda o trigo a crescer ou passo a vida à procura do joio?

É dessa resposta que depende a forma como colaboramos com a obra de Deus.

Peçamos hoje ao Senhor um coração semelhante ao d'Ele: paciente sem ser indiferente, firme sem ser duro, misericordioso sem deixar de amar a verdade. Que saibamos confiar que Deus continua a trabalhar, mesmo quando os frutos ainda não são visíveis.

E quando nos sentirmos desanimados diante do mal que vemos no mundo ou dentro de nós, recordemos que Deus nunca desiste da sua seara. Ele continua a cuidar do campo, a esperar pelo tempo da colheita e a oferecer a cada um a possibilidade de recomeçar.

Ao aproximarmo-nos da Eucaristia, peçamos a graça de sermos boa semente nas mãos de Deus: nas palavras que dizemos, nas escolhas que fazemos, no perdão que oferecemos, na esperança que transmitimos. Porque o Reino de Deus não cresce pela força nem pelo medo, mas pela fidelidade silenciosa de quem se deixa transformar por Cristo.

Que Cristo Rei, sempre de braços abertos, nos ensine a confiar na paciência do PAI e a colaborar com alegria na construção do seu Reino. Amen.