Paróquia de S. Pedro de Tarouca
segunda-feira, 16 de março de 2026
Convite a todos os grupos e associações civis existentes na Freguesia de Tarouca
Informamos ainda que esta atividade só poderá ser realizada deste modo se o tempo o permitir. Doutra forma, será efetuada na Igreja às 15h.
Que momento belo! As 24 Horas para o Senhor...
domingo, 15 de março de 2026
quinta-feira, 12 de março de 2026
15 de Março, 2026 - 04º Domingo da Quaresma - Ano A
CAMINHADA QUARESMAL
Deus
mandou que Samuel fosse a Belém, a casa de Jessé, ungir David, o rei que Ele escolhera
para Israel. Da mesma forma, Jesus mandou o cego de nascença lavar-se na
piscina de Siloé, e isso valeu-lhe a cura da sua cegueira.
Por
sua vez, a Igreja, no seu quarto mandamento, manda-nos fazer jejum e
abstinência. Esta prática tem dois sentidos: experimentarmos solidariamente as
privações que Cristo experimentou no deserto, valendo-se apenas da força de
Deus; e repartir com os mais necessitados o fruto da nossa abstinência.
O
nosso Bispo deixa também um mandato à diocese: “ouso pedir a
todos os meus irmãos e irmãs da nossa Diocese de Lamego, que habitam as suas
223 paróquias, mais empenho na vivência do Evangelho, mais presença nas nossas
celebrações, mais compromisso com a missão, mais atenção uns aos outros e mais dedicação
e paixão pelas coisas de Deus” (nº 16).
Senhor Jesus,
Tu és a luz que ilumina a nossa vida.
Ajuda-nos a reconhecer
os nossos erros e fraquezas.
Dá-nos coragem
para pedir perdão.
Purifica o nosso coração
no Sacramento da Reconciliação.
Ensina-nos a viver melhor,
a fazer o bem
e a cuidar uns dos outros.
Prepara-nos para celebrar
com alegria a Comunhão Pascal.
E faz-nos caminhar sempre
na tua luz.
Amen.
terça-feira, 10 de março de 2026
Festas Populares e Festas Populares Religiosas
Uma festa popular nasce da iniciativa do povo, baseada na tradição e na cultura local, sem ligação direta à Igreja.
Uma festa popular religiosa, por sua vez, é expressão de fé e devoção, organizada em comunhão com a Igreja. Os mordomos, apresentados ao Pároco, são nomeados por este, assegurando que todos os atos estejam em conformidade com os ensinamentos da Igreja. Caso desrespeitem frontalmente estas normas, podem ser substituídos.
Os mordomos têm responsabilidades fundamentais:
- Combinar atempadamente (meses antes) com o Pároco os dias da festa, horas da celebração, percurso da procissão, etc
- Tirar as devidas licenças eclesiásticas antes da festa.
- Celebração da Missa: Organizam e preparam a Eucaristia segundo as orientações do Pároco, zelando por um ambiente de recolhimento e silêncio.
- Procissão: Garantem que seja um ato religioso, conduzido com rigor, disciplina e dignidade, evitando gestos de desrespeito, barulhos, indisciplina ou brincadeiras durante o percurso.
- Prioridade à vida paroquial: Planeiam as atividades de forma a não conflituar com a Missa dominical nem desmotivar a participação dos fiéis. Almoços, jantares ou atividades desportivas durante o ano devem respeitar sempre a centralidade da Eucaristia dominical.
- Gestão responsável dos recursos: É fundamental que os recursos destinados à festa sejam aplicados com zelo e transparência, garantindo que contribuam de forma adequada para todos os aspetos da celebração, tanto religiosos como culturais e recreativos, sempre em espírito de serviço à comunidade. Conforme as orientações da Igreja, os créscimos da festa devem reverter em favor do bem comum da comunidade cristã, sendo aplicados de acordo com o Pároco.
O papel dos mordomos vai muito além da organização logística: são guardadores da fé, da disciplina e da dignidade da celebração, assegurando que a festa popular religiosa seja sempre um verdadeiro ato de comunhão com Deus e com a Igreja.
sexta-feira, 6 de março de 2026
8 de Março, 2026 - 03º Domingo da Quaresma - Ano A
O povo de Israel, à semelhança do que acontece connosco hoje, impacientou-se com Deus e revoltou-se contra Moisés, porque se viam apertados pela sede, no deserto. A samaritana, do Evangelho, à beira do poço de Jacob sentiu sede da água de que Jesus lhe falou.
Nós,
hoje, sentimos a mesma sede daquelas realidades que só Deus nos pode saciar.
Por isso, o terceiro mandamento da Igreja manda que se comungue, pelo menos, na
Páscoa da Ressurreição, para sentirmos a saciedade do espírito.
A comunhão
eucarística sustenta e reforça a comunhão de uns com os outros, enquanto irmãos
que somos. Dom António Couto afirma que a referência que Jesus faz ao Templo
como Casa do Pai é “uma diferente conceção do espaço: não se trata de um espaço
local, mas relacional. O novo espaço cultual é a comunidade que vive filial e
fraternalmente, verdadeira transparência de Jesus, o Filho. A extensão deste
espaço chama-se comunhão” (nº 7).
Homilia
Irmãos e
irmãs,
O povo de
Israel tem sede no deserto. Mas o problema não é apenas a sede física. O
problema é a desconfiança. “Está o Senhor no meio de nós ou não?”
Reparem bem:
Deus tinha libertado aquele povo da escravidão. Tinha aberto o mar. Tinha
conduzido o caminho. Mas bastou a sede para esquecerem tudo.
E nós?
Quantas vezes Deus já nos sustentou? Quantas vezes já nos levantou? Quantas
vezes já nos perdoou?
E, no entanto, basta uma dificuldade para começarmos a duvidar.
No Evangelho
(Evangelho segundo São João 4), encontramos uma mulher com outra sede. Vai ao
poço ao meio-dia — hora de calor intenso. Talvez para evitar olhares. Talvez
para evitar comentários. Vai com a sua história ferida.
Jesus começa
por lhe pedir água. Deus faz-Se necessitado. Isto é impressionante: Deus pede.
Deus aproxima-Se. Deus não acusa — dialoga.
Mas depois
Jesus toca no ponto sensível da vida dela. Não para humilhar. Para libertar.
E aqui
começa a provocação para nós:
- Qual é a nossa sede verdadeira?
- O que é que andamos a procurar
todos os dias?
- O que é que realmente nos move?
Dizemos que
acreditamos em Deus. Mas, na prática, onde procuramos segurança? No dinheiro?
Na opinião dos outros? No sucesso dos filhos? Na estabilidade? Nas redes
sociais?
Quando
rebenta uma guerra no mundo e sentimos medo, em quem confiamos?
Quando a vida nos foge ao controlo, onde nos apoiamos?
Jesus fala
de uma “água viva”. Não é emoção passageira. Não é entusiasmo de um momento. É
uma fonte interior. É vida nova que nasce dentro de nós.
Mas atenção:
para receber essa água, é preciso reconhecer a sede.
E talvez o maior problema do nosso tempo seja este: estamos desidratados
espiritualmente… mas já nos habituámos.
Habitámo-nos
a comungar raramente.
Habitámo-nos a rezar pouco.
Habitámo-nos a viver a fé como tradição e não como relação.
E depois
estranhamos o vazio.
A Quaresma é
tempo de verdade. Não é tempo de fachada religiosa. É tempo de ir ao poço e
deixar que Jesus nos fale do coração.
A samaritana
podia ter ido embora. Mas ficou. Escutou. Deixou-se tocar. E depois tornou-se
missionária.
E nós?
Vamos continuar a viver uma fé mínima — “cumprir o preceito da Páscoa” — ou
vamos redescobrir a Eucaristia como fonte real da nossa vida?
Como recorda
D. António Couto, o verdadeiro templo não é um espaço fechado; é a comunidade
que vive como filhos e irmãos. Se a nossa participação na Eucaristia não nos
torna mais fraternos, então ainda não bebemos verdadeiramente da Água Viva.
Talvez hoje
Jesus esteja a fazer-nos uma pergunta simples e exigente:
“Queres
continuar a viver com sede… ou queres mesmo beber?”
Não tenhamos
medo de dizer:
“Senhor, dá-me dessa água.”
Mas saibamos
que essa água transforma.
E quem bebe desta água já não vive igual.
Amém.
terça-feira, 3 de março de 2026
MUITOS CRISTÃOS DESCONHECEM ESTE DEVER FUNDAMENTAL E MUITOS NÃO LHE DÃO IMPORTÂNCIA
CONFESSAR-SE O CRISTÃO DOS SEUS PECADOS, AO MENOS UMA VEZ POR ANO E COMUNGAR PELA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO
MUITOS CRISTÃOS DESCONHECEM ESTE DEVER FUNDAMENTAL E MUITOS NÃO LHE DÃO IMPORTÂNCIA.
domingo, 1 de março de 2026
Teixelo - Festa de Nossa Senhora da Ajuda 2026
Mordomos: Lassalete Cabral, Paula Lourenço, Manuela Pinto, Eduardo Lopes, Carlos Lourenço, Manuel Pinto e Diorino Constantino.
Na paz, harmonia e colaboração entre todos, vamos louvar Nossa Senhora da Ajuda, Padroeira do povo de Teixelo.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Festa da Catequese 2026
No dia 28 de fevereiro, realizou-se a Festa da Catequese 2026, um momento muito aguardado por toda a comunidade paroquial. A celebração iniciou-se às 14.45h com a Missa vespertina no Centro Paroquial, reunindo catequizandos, catequistas, famílias e restantes fiéis num ambiente de grande alegria e participação.
Sob o tema “Igreja sempre em construção e dedicação”, a
festa procurou recordar que a Igreja não é apenas um edifício, mas uma
comunidade viva que cresce todos os dias através do compromisso, da fé e do
serviço de cada um. Depois da celebração, seguiram-se as atuações de todos os
grupos da Catequese.
Alguns grupos apresentaram pequenos teatros, transmitindo de
forma simples e expressiva a mensagem do tema escolhido. Outros encantaram os
presentes com cânticos preparados com empenho e entusiasmo. Cada atuação
revelou dedicação, criatividade e o trabalho contínuo realizado ao longo do
ano.
O Centro Paroquial estava cheio, sinal claro do apoio das
famílias e da importância que este momento tem na vida da comunidade. Foi uma
tarde marcada pela partilha, pela união e pela alegria das crianças, que deram
o melhor de si.
A Festa da Catequese 2026 foi, assim, mais do que um
conjunto de apresentações. Foi a prova de que a Igreja continua a construir-se
com gestos simples, com dedicação e com a presença ativa de todos.
Os Catequistas: Paula Pio (texto) e Manuel Marcelino (fotos)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
"O Amor que Transforma"
A Semana Cáritas 2026 convida-nos a viver a caridade de forma concreta e comunitária:
-
Olhar e cuidar do próximo, especialmente os mais necessitados.
-
Praticar gestos de solidariedade no dia a dia.
-
Fortalecer a comunidade com ações de amor e serviço.
-
Testemunhar esperança, mostrando que a fé se traduz em ações de justiça e compaixão.
Um momento para semear fraternidade e transformar a vida de todos ao nosso redor.
1 de Março, 2026 - 02º Domingo da Quaresma - Ano A
Irmãos e
irmãs,
A Palavra de
Deus deste segundo domingo da Quaresma apresenta-nos dois movimentos
espirituais fundamentais: partir e subir.
Na primeira
leitura, Deus dirige-se a Abrão e pede-lhe algo radical:
“Sai da tua terra.”
Não é apenas
uma mudança geográfica. É uma transformação interior. Deus convida Abrão
a deixar seguranças, hábitos, certezas e até o modo antigo de viver para
começar uma vida nova baseada apenas na confiança.
Abrão
aceita.
E é por isso que se torna pai da fé.
No
Evangelho, encontramos algo semelhante. Jesus sobe ao monte com Pedro, Tiago e
João — e ali acontece a Transfiguração. Por um instante, os discípulos
veem quem Jesus é verdadeiramente.
O Monte
Tabor não é fuga da realidade.
É preparação para a cruz.
A Quaresma é
exatamente isto:
👉 Deus chama-nos a subir com Cristo para depois descer
transformados.
A verdadeira metamorfose
Como ouvimos na introdução a esta Eucaristia: a transformação de Abrão é semelhante à
Transfiguração.
Também nós
precisamos de uma metamorfose espiritual.
Mas há uma
condição indispensável:
deixar o pecado.
O pecado
pesa, prende, tira liberdade, rouba alegria e enfraquece a fé. Por isso, a
Igreja pede algo simples e profundamente humano: confessar-nos ao menos uma vez
por ano.
Não como
obrigação fria, mas como regresso a casa.
Como recorda
o nosso Bispo na Carta Pastoral, Jesus chama ao templo “Casa do meu Pai”.
Casa é lugar de encontro.
Casa é lugar de intimidade.
Casa é lugar onde somos acolhidos como somos.
A Confissão
não é tribunal.
É abraço.
É recomeço.
É voltar a casa.
Escutar o Filho
No Tabor,
escuta-se a voz do Pai:
“Este é o
meu Filho muito amado. Escutai-O.”
A Quaresma
não é primeiro fazer coisas.
É escutar Jesus.
Talvez hoje
Deus nos peça:
- deixar um pecado antigo;
- abandonar uma indiferença;
- reconciliar-nos com alguém;
- voltar ao sacramento da
Reconciliação;
- recuperar a oração esquecida.
Quem escuta
Cristo começa a mudar por dentro.
Descer do monte
Pedro queria
ficar no monte.
Mas Jesus manda descer.
Porque a fé
não é viver momentos bonitos apenas — é viver transformados no dia a dia:
- na família,
- no trabalho,
- na comunidade,
- nas decisões concretas.
A Quaresma
não termina no Tabor.
Termina na Páscoa.
E só chega à
Páscoa quem aceita deixar Deus transformar a própria vida.
Peçamos hoje
a graça de Abrão: coragem para partir.
E a graça dos discípulos: olhos capazes de reconhecer Jesus.
Amen.
