Na Paróquia de Tarouca, neste próximo sábado, 25 de abril, não haverá catequese.
Paróquia de S. Pedro de Tarouca
quinta-feira, 23 de abril de 2026
quarta-feira, 22 de abril de 2026
26 de Abril, 2026 - 04º Domingo da Páscoa - Ano A
Homilia – Domingo do Bom Pastor
Irmãos e
irmãs,
No Evangelho deste domingo, Jesus não diz diretamente que é o Bom Pastor.
Hoje, Ele apresenta-Se sobretudo como a Porta das ovelhas.
Naquele
tempo, os rebanhos eram guardados num cercado. À noite, havia uma única
entrada. Muitas vezes, o próprio pastor deitava-se à entrada — fazia de
“porta”. Assim, protegia as ovelhas dos ladrões e dos animais selvagens.
É por isso
que Jesus diz:
“Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo.”
O que
significa isto para nós?
Primeiro:
Jesus é a porta que protege.
Há muitas coisas que parecem boas, mas que nos fazem mal — escolhas erradas,
caminhos fáceis, ilusões. Jesus não quer tirar-nos liberdade; quer guardar-nos
do que nos destrói.
Segundo:
Jesus é a porta que conduz à vida.
Ele diz que quem entra por Ele “encontrará pastagem”. Ou seja, encontrará vida,
paz, sentido.
E depois
acrescenta uma frase muito bonita:
“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”
Deus não
quer uma vida triste, apertada ou sem sentido. Quer vida plena.
Mas então
surge a pergunta mais importante:
Por onde é que eu estou a entrar na minha vida?
- Pelas portas fáceis, que
prometem tudo mas não dão nada?
- Ou por Cristo, mesmo quando
isso exige esforço, verdade e coerência?
Jesus também
fala dos ladrões e salteadores.
São todos aqueles caminhos, ideias ou pessoas que nos afastam de Deus e dos
outros — muitas vezes de forma subtil.
Por isso,
precisamos de aprender a reconhecer o que nos faz bem… e o que nos faz mal.
Como?
De forma
muito simples:
- reservar um pouco de tempo para
Deus, todos os dias;
- escutar o Evangelho, nem que
seja um pequeno trecho;
- viver a fé em comunidade.
É assim que
vamos afinando o coração.
Hoje é
também o Dia de Oração pelas Vocações.
O Papa Leão XIV lembra que Deus continua a chamar cada pessoa pelo seu nome.
Nem todos
são chamados ao sacerdócio ou à vida consagrada —
mas todos somos chamados a viver bem a nossa vida, com amor, com verdade, com
entrega.
Termino com
um desafio muito concreto:
Esta semana,
antes de tomares uma decisão — pequena ou grande — pergunta-te:
“Isto leva-me à vida? Aproxima-me de Deus? Ou afasta-me?”
Se leva à
vida, é uma porta aberta por Cristo.
Se não leva, talvez seja melhor não entrar.
Que saibamos
escolher bem…
e encontrar, em Cristo, a porta que nos conduz à vida verdadeira.
Amen.
sábado, 18 de abril de 2026
19 de Abril, 2026 - 03º Domingo da Páscoa - Ano A
O Evangelho de hoje apresenta-nos dois discípulos a caminho de Emaús. Vão
desiludidos, convencidos de que tudo acabou. Jesus aproxima-Se e caminha com
eles — mas eles não O reconhecem.
E há uma razão importante: Jesus já ressuscitou. Não é simplesmente o mesmo
de antes. Está em corpo glorioso. Por isso, não é reconhecido de forma
imediata. É preciso um caminho interior para chegar à fé.
E esse caminho acontece em três momentos.
Primeiro: a escuta. Jesus ouve-os e depois explica-lhes as Escrituras.
Ajuda-os a reler o que aconteceu à luz de Deus. A cruz, que parecia um
fracasso, afinal fazia parte do caminho.
Segundo: o coração. Eles dizem: “Não nos ardia o coração?” A Palavra começa
a tocar por dentro. A fé não entra pela força — acende-se.
Terceiro: o pão partido. É nesse gesto que os olhos se abrem. Reconhecem
Jesus ao partir o pão. É uma referência clara à Eucaristia: é aqui que Cristo
ressuscitado se torna presente e se deixa reconhecer.
E há um resultado imediato: levantam-se e voltam. Já não fogem. Tornam-se
testemunhas.
Este é o percurso da fé: escutar, deixar-se tocar e reconhecer Jesus
presente — para depois mudar de vida.
E agora a pergunta: isto acontece connosco?
Escutamos a Palavra com atenção? Deixamos que nos toque? Reconhecemos verdadeiramente
Cristo na Eucaristia?
Se não há mudança, se tudo fica igual, então ainda não chegámos a Emaús.
Um apontamento breve, mas importante, nesta Semana das Vocações, com o tema:
“Eu estou contigo”.
É exatamente isto que o Evangelho mostra: Jesus caminha com aqueles dois,
mesmo quando eles estão perdidos. Não os abandona.
A vocação começa aqui: perceber que Deus está presente na minha vida, que
caminha comigo. E, a partir daí, ter a coragem de não fugir, de não desistir,
de responder.
Hoje, Cristo continua a aproximar-Se. Fala-nos na Palavra. Dá-Se no pão.
Cabe-nos a nós fazer o caminho: passar da distração ao reconhecimento, da
rotina ao compromisso, da fuga ao testemunho.
Porque quem reconhece Cristo vivo… não pode ficar na mesma vida.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Bispo de Coimbra eleito como novo presidente da Conferência Episcopal
O bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, 64 anos, foi eleito nesta terça-feira como novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), substituindo o bispo de Leiria-Fátima, José Ornelas, que cumpriu dois mandatos no cargo.
O arcebispo de Braga, José Manuel Cordeiro, foi escolhido para vice-presidente. Como vogais do conselho permanente da CEP, ficaram o patriarca de Lisboa, Rui Valério, por inerência do cargo; e foram eleitos os bispos António Augusto Azevedo (Vila Real), António Moiteiro (Aveiro), Armando Esteves Domingues (Angra do Heroísmo) e José Traquina (Santarém). O conselho permanente assegura a gestão continuada da CEP e reúne mensalmente.
Na sua primeira declaração vídeo após a eleição, enviada às redacções, o bispo Virgílio Antunes, que era um dos nomes apontados como prováveis, afirmou que “não pode haver uma Conferência Episcopal, em Portugal ou no mundo, que esteja alheia às questões fundamentais que se passam dentro da própria Igreja e dentro da sociedade”, sejam elas “questões fracturantes” na sociedade ou consequências da guerra.
“É uma missão, é um cargo que se assume, dando continuidade àquilo que é a nossa vida de serviço à Igreja, em muitos e diferentes lugares, em muitas e diferentes circunstâncias, mas é sempre o mesmo espírito.”
Virgílio Antunes diz que o trabalho dos últimos anos, durante o qual foi vice-presidente, foi “muito meritório”. Pretende agora dar-lhe continuidade em áreas como a “evangelização” ou “os abusos sexuais na Igreja e a protecção de menores”. E acrescenta: “Na Igreja não há dossiês fechados, nem que se possam fechar, e alguns deles têm a premência da continuidade, do aprofundamento.”
A escolha do novo presidente decorreu durante a primeira manhã de trabalhos da 214ª assembleia plenária da CEP, que se iniciou na tarde de segunda-feira.
Bíblia, Fátima e sínodo
O novo presidente da CEP dirige-se a todos os católicos e a toda a sociedade, prometendo que “a Conferência Episcopal vai continuar determinada a levar por diante os seus objectivos, de uma forma atenta, de uma forma livre” e “aberta à colaboração de todos”. Ao mesmo tempo, destacou a “relevância” do trabalho da comunicação social nas sociedades modernas.
Natural do lugar de Pia do Urso, em São Mamede (Batalha), o novo presidente da CEP nasceu a 22 de Setembro de 1961. Ordenado padre em 29 de Setembro de 1985, especializou-se em Exegese Bíblica no Instituto Bíblico Pontifício, em Roma, passou na Escola Bíblica de Jerusalém, e foi reitor do Seminário Diocesano de Leiria.
Virgílio Antunes foi ordenado bispo em 3 de Julho de 2011, em Fátima – na altura da nomeação era reitor do Santuário. Em 28 de Abril desse ano, o Papa Bento XVI nomeara-o bispo de Coimbra. Já neste cargo foi um dos representantes do episcopado português no Sínodo sobre a Sinodalidade (2023 e 2024), no Vaticano.
Sobre as recentes posições do Papa acerca da guerra e das reacções que elas provocaram na Administração dos Estados Unidos, Virgílio Antunes destaca a “voz carregada da energia que vem do Evangelho” que o Papa Leão demonstrou. “Não é outro objectivo nem é outra agenda, senão procurar que o Evangelho esteja presente e que seja o Evangelho”.
José Cordeiro, o novo vice-presidente, é arcebispo de Braga desde Dezembro de 2021 e presidia até agora à Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade. Os novos responsáveis das comissões sectoriais foram escolhidos em votações separadas da assembleia plenária, que decorre até quinta-feira. O arcebispo foi, antes, responsável da Diocese de Bragança-Miranda (2011-2021), e antes tinha sido reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma (2005-2011).
As comissões sectoriais abrangem áreas como a Educação Cristã, Doutrina da Fé, Laicado e Família, Vocações e Ministérios, Liturgia e Espiritualidade; Missão e Nova Evangelização, Pastoral Social, Mobilidade Humana, Comunicações Sociais, Cultura e Bens Culturais. Os nomes dos novos responsáveis não foram ainda divulgados.
Fonte: aqui
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A Conferência Episcopal Portuguesa – CEP – reunida em Fátima
entre 13 e 16 de abril, procedeu a eleições para o próximo triénio de que
resultaram:
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Novo
presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) |
D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra |
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Novo Vice-presidente da
Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) |
D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga |
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Vogais do conselho permanente
da CEP (O conselho
permanente assegura a gestão continuada da CEP e reúne mensalmente.) |
Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério;
D. António Augusto Azevedo (Vila Real), D. António Moiteiro (Aveiro), D. Armando
Esteves Domingues (Angra do Heroísmo) e D. José Traquina (Santarém). |
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Comissão Episcopal da
Mobilidade Humana (CEMH) |
D. Pedro Fernandes, Bispo de Portalegre e Castelo Branco |
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Comissão Episcopal da
Pastoral Social |
D. Roberto Mariz,
Bispo Auxiliar do Porto |
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Comissão Mista Bispos e Vida
Consagrada |
D. Nélio Pita, Bispo Auxiliar de Braga |
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Comissão Episcopal das Comunicações
Sociais, |
D. Alexandre Palma, Bispo
Auxiliar de Lisboa |
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Comissão Episcopal da Missão e
Nova Evangelização (CEMNE), |
D. Rui Valério,
Patriarca de Lisboa |
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Comissão Episcopal do Laicado
Família e Vida. |
Cardeal D. Américo Aguiar, Bispo de Setúbal |
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Comissão Episcopal da Educação
Cristã e Doutrina da Fé |
D. António Augusto Azevedo, Bispo
de Vila Real |
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Comissão Episcopal das Vocações e
Ministérios |
D. Vitorino Soares,
Bispo Auxiliar do Porto |
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Comissão da Episcopal Liturgia e
Espiritualidade |
D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga |
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A Comissão Episcopal da Cultura e
Bens Culturais
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D. Nuno Brás, Bispo do Funchal, |
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Entre os delegados eleitos na reunião dos bispos para o
mandato 2026-2029, o presidente da CEP assume, por inerência, a ligação ao
Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e ao Pontifício Colégio
Português, e o patriarca de Lisboa é delegado ao Conselho Superior da UCP; D.
Nuno Brás, atualmente vice-presidente da Comissão dos Episcopados Católicos
da União Europeia (COMECE), permanece como delegado. |
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domingo, 12 de abril de 2026
Almoço de trabalho do GASPTA
12 de abril. No Centro Paroquial de
Tarouca, realizou-se um almoço de trabalho do GASPTA. Além dos membros do
Grupo, esteve presente o novo Presidente da Junta de Freguesia, Tiago Eusébio.
Num ambiente de muita simplicidade e fraternidade, decorreu a refeição, confecionada
por gasptistas e para a qual contribuíram com ofertas pessoais.
Finda a refeição, teve lugar a sessão de trabalho. O Presidente inteirou-se do
trabalho gratuito, funcionamento, objetivos e dificuldades do GASPTA . O
autarca, por sua vez, falou da sua disponibilidade em ajudar no que lhe for
possível, tendo em conta melhorar a eficácia na solidariedade para com quem
mais precisa.
Debateram-se ainda algumas situações
sociais que a todos preocupam. De modo especial, mereceu a atenção dos
presentes a "pobreza envergonhada". Gente que até já viveu com
independência económica e que, atualmente, por circunstâncias diversas, se
encontra com carências graves, mas que tem vergonha de dizer que precisa... Por
outro lado, temos também "os profissionais da pedinchice" que se
habituaram a essa eterna dependência, que, muitas vezes, passa de pais, para
filhos e netos... Por fim, temos que estar todos muito atentos, porque podem
sempre surgir os "infiltrados". Gente que pode aparecer com intenções
secundárias como ganhar dinheiro com os bens oferecidos e até com intenções de
"desvio".
Depois da partida do Presidente da
Junta, os membros do GASPTA debateram algumas situações internas, tendo em
vista servir melhor que precisa.
- Informação de TUDO o que o GASPTA
ofertou às pessoas atingidas pelos temporais do último Inverno, no Centro do
país;
- Organizou-se adequadamente o atendimento
às pessoas que procuram o GASPTA cujo horário já é conhecido;
- Marcação das reuniões do GASTA até ao
fim do presente ano;
- Pediu-se a melhor atenção para com os
materiais do GASPTA, mormente a recolha do que é emprestado.
- O GASPTA tem umas prateleiras novas a fim de aumentar o espaço de acolhimento e disposição dos bens recebidos para ajudar quem precisa.
Foi um momento de abertura, franqueza,
trabalho e preocupação em ajudar melhor quem precisa.
Parabéns a todos os elementos do GASPTA.
Bom trabalho!
Obrigado ao sr. Presidente da Junta.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
2º Domingo da Páscoa (Ano A) - Domingo da Divina Misericórdia
uma comunidade em construção.
Não idealizada — vivida:
perseverante na fé, unida, concreta na partilha, fiel na oração.
E o resultado é impressionante:
“tinham a simpatia de todo o povo.”
Porquê?
Porque a fé não era teoria — era visível nas relações.
É aqui que tudo começa hoje:
a Ressurreição não é só um acontecimento — é uma forma de viver juntos.
E então entendemos melhor o Evangelho.
Os discípulos estão fechados, com medo, fragmentados.
Jesus entra — e faz três coisas simples e decisivas:
dá a paz, mostra as chagas, envia em missão.
A paz recompõe por dentro.
As chagas mostram que o amor passou pela ferida.
A missão impede o fechamento.
E logo ali começa a nascer o que vemos nos Atos dos Apóstolos:
uma comunidade reconciliada, enviada, viva.
Mas atenção: isso não acontece automaticamente.
A comunidade constrói-se — ou destrói-se —
no modo como falamos, reagimos, corrigimos, esperamos.
E aqui entram critérios muito concretos.
Primeiro: saber dizer.
Nem tudo o que é verdade deve ser dito de qualquer maneira.
Nem tudo o que deve ser dito, deve ser dito já.
Se falo quando me apetece, posso ser verdadeiro…
e profundamente injusto.
“Elogios em público, críticas em privado.”
Isto não é etiqueta — é caridade concreta.
Segundo: saber esperar.
A comunidade dos Atos não era perfeita — era paciente.
Saber esperar pelo momento certo,
tendo em conta o estado do outro.
Jesus fez isso com Tomé.
Não o expôs. Não o pressionou.
Deu-lhe tempo.
Sem paciência, não há comunhão — há pressão.
Terceiro: unir verdade e caridade.
Aqui decide-se tudo.
“Verdade sem caridade humilha e afasta.
Caridade sem verdade é falsidade.”
Uma comunidade sem verdade dissolve-se.
Uma comunidade sem amor torna-se dura.
O Evangelho mostra o equilíbrio:
Jesus diz a verdade a Tomé —
mas de forma que o levanta, não que o quebra.
Conclusão
A Igreja que vemos nos Atos não é um sonho distante.
É o fruto de homens que deixaram Cristo iransformar
a maneira de estar uns com os outros.
Hoje, o desafio é o mesmo:
Construir comunidade
— com palavras justas,
— com tempos respeitados,
— com verdade humilde.
Porque é assim que a Ressurreição se torna visível.
E é assim que, ainda hoje,
Deus continua a acrescentar… aqueles que se salvam.
Ámen.
quarta-feira, 8 de abril de 2026
A Ressurreição de Jesus não é a mesma coisa que a ressurreição de Lázaro
Antes de mais, é essencial distinguir: a Ressurreição de Jesus não é a mesma coisa que a ressurreição de Lázaro. Lázaro voltou à vida terrena, à mesma condição de antes, e um dia voltou a morrer. Já Jesus não regressa à vida mortal: Ele ressuscita para uma vida nova, definitiva, onde a morte já não tem qualquer poder. A sua Ressurreição é passagem para a vida gloriosa.
O corpo ressuscitado de Jesus é real — não é uma ideia nem um espírito —, mas está transformado. É o mesmo corpo que sofreu na cruz, mas agora plenamente glorificado. Por isso, os Evangelhos mostram que Ele pode ser tocado e come com os discípulos, mas também aparece de modo inesperado e não está sujeito às limitações habituais do espaço.
Este é o chamado corpo glorioso. A tradição da Igreja ensina que ele possui características próprias: é incorruptível (já não sofre nem morre), é luminoso (participa da glória de Deus), é ágil (não está sujeito às limitações físicas como antes) e é plenamente espiritualizado (totalmente unido a Deus). É a realização plena daquilo que o ser humano é chamado a ser.
E aqui está o coração da nossa esperança: graças à Ressurreição de Cristo, também nós somos chamados à ressurreição para a vida gloriosa. A morte não é o fim, mas uma passagem. Aqueles que vivem em Cristo participarão da sua vitória, ressuscitando com um corpo transformado, semelhante ao d’Ele. A sua Ressurreição é a garantia da nossa.
Quanto a Maria, basta recordá-la como a Senhora da Alegria: aquela que, unida de modo único ao seu Filho, acolhe plenamente a vitória da Ressurreição e aponta para a esperança que nos está prometida.
Assim, tudo está profundamente ligado: Cristo ressuscita e inaugura a vida gloriosa; nós somos chamados a participar dessa mesma vida; e a fé na Ressurreição sustenta o nosso caminho. Não é apenas uma verdade para acreditar, mas uma vida nova que começa já agora e se cumprirá plenamente na eternidade.
terça-feira, 7 de abril de 2026
domingo, 5 de abril de 2026
Dia de Páscoa: em partida rumo às pessoas e às famílias
Às 7 horas, saímos com a Procissão da Ressurreição a que se seguiu a Eucaristia.
Terminadas as cerimónias, os 11 giros pascais reuniram brevemente com o Pároco e logo depois seguiram o seu rumo, para levar Jesus Cristo ao mundo, às famílias e às casas.
Á tarde, em encontro com os vários grupos pascais, foram transmitidas as experiências do dia:
- Todos foram de opinião que a Visita Pascal correra bem, apesar do intenso calor para a época.
- As pessoas foram humanas, compreensivas, acolhedoras.
- Houve um esforço dos giros pascais para dar atenção às pessoas, apesar de alguns giros serem muito sobrecarregados.
- Foram sublinhados vários gestos das pessoas - de atenção, delicadeza e altruísmo - em relação às equipas pascais.
Estão de parabéns as pessoas que integraram os giros pascais. Obrigado. Estão de parabéns as pessoas e famílias desta comunidade paroquial pela forma como souberam estar e viver este dia de Ressurreição. Obrigado.
A Paróquia comunica com os Paroquianos.
sábado, 4 de abril de 2026
Silêncio, Espera e Esperança: o Mistério do Sábado Santo
No Sábado Santo, Cristo está no túmulo.
Não há milagres, não há palavras, não há multidões. Só um corpo ferido, envolto à pressa, guardado na pedra fria. Quem acreditou, cala. Quem amou, não entende. Deus, naquele dia, não responde.
E cá fora, o mundo continua.
Há homens que enterram os seus mortos sem glória. Mães que acordam com o lado da cama vazio. Trabalhadores que seguem para o turno mesmo com o coração esmagado. Há quem perca tudo num dia e, no outro, tenha de levantar-se porque a vida não espera. Estes são os sábados dos homens: dias em que o céu parece fechado e a esperança, uma palavra quase ofensiva.
O Sábado Santo de Cristo não está longe desses dias.
É o mesmo chão duro, a mesma sensação de abandono, o mesmo silêncio pesado onde a fé não consola — apenas resiste.
Mas há um detalhe que quase passa despercebido:
o corpo permanece ali, mas a história não terminou.
Deus, nesse dia, não faz ruído — trabalha no escondido. Não evita a morte — entra nela. E é aí, nesse lugar onde tudo parece perdido, que algo começa a mudar sem que ninguém veja.
Também nos sábados dos homens é assim.
Não há sinais claros, nem certezas limpas. Há apenas a decisão difícil de continuar — de preparar o dia seguinte, de acender uma luz pequena, de não desistir completamente.
O Sábado Santo não engana: a dor é real, a ausência pesa, o silêncio fere.
Mas também não mente sobre isto — nem o túmulo foi o fim de Cristo, nem os dias mais escuros são o fim do homem.
Entre a pedra fechada e a vida que ainda não apareceu,
há um tempo duro, concreto, humano —
onde tudo parece parado,
mas nada está realmente perdido.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Fizemos a Via Sacra pelo Caminho das Cruzes
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Via Sacra da Rotunda de Santa Apolónia até à Capela da mesma Santa
Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com a cerimónia do lava-pés
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Ele morre — hoje. Morre agora
Ele morre — hoje.
Morre agora.
Morre em cada criança impedida de nascer,
em cada amor que se desfaz antes de florescer,
em cada lar onde o silêncio pesa mais do que o carinho.
Morre nos olhos de quem não tem pão,
no corpo cansado de quem perdeu a dignidade,
no coração ferido de quem nunca conheceu a paz.
Morre nas bombas que rasgam o céu,
nos gritos que ninguém escuta,
nas lágrimas que caem sem testemunhas.
Morre nos injustiçados,
nos abandonados,
nos caluniados —
em todos aqueles cuja dor não encontra defesa.
Morre no desempregado esquecido,
no migrante maltratado,
no jovem a quem roubaram o futuro antes mesmo de o sonhar.
Morre nas vítimas das drogas que aprisionam,
no tráfico que desumaniza,
no corpo transformado em mercadoria,
na vida reduzida a lucro.
Morre — silenciosamente —
em tantos corações fechados,
onde Deus já não encontra lugar,
onde se ergueram altares à beleza, ao dinheiro, ao poder, à fama.
Mas se Ele morre hoje,
então hoje também pode ressuscitar.
Ressuscita em cada gesto de amor gratuito,
em cada mão que se estende,
em cada palavra que devolve esperança.
Ressuscita em ti —
se tiveres coragem de não passar ao lado,
de não te calares,
de não te habituares.
Não digas apenas que Ele morreu.
Pergunta antes:
Onde está Ele a morrer — diante de mim — hoje?
E o que estou eu disposto a fazer… para que Ele viva?
sábado, 28 de março de 2026
quinta-feira, 26 de março de 2026
29 de Março, 2026 - Domingo de Ramos - Ano A
Homilia
Hoje começamos com alegria: Jesus entra em Jerusalém e é aclamado. Mas rapidamente escutamos a Paixão segundo São Mateus. E percebemos: este não é um rei de poder, mas de amor até ao fim.
Na Paixão vemos a fragilidade humana — traição, medo, abandono — mas vemos sobretudo a fidelidade de Cristo. Ele não foge, não responde com violência, não desiste. Ama até ao fim.
Na cruz, Jesus entra no mais profundo da nossa dor: solidão, sofrimento, injustiça. Nada da nossa vida Lhe é estranho. E é precisamente aí que Deus nos salva — não evitando a cruz, mas transformando-a em amor.
Como diz São Paulo, Cristo humilhou-Se, fez-Se obediente até à morte — e por isso Deus O exaltou. Este é o caminho: o amor que se entrega é o amor que vence.
Por isso, não basta aclamar Jesus com ramos. Somos chamados a segui-Lo. A Semana Santa não é para assistir, é para viver.
E hoje isso torna-se muito concreto para nós: cuidar de Cristo nos pobres. Porque o mesmo Jesus que vemos na cruz continua presente nos que sofrem, nos esquecidos, nos que precisam.
A nossa Caixa da Renúncia quaresmal não é apenas um gesto simbólico. É um ato de amor. É dizer: “Senhor, não Te quero amar só com palavras, mas com gestos concretos.”
Assim, entramos verdadeiramente com Jesus em Jerusalém — não só com ramos nas mãos, mas com um coração que aprende a amar como Ele.
Senhor Jesus,
Tu que nos amaste até ao fim,
ensina-nos a seguir-Te no caminho da cruz.
Dá-nos um coração atento,
capaz de Te reconhecer nos pobres e nos que sofrem.
Ajuda-nos a viver com verdade
os nossos gestos de partilha e renúncia,
para que sejam sinal do Teu amor.
Faz-nos caminhar Contigo nesta Semana Santa,
com fidelidade e esperança,
até à alegria da Ressurreição.
Ámen.

