Mordomos: Lassalete Cabral, Paula Lourenço, Manuela Pinto, Eduardo Lopes, Carlos Lourenço, Manuel Pinto e Diorino Constantino.
Na paz, harmonia e colaboração entre todos, vamos louvar Nossa Senhora da Ajuda, Padroeira do povo de Teixelo.
Na paz, harmonia e colaboração entre todos, vamos louvar Nossa Senhora da Ajuda, Padroeira do povo de Teixelo.
Sob o tema “Igreja sempre em construção e dedicação”, a
festa procurou recordar que a Igreja não é apenas um edifício, mas uma
comunidade viva que cresce todos os dias através do compromisso, da fé e do
serviço de cada um. Depois da celebração, seguiram-se as atuações de todos os
grupos da Catequese.
Alguns grupos apresentaram pequenos teatros, transmitindo de
forma simples e expressiva a mensagem do tema escolhido. Outros encantaram os
presentes com cânticos preparados com empenho e entusiasmo. Cada atuação
revelou dedicação, criatividade e o trabalho contínuo realizado ao longo do
ano.
O Centro Paroquial estava cheio, sinal claro do apoio das
famílias e da importância que este momento tem na vida da comunidade. Foi uma
tarde marcada pela partilha, pela união e pela alegria das crianças, que deram
o melhor de si.
A Festa da Catequese 2026 foi, assim, mais do que um
conjunto de apresentações. Foi a prova de que a Igreja continua a construir-se
com gestos simples, com dedicação e com a presença ativa de todos.
Os Catequistas: Paula Pio (texto) e Manuel Marcelino (fotos)
A Semana Cáritas 2026 convida-nos a viver a caridade de forma concreta e comunitária:
Olhar e cuidar do próximo, especialmente os mais necessitados.
Praticar gestos de solidariedade no dia a dia.
Fortalecer a comunidade com ações de amor e serviço.
Testemunhar esperança, mostrando que a fé se traduz em ações de justiça e compaixão.
Um momento para semear fraternidade e transformar a vida de todos ao nosso redor.
Irmãos e
irmãs,
A Palavra de
Deus deste segundo domingo da Quaresma apresenta-nos dois movimentos
espirituais fundamentais: partir e subir.
Na primeira
leitura, Deus dirige-se a Abrão e pede-lhe algo radical:
“Sai da tua terra.”
Não é apenas
uma mudança geográfica. É uma transformação interior. Deus convida Abrão
a deixar seguranças, hábitos, certezas e até o modo antigo de viver para
começar uma vida nova baseada apenas na confiança.
Abrão
aceita.
E é por isso que se torna pai da fé.
No
Evangelho, encontramos algo semelhante. Jesus sobe ao monte com Pedro, Tiago e
João — e ali acontece a Transfiguração. Por um instante, os discípulos
veem quem Jesus é verdadeiramente.
O Monte
Tabor não é fuga da realidade.
É preparação para a cruz.
A Quaresma é
exatamente isto:
👉 Deus chama-nos a subir com Cristo para depois descer
transformados.
A verdadeira metamorfose
Como ouvimos na introdução a esta Eucaristia: a transformação de Abrão é semelhante à
Transfiguração.
Também nós
precisamos de uma metamorfose espiritual.
Mas há uma
condição indispensável:
deixar o pecado.
O pecado
pesa, prende, tira liberdade, rouba alegria e enfraquece a fé. Por isso, a
Igreja pede algo simples e profundamente humano: confessar-nos ao menos uma vez
por ano.
Não como
obrigação fria, mas como regresso a casa.
Como recorda
o nosso Bispo na Carta Pastoral, Jesus chama ao templo “Casa do meu Pai”.
Casa é lugar de encontro.
Casa é lugar de intimidade.
Casa é lugar onde somos acolhidos como somos.
A Confissão
não é tribunal.
É abraço.
É recomeço.
É voltar a casa.
Escutar o Filho
No Tabor,
escuta-se a voz do Pai:
“Este é o
meu Filho muito amado. Escutai-O.”
A Quaresma
não é primeiro fazer coisas.
É escutar Jesus.
Talvez hoje
Deus nos peça:
Quem escuta
Cristo começa a mudar por dentro.
Descer do monte
Pedro queria
ficar no monte.
Mas Jesus manda descer.
Porque a fé
não é viver momentos bonitos apenas — é viver transformados no dia a dia:
A Quaresma
não termina no Tabor.
Termina na Páscoa.
E só chega à
Páscoa quem aceita deixar Deus transformar a própria vida.
Peçamos hoje
a graça de Abrão: coragem para partir.
E a graça dos discípulos: olhos capazes de reconhecer Jesus.
Amen.
Estas visitas são momentos
especiais de escuta, atenção e cuidado, onde procuramos levar uma palavra amiga
e um gesto de carinho. O GASPTA leva um pequeno miminho como sinal do afeto da
comunidade pelos mais frágeis. Os doentes que o desejarem podem também receber
o Sacramento da Reconciliação, fortalecendo a sua fé e proporcionando um
momento de paz e serenidade.
A cama de um doente é uma
verdadeira universidade: nela se aprende sobre sabedoria, dor, superação,
desânimo e fé. É admirável testemunhar a dedicação de tantos familiares e
amigos que permanecem junto dos doentes, oferecendo cuidado e amor.
O clamor que mais ouvimos
é: “Sinto-me muito só.” É precisamente aqui que a nossa comunidade pode agir.
Cada visita, cada palavra, cada sorriso é uma luz que rompe a solidão e traz
esperança. Quando nos aproximamos dos doentes, aprendemos a valorizar a vida, a
partilha e a presença sincera.
Nesta Quaresma e sempre,
queiramos ser sinais de amor e esperança, lembrando que, mesmo nos momentos de
fragilidade, ninguém está verdadeiramente só. Que cada visita seja uma
oportunidade de transmitir alegria, conforto e a certeza de que somos uma
comunidade que se apoia mutuamente.
Começamos hoje o caminho da Quaresma. Todos os anos, neste primeiro domingo,
a Igreja coloca diante de nós as tentações de Jesus no deserto. Antes d’Ele, já
Adão e Eva tinham experimentado a fragilidade humana diante da sedução do mal.
A Palavra de Deus recorda-nos que a tentação faz parte da condição humana.
Hoje não é diferente. Também nós somos tentados:
– pelo comodismo,
– pela indiferença,
– pelo orgulho,
– pela perda de confiança em Deus.
A Quaresma é o tempo favorável para reconhecer as nossas fragilidades e
renovar a nossa confiança no Senhor.
Jesus vence as tentações não com poder, mas com fidelidade à Palavra de
Deus. Ensina-nos que a verdadeira força não está no sucesso, nem no poder, nem
no ter — mas na obediência ao Pai.
E é aqui que a Eucaristia se torna central. A Eucaristia é remédio forte e
seguro contra as tentações da vida. É alimento que fortalece, é presença real
de Cristo que nos sustenta no deserto das nossas lutas. Não é por acaso que a
Igreja nos recorda o dever de participar na Missa aos domingos: não como
obrigação pesada, mas como necessidade vital da nossa fé.
Neste contexto, celebramos hoje algo muito belo: a festa jubilar dos casais
que celebram 25 e 50 anos de matrimónio.
Queridos casais: o vosso amor é testemunho vivo de que é possível permanecer
fiel. Ao longo dos anos, também enfrentastes “desertos”: dificuldades,
provações, momentos de cansaço. Mas permanecestes. E essa perseverança é sinal
da graça de Deus.
O matrimónio é também caminho quaresmal:
– exige renúncia,
– pede perdão,
– constrói-se na entrega diária.
A vossa fidelidade é sinal para toda a comunidade.
Neste ano jubilar da dedicação da nossa Catedral, somos convidados a
valorizar os espaços onde celebramos a fé. Como nos recorda o nosso Bispo, é
uma oportunidade para redescobrir a presença de Deus no meio de nós e aprender
a amar mais as nossas igrejas paroquiais, onde Deus habita e onde a comunidade
se reúne.
Mas lembremo-nos: mais importante do que as pedras do templo são as “pedras
vivas” que somos nós. Cada família fiel, cada casal perseverante, cada cristão
que luta contra as tentações é templo vivo de Deus.
Que esta Quaresma seja para todos nós um tempo de conversão sincera, de
regresso ao essencial, de fortalecimento na Eucaristia e de renovação do amor.
A verdadeira escuta não é a do ruído superficial do mundo, mas a escuta profunda da Palavra de Deus, que transforma o coração. Inspirado no profeta Isaías, recorda que o objetivo fundamental do povo é subir ao encontro do Senhor para aprender os seus caminhos. Também evoca o Êxodo e Neemias para mostrar como Deus escuta o seu povo e como este responde com jejum, confissão dos pecados e renovação espiritual.
A conversão quaresmal implica sair das distrações e preocupações excessivas, jejuar não apenas de alimentos, mas também de palavras e atitudes que ferem os outros. Trata-se de purificar o coração, fortalecer a caridade e viver com maior leveza, sem ódios, invejas ou indiferença.
No âmbito da caridade concreta, recorda que, em 2025, a Renúncia Quaresmal ajudou uma paróquia no Líbano. Para 2026, propõe que a ajuda se destine ao povo Gumuz, na região de Metekel, na Etiópia, apoiando os Missionários Combonianos na construção de uma escola em Gilgel Beles, promovendo a educação de crianças em situação de grande pobreza e insegurança. Parte dos donativos poderá também apoiar famílias pobres da diocese afetadas pelas intempéries.
A mensagem conclui com um apelo à vivência da Quaresma como tempo de oração, comunhão, justiça, verdade e conversão, desejando que todos experimentem a alegria de serem filhos de Deus e irmãos uns dos outros.
Pode ler aqui o texto integral.
Em resumo, Pontífice
convida a transformar a Quaresma num período real de conversão do coração, que
passa pelo silêncio interior, pela escuta ativa e por um estilo de vida mais
atento à dignidade do outro.
Pode ler aqui o texto integral.
Quarta-feira de Cinzas
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje começamos a Quaresma. E começamos com um gesto simples e forte: cinza na cabeça.
Cinza que nos lembra uma verdade essencial: “Tu és pó e ao pó hás de voltar.”
Não para nos humilhar, mas para nos situar. Não para nos entristecer, mas para nos despertar.
A Palavra de Deus que escutámos ilumina este início.
O profeta Joel faz-nos um apelo claro e urgente:
“Convertei-vos a Mim de todo o coração.”
Não diz: mudai algumas coisas.
Não diz: fazei pequenos ajustes.
Diz: de todo o coração.
A Quaresma é isso: tempo de voltar o coração para Deus.
Não apenas práticas exteriores, mas uma transformação interior.
São Paulo, na segunda leitura, insiste:
“Reconciliai-vos com Deus.”
É como se dissesse: não adiem. Não deixem para depois.
Este é o tempo favorável. Este é o dia da salvação.
E no Evangelho, Jesus aponta-nos três caminhos muito concretos:
a esmola, a oração e o jejum.
Mas acrescenta algo essencial:
“O teu Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa.”
Não é teatro.
Não é aparência.
É verdade de vida.
A Quaresma é caminho.
Caminho de conversão pessoal e espiritual.
Caminho que percorremos juntos, como comunidade.
Cada domingo será uma etapa.
E este ano somos convidados a apoiar-nos em três pilares muito concretos:
As leituras da Eucaristia de cada domingo –
A Palavra será o nosso mapa. Se a escutarmos com atenção, ela moldará o nosso coração.
Os cinco mandamentos da Igreja –
Tão simples, tão esquecidos por alguns…
Eles não são um peso, mas um mínimo necessário para manter viva a nossa pertença e comunhão eclesial.
A carta pastoral do nosso Bispo –
Um convite a construirmos uma Igreja diocesana viva, unida, em permanente dedicação.
Neste ano especial em que olhamos, de passagem mas com gratidão, para a nossa Igreja Mãe, que celebra 250 anos de dedicação, somos chamados a recordar que a Igreja não é apenas pedra antiga.
É povo vivo.
Somos nós.
Pedras vivas chamadas à santidade.
Nesta comunidade temos um sinal muito bonito:
a caixa da renúncia quaresmal, colocada junto do altar.
Chamamos-lhe o altar da caridade.
Que imagem tão forte!
Do altar recebemos Cristo.
E ao lado do altar aprendemos a oferecê-Lo aos irmãos.
A renúncia quaresmal não é apenas “deixar de comer qualquer coisa”.
É transformar o que poupamos em gesto concreto de amor.
É jejum que se faz partilha.
É oração que se faz solidariedade.
É conversão que se faz caridade.
Quando colocarmos a nossa oferta naquela caixa, que não seja um gesto automático.
Que seja uma decisão do coração:
“Senhor, quero amar mais. Quero pensar menos em mim e mais nos outros.”
O profeta dizia:
“Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes.”
Hoje recebemos cinza na cabeça.
Mas o que Deus deseja é que o nosso coração se abra.
Que deixemos cair o orgulho.
Que perdoemos.
Que nos confessemos.
Que regressemos à Missa dominical com mais fidelidade.
Que levemos a sério os mandamentos da Igreja.
Que escutemos verdadeiramente a Palavra.
A Quaresma não é tempo triste.
É tempo exigente, sim.
Mas profundamente esperançoso.
Porque o nosso Deus — como dizia Joel —
é clemente e compassivo, paciente e cheio de misericórdia.
Irmãos, ao aproximarmo-nos para receber as cinzas, façamos uma oração simples:
“Senhor, converte-me.
Converte o meu coração.
Ensina-me a rezar melhor, a jejuar com sentido, a amar com generosidade.
Que esta Quaresma me aproxime mais de Ti e dos meus irmãos.”
E que, caminhando domingo após domingo, sustentados pela Palavra, pelos ensinamentos da Igreja e pela orientação do nosso Bispo, cheguemos à Páscoa renovados.
Que esta cinza seja início de vida nova.
Que este tempo seja verdadeiro.
Que o nosso coração volte a Deus.
Ámen.
A alegria do Evangelho
Irmãos e irmãs,
A palavra de Deus que hoje escutamos fala-nos de uma alegria muito concreta: a alegria de escolher o bem, a alegria de viver segundo o coração de Deus.
Na primeira leitura, do livro de Ben Sirá, ouvimos palavras muito claras:
“Diante de ti estão o fogo e a água; estende a mão para aquilo que quiseres.”
Deus criou-nos livres. Não nos obriga a amar, não nos força a fazer o bem. Mas mostra-nos o caminho da vida. A verdadeira alegria nasce quando escolhemos o bem, quando escolhemos Deus.
São Paulo, na segunda leitura, lembra-nos que a sabedoria de Deus não é a do mundo. É uma sabedoria que não se vê logo, mas que transforma o coração. É a alegria que Deus preparou “para aqueles que O amam”. Uma alegria profunda, que não depende das circunstâncias, nem do barulho, nem das modas.
Jesus quer libertar-nos por dentro, porque só um coração livre pode ser verdadeiramente alegre.
Estamos a viver dias de Carnaval. São dias de festa, de alegria, de cor, de música. E isso não é mau. Jesus não nos pede que fujamos do mundo. Ele próprio disse:
“Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”
O problema não é a alegria. O problema é quando a alegria fica vazia, quando dura só um instante e depois deixa cansaço, solidão ou tristeza.
Jesus diz-nos hoje:
“Deixo-vos a minha alegria.”
Não é uma alegria barulhenta, mas é firme. Não passa depressa. Não depende de máscaras. É a alegria de quem vive na verdade, de quem ama, de quem é livre.
Dentro de poucos dias começamos a Quaresma. Na próxima Quarta-feira de Cinzas inicia-se este tempo forte, e a Igreja convida-nos de modo muito concreto a vivê-lo.
A Quaresma é um caminho que nos conduz à Páscoa, à alegria maior: Cristo ressuscitado, vivo, libertador. É um tempo de conversão que prepara uma vida nova.
Por isso, a alegria do Carnaval só faz sentido se nos ajudar a descobrir a alegria maior: a alegria do Evangelho, a alegria de viver com Cristo, de caminhar para o Cristo total, Ressuscitado.
Ámen.
As leituras deste domingo colocam-nos diante de uma questão essencial: como é que a nossa fé se torna visível no dia-a-dia?
O profeta Isaías é muito concreto. Fala de repartir o pão com quem tem fome, de acolher o pobre, de não ignorar quem sofre. E promete: “Então a tua luz romperá como a aurora.” A luz nasce quando a fé se transforma em cuidado pelo outro. Não é uma fé teórica, mas vivida.
São Paulo, na segunda leitura, recorda-nos que não anunciou Cristo com palavras brilhantes ou sabedoria humana. Fê-lo com simplicidade, para que a fé dos cristãos não se apoiasse nos homens, mas no poder de Deus. A fé autêntica não procura impressionar; procura ser fiel.
No Evangelho, Jesus diz-nos com clareza: “Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo.” Não é um convite opcional, é uma identidade. O sal existe para dar sabor; a luz existe para iluminar. O cristão não vive fechado em si mesmo, mas para dar sentido e esperança ao mundo que o rodeia.
Mas Jesus também avisa: o sal pode perder o sabor e a luz pode ser escondida. Isso acontece quando há distância entre o que acreditamos e o modo como vivemos. Uma fé que não passa pelos gestos perde a sua força.
Hoje, somos chamados a deixar que a luz de Cristo se manifeste nas pequenas escolhas, na atenção aos mais frágeis, na coerência da nossa vida. Assim, como diz Jesus, os outros poderão ver as nossas obras e glorificar o Pai que está nos Céus.
Que o Senhor nos ajude a ser sal com sabor e luz que não se esconde.