segunda-feira, 16 de março de 2026

Convite a todos os grupos e associações civis existentes na Freguesia de Tarouca

O Conselho Pastoral da Paróquia de São Pedro de Tarouca convida todos, todos, todos os grupos e associações civis existentes na Freguesia de Tarouca - humanitárias, culturais, sociais, recreativas e desportivas - a participar na Via Sacra que terá lugar em Sexta-feira Santa (3 de abril de 2026), pelas 15h. A Via Sacra partirá do cruzeiro junto à sede da Junta e caminhará, pelo Caminho das Cruzes, até Santa Helena onde terá lugar a adoração da Cruz. Agradecemos a vossa participação devidamente identificada.
Informamos ainda que esta atividade só poderá ser realizada deste modo se o tempo o permitir. Doutra forma, será efetuada na Igreja às 15h.

Que momento belo! As 24 Horas para o Senhor...

No passado dia 13 de Março, a comunidade paroquial organizou-se  para adorar o Santíssimo Sacramento exposto desde as 21.30h até às 0.30h da de sábado. Apesar de não durar  24 horas, este período de companhia a Jesus sacramentado, exposto sobre o altar, pôs-nos em sintonia com toda a Igreja que, nas vésperas do 4º Domingo da Quaresma, realiza este tempo consagrado ao Senhor. Tempo de adoração, contemplação, interioridade, conversão. 
Após a Via Sacra, que decorreu entre a Capela do Mártir e a Igreja Paroquial, via Lar, seguiu-se, no templo, a Exposição do Santíssimo Sacramento e o tempo de adoração, terminando com a Bênção do Santíssimo Sacramento.
Foi uma atividade que soube a espírito sinodal. Do Conselho Pastoral nasceu a equipa dinamizadora - Sandra, Lurdes, Ana e Diogo.  A vida é o qe é e aconteceu que houve dispersão - por doença, por trabalho, por estudos. Felizmente que há as novas tecnologias de que a equipa se serviu para levar a efeito  esta atividade.  Desde o contacto com todos os grupos paroquiais, pessoas e instituições, passando pelo guião de oração e terminando na prendinha oferecida a cada pessoa presente, como desperdador cristão, tudo fizeram, sempre em comunhão eclesial, sempre sem desanimar, sempre dispostos a fazer o melhor.  Quando os leigos querem e se lhes abrem as portas da participação e da comunhão, tudo tem outro sabor eclesial. O clericalismo é rançoso!  Parabéns a esta equipa dinamizadora. 
Foram ativados todos os meios disponíveis para ajudar as pessoas. Todos os grupos paroquiais colaboram -  e bem. Os projetores, o guião, as músicas, tudo, tudo ao serviço da celebração da fé e do encontro com o Senhor. 
Houve claramente quatro momentos. A Via Sacra. Clara, textos pequenos e centrados no essencial. Percurso marcado pela serenidade onde nada nos desconcentrou. Depois da Exposição do Santíssimo, o segundo momento:  terço rezado, comentado, cantado, participado. 
Depois um momento de oração mais voltado para a comunidade. Por fim, os jovens orientaram uma oração mais intimista. 
À medida que a noite foi avançando, a Igreja foi ficando mais vazia, o que até se entende. 
Parabéns à equipa dinamizadora, aos grupos, às pessoas!
Quem falhou? Quem esteve mal? Os que não participaram. Olhem-se ao espelho da consciência e perguntem-se se Cristo e os irmãos não lhe mereciam muito mais...

22 de Março, 2026 - 05º Domingo da Quaresma - Ano A

Leituras: aqui

Homilia – 5.º Domingo da Quaresma (Ano A )

Irmãos e irmãs,

No Evangelho de hoje, do Evangelho de João, vemos Jesus Cristo diante do túmulo do seu amigo Lázaro. E ali diz uma das frases mais fortes de todo o Evangelho:
“Eu sou a Ressurreição e a Vida.”

Com estas palavras, Jesus mostra-nos que, onde Ele está, a morte não tem a última palavra. Nem a morte física, nem aquelas pequenas “mortes” que às vezes entram na nossa vida: o pecado, o desânimo, a falta de esperança, as divisões entre nós.

Antes de realizar o milagre, Jesus pergunta a Marta de Betânia:
“Acreditas nisto?”

Esta pergunta é também para cada um de nós hoje:
Acreditamos que Jesus pode dar vida nova ao nosso coração?

O nosso bispo recorda que, quando Salomão dedicou o templo de Jerusalém, pediu a Deus que estivesse sempre com o seu povo em todas as circunstâncias. Hoje sabemos que Deus quer estar connosco não apenas num templo de pedra, mas no templo vivo do nosso coração e da nossa comunidade.

E essa presença de Deus torna-se visível quando vivemos na relação fraterna e na ajuda uns aos outros, nas diversas circunstâncias e necessidades da vida.

Por isso, a Igreja recorda-nos também o 5.º mandamento da Igreja: ajudar a Igreja nas suas necessidades. Isto significa participar, colaborar e cuidar da comunidade e dos irmãos, especialmente dos que mais precisam.

Quando vivemos assim, a nossa comunidade torna-se um verdadeiro lugar de vida, de fé e de esperança.

Além disso, aproximamo-nos da Páscoa, e no próximo sábado teremos a oportunidade das confissões e da comunhão pascal. É um momento muito bonito para preparar o coração. É como quando Jesus diz:
“Tirai a pedra.”

Às vezes também há pedras no nosso coração: erros, pecados, falta de perdão. Na confissão, deixamos que Deus retire essa pedra para que a vida nova possa entrar.

No fim do Evangelho, Jesus chama:
“Lázaro, vem para fora!”

Hoje, Jesus também chama cada um de nós:
Sai da tristeza, sai do medo, sai do pecado, vem para a vida nova.

Assim nos preparamos para celebrar com alegria a grande vitória de Cristo na Páscoa.
Amém


O Senhor Deus de Israel, através do profeta Ezequiel, promete ajuda ao povo de Israel para sair do cativeiro da Babilónia, como vemos na pimeira leitura. O Senhor Jesus Cristo, a pedido de Marta e de Maria, ajuda Lázaro a sair do túmulo da morte, como vemos no Evangelho.

Da mesma forma, o quinto mandamento da Igreja, propõe que ajudemos a própria Igreja nas suas necessidades. Nas materiais, mas também nas espirituais e pastorais. Cada irmão meu, dentro e fora da Igreja, é merecedor da minha relação fraterna e da minha ajuda, nas diversas circunstâncias e necessidades da sua vida.

O nosso Bispo, ao assinalar o jubileu da nossa catedral, recorda que, quando foi construído o Templo de Jerusalém, dez séculos antes de Cristo, “Salomão ergueu as mãos para o céu, bendisse a Deus e abençoou toda a assembleia de Israel, e pediu a Deus que estivesse sempre com o seu povo, em todas as circunstâncias. Seguiu-se a dedicação do Templo acompanhada pela oferta de inúmeros sacrifícios” (nº 11). 

quinta-feira, 12 de março de 2026

15 de Março, 2026 - 04º Domingo da Quaresma - Ano A

Leituras: aqui

CAMINHADA QUARESMAL 

Deus mandou que Samuel fosse a Belém, a casa de Jessé, ungir David, o rei que Ele escolhera para Israel. Da mesma forma, Jesus mandou o cego de nascença lavar-se na piscina de Siloé, e isso valeu-lhe a cura da sua cegueira.

Por sua vez, a Igreja, no seu quarto mandamento, manda-nos fazer jejum e abstinência. Esta prática tem dois sentidos: experimentarmos solidariamente as privações que Cristo experimentou no deserto, valendo-se apenas da força de Deus; e repartir com os mais necessitados o fruto da nossa abstinência.

O nosso Bispo deixa também um mandato à diocese: “ouso pedir a todos os meus irmãos e irmãs da nossa Diocese de Lamego, que habitam as suas 223 paróquias, mais empenho na vivência do Evangelho, mais presença nas nossas celebrações, mais compromisso com a missão, mais atenção uns aos outros e mais dedicação e paixão pelas coisas de Deus” (nº 16).


Oração Final

Senhor Jesus,
Tu és a luz que ilumina a nossa vida.

Ajuda-nos a reconhecer
os nossos erros e fraquezas.

Dá-nos coragem
para pedir perdão.

Purifica o nosso coração
no Sacramento da Reconciliação.

Ensina-nos a viver melhor,
a fazer o bem
e a cuidar uns dos outros.

Prepara-nos para celebrar
com alegria a Comunhão Pascal.

E faz-nos caminhar sempre
na tua luz.

Amen.

terça-feira, 10 de março de 2026

Festas Populares e Festas Populares Religiosas

As festas são momentos de encontro, cultura e alegria para a comunidade, mas é importante distinguir entre festas populares e festas populares religiosas.
Uma festa popular nasce da iniciativa do povo, baseada na tradição e na cultura local, sem ligação direta à Igreja.
Uma festa popular religiosa, por sua vez, é expressão de fé e devoção, organizada em comunhão com a Igreja. Os mordomos, apresentados ao Pároco, são nomeados por este, assegurando que todos os atos estejam em conformidade com os ensinamentos da Igreja. Caso desrespeitem frontalmente estas normas, podem ser substituídos.
Os mordomos têm responsabilidades fundamentais:
- Combinar atempadamente (meses antes) com o Pároco os dias da festa, horas da celebração, percurso da procissão, etc
- Tirar as devidas licenças eclesiásticas antes da festa.
- Celebração da Missa: Organizam e preparam a Eucaristia segundo as orientações do Pároco, zelando por um ambiente de recolhimento e silêncio.
- Procissão: Garantem que seja um ato religioso, conduzido com rigor, disciplina e dignidade, evitando gestos de desrespeito, barulhos, indisciplina ou brincadeiras durante o percurso.
- Prioridade à vida paroquial: Planeiam as atividades de forma a não conflituar com a Missa dominical nem desmotivar a participação dos fiéis. Almoços, jantares ou atividades desportivas durante o ano devem respeitar sempre a centralidade da Eucaristia dominical.
- Gestão responsável dos recursos: É fundamental que os recursos destinados à festa sejam aplicados com zelo e transparência, garantindo que contribuam de forma adequada para todos os aspetos da celebração, tanto religiosos como culturais e recreativos, sempre em espírito de serviço à comunidade. Conforme as orientações da Igreja, os créscimos da festa devem reverter em favor do bem comum da comunidade cristã, sendo aplicados de acordo com o Pároco.
O papel dos mordomos vai muito além da organização logística: são guardadores da fé, da disciplina e da dignidade da celebração, assegurando que a festa popular religiosa seja sempre um verdadeiro ato de comunhão com Deus e com a Igreja.

sexta-feira, 6 de março de 2026

8 de Março, 2026 - 03º Domingo da Quaresma - Ano A

Leituras: aqui


O povo de Israel, à semelhança do que acontece connosco hoje, impacientou-se com Deus e revoltou-se contra Moisés, porque se viam apertados pela sede, no deserto. A samaritana, do Evangelho, à beira do poço de Jacob sentiu sede da água de que Jesus lhe falou.

Nós, hoje, sentimos a mesma sede daquelas realidades que só Deus nos pode saciar. Por isso, o terceiro mandamento da Igreja manda que se comungue, pelo menos, na Páscoa da Ressurreição, para sentirmos a saciedade do espírito.

A comunhão eucarística sustenta e reforça a comunhão de uns com os outros, enquanto irmãos que somos. Dom António Couto afirma que a referência que Jesus faz ao Templo como Casa do Pai é “uma diferente conceção do espaço: não se trata de um espaço local, mas relacional. O novo espaço cultual é a comunidade que vive filial e fraternalmente, verdadeira transparência de Jesus, o Filho. A extensão deste espaço chama-se comunhão” (nº 7). 

 Homilia

Irmãos e irmãs,

O povo de Israel tem sede no deserto. Mas o problema não é apenas a sede física. O problema é a desconfiança. “Está o Senhor no meio de nós ou não?”

Reparem bem: Deus tinha libertado aquele povo da escravidão. Tinha aberto o mar. Tinha conduzido o caminho. Mas bastou a sede para esquecerem tudo.

E nós?
Quantas vezes Deus já nos sustentou? Quantas vezes já nos levantou? Quantas vezes já nos perdoou?
E, no entanto, basta uma dificuldade para começarmos a duvidar.

No Evangelho (Evangelho segundo São João 4), encontramos uma mulher com outra sede. Vai ao poço ao meio-dia — hora de calor intenso. Talvez para evitar olhares. Talvez para evitar comentários. Vai com a sua história ferida.

Jesus começa por lhe pedir água. Deus faz-Se necessitado. Isto é impressionante: Deus pede. Deus aproxima-Se. Deus não acusa — dialoga.

Mas depois Jesus toca no ponto sensível da vida dela. Não para humilhar. Para libertar.

E aqui começa a provocação para nós:

  • Qual é a nossa sede verdadeira?
  • O que é que andamos a procurar todos os dias?
  • O que é que realmente nos move?

Dizemos que acreditamos em Deus. Mas, na prática, onde procuramos segurança? No dinheiro? Na opinião dos outros? No sucesso dos filhos? Na estabilidade? Nas redes sociais?

Quando rebenta uma guerra no mundo e sentimos medo, em quem confiamos?
Quando a vida nos foge ao controlo, onde nos apoiamos?

Jesus fala de uma “água viva”. Não é emoção passageira. Não é entusiasmo de um momento. É uma fonte interior. É vida nova que nasce dentro de nós.

Mas atenção: para receber essa água, é preciso reconhecer a sede.
E talvez o maior problema do nosso tempo seja este: estamos desidratados espiritualmente… mas já nos habituámos.

Habitámo-nos a comungar raramente.
Habitámo-nos a rezar pouco.
Habitámo-nos a viver a fé como tradição e não como relação.

E depois estranhamos o vazio.

A Quaresma é tempo de verdade. Não é tempo de fachada religiosa. É tempo de ir ao poço e deixar que Jesus nos fale do coração.

A samaritana podia ter ido embora. Mas ficou. Escutou. Deixou-se tocar. E depois tornou-se missionária.

E nós?
Vamos continuar a viver uma fé mínima — “cumprir o preceito da Páscoa” — ou vamos redescobrir a Eucaristia como fonte real da nossa vida?

Como recorda D. António Couto, o verdadeiro templo não é um espaço fechado; é a comunidade que vive como filhos e irmãos. Se a nossa participação na Eucaristia não nos torna mais fraternos, então ainda não bebemos verdadeiramente da Água Viva.

Talvez hoje Jesus esteja a fazer-nos uma pergunta simples e exigente:

“Queres continuar a viver com sede… ou queres mesmo beber?”

Não tenhamos medo de dizer:
“Senhor, dá-me dessa água.”

Mas saibamos que essa água transforma.
E quem bebe desta água já não vive igual.

Amém.



PARTICIPE! 


terça-feira, 3 de março de 2026

Está a chegar o jornal SOPÉ DA MONTANHA

MUITOS CRISTÃOS DESCONHECEM ESTE DEVER FUNDAMENTAL E MUITOS NÃO LHE DÃO IMPORTÂNCIA

 CONFESSAR-SE O CRISTÃO DOS SEUS PECADOS, AO MENOS UMA VEZ POR ANO E COMUNGAR PELA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO

MUITOS CRISTÃOS DESCONHECEM ESTE DEVER FUNDAMENTAL E MUITOS NÃO LHE DÃO IMPORTÂNCIA.

É O MÍNIMO PARA VIVERMOS COMO CRISTÃOS CATÓLICOS.
TODOS RECISAMOS. BISPOS, SACERDOTES, RELIGIOSOS E LEIGOS.
O PRECEITO É PARA TODOS.
OS SACERDOTES TAMBÉM SE CONFESSAM, E NÃO É SÓ PELA PÁSCOA.
PENSEMOS TODOS NISSO, E PREPAREMOS UMA CONFISSÃO SINCERA E VERDADEIRA.
Visto em Joaquim Duarte, Facebook

domingo, 1 de março de 2026

Teixelo - Festa de Nossa Senhora da Ajuda 2026

 
Mordomos:
 Lassalete Cabral, Paula Lourenço, Manuela Pinto, Eduardo Lopes, Carlos Lourenço, Manuel Pinto e Diorino Constantino. 

Na paz, harmonia e colaboração entre todos, vamos louvar Nossa Senhora da Ajuda, Padroeira do povo de Teixelo. 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Festa da Catequese 2026


No dia 28 de fevereiro, realizou-se a Festa da Catequese 2026, um momento muito aguardado por toda a comunidade paroquial. A celebração iniciou-se às 14.45h com a Missa vespertina no Centro Paroquial, reunindo catequizandos, catequistas, famílias e restantes fiéis num ambiente de grande alegria e participação.

Sob o tema “Igreja sempre em construção e dedicação”, a festa procurou recordar que a Igreja não é apenas um edifício, mas uma comunidade viva que cresce todos os dias através do compromisso, da fé e do serviço de cada um. Depois da celebração, seguiram-se as atuações de todos os grupos da Catequese.

Alguns grupos apresentaram pequenos teatros, transmitindo de forma simples e expressiva a mensagem do tema escolhido. Outros encantaram os presentes com cânticos preparados com empenho e entusiasmo. Cada atuação revelou dedicação, criatividade e o trabalho contínuo realizado ao longo do ano.

O Centro Paroquial estava cheio, sinal claro do apoio das famílias e da importância que este momento tem na vida da comunidade. Foi uma tarde marcada pela partilha, pela união e pela alegria das crianças, que deram o melhor de si.

A Festa da Catequese 2026 foi, assim, mais do que um conjunto de apresentações. Foi a prova de que a Igreja continua a construir-se com gestos simples, com dedicação e com a presença ativa de todos.

Os Catequistas: Paula Pio (texto) e Manuel Marcelino (fotos)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

"O Amor que Transforma"

Semana Cáritas 2026
1 a 6 de março

A Semana Cáritas 2026 convida-nos a viver a caridade de forma concreta e comunitária:

  • Olhar e cuidar do próximo, especialmente os mais necessitados.

  • Praticar gestos de solidariedade no dia a dia.

  • Fortalecer a comunidade com ações de amor e serviço.

  • Testemunhar esperança, mostrando que a fé se traduz em ações de justiça e compaixão.

Um momento para semear fraternidade e transformar a vida de todos ao nosso redor.