Paróquia de S. Pedro de Tarouca
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Festa de São João Baptista em Gondomar/2026
quarta-feira, 24 de junho de 2026
28 de Junho, 2026 - 13º Domingo do Tempo Comum - Ano A
Irmãos e irmãs,
A Palavra de Deus deste domingo convida-nos a olhar para aquilo que ocupa o primeiro lugar no nosso coração.
Na primeira leitura, uma mulher de Suném acolhe o profeta Eliseu com generosidade. Não faz nada de extraordinário: abre a porta da sua casa e oferece hospitalidade. Mas esse gesto simples torna-se uma bênção. Acolher o homem de Deus foi acolher o próprio Deus.
No Evangelho, Jesus retoma esta mesma ideia e diz-nos que quem acolhe os seus discípulos acolhe o próprio Cristo. E acrescenta algo surpreendente: até um copo de água dado por amor não ficará sem recompensa. Aos olhos de Deus, nenhum gesto de bondade é pequeno.
Mas Jesus vai mais longe. Pede que O coloquemos acima de tudo e de todos. Não porque queira ocupar o lugar daqueles que amamos, mas porque só quando Deus está em primeiro lugar é que todas as outras relações encontram o seu verdadeiro sentido.
A segunda leitura recorda-nos que, pelo Baptismo, fomos unidos à morte e à ressurreição de Cristo. Não fomos baptizados apenas para cumprir uma tradição, mas para viver uma vida nova.
Por isso, a pergunta que a Palavra hoje nos deixa é muito concreta: Cristo ocupa realmente o primeiro lugar nas minhas escolhas, ou apenas um lugar entre muitos outros? E ainda: sei reconhecê-Lo e acolhê-Lo nas pessoas que encontro todos os dias?
Que esta Eucaristia nos ajude a renovar a nossa amizade com Cristo e a traduzir a nossa fé em gestos simples de acolhimento, serviço e caridade.
Amen.
terça-feira, 23 de junho de 2026
segunda-feira, 22 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
quarta-feira, 17 de junho de 2026
21 de Junho, 2026 - 12º Domingo do Tempo Comum - Ano A
As leituras deste domingo têm uma palavra central: não tenhais medo.
O profeta Jeremias está cercado por inimigos. É criticado, perseguido e vigiado por aqueles que desejam a sua queda. Humanamente falando, ele tem razões para desistir. Mas afirma: “O Senhor está comigo como poderoso guerreiro.” A sua força não vem das circunstâncias, mas da certeza de que Deus não o abandona.
No Evangelho, Jesus repete três vezes aos discípulos: “Não tenhais medo.” Não é um convite à imprudência, mas à confiança. Jesus sabe que segui-Lo terá um preço. Quem vive o Evangelho nem sempre será compreendido. Quem defende a verdade, a justiça, a honestidade e a fé poderá encontrar oposição. Mas o discípulo não pode deixar que o medo determine as suas escolhas.
Hoje, muitos cristãos não negam Jesus com palavras; negam-No por silêncio. Calam-se quando deveriam defender a verdade. Escondem a fé para não serem criticados. Adaptam os valores do Evangelho ao que é mais cómodo ou socialmente aceite.
Jesus é muito claro: “Todo aquele que se declarar por Mim diante dos homens, também Eu Me declararei por ele diante do Meu Pai.” A fé não é um assunto privado que se guarda apenas dentro da igreja. Ela deve aparecer na vida concreta: na família, no trabalho, na escola, na política, nos negócios, nas redes sociais e nas decisões de cada dia.
A segunda leitura recorda-nos outra verdade fundamental. Pelo pecado entrou o mal no mundo, mas por Cristo entrou uma graça ainda maior. O cristão não vive dominado pelo pessimismo. Mesmo diante do pecado, da violência, das guerras e das crises, sabemos que a última palavra pertence a Deus e não ao mal.
Uma aplicação prática para esta semana:
Identifique um medo que o afasta de Deus: medo da opinião dos outros, medo de mudar de vida, medo de perdoar, medo de assumir a fé.
Dê um passo concreto de testemunho cristão: rezar em família, participar na Missa com mais compromisso, reconciliar-se com alguém, defender um valor cristão quando for necessário.
Repita durante a semana a frase de Jesus:
“Não tenhais medo.”
O Senhor conhece-nos profundamente. Jesus diz que até os cabelos da nossa cabeça estão contados. Isto significa que nada da nossa vida Lhe é indiferente. Se Deus cuida dos pardais, quanto mais cuidará dos seus filhos.
Neste domingo, a Palavra desafia-nos a trocar o medo pela confiança, o silêncio pelo testemunho e a acomodação pela coragem de viver o Evangelho sem vergonha e sem desculpas.
“Não tenhais medo. Vós valeis muito mais do que todos os pardais.” Amém.
domingo, 14 de junho de 2026
Festa de Santo António em Arguedeira 2016
As festividades em honra de Santo António decorreram com elevada participação da população, num programa que conjugou momentos de convívio, celebração religiosa e animação cultural.
As comemorações tiveram início com a tradicional sardinhada, seguindo-se as Marchas de Santo António, que contaram com a participação dos grupos da Arguedeira e de Gondomar, proporcionando uma noite de animação e partilha.
No dia 13 de junho, data dedicada ao santo popular, parte dos elementos das marchas associou-se à celebração da Eucaristia, contribuindo para a animação da cerimónia religiosa.
O encerramento das festividades aconteceu com a celebração da missa solene, seguida da procissão em honra de Santo António, que percorreu as ruas da localidade e reuniu numerosos fiéis.
O programa terminou com a atuação da Banda Musical de Tarouca, no polo desportivo, enquanto os mais novos puderam desfrutar de insufláveis e outras atividades recreativas no largo da freguesia.
A forte adesão da população voltou a demonstrar o apreço da comunidade por iniciativas que ajudam a preservar as tradições locais e a fortalecer os laços de união entre os habitantes.
Uma palavra de reconhecimento é igualmente devida aos mordomos, cujo empenho e dedicação tornaram possível a realização de mais uma edição das festas, bem como a toda a população que participou ativamente e contribuiu para o sucesso das celebrações.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
11º Domingo do Tempo Comum – Ano A
Homilia
As leituras deste domingo mostram-nos um Deus que toma a iniciativa de nos amar, de nos chamar e de nos enviar.
Na primeira leitura, Deus recorda ao povo de Israel tudo o que fez por ele e convida-o a viver em aliança. Não escolhe aquele povo porque seja o mais forte ou o mais perfeito, mas porque o ama. Também nós somos escolhidos por Deus, não pelos nossos méritos, mas pela sua bondade.
São Paulo, na segunda leitura, leva esta ideia ainda mais longe: Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores. Deus não espera que sejamos perfeitos para nos amar. Ama-nos primeiro. Este é o coração da nossa fé: não é o nosso amor por Deus que vem em primeiro lugar, mas o amor de Deus por nós.
No Evangelho, Jesus olha para a multidão e sente compaixão. Vê pessoas cansadas, perdidas, sem orientação. O olhar de Jesus não é de crítica nem de condenação; é um olhar cheio de misericórdia. E, diante daquela necessidade, chama os discípulos e envia-os em missão.
A missão que Jesus lhes confia continua hoje. Todos os batizados são chamados a levar esperança, consolação, fé e caridade aos outros. Muitas vezes pensamos que a missão é apenas para padres, religiosos ou missionários. Mas cada cristão é enviado por Jesus, na família, no trabalho, na escola, na comunidade. Às vezes basta uma palavra amiga, um gesto de atenção, uma ajuda concreta ou um testemunho de fé vivido com simplicidade.
Jesus continua a dizer-nos: “A messe é grande”. Há muitas pessoas que precisam de encontrar sentido, paz e esperança. E Deus quer contar connosco para chegar até elas.
Neste domingo, próximo da festa de Santo António, podemos recordar o seu exemplo. Ele deixou-se conquistar pelo amor de Cristo e dedicou a vida a anunciar o Evangelho com palavras simples e claras, chegando ao coração das pessoas. Que Santo António nos ajude a ter um coração atento às necessidades dos irmãos e a coragem de sermos testemunhas alegres de Jesus no nosso dia a dia.
Ámen

