quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

"O Amor que Transforma"

Semana Cáritas 2026
1 a 6 de março

A Semana Cáritas 2026 convida-nos a viver a caridade de forma concreta e comunitária:

  • Olhar e cuidar do próximo, especialmente os mais necessitados.

  • Praticar gestos de solidariedade no dia a dia.

  • Fortalecer a comunidade com ações de amor e serviço.

  • Testemunhar esperança, mostrando que a fé se traduz em ações de justiça e compaixão.

Um momento para semear fraternidade e transformar a vida de todos ao nosso redor.

1 de Março, 2026 - 02º Domingo da Quaresma - Ano A

Irmãos e irmãs,

A Palavra de Deus deste segundo domingo da Quaresma apresenta-nos dois movimentos espirituais fundamentais: partir e subir.

Na primeira leitura, Deus dirige-se a Abrão e pede-lhe algo radical:
“Sai da tua terra.”

Não é apenas uma mudança geográfica. É uma transformação interior. Deus convida Abrão a deixar seguranças, hábitos, certezas e até o modo antigo de viver para começar uma vida nova baseada apenas na confiança.

Abrão aceita.
E é por isso que se torna pai da fé.

No Evangelho, encontramos algo semelhante. Jesus sobe ao monte com Pedro, Tiago e João — e ali acontece a Transfiguração. Por um instante, os discípulos veem quem Jesus é verdadeiramente.

O Monte Tabor não é fuga da realidade.
É preparação para a cruz.

A Quaresma é exatamente isto:
👉 Deus chama-nos a subir com Cristo para depois descer transformados.

A verdadeira metamorfose

Como ouvimos na introdução a esta Eucaristia: a transformação de Abrão é semelhante à Transfiguração.

Também nós precisamos de uma metamorfose espiritual.

Mas há uma condição indispensável:
deixar o pecado.

O pecado pesa, prende, tira liberdade, rouba alegria e enfraquece a fé. Por isso, a Igreja pede algo simples e profundamente humano: confessar-nos ao menos uma vez por ano.

Não como obrigação fria, mas como regresso a casa.

Como recorda o nosso Bispo na Carta Pastoral, Jesus chama ao templo “Casa do meu Pai”.
Casa é lugar de encontro.
Casa é lugar de intimidade.
Casa é lugar onde somos acolhidos como somos.

A Confissão não é tribunal.
É abraço.
É recomeço.
É voltar a casa.

Escutar o Filho

No Tabor, escuta-se a voz do Pai:

“Este é o meu Filho muito amado. Escutai-O.”

A Quaresma não é primeiro fazer coisas.
É escutar Jesus.

Talvez hoje Deus nos peça:

  • deixar um pecado antigo;
  • abandonar uma indiferença;
  • reconciliar-nos com alguém;
  • voltar ao sacramento da Reconciliação;
  • recuperar a oração esquecida.

Quem escuta Cristo começa a mudar por dentro.

Descer do monte

Pedro queria ficar no monte.
Mas Jesus manda descer.

Porque a fé não é viver momentos bonitos apenas — é viver transformados no dia a dia:

  • na família,
  • no trabalho,
  • na comunidade,
  • nas decisões concretas.

A Quaresma não termina no Tabor.
Termina na Páscoa.

E só chega à Páscoa quem aceita deixar Deus transformar a própria vida.

Peçamos hoje a graça de Abrão: coragem para partir.
E a graça dos discípulos: olhos capazes de reconhecer Jesus.

Amen.




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Visitas aos doentes durante a Quaresma


Todos os anos, durante a Quaresma, o Pároco e o GASPTA visitam os doentes que já não podem sair de casa e que desejam receber a nossa presença. Este ano, as visitas começaram no dia 25 de fevereiro e vão prolongar-se pelas quartas-feiras seguintes, oferecendo múltiplas oportunidades de encontro e partilha.

Estas visitas são momentos especiais de escuta, atenção e cuidado, onde procuramos levar uma palavra amiga e um gesto de carinho. O GASPTA leva um pequeno miminho como sinal do afeto da comunidade pelos mais frágeis. Os doentes que o desejarem podem também receber o Sacramento da Reconciliação, fortalecendo a sua fé e proporcionando um momento de paz e serenidade.

A cama de um doente é uma verdadeira universidade: nela se aprende sobre sabedoria, dor, superação, desânimo e fé. É admirável testemunhar a dedicação de tantos familiares e amigos que permanecem junto dos doentes, oferecendo cuidado e amor.

O clamor que mais ouvimos é: “Sinto-me muito só.” É precisamente aqui que a nossa comunidade pode agir. Cada visita, cada palavra, cada sorriso é uma luz que rompe a solidão e traz esperança. Quando nos aproximamos dos doentes, aprendemos a valorizar a vida, a partilha e a presença sincera.

Nesta Quaresma e sempre, queiramos ser sinais de amor e esperança, lembrando que, mesmo nos momentos de fragilidade, ninguém está verdadeiramente só. Que cada visita seja uma oportunidade de transmitir alegria, conforto e a certeza de que somos uma comunidade que se apoia mutuamente.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Bodas de Ouro Matrimoniais

 
A comunidade celebrou, em 22 de fevereiro, as Bodas de Ouro de um casal  que as festeja durante o ano de 2026. Anteriormente havia sido dirigido um convite pessoal e comunitário a cada casal residente nesta Paróquia que celebra, este ano, 25 ou 50 anos de Matrimónio. Um aceitou o convite: D. Margarida e sr. Duarte.

Num período em que cada vez mais não se dá importância à família e se desvalorizam os valores que só no seio da família se podem aprender, agradecemos a sua presença e, sobretudo, enaltecemos a sua vida em família.
Que a Sagrada Família de Nazaré continue a ser o seu modelo e lhe continue a mostrar o caminho a seguir e que  possa servir de modelo a todos os casais mais jovens da nossa Paróquia.

Àqueles que gostariam de ter vindo mas não puderam - esta zona tem uma forte corrente migratória - dizemos que estamos unidos a eles. Aos que não quiseram vir, afirmamos que não perdemos a esperança.

O casal presente participou na Celebração e renovou os seus compromissos matrimoniais Amar é servir. Na família o mais importante é o que mais ama e melhor serve!

Foi com alegria e emoção que os acolhemos e assistimos à sua Bênção como casal.
Foi com grande convicção que desejamos que as famílias sejam espaço de paz que brota da caridade. Afinal nada agrada mais aos pais do que sentir que os filhos se dão bem, são unidos e solidários.

Foi com imensa confiança que a comunidade entregou a este casal um pequena lembrança com a certeza de que vale a pena celebrar um amor sem prazos de duração.
Foi com entusiasmo que revoou pelo templo o "Parabéns a Vocês".

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

22 de Fevereiro, 2026 - 01º Domingo da Quaresma - Ano A

Leituras: aqui

 HOMILIA

Começamos hoje o caminho da Quaresma. Todos os anos, neste primeiro domingo, a Igreja coloca diante de nós as tentações de Jesus no deserto. Antes d’Ele, já Adão e Eva tinham experimentado a fragilidade humana diante da sedução do mal. A Palavra de Deus recorda-nos que a tentação faz parte da condição humana.

Hoje não é diferente. Também nós somos tentados:
– pelo comodismo,
– pela indiferença,
– pelo orgulho,
– pela perda de confiança em Deus.

A Quaresma é o tempo favorável para reconhecer as nossas fragilidades e renovar a nossa confiança no Senhor.

Jesus vence as tentações não com poder, mas com fidelidade à Palavra de Deus. Ensina-nos que a verdadeira força não está no sucesso, nem no poder, nem no ter — mas na obediência ao Pai.

E é aqui que a Eucaristia se torna central. A Eucaristia é remédio forte e seguro contra as tentações da vida. É alimento que fortalece, é presença real de Cristo que nos sustenta no deserto das nossas lutas. Não é por acaso que a Igreja nos recorda o dever de participar na Missa aos domingos: não como obrigação pesada, mas como necessidade vital da nossa fé.

Neste contexto, celebramos hoje algo muito belo: a festa jubilar dos casais que celebram 25 e 50 anos de matrimónio.

Queridos casais: o vosso amor é testemunho vivo de que é possível permanecer fiel. Ao longo dos anos, também enfrentastes “desertos”: dificuldades, provações, momentos de cansaço. Mas permanecestes. E essa perseverança é sinal da graça de Deus.

O matrimónio é também caminho quaresmal:
– exige renúncia,
– pede perdão,
– constrói-se na entrega diária.

A vossa fidelidade é sinal para toda a comunidade.

Neste ano jubilar da dedicação da nossa Catedral, somos convidados a valorizar os espaços onde celebramos a fé. Como nos recorda o nosso Bispo, é uma oportunidade para redescobrir a presença de Deus no meio de nós e aprender a amar mais as nossas igrejas paroquiais, onde Deus habita e onde a comunidade se reúne.

Mas lembremo-nos: mais importante do que as pedras do templo são as “pedras vivas” que somos nós. Cada família fiel, cada casal perseverante, cada cristão que luta contra as tentações é templo vivo de Deus.

Que esta Quaresma seja para todos nós um tempo de conversão sincera, de regresso ao essencial, de fortalecimento na Eucaristia e de renovação do amor. Amen.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Mensagem de D. António Couto para a Quaresma de 2026

 
Na sua mensagem para a Quaresma de 2026, o Bispo de Lamego, em sintonia com o lema proposto pelo Papa Leão XIV — “Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão” — convida os fiéis a orientarem toda a sua vida para Deus.

A verdadeira escuta não é a do ruído superficial do mundo, mas a escuta profunda da Palavra de Deus, que transforma o coração. Inspirado no profeta Isaías, recorda que o objetivo fundamental do povo é subir ao encontro do Senhor para aprender os seus caminhos. Também evoca o Êxodo e Neemias para mostrar como Deus escuta o seu povo e como este responde com jejum, confissão dos pecados e renovação espiritual.

A conversão quaresmal implica sair das distrações e preocupações excessivas, jejuar não apenas de alimentos, mas também de palavras e atitudes que ferem os outros. Trata-se de purificar o coração, fortalecer a caridade e viver com maior leveza, sem ódios, invejas ou indiferença.

No âmbito da caridade concreta, recorda que, em 2025, a Renúncia Quaresmal ajudou uma paróquia no Líbano. Para 2026, propõe que a ajuda se destine ao povo Gumuz, na região de Metekel, na Etiópia, apoiando os Missionários Combonianos na construção de uma escola em Gilgel Beles, promovendo a educação de crianças em situação de grande pobreza e insegurança. Parte dos donativos poderá também apoiar famílias pobres da diocese afetadas pelas intempéries.

A mensagem conclui com um apelo à vivência da Quaresma como tempo de oração, comunhão, justiça, verdade e conversão, desejando que todos experimentem a alegria de serem filhos de Deus e irmãos uns dos outros.

Pode ler aqui o texto integral.

Mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma 2026

  • Tema central: a Quaresma é um tempo de conversão e renovação espiritual, em que somos chamados a colocar Deus e a sua Palavra no centro da vida.
  • Escuta: o Papa destaca a importância de ouvir — não só a Deus através da Bíblia e da oração, mas também os mais pobres e vulneráveis.
  • Jejum ampliado: além da abstinência de alimentos, Leão XIV propõe um “jejum de palavras ofensivas” — ou seja, renunciar a palavras que ferem, julgamentos precipitados, fofocas ou linguagem que agride o outro.
  • Desarmar a linguagem: o Papa convida os fiéis a desarmar a sua maneira de falar — evitando linguagem dura ou violenta, e cultivando gentileza, respeito e paz nas relações familiares, sociais e comunitárias.
  • Comunidade: a Quaresma deve ser vivida em comunidade, tornando a igreja e as relações humanas lugares onde o clamar dos que sofrem é ouvido e onde o amor e a misericórdia se manifestam concretamente.

Em resumo, Pontífice convida a transformar a Quaresma num período real de conversão do coração, que passa pelo silêncio interior, pela escuta ativa e por um estilo de vida mais atento à dignidade do outro.

Pode ler aqui o texto integral.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Leituras: aqui

Quarta-feira de Cinzas

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje começamos a Quaresma. E começamos com um gesto simples e forte: cinza na cabeça.
Cinza que nos lembra uma verdade essencial: “Tu és pó e ao pó hás de voltar.”
Não para nos humilhar, mas para nos situar. Não para nos entristecer, mas para nos despertar.

A Palavra de Deus que escutámos ilumina este início.

O profeta Joel faz-nos um apelo claro e urgente:
“Convertei-vos a Mim de todo o coração.”
Não diz: mudai algumas coisas.
Não diz: fazei pequenos ajustes.
Diz: de todo o coração.

A Quaresma é isso: tempo de voltar o coração para Deus.
Não apenas práticas exteriores, mas uma transformação interior.

São Paulo, na segunda leitura, insiste:
“Reconciliai-vos com Deus.”
É como se dissesse: não adiem. Não deixem para depois.
Este é o tempo favorável. Este é o dia da salvação.

E no Evangelho, Jesus aponta-nos três caminhos muito concretos:
a esmola, a oração e o jejum.
Mas acrescenta algo essencial:
“O teu Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa.”

Não é teatro.
Não é aparência.
É verdade de vida.

O sentido da Quaresma

A Quaresma é caminho.
Caminho de conversão pessoal e espiritual.
Caminho que percorremos juntos, como comunidade.

Cada domingo será uma etapa.
E este ano somos convidados a apoiar-nos em três pilares muito concretos:

  1. As leituras da Eucaristia de cada domingo
    A Palavra será o nosso mapa. Se a escutarmos com atenção, ela moldará o nosso coração.

  2. Os cinco mandamentos da Igreja
    Tão simples, tão esquecidos por alguns…
    Eles não são um peso, mas um mínimo necessário para manter viva a nossa pertença e comunhão eclesial.

  3. A carta pastoral do nosso Bispo
    Um convite a construirmos uma Igreja diocesana viva, unida, em permanente dedicação.

Neste ano especial em que olhamos, de passagem mas com gratidão, para a nossa Igreja Mãe, que celebra 250 anos de dedicação, somos chamados a recordar que a Igreja não é apenas pedra antiga.
É povo vivo.
Somos nós.
Pedras vivas chamadas à santidade.

O altar da caridade

Nesta comunidade temos um sinal muito bonito:
a caixa da renúncia quaresmal, colocada junto do altar.
Chamamos-lhe o altar da caridade.

Que imagem tão forte!

Do altar recebemos Cristo.
E ao lado do altar aprendemos a oferecê-Lo aos irmãos.

A renúncia quaresmal não é apenas “deixar de comer qualquer coisa”.
É transformar o que poupamos em gesto concreto de amor.
É jejum que se faz partilha.
É oração que se faz solidariedade.
É conversão que se faz caridade.

Quando colocarmos a nossa oferta naquela caixa, que não seja um gesto automático.
Que seja uma decisão do coração:
“Senhor, quero amar mais. Quero pensar menos em mim e mais nos outros.”

Rasgar o coração

O profeta dizia:
“Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes.”

Hoje recebemos cinza na cabeça.
Mas o que Deus deseja é que o nosso coração se abra.
Que deixemos cair o orgulho.
Que perdoemos.
Que nos confessemos.
Que regressemos à Missa dominical com mais fidelidade.
Que levemos a sério os mandamentos da Igreja.
Que escutemos verdadeiramente a Palavra.

A Quaresma não é tempo triste.
É tempo exigente, sim.
Mas profundamente esperançoso.

Porque o nosso Deus — como dizia Joel —
é clemente e compassivo, paciente e cheio de misericórdia.

Irmãos, ao aproximarmo-nos para receber as cinzas, façamos uma oração simples:

“Senhor, converte-me.
Converte o meu coração.
Ensina-me a rezar melhor, a jejuar com sentido, a amar com generosidade.
Que esta Quaresma me aproxime mais de Ti e dos meus irmãos.”

E que, caminhando domingo após domingo, sustentados pela Palavra, pelos ensinamentos da Igreja e pela orientação do nosso Bispo, cheguemos à Páscoa renovados.

Que esta cinza seja início de vida nova.
Que este tempo seja verdadeiro.
Que o nosso coração volte a Deus.

Ámen.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Paróquia de Tarouca - Bodas de Prata e de Ouro Matrimoniais

22 de fevereiro de 2026, 11 horas, Igreja Paroquial
CELEBRAÇÃO DAS BODAS DE PRATA E BODAS DE OURO MATRIMONIAIS
Nem todos os casais que vivem na Paróquia de Tarouca e fazem as Bodas de Prata ou de Ouro no presente ano de 2026, foram casados na Paróquia de Tarouca. Nós só podemos contactar aqueles que vivem nesta Paróquia e estão registados no Livro Paroquioal de Casamentos.
MAS A CERIMÓNIA ESTÁ ABERTA A TODOS, TODOS OS CASAIS CATÓLICOS !
Por isso, se o casal faz este anos Bodas de Prata ou de Ouro, reside na Paróquia de Tarouca e quer partcipar na celebração do dia 22 de fevereiro, pedimos que contacte quanto antres o sr. José sacristão.
Os que casaram nesta Paróquia e aqui vivem receberão um convite escrito, como é hábito., pedindo que confirmem a sua presença na cerimónia junto do sr. José Sacristão.
Portanto se as pessoas que aqui casaram moram fora desta freguesia ou se um dos cônjuges faleceu, ou se o casamento se desafez, logicamente não receberão convite.
Sempre assim procedeu aqui.

Visita aos Doentes na Comunidade Paroqual Tarouquense

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

15 de Fevereiro, 2026 - 06º Domingo do Tempo Comum - Ano A

 Leituras: aqui

 A alegria do Evangelho

Irmãos e irmãs,

A palavra de Deus que hoje escutamos fala-nos de uma alegria muito concreta: a alegria de escolher o bem, a alegria de viver segundo o coração de Deus.

Na primeira leitura, do livro de Ben Sirá, ouvimos palavras muito claras:

“Diante de ti estão o fogo e a água; estende a mão para aquilo que quiseres.”

Deus criou-nos livres. Não nos obriga a amar, não nos força a fazer o bem. Mas mostra-nos o caminho da vida. A verdadeira alegria nasce quando escolhemos o bem, quando escolhemos Deus.

São Paulo, na segunda leitura, lembra-nos que a sabedoria de Deus não é a do mundo. É uma sabedoria que não se vê logo, mas que transforma o coração. É a alegria que Deus preparou “para aqueles que O amam”. Uma alegria profunda, que não depende das circunstâncias, nem do barulho, nem das modas.

No Evangelho, Jesus vai ainda mais longe. Não se contenta com uma fé feita só de regras exteriores. Ele fala do coração.
Não basta “não matar”, é preciso aprender a perdoar.
Não basta “não cometer adultério”, é preciso purificar o olhar e o desejo.
Não basta dizer “sim” ou “não” com os lábios; é preciso que o coração seja verdadeiro.

Jesus quer libertar-nos por dentro, porque só um coração livre pode ser verdadeiramente alegre.

A alegria do mundo e a alegria do Evangelho

Estamos a viver dias de Carnaval. São dias de festa, de alegria, de cor, de música. E isso não é mau. Jesus não nos pede que fujamos do mundo. Ele próprio disse:

“Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”

O problema não é a alegria. O problema é quando a alegria fica vazia, quando dura só um instante e depois deixa cansaço, solidão ou tristeza.

Jesus diz-nos hoje:

“Deixo-vos a minha alegria.”

Não é uma alegria barulhenta, mas é firme. Não passa depressa. Não depende de máscaras. É a alegria de quem vive na verdade, de quem ama, de quem é livre.

A alegria da Quaresma que se aproxima

Dentro de poucos dias começamos a Quaresma. Na próxima Quarta-feira de Cinzas inicia-se este tempo forte, e a Igreja convida-nos de modo muito concreto a vivê-lo.

A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de jejum e de abstinência.
As sextas-feiras da Quaresma são dias de abstinência.

Mas estes gestos não são castigos nem tristezas. São sinais de um caminho de libertação.
Jejuamos para aprender a dominar o que nos domina.
Abstemo-nos para escolher melhor o que realmente importa.
Rezamos mais para limpar o coração e voltar ao essencial.

A Quaresma é um caminho que nos conduz à Páscoa, à alegria maior: Cristo ressuscitado, vivo, libertador. É um tempo de conversão que prepara uma vida nova.

Por isso, a alegria do Carnaval só faz sentido se nos ajudar a descobrir a alegria maior: a alegria do Evangelho, a alegria de viver com Cristo, de caminhar para o Cristo total, Ressuscitado.

Irmãos e irmãs, peçamos hoje a graça de escolher bem.
De escolher a vida.
De escolher o amor.
De escolher a alegria que não passa.

Ámen.

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O XXXIV DIA MUNDIAL DO DOENTE - 11 de fevereiro de 2026


“A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outro”

Queridos irmãos e irmãs,

O XXXIV Dia Mundial do Doente será celebrado solenemente em Chiclayo, no Peru, a 11 de fevereiro de 2026. Para esta ocasião, quis propor novamente a imagem, sempre atual e necessária, do bom samaritano, a fim de redescobrirmos a beleza da caridade e a dimensão social da compaixão, e chamar a atenção para os necessitados e para os que sofrem, como são os doentes.

Todos nós já ouvimos e lemos este texto comovente de São Lucas (cf. Lc 10, 25-37). A um doutor da lei que lhe pergunta quem é o próximo a amar, Jesus responde contando uma história: um homem que viajava de Jerusalém para Jericó, assaltado por ladrões, foi abandonado quase morto; um sacerdote e um levita passaram ao largo, mas um samaritano encheu-se de compaixão, tratou-lhe as feridas, levou-o para uma hospedaria e pagou para que cuidassem dele. Desejei propor a reflexão sobre esta passagem bíblica com a chave hermenêutica da Encíclica Fratelli tutti, do meu querido predecessor, Papa Francisco, na qual a compaixão e a misericórdia para com os necessitados não se reduzem a um mero esforço individual, mas realizam-se na relação: com o irmão necessitado, com aqueles que cuidam dele e, fundamentalmente, com Deus, que nos oferece o seu amor.

1 - O dom do encontro: a alegria de oferecer proximidade e presença.

Vivemos imersos na cultura do efémero, do imediato, da pressa, bem como do descarte e da indiferença, que impede de nos aproximarmos e pararmos no caminho para olhar as necessidades e os sofrimentos à nossa volta. A parábola relata que o samaritano, ao ver o ferido, não “passou ao largo”, mas teve para ele um olhar aberto e atento, o olhar de Jesus, que o levou a uma proximidade humana e solidária. O samaritano «parou, ofereceu-lhe proximidade, curou-o com as próprias mãos, pôs também dinheiro do seu bolso e ocupou-se dele. Sobretudo […] deu-lhe o seu tempo». Jesus não ensina quem é o próximo, mas como ser próximo, ou seja, como nos tornarmos nós mesmos próximos.  A este respeito, podemos afirmar, com Santo Agostinho, que o Senhor não quis ensinar quem era o próximo daquele homem, mas a quem ele devia tornar-se próximo. Na verdade, ninguém é próximo de outro enquanto não se aproxima voluntariamente dele. Por isso, fez-se próximo aquele que teve misericórdia. 

O amor não é passivo, mas vai ao encontro do outro; ser próximo não depende da proximidade física ou social, mas da decisão de amar. Por isso, o cristão faz-se próximo daquele que sofre, seguindo o exemplo de Cristo, o verdadeiro Samaritano divino que se aproximou da humanidade ferida. Não são meros gestos de filantropia, mas sinais nos quais se pode perceber que a participação pessoal nos sofrimentos do outro implica dar-se a si mesmo, supõe ir mais além de satisfazer necessidades, para chegar ao ponto da nossa pessoa ser parte do dom.  Esta caridade alimenta-se, necessariamente, do encontro com Cristo, que por amor se entregou por nós. São Francisco explicava-o muito bem quando, falando do seu encontro com os leprosos, dizia: «O Senhor levou-me até eles» porque, através deles, havia descoberto a doce alegria de amar.

O dom do encontro nasce do vínculo com Jesus Cristo, a quem identificamos como o bom samaritano que nos trouxe a saúde eterna e a quem tornamos presente quando nos inclinamos diante do irmão ferido. Santo Ambrósio dizia: «Visto que ninguém nos é verdadeiramente tão próximo como aquele que curou as nossas feridas, amemo-lo vendo nele Nosso Senhor, e amemo-lo como nosso próximo; pois não há nada mais próximo dos membros do que a cabeça. E amemos também aquele que imita Cristo e quem se associa ao sofrimento dos necessitados para a unidade do corpo».  Ser um no Um, na proximidade, na presença, no amor recebido e partilhado, e desfrutar, tal como São Francisco, da doçura de o ter encontrado.

2 - A missão partilhada no cuidado dos doentes.

São Lucas continua dizendo que o samaritano “encheu-se de compaixão”. Ter compaixão implica uma emoção profunda, que conduz à ação. É um sentimento que brota do interior e leva a assumir um compromisso com o sofrimento alheio. Nesta parábola, a compaixão é a característica distintiva do amor ativo. Não é teórica nem sentimental, mas traduz-se em gestos concretos: o samaritano aproxima-se, cura, responsabiliza-se e cuida. Mas, atenção, pois ele não o faz sozinho, individualmente: «o samaritano procurou um estalajadeiro que pudesse cuidar daquele homem, como nós estamos chamados a convidar outros e a encontrar-nos num “nós” mais forte do que a soma de pequenas individualidades».  Na minha experiência como missionário e bispo no Peru, eu mesmo constatei como muitas pessoas partilham a misericórdia e a compaixão ao estilo do samaritano e do estalajadeiro. Familiares, vizinhos, profissionais e agentes pastorais da saúde e tantos outros que param, se aproximam, curam, carregam, acompanham e oferecem o que têm, dando à compaixão uma dimensão social. Esta experiência, que se realiza num entrelaçamento de relações, ultrapassa o mero compromisso individual. Assim, na Exortação apostólica Dilexi te, não me referi apenas ao cuidado dos doentes como uma “parte importante” da missão da Igreja, mas como uma autêntica “ação eclesial” (n. 49). Nela, citei São Cipriano para demonstrar como, nessa dimensão, podemos verificar a saúde da nossa sociedade: «Esta epidemia que parece tão horrível e funesta põe à prova a justiça de cada um e experimenta o espírito dos homens, verificando se os sãos servem aos enfermos, se os parentes se amam sinceramente, se os senhores têm piedade dos servos enfermos, se os médicos não abandonam os doentes que imploram». 

No Um ser um supõe sentirmo-nos verdadeiramente membros de um corpo no qual carregamos, segundo a nossa própria vocação, a compaixão do Senhor pelo sofrimento de todos os homens. Além disso, a dor que nos comove não é uma dor alheia, é a dor de um membro do nosso próprio corpo, ao qual a nossa Cabeça nos manda acudir para o bem de todos. Nesse sentido, identifica-se com a dor de Cristo e, oferecida cristãmente, acelera o cumprimento da oração do próprio Salvador pela unidade de todos. 

3 - Movidos sempre pelo amor a Deus, para nos encontrarmos a nós mesmos e ao próximo.

No duplo mandamento – «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo» ( Lc 10, 27) –, podemos reconhecer a primazia do amor a Deus e a sua direta consequência na forma do homem amar e se relacionar, em todas as suas dimensões. «O amor ao próximo é a prova tangível da autenticidade do amor a Deus, como atesta o Apóstolo João: “A Deus nunca ninguém o viu; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós. […] Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele” (1 Jo 4, 12.16)».  Embora o objeto desse amor seja distinto – Deus, o próximo e nós mesmos –, e, nesse sentido, possamos entendê-los como amores distintos, eles são sempre inseparáveis.  A primazia do amor divino implica que a ação do homem seja realizada sem interesse pessoal ou recompensa, mas como manifestação de um amor que transcende as normas rituais e se traduz num culto autêntico: servir o próximo é amar a Deus na prática. 

Esta dimensão também nos permite contrastar o que significa amar-se a si mesmo. Implica afastar de nós o interesse de basear a nossa autoestima ou o sentido da nossa própria dignidade em estereótipos de sucesso, carreira, posição ou linhagem, recuperando pelo contrário a nossa própria posição diante de Deus e do irmão. Bento XVI dizia que «de natureza espiritual, a criatura humana realiza-se nas relações interpessoais: quanto mais as vive de forma autêntica, tanto mais amadurece a própria identidade pessoal. Não é isolando-se que o homem se valoriza a si mesmo, mas relacionando-se com os outros e com Deus». 

Queridos irmãos e irmãs, «o verdadeiro remédio para as feridas da humanidade é um estilo de vida baseado no amor fraterno, que tem as suas raízes no amor de Deus».  Desejo vivamente que nunca falte no nosso estilo de vida cristão esta dimensão fraterna, “samaritana”, inclusiva, corajosa, comprometida e solidária, que tem a sua raiz mais íntima na nossa união com Deus, na fé em Jesus Cristo. Inflamados por esse amor divino, poderemos realmente entregar-nos em favor de todos os que sofrem, especialmente dos nossos irmãos doentes, idosos e aflitos.

Elevemos a nossa oração à Bem-Aventurada Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, pedindo a sua ajuda por todos aqueles que sofrem e que precisam de compaixão, escuta e consolo, e supliquemos a sua intercessão com esta antiga oração, que se rezava em família, pelos que vivem na doença e na dor:

Doce Mãe, não vos afasteis,
vossos olhos de mim não aparteis.
Vinde comigo por todo o caminho,
e nunca me deixeis sozinho.
Já que me protegeis tanto
como uma verdadeira Mãe,
fazei com que me abençoem o Pai,
o Filho e o Espírito Santo.


Concedo de coração a minha bênção apostólica a todos os doentes, às suas famílias e aos que cuidam deles; também aos profissionais e agentes da pastoral da saúde e, muito especialmente, aos que participam neste Dia Mundial do Doente.

Vaticano, 13 de janeiro de 2026

LEÃO PP. XIV

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

8 de Fevereiro, 2026 - 05º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Leituras: aqui

A fé cristã não brilha pelo espetáculo, mas pela coerência: quando o Evangelho passa pelas nossas mãos, torna-se luz.

As leituras deste domingo colocam-nos diante de uma questão essencial: como é que a nossa fé se torna visível no dia-a-dia?

O profeta Isaías é muito concreto. Fala de repartir o pão com quem tem fome, de acolher o pobre, de não ignorar quem sofre. E promete: “Então a tua luz romperá como a aurora.” A luz nasce quando a fé se transforma em cuidado pelo outro. Não é uma fé teórica, mas vivida.

São Paulo, na segunda leitura, recorda-nos que não anunciou Cristo com palavras brilhantes ou sabedoria humana. Fê-lo com simplicidade, para que a fé dos cristãos não se apoiasse nos homens, mas no poder de Deus. A fé autêntica não procura impressionar; procura ser fiel.

No Evangelho, Jesus diz-nos com clareza: “Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo.” Não é um convite opcional, é uma identidade. O sal existe para dar sabor; a luz existe para iluminar. O cristão não vive fechado em si mesmo, mas para dar sentido e esperança ao mundo que o rodeia.

Mas Jesus também avisa: o sal pode perder o sabor e a luz pode ser escondida. Isso acontece quando há distância entre o que acreditamos e o modo como vivemos. Uma fé que não passa pelos gestos perde a sua força.

Hoje, somos chamados a deixar que a luz de Cristo se manifeste nas pequenas escolhas, na atenção aos mais frágeis, na coerência da nossa vida. Assim, como diz Jesus, os outros poderão ver as nossas obras e glorificar o Pai que está nos Céus.

Que o Senhor nos ajude a ser sal com sabor e luz que não se esconde.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Famílias reunidas e Encontro de Pais - "A família e as novas tecnologias"

15 horas do dia 31de janeiro, Centro Paroquial de Tarouca. Salão cheio de pais e filhos. Iniciava-se o Encontro de Famílias, com a celebração da Eucaristia vespertina, presidida pelo P.e Paulo Alves que fez a homilia.
Seguidamente, os filhos foram ver um filme ao Auditório Municipal sobre David (antigo rei de Israel), acompanhados pelos respetivos catequistas. Os pais ficaram no salão para o seu encontro que, sob o lema que tem a ver com o presente Ano Pastoral: "Igreja em construção, famílias em dedicação", Após a intervenção de um membro da equipa promotora, seguiu-se um "teatro de sombras", representando o papel das novas tecnologias na família, do agrado dos presentes. Esta atividade foi feita pelo Grupo de Jovens.
Depois, os pais dividiram-se por grupos de 7 e, em grupo, trabalharam durante algum tempo sobre novas tecnologias na família sob uma perspetiva cristã.
Este trabalho grupal já foi realizado em termos das modernas tecnologias, sem papéis.
Seguiu-se uma intervenção da psicóloga Dra. Milene e do P.e Paulo Alves, professor de Psicologia no Ensino Superior. Procuraram esclarecer e lançar luz sobre as conclusões dos grupos, num estilo simples, agradável, positivo. esperançoso que envolveu os presentes.
Pais, filhos, comunidade não devem nem endeusar nem demonizar as novas tecnologias. Devem humanizá-las e pô-las aio serviço da dignidade da pessoa humana. É o caso da Inteligência Artificial - IA. Ela só nos ajuda em verdade se nós formos inteligentes a interagir com ela.
De seguida, chegaram ao salão os filhos, vindos do filme, e teve lugar um chazinho, servido com bolo.

Notas finais:
1. Parabéns à equipa organizadora: Luís, Lurdes, Almerinda, Judite, Adelaide, Tozé, Susana e Natália. Bom trabalho de conceção,  planeamento e execução. 
2. Obrigado ao Grupo de Jovens  pela bela execução do "teatro de sombras".
3. Parabéns aos catequizandos  de todos os anos de catequese e seus catequistas.
4. Foi ótimo ver tantos pais, participativos e interessados.  É bom trabalhar para vós. Mas é ainda melhor trabalhar convosco. Juntos vamos mais longe...
5. Abraço de agradecimento e felicitação ao bom amigo, P.e Paulo e à Drª Milene. Estiveram muito bem. Como é costume. 
6. Através dos filhos, das Eucaristias dominicais, do Facebook, do Blog da Paróquia, do jornal Sopé da Montanha  procuramos chegar a todas as famílias. 
7. Parabéns aos escuteiros que, perante a família paroquial, deram um belo testemunho, simples e alegre, da vida escutista.  O escutismo é AMIGO das famílias!
Que belo momento da Família Paroquial! A paróquia é uma família de famílias.

Família, ecrãs e coração

Vivemos num tempo em que as novas tecnologias entraram definitivamente em casa. Estão na sala, no quarto, no bolso e até à mesa. Não bateram à porta: chegaram e ficaram. Por isso, mais do que perguntar se devemos lidar com elas, a verdadeira questão é como o fazemos — em família, com inteligência, com afeto e com responsabilidade.

Foi precisamente sobre isto que refletimos num belo e participativo encontro paroquial de famílias. Depois de os mais novos seguirem para as suas atividades, os pais ficaram à conversa, partilhando dúvidas, experiências e esperanças. Não houve receitas mágicas, mas houve escuta, proximidade e vontade de caminhar juntos.

As tecnologias não são inimigas nem salvadoras. Não são boas nem más por si mesmas. São ferramentas. Endeusá-las seria ingénuo; demonizá-las, injusto e pouco eficaz. O discernimento — tão caro à tradição cristã — continua a ser o melhor guia: usar bem o que existe, sem perder o essencial.

As crianças e os adolescentes precisam de limites. Precisam mesmo deles — ainda que protestem. Os limites não são castigos, são gestos de cuidado. Dão segurança e ajudam a crescer. A radicalidade, pelo contrário, raramente educa: fecha portas, alimenta a mentira e empurra para o uso escondido.

Num mundo cada vez mais digital, é importante estarmos atentos ao bullying informático. As palavras escritas num ecrã também ferem, e o silêncio pode aumentar a dor. A presença atenta dos adultos, o diálogo aberto e a confiança continuam a ser a melhor proteção.

Também a inteligência artificial e as novas tecnologias podem ser grandes aliadas, desde que estejam ao serviço da pessoa humana. A fé recorda-nos que nenhuma máquina substitui a consciência, a liberdade, o amor e a capacidade de escolher o bem.

A família continua a ser o primeiro lugar onde se aprende a usar o mundo — inclusive o digital. Com paciência, com quedas e recomeços, com regras e ternura. E quando caminhamos juntos, como comunidade cristã, torna-se mais fácil educar com esperança. Porque onde há encontro, há futuro. E onde há amor, Deus continua a passar.