Paróquia de S. Pedro de Tarouca
terça-feira, 3 de março de 2026
MUITOS CRISTÃOS DESCONHECEM ESTE DEVER FUNDAMENTAL E MUITOS NÃO LHE DÃO IMPORTÂNCIA
CONFESSAR-SE O CRISTÃO DOS SEUS PECADOS, AO MENOS UMA VEZ POR ANO E COMUNGAR PELA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO
MUITOS CRISTÃOS DESCONHECEM ESTE DEVER FUNDAMENTAL E MUITOS NÃO LHE DÃO IMPORTÂNCIA.
domingo, 1 de março de 2026
Teixelo - Festa de Nossa Senhora da Ajuda 2026
Mordomos: Lassalete Cabral, Paula Lourenço, Manuela Pinto, Eduardo Lopes, Carlos Lourenço, Manuel Pinto e Diorino Constantino.
Na paz, harmonia e colaboração entre todos, vamos louvar Nossa Senhora da Ajuda, Padroeira do povo de Teixelo.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Festa da Catequese 2026
No dia 28 de fevereiro, realizou-se a Festa da Catequese 2026, um momento muito aguardado por toda a comunidade paroquial. A celebração iniciou-se às 14.45h com a Missa vespertina no Centro Paroquial, reunindo catequizandos, catequistas, famílias e restantes fiéis num ambiente de grande alegria e participação.
Sob o tema “Igreja sempre em construção e dedicação”, a
festa procurou recordar que a Igreja não é apenas um edifício, mas uma
comunidade viva que cresce todos os dias através do compromisso, da fé e do
serviço de cada um. Depois da celebração, seguiram-se as atuações de todos os
grupos da Catequese.
Alguns grupos apresentaram pequenos teatros, transmitindo de
forma simples e expressiva a mensagem do tema escolhido. Outros encantaram os
presentes com cânticos preparados com empenho e entusiasmo. Cada atuação
revelou dedicação, criatividade e o trabalho contínuo realizado ao longo do
ano.
O Centro Paroquial estava cheio, sinal claro do apoio das
famílias e da importância que este momento tem na vida da comunidade. Foi uma
tarde marcada pela partilha, pela união e pela alegria das crianças, que deram
o melhor de si.
A Festa da Catequese 2026 foi, assim, mais do que um
conjunto de apresentações. Foi a prova de que a Igreja continua a construir-se
com gestos simples, com dedicação e com a presença ativa de todos.
Os Catequistas: Paula Pio (texto) e Manuel Marcelino (fotos)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
"O Amor que Transforma"
A Semana Cáritas 2026 convida-nos a viver a caridade de forma concreta e comunitária:
-
Olhar e cuidar do próximo, especialmente os mais necessitados.
-
Praticar gestos de solidariedade no dia a dia.
-
Fortalecer a comunidade com ações de amor e serviço.
-
Testemunhar esperança, mostrando que a fé se traduz em ações de justiça e compaixão.
Um momento para semear fraternidade e transformar a vida de todos ao nosso redor.
1 de Março, 2026 - 02º Domingo da Quaresma - Ano A
Irmãos e
irmãs,
A Palavra de
Deus deste segundo domingo da Quaresma apresenta-nos dois movimentos
espirituais fundamentais: partir e subir.
Na primeira
leitura, Deus dirige-se a Abrão e pede-lhe algo radical:
“Sai da tua terra.”
Não é apenas
uma mudança geográfica. É uma transformação interior. Deus convida Abrão
a deixar seguranças, hábitos, certezas e até o modo antigo de viver para
começar uma vida nova baseada apenas na confiança.
Abrão
aceita.
E é por isso que se torna pai da fé.
No
Evangelho, encontramos algo semelhante. Jesus sobe ao monte com Pedro, Tiago e
João — e ali acontece a Transfiguração. Por um instante, os discípulos
veem quem Jesus é verdadeiramente.
O Monte
Tabor não é fuga da realidade.
É preparação para a cruz.
A Quaresma é
exatamente isto:
👉 Deus chama-nos a subir com Cristo para depois descer
transformados.
A verdadeira metamorfose
Como ouvimos na introdução a esta Eucaristia: a transformação de Abrão é semelhante à
Transfiguração.
Também nós
precisamos de uma metamorfose espiritual.
Mas há uma
condição indispensável:
deixar o pecado.
O pecado
pesa, prende, tira liberdade, rouba alegria e enfraquece a fé. Por isso, a
Igreja pede algo simples e profundamente humano: confessar-nos ao menos uma vez
por ano.
Não como
obrigação fria, mas como regresso a casa.
Como recorda
o nosso Bispo na Carta Pastoral, Jesus chama ao templo “Casa do meu Pai”.
Casa é lugar de encontro.
Casa é lugar de intimidade.
Casa é lugar onde somos acolhidos como somos.
A Confissão
não é tribunal.
É abraço.
É recomeço.
É voltar a casa.
Escutar o Filho
No Tabor,
escuta-se a voz do Pai:
“Este é o
meu Filho muito amado. Escutai-O.”
A Quaresma
não é primeiro fazer coisas.
É escutar Jesus.
Talvez hoje
Deus nos peça:
- deixar um pecado antigo;
- abandonar uma indiferença;
- reconciliar-nos com alguém;
- voltar ao sacramento da
Reconciliação;
- recuperar a oração esquecida.
Quem escuta
Cristo começa a mudar por dentro.
Descer do monte
Pedro queria
ficar no monte.
Mas Jesus manda descer.
Porque a fé
não é viver momentos bonitos apenas — é viver transformados no dia a dia:
- na família,
- no trabalho,
- na comunidade,
- nas decisões concretas.
A Quaresma
não termina no Tabor.
Termina na Páscoa.
E só chega à
Páscoa quem aceita deixar Deus transformar a própria vida.
Peçamos hoje
a graça de Abrão: coragem para partir.
E a graça dos discípulos: olhos capazes de reconhecer Jesus.
Amen.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Visitas aos doentes durante a Quaresma
Todos os anos, durante a Quaresma, o Pároco e o GASPTA visitam os doentes que já não podem sair de casa e que desejam receber a nossa presença. Este ano, as visitas começaram no dia 25 de fevereiro e vão prolongar-se pelas quartas-feiras seguintes, oferecendo múltiplas oportunidades de encontro e partilha.
Estas visitas são momentos
especiais de escuta, atenção e cuidado, onde procuramos levar uma palavra amiga
e um gesto de carinho. O GASPTA leva um pequeno miminho como sinal do afeto da
comunidade pelos mais frágeis. Os doentes que o desejarem podem também receber
o Sacramento da Reconciliação, fortalecendo a sua fé e proporcionando um
momento de paz e serenidade.
A cama de um doente é uma
verdadeira universidade: nela se aprende sobre sabedoria, dor, superação,
desânimo e fé. É admirável testemunhar a dedicação de tantos familiares e
amigos que permanecem junto dos doentes, oferecendo cuidado e amor.
O clamor que mais ouvimos
é: “Sinto-me muito só.” É precisamente aqui que a nossa comunidade pode agir.
Cada visita, cada palavra, cada sorriso é uma luz que rompe a solidão e traz
esperança. Quando nos aproximamos dos doentes, aprendemos a valorizar a vida, a
partilha e a presença sincera.
Nesta Quaresma e sempre,
queiramos ser sinais de amor e esperança, lembrando que, mesmo nos momentos de
fragilidade, ninguém está verdadeiramente só. Que cada visita seja uma
oportunidade de transmitir alegria, conforto e a certeza de que somos uma
comunidade que se apoia mutuamente.
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Bodas de Ouro Matrimoniais
A comunidade celebrou, em 22 de fevereiro, as Bodas de Ouro de um casal que as festeja durante o ano de 2026. Anteriormente havia sido dirigido um convite pessoal e comunitário a cada casal residente nesta Paróquia que celebra, este ano, 25 ou 50 anos de Matrimónio. Um aceitou o convite: D. Margarida e sr. Duarte.Num período em que cada vez mais não se dá importância à família e se desvalorizam os valores que só no seio da família se podem aprender, agradecemos a sua presença e, sobretudo, enaltecemos a sua vida em família.
Que a Sagrada Família de Nazaré continue a ser o seu modelo e lhe continue a mostrar o caminho a seguir e que possa servir de modelo a todos os casais mais jovens da nossa Paróquia.
Àqueles que gostariam de ter vindo mas não puderam - esta zona tem uma forte corrente migratória - dizemos que estamos unidos a eles. Aos que não quiseram vir, afirmamos que não perdemos a esperança.
O casal presente participou na Celebração e renovou os seus compromissos matrimoniais Amar é servir. Na família o mais importante é o que mais ama e melhor serve!
Foi com alegria e emoção que os acolhemos e assistimos à sua Bênção como casal.
Foi com grande convicção que desejamos que as famílias sejam espaço de paz que brota da caridade. Afinal nada agrada mais aos pais do que sentir que os filhos se dão bem, são unidos e solidários.
Foi com imensa confiança que a comunidade entregou a este casal um pequena lembrança com a certeza de que vale a pena celebrar um amor sem prazos de duração.
Foi com entusiasmo que revoou pelo templo o "Parabéns a Vocês".
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
22 de Fevereiro, 2026 - 01º Domingo da Quaresma - Ano A
Começamos hoje o caminho da Quaresma. Todos os anos, neste primeiro domingo,
a Igreja coloca diante de nós as tentações de Jesus no deserto. Antes d’Ele, já
Adão e Eva tinham experimentado a fragilidade humana diante da sedução do mal.
A Palavra de Deus recorda-nos que a tentação faz parte da condição humana.
Hoje não é diferente. Também nós somos tentados:
– pelo comodismo,
– pela indiferença,
– pelo orgulho,
– pela perda de confiança em Deus.
A Quaresma é o tempo favorável para reconhecer as nossas fragilidades e
renovar a nossa confiança no Senhor.
Jesus vence as tentações não com poder, mas com fidelidade à Palavra de
Deus. Ensina-nos que a verdadeira força não está no sucesso, nem no poder, nem
no ter — mas na obediência ao Pai.
E é aqui que a Eucaristia se torna central. A Eucaristia é remédio forte e
seguro contra as tentações da vida. É alimento que fortalece, é presença real
de Cristo que nos sustenta no deserto das nossas lutas. Não é por acaso que a
Igreja nos recorda o dever de participar na Missa aos domingos: não como
obrigação pesada, mas como necessidade vital da nossa fé.
Neste contexto, celebramos hoje algo muito belo: a festa jubilar dos casais
que celebram 25 e 50 anos de matrimónio.
Queridos casais: o vosso amor é testemunho vivo de que é possível permanecer
fiel. Ao longo dos anos, também enfrentastes “desertos”: dificuldades,
provações, momentos de cansaço. Mas permanecestes. E essa perseverança é sinal
da graça de Deus.
O matrimónio é também caminho quaresmal:
– exige renúncia,
– pede perdão,
– constrói-se na entrega diária.
A vossa fidelidade é sinal para toda a comunidade.
Neste ano jubilar da dedicação da nossa Catedral, somos convidados a
valorizar os espaços onde celebramos a fé. Como nos recorda o nosso Bispo, é
uma oportunidade para redescobrir a presença de Deus no meio de nós e aprender
a amar mais as nossas igrejas paroquiais, onde Deus habita e onde a comunidade
se reúne.
Mas lembremo-nos: mais importante do que as pedras do templo são as “pedras
vivas” que somos nós. Cada família fiel, cada casal perseverante, cada cristão
que luta contra as tentações é templo vivo de Deus.
Que esta Quaresma seja para todos nós um tempo de conversão sincera, de
regresso ao essencial, de fortalecimento na Eucaristia e de renovação do amor.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Mensagem de D. António Couto para a Quaresma de 2026
Na sua mensagem para a Quaresma de 2026, o Bispo de Lamego, em sintonia com o lema proposto pelo Papa Leão XIV — “Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão” — convida os fiéis a orientarem toda a sua vida para Deus.
A verdadeira escuta não é a do ruído superficial do mundo, mas a escuta profunda da Palavra de Deus, que transforma o coração. Inspirado no profeta Isaías, recorda que o objetivo fundamental do povo é subir ao encontro do Senhor para aprender os seus caminhos. Também evoca o Êxodo e Neemias para mostrar como Deus escuta o seu povo e como este responde com jejum, confissão dos pecados e renovação espiritual.
A conversão quaresmal implica sair das distrações e preocupações excessivas, jejuar não apenas de alimentos, mas também de palavras e atitudes que ferem os outros. Trata-se de purificar o coração, fortalecer a caridade e viver com maior leveza, sem ódios, invejas ou indiferença.
No âmbito da caridade concreta, recorda que, em 2025, a Renúncia Quaresmal ajudou uma paróquia no Líbano. Para 2026, propõe que a ajuda se destine ao povo Gumuz, na região de Metekel, na Etiópia, apoiando os Missionários Combonianos na construção de uma escola em Gilgel Beles, promovendo a educação de crianças em situação de grande pobreza e insegurança. Parte dos donativos poderá também apoiar famílias pobres da diocese afetadas pelas intempéries.
A mensagem conclui com um apelo à vivência da Quaresma como tempo de oração, comunhão, justiça, verdade e conversão, desejando que todos experimentem a alegria de serem filhos de Deus e irmãos uns dos outros.
Pode ler aqui o texto integral.
Mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma 2026
- Tema
central: a
Quaresma é um tempo de conversão e renovação espiritual, em que
somos chamados a colocar Deus e a sua Palavra no centro da vida.
- Escuta: o Papa destaca a importância
de ouvir — não só a Deus através da Bíblia e da oração, mas também
os mais pobres e vulneráveis.
- Jejum
ampliado: além
da abstinência de alimentos, Leão XIV propõe um “jejum de palavras
ofensivas” — ou seja, renunciar a palavras que ferem, julgamentos
precipitados, fofocas ou linguagem que agride o outro.
- Desarmar
a linguagem: o Papa
convida os fiéis a desarmar a sua maneira de falar — evitando
linguagem dura ou violenta, e cultivando gentileza, respeito e paz
nas relações familiares, sociais e comunitárias.
- Comunidade: a Quaresma deve ser vivida em comunidade,
tornando a igreja e as relações humanas lugares onde o clamar dos que
sofrem é ouvido e onde o amor e a misericórdia se manifestam
concretamente.
Em resumo, Pontífice
convida a transformar a Quaresma num período real de conversão do coração, que
passa pelo silêncio interior, pela escuta ativa e por um estilo de vida mais
atento à dignidade do outro.
Pode ler aqui o texto integral.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Quarta-feira de Cinzas
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje começamos a Quaresma. E começamos com um gesto simples e forte: cinza na cabeça.
Cinza que nos lembra uma verdade essencial: “Tu és pó e ao pó hás de voltar.”
Não para nos humilhar, mas para nos situar. Não para nos entristecer, mas para nos despertar.
A Palavra de Deus que escutámos ilumina este início.
O profeta Joel faz-nos um apelo claro e urgente:
“Convertei-vos a Mim de todo o coração.”
Não diz: mudai algumas coisas.
Não diz: fazei pequenos ajustes.
Diz: de todo o coração.
A Quaresma é isso: tempo de voltar o coração para Deus.
Não apenas práticas exteriores, mas uma transformação interior.
São Paulo, na segunda leitura, insiste:
“Reconciliai-vos com Deus.”
É como se dissesse: não adiem. Não deixem para depois.
Este é o tempo favorável. Este é o dia da salvação.
E no Evangelho, Jesus aponta-nos três caminhos muito concretos:
a esmola, a oração e o jejum.
Mas acrescenta algo essencial:
“O teu Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa.”
Não é teatro.
Não é aparência.
É verdade de vida.
O sentido da Quaresma
A Quaresma é caminho.
Caminho de conversão pessoal e espiritual.
Caminho que percorremos juntos, como comunidade.
Cada domingo será uma etapa.
E este ano somos convidados a apoiar-nos em três pilares muito concretos:
-
As leituras da Eucaristia de cada domingo –
A Palavra será o nosso mapa. Se a escutarmos com atenção, ela moldará o nosso coração. -
Os cinco mandamentos da Igreja –
Tão simples, tão esquecidos por alguns…
Eles não são um peso, mas um mínimo necessário para manter viva a nossa pertença e comunhão eclesial. -
A carta pastoral do nosso Bispo –
Um convite a construirmos uma Igreja diocesana viva, unida, em permanente dedicação.
Neste ano especial em que olhamos, de passagem mas com gratidão, para a nossa Igreja Mãe, que celebra 250 anos de dedicação, somos chamados a recordar que a Igreja não é apenas pedra antiga.
É povo vivo.
Somos nós.
Pedras vivas chamadas à santidade.
O altar da caridade
Nesta comunidade temos um sinal muito bonito:
a caixa da renúncia quaresmal, colocada junto do altar.
Chamamos-lhe o altar da caridade.
Que imagem tão forte!
Do altar recebemos Cristo.
E ao lado do altar aprendemos a oferecê-Lo aos irmãos.
A renúncia quaresmal não é apenas “deixar de comer qualquer coisa”.
É transformar o que poupamos em gesto concreto de amor.
É jejum que se faz partilha.
É oração que se faz solidariedade.
É conversão que se faz caridade.
Quando colocarmos a nossa oferta naquela caixa, que não seja um gesto automático.
Que seja uma decisão do coração:
“Senhor, quero amar mais. Quero pensar menos em mim e mais nos outros.”
Rasgar o coração
O profeta dizia:
“Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes.”
Hoje recebemos cinza na cabeça.
Mas o que Deus deseja é que o nosso coração se abra.
Que deixemos cair o orgulho.
Que perdoemos.
Que nos confessemos.
Que regressemos à Missa dominical com mais fidelidade.
Que levemos a sério os mandamentos da Igreja.
Que escutemos verdadeiramente a Palavra.
A Quaresma não é tempo triste.
É tempo exigente, sim.
Mas profundamente esperançoso.
Porque o nosso Deus — como dizia Joel —
é clemente e compassivo, paciente e cheio de misericórdia.
Irmãos, ao aproximarmo-nos para receber as cinzas, façamos uma oração simples:
“Senhor, converte-me.
Converte o meu coração.
Ensina-me a rezar melhor, a jejuar com sentido, a amar com generosidade.
Que esta Quaresma me aproxime mais de Ti e dos meus irmãos.”
E que, caminhando domingo após domingo, sustentados pela Palavra, pelos ensinamentos da Igreja e pela orientação do nosso Bispo, cheguemos à Páscoa renovados.
Que esta cinza seja início de vida nova.
Que este tempo seja verdadeiro.
Que o nosso coração volte a Deus.
Ámen.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Paróquia de Tarouca - Bodas de Prata e de Ouro Matrimoniais
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
15 de Fevereiro, 2026 - 06º Domingo do Tempo Comum - Ano A
A alegria do Evangelho
Irmãos e irmãs,
A palavra de Deus que hoje escutamos fala-nos de uma alegria muito concreta: a alegria de escolher o bem, a alegria de viver segundo o coração de Deus.
Na primeira leitura, do livro de Ben Sirá, ouvimos palavras muito claras:
“Diante de ti estão o fogo e a água; estende a mão para aquilo que quiseres.”
Deus criou-nos livres. Não nos obriga a amar, não nos força a fazer o bem. Mas mostra-nos o caminho da vida. A verdadeira alegria nasce quando escolhemos o bem, quando escolhemos Deus.
São Paulo, na segunda leitura, lembra-nos que a sabedoria de Deus não é a do mundo. É uma sabedoria que não se vê logo, mas que transforma o coração. É a alegria que Deus preparou “para aqueles que O amam”. Uma alegria profunda, que não depende das circunstâncias, nem do barulho, nem das modas.
Jesus quer libertar-nos por dentro, porque só um coração livre pode ser verdadeiramente alegre.
A alegria do mundo e a alegria do Evangelho
Estamos a viver dias de Carnaval. São dias de festa, de alegria, de cor, de música. E isso não é mau. Jesus não nos pede que fujamos do mundo. Ele próprio disse:
“Pai, não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”
O problema não é a alegria. O problema é quando a alegria fica vazia, quando dura só um instante e depois deixa cansaço, solidão ou tristeza.
Jesus diz-nos hoje:
“Deixo-vos a minha alegria.”
Não é uma alegria barulhenta, mas é firme. Não passa depressa. Não depende de máscaras. É a alegria de quem vive na verdade, de quem ama, de quem é livre.
A alegria da Quaresma que se aproxima
Dentro de poucos dias começamos a Quaresma. Na próxima Quarta-feira de Cinzas inicia-se este tempo forte, e a Igreja convida-nos de modo muito concreto a vivê-lo.
A Quaresma é um caminho que nos conduz à Páscoa, à alegria maior: Cristo ressuscitado, vivo, libertador. É um tempo de conversão que prepara uma vida nova.
Por isso, a alegria do Carnaval só faz sentido se nos ajudar a descobrir a alegria maior: a alegria do Evangelho, a alegria de viver com Cristo, de caminhar para o Cristo total, Ressuscitado.
Ámen.
