quarta-feira, 3 de junho de 2026

7 de Junho, 2026 - 10º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Leituras: aqui

A Palavra de Deus deste domingo deixa-nos uma pergunta muito concreta: o que é que Deus procura verdadeiramente no coração do homem?

Na primeira leitura, através do profeta Oseias, o Senhor diz uma frase que atravessa toda a Escritura: «Quero o amor e não os sacrifícios; o conhecimento de Deus mais do que os holocaustos.»

Deus não despreza o culto. Deus não despreza a oração. Deus não despreza os sacrifícios oferecidos por amor. O que Ele rejeita é uma religião vazia, feita apenas de aparências, de gestos exteriores, de tradições cumpridas sem conversão do coração.

No Evangelho, Jesus passa, vê Mateus sentado na banca dos impostos e diz-lhe simplesmente: «Segue-Me.» E Mateus levanta-se e segue-O. Depois, Jesus senta-Se à mesa com pecadores e publicanos, escandalizando aqueles que se julgavam justos. E responde-lhes: «Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»

Aqui está o coração da mensagem de hoje.

Deus não procura pessoas perfeitas. Procura pessoas disponíveis.

Não procura uma vida sem falhas. Procura um coração que se deixe encontrar.

Mateus tinha pecados, limites e uma vida pouco recomendável aos olhos de muitos. Mas tinha uma coisa fundamental: quando Jesus o chamou, não endureceu o coração.

O maior perigo para a vida cristã não é reconhecer-se pecador. O maior perigo é pensar que já não precisamos de conversão.

Por isso, a Palavra de Deus convida-nos a olhar para dentro de nós mesmos. Talvez frequentemos a igreja, talvez rezemos, talvez participemos em muitas iniciativas. Tudo isso é importante. Mas a pergunta continua a ser: o nosso coração está verdadeiramente com Deus?

Conhecer Deus não é apenas saber coisas sobre Ele. É deixar que Ele transforme a nossa maneira de viver, de falar, de trabalhar, de tratar a família, de olhar para os mais frágeis, de perdoar e de servir.

O cristianismo não é uma máscara religiosa. É uma amizade viva com Cristo.

E esta amizade manifesta-se na misericórdia. Jesus aproxima-Se dos pecadores porque quer salvá-los. Não os confirma no erro; oferece-lhes um caminho novo. O encontro com Cristo nunca nos deixa iguais. Quem O encontra de verdade levanta-se, como Mateus, e começa uma vida nova.

Neste tempo em que muitas das nossas terras vivem as suas festas populares e religiosas, esta Palavra é também uma luz para todos nós.

As festas cristãs têm valor quando nos ajudam a encontrar Deus, a fortalecer a fé, a unir as famílias e a construir a comunidade. A festa não é apenas animação, convívio ou tradição. A festa encontra o seu centro em Cristo.

Por isso, importa recordar que a Missa é o momento mais importante da festa. Tudo o resto ganha sentido a partir dela. É na Eucaristia que o Senhor reúne os seus filhos, fala ao seu povo e oferece a sua graça.

Que as nossas festas sejam vividas num ambiente de respeito, de acolhimento, de alegria serena, de paz entre todos, de atenção às orientações da Igreja e de verdadeiro espírito cristão. Que os momentos religiosos sejam vividos com dignidade e recolhimento, e que os momentos de convívio sejam marcados pela fraternidade e pela boa convivência.

Peçamos hoje ao Senhor a graça de um coração sincero. Não apenas uma fé de palavras ou de costumes, mas uma fé viva. Que, ao ouvirmos como Mateus o convite de Jesus — «Segue-Me» — tenhamos a coragem de nos levantar e caminhar com Ele.

Ámen.

4 de Junho, 2026 - Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo - Ano A

 Leituras:aqui

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje celebramos o Corpo de Deus, a festa da Eucaristia. E a Palavra de Deus ajuda-nos a compreender algo muito simples e muito belo: Deus não quer caminhar longe de nós; quer ficar connosco.

Na primeira leitura, Moisés recorda ao povo o caminho pelo deserto. Houve dificuldades, cansaço e fome, mas Deus nunca os abandonou. Alimentou-os com o maná para lhes ensinar que o ser humano não vive apenas de pão, mas de tudo aquilo que vem de Deus.

Também nós fazemos a experiência de desertos: preocupações, dúvidas, doenças, desilusões. E é precisamente aí que Jesus se faz alimento. Na Eucaristia, não recebemos apenas uma ajuda ou uma lembrança; recebemos o próprio Senhor, que nos fortalece para continuar o caminho.

No Evangelho, Jesus diz palavras que continuam a surpreender: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna." Jesus oferece-Se totalmente. Faz-Se pão para que ninguém se sinta sozinho, esquecido ou sem esperança.

E hoje temos a alegria de celebrar a Profissão de Fé das nossas crianças. Queridas crianças, ao fazerdes hoje a vossa profissão de fé, estais a dizer diante da comunidade: "Eu quero acreditar em Jesus. Quero caminhar com Ele." A fé não é apenas aprender orações ou conhecer histórias da Bíblia. A fé é amizade com Jesus. E essa amizade alimenta-se especialmente na Eucaristia. Sempre que participais na Missa e recebeis Jesus com o coração preparado, essa amizade cresce.

Celebramos também o Sagrado Coração de Jesus. O coração é o símbolo do amor. Quando olhamos para o Coração de Jesus, vemos um amor que não se cansa, que perdoa, acolhe e se entrega. E é exatamente esse amor que encontramos na Eucaristia. O pão consagrado é o sinal mais concreto de um Deus que nos diz: "Amo-te tanto que fico contigo."

Por isso, a festa de hoje une estas três realidades: a Eucaristia, a fé das nossas crianças e o Coração de Jesus. Todas nos falam do mesmo mistério: Deus ama-nos e quer permanecer no meio de nós.

Peçamos ao Senhor que as nossas crianças nunca percam a alegria de acreditar. E peçamos para todos nós um coração parecido com o de Jesus: um coração capaz de amar, de perdoar, de partilhar e de reconhecer na Eucaristia a presença viva daquele que caminha connosco todos os dias.

Ámen.

domingo, 31 de maio de 2026

Foi assim o encerramento do Mês de Maria na Paróquia Tarouquense




Ao final da tarde de 31 de maio, a nossa paróquia encerrou o Mês de Maria com um momento de oração vivido em ambiente de grande recolhimento e participação comunitária. Estiveram presentes vários catequizandos, acompanhados pelas suas famílias, bem como outras pessoas da comunidade paroquial.

A preparação do espaço celebrativo e dos cânticos esteve a cargo dos jovens, com o apoio dos catequistas. Foram também os catequistas que prepararam as monições de cada mistério do Terço, posteriormente lidas pelos catequizandos.

Enquanto os familiares e restantes participantes se sentavam nas cadeiras dispostas em redor do espaço, os mais pequenos ocuparam o centro da celebração, sentados no chão e apoiados em almofadas. Com a ajuda do pároco, foram eles que orientaram a recitação do Terço.

Diante das crianças encontrava-se desenhado um terço, rodeado por 53 velas, simbolizando as 53 Avé-Marias. De dez em dez contas, uma vela vermelha assinalava o início de um novo mistério. Ao longo da oração, as velas foram sendo acesas, acompanhando o desenrolar do Terço, num gesto que foi sendo explicado aos catequizandos e que os ajudou a compreender melhor esta oração mariana.

Após a recitação da Salve-Rainha, rezada de mãos dadas como sinal de que todos somos filhos da Mãe de Misericórdia, viveu-se um momento particularmente intenso: um minuto de oração de joelhos, durante o qual toda a assembleia se consagrou a Nossa Senhora, encerrando desta forma o Mês de Maria com fé, devoção e espírito de comunhão.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Solenidade da Santíssima Trindade - Ano A

As leituras de hoje apresentam-nos um Deus que não é solidão, nem distância, nem poder frio. A Santíssima Trindade revela-nos um Deus que é relação, proximidade e amor.
Na primeira leitura, Deus apresenta-Se a Moisés como “misericordioso e compassivo, lento para a ira e rico em bondade”. O primeiro rosto de Deus não é o castigo; é a misericórdia.

No Evangelho, ouvimos uma das frases mais belas da Bíblia:
“Deus amou tanto o mundo que lhe entregou o seu Filho.”
Deus não veio para condenar, mas para salvar.

E São Paulo termina desejando:
“Vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco.”

É isto a Trindade:
o Pai que ama,
o Filho que salva,
o Espírito Santo que permanece connosco e nos transforma.

Mas esta festa não é apenas para compreender uma verdade da fé.
É para mudar a nossa maneira de viver.

Se acreditamos num Deus que é comunhão, então um cristão não pode viver fechado em si mesmo, alimentando divisões, indiferenças ou rancores.
A Trindade torna-se concreta quando:
em casa há mais escuta do que gritos;
quando sabemos perdoar;
quando alguém deixa de viver apenas para si;
quando criamos pontes em vez de muros.

Hoje o mundo tem muita comunicação, mas pouca comunhão.
Muitos contactos, mas pouca proximidade verdadeira.
A Trindade recorda-nos que só o amor constrói a vida.

E neste fim do mês de maio, olhamos para Maria.
Maria foi a mulher totalmente aberta ao amor de Deus.
Filha amada do Pai, Mãe do Filho, templo do Espírito Santo.
Na sua vida vemos como Deus habita numa pessoa que diz “sim”.

Maria não guardou Deus para si. Levou-O aos outros.
Também nós somos chamados a isso: levar esperança, paz, fé e reconciliação às pessoas que encontramos.

Talvez a melhor maneira de celebrar a Santíssima Trindade seja esta pergunta simples:
Quem encontra em mim mais amor, mais paz e mais misericórdia?

Porque o sinal da cruz que fazemos tantas vezes — “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” — só faz sentido se depois a nossa vida também falar de amor.
 


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Magnifica Humanitas: a primeira encíclica de Leão XIV

A primeira encíclica do Papa Leão XIV, intitulada Magnifica Humanitas e apresentada em 25 de maio no Vaticano, é dedicada aos desafios éticos da inteligência artificial e ao impacto das novas tecnologias na sociedade contemporânea. Inspirado na tradição da Doutrina Social da Igreja, o documento defende que o progresso tecnológico deve estar sempre ao serviço da dignidade humana e do bem comum.

Ao longo do texto, Leão XIV alerta para os riscos de uma sociedade dominada pela lógica da eficiência, do lucro e da automatização. O Papa considera que a inteligência artificial pode trazer benefícios importantes, sobretudo no trabalho, na medicina e na comunicação, mas adverte que nunca deve substituir a consciência moral, a liberdade e a capacidade humana de criar relações.

A encíclica manifesta preocupação com a perda de empregos devido à automatização, a concentração de poder nas grandes plataformas digitais, a manipulação da informação e o uso militar da inteligência artificial. O Papa pede regras internacionais mais rigorosas para garantir que a tecnologia não seja usada contra a própria humanidade.

Leão XIV dedica também atenção à educação e à comunicação social, defendendo o pensamento crítico, a formação ética dos jovens e o valor do jornalismo baseado na verdade e na verificação dos factos. O documento inclui ainda um apelo interno à própria Igreja Católica, pedindo maior transparência e proximidade.

Na conclusão, o Papa afirma que a humanidade enfrenta uma escolha decisiva: utilizar a tecnologia para aprofundar desigualdades e divisões ou colocá-la ao serviço da justiça, da fraternidade e da paz.

domingo, 24 de maio de 2026

1ª Comunhão 2026

Estiveram muito bem as crianças que, no dia 24 de maio - Solenidade do Pentecostes -, fizeram a 1ª Comunhão. Este ano foram 21.
Os pequenos portaram-se lindamente. Já se haviam confessado pela primeira vez. E como estiveram bem! Que delicadeza de coração!
Na Eucaristia, tiveram uma postura irrepreensível. Cantaram bem, proclamaram as leituras com clarividência, participaram com dignidade no cortejo de oferendas, souberam estar na celebração e edificaram com a maneira como comungaram. Que elevação! Que magia naqueles corações pequeninos!
Parabéns aos pais destes meninos. Souberam acompanhá-los, marcar presença, sentir a alegria dos seus rebentos.
Um abraço do tamanho do mundo para os catequistas destas crianças e de todos os catequizandos. São fantásticos os nossos catequistas! Muito obrigado. Os responsáveis pelos ensaios fizeram um óptimo serviço. Como sempre. Obrigado.
Mas quem me marcou mais profundamente foram os queridos "saltariquentos." Que maravilha! Obrigado, irmãos mais pequeninos!
Pais, por favor! Não sejais só cristãos de Festas da Catequese.  Não sejais do estilo "bate e foge"! Sede cristãos do domingo, do testemunho e vivência da fé em família. Cristãos de Cristo e com Cristo. Cristãos com os irmãos. Que o Espírito Santo vos ilumine e vos seduza para Cristo.
Uma palavra para as duas crianças que receberam o Sacramento do Batismo. É um monento marcante este. Uma postura, uma serenidade e uma adesão que marcam! E nunca mais vão esquecer o dia em que  foram batizados. 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Sem o Espírito, sobra religião. Falta Deus.

Sem o Espírito Santo...
Com o Espírito Santo...

«Sem o Espírito Santo, Deus fica longe;
Cristo permanece no passado,
o Evangelho é letra morta;
a Igreja é uma mera organização;
a autoridade um poder;
a missão uma propaganda;
o culto uma velharia;
e o agir moral, um agir de escravos.
Mas, no Espírito Santo,
o cosmos é enobrecido pela geração do Reino;
Cristo Ressuscitado torna-Se presente;
o Evangelho faz-se vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária;
a autoridade transforma-se em serviço;
a liturgia é memorial e antecipação;
o agir humano é divinizado».
Patriarca Atenágoras

terça-feira, 19 de maio de 2026

24 de Maio, 2026 - Solenidade do Pentecostes - Ano A

Leituras: aqui
Em Tarouca: 

Irmãos e irmãs,

Hoje celebramos o Pentecostes: a festa do Espírito Santo. Não é apenas a recordação de algo que aconteceu há muitos séculos. É a certeza de que Deus continua hoje a soprar vida nova sobre a Igreja e sobre o mundo.

O Evangelho mostra os discípulos fechados, com medo, inseguros, sem coragem. As portas estavam fechadas… mas Jesus entrou. E a primeira palavra que lhes disse foi: “A paz esteja convosco”. Depois soprou sobre eles o Espírito Santo.

É bonito perceber isto: o Espírito Santo entra mesmo quando as portas estão fechadas. Há portas fechadas dentro de nós: o medo, a tristeza, a falta de esperança, o egoísmo, o cansaço, as divisões. E é precisamente aí que Deus quer entrar.

O Espírito Santo não faz barulho exterior apenas; faz sobretudo transformação interior. Pessoas medrosas tornam-se corajosas. Pessoas fechadas tornam-se capazes de amar. Pessoas desanimadas reencontram esperança.

Pentecostes lembra-nos que ser cristão não é viver uma religião triste ou pesada. Um cristão sem alegria contradiz o Evangelho. O Espírito Santo é fogo: aquece o coração, ilumina a vida e dá entusiasmo para seguir Jesus.

E hoje precisamos muito deste Espírito:
– nas famílias, para haver mais diálogo e perdão;
– na Igreja, para haver unidade e alegria;
– no mundo, tão cheio de violência e indiferença;
– em cada um de nós, para não vivermos apenas para nós próprios.

O Espírito Santo não transforma apenas os “santos”. Transforma pessoas normais, como nós. Basta abrir o coração.

Talvez a pergunta importante deste Pentecostes seja esta: que espaço damos nós ao Espírito Santo? Há cristãos batizados, mas que vivem como se Deus estivesse longe. Há corações fechados à novidade de Deus.

Hoje o Senhor repete: “Recebei o Espírito Santo”.

Recebê-lo significa deixar Deus conduzir a nossa vida. Significa falar com mais bondade, julgar menos, perdoar mais depressa, servir com alegria, levar paz onde há conflito.

No fundo, Pentecostes acontece sempre que alguém deixa o amor de Deus vencer dentro de si.

Peçamos hoje:
“Vinde, Espírito Santo. Acendei em nós o fogo do vosso amor. Renovai a nossa comunidade, as nossas famílias e o nosso coração.”

Amém.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

17 de Maio, 2026 - Solenidade da Ascensão - Ano AA

 

Leituras: Aqui

 Solenidade da Ascensão do Senhor | Ano A

Dia Mundial das Comunicações Sociais

Irmãos e irmãs,
há uma pergunta que atravessa este domingo:
onde está Jesus agora?
Os discípulos veem-n’O subir ao Céu e ficam a olhar, quase parados, como quem perdeu uma presença indispensável. Então os anjos dizem:
“Porque estais a olhar para o céu?”
É uma frase importante.
Porque a Ascensão não é a ausência de Jesus.
É uma mudança de presença.
Cristo volta para o Pai, mas não abandona a humanidade.
Continua connosco pelo Espírito Santo, o Espírito que o Pai envia e que sustenta a vida da Igreja.
Jesus deixa de estar visível aos olhos… para passar a estar presente no coração dos discípulos.
Por isso o Evangelho termina não com tristeza, mas com uma missão:
“Ide e fazei discípulos.”
Não diz: “Ficai fechados.”
Não diz: “Esperai sem fazer nada.”

Diz: Ide.
A Ascensão é a festa de uma Igreja em saída.
E reparem: Jesus envia discípulos frágeis. O Evangelho diz que “alguns ainda duvidavam”. Mesmo assim, Ele confia-lhes a missão.
Isto dá-nos esperança.
Deus não espera pessoas perfeitas para anunciar o Evangelho.
Conta connosco, tal como somos.

E aqui entra o Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Vivemos rodeados de mensagens, comentários e opiniões. Comunicamos muito. Mas nem sempre nos encontramos verdadeiramente.
O Papa Leão XIV lembra que o grande risco do nosso tempo é perdermos o rosto humano da comunicação. Podemos ter muita tecnologia e pouca verdade; muita exposição e pouca escuta; muitas palavras e pouca humanidade.

E nós, cristãos, temos uma responsabilidade enorme.
As nossas palavras aproximam ou afastam?
As nossas redes sociais espalham esperança ou agressividade?
Falamos com caridade?
Sabemos escutar?
Evangelizar não é lançar frases religiosas.
É comunicar vida.
É fazer sentir ao outro:
“Tu és importante para Deus.”

A Igreja não precisa de especialistas em aparência religiosa.
Precisa de testemunhas.
Pessoas cuja maneira de viver fale de Cristo.
Num mundo de gritos, o cristão deve levar paz.
Num mundo de ódio, deve levar misericórdia.
Num mundo de tanta artificialidade, deve levar verdade.
Jesus sobe ao Céu, mas continua presente pelo Espírito Santo.
E agora quer chegar aos outros através da nossa voz, das nossas mãos e da nossa vida.

Que nesta Eucaristia peçamos ao Senhor a graça de não ficar apenas “a olhar para o céu”, mas de viver como testemunhas vivas de Cristo no meio do mundo.
Ámen
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Procissão de Velas 2026


Capela de Santa Aplónia, Castanheiro do Ouro.  Inicia-se a Eucaristia pelas 20.30h. Houve participação e o coral esteve muito bem no apoio à vivência litúrgica. . O andor da Senhora de Fátima belamente ornado. O tema da homilia foi "Nesta Semana da Vida, Maria ensina-nos a cuidar da vida, a caminhar em comunidade, a seguir verdadeiramente Jesus Cristo."

Inicia-se a procissão. Bastante gente atrás da imagem. As pessoas trazem na mão a vela acesa.Reza-se o terço, canta-se, consagra-se a Nossa Senhora cada povo da paróquia e a paróquia inteira.  Ao entrar na Igreja recebem uma flor, entregue pelos organizadores da festa. 
Na Igreja Paroquial inicia-se a Bênção das criancinhas (até aos 3 anos).  É lida uma passagem do Evangelho, os pais fazem uma oração coletiva, e, seguidaenmnte, tem lugar a bênção das criancinhas. Um belo grupo ao colo dos pais e a maioria de olhitos bem abertos...
Segue-se um momento sempre especial. Cada pessoa vai colocar a rosa junto do andor e ali, ao pé da imagem da Mãe, deixa-Lhe um segredo. Quantos desabafos, quantos pedidos, quantos agradecimentos, quantas confidências Maria Santíssima acolheu hoje no seu coração de Mãe!!!Entretanto, cânticos marianos ecoam no templo.
Parabéns aos povo do Castanheiro do Ouro que, este ano, organizou esta festa à Senhora de Fátima. Fizeram-no com esmero, dedicação, organização, atenção aos pormenores - saliente-se a preocupação com o som e a segurança  na via pública - e generosidade. Parabéns a quem ofereceu a ornamentação, as flores para as pessoas.
As muitas pessoas que marcaram presença certamente deram por bem utilizada esta parte da noite.
Maria é sempre fonte de misericórdia, paz, aconchego, esperança.
Em 2027, caberá a Valverde a  organização desta festa.

sábado, 9 de maio de 2026

Terço na Igreja com o 5º ano e familiares


Pais, avós e crianças reuniram-se em oração, em volta da luz das velas e do símbolo do terço, rezando em uníssono, cantando e partilhando aquilo que o coração lhes foi dizendo ao longo desta caminhada de fé.
Num mundo tantas vezes apressado, é bonito ver crianças aprenderem que a fé também se vive na simplicidade, na partilha, no silêncio e no amor.
Que Maria continue a guardar, iluminar e guiar cada uma destas crianças e as suas famílias pelos caminhos da vida.
(Animadores)

quarta-feira, 6 de maio de 2026

10 de Maio, 2026 - 06º Domingo da Páscoa - Ano A



Leituras: aqui

 A Palavra de Deus deste domingo fala-nos de uma promessa e de uma presença: não estamos sós. Jesus, no Evangelho, diz aos discípulos: “Não vos deixarei órfãos”. Esta frase é direta, forte, concreta. Num mundo onde tanta gente se sente abandonada, perdida ou sem rumo, Cristo garante: há Alguém que permanece convosco — o Espírito Santo.

Mas reparemos: esta promessa não é automática nem mágica. Jesus liga-a a uma condição muito clara: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” Amar Jesus não é apenas um sentimento; é uma decisão que se traduz em vida concreta. Quem ama, vive de maneira diferente. Quem ama, escolhe o bem, mesmo quando custa.

O Espírito Santo — chamado por Jesus de “Defensor” — não é uma ideia vaga. É presença viva de Deus em nós. É Ele que nos dá força para perdoar, coragem para testemunhar, luz para discernir. Sem o Espírito, a fé torna-se teoria; com o Espírito, a fé torna-se vida.

A segunda leitura mostra-nos isso mesmo: Pedro exorta-nos a dar razão da nossa esperança, mas “com mansidão e respeito”. Ou seja, o cristão não impõe, propõe; não grita, testemunha; não agride, convence pela vida. E quando sofre por fazer o bem, não desiste — porque sabe em Quem confia.

E aqui entra algo muito concreto para nós hoje: a Semana da Vida que agora começa. Esta não é apenas uma data no calendário. É um apelo. Se acreditamos que Deus está connosco, então cada vida humana tem um valor infinito — desde o seu início até ao seu fim natural.

Celebrar a Semana da Vida significa:

  • defender a vida quando ela é mais frágil,
  • cuidar de quem sofre, de quem está doente, de quem é descartado,
  • respeitar cada pessoa, não como número ou problema, mas como dom.

Num tempo em que tantas vezes se relativiza o valor da vida — seja pela indiferença, seja por decisões concretas que a ameaçam — o cristão é chamado a ser voz e presença. Não com agressividade, mas com firmeza e coerência. Amar Jesus implica amar a vida concreta dos outros.

Perguntemo-nos com sinceridade:

  • A minha fé traduz-se em gestos concretos de cuidado pela vida?
  • Sou presença de esperança para alguém, ou vivo fechado em mim mesmo?
  • Deixo-me conduzir pelo Espírito Santo, ou apenas pelas minhas conveniências?

Jesus não nos deixou órfãos. Mas cabe-nos viver como filhos — com confiança, com coragem e com responsabilidade.

Que nesta Eucaristia peçamos a graça de acolher o Espírito Santo e de viver esta Semana da Vida não como algo exterior, mas como compromisso pessoal: defender, promover e amar a vida em todas as circunstâncias.

Assim seja.

Sopé da Montanha está de volta

 

sábado, 2 de maio de 2026

Festinha do Pai Nosso 2026

As crianças do 1º ano de catequese fizeram, em 2 de maio, a sua Festinha do Pai Nosso. Estavam felizes os petizes! Como participaram bem na celebração!
Bom trabalho dos catequistas. Tudo preparado e organizado.
Belo testemunho dos pais quando acompanharam os filhos, participaram nas leituras e as mães, porque no Dia da Mãe, animaram coralmente a celebração e estiveram muito bem.
Porque se estava na abrangência do Dia da Mãe, também foi sinalizada a data.
Parabéns aos pequenos, seus pais e catequistas.