sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ser católico hoje...

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À medida que vamos conhecendo melhor o Cristianismo, apetece-nos perguntar – porque é que a maior parte dos católicos somente se abeira da Igreja de Jesus Cristo para batizar, casar (alguns) e sepultar?
A sua vida diária é igualzinha à de alguém que nunca ouviu falar de Jesus Cristo!
Criticam tudo e todos e sobretudo os que se preocupam em cumprir algumas das suas obrigações religiosas.
Será que o cristianismo está condenado a viver assim?
Mais grave e a causar mais admiração é ver gente com responsabilidades religiosas, criticar os que querem levar uma vida um pouco mais séria no respeito e aceitação da Palavra de Deus. “Para nos salvarmos não é preciso tanta coisa” dizem.
Uma freira de clausura, um frade, um Santo Agostinho ou alguém que se levanta de madrugada para rezar, ou que aproveita os períodos fortes do ano para fazer penitência, ou mesmo quem dos seus bens tira rendimentos (o dízimo p.e.) para ajudar os pobres, não nos deverão servir de exemplo, em vez de os considerarmos exagerados?
O homem quanto mais perfeito, mais se aproxima de Cristo.
"Vede, ó Senhor Deus, e reparai benigno, segundo é vosso costume, como os filhos dos homens observam diligentemente as regras da ortografia e das sílabas, recebidas dos primeiros mestres, e desprezam as leis eternas da salvação eterna, de Vós recebidas...Com certeza a ciência gramatical não é mais interior do que a lei da consciência – de não fazer a outrem o que não queremos que nos façam a nós mesmos” (Confissões, St. Agostinho).
Há tempos confidenciava-me a avó duma criança em idade de pré-escola – a minha neta andou num colégio de freiras. Nunca antes das refeições foi convidada a rezar. Uns anos volvidos frequentou um colégio cristão (não católico) e aí, em todas as refeições se agradecia a vida e a refeição que iam tomar! Exemplo simples? Fundamentalismo?
A refeição humana toma todo o seu sentido quando Deus se torna presente. Ele é o amigo que confere às refeições todo o seu valor, que congrega os seus à volta da mesa em espírito fraternal.
Mas... nestes colégios não há só católicos!... E depois?
Por detrás de muitas destas coisas está a força do dinheiro que tudo corrompe e subverte.
Não se trata de aproveitar oportunidades. O Cristianismo deve começar por pequenas coisas, que mostrem o amor que Deus nos dedica desde a nossa criação.
Confiemos na força do Espírito Santo que está sempre pronto a ajudar quem trabalha na sua vinha desinteressadamente.
Aproveitemos este Ano da Fé para escutar, acreditar e testemunhar A Palavra da Salvação.
Experimentemos.
 
Albertino Costa, in Voz Portucalense

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