domingo, 18 de março de 2012

19 de Março - DIA DO PAI: Pai, Paizinho e Paizão




Ser pai não é tarefa fácil, nunca foi e nunca há- se ser, mas ser bom pai é, sem dúvida, uma missão mais completa, mais exigente e mais abrangente.
O pai é o eixo da família, em torno do qual todos devem girar. O pai trabalha, sonha e ama, por vezes também sofre, mas nunca pode vergar, abandonar o “comando da barca”, deixar a família à deriva e um espaço vazio no seu lugar.
Os filhos têm direito ao amor, à educação. Um pai ausente, física ou psiquicamente, não cumpre a sua função parental, indispensável para que eles adquiram a sua individualidade, identidade e autonomia.
Ë óbvio que a mãe é a outra trave, mas nem deve nem pode tudo suportar, sob pena de os filhos crescerem parcos de equilíbrio emocional, com ausência de formação de carácter.
O pai tem de ser um bom exemplo a seguir, uma presença constante, uma referência nos bons conselhos, nos afectos e no carinho que, ao invés de ser meloso ou apatetado, deve ser “musculado”.
Pai não é uma função “ligth”, um faz de conta ou um deixa andar, pai só por si obriga e impele à obediência, ao respeito e ao amor.
Na sociedade dita moderna, esvaziou-se o valor da função do pai, algumas mulheres até optam por “prescindir” dele, deixando que os filhos cresçam numa irreverência sem limite, sem respeito por nada e por ninguém. Esta desvalorização da paternidade, já há alguns anos, tem mostrado os seus efeitos secundários, negativos e destrutivos, quer no seio da família, quer no ambiente escolar e na sociedade em geral.
Pais ausentes, laxistas e demissionários das suas obrigações afectivo-pedagógicas, originaram uma verdadeira tirania de filhos caprichosos, ditadores, irrequietos, irreverentes, desobedientes e insuportáveis. A comunicação social, diariamente nos informa dos casos de anarquia e marginalidade, consequência da falta de presença dos progenitores junto dos seus filhos.
Não estamos a defender uma atitude violenta de educação, mas tão só a apelar a uma firme autoridade paternal, a substituir a tolerância pelo bom exemplo ou pelo bom conselho, a saber dizer. não aos filhos e a negar-lhes tudo o que se revela desnecessário, perigoso ou desadequado à idade ou situação.
Pai é pai, antes de ser camarada, colega, amigo ou companheiro. A criança tem de crescer com muitas normas, muito afecto e aprender com o pai o caminho para ser adulto, ser grande, em perfeito equilíbrio e sereno conhecimento do seu papel na família e na sociedade.
Implica naturalmente que, para além de ser pai, tenha também de ser um “paizinho”, fortemente carinhoso e extremoso, que exerça a ordem de forma afectiva e segura para, mais tarde, poder vir a ser recordado como um “PAIZÃO”, porque fez o que devia em tempo útil e deixou aos filhos uma imensa admiração, que a vida ajudará a tornar se num eterno e saudoso reconhecimento, pela “bravura” usada na batalha da sua educação.
Ser pai não basta, mas ser BOM PAI é um desafio constante, uma meta a atingir e uma realidade a concretizar.
Que este dia do Pai seja mais uma oportunidade para reflectirmos sobre as carências que neste campo existem na sociedade, resultado da “crise parental”, mãe de todas as outras muitas crises que nos assolam numa vertigem sem fim à vista.
Maria Susana Mexia, in Jornal da Beira

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