terça-feira, 10 de maio de 2011

FESTA AO EMIGRANTE

Logo pela manhã, os foguetes anunciaram o prometido. Exactamente há um ano, o Presidente da Câmara havia afirmado: "10 de Maio será sempre neste Concelho, o Dia do Emigrante, seja qual for o dia da semana." E assim aconteceu.
A festa decorreu junto à Rotunda do Emigrante onde se situa o Monumento ao Emigrante junto ao qual teve lugar a Homenagem ao Emigrante. Seguiu-se, pelas doze horas, a Eucaristia para a qual havia sido montado um palco, do outro lado da rotunda, frente ao Monumento.
Na Homenagem ao Emigrante, estiveram presentes, além de emigrantes e de ouras pessoas, o presidente da Câmara que saudou o Secretário de Estado da Administração Local, os deputados presentes, o Governador Civil, o Presidente da Assembleia Municipal, outras autoridades, os presentes e os emigrantes, que foram no acto os mais importantes. Usou também da palavra um emigrante e o Secretário de Estado.
Depois de uma recordação oferecida pela Câmara ao Secretário de Estado, seguiu-se a Eucaristia presidida pelo arcipreste e belamente animada pelo Grupo Coral Português de Engadina - Suiça.
Na homilia, o arcipreste falou de emigrantes e imigrantes. ´"Há anos, já éramos uma região marcada por forte fluxo migratório, mas não havia estrangeiros entre nós. Hoje, continua o forte fluxo migratório, mas já há muitos estrangeiros entre nós." E lembrando o provérbio - "mãos que não dais, o que é que esperais?" - alertou para a necessidade de acolher dignamente os estrangeiros que vivem e trabalham entre nós, para termos autoridade para exigir a outros países que acolham e dignifiquem os portugueses que para aí vão trabalhar e viver.
Abordou ainda a importância dos emigrantes como embaixadores de Portugal na língua, cultura, culinária, costumes, tradição... Alma lusitana.
Depois de assinalar a boa fama de que os portugueses gozam no estrangeiro, graças ao seu profissionalismo e dedicação, frisou a fundamentalidade da emigração para Portugal. As remessas que enviam, fruto do seu trabalho e poupança, são indispensáveis para Portugal. Frisou ainda a a importância da emigração para o desenvolvimento do país: na construção, no comércio, no empreendedorismo, na abertura de horizontes... Sublinhou ainda o contributo dos migrantes para  o associativismo humanista, cultural e recreativo e a generosidade dos mesmos para a edificação de estruturas destinadas ao bem comum. Nesta linha, apelou a todos os emigrantes desta Paróquia de Tarouca ou a ela ligados por laços de amizade, que colaborem com o Centro Paroquial, quer dando a sua generosa oferta, quer motivando outros emigrantes para a dádiva. E acrescentou: "Porque é de todos, o Centro Cultural também é vosso."
Por fim lembrou aos emigrantes a sua condição de cristãos e pediu-lhes para não deixarem a fé no marco das fronteiras. Cristo é de todos e está em todos. Acolhamo-lo e testemunhemo-lo. "Abençodos os litros de gasolina que gastardes para estardes presentes na Eucaristiia dominical, mesmo quando a língua vos é estranha! A fé é linguagem comum que a todos acolhe e une." Pediu-lhes ainda que conservem os grandes valores da família porque esta é indispensável ao pleno desenvolvimento humano de cada pessoa.
Depois do almoço, decorre no mesmo espaço e pela tarde fora, a actuação do Grupo Musical Diatónicos. A festa termina à noite no Auditório Municipal com Teatro de Revista "Vamos à Revista...Carago", pelo Teatro Sá da Bandeira.

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