sábado, 7 de maio de 2011

«Começa por ti».

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Era bom que este tempo fosse habitado pela esperança. Mas tudo indica que ele será dominado pelo medo.

A situação não está bem. Mas há o receio de que fique pior.

As sondagens, aliás, espelham isso. A maioria acha que a actual governação não tem sido boa. Mas a mesma maioria considera que a oposição não faria melhor. Daí o empate com sabor a impasse.

Pelo olhar das pessoas, este momento parece ter um tom mais crepuscular que auroral.

Há uma grande dificuldade em olhar de frente para a realidade. Há quem prefira não saber o que nela ocorre.

É por isso que se pensa que, com a verdade, quase nunca se ganha. O problema é que, sem a verdade, perde-se sempre. Mesmo que se tenha a ilusão de ganhar.

Em política, como no resto, uma verdade encobre, quase sempre, outra verdade. Só na totalidade se encontra a verdade.

O povo tem tido a boca fechada. Mas tem de manter os olhos abertos e os ouvidos atentos.

Não há saída?

Gregório Nisseno dizia que cada homem é um pequeno mundo. Nenhuma mudança acontece no mundo sem a intervenção das pessoas que nele vivem.

A mudança molda as pessoas. E as pessoas moldam a mudança.

Fiquemos, pois, com a recomendação de Gandhi: «Sê tu mesmo a mudança que queres para o mundo».

No fundo, foi o que propôs Roger Schutz: «Começa por ti».

A mudança tem de começar por dentro. Tanto mais que é a única que depende de nós.
Fonte: este blog

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