terça-feira, 25 de janeiro de 2011

“Repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal” - II

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Carências quanto à vida cristã e à missão da Igreja

- Falta de sentido de comunidade. Estamos ainda numa religiosidade individualista que se vê nas palavras – eu cá quero salvar a minha alminha … eu e o Amiguinho, o Amiguinho e eu…
- Uma religiosidade tipo “comércio”… promessas, velinhas, caminhadas sacrificiais…
- Uma religião sem compromisso. Fiz as minhas devoções, já cumpri…
- Uma fé sem razões de acreditar, por tradição, sem fundamento bíblico e teológicos elementares - Subordinação da consciência à corrente dominante
- Falta de consciência de Igreja. Idade infantil em que se encontram muitos e muitos dos nossos leigos: sem compromisso com a sua laicidade e com a vida da Igreja… Ainda há os que pensam que desempenhar alguma função na Igreja é “ajudar o senhor abade”…
- Falta de consciência histórica e de perspectivas de futuro

Mais valias no tocante à vida cristã e à missão da Igreja

- Participação propiciada pela reforma litúrgica do Vaticano II
- Reconhecimento do papel da mulher na vida da Igreja
- Existência de órgãos de colegialidade e participação
- Alguma autonomia aos leigos
- Existência de maior espírito de abertura nas comunidades
- Certa sensibilidade à caridade e à solidariedade

Nova maneira de ser Igreja, mais fidelidade ao Evangelho

- Na Igreja em Portugal e no mundo, preocupam o fervilhar de movimentos fundamentalistas católicos que se difundem como cogumelos na internet
- É conhecida a força de Taizè no mundo jovem
- Alguns grupos de jovens que vivem e transmitem a alegria de ser cristão
- Voluntariado dentro da Igreja e desta para o mundo
- Incipiente, mas iniciante consciência por parte dos leigos do seu ser Igreja
- Preocupação com os que sofrem

Caminhos pastorais a percorrer

- A igreja em Portugal precisa de tomar rapidamente conta disto: 75% da sua população vive no litoral. Temos assim uma Igreja a 2 ritmos: a que vive no interior e a que vive no litoral, com problemas e idiossincrasias diferentes que é preciso encarar rumo a uma evangelização dirigida a pessoas concretas.
Assim como se reúnem os Bispos da Zona Centro, porque não criar as reuniões dos Bispos do Interior? Não teria mais pertinência?
Espera-se, por fim, que as achegas dos grupos, paróquias e movimentos não se destinem à gaveta, mas tenha tratamento adequado e acertivo.
Que a Igreja saiba pôr-se à escuta daquilo que o Espírito Santo diz às Igrejas!

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