sábado, 1 de janeiro de 2011

Mais de duas dezenas de cristãos mortos no Egipto

O atentado desta madrugada com um carro armadilhado, junto a uma igreja, na cidade egípcia de Alexandria, provocou 21 mortos, segundo um novo balanço divulgado à AFP por fonte do Ministério da Saúde.
«O número de vítimas subiu para 21 mortos», disse Oussama Abdel Moneim, acrescentando que o atentado fez também oito feridos.

Um anterior balanço do Ministério do Interior dava conta de sete mortos e 24 feridos.

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, pediu aos cristãos e muçulmanos para que se unam e cerrem fileiras «para enfrentar as forças do terrorismo» após o ataque neste sábado.

O chefe de Estado apelou aos «filhos de Egipto» para que se unissem «contra as forças do terrorismo e contra aqueles que querem prejudicar a segurança interna, a estabilidade e a unidade».

De acordo com a France Press, Mubarak também pediu para acelerar a investigação para descobrir quem está por trás da explosão que matou 21 pessoas e feriu outras 43.

Bento XVI pede tolerância religiosa

O Papa Bento XVI pediu hoje aos líderes mundiais para defenderem os cristãos contra a intolerância religiosa, após o atentado a uma igreja na Alexandria ter morto 21 pessoas.
De acordo com Bento XVI, citado pela agência italiana Hansa, actualmente está instalado um clima de «discriminação, abusos e intolerância religiosa» que atinge «em particular os cristão» e afirmou que «a liberdade religiosa é um elemento fundamental de um Estado de direito».

As declarações de Bento XVI foram feitas durante a missa do Dia do Ano Novo na Basílica de São Pedro, em que também foi comemorado o Dia Mundial da Paz, horas depois de um ataque a uma igreja copta em Alexandria, no Norte do Egipto, que vitimou 21 pessoas, e que segundo o ministro egípcio do Interior terá sido «provavelmente» cometido por um kamikaze.

Os coptas são a maior comunidade cristã no Oriente Médio, que representa entre seis a dez por cento dos 80 milhões de egípcios, os quais dizem sentir-se marginalizados e abandonados.

Perante 10 mil fiéis, o pontífice apelou ainda à luta contra o desânimo e à resignação: «A humanidade não pode resignar-se ao poder negativo do egoísmo e da violência, não deve acostumar-se aos conflitos que provocam vítimas e ameaçam o futuro dos povos», disse.

O responsável máximo da Igreja Católica afirmou ainda que esta é uma «tarefa difícil» para que «palavras não são suficientes, deve ser um compromisso real e constante dos líderes das nações».
Lusa / SOL

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