quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A nova Evangelização

Começou em Roma no passado dia 7 de outubro uma reunião com representantes das Conferências Episcopais de todo o mundo a que se chama Sínodo. A sua finalidade é encontrar novos meios de levar a todas as pessoas o Evangelho de Jesus Cristo.

De Portugal estão presentes D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e D. António Couto, Bispo de Lamego.

E o início dos trabalhos do Sínodo dos Bispos ficou marcado pelos apelos à mudança de atitude e de linguagem, para além de reconhecer que nem sempre os católicos dão bom testemunho.

O arcebispo de Bruxelas e presidente da Conferência Episcopal da Bélgica, D. André Léonard, Bruxelas, afirmou perante os mais de 260 participantes – o maior número de sempre numa assembleia sinodal – que a "realidade do mal" é mesmo um dos "travões" para a acção evangelizadora.

D. Gervas Rozario, bispo de Rajshahi (Bangladesh), interveio para apelar ao combate contra o materialismo e o consumismo: "O sentido negativo da pobreza, como é vivida pelas populações asiáticas, é sobretudo resultado da cobiça insaciável de poucas pessoas, ricas e poderosas". Este responsável defendeu que os líderes católicos "têm de abrir o seu coração para se deixarem evangelizar pelos valores evangélicos dos pobres".

Num encontro com jornalistas, o porta-voz para a imprensa hispânica e lusófona, padre José Maria Gil Tamayo, deu conta dos trabalhos realizados pelos bispos que integram os dois grupos (círculos menores) destas duas línguas.

O responsável destacou a intervenção de frei José Rodriguez Carballo, ministro geral dos franciscanos, o qual alertou para o risco deste Sínodo "dar respostas a perguntas que ninguém faz" e pediu formação intelectual para o diálogo com o "mundo da descrença".

Vários participantes lamentaram o tom "demasiado sombrio" de algumas intervenções e pediram que a assembleia sinodal seja um "apelo à esperança", disse ainda o padre Gil Tamayo.
Fonte: aqui

Sem comentários:

Enviar um comentário