segunda-feira, 7 de maio de 2012

NO MÊS DE MARIA, A SEMANA DE FÁTIMA

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1. Este é um mês diferente. Esta é uma semana especial.
É o mês dos quatro m’s: de Maio, de Mulher, de Mãe, de Maria.
E, dentro deste mês, já de si tão singular, temos esta semana verdadeiramente invulgar.
É uma semana em que os caminhos estão cheios e em que a cadência dos passos se sobrepõe ao ruído dos motores.
 2. Por estes dias, Portugal é um país que caminha em direcção a Fátima. Mas, em cada dia deste mês, muitos são os que se juntam para rezar, para cantar, para chorar, para sorrir.
Maria continua a cativar pessoas de todas as idades e condições. Mesmo aquelas que, no resto do ano, não vão à igreja, por esta altura marcam presença em todos os templos.
 3. Alguns levam o andor aos ombros. Muitos transportam o terço no bolso e uma vela na mão. Mas todos alojam muita fé na alma e muito amor no coração.
Tudo isto é emoldurado com enorme simplicidade e imensa emoção. O povo é espontâneo nos seus gestos e sincero nas suas atitudes.
 4. Este tempo funciona, pois, como um retrato da vida. Ele mostra-nos um povo que peregrina, que se sacrifica, que não vacila nos problemas. E que não se resigna diante das dificuldades.
Não há qualquer obrigação de fora. Há, sim, uma grande motivação que vem de dentro.
Maio é festa, é alegria, é humildade, é devoção, é sorriso, é abraço, é pranto, é força, é luz. Maio é Mãe! Maio é Maria! E Maria é espelho e exemplo!
 5. Enquanto espelho e exemplo, Maria oferece à Igreja o Seu próprio rosto. Qual é a fisionomia deste rosto?
Em Maria encontramos uma Igreja totalmente descentrada (de si mesma) e plenamente recentrada (no divino e no humano); uma Igreja voltada, antes de mais e acima de tudo, para Deus; uma Igreja esvaziada de si e cheia de Jesus Cristo; uma Igreja tonificada pelo Espírito; uma Igreja feliz na fé; uma Igreja que se apaga voluntariamente para que Jesus possa brilhar.
Trata-se, por isso, de uma Igreja mais confidente que conferente; de uma Igreja despojada e humilde; de uma Igreja que sabe fazer silêncio para poder fermentar a Palavra; de uma Igreja que, acima do fazer, privilegia o estar; de uma Igreja que se habitua não só a rezar (falando com Deus), mas também a orar (escutando a voz de Deus).
 6. Não admira que esta desponte como uma Igreja profeticamente inconformista (e saudavelmente inconformada); como uma Igreja distante do poder e próxima dos simples; como uma Igreja pobre e (preferencialmente) junto dos pobres; como uma Igreja que existe para servir e nunca para se servir; como uma Igreja disponível e jamais imparcial; como uma Igreja libertadora e misericordiosa; como uma Igreja materna e, nessa medida, tolerante.
 7. Em Maria, a Igreja redescobre que a fé não é alienante. O cristão tem os olhos na eternidade, mas não foge do tempo. Pelo contrário, é por causa da sua esperança na consumação eterna da sua existência que ele se empenha na transformação do mundo actual. É a certeza do futuro que estimula a intervenção no presente.
 8. Se não houver mais nada para oferecer às pessoas, não deixemos de oferecer a esperança. A esperança não é tudo, mas é essencial para tudo.
É usual dizer-se que enquanto há vida, há esperança. Também se poderá afirmar que enquanto houver esperança, haverá sempre vida!
Fonte: aqui

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