terça-feira, 12 de abril de 2011

VOCÊ E O SACRAMENTO DA CONFISSÃO

Quaresma, tempo penitencial.
Tendo em conta o mandamento da Igreja que diz que um cristão deve “confessar-se ao menos uma vez em cada ano”, as comunidades, tradicionalmente, escolhem este tempo quaresmal para o fazer.
Os sacerdotes ajudam-se mutuamente neste serviço ao povo de Deus. Aqui, neste arciprestado, salvas raras excepções, a Comunhão Pascal das várias comunidades acontece durante os sábados quaresmais.
Sendo um tempo cansativo, é também uma ocasião de enriquecimento. Porquê? Porque celebrar a festa do perdão de Deus é um dom inestimável. Porque só Deus tem o poder de chegar lá no fundo do coração humano para o refazer, o curar e o transformar. Porque Deus recebe o coração arrependido de braços abertos. Porque esse perdão divino nos chega em forma humana, sensível e presente através do sacerdote. Porque a Confissão nos reintroduz na comunhão dos “santos em Cristo” da qual nos afastamos pelo pecado.
Tantas vezes me sinto tão pequenino diante da fé, da saúde de consciência, da ânsia de perfeição de tantos irmãos! Já senti saudável ciúme diante da beleza interior de tanta gente!
No serviço da Confissão, reconheço, tantas e tantas vezes, a minha pequenez, o meu pecado, a minha limitação! E só posso bendizer o Deus da Misericórdia pela sua bondade, ternura e infinita sabedoria. Afinal Deus salva-nos porque nos tem amor.
A beleza de Deus! O Omnipotente a servir-se da fragilidade humana dos sacerdotes para tornar o seu perdão tão presente, tão visível, tão humano junto dos irmãos, reconhecendo, inúmeras vezes, que eles são menos santos do que os que se confessam…
E você? Mas não acha maravilhoso — e sumamente comovente — acolher o perdão divino através de um instrumento tão frágil? Tão parecido consigo? Porque complica pois o que Cristo simplificou?
Ser um ser humano como você a oferecer-lhe Deus, em forma de perdão, não achas que é um dos maiores prodígios que se pode conceber?

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