domingo, 7 de outubro de 2012

Venho para caminhar convosco na fé

Sou o Adriano, sou natural de Vila Nova de Foz Côa, tenho 24 anos e conclui a minha formação no Seminário de Lamego. No presente ano realizarei o meu estágio pastoral na Paróquia de São Pedro de Tarouca. Venho para fazer convosco uma caminhada de fé e de crescimeto. Venho para aprender com a comunidade, a quem ofereço o meu serviço na alegria da fé. A todos ofereço a minha amizade e de todos espero acolhimento e testemunho cristão.


O Dom da Vocação

O Evangelista São Marcos oferece-nos no seu Evangelho o relato do chamamento dos Doze Apóstolos de Jesus. Segundo o texto, «Jesus subiu a um monte, chamou os que Ele quis, e foram com Ele. Estabeleceu Doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar» (Mc 3, 13 – 14).
Este acontecimento não ficou perdido num passado remoto. Em todos os tempos, e também hoje, o Senhor Jesus sobe ao monte e chama os que quer. O Seminário é este monte de Jesus, o monte ao qual o Senhor sobe para chamar.
 Devemos recordar que na tradição da Sagrada Escritura o monte é o lugar do silêncio, da ascensão interior, é o lugar que nos distancia da vida comum e dos afazeres de todos os dias, é o lugar da Aliança selada no Sinai e no Gólgota, é o lugar da oração de Jesus. No monte o Filho dialoga com o Pai e, deste diálogo amoroso, brota a vocação dos discípulos. A vocação, portanto, é sempre iniciativa de Jesus que chama os que quer para tomarem parte da intimidade do Seu diálogo como Pai.
Mas a que foram chamados estes homens? Qual a vontade concreta de Jesus a respeito deles? O Texto de São Marcos dá-nos a resposta: o Senhor chamou-os «para estarem com Ele e para os enviar a pregar». À primeira vista parecem objetivos contraditórios. Jesus quer que os discípulos que chamou permaneçam a seu lado e, ao mesmo tempo, quer enviá-los a pregar. O que inicialmente parece ser uma contradição constitui, na verdade, uma unidade fundamental. Só quem está junto de Jesus pode ser enviado. Só quem O conhece, quem experimentou uma longa convivência com Ele é que pode leva-Lo aos demais. «Estar com Ele» é o componente primeiro e essencial da vocação sacerdotal. 
 Optar por esta vocação é dispor-se a subir o monte com Jesus, no monte fazer a experiência do amor de Deus, e descer do monte para dar testemunho desse amor ao serviço dos homens como ministros do Evangelho
 Tarouca é a terra de um monte, o monte de Santa Helena. Este ano da fé, que passarei na vossa companhia, será uma maravilhosa oportunidade para subi-lo com a alegria e esperança de quem sobe até Deus. E por que para Deus sobe-se descendo, desejo dispor-me ao serviço de todos e junto de Vós testemunhar a gratuidade do amor de Deus.
Adriano Assis

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A FÉ

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"Fé é o pássaro que sente a luz e canta quando a madrugada é ainda escura."
(Rabindranath Tagore)


"Essencial é para a fé não ver e crer no que não se vê."
(Louis Bourdaloue)

Com a fé, vejo mistérios; sem a fé, vejo absurdos.
(Pascal)

Não há homem de valor que permita que lhe arranquem do peito a fé na imortalidade.
(Johan Wolfgang Von Goethe)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: aqui
 
A Família que Deus quer
1. Era bem mais fácil, escapar ao incómodo da pergunta, sobre o divórcio, e ficarmo-nos hoje, pela parte mais simpática, do acolhimento devido às crianças. Mas, bem vistas as coisas, também as duas questões são indissociáveis! Quem mais do que as crianças, estará entre as vítimas de um casamento desfeito?! A palavra de Jesus, ao contrário do que parece, não nos autoriza, a uma condenação, pura e simples, de uma separação conjugal. Jesus põe o dedo na ferida, e aponta para a raiz do problema: a dureza do coração. E esta dureza visava sobretudo, à época, o machismo dos maridos, que, segundo algumas interpretações mais permissivas da lei, podiam «despedir» a esposa, bastando, para isso, que esta lhes fizesse qualquer coisa desagradável. Ora o projecto original de Deus não contempla o domínio do marido sobre a mulher, mas visa a beleza do ideal conjugal, pelo qual um e outro cheguem a ser e a viver, como «uma só carne», um só coração, uma só alma. Os dois, marido e mulher, são chamados a partilhar o seu amor, a sua intimidade e a vida inteira, com igual dignidade e em comunhão total. Neste sentido, Deus nunca poderá abençoar uma estrutura que gere a superioridade do homem e a submissão da mulher. Se há alguma submissão, esta é de ambos e para ambos, no amor de Cristo!
 
2. A vulgaridade com que o divórcio se justificava, no tempo de Jesus, revive-se, nos tempos de hoje, na facilidade e na banalidade, com que marido e esposa, se descartam de compromissos assumidos, diante de Deus e da sua Igreja. Bem sei que há casos e casas! Há casas e casos! «Cada caso é um caso». E também se podia dizer que «cada casa, é um caso»! As situações são muitas e, com frequência, muito dolorosas. Mas o que estes casais menos precisam é de uma «receita» celibatária, para sair da sua situação. Seria demasiado fácil. A principal coisa que lhes podemos oferecer é respeito, escuta discreta, alento para viver e, talvez, uma palavra lúcida de orientação.
3. Deixai-me prosseguir, um pouco mais esta conversa convosco, pois não queria deixar de lado, a situação dos filhos, sobretudo das crianças, que «sobram» do fracasso de uma relação conjugal. Há pais, que disputam os filhos, como se fosse uma parcela de terreno; mas também há os que se descartam deles, como se fosse artigos do passado. Todavia, não é, de todo e sempre, certo, que a separação dos pais, cause um trauma irreversível nos filhos; o que lhes causará dano ainda maior será o desamor, a agressividade ou o medo que, às vezes, acompanha uma separação litigiosa. Em todo o caso, nunca se deveria esquecer que os que se separam são os pais, não os filhos. Estes têm direito a continuar a desfrutar do seu pai e da sua mãe, juntos ou separados, e não têm que por que sofrer a sua agressividade, nem ser testemunhas das suas disputas e litígios. Por isso mesmo não devem ser coagidos, para que tomem partido por um ou por outro. Têm direito a que os seus pais mantenham diante deles uma postura digna e de mútuo respeito, sem nunca denegrir a imagem do outro; a que não os utilizem como «arma de arremesso» nas suas confrontações. É mesquinho, por outro lado, chantagear os filhos para ganhar o seu carinho com dádivas ou condutas permissivas. Pelo contrário, quem procura realmente o bem da criança, facilita-lhe o encontro e a comunicação com o pai ou a mãe que já não vive com ela. Os filhos têm direito, além disso, a que os seus pais se reúnam para tratar de temas relativos à sua educação e saúde, ou para tomar decisões sobre aspectos importantes para a sua vida.
 
4. O casal não pode esquecer que, embora estando separados, continuam a ser pais de filhos que precisam deles. Nem sempre é fácil, nem para quem fica com a custódia dos filhos (que esgotante é ocupar-se sozinho do seu cuidado!) nem para quem tem de viver daí em diante separado deles (que duro é sentir o seu vazio!). Estes pais bem precisam, em muitas ocasiões de apoio, de companhia, ou daquela ajuda, que nem sempre encontram no seu meio, na sua família ou na sua comunidade cristã.
5. Como o Papa, no VII Encontro Mundial das Famílias em Milão, também eu queria, por fim, “dedicar uma palavra aos fiéis que, embora compartilhando os ensinamentos da Igreja sobre a família, estão marcados por experiências dolorosas de falência e separação”. «Sabei – disse Bento XVI - que o Papa e a Igreja vos apoiam na vossa fadiga. Encorajo-vos a permanecerdes unidos às vossas comunidades, enquanto faço votos de que as nossas comunidades assumam adequadas iniciativas de acolhimento e proximidade”.Também aqui, é preciso “converter” a comunidade cristã, para que os fiéis «ajudem os divorciados procurando, com caridade solícita, que não se sintam separados da igreja, pois podem e devem, enquanto baptizados, tomar parte na sua vida” (João Paulo II, FC 84). Como todos os outros cristãos, também eles têm direito a escutar a Palavra de Deus, a tomar parte na assembleia eucarística, a colaborar em diferentes obras e iniciativas da comunidade e receber a ajuda de que necessitam para viver a fé e educar os seus filhos. Aliás, “nenhuma forma de missão lhes é liminarmente negada, desde que o discernimento das circunstâncias seja feito na humildade e na verdade” (CEP, Carta Pastoral A Família, 2004, n.46)!
Em qualquer caso, a vós, casais, divorciados ou recasados, que vos sintais cristãos marginalizados, só vos quero lembrar uma coisa: Deus é infinitamente maior, mais compreensivo e mais amigo, que tudo o que possais ver em nós, os cristãos, ou nos homens da Igreja. Deus é Deus! Quando nós não vos compreendermos, Deus vos compreenderá. Confiai sempre nEle. Porque é eterno o seu amor!
Fonte: aqui

YOUCAT - Catecismo Jovem da Igreja Católica

 

No próximo dia 11 de outunro (2012) iniciar-se-á o ANO da FÉ, proposto pelo Papa Bento XVI, por ocasião da celebração dos 50 anos do concílio Vaticano II e 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Nessa mesma altura, irá decorrer a Assembleia Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização para a transmissão da Fé cristã.
 
LEITURAS obrigatórias para o ANO DA FÉ: a BÍBLIA; os Documentos do concílio VATICANO II; o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, publicado em 1992, por João Paulo II e cuja coordenação esteve a cargo do atual Papa, então Cardeal Joseph Ratzinger; a Carta Apostólica Porta da Fé (11 de outubro de 2011), em que Bento XVI promulga/convoca o Ano da Fé e aponta as coordenadas para viver este ano.
O Catecismo da Igreja Católica é uma referência fundamental para a nossa identidade católica. Assume contributos de muitos estudiosos, dos bispos das dioceses, do mundo inteiro, de congregações, de fiéis, religiosos, sacerdotes... Foi um trabalho demorado, mas cuja objetivo era condensar o essencial do catolicismo, em linguagem acessível a todos, esclarecedora, e referência incontornável.
Dada esta importância, foram publicados outros subsídios para ajudarem a ler o Catecismo.
Em 2005 (28 de junho: vigília da solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo), Bento XVI promulgava o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, passavam então, segundo o próprio Papa, 20 anos do início da elaboração do Catecismo da Igreja Católica. O compêndio é de fácil leitura, apresentando-se em formato de perguntas - respostas.
Em 2011, ano da Jornada Mundial da Juventude, que se realizou em Madrid, na vizinha Espanha, é dado à estampa um novo contributo para divulgação do essencial da Mensagem cristã, experimentada/vivida pelas comunidades católicas, em comunhão com o Papa e com os Bispos, sucessores dos Apóstolos.
YOUCAT (Youth Catechism of the Catholic Church - Catecismo Jovem da Igreja Católica) é uma proposta apelativa para os mais jovens, mas como outras leituras, também esta poderá ser acessível para todas as idades. Segue a mesma lógica do Compêndio, seguindo o formato de pergunta e resposta, remetendo para o Catecismo, e apresentado frases ilustrativas de autores célebres a desconhecidos, ligados à Igreja, à cultura, à arte, ao desporto,... com imagens inspiradoras.
Tal como o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA e também o COMPÊNDIO, o Catecismo Jovem divide em quatro Partes:
  1. Em que cremos (= A Profissão de Fé)
  2. Como celebramos os mistérios cristãos (= A celebração do mistério Cristão)
  3. A vida em Cristo
  4. Como devemos orar (= A oração cristã)
São 527 questões, que condensam os 2865 números do Catecismo e as 598 questões do Compêndio.
Pode ler-se de maneiras diferentes. Lendo tudo seguido, seguindo, na margem das páginas, as "citações" de nomes consagrados, dos Papas, da Bíblia; lendo o corpo, as perguntas e respostas e depois voltando a ler as citações. Começando pelo início ou lendo/meditando os temas mais sugestivos para cada um. Ou recorrendo ao índice remissivo, índice de conceitos, que remete para a(s) página(s) respetivas. Pode ler-se de uma assentada. Ou conforme a disposição. Pode ler-se aos bocados e sublinhar o que naquele momento tem mais relevância.
Os nossos sublinhados irão aparecer por aqui, citações, questões e respostas.
Pode ler-se a partir de páginas da internet em português como por exemplo:
  • YOUCAT official Website Logo
Fonte:  aqui

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Que poderei fazer eu pelas missões?"

O mês de Outubro é desde há muitos anos dedicado às missões, porque nele se celebra a Jornada Missionária Mundial. Este ano, a celebração coincide com o 50º aniversário do Decreto conciliar "Ad gentes" sobre a actividade missionária da Igreja e a Mensagem do Papa aborda quatro elementos principais:
A prioridade de evangelizar, a eclesiologia missionária, a fé e seu anúncio, e a caridade no anunciar.
Nessa mensagem o Santo Padre escreve que é preciso dar prioridade à evangelização e sublinha que "todos os componentes do grande mosaico da Igreja devem sentir-se fortemente questionados pelo mandamento do Senhor de pregar o Evangelho, a fim de que Cristo seja anunciado a todos".

Todos os católicos "se devem colocar sobre as pegadas do apóstolo Paulo, "prisioneiro de Cristo pelos pagãos" (Ef 3,1), que trabalhou, sofreu, lutou para disseminar o Evangelho em meio aos pagãos (cfr Ef 1,24-29), sem poupar energia, tempo e meios para fazer ser conhecida a Mensagem de Cristo.".
"Como São Paulo, devemo-nos ocupar dos afastados, daqueles que não conhecem ainda a Cristo e não experimentaram a paternidade de Deus, no conhecimento de que a ‘cooperação missionária deve alcançar hoje em dia novas formas, incluindo não só a ajuda económica, mas também a participação directa na evangelização".
Além disso, a Jornada Missionária Mundial coincide com a abertura do Ano da fé e o Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização, o qual "será uma ocasião perfeita para relançar a cooperação missionária, sobretudo nesta segunda dimensão".
E poderá perguntar algum dos nossos leitores: "Que poderei fazer eu pelas missões?"
E eu responderei que todos poderemos fazer alguma coisa, nem que seja só rezar pelos que partem ou ajudá-los com algum contributo monetário. Mas muitos de nós poderemos também ser missionários no nosso ambiente profissional ou de amizades. Santa Teresa do Menino Jesus nunca saiu para países ou regiões consideradas de Missão e, no entanto, a Igreja escolheu-a para Padroeira das Missões.

Fonte: aqui

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Problema na transmissão da mensagem católica está do lado de quem anuncia

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Entrevista a D. António Couto, Comissão Episcopal das Missão e Nova Evangelização


domingo, 30 de setembro de 2012

OS DESAFIOS DE OUTUBRO

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1. Outubro, Mês do Rosário
Veja aqui

 
2. Outubro, Mês Missionário
 
ORAÇÃO MISSIONÁRIA
Espírito Santo,
que desceste sobre os Apóstolos e os fizeste anunciadores do Evangelho:
derrama os teus dons sobre cada um de nós e torna-nos sensíveis aos apelos e às necessidades dos nossos irmãos;
desperta em muitos corações (crianças, jovens e adultos...) o ideal missionário;
dá força e coragem a todos quantos se entregam totalmente ao serviço da MISSÃO.
Amen

3. ANO DA FÉ
Este ano "começará a 11 de Outubro de 2012, no quinquagésimo aniversário do Concilio Vaticano II, e terminará a 24 de Novembro de 2013, durante a solenidade do Cristo rei do universo", declarou o papa.
"Será um momento de graça e de compromisso para uma conversão sempre mais integral a Deus, para reforçar a nossa fé e a anunciar com alegria aos homens dos nossos tempos“ - Bento XVI

4. Sínodo dos Bispos
De 7  a 28 de Outubro, decorre em Roma o Sínodo dos Bispos, sob o tema: "A NOVA EVANGELIZAÇÃO PARA A TRANSMISSÃO DA FÉ CRISTÃ".
Em representação da Conderência Episcopal Portuguesa (CEP), participarão no Sínodo D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e D. António Couto, Bispo de Lamego.
Pede-se a caridade de uma prece pelos bons frutos do Sínodo.

5. Início da Catequese Paroquial
Em 13 de Outubro, começa o novo ano catequético:
  • 14.30h - acolhimento
  • 15 horas - Eucaristia
  • Encontro com os pais e distribuição dos grupos
 6. Semana Nacional da Educação Cristã 
 
 A Semana Nacional da Educação Cristã arrancou em 29 de setembro, terminando em 7 de outubro, é uma ocasião para mostrar a importância que a catequese e a disciplina de educação e moral religiosa católica podem ter na formação das crianças e dos jovens. Uma importância ainda maior neste tempo de crise, sublinha D. António Francisco dos Santos, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.

“Neste tempo difícil em que vivemos, marcado pela crise, e pelas provações, mais razões temos para encontrarmos na descoberta dos valores cristãos esse sentido da dimensão da partilha, da solidariedade, e na educação para os valores nessa matriz cultural cristã que a Europa tanto precisa”, defende D. António Francisco dos Santos.

A Semana Nacional da Educação Cristã desafia professores e catequistas a privilegiarem a consolidação da fé no meio das comunidades.

O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé explica que muitos pais confundem catequese com educação e moral, mas “uma não invalida a outra”, porque a iniciação cristã que a catequese dá deve ser complementada com a formação para a cidadania que a educação e moral permite.

D. António Francisco dos Santos sublinha que é muitas vezes através das crianças que muitos pais (re) descobrem a dimensão da fé, daí a importância do ensino desta disciplina.

Este responsável confirma que a não colocação de professores também atingiu este ano alguns docentes de Educação e Moral e garante que a Comissão Episcopal está a acompanhar a situação.

sábado, 29 de setembro de 2012

"O MEU FILHO É PADRE"

Veja o testemunho fantástico de duas mães de dois jovens padres!
Um alerta feliz aos jovens, pais e mães de Portugal...
AQUI

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

De 29 de setembro a 7 de outubro próximo vai ter lugar a Semana Nacional da Educação Cristã

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DESCOBRIR A SOLIDEZ DA FÉ: URGÊNCIA E MISSÃO
1. O Santo Padre Bento XVI tem-nos lembrado constantemente a “necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (Porta da Fé, 2).
Hoje, tal como sucedeu no início do Evangelho com André e seu irmão Simão (cf. Jo 1,41.42), a fé cristã começa por um encontro: alguém que encontrou Jesus, falou-nos dele e levou-nos a conhecê- Lo. É daqui que pode nascer uma verdadeira relação de amizade.
2. Como a maioria das realidades essenciais da nossa vida, a fé encontra-se para além dos conhecimentos que são resultado das ciências naturais. Mas isso não significa que a fé seja algo de incerto e sem outras razões que as do sentimento. Pelo contrário: à medida que aprofundamos a nossa amizade com Jesus, percebemos que Ele nos convida a escutar e acolher mais profundamente a Palavra de Deus, a partilhar os dinamismos da comunidade cristã e a crescer no amor do próximo.
Deste modo, as nossas certezas vão ganhando cada vez mais alicerces na presença do Senhor que vem até nós na Igreja que é o Seu Corpo. Em cada dia que passa, o encontro com Jesus convida-nos à conversão e ao testemunho, por palavras e por atitudes de vida, de modo que também outros O possam conhecer.
Para isso, é essencial que sejamos capazes de comunicar aquilo que vivemos. E tal como a nossa amizade com Jesus é participação na fé da Igreja e, por ela, da relação que Jesus tem com o Pai, assim também nas afirmações doutrinais, longe de sermos nós os seus autores, fazemos nossa, com a razão e o coração, a expressão doutrinal da fé da Igreja.
Deste modo, podemos dar testemunho de Jesus, partilhar a fé com os outros que, tal como nós, também O encontraram, e sermos convidados a conhecê-Lo cada vez melhor na Igreja por Ele fundada.
Ao mesmo tempo, o Espírito Santo, dá permanentemente testemunho ao nosso coração sobre a verdade da fé, sem nos distrair da realidade. Pelo contrário: Ele ajuda-nos a ver com os olhos de Jesus quem somos e o mundo que nos rodeia. É ainda o Espírito Santo quem cimenta a nossa comunhão com todos os que, ao longo dos séculos passados, acreditaram como nós e nos legaram o testemunho da fé.
Em particular, Ele permite-nos viver unidos aos santos, que foram e são os grandes exemplos de humanidade e de vida cristã.
3. Podemos, pois, dizer que a fé cristã, dinamismo do encontro de Jesus com o ser humano, tem lugar no seio da comunhão dos que vivem a fé dos Apóstolos tal como nos é transmitida pela Igreja, comunidade dos crentes.
A fé é o encontro com Jesus, vivido em Igreja, que dá um renovado sentido à nossa vida e nos abre novos horizontes de existência, que não podemos calar. Todos têm o direito de conhecer o verdadeiro rosto de Jesus; e nós, cristãos, temos o dever de O mostrar, sem medo, por meio de palavras e de obras.
De 29 de setembro a 7 de outubro próximo vai ter lugar a Semana Nacional da Educação Cristã, e no próximo dia 11 de outubro acompanharemos o Santo Padre na abertura do Ano da Fé.
Ao longo de todos estes dias somos convidados – particularmente os pais, educadores, catequistas, docentes de EMRC, sacerdotes e comunidades cristãs – a tomar consciência de que “educar na fé” consiste, primeiramente, em ajudar a encontrar e conhecer Jesus, a viver da certeza desse encontro e, integrados na comunidade dos crentes, a sermos Suas testemunhas, animados pelo amor que Ele é.
Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano B

LEITURAS: AQUI

1. “Era uma casa muito engraçada. Não tinha teto, não tinha nada. Ninguém podia entrar nela, não, porque na casa não tinha chão. Ninguém podia dormir na rede, porque na casa não tinha parede”. Recordei-me desta musiquinha, com letra do compositor brasileiro Vinícius de Moraes, ao escutar as respostas de Moisés e de Jesus: ambos rejeitam a ideia de um povo ou de uma comunidade, como se estas se tornassem uma espécie de reserva ecológica do Espírito de Deus! Na verdade, não há uma linha, que separe o terreno de ação do Espírito de Deus. Não tem portas, nem cerca, nem cancelas, o Espírito de Jesus, que pelos vistos, prefere entrar e sair, por frestas e janelas! Nada O veda, porque este Espírito Santo se derramará, por todos, e por toda a parte, sem distinção de cor, de raça, ou de religião. Por isso mesmo, nenhuma fronteira, desenhada por nós, impedirá o Espírito de Deus, de falar ou de agir, de soprar ou de mexer, onde quer e como quer e por quem quer!
2. Mas há sempre, quem tenha mãos de travão, pés curtos e vistas estreitas, para impedir que “os que não são dos nossos” manifestem as riquezas do Espírito de Deus! Moisés não alinha nesta espécie de tolerância zero e deixa claro um voto universal e direto: “Quem dera que todo o Povo do Senhor fosse profeta”! Parece dizer mais: “Quem dera que a Casa do Povo de Deus, tivesse e mantivesse «sempre aberta a porta da fé, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja»” (PF 1).
3. No fundo, a mensagem é clara: «Não excluir» nenhum dom profético. Não rejeitar ninguém, em função da cor ou do passado, de cada um. Acolher sempre e discernir, aproveitando e valorizando todo o bem e tudo o que é bom. A comunidade cristã não pode transformar-se numa espécie de «coutada de alguns senhores ou senhoras». A Igreja deve ser uma comunidade aberta, tolerante, capaz de acolher, quem chega, de perto ou de longe!
4. O Ano da fé é também um tempo propício a dialogar com aqueles que julgamos andarem longe de Deus, só porque estão para lá da linha visível da Igreja. «No nosso contexto cultural – diz o Papa – há muitas pessoas que, embora não reconheçam em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo. Esta busca é um verdadeiro “preâmbulo” da fé, porque move as pessoas, pela estrada que conduz ao mistério de Deus” (PF 10). É preciso aprendermos a escutar estas pessoas, que nos interpelam, nas suas dúvidas; que nos desafiam a propor a fé, em novas linguagens e contextos. Não faltam hoje, fora do círculo visível da Igreja, sobretudo no mundo da cultura, homens e mulheres de boa vontade, que levantam a voz e profetizam, anunciando-nos um Deus oculto, mas um Deus interessado neste mundo; são pessoas que não tem os nossos hábitos religiosos, mas sabem denunciar corajosamente as ilusões e os perigos de um mundo sem fé e sem Deus! E profetizam, mais do que nós e melhor do que nós! Pois, como disse Jesus, se nós nos calarmos, “gritarão as pedras” (Lc.19,40).
5. Às portas do Ano de Fé, renova-se, aqui e agora, para nós, o voto de Moisés: “Quem dera que todo o Povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor infundisse o seu Espírito Santo sobre eles” (Num.11,29). Quem dera, que os pais, os avós, os catequistas, os professores e todos educadores, nunca fossem para os mais frágeis, pedras de tropeço, que fazem cair, mas estrelas, que guiam no caminho da fé! Quem dera, pois, que, ao longo deste ano pastoral, “a Palavra do Senhor avance e seja glorificada” (2 Tes. 3,1; PF 15), em todos, por todos, e por toda a parte!
Fonte: aqui

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eu sei quem ela é...

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Nem sempre os doentes e idosos são tratados com o devido carinho, às vezes mesmo pelos membros da sua família. Mas nesta secção de Testemunhos Vivos prometi a mim mesmo só dar exemplos de coisas positivas. E há felizmente ainda muita gente que gasta parte do seu tempo a visitar e ajudar estes desvalidos.

E hoje alguém me contou uma história de vida que me comoveu. Um dia, um homem foi a um Centro de Saúde para fazer um curativo. Mas nunca mais chegava a sua vez. Impaciente com a funcionária, disse:

– Tenho muita pressa.

– Aqui não há pressas! O senhor tem de aguardar pela sua vez...

Ele, contudo, insistia dizendo que tinha um importante compromisso, que já estava atrasado e que não podia faltar.

Finalmente, o enfermeiro chamou-o e, enquanto lhe fazia o curativo, perguntou-lhe:

– Que pressa é a sua?!

Foi então que o homem lhe contou a razão de tanta urgência. Disse-lhe:

– Estou com pressa, porque tenho de ir a um lar de idosos tomar o habitual café da manhã com a minha mulher. Está internada há mais de um ano por sofrer da doença de Alzheimer, em estado avançado.

– Mas a sua esposa vai ficar aborrecida, por causa do senhor chegar atrasado?!

O homem, sorrindo, respondeu:

– Meu caro amigo, há três anos que não me conhece.

– Mas se já nem o conhece, porquê essa preocupação de estar com ela todos os dias?

A resposta não se fez esperar:

– É verdade que ela não sabe quem eu sou. Mas eu sei muito bem quem ela é!
In O Amigo do Povo

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

«A fé faz-nos livres para servir»

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O antigo ministro da Educação, Roberto Carneiro, em entrevista à FAMÍLIA CRISTÃ, fala sobre um novo modelo educativo de serviço. A palavra servir – tão cristã – leva-nos a estender a conversa a outros focos. Escola, professores, alunos, família, cidadania, Igreja, fé, vida, doença e morte – eis alguns dos assuntos abordados numa conversa de duas horas no edifício da Biblioteca João Paulo II, da Universidade Católica de Lisboa.

FC – Em outubro inicia-se o Ano da Fé, que também se cruza com essa questão.
R.C. –
A fé faz-nos livres para servir melhor o outro. A fé tem de ser imbuída em sentido de serviço, senão é orgulho pessoal. Ninguém se salva sozinho, salva-se sobretudo no abraço ao outro, no encontro com o outro e pensar que o outro tem sempre coisas fantásticas a dar-me: o sem-abrigo, o imigrante, eventualmente o mendigo andrajoso que nos repugna porque cheira mal... Quando nós achamos que uma pessoa não merece a nossa atenção é porque não a conhecemos. Se eu não a descubro, a culpa é minha. Está ali um filão para descobrir, é um poço onde posso matar a sede. Se eu souber beber do poço dos que estão à minha volta, disponíveis para o diálogo e para a relação, nunca mais terei sede.
FC – Que trabalho tem de ser feito pela Igreja no Ano da Fé?
R.C. –
Organizar as comunidades de base. É de baixo para cima, capilarmente, que a Igreja se faz. Há uma grande crise da prática religiosa. Aproveito para dizer que ir ao domingo à Missa não faz ninguém praticante. Praticante é o que põe em prática a Palavra de Cristo. Precisamos de pastores e de uma orientação mais clara neste momento de crise: faça-se ouvir a voz da Igreja Mãe e Mestra. É preciso também rever a cultura em família. A semente tem de ser lançada quando a criança ainda é pequenina, e acarinhada para fazer com que a criança se enamore da pessoa de Cristo. A pessoa que não se enamora não descobre amor, não dá nada. O amor está na base da redenção. Temos de nos enamorar, ler todos os dias a Sagrada Escritura e nela buscar o "rosto de Cristo, meu irmão". Como se pode chegar à fé sem tempos de silêncio para ouvirmos a voz do Pai? O silêncio é, para mim, frequentemente, olhar para o crucifixo, testemunhar a grandeza contida na contingência humana, e escutar...

Vale a pena. Leia na revista  FAMÍLIA CRISTàtoda a  entrevista.
AQUI

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ano da Fé contra o «absurdo» da existência

 
O Ano da Fé que Bento XVI convocou para toda a Igreja Católica deve ser uma afirmação de esperança contra o «absurdo» da existência, sustenta João Manuel Duque, diretor-adjunto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
“Ter fé cristã é aceitar que Deus, em Jesus Cristo, nos dá a vida, para além da morte e para além de todas a nossas capacidades de a conquistar. Isso permite uma atitude de confiança que abre à esperança, para além de todo o absurdo aparente”, assinala o teólogo, presidente do Centro Regional da instituição académica em Braga, num texto hoje publicado no Semanário Agência ECCLESIA.
Segundo este especialista, ter fé é, “no sentido mais básico, confiar em algo ou alguém diferente”.
“Assim, opõem-se-lhe duas atitudes: a da desconfiança total, que levaria, em muitos casos, ao desespero; ou a da autoconfiança total, ou seja, a da confiança apenas em nós mesmos”, acrescenta João Duque.
O padre Tiago Freitas, um dos promotores da página ‘Pátio dos Gentios’, observa, por sua vez, a importância de se viver este ano (outubro de 2012-novembro de 2013) numa “fé que se recorda, reforça e aprofunda, não à luz do candeeiro do escritório ou assinando um livro de honra, mas abrindo a porta da Igreja para ver quem está do lado de fora”.
“A pergunta é: quem é central neste Ano da Fé? E a resposta é Jesus Cristo”, refere, acrescentando que a “gramática para encontrar Cristo” no mundo de hoje é “algo entre a narrativa e a poesia”.
“O Ano da Fé tem, portanto, o potencial necessário de proporcionar a todos os cristãos e pessoas de boa vontade um belo e significativo encontro com Cristo”, sublinha.
O padre Georgino Rocha, pró-vigário geral da Diocese de Aveiro para o diálogo ‘Igreja-Mundo’, explica, por sua vez, que “o recurso à pedagogia de dedicar um ano especial a uma temática específica – que faz parte normal da missão contínua da Igreja – tem raízes bíblicas e foi usada por várias vezes, especialmente no pós-concílio Vaticano II”.
Para este responsável, “renovar toda a vida da Igreja a partir da fé constitui um objetivo englobante e ‘provocador’ sempre atual”.
“O desencontro de comunicação a agravar-se, a tentação de remeter a fé e a ação da Igreja para o domínio privado, a crise de valores que atravessa a sociedade e se repercute nos comportamentos pessoais e coletivos, a mentalidade que reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas, o esvaziamento de muitos símbolos religiosos e a desadequação de linguagens, a fadiga e o desencanto de tantas ‘pessoas de boa vontade’ são características marcantes, entre tantas outras, da época que vivemos e que nos interpelam profundamente”, alerta.
Fonte: aqui

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Assembleia do Presbitério da Diocese de Lamego

Algumas imagens da Assembleia do Presbitério da Diocese de Lamego, que teve lugar no Seminário Maior de Lamego, a 17 de Setembro de 2012, presidida pelo Sr. D. António Couto, Bispo da Diocese.



domingo, 23 de setembro de 2012

Mali, male, malum

 Deus já nem me ouve..."
"Rezo tanto e nada consigo..."
"Os que não ligam a Deus é que têm sorte na vida..."


MALI

Somos maus

Bem, perfeito só Deus, é um facto. Nós carregamos sempre a limitação e a imperfeição. Por isso, o convite de Jesus: "Convertei-vos..."
O problema é que, tantas vezes, nos achamos os melhores, os intocáveis, os perfeitos.
"Eu cá não tenho pecados..."
"Ah! Se todos fossem como eu, não viria nenhum mal ao mundo..."
Dizemos isto em voz alta? Nem sempre. Mas quantos o sentem e o vivem?
MALE
Rezamos mal
 Como rezamos? Com fé? Entregamo-nos confiadamente à vontade de Deus ou exigimos que Deus se submeta à nossa vontade? Somos perseverantes? Temos consciência que o relógio de Deus tem o seu ritmo que não é necessariamente o nosso? Sabemos que Deus nos ama muito mais do que cada um a si próprio? Mais, consciencializamo-nos que Deus sabe muito mais o que nos convém do que cada um de nós? Não faremos algumas vezes da nossa oração um "negócio"?
Não seremos daqueles que "só se lembram de Sta Bárbara quando troveja?"?

MALUM
Pedimos o mal
Há muitos anos mesmo, fui pregar a uma terra bastante longe daqui. A procissão foi de tarde. Dia tórrido de Verão.
Saí da sacristia no final, descia o corredor central da Igreja rumo à porta de saída. Eis que me deparo com uma cena patética. Um borrachola, cambaleando, erguia as mãos diante da imagem do santo especado no andar e pedia alto, num tom que a carga alcoólica tornava gaguejado: "Ó meu rico santinho, aumentai-me o apetite de beber!"
Ou que dizer daquela senhora que fez uma generosa promessa ao Santo António se ele matasse as galinhas todas da sua vizinha que lhe comiam as couves ?
Dirão: "Bom, isso são casos patéticos." Eu sei.
Mas quantas vezes não pedimos a Deus algo que é mal para nós ou para os outros? E às vezes até sem nos darmos conta...
Então se pedirmos o mal, acham que Deus vai atender-nos? Se uma criança diabética pedir`aos pais montes de doces, estes dão-lhos? Claro que não, mesmo sabendo que ela fica de carinha torta.
Quantas vezes não ficamos de carinha torta com Deus porque Ele não nos atendeu naquela altura e mais tarde não descobrimos quão amigo foi o Senhor!? Ainda há pouco tempo, uma pessoa amiga desabafava no meio de um grupo: " Tenho muitas graças a dar a Deus. Tanto Lhe pedi em tempos que me concedesse ..... Olha se me tem ouvido, estava tramado!"
Nós temos um raio de visão minúsculo; Deus tem-no infinito. Porque vê bem mais longe, sabe o que é melhor para nós.
"Seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu."

sábado, 22 de setembro de 2012

Nossa oração, mesmo a mais pessoal, é sempre pública e comunitária

..
A oração que Jesus nos ensina é uma poderosa vacina contra a egolatria que nos afecta.
Já Cipriano de Cartago, teólogo antigo, notava: «Não dizemos "Pai Meu, que estais nos Céus" nem "Dá-me o meu pão de cada dia".
A nossa oração, mesmo a mais pessoal, é sempre pública e comunitária.
In NA PAZ, A VERDADE

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Conselhos

...
Conselhos. Todos gostam de os dar. Poucos gostam de os receber. A começar por aqueles que mais precisam deles. Chesterfield, no século XVIII, já o percebera: «O conselho raramente é bem recebido e quem mais necessita dele é quem menos o aprecia»! (João Teixeira)

"Se o velho pudesse e o novo soubesse, não haveria nada que não se fizesse", diz o provérbio. E ainda: "O conselho de todos ouvirás, mas só o teu seguirás".
O conselho não iliba a pessoa que o recebeu de assumir a sua responsabilidade.
O conselho sábio e prudente é como a aragem da manhã que inunda de frescura o quarto após a abertura da janela. O mau conselho é como dar quilos de sal ao hipertenso.
Quando não souberes que conselho dar, cala-te e escuta.
Quando conscientemente achares que deves falar, fá-lo com serenidade e como quem propõe.
Não há quem mais precise de conselhos do que aquele que acha que não precisa.
Mais humildade perante a vida precisa-se. E não são só os novos...


XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM - Ano B

Leituras: aqui

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ir ou não ir à igreja


Muitas pessoas perguntam-se: porquê ir à igreja se podemos assistir à Missa pela televisão ou pela internet. A Igreja desde sempre valorizou a presença dos cristãos nos actos de culto, seguindo o dito de Jesus: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles."

No Novo Testamento, S. Paulo queixa-se de alguns que deixam a assembleia cristã (a reunião semanal dos cristãos) e desde as suas origens a Igreja nunca deixou de aconselhar a presença física de todos os que podiam estar nessas reuniões.

Muitos correram sérios riscos por essa presença, tendo sido mesmo mortos, como ainda hoje acontece em países de perseguição.

Há muitas pessoas que por diversos motivos não podem estar presentes. As transmissões pela televisão ou internet são uma forma de alcançar as pessoas solitárias e isoladas do mundo ou que não estão prontas para entrarem numa igreja física. Para essas pessoas, a internet ou televisão é uma ponte importante para que venham a dar um passo na prática cristã.

Mas há muitas outras que podiam e deviam estar na sua comunidade – ou em casos especiais noutras comunidades – mas se contentam em ouvir e ver o que se diz e faz naquela Missa transmitida pelos meios de comunicação social. Será que se contentam em ser-lhes servido o alimento da Palavra de Deus? Como entendem a participação no mistério eucarístico, pela comunhão sacramental? Até que ponto fazem parte da Igreja, se vivem a sua religião duma maneira individualista, sem vínculo com a comunidade que celebra? Lembro que Igreja significa comunidade reunida. Ver ou ouvir não será suficiente para dizer que se participou naquela celebração. É como assistir a um banquete, com discurso e tudo, mas só pela televisão.

Tenho ouvido muitas pessoas doentes dizerem que assistem à missa pela televisão porque não podem ir participar ao vivo. Mas ao mesmo tempo dizem-me que o que lhes custa mais é não poderem estar presentes na sua igreja. Para esses há um serviço muito meritório, o dos Ministros que levam a Eucaristia aos doentes. Assim fica a Missa completa, com o ouvir ou ver pela televisão e participar da Comunhão. 
   In O Amigo do Povo

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Pais, não sigam o chamado Decálogo do Mau Educador

Vejam aqui por favor!

No início do ano lectivo, o estudante reza assim

 
Senhor Jesus, ajuda-me no meu trabalho.
Sê o meu Mestre e a minha Luz.
Eu dou o meu esforço,
dá-me a Tua inspiração.
Ajuda-me a estar atento e a ser concentrado.
Não Te peço para ser o melhor,
só Te peço que me ajudes a dar o meu melhor,
a trabalhar todos os dias.
Que eu não queira competir com ninguém
e que esteja disponível para ajudar os que mais precisam.
Que eu seja humilde, que nunca me envaideça,
que nunca me deslumbre no êxito,
nem me deixe abater na adversidade.
Que eu nunca desista.
Que eu acredite sempre.
Que eu aprenda a ciência e a técnica,
mas que não esqueça que o mais importante é a bondade, a solidariedade e o amor.
Que eu seja sempre uma pessoa de bem.
Ilumina, Senhor, o meu entendimento
e transforma o meu coração.
Dá-me um entendimento para compreender o mundo
e um coração capaz de amar os que nele vivem!
Fonte: aqui

terça-feira, 18 de setembro de 2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Assembleia do Clero

Decorreu hoje no Seminário Maior de Lamego a Assembleia do Clero da Diocese de Lamego, presidida pelo sr Bispo, D. António Couto.

Após a oração da Hora Intermédia, o sr. Bispo precedeu à apresentação da Carta Pastoral, intitulada "VAMOS JUNTOS CONSTRUIR A CASA DA FÉ E DO EVANGELHO" e cujos destinatários principais são os sacerdotes.
Seguiu-se o trabalho de grupo, por grupos de arciprestados.
Após o almoço, teve lugar a apresentação das conclusões pelos porta-vozes dos grupos. Depois o sr. Bispo procedeu a algumas explicações e alguns sacerdotes tiveram intervenções.

Exceptuando a ausência justificada de alguns sacerdotes que exercem funções docentes nas escolas, a esmagadora maioria do clero acolheu o convite do seu Bispo e esteve presente, numa demonstração inequívoca de comunhão presbiteral e de sintonia com o Prelado.

Pode ler AQUI a Carta Pastoral do nosso Bispo.

Senhor do Monte - a Festa


A Capela do Senhor do Monte é pertença da Junta de Freguesia de Tarouca.
Mais uma vez este ano, por iniciativa da Junta de Freguesia, realizou-se a festa que teve lugar na tarde do dia 16 de Setembro.
Pelas 14.30h horas, teve início a procissão junto da Capela de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, que seguiu pelo velho caminho que a quem a Junta dera um jeitinho.
Uma vez na Capela, teve início a Eucaristia, animada pela Banda de Tarouca, que já havia participado na procissão e que, após a Missa, ofereceu um breve concerto, muito apreciado pelos presentes.
Seguiu-se um tempo de convívio e de partilha de lanches. Entretanto, a Junta de Tarouca ofereceu o lanche.
 
 
Aquele lugar é lindíssimo, recatado e com abundante vegetação. Precisa apenas de alguns melhoramentos, mormente a nível de acessos, arranjo de espaços, colocação de mesas e de wcs, exploração de água.
Assinale-se o facto de muita gente ter acorrido ao local. Tudo o que contribua para juntar as pessoas de uma freguesia tão dispersa é sempre bem-vindo. As pessoas souberam conviver fraternalmente em são espírito de partilha.
 
 
 
Sabemos que nestas festas onde fé está presente, a parte central só pode ser a EUCARISTIA. E isto é inquestionável. Por respeito a si mesmos, às outras pessoas e ao Deus que sempre nos respeita, a única atitude digna é silêncio e participação.

domingo, 16 de setembro de 2012

«Quem dizem os homens que Eu sou?»

Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações de Cesareia de Filipe.
No caminho, fez-lhes esta pergunta:
«Quem dizem os homens que Eu sou?»
Eles responderam:
«Uns dizem João Baptista; outros, Elias;
e outros, um dos profetas».
Jesus então perguntou-lhes:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?»

(Evangelho deste domingo)

E  HOJE?
«Quem dizem os homens que Eu sou?»

1.       Há quem diga que tu és João Baptista

2.       Há quem diga que tu és Elias

3.       Há quem diga que és um dos antigos profetas que ressuscitou

4.       Há quem diga que és um revolucionário

5.       Há quem diga que tu não respeitas o sábado

6.       Há quem diga que tu és um amigo dos pecadores e comes com eles

7.       Há quem diga que tu és um amigo das crianças, dos jovens e dos doentes

8.       Há quem diga que convives com mulheres de má vida

9.       Há quem diga que tu falas bem e com autoridade

10.   Há quem diga que és um milagreiro

11.   Há quem diga que tu és um agitador de multidões

12.   Há quem diga que tu defendes os pobres e oprimidos

13.   Há quem diga que tu és guloso e gostas de beber

14.   Há quem diga que és um pobre nazareno

15.   Há quem diga que és o filho de José, o carpinteiro, e de Maria

16.    Há quem diga que tens uma doutrina ultrapassada: defendes a vida e não aceitas o divórcio

17.   Há quem diga que és um místico que passa muito tempo a rezar

18.   Há quem diga que tu atacas a religião e fazes perder a fé

19.   Há quem diga que falas admiravelmente de Deus

20.   Há quem diga que tu és muito carinhoso, mas muito exigente.

E Jesus continua:
"E vós quem dizeis que eu sou?"
Simão Pedro:
«És o Messias de Deus».

E você, caro (a) visitante, que responderia???

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Linda canção, excelente interpretação e belíssima história!


ANTES DE ABRIR! LEIA A HISTÓRIA!

Já quase toda a gente ouviu, pelo menos uma vez, a canção Amazing Grace (algo como Surpreendente Graça), que é uma música tradicional britânica.
O que a maioria não sabe (eu não sabia) é que essa canção foi composta por um cidadão britânico de nome Johnn Newton, no século dezoito, depois de uma conversão religiosa.
Ele tinha começado uma carreira na Marinha Real, mas abandonou aquilo para tornar-se traficante de escravos.
Conta-se que, numa das suas viagens, o seu navio foi atingido em mar alto por uma tempestade.
Newton, então, deu-se conta de que só a Graça Divina o salvaria e orou fervorosamente a Deus.
A graça aconteceu: ele conseguiu escapar são e salvo com o seu navio.
Movido por aquilo, Johnn Newton começou a ler o clássico cristão «Imitação de Cristo», de Thomas Kempis, e ainda tocado pela Luz que o havia despertado interiormente, mudou a sua vida, libertou todos os escravos que venderia e passou a ser um lutador anti-escravagista.
Compôs, então, a canção Amazing Grace , como agradecimento e um testemunho do que se havia passado com ele, no seu encontro com Deus.

É esta canção que você ouve (e vê) no vídeo anexo, que mostra uma apresentação da mesma pelo incrível grupo vocal Il Divo, interpretando essa canção emocionante em pleno Coliseu, em Roma, onde, no passado, tantas pessoas perseguidas, maltratadas e escravizadas (inclusive cristãos),
encontraram um fim trágico e cruel.

Conhecendo a história, podemos apreciar ainda mais amazing Grace e a sua interpretação única dos talentosos Il Divo...