A Paóquia de S. Pedro de Tarouca rezou em união com o Papa, os Bispos e toda a Igreja que hoje consagraram o mundo, a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria, Rainha da Paz.
sábado, 26 de março de 2022
Tarouca e a Consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria
quinta-feira, 24 de março de 2022
27 Março 2022 - 04º Domingo da Quaresma – Ano C
O povo de Deus continua a sua travessia pelo deserto, depois da sua libertação do Egito. A primeira leitura de hoje diz-nos que estão já próximos da Terra Prometida. Como eles, também nós continuamos a nossa caminhada, em direção ao monte onde a Salvação nos está prometida. Nesta subida, que tantas vezes se nos afigura penosa demais para as nossas forças, resta-nos uma certeza que nos traz alento, e que o nosso Bispo relembra na sua carta pastoral: “Sabemos que o Senhor está connosco todos os dias, vai connosco, cuida de nós, orienta os nossos passos, mesmo quando caímos, e pensamos que estamos e ficamos ali, perdidos no caminho, atolados no lodaçal frio da solidão e da indiferença. Ele Vai connosco sempre, é seguro, e chama-nos a caminhar com Ele, o que nem sempre conseguimos fazer” (nº 4). É exatamente esta a lição que tiramos da parábola do Evangelho deste domingo: nunca estamos sós. Ele vai connosco. Ele não desiste de nós. Ele espera sempre o nosso regresso.
(Colocar no monte calvário a palavra: COMPROMETIDOS)
COM JESUS NO CAMIMHO DA CRUZ.
Quarto domingo: A CRUZ DA RECONCILIAÇÃO - “COMPROMETIDOS”
1. - É muito rica a parábola do pai e dos dois filhos…
2. - Rica e faz-nos pensar muito.
3. - Dá-nos a conhecer o lado misericordioso e compreensivo de Deus. É o pai, que acolhe e recebe de novo aquele filho distante e perdulário, que esbanjou os seus bens e a sua vida.
2. - Que faz uma grande festa pelo regresso do filho.
1. - Hoje vamos olhar esta parábola pensando no antes e depois daquele regresso à casa do pai.
2. - Antes e por detrás da festa estão momentos difíceis na vida daquela família.
1. - Tanto o pai como os dois filhos passaram por situações de insatisfação, tristeza, mal-estar.
2. - O filho mais novo desiludido e perdido, descorçoado da vida;
1. - O pai amargurado pela ausência do filho;
2. - O filho mais velho revoltado; fechado sobre si, mesmo na companhia do pai; distante do irmão;
ressentido e indisposto pelo acolhimento que o pai lhe faz.
1. - Todos a sofrer, distantes uns dos outros, a viver cada um para si.
2. - O regresso do filho mais novo permite a reconciliação com o pai. Ficam felizes.
1. - O pai oferece um banquete. É o banquete da comunhão, a festa da reconciliação.
2- Mas, o filho mais velho não que entrar nessa festa. Fecha a porta à felicidade
Todos: Sem reconciliação não podemos ser felizes. Sem reconciliação não há salvação.
1. - Na nossa caminhada quaresmal estamos a acompanhar Jesus até ao Calvário.
2. - Somos seus discípulos, envolvidos na sua missão.
1. - E a missão de Jesus é a RECONCILIAÇÃO da humanidade.
2. - A segunda leitura da liturgia de hoje é clara e significativa:
3. - “Jesus Cristo reconciliou-nos com Deus e confiou-nos o ministério da reconciliação”.
«Na verdade, é Deus que em Cristo reconcilia o mundo consigo, não levando em conta as faltas dos homens e confiando-nos a palavra da reconciliação».
Todos: Jesus reconciliou-nos com Deus. E confiou-nos o ministério da reconciliação.
3.- Nesta semana queremos crescer na consciência de que somos cristãos COMPROMETIDOS no caminho de Jesus, envolvidos e empenhados na RECONCILIAÇÃO.
2. - Somos chamados a ser «embaixadores de Jesus Cristo», levando a reconciliação de Deus a todos.
1. - «Nós vos pedimos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus».
2. - Reconciliai-vos convosco mesmos. Reconciliai-vos com os outros.
1. - Reconciliai-vos com a natureza. Reconciliai-vos com a vida.
2. – Queremos ser cristãos COMPROMETIDOS em viver e trabalhar pela reconciliação:
1. - Das famílias, dos vizinhos, dos grupos de serviço, de lazer, ou de interesses, grupos de Igreja, grupos cívicos, dos que são chamados ao serviço do bem comum, dos povos, das nações, dos cristãos, das religiões.
2. - Aceitemos o peso que os caminhos da reconciliação põem na cruz da nossa vida.
1. - Bem sabemos que os caminhos da reconciliação nem sempre são fáceis. Por vezes são mesmo muito difíceis.
2. - As palavras do Papa Francisco numa das Semanas de Oração pela Unidade dos Cristãos,
ajudam-nos a situar melhor o nosso compromisso em relação à reconciliação.
3.- “A reconciliação para a qual somos impelidos não é simplesmente iniciativa nossa: é primariamente a reconciliação que Deus nos oferece em Cristo. Antes de ser esforço humano de crentes que procuram superar as suas divisões, é um dom gratuito de Deus. Como resultado deste dom, a pessoa perdoada e amada é chamada, por sua vez, a proclamar o evangelho da reconciliação em palavras e obras, a viver e dar testemunho duma existência reconciliada”.
2.- “Poderá realizar-se uma autêntica reconciliação entre os cristãos quando soubermos reconhecer os dons uns dos outros e formos capazes, com humildade e docilidade, de aprender uns dos outros, sem esperar que primeiro sejam os outros a aprender de nós”.
1. - Somos cristãos agradecidos pela reconciliação e COMPROMETIDOS com Jesus Cristo.
Todos: Com Jesus a Cruz da Reconciliação é, e há de ser, a Cruz da Ressurreição.
domingo, 20 de março de 2022
TODOS, UNIDOS, PELA PAZ!
...
sexta-feira, 18 de março de 2022
20 Março 2022 - 3º Domingo da Quaresma – Ano C
Admonição inicial:
A liturgia da Palavra deste domingo, volta a levar-nos
ao cimo do monte. Há oito dias ao Tabor. Hoje ao Horeb, onde Moisés se deixa
envolver e implicar pela sarça ardente que vê, pelo chão sagrado que pisa, pela
voz de Deus que o chama.
Dom António Couto, na carta pastoral, alerta que a forma
de Jesus nos implicar na sua missão é diferente daqueles que são os
procedimentos dos homens.
Contrariamente aquilo que é a lógica humana “é no princípio
da sua missão que Jesus chama os seus
discípulos, e é durante a sua própria missão que
Jesus os envia em missão (Mt 10,1-16; Mc 3,14; 9,1-6). Esta contemporaneidade
envolve e revolve e implica com Jesus os seus discípulos, e envolve-nos e
revolve-nos e implica-nos a nós do mesmo modo, impedindo a sua e a nossa
catalogação como simples e fáceis continuadores ou herdeiros da missão
evangelizadora de Jesus.
Somos, afinal, muito mais que meros continuadores ou herdeiros da missão de Cristo. Estamos implicados nessa missão, como os discípulos, desde o princípio e para sempre.
(Colocar no monte calvário a palavra: IMPLICADOS)
Terceiro domingo: A
CRUZ DA MISERICÓRDIA e da conversão -“IMPLICADOS”
1.- «Moisés, Moisés!»
2. - «Aqui estou!».
1. - «Não te aproximes. Tira as
sandálias dos pés, porque o lugar que pisas é terra sagrada».
«Eu sou o Deus de teus pais, Deus de Abraão,
Deus de Isaac e Deus de Jacob».
«Eu vi a situação miserável do meu
povo no Egipto; escutei o seu clamor provocado pelos opressores. Conheço, pois,
as suas angústias. Desci para o libertar das mãos dos egípcios e o levar deste
país para uma terra boa e espaçosa, onde corre leite e mel».
3. - Deus é Deus
próximo de nós que conhece as nossas dificuldades e angústia, sempre disposto a
ajudar-nos e a levar-nos para situações de vida mais favoráveis.
2. - Deus interessa-se
pela nossa vida e quer a nossa felicidade.
1.- Em Jesus Cristo
manifestou-nos toda a sua bondade, toda a misericórdia para connosco.
2. - Jesus apresenta-nos
um Deus paciente, tolerante para com a fraqueza humana, compreensivo para com a
dureza da nossa mente e do nosso coração.
Todos: O Senhor é misericordioso e cheio
de compaixão!
1. - Ele bem sabia que
nem sempre nós íamos ser dignos do seu amor e da maneira como cuida de nós.
3. - Ao olharmos o Evangelho
de hoje facilmente nos damos conta de alguns modos distorcidos de acolher e
compreender a misericórdia de Deus.
1. - Os judeus que
interpelavam Jesus olhavam as catástrofes e desgraças como acontecimentos
diretamente relacionados com o pecado, os pecadores.
2.- Quantas vezes, tal como
no tempo de Jesus, perante os desastres, as catástrofes, as mortes de pessoas
inocentes, nós perguntamos: “Porque é que Deus permite isto?” –como que a
deitarmos as culpas a Deus e a duvidar da sua bondade.
1.- Também se ouve dizer:
“Isto aconteceu-lhes como castigo de Deus”, “era o que mereciam”.
2.- Jesus ensina aos seus
discípulos e a nós, que na vida presente não há relação direta entre pecado e
desgraça.
3. - É verdade que as
calamidades e as desgraças, muitas delas naturais, são potenciadas pela nossa
condição de pecadores. Mas não podem ser interpretadas como uma punição.
No entanto não deixam de ser
para nós uma advertência e uma chamada de atenção para o modo como vivemos e
para o modo como somos chamados a viver.
São sempre um convite à
mudança de vida. Uma oportunidade para verificar o andamento do nosso viver.
1.- São sempre um apelo à
conversão, um convite a olharmos a vida com mais verdade.
2.- Tudo pode ser uma
oportunidade para nos deixarmos envolver pela misericórdia de Deus.
1. - Podemos dizer que uma
das coisas que para nós é difícil, como discípulos de Jesus Cristo, é a conversão
à paciência e misericórdia de Deus.
2. - Nós estamos implicados
na missão de Jesus. Estar implicado com Jesus significa assumir o seu estilo de
vida, o seu modo de pensar e de agir.
1. - O traço principal do
estilo de Jesus é a misericórdia, paciência de Deus connosco.
3. - Nesta semana vamos ter
em conta a nossa conversão à misericórdia de Deus.
1. - Se pensarmos um
bocadinho damo-nos conta de que não é fácil.
Todos: Somos chamados a convertermo-nos à
misericórdia de Deus.
3. - Somos chamados a:
1. - Reconhecer e aceitar a
paciência de Deus para connosco.
2. - Olhar os acontecimentos
da história e da nossa vida à luz da paciência e misericórdia de Deus;
- Permitir que o nosso
coração se transforme segundo a paciência e misericórdia de Deus e assim transpareça
na relação com os outros.
1. - É a grande conversão a
que somos chamados. Não é fácil. Mas é o que Deus nos pede.
2. - É verdade. Sem a
misericórdia de Deus não podemos entender a nossa vida.
1.- A misericórdia de Deus
tudo supera. Deus cuida de nós constantemente e enche-nos de oportunidades para
que os bons frutos possam aparecer em nós.
2.- Como vemos na parábola da
figueira, Deus dá-nos muitas oportunidades. Cada dia é uma oportunidade. Deus
tem muita paciência para connosco.
1.- Nada tem que temer de
Deus quem vive com Deus e faz da causa de Deus a sua vida.
2. - Juntemos a nossa cruz à
Cruz de Jesus a caminho do Calvário. É a cruz da misericórdia, a cruz da
redenção.
Todos: Com Jesus, a Cruz da Misericórdia é, e há de ser, a Cruz da Ressurreição.
3.- Hoje é domingo da Cáritas, dia de partilha com os que mais precisam. Somos chamados a intensificar a nossa renúncia quaresmal em favor de quem precisa. A renúncia que fazemos é sinal e expressão da misericórdia de Deus para connosco.
segunda-feira, 14 de março de 2022
domingo, 13 de março de 2022
RISE UP | ENCONTRO DE PREPARAÇÃO PARA A JMJ LISBOA 2023
"Juventude, neste caminho rumo à JMJ Lisboa 2023, é essencial que nos preparemos!
LEVANTAI-VOS! VAMOS!!!"
sábado, 12 de março de 2022
Igreja de Tarouca - Vigília de Oração "Juntos pela Paz"
11 de março, 21 horas, Igreja Paroquial de Tarouca. VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELA PAZ NA UCRÂNIA.
Muita gente marcou presença, salientando-se a adesão da gente nova, escuteiros, catequizandos mais velhos e outros. Aliás foi o Grupo de Jovens "Arautos da Alegria" que preparou, orientou e dinamizou esta vigília.
Saliente-se a presença da ucraniana Iryna, há muito a residir em Tarouca e que tocou com a mestria que lhe é reconhecida, ajudando os presentes neste momento de intimidade com o Senhor e de solidariedade com o povo mártir da Ucrânia.
Como estamos na Quaresma, a Via-Sacra foi a nossa oração-suporte. Ver o calvário daquele povo sofredior à luz da paixão, morte e ressurreição de Jesus.
Houve espaço para a diversidade: oração colectiva, partilha escrita, meditação, canto, exposição de imagens... Enfim, mais um belo momento de intimidade com Deus e de abertura aos irmãos que os jovens proporcionaram à comunidade.
Parabéns a todos!
quinta-feira, 10 de março de 2022
Aí está o Sopé da Montanha!
VEM REZAR CONNOSCO!
Juntos pela Paz!
Quando a guerra se abate sobre um povo todos sofremos, por isso juntos rezaremos pela Paz na Ucrânia e em todo o Mundo! Sexta feira (11 de Março) pelas 21h, na Igreja Paroquial, iremos realizar uma vigília de oração
Nessa noite, iremos fazer recolha de bens essenciais, em colaboração com a CPCJTarouca , para bebés e crianças! Contamos com a vossa ajuda e presença!
quarta-feira, 9 de março de 2022
terça-feira, 8 de março de 2022
Dia Internacional da Mulher
domingo, 6 de março de 2022
Papa oferece mediação da Santa Sé para travar guerra, denunciando «rios de sangue e de lágrimas»
O Papa condenou hoje a guerra na Ucrânia, falando de “rios de sangue e de lágrimas”, numa intervenção em que contrariou o discurso oficial da Rússia, que fala em “operação militar especial”.
“Não se trata apenas de uma operação militar, mas de guerra, que semeia morte, destruição e miséria”, denunciou, desde a janela do apartamento pontifício, no Vaticano.
Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação do ângelus, Francisco afirmou que, “na Ucrânia, correm rios de sangue e de lágrimas” e, após 11 dias de invasão russa, “as vítimas são cada vez mais numerosas, bem como as pessoas em fuga, especialmente mães e crianças”.
“Sobretudo, imploro que cessem os ataques armados e prevaleça a negociação, que prevaleça o bom senso, e se volte a respeitar o direito internacional”, apelou.
O Papa anunciou que a Santa Sé está disposta a “fazer de tudo” para mediar o conflito e “colocar-se ao serviço desta paz”.
A intervenção revelou que, nos últimos dias, foram à Ucrânia dois cardeais próximos de Francisco, “para servir o povo, para ajudar”.
Os responsáveis escolhidos foram o cardeal Konrad Krajewski, esmoler pontifício, “para levar ajuda aos mais necessitados”, e o cardeal Michael Czerny, prefeito interino do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé).
Esta presença de dois cardeais, lá, é a presença não só do Papa mas de todo o povo cristão, que se quer aproximar e dizer: a guerra é uma loucura, parai por favor! Olhai para esta crueldade”.
Francisco renovou o seu “sentido apelo” para que se “assegurem realmente corredores humanitários”.
O Papa espera que “seja garantido e facilitado o acesso das ajudas às zonas sob assédio, para oferecer socorro vital a irmãos e irmãs oprimidos pelas bombas e pelo medo”.
“Nesse país martirizado cresce dramaticamente, de hora em hora, a necessidade de assistência humanitária”, acrescentou.
Francisco agradeceu a todos os que estão a acolher os refugiados e deixou uma palavra especial aos profissionais da comunicação social que se encontram no cenário de guerra.
“Gostaria de agradecer aos jornalistas, que para garantir a informação, colocam em risco a própria vida. Obrigado, irmãos e irmãs, por este vosso serviço”, disse, numa intervenção sublinhada pela multidão com uma salva de palmas.
“Um serviço que nos permite estar próximos do drama daquelas populações e perceber a crueldade de uma guerra. Obrigado, irmãos e irmãs”, prosseguiu.
O Papa concluiu com um apelo à oração pela paz na Ucrânia, destacando a presença de várias bandeiras do país, na Praça de São Pedro.
“Rezemos juntos, como irmãos, a Nossa Senhora, Rainha da Ucrânia”, pediu.
Mais de 1,5 milhões de pessoas saíram da Ucrânia para os países vizinhos em dez dias, segundo o Alto-Comissário da ONU para os Refugiados.
“Esta é a crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a II Guerra Mundial”, escreveu Filippo Grandi, numa publicação na rede social Twitter.
A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar contra a Ucrânia, que tem provocado milhares de mortes, entre militares e civis, e elevados danos materiais.
Fonte: aqui
sexta-feira, 4 de março de 2022
Atividades catequéticas calendarizadas
quinta-feira, 3 de março de 2022
6 Março 2022 - 1º Domingo da Quaresma – Ano C
1º Domingo da Quaresma
ENVOLVIDOS
Admonição inicial:
Reflexão
1º: Estamos na Quaresma de 2022!
2º: Mas que significa Quaresma?
3º: Quaresma quer dizer 40 dias de preparação para a
principal festa dos cristãos, que é a Páscoa.
1. Sabemos que o tema do nosso ano pastoral são aquelas
palavras que Jesus pronunciou no Jardim das Oliveiras, imediatamente antes de
ser entregue por Judas e preso pelos soldados.
2: Recordai-nos essas palavras de Jesus:
1º e 3º: “Levantai-vos! Vamos!”
1º: Levantai-vos do banco do pecado, do egoísmo, da
falsidade, do rancor, da maldade, da indiferença religiosa. Destes e de outros
bancos que, parecendo fofos, nos entorpeçam e paralisam os nervos do coração e
da vida.
2º: E vamos para onde?
3º: Vamos para onde Jesus nos levar. E tenhamos a certeza:
Ele sabe o caminho de cor e salteado. Ele não Se engana nem nos engana.
Todos: “Levantai-vos! Vamos!”
1º: No Evangelho desta Eucaristia, Jesus levantou-se e
partiu para o deserto. Aí jejuou durante 40 dias e foi tentado pelo Diabo.
2º: O Diabo usou todas as artimanhas para tentar Jesus. Mas
Jesus venceu o tentador.
3º: Pois, Quaresma é tempo de conversão, de mudar de vida,
de vencermos as tentações do mal, para que o nosso coração se pareça com o
coração bonito de Jesus. A conversão, a mudança de vida, só depende de cada um
de nós. Só cada um a pode fazer. Está disposto a converter-se???
Todos: Quaresma é tempo de conversão, que se
manifesta na oração, no jejum e na renúncia.
1º: Diz a 2ª Leitura: «Todo aquele que
acreditar no Senhor não será confundido». A 1ª Leitura indica o caminho:
“Colocarás diante do Senhor teu Deus as primícias dos frutos da
terra e te prostrarás diante do Senhor teu Deus».
2º: Quaresma é tempo de oração mais intensa, para escutarmos a Palavra de Deus, conhecermos melhor o Seu projeto para a nossa vida, suplicarmos o Seu perdão, confiarmos ao Senhor os nossos profundos desejos, a vontade de sermos bons e generosos.
3º: Precisamos de Deus como de pão para a boca! Deus é o primeiro, o mais importante. Qual é o seu compromisso de oração para esta
Quaresma?
Todos: Quaresma é tempo de conversão, que se
manifesta na oração, no jejum e na renúncia.
1º: Quem tem a ver esta caixinha que está aqui ao pé do
altar com a Quaresma?
2º: É a caixa da renúncia quaresmal. É o nosso altar do amor
ao próximo. Aqui vamos colocar o que poupamos com as coisas a que renunciamos
para ajudar os que mais precisam por esse mundo fora.
3º: Quando renunciamos a coisas a que tínhamos todo o
direito para poder ajudar quem precisa, é um gesto belíssimo de amor.
Todos: Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei, diz o
Senhor.
1º: Quaresma é tempo de jejum e de abstinência. Como vimos
no Evangelho, Jesus jejuou durante 40 dias.
2º: O preceito da
abstinência obriga os fiéis a partir dos 14 anos completos. O preceito do jejum
obriga os fiéis que tenham feito 18 anos até terem completado os 59. Mas os
mais novos e os velhinhos também devem fazer abstinência e jejum de acordo com
a sua idade e saúde.
3º: Abstinência: em cada sexta-feira da Quaresma evitemos
comer carne. Mas, nesta Quaresma, façamos abstinência de palavras ofensivas, de
gestos de egoísmo, de falar mal dos outros, de atitudes violentas, de
julgamentos falsos…. Jejum é a forma de penitência que consiste na privação de
alimentos. Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa são dias de jejum e
abstinência. Na disciplina tradicional da Igreja, a concretização do jejum
fazia-se limitando a alimentação diária a uma refeição, embora não se excluísse
que se pudesse tomar alimentos ligeiros às horas das outras refeições. Mas,
nesta Quaresma, façamos jejum de palavras feias e de má educação, de atitudes
de indiferença em relação a Deus e aos irmãos, de gestos de soberba e
arrogância, de sentimentos de ódio e de vingança, de preguiça e comodismo…
Todos: Quaresma
é o tempo da libertação e da misericórdia. Deus envolve-nos com o Seu amor e a
Sua
infinita compaixão.
1º: Envolvidos
num caminho de conversão interior, que se pretende dê frutos também na vida
exterior.
2º: Envolvidos no amor e na infinita compaixão de Deus,
confiemos n’Ele, rezemos-Lhe nesta Quaresma de forma especial.
3º: Envolvidos pela caridade e pela liberdade de Deus,
amemos os irmãos carenciados com gestos de renúncia e façamos jejum e
abstinência que nos libertam das coisas que nos prendem.
1ª, 2º, 3º: Levantai-vos! Vamos! Percorramos com Cristo a Quaresma. Para com Cristo ressuscitarmos na Páscoa!
VISITAS PASCAIS REGRESSAM NA PÁSCOA
quarta-feira, 2 de março de 2022
Mensagem do nosso Bispo para esta Quaresma.
Debulha o teu
grão, reparte o teu pão, olha para Deus com gratidão
1. Estamos outra vez, caríssimos irmãos e irmãs, a atravessar
tempos difíceis, frios e sombrios. Como se não bastassem as chagas a sangrar da
pandemia da Covid-19 com que temos ainda de lidar, eis-nos já a braços com os
tresloucados desvarios que de tempos-a-tempos assolam a nossa pobre humanidade,
e trazem à tona a doença de chegarmos a pensar que somos deuses, no pior
sentido, isto é, tiranos e prepotentes, senhores do mundo, senhores dos outros e
de tudo! Maus e mais ou menos imortais, assim pensamos, podemos matar e
destruir, pois tudo o que há para além de nós não passa de lixo e de estorvo!
2. O Livro do Apocalipse bem nos
lembra, com vigorosas imagens, que todos os nossos impérios caem: «Ai, ai, ó
grande cidade! Vestias linho puro, púrpura e escarlate, e adornavas-te com
ouro, pedras preciosas e pérolas: numa só hora tanta riqueza foi reduzida a
nada!». A citação é do Capítulo 18, versículos 16-17, mas todo o Capítulo 18
repete, com ligeiras variantes, este refrão. O Apocalipse fala assim do destino
de Roma (a que chama Babilónia) e de todas as “Roma” de todos os tempos, tenham
lá o nome que tiverem.
3. A mim, como teu bispo, é imperioso que te lembre, meu
irmão, minha irmã, que estamos também outra vez a entrar no tempo da Quaresma,
que é um tempo favorável que Deus nos dá para abrirmos caminhos novos de amor e
de paz dentro de nós. As coisas do mundo não podem alimentar-te nem encher de
perfume a tua vida. A tua alegria não está entre as coisas passageiras.
Relâmpagos, tempestades, terramotos, sons e vozes da terra são estrangeiros
para ti. Tu, meu irmão a tempo inteiro, não deixes de sentir os pés no chão do
terreiro, mas mantém também a cabeça no céu, ao léu, para poderes ouvir sempre
bem a voz de Deus, e ver bem, belo e bom, para tirar o argueiro da vista do teu
irmão e companheiro. Que o ódio e a violência nunca tomem conta do teu coração.
Que o teu coração seja habitação de paz. Que nunca te seduza o som das
espingardas. Debulha o teu grão, reparte o teu pão, olha para Deus com
gratidão. Tens a quaresma e o ano inteiro para encher de amor o teu celeiro.
Não tenhas medo do nevoeiro. Que todos os dias haja misericórdia no teu coração
e nos teus gestos. Que o Senhor seja a tua Luz, meu irmão e irmão de Jesus.
4. Caríssimos irmãos e irmãs, o tempo da Quaresma é o
tempo da conversão, o tempo da sementeira, em que Deus lança em nós novas
sementes para que nasça em nós uma nova plantação, um novo coração, atento a
Deus e aberto aos nossos irmãos mais necessitados. É por isso que em cada
Quaresma que passa somos chamados a renovar o esforço da nossa Caridade, que se
traduz na oferta da nossa esmola quaresmal. Costuma chamar-se a este esforço da
nossa Caridade renúncia quaresmal, que por amor oferecemos no Ofertório do
Domingo de Ramos na Paixão do Senhor.
5. Quero voltar a informar (já o fiz o ano passado) as comunidades da nossa
Diocese de Lamego que a Coleta da esmola da nossa Caridade quaresmal relativa ao
ano de 2020 praticamente não se chegou a realizar por estarem as nossas igrejas
encerradas ao culto devido à pandemia. Todavia, recolheram-se 1.339,20 euros. O
principal destino da Coleta eram os nossos irmãos sofridos da Diocese de Alepo
dos Maronitas, na Síria, e seguiria para o seu Arcebispo D. Joseph Tobji. Como
o valor reunido era baixo, anunciei, no princípio da Quaresma passada (2021),
que daríamos o mesmo destino do ano anterior à esmola da nossa Caridade
quaresmal recolhida em 2021. Não obstante o clima ainda ser de pandemia, as
igrejas já se encontravam abertas ao culto, e conseguimos reunir perto de
10.000,00 euros, quantitativo que já seguiu para a Nunciatura Apostólica na
Síria, que o fará chegar às mãos do D. Joseph Tobji, Arcebispo da martirizada
Diocese de Alepo dos Maronitas, na Síria.
6. Neste ano e nesta Quaresma de 2022, apelo a todos os meus irmãos
espalhados pelas Paróquias da nossa Diocese, que nos sintamos comprometidos com
três situações a necessitar do nosso apoio e onde trabalham missionários
oriundos da nossa Diocese de Lamego: 1) vamos apoiar a construção de um Jardim
de Infância e de uma Casa de Formação para Crianças e Jovens, em Laleia (Timor
Leste), onde está a trabalhar a Ir. FELISMINA PEDRO, das Franciscanas
Missionárias de Nossa Senhora, e que é natural de S. João da Pesqueira; 2)
vamos apoiar melhoramentos necessários na Paróquia de S. Kisito de Begou, Diocese
de Sarh, no Chade, onde trabalha o Rev.do P. LEONEL CLARO, missionário
Comboniano, natural de S. Pedro de Penude; 3) vamos apoiar as necessidades de
D. MANUEL ANTÓNIO, Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe, e também ele oriundo
do chão da nossa Diocese de Lamego. O anúncio do destino da nossa Caridade
Quaresmal será feito, como de costume, em todas as igrejas da nossa Diocese no
Domingo I da Quaresma, realizando-se a Coleta no Domingo de Ramos na Paixão do
Senhor.
7. No início desta caminhada quaresmal rumo à Páscoa do Senhor, saúdo com
afeto e alegria todos os meus irmãos e irmãs espalhados pelas paróquias da
nossa Diocese. Todos mesmo, desde os mais velhinhos até aos mais pequenos.
Ver-nos-emos logo que possível. Entretanto, a todos desejo, do fundo do meu
coração, saúde, paz, paciência, resistência, e que a ninguém falte a graça de
Deus e a mão fraterna de um irmão.
Lamego, 02 de março de 2022, Quarta-Feira de Cinzas
Na certeza da minha oração e comunhão convosco, a todos vos abraça o vosso
bispo e irmão, + António







